quarta-feira, 12 de abril de 2017

Portal Teologia & Missões

* Comentário & Resumo do Livro Convulsão Protestante de Antônio Carlos Costa

Convulsão Protestante de Antônio Carlos Costa 

A leitura é um processo e pode ser aprimorada, ainda mais lendo por mais de uma vez o mesmo livro, o que melhora a interpretação e a assimilação, tendo uma visão mais ampla do que dá primeira leitura.

"Livros são objetos fantásticos, como o escritor Carl Sagan disse, um livro é a prova que humanos são capazes de fazer mágica. Seja para ajudar na vida, com a experiência acumulada de milhões de pessoas que já viveram, ou para nos levar a outros mundos em viagens fantásticas quando o presente não é tão atraente, ler é uma das atividades mais poderosas que a mente humana é capaz de realizar".

Muitos dos que acompanham as criativas e contundentes manifestações contra a violência e a desigualdade social e em favor dos direitos humanos, em especial na cidade do Rio de Janeiro, cuja eloquência e impacto alcançam a mídia em todo o planeta, não fazem ideia de que, por trás desse movimento, está um pastor cujo ministério sofreu uma guinada espetacular.

Em Convulsão protestante, Antônio Carlos Costa relata por que decidiu dar uma reviravolta em sua carreira ministerial e lançar-se na desconhecida e imprevisível jornada em favor da massa empobrecida deste país.

Engana-se quem espera do autor um texto panfletário, de pena viciada pelos usos e abusos da retórica marxista. Antônio é um pensador e articulador atento ao texto bíblico que, em dado momento, foi confrontado por Deus a agir.

Convulsão protestante ajudará o leitor a compreender por que o crescimento acelerado do cristianismo em nosso país não resultou em uma sociedade mais justa e digna para todos.

O verdadeiro culto, o amor autêntico e a obediência mais profunda representam, acima de tudo, levar a sério a vida emocional do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Quando a Bíblia afirma que a fome o levava a se compadecer do pobre, isso significa que não podemos jamais ignorar a miséria humana.

Cristo desabafa com sua Igreja. Ninguém pode ser mais sensível a essa voz do que seus membros. 

Jesus pediu que não ignorássemos a pobreza. Onde houver gente sofrendo privações, temos de participar dos sofrimentos de Cristo. A missão da igreja é se deixar guiar pela compaixão do seu Senhor e salvador.

Ser cristão não é sinônimo de "ser do bem". Certamente, o cristão ama e quer o bem. Mas, ser cristão é, essencialmente, ver a vida de determinado modo e ajustar a conduta pessoal a essa forma de enxergar o mundo que o cerca.

 (Crianças brincando a beira do rio-esgoto na favela Mandela do Rio de Janeiro). 

Atente-se para esse trecho de Marcos 8.1-2: "... Chamou Jesus os seus discípulos...". 

Nessa passagem, vemos o Senhor Jesus tratando com a igreja do problema da fome dos necessitados. 

Ninguém deveria ser mais receptivo à voz de Deus que aqueles que dizem ser cristãos. Bilhões de homens e mulheres declaram ter nascido de novo, mortos para a vida de pecado e renascidos em Cristo. Afirmam que o coração de pedra deu lugar ao coração de carne. Dizem estar absolutamente certos de que viviam nas trevas e que agora encontram-se na luz. Foram feitos templo do Espírito Santo. Sentem-se ligados a Cristo como os ramos à videira. Quando ouvimos pessoas afirmarem tais coisas, perguntas emergem: como esse colosso de ser humano pode ser insensível à voz do próprio Deus? O que o faz não se importar com o que importa a Deus? E o que importa a Deus? "Tenho compaixão desta multidão; já faz três dias que eles estão comigo e nada têm para comer." 

Receber pelo Espírito Santo uma nova natureza implica pensar e sentir como Deus. Entre outras coisas, isso também sempre significará compadecer-se daqueles que não têm suas necessidades básicas supridas.

Amor Político! pg 238

Milhões de homens e mulheres encontram-se acorrentados a sistemas de opressão, sem a mínima possibilidade de encontrar alívio para sua dor, exceto se decisões no campo político forem tomadas.

Salários baixos, jornadas de trabalho desumanas, falta de moradia, carência de saneamento básico, insegurança nas ruas, hospitais mal equipados, escolas sem estrutura mínima são poucos dentre os muitos exemplos que grassam em nosso país. Não há igreja e ONG local que dê conta desses males por meio da ação filantrópica.

Há uma grande diferença entre dar pão e libertar o povo da escravidão. Cristãos brasileiros começam a perceber que a sempre indispensável generosidade pontual não dá conta do sertão nordestino, das favelas cariocas, dos bairros de periferia, das comunidades ribeirinhas do Amazonas. Há uma dimensão política no amor.


Antônio Carlos Costa 
Continua... 



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