terça-feira, 5 de maio de 2015

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* Os essênios / Definição


Os essênios eram outro grupo importante, totalizando cerca de quatro mil pessoas. Sabemos deles por várias fontes, incluindo Josefo, Filo, o escritor romano Plínio, o patriarca da igreja, Hipólito e os Manuscritos do Mar do Morto. Não somos capazes de formar uma imagem completamente uniforme a respeito deles a partir dessa fontes. Consolidando todas elas, há indicações de que o termo "essênio", que talvez signifique "os santos" em aramaico oriental, descreve uma gama de posições que caem todas sob o mesmo título, mais que um movimento único com fortes ligações. 

Os essênios parecem ter surgido depois da revolta dos macabeus em 167 a 160 a.C., com um número significativo deles se estabelecendo entre 150 e 140 a.C., a leste de Jerusalém, perto do mar Morto. Abandonaram esse local, provavelmente depois de um terremoto, por volta de 31 A.C., mas alguns deles retornaram após a morte de Herodes, o Grande, em 4 a.C. Tomaram parte na revolta contra Roma em 66 a 70 d.C., e caíram com o resto da nação daquela época. Alguns de seus documentos foram escondidos em cavernas próximas de suas comunidades e foram descobertos a partir de 1947, quando vieram a ser chamados de "Manuscritos do mar Morto". Desde então, realizam-se escavações das ruínas do local onde habitavam. 

Os essênios de Qumran eram uma comunidade restrita, altamente disciplinada, que vivia em regime comunitário, isto é, com todos os bens sendo de propriedade comum. Observavam princípios ascetas rígidos. Rejeitavam qualquer coisa que cheirasse luxúria e praticavam o celibato, embora Josefo mencione alguns essênios casados. Devotavam suas vidas ao estudo das Escrituras, à cópia de seus próprios documentos, à oração e a frequentes rituais de lavagem. Só eram admitidos novos membros depois de um noviciado extenso (dois ou três anos; as fontes divergem quanto a isso) e uma série de votos solenes. 

Teologicamente, eles criam na predestinação rigorosa, na preexistência e na imortalidade da alma. Eram contra o tempo (em função talvez da rejeição ao controle asmoneu do sumo sacerdócio) e fortemente legalistas em matérias de pureza ritual. Consideravam-se os justos remanescentes vivos nos últimos dias e procuravam um Messias político (ou mais de um) no fim dos tempos. Alguns teólogos tentaram achar um vínculo entre João Batista, e mesmo entre Jesus, e os essênios de Qumran. Isso é improvável, especialmente no caso de Jesus. Se houve uma ligação entre João ou Jesus e Qumran, certamente não foi substancial. Não há evidência concreta de que qualquer um deles tenha vivido ou visitado a comunidade alguma vez. E de qualquer forma, os essênios nunca são mencionados pelo nome no Novo Testamento. 

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