"AO CONTRÁRIO DE MUITOS, NÃO NEGOCIAMOS A PALAVRA DE DEUS VISANDO A ALGUM LUCRO; ANTES, EM CRISTO FALAMOS DIANTE DE DEUS COM SINCERIDADE, COMO HOMENS ENVIADOS POR DEUS". 2 Coríntios 2. 17



quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

* Mike Mckinley / Biografia & Mensagens


Mike Mckinley é pastor da Guilford Baptist Church, em Sterling (Virginia). Foi membro da equipe pastoral da Capitol Hill Baptist Chuch, em Washington DC. Obteve seu M.Div. no Westminster Theological Seminary. Ele é preletor e autor de artigos e livros teológicos.




 



A Conferência Fiel para Jovens de 2013 tem seu tema extraído do livro de Mike McKinley "Eu sou mesmo um cristão?". Neste vídeo, ele responde a pergunta: alguém pode crer no evangelho sem estar arrependido?





1) Um equívoco sobre a Soberania de Deus

Apesar de ser verdade que Deus é o autor da salvação e de que Ele não precisa de nós, isso não implica na ideia de que não precisamos evangelizar, pois Deus, em sua sabedoria, decretou tanto os fins (salvação de almas), como o meio que isso se daria (proclamação do Evangelho – evangelização – Rm 10:14).

2) Não tenho amigos incrédulos

“[…] a evangelização pessoal normalmente deve ser baseada na amizade . Normalmente você só terá o privilégio de escolher o assunto de conversação com o outro, depois que já tiver dado a si mesmo em amizade e estabelecido um relacionamento com ele, no qual ele sente que você o respeita, está interessado nele e o trata como um ser humano e não só como algum ‘caso’”. (J. I. Packer)

Muitos cristãos passam suas vidas cercados somente de outros cristãos e, às vezes, até acham que não ter relacionamentos com pessoas do mundo seja uma virtude. Amar o próximo (incrédulo) é uma forma de testemunhar do poder do Evangelho, por isso que uma amizade genuína com incrédulos pode ser muito útil no evangelismo. Devemos tanto evangelizar desconhecidos como tomar a iniciativa para amar o incrédulo e nos tornarmos amigo dele (obviamente, sem nos tornarmos carnais).

3) Entender que evangelismo é para pastores e profissionais

Veja que, em Atos 8:1-4, foram cristãos normais (fugindo da perseguição) que espalharam o evangelho e que, em Rm 15:19, Paulo diz ter cumprido sua missão (plantar igrejas), apesar de não ter evangelizado todas as pessoas, pois ele cria que essa função seria realizada pela igreja local plantada.

4) Não conheço o Evangelho

1 Pedro 3:15 nos diz para estarmos sempre preparados para dar a razão de nossa esperança. Se você não consegue articular o Evangelho, aprenda!

5) Estou muito ocupado

Essa desculpa é um fruto de prioridades erradas ou de um coração indiferente e sem amor (ou ambos).

6) Tememos a opinião de outras pessoas

Sim, “a palavra da cruz é loucura para os que estão perecendo” e Deus fez assim ser (1 Co 1:18-29) e é totalmente esperado que as pessoas não entendam (2 Co 2:14-16), mas no coração desta desculpa está um coração orgulhoso que considera sua reputação e imagem mais importante que o Evangelho.

7) Falta de confiança no Evangelho

Você evangelizou e nada aconteceu? Não devemos confundir o fruto do evangelismo com a nossa fidelidade. Deus sempre é glorificado quando o Evangelho é proclamado, quer aceitem ou rejeitem (2 Co 2:14-16).

Não nos cabe saber o que Deus está fazendo individualmente, mas crer que o Evangelho é o poder efetivo de Deus para salvação de todo aquele que Ele chamar (1 Co 1:24).



       O que é um cristão nominal? (Transcrição)

Um cristão nominal é um cristão apenas no nome. É alguém que acha que é cristão, se diz cristão; talvez sua cultura, sua família, seus antepassados, sejam cristãos – talvez, eles até vão para a igreja; mas não há fome espiritual em suas vidas, não há desejo de conhecer melhor a Deus. Eles não encontram prazer em ler a Bíblia, ou em ouvir o que ela ensina. Eles não se deleitam em Deus.

 Eles vivem para outras coisas. Não têm suas vidas guiadas por Deus. Eles não vão a Deus para obter perdão.  Tudo isso é sinal de que você é um cristão nominal, que você diz ser cristão com palavras, mas isso não é a realidade.

Jesus disse que quando Ele voltasse para julgar o mundo, haverá um grande grupo de pessoas que o chamará de Senhor, eles dirão Senhor, Senhor, e eles terão feito coisas incríveis em nome de Deus, e vão achar que Jesus é seu amigo. Mas Jesus dirá a essas pessoas: Apartem-se de mim, nunca conheci vocês. Não é suficiente você dizer que é cristão, não é suficiente você dizer que um tempo atrás você fez uma oração, ou foi batizado, então você é cristão.

A pergunta é: Você conhece Jesus? Você está o seguindo? Você virou as costas pro seu pecado e confia nEle nesse exato momento?














Cristãos não têm que se juntar a uma igreja para serem salvos, para serem amados por Deus e perdoados por seus pecados; mas é um pouco estranho se eles não fizerem isso. Então, é um pouco estranho perguntar isso como é estranho perguntar à esposa porque ela vive com seu marido. O status implica em ter relação. Ser cristão implica ter certa relação com a igreja, com um grupo de outros cristãos.

Então, é um pouco estranho perguntar isso como é estranho perguntar à esposa porque ela vive com seu marido. O status implica em ter relação. Ser cristão implica ter certa relação com a igreja, com um grupo de outros cristãos.

É isso que você vê no livro de Atos. Nos primeiros cristãos, isso não precisava ser falado. Quando eles se tornavam cristãos, começavam a se reunir em igrejas. Estes são impulsos normais de alguém que conheceu o perdão e graça de Deus. Eles querem estar com outras pessoas que amam a Deus da mesma maneira. Eles querem ouvir ensinamentos sobre Deus para conhecê-lo melhor. 

Eles querem adorar a Deus com outras pessoas. Querem orar a Deus com outras pessoas. Amar outras pessoas como expressão do amor deles por Deus.

Muita da vida cristã significa viver em comunidade, na igreja. A Bíblia no diz que Deus deu a cada uma dessas pessoas, a cada cristão, dons do seu Espírito. Dons especiais para ser usados na edificação da igreja, ajudando a edificar outros cristãos. A alguns cristãos deu o dom de ensinar outros cristãos a entender a palavra de Deus e aplicá-la a suas vidas. A alguns cristãos deu o dom de misericórdia, de compaixão, que sabem ajudar pessoas que estão com problemas. Os dons de Deus são para que os cristãos possam amar e servir à outros cristãos.

Então é estranho se um cristão decide pegar esse dom, guardar para si mesmo e nunca usá-lo para amar outra pessoa. De mesma maneira, é na igreja local que experimentamos os dons que Deus deu para outras pessoas.

Então, se sou cristão, quero estar cercado por pessoas que tem o dom de ensinar a palavra de Deus. Assim vou poder ouvir e compreende-la melhor. Algumas pessoas com o dom, com a capacidade de ser misericordioso. Então eu quero experimentar misericórdia quando precisar.

Então, como cristão eu quero ser parte da igreja, não simplesmente pelo que eu posso dar, mas porque Deus me deu a igreja para me ajudar a crescer.





Vantagens e Desvantagens de Plantar ou Revitalizar uma Igreja


Plantação de igrejas está em voga nestes dias, e essa é uma tendência pela qual eu agradeço a Deus. Mas as estatísticas indicam que milhares de igrejas deixam de existir todos os anos, nos Estados Unidos. Muitas outras igrejas patinam com uma freqüência cada vez menor e uma liderança inadequada. Em alguns casos, pode ser mais estratégico aos plantadores de igreja investir o seu tempo e recursos em revitalizar essas congregações existentes.
Plantação de igrejas e revitalização de igrejas compartilham a mesma meta: ver o estabelecimento de uma igreja que glorifique a Deus onde ela, atualmente, não exista. Ambas as estratégias almejam alcançar comunidades com o evangelho e ambas compartilham algumas dificuldades. Mas cada estratégia traz consigo algumas oportunidades e desafios singulares. Neste artigo, eu apresentarei algumas relativas vantagens e desvantagens em começar uma igreja do zero (plantação) em comparação a revitalizar uma congregação existente (replantação).

As relativas vantagens da plantação de igrejas

1. Uma nova igreja não tem bagagem pessoal (embora o terá se você lhe der algum tempo).

Um pastor mais velho me aconselhou certa vez: “Plante uma nova igreja. Desse modo, ninguém nunca poderá se opor a você dizendo que eles estavam lá antes de você estar lá”. Há verdade nessa afirmação. Se você tiver uma maneira clara e singular como quer que a igreja seja, pode ser mais fácil começar do zero. Você pode fazer as coisas do jeito que quiser e, se as pessoas não gostarem, elas simplesmente vão para outro lugar. Isso pode tornar a jornada de um pastor muito mais tranquila.

2. Novas igrejas podem fazer um bom trabalho de alcançar novos moradores de uma comunidade.

Alguém que seja novo na cidade pode ser mais atraído para um ministério onde ele ou ela possam chegar e logo se tornar uma parte importante da vida da igreja. Além disso, igrejas existentes nem sempre são socialmente flexíveis; elas podem ter dificuldades em acomodar populações em transição e incluir diferentes tipos de pessoas. Uma nova igreja pode se adaptar melhor a pessoas de contextos socioeconômicos distintos. Isso é particularmente mais estratégico em lugares onde a população esteja crescendo ou mudando rapidamente.

3. Novas igrejas tendem a ter vigor evangelístico.

Novas igrejas geralmente têm um período em seu princípio no qual todos os envolvidos entendem a missão da igreja e estão comprometidos com seu papel nela. Em uma igreja em plantação, não há padrões estabelecidos que restrinjam um evangelismo vigoroso e criativo. Não há nenhuma máquina institucional que precise ser alimentada, nenhum programa que precise ser mantido por causa dos membros de longa data. A igreja compreende que não sobreviverá a menos que saia para alcançar a comunidade.

Os relativos desafios da plantação de igrejas

1. Novas igrejas podem encontrar dificuldades logísticas significativas.

A maioria dos modelos de plantação de igrejas exige que o plantador coordene muitos aspectos logísticos com relativamente pouca mão-de-obra. Em muitas comunidades, é difícil encontrar um lugar para se reunir. Uma vez que um lugar seja encontrado, o plantador ainda precisará pagar por ele, estabelecer programas e procedimentos (como ministério com crianças ou de boas vindas aos visitantes) e encontrar voluntários para montar e desmontar essa estrutura, domingo após domingo. Isso pode ser um fardo insustentável para um pequeno grupo de pessoas que não tenha um compromisso duradouro com a igreja. Afinal, você espera que esse grupo de sua confiança use seu precioso tempo para fazer a obra do ministério, recepcionar os visitantes, demonstrar hospitalidade, ensinar as crianças e evangelizar a vizinhança.

2. Novas igrejas podem ter menos credibilidade na comunidade.

Comunidades consolidadas são, às vezes, desconfiadas de novas igrejas. Uma igreja em plantação (especialmente uma com um nome bobo?) terá de trabalhar duro para ganhar credibilidade na comunidade. Pessoas que não estejam familiarizadas com o cristianismo evangélico (especialmente aquelas que vêm de um contexto católico romano) geralmente se surpreendem que alguém possa simplesmente armar uma tenda e começar uma nova igreja. Aos olhos de algumas pessoas na comunidade, vocês serão considerados uma seita até provarem o contrário.

Os relativos desafios da revitalização de igrejas

1. Igrejas mortas estão mortas por um motivo – haverá oposição.

Geralmente há uma boa razão pela qual uma igreja precisa ser revitalizada. Igrejas com freqüência mínguam em tamanho e em efetividade por causa de um evento traumático ou anos de liderança pobre. Como resultado, o prédio e os programas da igreja podem estar em ruínas – sem falar no estado espiritual da congregação em si. Nesses casos, haverá muito a superar e demolir a fim de levar a igreja adiante. Esse processo é, com freqüência, muito doloroso. Se a igreja já estivesse inclinada a fazer as coisas que igrejas saudáveis fazem, ela provavelmente não estaria morrendo. Encontrar uma igreja com problemas não é difícil. Encontrar uma igreja com problemas que deseje mudar e crescer é muito mais complicado.

2. Igrejas existentes às vezes têm uma má reputação na comunidade.

Embora seja verdade que novas igrejas às vezes sofrem pela falta de reconhecimento na comunidade, isso pode ser uma boa coisa. A reputação de igrejas mais velhas, muitas vezes, é um empecilho à sua revitalização. Pode ser que a igreja a qual você pretende revitalizar tenha uma reputação na comunidade devida a algum escândalo moral no passado, racismo ou uma institucionalizada falta de cordialidade. Se esse for o caso, o pastor que deseje revitalizar a igreja terá de trabalhar duro e ser paciente, a fim de mudar aquela impressão na comunidade.

As relativas vantagens da revitalização de igrejas

1. A revitalização proporciona um “leve-dois-pague-um” ao reino.

Assim como na plantação de igrejas, o esforço de revitalização estabelece uma nova presença do evangelho na cidade, mas ele também remove um mau testemunho. Se igrejas saudáveis dão uma declaração positiva acerca do evangelho à comunidade ao redor, igrejas moribundas enviam a mensagem negativa de que “Jesus e o seu povo são irrelevantes. Sigam em frente”. Quando uma igreja moribunda volta à vida, o mundo que lhe assiste vê um testemunho vibrante e dinâmico de Cristo, onde antes havia um anti-testemunho.

2. A revitalização encoraja os santos da congregação moribunda.

Muitos dos membros de igrejas com problemas são crentes fiéis que estão profundamente comprometidos com a sua congregação. Eles têm persistido em meio a dias de escassez. Eles têm aparecido domingo após domingo, muito embora pouca coisa esteja acontecendo. Jesus ama essas ovelhas, mas elas geralmente não têm um pastor que se preocupa com elas. Quando uma igreja é revitalizada, esses santos com são muitas vezes encorajados e pastoreados de uma maneira nova. A fé deles é renovada e eles são novamente encorajados à medida que servem o corpo em crescimento.

3. A revitalização possibilita aproveitar recursos pelo evangelho.

Muitas igrejas mortas estão sentadas sobre um tesouro escondido de recursos (terreno, dinheiro, equipamentos) que podem ser alavancados para o avanço do evangelho. Esses recursos estão apenas deixados à toa, não servindo ao reino para quase nada. Por uma questão de boa mordomia, igrejas evangélicas interessadas em plantação deveriam considerar a revitalização também. E, sejamos honestos, se não revitalizarmos essas igrejas, elas provavelmente passarão às mãos de igrejas liberais, mesquitas ou empresas de construção civil.

Então o que você deve fazer?

Então você deve buscar plantar uma nova igreja ou revitalizar uma igreja moribunda? Isso depende, em alguma medida, de seus dons, temperamento e oportunidades. Mas, antes de plantar uma igreja em uma comunidade, pode ser proveitoso investigar se há alguma igreja moribunda na área que se beneficiaria de sua ajuda.


Evangelismo: Ultrapassando Barreiras Sociais

Sejamos honestos. Quando igrejas falam a respeito de “alcançar além das fronteiras socioeconômicas”, elas estão se referindo a pessoas de classe média (e acima) alcançando as pessoas mais pobres. Você não vê muitas igrejas pobres em áreas carentes começando programas para alcançar, por exemplo, mães que dirigem carros caros e moram em condomínios de alto padrão. Eu não sei, talvez devessem.

De qualquer maneira, muitas igrejas consideram a barreira econômica a mais difícil de ultrapassar no evangelismo. Barreiras étnicas, por outro lado, são mais óbvias e congregações maduras vão trabalhar com mais sensibilidade para garantir que não criem divisões na igreja. Mas as chamadas diferenças de “classe” podem ser mais sutis. Pessoas de diferentes contextos socioeconômicos podem parecer iguais e falar a mesma língua, mas ainda assim têm experiências de vida diária muito diferentes.

Algumas lições

Aqui estão algumas lições que eu aprendi ao liderar uma igreja que está tentando alcançar pessoas de diferentes contextos.

1. Não somos tão diferentes assim

Primeiro, não somos tão diferentes assim. Pode ser intimidador tentar construir relacionamentos com pessoas que experimentam a vida de forma diferente, especialmente em coisas que parecem tão importantes: trabalho, educação, expectativas, vestuário, condições de vida. Mas, na verdade, tais questões são uma pequena fração daquilo que nos torna quem nós somos.

Você provavelmente tem muito em comum até mesmo com pessoas que parecem muito diferentes de você. Todos querem ser amados, conhecidos e aceitos. Todos nós amamos os nossos filhos e somos gratos a pessoas que são gentis com eles. Todos nós estamos inclinados a nos preocuparmos com o que o futuro nos reserva. Porém, mais importante do que isso, é que todos nós estamos “em Adão” e em desesperada necessidade de um salvador (1Co 15.22).

Igrejas que querem alcançar pessoas além das fronteiras socioeconômicas precisam dar o primeiro passo com base nesses pontos em comum. É bem simples: trate as pessoas com sincera compreensão e sincero respeito. Essa abordagem ajudará a prevenir a sensação de condescendência que permeia e estraga muitas tentativas bem intencionadas de alcançar pessoas além das fronteiras de classe socioeconômica.

2. Ser abençoador ajuda

Segundo, ser abençoador ajuda.

Você não quer construir o seu evangelismo somente com base em doar coisas às pessoas — comida, dinheiro, etc. Tais coisas podem ser úteis, mas se isso é tudo o que você faz, você está dando às pessoas a chance de se achegarem apenas pelo que está sendo doado, e elas permanecerão sem serem desafiadas pela fonte do amor que está por trás daquilo que está sendo ofertado. Isso não significa que você não pode usar os recursos que o Senhor deu a você para ajudar a criar vínculos com os outros. Alguns exemplos:

  • Um grupo começa um trabalho de fazer comida caseira para pessoas de um abrigo na casa de um membro. Para algumas pessoas que vivem em um abrigo, é uma bênção poder comer uma comida caseira na sala de jantar de alguém. Você se sente normal; você se sente bem. É muito mais fácil começar conversas e construir relacionamentos através de uma boa refeição.
  • Uma avó se opôs à participação da neta em nosso projeto para jovens, por desconfiança. Quando deixamos a sua neta em casa após uma reunião, enviamos para ela algumas sacolas com mantimentos da nossa despensa. Depois disso, fomos saudados com sorrisos quando passamos lá para pegar a menina novamente.
  • Um restaurante local fechou por uma noite e nos pediu para convidar pessoas pobres e necessitadas para uma refeição. Umas setenta e cinco pessoas desfrutaram de um delicioso jantar italiano, uma experiência que eles nunca teriam condições de vivenciar. Membros da igreja estavam lá para conversar e construir relacionamentos entre risadas e boa comida. O evangelho foi apresentado e um estudo bíblico evangelístico surgiu a partir desse jantar.

Em todos esses casos, nós fomos capazes de utilizar os recursos que tínhamos para abençoar as pessoas, criar vínculos com elas e, eventualmente, compartilhar o evangelho.

3. O ambiente é importante

Terceiro, o ambiente é importante. Se você quer alcançar pessoas que são menos abastadas e privilegiadas do que você, olhe ao redor para a sua igreja e para a sua vida. Tente imaginar de que forma alguém menos afortunado do que você (desculpe, meus eufemismos estão se esgotando) pode enxergá-los.

As ilustrações dos seus sermões pressupõem que todos frequentaram a faculdade? Ou que todos possuem carro? Ou que todos têm acesso a um computador ou a uma TV a cabo ou roupas de grife? Esse tipo de coisa tem voz própria e diz às pessoas se elas são ou não verdadeiramente bem-vindas a se tornarem parte da sua igreja.

A sua casa — o tamanho, a vizinhança, os móveis — é intimidadora para alguém com poucos recursos? Ela imediatamente faria alguém se sentir mal ou desconfortável? Se sim, você provavelmente terá que ultrapassar mais camadas de defesa para alcançar as pessoas.

A sua casa fica em um lugar onde pessoas mais pobres (que podem não ter carro) podem ir a pé ou por meio de transporte público? Se não, será mais difícil ser hospitaleiro.

4. Conheça a pessoa com quem você fala quando está explicando o evangelho

Por último, se você quer alcançar pessoas de diferentes contextos, considere como você está explicando o evangelho. Para ser clara, a mensagem deve permanecer inalterada. Todos os homens, mulheres e crianças precisam ouvir a respeito de seu pecado, da santidade de Deus, da morte e da ressurreição de Cristo e da necessidade de arrependimento e fé. Mas você pode precisar encontrar novos métodos de transmitir essa mensagem para pessoas que não estão confortáveis com o português ou com a leitura de novas palavras e conteúdo.

Se eu estou compartilhando o evangelho com um profissional instruído da capital paulista, eu posso muito bem convidá-lo para ler um livro comigo, a fim de ajudá-lo a investigar as declarações de Cristo. E certamente há algumas pessoas mais pobres que são bem instruídas e gostam de ler. Mas também precisamos ter outras maneiras de comunicar o evangelho a pessoas que não são leitoras. Dois exemplos: usando vídeos ou histórias para comunicar os mecanismos e temas das Escrituras.

Tradução: Alan Cristie


Cinco Razões Pelas Quais Não Evangelizamos

O Novo Testamento compele o povo de Deus a levar o evangelho para o mundo. Jesus deu aos seus discípulos uma ordem permanente de ir e fazer discípulos (Mt 28.19). Ele lhes disse que eles se tornariam pescadores de homens (Mt 4.17). Pedro aconselhou as igrejas da Ásia Menor a estarem prontas quando as pessoas fizessem perguntas sobre a sua esperança (1Pe 3.15).

Mas parece que algo saiu dos trilhos. Muitos cristãos não vivem como pescadores de homens. Não são muitas as pessoas que nos perguntam sobre a esperança que temos em Cristo, e quando elas perguntam, nós não estamos prontos para dar uma resposta. As igrejas evangélicas falam muito sobre evangelismo, mas de acordo com pesquisas, a maioria dos membros de igreja não compartilham a fé com muita frequência.

Por que não evangelizamos?

Eu gostaria de sugerir cinco razões pelas quais igrejas e membros de igreja não compartilham o evangelho como parte do curso normal da vida. Outros artigos sugerem maneiras de remediar essa situação, mas por agora, nos atentemos a diagnosticar o problema.

1. As igrejas isolam os cristãos dos incrédulos

Em primeiro lugar, as igrejas isolam os cristãos dos incrédulos. Em outras palavras, muitos cristãos não conhecem nenhum incrédulo. Embora nossas vidas diárias nos coloquem em contato regular com muitas pessoas que não conhecem Jesus, é fácil passar pela vida sem ter relacionamentos próximos com qualquer uma delas.

As igrejas permitem esse isolamento de algumas maneiras. Muitas igrejas organizam uma série de programas nas noites dos dias de semana e, então, definem se um membro de igreja é bom em termos de presença em tais programas. Como resultado, os calendários de muitos cristãos são cheios de atividades na igreja e há pouco tempo para convidar vizinhos e colegas de trabalho até suas casas.

Além disso, algumas congregações cultivam hostilidade para com o mundo. Conforme nossa cultura se torna cada vez mais explicitamente hostil ao cristianismo e à moralidade bíblica, é fácil permitir que se estabeleça uma mentalidade de defesa. Quando isso acontece, o mundo lá fora se torna um bicho papão e a maneira pela qual o povo de Deus continua santo é mantendo a distância dele. Então os cristãos vivem vidas em trilhos paralelos aos do mundo, com suas próprias escolas, negócios, ligas esportivas e programas de escotismo, mas pouquíssimas chances de construir relacionamentos com incrédulos.

2. Nós acreditamos que o evangelismo é extraordinário

Uma segunda razão pela qual os cristãos não evangelizam é por acreditarem que se trata de algo extraordinário. Nós suspeitamos que o evangelismo é apenas para aqueles que possuem o dom do evangelismo, ou para pastores e outros cristãos profissionais. Então simplesmente não se sentem capazes de compartilhar o evangelho. De tempos em tempos as pessoas na minha congregação trazem amigos ou familiares até mim para que eu fale de Jesus para elas, e eu tenho que desafiá-las a tomarem coragem e fazerem elas mesmas! Afinal, em Atos 8.1-4 não são os apóstolos, mas cristãos “normais” que levam a mensagem a respeito de Jesus para fora de Jerusalém e para o resto do mundo.

3. As igrejas não falam sobre o custo de seguir Jesus

Em terceiro lugar, nossas igrejas não falam sobre o custo de seguir Jesus. Contudo, o evangelismo pode ser custoso. Realmente não há como contar às pessoas que você crê que Deus tomou carne humana, sendo nascido de uma virgem e então, após ter morrido em uma cruz, ressuscitou e subiu de volta aos céus, sem ao menos correr o risco de perder o favor delas. Mas tudo bem. O Apóstolo Paulo diz que Deus intencionalmente nos salva de uma maneira que parecerá louca aos “sábios” do nosso mundo (1Co 1.18-29). Nossa mensagem não será bem recebida por aqueles que estão perecendo, mas será como um cheiro fétido em suas narinas (2Co 2.14-16).

Se eu entendi Paulo corretamente, na verdade, é parte do plano de Deus que você sofra um pouco enquanto compartilha o evangelho. Se você não concorda, leia o livro de Atos e tome nota cada vez que uma pessoa compartilha o evangelho e algo ruim acontece com ela.

Mas muitas igrejas nunca confrontam seus membros com a realidade de que seguir Cristo lhes custará algo. Nós lhes ensinamos que Deus só está preocupado com eles e com a sensação de bem-estar deles. Então, quando chega a hora de pagar o preço e compartilhar o evangelho, muitos de nós simplesmente não estamos dispostos a perder as nossas reputações.

4. Nós buscamos resultados imediatos

Quarto lugar, nós buscamos resultados imediatos. É claro que é fácil ficar desencorajado quanto ao nosso evangelismo. Talvez tenhamos lido um livro ou ouvido um sermão e saído para compartilhar a nossa fé, apenas para ficarmos mais desencorajados quando nada acontece visivelmente. Penso que muitos cristãos simplesmente desistiram do evangelismo por terem feito um esforço e não terem visto nenhum resultado.

Mas simplesmente não estamos em uma posição de julgar o que Deus está fazendo em cada situação específica. Pode ser que no plano de Deus nós sejamos a primeira pessoa em uma longa fila de pessoas que evangelizarão alguém antes que ela venha a Cristo. Posso pensar em muitos exemplos de conversas e esforços evangelísticos que pareciam uma perda de tempo. Muito mais tarde, fui descobrir que aquela pessoa havia vindo a Cristo.

O evangelho é o poder de Deus para a salvação (Rm 1.16), e a palavra de Deus é viva e poderosa (Hb 4.12-13). Nós devemos cultivar confiança de que o Senhor, que dá o crescimento, completará a sua redenção. Ele salvará almas. Ele frequentemente não fará isso de acordo com a nossa programação, e ele pode não escolher as pessoas que nós escolheríamos. Mas ele nos usará se formos fiéis.

5. Nós não somos claros na mensagem

Uma razão final pela qual não evangelizamos é que não somos claros na mensagem. Quando alguém pede para se unir à nossa igreja, uma das coisas que eu peço é que a pessoa resuma brevemente a mensagem do evangelho (em aproximadamente 60 segundos). E eu sempre fico surpreso com a quantidade de cristãos que acham difícil fazer isso. Não é que eles não creem no evangelho — eles creem. Não é que eles sejam ignorantes — muitos deles conhecem as suas Bíblias muito bem. E embora eles possam ficar nervosos ou surpresos com a pergunta, ainda é uma tendência preocupante. Não há como compartilhar o evangelho se você não está preparado para compartilhar o evangelho.

Tradução: Alan Cristie


3 Ingredientes para uma Cultura Evangelística na Igreja

Eu estou convencido de que é melhor que a sua igreja tenha uma cultura evangelística do que apenas uma série de programas evangelísticos.

Em uma igreja com uma abordagem evangelística orientada por programas, compartilhar o evangelho pode se tornar algo mais para certas pessoas em certos momentos, como quando a equipe de evangelismo sai para fazer visitações.

Mas em uma igreja com uma cultura evangelística, cada membro é encorajado a desempenhar um papel dentro do esforço geral da igreja, para alcançar pessoas à sua volta com a mensagem da salvação em Jesus. Evangelismo se torna parte da vida de todo crente.

Três ingredientes de uma cultura evangelística

Se você está procurando criar uma cultura evangelística na sua igreja local, aqui estão três ingredientes que podem ajudar.

1. O Evangelho: o Combustível para uma Cultura Evangelística

A mensagem do evangelho é o combustível que alimenta uma cultura evangelística em uma igreja. Todos nós naturalmente compartilhamos coisas que animam os nossos corações. Se os Philadelphia Eagles algum dia ganhassem o Super Bowl (eu sei...), você não conseguiria me fazer parar de falar sobre isso. Da mesma maneira, se queremos criar culturas em nossa igreja onde é natural que os membros falem sobre a mensagem do evangelho a não-cristãos, então precisamos ajudar os nossos membros a se apaixonarem profundamente pelo evangelho.

Isso significa que eles precisam entender a mensagem do evangelho. Significa também que a beleza da mensagem do evangelho deve ser colocada em evidência semana após semana nas nossas igrejas. Quando cristãos compreendem verdadeiramente a profundidade do seu pecado, a maravilhosa santidade de Deus, a perfeição de Cristo, a profundidade de seu sofrimento por eles, o poder da ressurreição e o dom da vida eterna para todos os que se arrependem e creem, as nossas afeições por Cristo crescerão.

A mensagem do evangelho também liberta cristãos de motivações que podem levá-los a não gostar de evangelismo. O evangelho diz que nós não temos que evangelizar para ganhar o amor de Deus. Nossa posição na família de Deus não depende do quão frequentemente compartilhamos o evangelho. Em vez disso, podemos ter certeza do amor de Deus, o que nos liberta da esmagadora preocupação com a opinião das pessoas à nossa volta, o que nos faz ter medo de falar sobre Jesus.

2. Oração: o Poder de uma Cultura Evangelística

Segundo, uma igreja que está compartilhando o evangelho deve ser comprometida com a oração. O evangelismo parece ser uma tarefa sem muita esperança. Nós estamos chamando pessoas espiritualmente mortas a abraçar a vida. Como equiparemos e encorajaremos pessoas para esse trabalho? Isso parece absolutamente inútil.

É por isso que uma cultura evangelística deve começar com uma cultura de oração. Na oração, os cristãos vão ao Senhor com uma confissão da sua insuficiência para a tarefa do evangelismo e da suficiente força de Deus. Somente Deus pode fazer as sementes que plantamos brotarem para a vida eterna em nossos ouvintes, então devemos começar com a oração.

Na nossa igreja, isso acontece especialmente nas noites de domingo. Nós nos reunimos como congregação para orar para que o Senhor espalhe o seu evangelho através de nós. As pessoas compartilham conversas sobre o evangelho que tiveram durante a semana anterior ou oportunidades que elas esperam ter na semana que virá.

Esse momento de oração serve para alguns propósitos. Em primeiro lugar, ele é um comprometimento dessas coisas ao Senhor, que normalmente faz com que peçamos antes que recebamos (Tg 4.2).
Em segundo lugar, ele envolve toda a igreja no trabalho de compartilhar o evangelho. Não é um fardo ou um projeto que empreendemos sozinhos, mas temos irmãos e irmãs para orar e nos encorajar.

Em terceiro lugar, esse compartilhamento deixa claro que evangelismo é trabalho de cristãos "normais". As pessoas que pedem por oração normalmente não são pastores, presbíteros ou evangelistas talentosos. São apenas crentes que abraçaram o seu chamado de compartilhar as boas novas com as pessoas à sua volta.
Por último, esse momento de oração dá às pessoas um bom ponto para começar a alcançar os seus vizinhos e colegas de trabalho. Se as pessoas estão nervosas ou incertas quanto a compartilhar as boas novas, nós as encorajamos a começar com oração. Elas podem orar para que o Senhor dê a elas oportunidades, e que ele traga à atenção delas pessoas que precisam do evangelho. Esse é um primeiro passo muito menos intimidador do que sair correndo com um folheto na mão.

3. Treinamento: o modelo para uma Cultura Evangelística.

Um terceiro ingrediente é treinamento, o modelo para uma cultura evangelística. Lembre-se de que o objetivo é que as nossas igrejas tenham culturas evangelísticas em vez de meros programas evangelísticos. Mas isso não significa que não haja lugar para que a liderança organize e equipe pessoas para compartilhar o evangelho. Na verdade, um amor pelo evangelho e oração podem não ser o suficiente para motivar cristãos a um estilo de vida de evangelismo.

Embora o evangelismo venha naturalmente para algumas pessoas na sua congregação, haverá muitas outras que amam o evangelho e oram fielmente, mas ainda assim precisam ser equipadas para compartilhar o evangelho. Aqui estão algumas maneiras através das quais a liderança poderá equipar a congregação.

Recomende bons livros sobre o tema. "Evangelização e a Soberania de Deus" de J.I. Packer e "Speaking of Jesus" de Mack Stiles são dois dos meus favoritos. Leia esses livros com as pessoas que você está discipulando, dê a pessoas que irão lê-los ou disponibilize-os na livraria da sua igreja.

Leve as pessoas com você quando tiver uma chance de compartilhar o evangelho. Quando sou convidado para dar uma palestra evangelística, eu levo comigo um jovem da minha igreja. É uma boa oportunidade para mostrar a eles como compartilhar as boas novas.

Fale a incrédulos em seus sermões. Os seus membros crescerão ao ouvir você envolver pessoas que não conhecem Jesus com as reivindicações do evangelho. Tome tempo para considerar cuidadosamente as perguntas ou objeções que um incrédulo possa ter quanto à mensagem do seu sermão, e então fale sobre essas questões.

Organize reuniões evangelísticas onde as pessoas possam trazer amigos e receber ajuda para compartilhar o evangelho. Se a sua igreja pode hospedar um café evangelístico ou um programa como Explorando o Cristianismo, você dará oportunidade para os seus membros convidarem os amigos e observarem como eles também podem compartilhar o evangelho.

Melhor do que o melhor programa

Não existe um programa que possa criar uma cultura evangelística na sua igreja. Em vez disso, ela vai exigir que a liderança ensine, dê o exemplo e ore até que os membros da igreja percebam que compartilhar o evangelho é seu privilégio e responsabilidade. Uma igreja com tal cultura será muito mais frutífera e eficaz do que uma igreja com os mais eficazes programas e estratégias. 




SINOPSE DO LIVRO PLANTAR IGREJAS É PARA OS FRACOS

“Como Deus usa pessoas confusas para plantar igrejas comuns que fazem coisas extraordinárias.”

Através de princípios bíblicos, bom humor e suas experiências em plantar uma igreja, o autor mostra que a paixão por compartilhar o evangelho, a exposição fiel da Bíblia e o cuidado no treinamento de líderes é mais que necessário para iniciar uma igreja saudável.

Mike McKinley aconselha os leitores, a partir de seus fracassos e temores no processo de inicialização de uma igreja, lembrando-os de que o Senhor usa homens fracos e simples para plantar igrejas, para que Seu reino cresça. Plantar igrejas é para os fracos.

Título: Plantar igrejas é para os fracos
Autor: Mike McKinley

Você é Mesmo um Cristão?

Você pode pensar que é um cristão, mas talvez não seja. O próprio Senhor Jesus disse que algumas pessoas fariam algumas coisas aparentemente `cristãs` em nome dEle, mas não o conheceriam verdadeiramente. Ou talvez voce saiba que não é um cristão e se pergunte o que significa realmente ser um cristão.

Certamente, há clareza na perspectiva de Deus. Ele não se confunde quanto a quem o conhece ou a quem não o conhece. Embora a nossa autoconsciência seja limitada, temos critérios bíblicos para ajudar-nos a avaliar se somos realmente seguidores de Cristo.

Sumário:

1. Você não é um cristão simplesmente porque diz ser cristão
2. Você não é cristão se não nasceu de novo
3. Você não é cristão simplesmente por gostar de Jesus
4. Você não é cristão se curte o pecado
5. Você não é cristão se não perseverar até o fim
6. Você não é cristão se não ama as outras pessoas
7. Você não é cristão se ama suas coisas
8. Será que tenho realmente como saber se sou cristão?
9. Um pouco de ajuda de seus amigos


Muitos se dizem cristãos, mas na verdade não são. Jesus disse que algumas pessoas realizariam coisas “cristãs” no Seu nome, mas na verdade não andam com Ele.

Talvez você não seja cristão e deseja saber o que é ser um cristão verdadeiro. Deus sabe quem não o conhece e quem o conhece verdadeiramente. Neste livro os leitores conhecerão vários critérios das Escrituras para avaliar se são cristãos.

Título: Eu sou mesmo um cristão?
Autor: Mike McKinley
Editora: Fiel
ISBN 978-85-8132-015-1
Páginas: 190
Ano: 2012

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Você deseja honrar o corpo de Cristo? Não o ignore quando ele está nu. Não o homenageie no templo vestido com seda quando o negligencia do lado de fora, onde ele está malvestido e passando frio. Ele que disse "Este é o meu corpo" é o mesmo que diz "Tu me vistes faminto e não me destes comida" e «quantas vezes o fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes» (Mateus 25:40)... Que importa se a mesa eucarística está lotada de cálices de ouro quando seu irmão está morrendo de fome? Comeces satisfazendo a fome dele e, depois, com o que sobrar, poderás adornar também o altar.

João Crisóstomo, Comentário sobre Mateus

♛ Uma das características mais recorrentes das homilias de João Crisóstomo (347-407) é sua ênfase no cuidado com os necessitados. Ecoando temas do Evangelho de Mateus, ele exorta os ricos a abandonarem o materialismo para ajudar os pobres, empregando todas as suas habilidades retóricas para envergonhar os ricos e obrigá-los a abandonar o consumismo mais conspícuo:


“Honras de tal forma teus excrementos a ponto de recebê-los em vasilhas de prata quando outro homem criado à imagem de Deus está morrendo de frio?”


— João Crisóstomo