quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Acervo da Teologia

* Homossexualidade no Mundo Antigo / Fatos Históricos


HOMOSSEXUALIDADE NO MUNDO ANTIGO  

Romanos 1

  Em Romanos 1.24-32, Paulo descreve a depravação dos gentios. Cita a homossexualidade como o exemplo mais importante e comprobatório de sua reprovação. Com esse comportamento, eles demonstravam a realidade de que rejeitar a Deus conduz à perversão de tudo o que é bom e correto. De fato, a homossexualidade difundida é prova irrefutável de que uma cultura está sob juízo divino.

  Hoje, entretanto, muitos intérpretes afirmam que ler Romanos 1 à luz da realidade cultural do mundo greco-romano revela que Paulo não estava, na verdade, condenado a homossexualidade em si, mas reprovando uma versão particularmente sensual e promíscua dessa inclinação sexual. Ou seja, de acordo com esses estudiosos, a homossexualidade, no contexto de um relacionamento cuidadoso e amável, não só é aceitável, como não fazia parte das preocupações de Paulo.

 Essa interpretação baseia-se numa distorção do que conhecemos sobre as práticas e crenças antigas.  A homossexualidade era muito comum no mundo grego e durante o período do NT difundiu-se também no mundo romano. Na época, como agora, havia orgias homossexuais, porém muitas outras variedades de comportamento homossexual eram praticadas. Entretanto, não podemos afirmar que o comportamento homossexual pagão era estritamente orgiástico. 

Os homens gregos envolviam-se em relacionamentos homossexuais com adolescentes. Muitos na verdade, consideravam isso uma experiência para atingir a maturidade. Qualquer atração homossexual era descrita com termos românticos. Poetas e poetisas celebravam seu amor por pessoas do mesmo sexo. Safo (ca. 630 a.C) foi a poetisa mais famosa desse gênero, embora a natureza precisa de seu relacionamento com a mulher de seu poema seja alvo de debates. O imperador romano Adriano era tão dominado pelo amor passional por um jovem chamado Antínoo que, quando o objeto de sua afeição se afogou, o imperador deprimido decretou que ele fosse adorado como um deus. veja Homossexualidade na Espanha

Bustos que ilustram o romance entre o imperador romano Adriano e o seu jovem amante grego Antinous.

 Os judeus, no entanto, consideravam os homossexuais depravados por natureza - atitude fundamentada em textos bíblicos, como Levítico 18.22. Os escritos judaicos desse período tratavam a atividade homossexual como digna de morte. Paulo, longe de discordar desse ponto de vista, endossou-a rigorosamente  (1 Co 6.9) É importante observar, no entanto, que nem Paulo nem seus contemporâneos  judeus faziam distinção entre homossexualidade legal e ilícita. Para eles, tal preferência sexual, era por natureza, errada em qualquer contexto. 

  Há evidências de que mesmos os gregos podiam estar cientes de que este comportamento era depravado. Aristófanes, poeta cômico grego, fazia piadas sobre o comportamento homossexual (ainda que o utilizasse como artifício cômico). Por exemplo, em Mulheres na Tesmofórias, (Festas celebradas pelas mulheres de Atenas em honra de Deméter e de Coraridiculariza sem piedade a homossexualidade notória do poeta Agatão. Seria exagero afirmar que Aristófanes se opunha à prática homossexual, mas sua comédia indica uma consciência preocupada com esse comportamento na cultura em que estava inserido. Platão, por sua vez, em seus primeiros diálogos, aprova o comportamento homossexual, porém, já no final de sua carreira, observa em sua Leis que a relação sexual homossexual era largamente reconhecida como não natural. 

Bíblia de Estudo Arqueológica 
Imagens Museu Britânico 

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