segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Acervo da Teologia

*O Estandarte de Cristo / Livro de Arthur Walkington Pink

“Notícias maravilhosas, são as que Cristo Jesus fez expiação completa por aqueles que naquele momento eram Seus inimigos (Romanos 5:10)! Ele escolheu dar a Sua vida por aqueles que eram por natureza e por prática rebeldes contra Deus, ao invés deles terem sido um sacrifício destinado à ira de Deus para sempre. O culpado transgride, mas o inocente é condenado. Os ímpios ofendem, mas o Santo recebe a pena. O servo comete o crime, mas o Senhor da glória paga por ele em seu lugar. Que razão temos nós para adorá-lO!”

“A Igreja é o único objeto especial e peculiar de Suas afeições. Para ela, Ele reserva e entretêm um amor único e devoção que a faz brilhar entre todas as obras criadas de Suas mãos com o brilho inconfundível de uma favorita. Maridos são convidados a amarem suas esposas ‘como também Cristo amou a igreja’ (Efésios 5:25). O amor de um marido para com sua esposa é especial e exclusivo; assim Cristo nutre por Sua Igreja uma afeição particular. Este Seu amor está sobre Sua Noiva e não sobre a raça humana em geral. Ela é Seu tesouro peculiar. ‘Como havia amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até o fim’.”

“‘Sem derramamento de sangue não há remissão’ (Hebreus 9:22), e Cristo amou a Igreja a ponto de derramar Seu sangue precioso por ela. Por isso, o apóstolo João é aqui ouvido exclamando: ‘Àquele que nos amou, e em [ou ‘por’] seu sangue nos lavou dos nossos pecados’. Esta é a segunda razão inspiradora ou motivo por trás dessa bênção. Esta referência ao sangue de Cristo ressalta necessariamente Sua Divindade, bem como Sua humanidade. Nada senão uma criatura pode derramar sangue e morrer, mas só Deus pode perdoar pecados. É também este é um testemunho da natureza e eficácia de Seu sacrifício vicário ou substitutivo. Como este poderia não nos lavar de nossos pecados? Além disso, Ele celebra a prova suprema do Seu cuidado por Seu povo – ‘Porque o amor é forte como a morte. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo’ (Cântico 8:6-7) – que foi demonstrado na cruz, onde todas as ondas e vagas da ira de Deus (Salmo 42:7) passaram por cima do Portador do Pecado.”

“‘E em seu sangue nos lavou dos nossos pecados’. Pecados como que mancham nosso registro perante Deus, poluem a alma e contaminam a consciência; e nada pode removê-lo, exceto a expiação e purificação unicamente promovidas pelo sangue de Cristo.”

“Uma denominação tríplice é aqui concedida ao Salvador: (1) ‘a fiel testemunha’, que contempla e abrange toda a Sua vida virtuosa da manjedoura à cruz; (2) ‘o primogênito dentre os mortos’, que celebra sua vitória sobre a sepultura, este é um título de dignidade (Gênesis 49:3), e significa prioridade de classificação em vez de tempo; e (3) ‘e o príncipe dos reis da terra’, que anuncia sua majestade real e domínio. Este terceiro título encara o Conquistador como exaltado ‘Acima de todo o principado, e poder’ (Efésios 1:21), como Aquele sobre cujos ombros o governo do universo tem sido colocado (Isaías 9:6), que é ainda agora mesmo ‘sustenta todas as coisas pela palavra do seu poder’ (Hebreus 1:3), e diante do qual todo joelho ainda se dobrará (Filipenses 2:10).”

“[...] as obras em que o Amado de Seu próprio coração estava e está envolvido em nosso nome nos levam à admiração e louvor. Assim acontece nos versos que agora estamos ponderando. Tão logo a Pessoa e perfeições do Amante eterno de sua alma são postas diante da mente e do coração do apóstolo João, ele gritou exultante: ‘A Ele glória e poder para todo o sempre’. E assim é com todos os verdadeiros santos de Deus. Essa exclamação é a resposta espontânea que sai de suas almas para Ele. Isso me leva a apontar a uma coisa que é comum a todos as doxologias: nelas o louvor é sempre oferecido exclusivamente à Divindade, e nunca a uma mera ação humana ou realização.”

“Este escritor esteve uma vez presente em um serviço onde um hino foi cantado, cujo coro dizia: ‘Ah, como eu amo Jesus’. Mas eu não podia conscienciosamente participar disto cantando. Ninguém no céu louva ou magnifica suas graças, não devem os Cristãos fazer isso aqui na terra.”

“Ele é o incriado Sol da justiça (Salmo 84:11; Malaquias 4:2). nEle toda a glória da Divindade reluz, e por Ele todas as perfeições da Deidade se manifestaram. Em resposta a esta mesma homenagem, Ele declara: ‘Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso’ (Apocalipse 1:8). Antes que os mundos fossem criados Ele entrou em Aliança de Noivado para encarnar-se, para ser feito à semelhança da carne do pecado (Romanos 8:3) para servir como o Fiador do Seu povo, para ser o Noivo de Sua Igreja, o seu completo e todo-suficiente Salvador. Como tal, Ele é o homem da mão direita de Deus, o companheiro do Senhor dos Exércitos, o Rei da glória. Seu trabalho é honroso; Sua plenitude, infinita; Seu poder, onipotente. Seu trono subsiste para todo o sempre. Seu nome está acima de todo nome. Sua glória está acima dos céus. É impossível para exaltar-Lhe demasiadamente, pois o Seu nome glorioso ‘está exaltado sobre toda a bênção e louvor’”

“‘Àquele que nos amou’. O amor de Cristo é aqui expresso pelo apóstolo João no tempo passado, não porque é inoperante no presente, mas para concentrar a nossa atenção sobre o que Ele fez anteriormente. O amor de Cristo é a mais grandiosa verdade e mistério revelado nas Sagradas Escrituras. Esse amor se originou no Seu coração e esteve em operação por toda a eternidade, pois antes que as montanhas fossem formadas Seu prazer ‘estava com os filhos dos homens’ (Provérbios 8:31). Que amor maravilhoso foi demonstrado por Cristo em conexão com a Aliança Eterna, onde Ele concordou em servir como o Fiador do Seu povo e de exercer todas as Suas obrigações. Que Ele devesse ter complacência em criaturas de pó é a maravilha dos céus (Efésios 3:8-10, 1 Pedro 1:12). Que Ele houvesse posto o Seu coração sobre eles enquanto foram vistos em seu estado caído é incompreensível. Esse amor foi expresso abertamente na Sua encarnação, humilhação, obediência, sofrimentos e morte.”

“S. E. Pierce tão habilmente expressou: ‘Seu amor é um ato perfeito e contínuo de eternidade a eternidade. Ele não conhece abatimento ou decadência. Ele é um amor eterno e imutável. Ele excede toda a concepção e ultrapassa toda a expressão. Para oferecer a maior prova no fato dele: ‘Cristo morreu pelos ímpios’ (Romanos 5:6). Em Sua vida Ele plenamente demostrou Seu amor. Em Seus sofrimentos e morte Ele o estampou com ênfase eterna’.”

“Cristo nos amou de forma completamente livre e espontânea. Ele nos amou, quando não O amávamos e lhe éramos desagradáveis. Estávamos totalmente incapazes de prestar-Lhe qualquer compensação adequada ou devolução. Sua própria bem-aventurança essencial e glória não poderiam nem ser diminuídas pela nossa condenação, nem aumentadas pela nossa salvação. Seu amor não foi convidado, nem atraído, mas completamente autoprovocado e automotivado. Foi o Seu amor que levou à atividade todos os outros atributos, Sua sabedoria, poder, santidade, e assim por diante. As palavras de Davi, ‘livrou-me, porque tinha prazer em mim’ (Salmo 18:19) fornecem a explicação Divina da minha redenção.”

[Citações do capítulos 13, “A Guide to Fervent Prayer” (Um Guia para a Oração Fervorosa), por A. W. Pink]. 


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