"AO CONTRÁRIO DE MUITOS, NÃO NEGOCIAMOS A PALAVRA DE DEUS VISANDO A ALGUM LUCRO; ANTES, EM CRISTO FALAMOS DIANTE DE DEUS COM SINCERIDADE, COMO HOMENS ENVIADOS POR DEUS". 2 Coríntios 2. 17



segunda-feira, 25 de agosto de 2014

* Livro de Sofonias


Sofonias
Autor: Sofonias
Data: Cerca de 630 a.C .

Autor

O nome “Sofonias” significa “O Senhor escondeu”, foi um profeta de Judá. Ele se identificou melhor do que qualquer outro dos profetas menores, remontando sua linhagem quatro gerações até Ezequias, um bom rei que levou o povo de volta a Deus durante o tempo do profeta Isaías. Sofonias foi contemporâneo ao rei Josias e seu parente distante, há uma possibilidade que eram amigos.


A intimidade de emoção bom como a familiaridade de lugar, quando Sofonias escreve a respeito de Jerusalém (1.10-11), indicam que ele havia crescido lá. De acordo com o arranjo das Escrituras hebraicas, Sofonias foi o último profeta a escrever antes do cativeiro.


Data

Sofonias dá o período de tempo geral do seu escrito como sendo “nos dias de Josias, filho de Amom, rei de Judá” (1.1), cerca de 640 a 609 a.C. O auge da reforma de Josias foi nos anos 620. Visto que a queda de Nínive em 612 a.C. ainda não havia acontecido (2.13,15), a maioria dos estudiosos estabelece a data dos escritos entre 630 3 627 a.C. Seus contemporâneos incluem Jeremias e Naum.


Contexto Histórico

Aproximadamente 100 ano antes dessa profecia, o Reino do Norte ( Israel) havia sido derrotado pela Assíria. O povo havia sido levado cativo, e a terra havia sido recolonizada por estrangeiros. Sob o reinado de Manasses e do rei Amom, pai do rei Josias, tributos haviam sido pagos para se evitar que a Assíria invadisse o Reino do Sul.


A aliança com a Assíria não somente afetou a Judá politicamente, mas também as práticas religiosas, sociais e de comportamento da Assíria impuseram sua tendências em Judá. Proteção oficial foi dada em Judá para as artes mágicas e adivinhados e encantadores. A religião astral se torno tão popular, que o rei Manasses, construiu altares para adoração do sol, lua, estrelas, signos do zodíaco e todos os astros dos céu, à entrada da Casa do Senhor (2Rs 23.11). A adoração da deusa – mãe da Assíria se tornou uma prática que envolvia todos os membros das famílias de Judá (Jr 7.18). Todavia à medida que o jovem Josias foi tomando conta das rédeas do governo, a ameaça assíria foi diminuindo. O golpe final ao seu poder veio com uma revolta de uma Babilônia em ascensão, que resultou, finalmente, na destruição de Nínive.


Conteúdo

Sofonias considerava o desenvolvimento político de Israel, de Judá e todas as nações circunvizinhas da perspectiva de que o povo devia aprender que Deus estava envolvido em todos os assuntos da história. Falando como um oráculo de Deus, ele entende que Deus usa governos estrangeiros pra levar julgamento sobre se rebelde povo escolhido. Sofonias está apavorado com o fato de que, após a catástrofe das tribos do Norte, o povo de Judá ainda mantinha a absurda noção de que Deus fosse incapaz de fazer bem ou mal (1.12).


Os escritos de Sofonias tem três componentes: 1) o pronunciamento de um julgamento específico e, freqüentemente, o julgamento universal do pecado; 2) um apelo ao arrependimento, porque Deus é justo e deseja perdoar; 3) uma promessa segundo a qual o restante que fez de Deus seu refúgio será salvo.


Cristo Revelado

O significado do nome de Sofonias “O Senhor Encobriu” conduz ao ministério de Jesus. A verdade da Páscoa no Egito, onde aqueles que foram encobertos pela marca de sangue nas portas foram protegidos do anjo da morte, é repetida na promessa de 2.3, onde aqueles mansos da Terra que preservaram a justiça de Deus serão encoberto no Dia da ira do Senhor. Cl 3.2-3 explica esse aspecto do ministério de Cristo: “Pensai nas coisas que são de cima e não na que são terra; porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. “


O regozijo sobre um restante salvo (3.16-17) está relacionado com a Obra de Jesus. Ele disse:” Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento”. (Lc 15.7) A figura de um alegre Redentor que aguarda receber os seus é, novamente, descrita em Hb 12.2.


O Espírito Santo em Ação

Jesus
disse que uma das obras do ES seria convencer o mundo do julgamento, porque já o príncipe deste mundo está julgado (Jo 16.8-11). Desde a sua vinda, o ES tem estado proclamando ao mundo, como Sofonias fez: “Congrega-te... Antes que saia o decreto, e o dia passe como a palha; antes que venha sobre vós a ira do Senhor”. (2.1-2). Uma obra mais prazerosa do Es é encontrada na promessa de que Deus irá restaurar nos lábio puros, para que todos invoquem o nome do Senhor, para que o sirvam com um mesmo espírito (3.9).



O profeta Sofonias, que é o último profeta antes do cativeiro babilônico do reino do sul – Judá. O nome Sofonias quer dizer “O Senhor protege, ou esconde”. Era príncipe da casa de Davi, contemporâneo do jovem Jeremias e primo do rei Josias que iniciou a nobre reforma religiosa, porém sem regeneração. Era reforma e não renovação espiritual. Sofonias também foi tataraneto do rei Ezequias. Isto o coloca no período entre 640 a.C. e 609 a.C.

Mudanças internacionais de grande importância ocorreram por volta 600 anos antes de Cristo. O grande império Assírio, que havia estendido seu domínio até 800 km ao sul do rio Nilo, na África, até Tebes, desintegrou-se com a queda de Nínive em 612 a.C. A Babilônia começava a se estabelecer como o grande poder dominador do mundo, e conquistou eventualmente a Judá com a destruição de Jerusalém em 586 a.C.

Dentre os profetas, Sofonias é o único que fornece uma extensa lista de antepassados, referindo-se a quatro gerações, até o rei Ezequias. Sua profecia possui a revelação mais extensa do AT acerca do futuro “Dia de Jeová”.  Além disto contém um ensinamento bastante desenvolvido acerca do remanescente fiel que seria restaurado no dia da visitação do Senhor (3:9-20). Também a revelação de Sofonias acerca do vindouro dia da ira de Deus para os maus, e o grande dia da salvação para o Seu povo, contribuiu para a revelação do NT acerca do tempo do fim.

Sofonias profetizou durante os anos iniciais do reino de Josias. Josias havia repentinamente assumido ao trono de Davi com a idade de oito anos (640 a. C.). Cedo começou a procurar a Deus e iniciou a reforma religiosa. A influência assíria havia diminuído com a morte de Assurbanipal em 633 a.C., de modo que Josias não precisava temer qualquer interferência estrangeira, quando tentava livrar Judá da idolatria e de cultos estranhos.

O fim trágico de Israel, reino do norte, conquistado pela Assíria, teve um efeito de trazer à sensatez o povo de Judá (reino do sul). Sob o reinado de Manasses e Amon os pecados de Judá eram sem limites e, quando Josias assumiu ao trono, o reinado estava em um estado de degeneração moral e espiritual. As reformas do rei Josias não haviam iniciado quando Sofonias iniciou seu ministério profético, de tal modo que a sua mensagem deve ter encorajado o rei e estimulou o povo ao arrependimento. Este estado de degeneração moral e espiritual fica muito claro nos vs. 3:3, 4. 

A mensagem de Sofonias se destinava a Judá e Jerusalém, sua capital, e a todos os povos, como um paralelo de Joel. A mensagem central pode ser intitulada de: “De desolação à libertação, através de julgamento às bênçãos”. O propósito desta mensagem era o de sacudir o povo de Judá para sair do estado de acomodação, exortando-o a voltar ao Senhor. O tema da profecia é: “Deus vinga o abuso de privilégios” com ênfase em: “O Dia do Senhor está próximo!” mostrando a importância deste último clamor e aviso de Deus ao Seu povo para que se arrependa antes que seja tarde.

É importante notarmos dois detalhes deste livro: a) o livro inicia com a expressão “a palavra do Senhor” (1:1) e termina com “diz o Senhor” (3:20); e b) o profeta enfatiza que o Dia do Juízo será concomitantemente um Dia de Júbilo por parte dos judeus – do povo de Deus. Isto se configura no importante detalhe escatológico que informa acerca do lugar de Israel no futuro diante do mundo – “será um louvor entre todos os povos” (v. 3:20).

O livro se divide em três movimentos de uma forma natural:

·         A primeira parte (1:1 a 2:3) fala para “Olharmos para dentro” apontando para a ira vindoura sobre Judá! Este juízo que virá sobre Judá, virá sob a forma de cativeiro exercido pelos babilônios. O v. 17 responde porque – porque pecaram contra o Senhor! É ao mesmo tempo um apelo ao arrependimento do povo.
·         A segunda parte (2:4 a 3:8) fala para “Olharmos ao redor” apontando para a Ira divina sobre as nações por causa da indiferença a Deus. O profeta observa as nações vizinhas e nota a absoluta aversão de Deus para as suas posturas. Se Deus age assim com as nações vizinhas, CERTAMENTE o fará com o povo de Judá, Seu povo, que teve privilégios inigualáveis.
·         A terceira parte (3:9 a 3:20) incentiva para “Olharmos para além do horizonte” indicando que após o derramamento da ira vem a cura! Um dia de júbilo! O profeta olha para além do tempo do juízo para um tempo de restauração e bênção. O reino vindouro do Messias abraçará todas as nações. O povo da aliança será o centro deste reino vindouro (v.20).

As mensagens de juízo, julgamento e encorajamento contém três grandes doutrinas:

1.     Deus é soberano sobre todas as nações do mundo, grandes e pequenas;
2.     Os maus serão punidos e os justos serão defendidos no dia do juízo;
3.     Deus abençoa aqueles que se arrependem e confiam nEle.

É importante observarmos que, com alguns ajustes em nomes e situações, este profeta poderia estar nos púlpitos das igrejas modernas e pregar esta mesma mensagem. O que impressiona é que as circunstâncias sociais, morais e espirituais da época são demasiadamente semelhantes às de hoje em dia, o que faz com que este estudo de Sofonias se torne extremamente atual.

O profeta Sofonias alertou o povo de Judá de caso recusassem em se arrepender, a nação inteira, incluindo a cidade amada de Jerusalém, seriam perdidos. O povo sabia que Deus iria abençoá-los em tempo, mas Sofonias tornou muito claro de que haveria primeiro um juízo e julgamento e então bênçãos. Este julgamento não seria meramente punição dos pecados mas sim um processo de purificação do povo. Apesar de vivermos em um mundo caído, cercados pelo mal, podemos esperar a vinda do perfeito reino de Deus e podemos, por isto, dar espaço para qualquer punição que nos tocar para nos purificar dos pecados.

Diante deste aspecto da atualidade de Sofonias, existem significados especiais para o mundo e para os salvos. Para o mundo as mensagens são:

a.     A inevitabilidade da punição dos malignos dá conforto em tempo quando o mal parece intacto e vitorioso. O mundo há de ouvir, no seu devido tempo, a reprovação de Deus para a malignidade do coração das pessoas.
b.     Uma pessoa tem a liberdade de desobedecer a Deus, mas não liberdade para escapar das conseqüências desta desobediência. Sim, cada um é livre para crer e fazer como bem entender, mas só até o dia de sua morte física, pois após isto, no dia do juízo, haverá de enfrentar as conseqüências eternas do seu fazer.
c.     O mundo, cada pessoa, verá com amargura os resultados de sua arrogância. Não crer em Deus, não obedecer aos Seus eternos e divinos mandamentos e preceitos, é expressa arrogância pessoal e não passará sem ser devidamente corrigida.

As mensagens específicas para os salvos, o povo de Deus, são as seguintes:

a.       Deus é ofendido pelos pecados morais e religiosos de Seu povo. Pouco pensamos no fato de que cada pecado se constitui numa ferida ao coração divino. Entristecemos o Espírito Santo de Deus.
b.       O povo de Deus não escapará à punição quando peca voluntariamente. Vivemos em um mundo onde a complacência, e conseqüente quebra de princípios espirituais e morais, é uma constante. Esta omissão de compromisso com os princípios do reino de Deus é uma violação da aliança da nossa parte.
c.       A punição pode ser dolorosa, e na maioria das vezes é muito dolorosa, mas o seu propósito é mais redentivo do que punitivo. Deus o faz, não porque tem prazer nisto, mas porque quer o resultado que é a santificação dos Seus filhos em Cristo.
d.       Os que são fiéis a Deus podem parecer poucos, mas Ele não os esquece; irão jubilar na Sua salvação e bênçãos vindouras. Isto é alimento para nossa esperança.

Minha oração é para que você, amigo ouvinte, leve estas considerações e lições sobre os princípios com os quais Deus opera neste mundo, e na tua vida, bem a profundo no teu coração. Sempre se lembre de que no mundo teríamos aflições caso nos comprometêssemos a seguir a Jesus. Seríamos perseguidos e maltratados por amor de Seu nome. Mas tudo isto leva ao processo de santificação e final aprovação por parte de Deus. Após cada sofrimento, que leva o tempo que entender acertado, sempre vem uma bonança, águas límpidas, pastos verdejantes.

Seja você também fiel a Deus na pessoa de Jesus Cristo, e receberás a coroa da vida eterna.


Deus te abençoe e te guarde. Amém.

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