"AO CONTRÁRIO DE MUITOS, NÃO NEGOCIAMOS A PALAVRA DE DEUS VISANDO A ALGUM LUCRO; ANTES, EM CRISTO FALAMOS DIANTE DE DEUS COM SINCERIDADE, COMO HOMENS ENVIADOS POR DEUS". 2 Coríntios 2. 17



terça-feira, 22 de julho de 2014

*Biologia

 Biologia Biologia
“Basta contemplar a magnitude dessa tarefa
para admitir que a geração espontânea de um
organismo vivo é impossível.”
Dr. Georg Wald
Dr. George Wald
Criando Vida no Laboratório?
Genoma não Sintético
Figura 1





Figura 2
Figura 2






Figura 3
Figura 3
“Nós estamos a um passo mais próximos da criação da vida em laboratório”, declarou a rede britânica BBC News.
Uma equipe de 17 cientistas construíram o genoma da bactéria Mycoplasma genitalium sintetizando pequenos blocos de DNA. Eles usaram uma outra bactéria para que fossem feitas as múltiplas cópias dos blocos (figura 1), para então conectá-los e fazer seções maiores conhecidas como genes “cassettes”. Estes cassettes foram agrupados na forma circular da bactéria Mycoplasma genitalium, formando um genoma “sintético” completo (figura 2).
O novo organismo – que ainda não está completo – foi denominado Mycoplasma JCV1-1.0 em homenagem ao J. Craig Venter Institute (Craig Venter foi um pesquisador de grande importância no mapeamento do genoma humano).
A equipe de pesquisadores liderada por Hamilton Smith, que compartilhou o prêmio Nobel em Fisiologia e Medicina de 1978, descreveu o sucesso dessa equipe como sendo “a instalação do software – basicamente nós teremos que reinicializar o genoma, tornando-o operacional... Nós estamos simplesmente reescrevendo o software operacional das células – nós não estamos projetando um genoma desde a sua base – não se coloca um genoma num tubo de ensaio esperando que ele se transforme em vida”.
O uso do termo “sintético” em vez de “artificial” é intencional, como o próprio Dr. Smith faz menção: “Nós queremos distinguir vida sintética de vida artificial. Na vida sintética nós redesenhamos os cromossomos das células, nós não estamos criando um novo sistema artificial de vida completo”.
Esta equipe de cientistas espera construir organismos especialmente desenhados que possam realizar tarefas específicas (figura 3), como a produção de combustíveis limpos, reprocessar gases do efeito estufa e outras funções similares. Mas primeiro, a equipe precisa inserir o genoma sintético criado dentro de uma célula, permitindo assim ao genoma “sequestrar” a célula e começar a reproduzir-se.
Georgia Purdom, criacionista e doutora em genética molecular, havia comentado sobre este assunto, antes mesmo da equipe de pesquisadores ter chegado ao aperfeiçoamento mencionado na publicação da Science: “Isto não é um exemplo de criação de vida. É apenas uma nova forma de engenharia genética. Existe uma excitação muito grande devido a este trabalho e não é por menos, mas nós precisamos ser cuidadosos ao avaliar verdadeiramente o que a equipe do instituo Venter tem produzido. Eles mesmos têm afirmado que não estão criando vida; eles estão modificando a vida tentando produzir novas formas de vida baseadas em componentes pré-fabricados”.2,3,4,5,6
Desde os tempos do famoso modelo pré-biótico de Stanley Miller e Harold Clayton Urey, cientistas têm procurado demonstrar por meio de modelos físico-químicos as possibilidades pelas quais vida teria aparecido espontaneamente numa terra primitiva.
Todos os experimentos, usando o modelo Miller-Urey, não conseguiram provar como vida teria surgido espontaneamente. Dos 20 aminoácidos proteinogênicos, apenas 13 foram sintetizados. Dos sete que nunca foram sintetizados encontram-se a arginina, a histidina e a lisina, fundamentais para a formação tanto do DNA quanto do RNA.
Ao juntarmos toda a vasta gama de experimentos, desde Miller até as pesquisas do J. Craig Venter Institute, podemos concluir que a origem da vida, do ponto de vista materialista evolucionista, continua ainda sendo um mistério.
Mistério este que com o conhecimento ganho através dos vários genomas, tem saído do campo da matéria (hardware) e entrado no campo da informação (software).
O mistério da origem da vida somente poderá ser claramente entendido quando a Ciência descobrir a origem do código contido no DNA e não a origem do DNA propriamente dito.
“Tentar fazer a vida misturando substâncias químicas em tubos de ensaio é como soldar interruptores e fios no esforço de produzir o sistema operacional Windows. Não dará certo! Porque trata o problema no nível conceitual errado”.

Referências

1. http://news.bbc.co.uk/2/hi/science/nature/7203186.stm
2. http://www.guardian.co.uk/science/2007/oct/06/
genetics.climatechange
3. http://www.foxnews.com/story/0,2933,299857,00.html
4. Carole Lartigue, John I. Glass,* Nina Alperovich, Rembert Pieper, Prashanth P. Parmar, Clyde A. Hutchison, III, Hamilton O. Smith, J. Craig Venter, “Genome Transplantation in Bacteria: Changing One Species to Another”, Science 3 August 2007: Vol. 317. no. 5838, pp. 632 - 638
5. Robert F. Service, “DNA Assembles Materials From the Ground Up”, Science 1 February 2008: 558-559.
6. http://news.bbc.co.uk/2/hi/science/nature/7041353.stm
7. Paul Davies, How We Could Create Life: “The Key Existence Will Be Found Not in Primordial Sludge, but in Nanotechnology of the Living Cell”, The Guardian, Dezember 11, 2002.

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