"Ao contrário de muitos, não negociamos a Palavra de Deus visando a algum lucro; antes, em Cristo falamos diante de Deus com sinceridade, como homens enviados por Deus".
2 Coríntios 2.17


sábado, 3 de maio de 2014

* Igor Miguel / Biografia & Mensagens


Igor Miguel é casado com Juliana Miguel, pai do João Miguel, cristão reformado, teólogo, pedagogo e mestre em letras (língua hebraica) pela FFLCH/USP. Educador social e coordenador pedagógico da Organização Multidisciplinar de Capacitação e Voluntariado (OMCV) em BH-MG, membro da AKET (Associação Kuyper de Estudos Transdisciplinares), articulador do movimento #IgrejaNaRua e membro da Igreja Esperança em Belo Horizonte - MG.

Igor possui uma vasta experiência em pesquisa Bíblica, especialmente sobre tudo o que diz respeito à Bíblia Hebraica. Como um cientista educacional, Igor ensina teologia e matérias relacionadas à exegese da Bíblia Hebraica em diversos institutos teológicos no Brasil. Ele está atualmente no estágio final de seu Mestrado em Língua Hebraica e Estudos Judaicos. Mais especificamente, Igor está conduzindo uma pesquisa sobre os elementos pedagógicos do Livro de Provérbios. Ele também fez diversos cursos sobre a história e a civilização judaica na Universidade Hebraica de Jerusalém, assim como um curso para educadores sobre a memória e os ensinamentos do Holocausto no Yad Vashem.

     

 















 REINO DE DEUS E MANDATO CULTURAL  
 O EQUÍVOCO DE MUITOS CRISTÃOS A CRISTO 

O FUNDAMENTO DO CRISTIANISMO É O AMOR / 02/ 09/ 2014

 O fundamento do cristianismo é o amor. E, esta não é uma frase cliché. O amor é uma relação de permuta e dádiva mútua que existia antes de haver mundo. Uma relação tão magnífica, que os cristãos tiveram que lhe dar um nome: Trindade. Pai, Filho e Espírito Santo em uma intrincada e magnífica relação de amor. O Deus Trino criou o mundo a partir desta relação. E salvou o mundo a partir da dádiva (Deus amou o mundo de tal maneira que deu... Jesus). Amar a Deus sobre todas as coisas implica em descobrir uma nova forma de obediência. Uma obediência que nasce do amor, não do medo, do constrangimento, da vaidade, da justiça própria ou do legalismo. Da graça e do amor de Deus emergem homens e mulheres que fazem coisas impossíveis como: dar a face ao que fere, carregar a cruz, derramar sua vida em martírio, servir e amar os inimigos e ir para uma terra inóspita para servir e educar os mais fracos e perdidos. De fato, tudo podemos naquele que nos fortalece. Afinal, sem amor nada seríamos.

Fé Viril e Corajosa

  Por Igor Miguel

No mínimo, eu seria redundante em lembrar como nossa vida moderna é cansativa. Desperdício de palavras. A aflição, cansaço e angústia estão aí, na dureza de nossa presença no mundo. Sem mencionar, a intolerância generalizada, a brutalidade e os egos derramados atrás de suas máquinas de deslocar, vulgo automóveis. Testemunho de uma selvageria desvairada, uma perda de humanidade, um exoesqueleto metálico sem coração, me apavora as máquinas, e não me refiro aquelas com motor, mas aqueles sem epiderme.

Me cansa esta conversa de que os homens são bons, especialmente pobres, índios e minorias. Me cansa esta ingenuidade e este mascaramento da desvirtude.  Acredito em verdade universal, e se tem uma verdade que não é relativa, não é que os homens sejam em essência iguais em suas virtudes, mas iguais em sua depravação e corrupção moral. Basta colocá-los no poder, diante de um artefato que lhes dá relativa liberdade, e pronto, verás a face mais sombria destes “anjos” caídos.

Índios não vivem em harmonia com a natureza por amá-la, mas por temê-la, se tivessem instrumentos para devastá-la e dominá-la o teriam feito. Como alguns o fazem em garimpos, na pecuária e no desmatamento predatório. Índios, pobres, negros, brancos, burgueses, judeus e gentios, estão todos sob o Pecado.  E uso com “p” maiúsculo intencionalmente. Não estou disposto a negociar sua vergonha e a minha.

 “Então, Pilatos o advertiu: Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar? Respondeu Jesus: Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fosse dada; por isso, quem me entregou a ti maior pecado tem.” (Jo 19:10-11)
Só não praticamos o genocídio e não apertamos o botão vermelho e destruímos cidades com alguns megatons, porque não temos poder para isto. Porque Deus – digo explicitamente – aquele que governa sobre o caos, não nos deu atribuições para levar nossos desejos secretos até às últimas consequências.  Esporadicamente, ele entrega alguns homens a sua própria vontade depravada, para revelar a nós todos o que somos de verdade.

O crime hediondo nos atormenta. Não conseguimos suportar a “não-humanidade”, o “não-gente”.  Não damos conta da exposição de nossa maldade, mesmo que ela se manifeste no “outro”.  Sentimos calafrios e nojo só de pensar que se alguma coisa nos soltar, se dermos um salto para além das coerções, nos tornaremos sociopatas. No final, todos vivemos algum tipo de anomalia, mesmo nas instâncias que a publicidade não alcança.

O cristianismo é uma religião viril e corajosa, pois não vem com o papo de que o homem é bom e tem recursos em si mesmo para se “auto-justificar”, nem mesmo o povo escolhido, os judeus, escapam de sua denúncia. Todos, indistintamente, estão sob a sem-vergonhice generalizada, logo precisam, carecem urgentemente que a mão de amor se dirija a eles, que os salve.

Minha dificuldade com uma filosofia pessimista é que polariza o problema, tirando-o do terreno da utopia messianista, lançando-o ao cinismo, sem o escrúpulo de lidar com a presença da beleza e a esperança. A narrativa cristã é realista e desconfiada a respeito dos potenciais humanos, ela diz descaradamente: ele não dá conta. Por outro lado, anuncia repetidamente, em tom homilético: venham leprosos, doentes e pecadores, e abracem o sacrifício. Reconheçam nas mãos perfuradas e na coroa de vergonha, a vitalidade e a certeza de uma vida saturada de amor.

O cristianismo é basicamente uma denúncia e um anúncio. A denúncia é a respeito do que há de menos humano: o pecado, a maldade. O anúncio é a respeito do o que há de mais humano: Cristo, o segundo Adão.

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma.” (Mt 11:28-29).
Fonte: PENSAR  

Um comentário:

  1. Gostaria que o irmão visse os videos do professor Fabio sabino que está revolucionando o mundo evangélico com seus estudos sobre a Bíblia. Gostaria também, que o irmão visse o vídeo intitulado "como a Bíblia surgiu sem os seus originais?" e desse a sua opinião a respeito, já que contactei diversos pastores e eles se esquivaram. O meu E-mail é r.marcosdesantana@gmail.com e o site do professor é www.professorfabiosabino.com.br

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💪 Nós aprendemos com Jesus que a verdadeira masculinidade não é simplesmente manter nossos narizes limpos e nossa casa em ordem. A verdadeira masculinidade significa enxergar além de nós mesmos para amar nosso próximo – e nosso próximo é qualquer um que encontramos em necessidade. O homem de verdade livremente doa seu tempo, recursos, atenção, energia e apoio emocional para aqueles que precisam, sem se preocupar em como eles podem retribuir. Seja você casado ou solteiro, se você não está servindo ao seu próximo abnegadamente e sacrificialmente, você não está exercendo completamente a masculinidade bíblica.

Phillip Holmes



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Você deseja honrar o corpo de Cristo? Não o ignore quando ele está nu. Não o homenageie no templo vestido com seda quando o negligencia do lado de fora, onde ele está malvestido e passando frio. Ele que disse "Este é o meu corpo" é o mesmo que diz "Tu me vistes faminto e não me destes comida" e «quantas vezes o fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes» (Mateus 25:40)... Que importa se a mesa eucarística está lotada de cálices de ouro quando seu irmão está morrendo de fome? Comeces satisfazendo a fome dele e, depois, com o que sobrar, poderás adornar também o altar.

João Crisóstomo, Comentário sobre Mateus

♛ Uma das características mais recorrentes das homilias de João Crisóstomo (347-407) é sua ênfase no cuidado com os necessitados. Ecoando temas do Evangelho de Mateus, ele exorta os ricos a abandonarem o materialismo para ajudar os pobres, empregando todas as suas habilidades retóricas para envergonhar os ricos e obrigá-los a abandonar o consumismo mais conspícuo:


“Honras de tal forma teus excrementos a ponto de recebê-los em vasilhas de prata quando outro homem criado à imagem de Deus está morrendo de frio?”


— João Crisóstomo


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