"AO CONTRÁRIO DE MUITOS, NÃO NEGOCIAMOS A PALAVRA DE DEUS VISANDO A ALGUM LUCRO; ANTES, EM CRISTO FALAMOS DIANTE DE DEUS COM SINCERIDADE, COMO HOMENS ENVIADOS POR DEUS". 2 Coríntios 2. 17



quarta-feira, 17 de julho de 2013

* Teologia da Prosperidade / Artigos


Teol.prosperidade from goiano




TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO x TEOLOGIA DA PROSPERIDADE / JÚLIO SEVERO









Para satisfação de alguns e espanto da maioria, o movimento da "confissão positiva" tem se alastrado na comunidade evangélica brasileira nos últimos anos. Conhecido popularmente como a "teologia da prosperidade", esta corrente doutrinária ensina que qualquer sofrimento do cristão indica falta de fé. Assim, a marca do cristão cheio de fé e bem-sucedido é a plena saúde física, emocional e espiritual, além da prosperidade material. Pobreza e doença são resultados visíveis do fracasso do cristão que vive em pecado ou que possui fé insuficiente.

A confissão positiva tem causado muita controvérsia e deixado um rastro de tragédias, desapontamentos e confusão em muitas igrejas de diferentes denominações. Para surpresa de muitos, as igrejas evangélicas tradicionais e algumas não tradicionais, pois não vemos muitas, estão entre as mais vulneráveis a este movimento.


Pr. Paulo Romeiro




 Donnie Swaggart - A Teologia da Prosperidade - Cafetões da Prosperidade


 




Revelações sobre a Prosperidade Financeira / Marlene Mello 


  TEOLOGIA DA PROSPERIDADE


É com grande tristeza que tenho testemunhado o surgimento de uma nova heresia a nível mundial. O Pr. Morris Cerullo, o “grande profeta” internacional da atualidade, afirma ter recebido de Deus uma profecia relacionada aos últimos tempos. Tal profecia foi posteriormente batizada de “A Última Grande Transferência de Riquezas”. O Pr. Morris Cerullo chegou a escrever um livro com este mesmo nome. No livro ele tenta explicar esta profecia, supostamente dada por Deus.

No início de agosto de 2009, o Pr. Morris Cerullo, em visita ministerial ao Brasil, foi convidado pelo Pr. Silas Malafaia para participar do programa Vitória em Cristo, exibido pela Rede Bandeirantes, apresentado e dirigido pelo próprio Pr. Silas Malafaia. Durante o programa o Pr. 
Morris Cerullo resolveu expor e explicar a profecia da “unção financeira” aos telespectadores brasileiros. Cerullo afirmou que ele e Deus haviam dialogado abertamente antes do programa ir ao ar. Segundo Cerullo, Deus lhe revelou algo extraordinário naquela íntima conversa.

Quando o programa estava no ar, Cerullo passou ainda uma nova “revelação” de Deus, dada especificamente para o programa (ele diz que não combinou nada com o Pr. Silas). Segundo ele, Deus lhe pediu para falar a todos os telespectadores que, em alguma época de suas vidas receberam promessas financeiras, mas que até aquele dia nada havia mudado em suas finanças. Cerullo disse (que Deus disse) que se estas pessoas fizessem uma “oferta voluntária” de R$ 900,00 (novecentos reais) todas as promessas financeiras seriam cumpridas até o dia 01 de janeiro de 2010. Uma revelação surpreendente, não é mesmo? O problema é que Morris Cerullo já demonstrou ser um falso profeta, devido a diversas profecias não cumpridas no passado.

No ano de 1989, Morris Cerullo fez uma série de profecias “bombásticas”. Na maior delas ele disse que até o ano de 1994, os Estados Unidos da América iriam passar por uma crise financeira que faria a grande depressão de 1929 parecer um simples piquenique. Contrariando o que Cerullo profetizou, a década de 90 foi a década de maior prosperidade financeira da história dos Estados Unidos. Nenhuma crise financeira se instalou em nenhum momento daquela década. Todas as outras profecias que Cerullo revelou em 1989 falharam em todos os aspectos. Nada se cumpriu.


Ainda no programa, Morris Cerullo disse que Deus lhe revelou que nestes últimos tempos deseja derramar sobre seu povo uma grande “unção financeira”. Segundo ele Deus disse: “Filho, eu quero que você diga a meu povo que, nestes últimos dias, eu tenho uma unção muito especial para derramar sobre eles”. Neste momento Cerullo interrompeu Deus e disse: “Uma unção financeira?”. Então Deus lhe respondeu: “Sim, filho, uma unção financeira. Farei algo na vida deles que eu nunca fiz antes. Vou liberar sobre eles uma unção financeira”. É preciso muito cuidado com revelações do tipo “Deus nunca fez isto antes”, pois este método costuma ser muito usado por falsos profetas. Faz parte do “show” deles, com claro intuito de emocionar os ouvintes.


Através de uma série de distorções de passagens bíblicas, forçando interpretações e sem se preocupar em explicar o contexto das passagens, Cerullo tentou explicar a finalidade de tal unção que Deus supostamente revelara. Cerullo usou até mesmo uma espécie de “numerologia evangélica”, dizendo que o número 9 para Deus significa ‘completo’. Só não se sabe de onde ele tirou essas idéias, da bíblia é que não foi. Cerullo também citou a passagem bíblica de 2 Crônicas 20.20 (que diz que devemos crer nos profetas de Deus) como forma de tentar comprovar a autenticidade de suas profecias. Mas o que Cerullo não disse é que a Bíblia revela que para que um profeta seja considerado verdadeiro é preciso que suas profecias se cumpram perfeitamente. E como já vimos, Cerullo já demonstrou estar longe de ser um verdadeiro profeta de Deus. Como alguém poderia dar crédito a um profeta com o histórico de Morris Cerullo?


No seu livro “A Última Grande Transferência de Riquezas”, Cerullo afirma que Deus irá transferir todas as riquezas dos ímpios miraculosamente para as mãos de seu povo. Segundo ele afirma, esta unção financeira servirá para cobrir as despesas com o evangelismo mundial dos últimos tempos, valor que ele considera astronômico, mas que os cristãos não devem se preocupar, porque o custo da “colheita do tempo do fim” não é surpresa para Deus (A Última Grande Transferência de Riquezas, Morris Cerullo, Editora Central Gospel, pag. 06).


Segundo as revelações feitas por Cerullo em seu livro, Deus está pretendendo redistribuir os bilhões e trilhões de dólares que estão concentrados nas mãos das pessoas que ele (Cerullo) chama de “megaespertalhões deste mundo” (A Última Grande Transferência de Riquezas, Morris Cerullo, Editora Central Gospel, pag. 07). Isto significa que, segundo este “profeta”, o mundo está prestes a testemunhar uma grande revolução financeira. Ainda segundo Cerullo, os cristãos que crerem nesta “visão” ficarão milionários quase que da noite para o dia. Sinceramente, nunca ouvi tanta bobagem teológica, seria até hilário se não fosse herético.


O que a Bíblia revela sobre as riquezas?


A Bíblia revela que nem sempre os que confiam em Deus devem ser ricos, e nem sempre os incrédulos devem ser pobres. O salmista revela que os servos de Deus não devem cobiçar as riquezas dos ímpios (Salmo 73.3). A diferença primordial entre o que serve a Deus e o que não o serve não está nas riquezas materiais, mas no estilo de vida e nos elevados padrões morais.


Jesus revelou que as riquezas são quase sempre um empecilho a salvação dos homens (Mateus 10.24). A posse de riqueza materiais é algo perigoso, pois pode levar a avareza, a qual escraviza o coração e sufoca a vida espiritual (Marcos 4.29). Deus conhece o coração dos homens e sabe que nem todos os seus filhos saberiam lidar com as riquezas sem que elas os levassem a ruína espiritual. Por isso as Escrituras dizem que os cristãos não devem desejar ser ricos (1 Timóteo 6.9).


Cerullo justifica esta revolução financeira baseado no que Deus realizou na vida de alguns seus servos do passado, ele cita José, Moisés e Salomão como exemplos. Em seu livro, através de uma tendenciosa interpretação bíblica, Cerullo chega a afirmar que Deus entregou TODAS as riquezas do Egito nas mãos de seu povo após libertá-los da escravidão (A Última Grande Transferência de Riquezas, Morris Cerullo, Editora Central Gospel, pag. 37). Cerullo usa essa tosca interpretação para afirmar que Deus irá fazer exatamente isso nestes últimos dias. A falta de consistência teológica de Cerullo fica evidente quando analisamos atentamente as Escrituras. É impressionante como esse tipo de interpretação só existe na mente dos adeptos da teologia da prosperidade.


Examinando as Escrituras


Na ocasião da libertação do povo de Israel do Egito liderada por Moisés, as Escrituras revelam que Deus permitiu que eles levassem APENAS certa quantidade de ouro, prata e vestimentas (Êxodo 12.35), além dos animais que já pertenciam a eles (vers. 32). É válido lembrar que estas jóias, ainda que poucas, posteriormente tornaram-se o motivo da ruína de muitos deles, pois foi este mesmo ouro que eles usaram para fabricar um ídolo para adorar, o bezerro de ouro (Êxodo 32.3,4), provocando a ira de Deus. Este é um exemplo do perigo que a posse de riquezas pode significar para o povo de Deus. A posse de riquezas pode levar às tentações pecaminosas.


No caso de José e Salomão, Deus realizou algo pessoal e específico na vida de cada um deles, de acordo com seus sábios propósitos. Ambos alcançaram status e regalias devido ao fato de que Deus os colocou em cargos de liderança. José foi governador do Egito e Salomão foi nomeado rei de Israel. É importante salientar que nem por isso todo o povo de Israel ficou rico nestas ocasiões. As dificuldades financeiras sempre existiram em Israel (Deuteronômio 15.7). Logicamente que Morris Cerullo nunca faz questão de esclarecer estes pontos em suas pregações avarentas. Bem pudera, pois isto somente iria estragar seus planos enganosos. A correta interpretação da palavra de Deus costuma ser como “pedras” nos sapatos dos pregadores da teologia da prosperidade.


O grande engano


É lamentável que muitos cristãos estejam caindo no “conto da riqueza” falsamente profetizada por Cerullo e os milhares de ministros da prosperidade ao redor do mundo. Isto se deve ao pouco conhecimento bíblico por parte destes cristãos. Infelizmente, poucos cristãos possuem o discernimento espiritual para identificar as doutrinas heréticas que rondam as igrejas. Poucos conseguem identificar aqueles que manipulam as Escrituras para conseguirem o que querem. Isto ocorre porque a maioria dos cristãos não busca um relacionamento íntimo com Deus, por isso não costumam orar pedindo discernimento de espírito, um dom espiritual importantíssimo.


Assim como o escritor de Hebreus exortou, devido à falta de oração e dedicação diária ao exame das Escrituras, a Igreja atual está repleta de “crianças imaturas” (Hebreus 5.12-15), cristãos que não são experimentados na Palavra da Justiça. Estes estão sofrendo de desnutrição espiritual devido à falta de disciplina e sede pela Palavra de Deus. Segundo o apóstolo Paulo, estes cristãos se comportam como “meninos inconstantes”, sendo facilmente enganados por ventos de doutrinas pregadas por homens desviados da verdade (Efésios 4.14).


Bíblia Sagrada vs. Revelações de Cerullo


Voltando às “revelações” do Pr. Morris Cerullo, vimos que as explicações que ele usou em seu livro para justificar a tal “transferência de riquezas” se desfazem em pó quando analisada à luz das Escrituras. Toda suposta “nova revelação” dada por qualquer um que se diga profeta deve ser analisada, passando pelo crivo das Escrituras Sagradas (Mateus 22.29). Crer em tudo o que se ouve por aí é sinal de imaturidade espiritual. Tudo deve ser peneirado pelas revelações Bíblicas.


Cerullo afirmou em seu livro que é necessário um valor astronômico de dinheiro para alcançar o mundo para Cristo. Talvez Cerullo nem mesmo conheça as Escrituras (ou finge que não conhece). Veremos o que as Sagradas Escrituras mostram. As Escrituras demonstram que a Igreja primitiva jamais dependeu de uma “unção financeira” para que toda a Ásia Menor e leste Europeu fossem amplamente evangelizados através das viagens missionárias do apóstolo Paulo.


As Escrituras relatam que apesar das dificuldades financeiras enfrentadas pela Igreja primitiva, que eram reais (2 Coríntios 8.2), o poder de Deus fez com que o Evangelho alcançasse todo o mundo habitado daquela época (Atos 17.6). E por que Deus não faria o mesmo nos dias de hoje? Por que Cerullo diz que seria necessária uma unção financeira sobre a Igreja para que o mundo atual seja alcançado para Cristo? Será que Deus perdeu o seu poder? Sabemos que para Deus nada é impossível. O mesmo Deus que operou no passado continua operando nos dias atuais. As escrituras revelam que Jesus é o mesmo ontem, hoje e será eternamente (Hebreus 13.8).


Segundo as Escrituras, o apóstolo Paulo nunca dependeu de grandes recursos financeiros para alcançar os perdidos para Cristo. Mas Paulo dependia, e muito, do poder e autoridade do Espírito Santo, que operava poderosamente através de seu ministério o capacitando e realizar maravilhas em nome de Jesus (Romanos 15.19). Multidões eram alcançadas para Cristo. Isto porque não são os recursos financeiros que fazem a diferença na obra missionária, mas sim a presença e unção do Espírito Santo. As Escrituras Sagradas revelam que o suprimento da obra missionária na Igreja primitiva não dependia de cristãos milionários, mas de cristãos que amavam o Evangelho, cheios do Espírito Santo, dispostos a ofertar, ainda que não fossem milionários (2 Coríntios 8.1-3).


Os pregadores da riqueza: novas revelações como pretexto para a avareza.


Certamente o apóstolo Paulo chamaria a extraordinária “unção financeira” do Pr. Morris Cerullo de “pretexto de avareza” (1 Tessalonicenses 2.5). É costume dos pregadores da prosperidade alegar o recebimento de “novas revelações” como pretexto para disfarçar o amor que nutrem pelo dinheiro. O apóstolo Pedro prenunciou o aparecimento dos ministros da avareza, dizendo: “… movidos pela ganância, e com palavras fingidas, eles farão de vós negócio” (2 Pedro 2.3). Os pregadores da prosperidade costumam rebaixar o Evangelho de Cristo a um mero “negócio”.


Já ouvi certo famoso pregador internacional (Mike Murdock) afirmar que, apesar de muitos pensarem ao contrário, Jesus na verdade era um homem rico, pois ele tinha até mesmo um tesoureiro para cuidar de seus “negócios”. Essa afirmação é lamentável. As Escrituras dizem que Jesus se fez pobre materialmente para que enriquecêssemos espiritualmente (2 Coríntios 8.9).


O que o povo de Deus está realmente precisando é não é de uma “unção financeira”, mas da poderosa unção do Espírito Santo, a qual capacita o cristão a pregar o evangelho com grande autoridade (Atos 1.8; 4.31). A profecia da “unção financeira” pregada por Cerullo não passa de heresia, impulsionada por uma cobiça oculta. Isto é fruto da apostasia doutrinária dos últimos tempos, profetizado pelo apóstolo Paulo em 1 Timóteo 4.1. As heresias sempre foram um problema para a Igreja de Cristo. Somente o conhecimento da Escrituras Sagradas pode nos proteger dos falsos ensinos, que são inspirados por satanás: o pai da mentira (João 8.44).


Somente com a capacitação do Espírito Santo, alcançada através de uma vida de fervorosa oração e santidade é que o mundo poderá ser efetivamente alcançado para Cristo. Se todo cristão fizesse sua parte em prol da divulgação do Evangelho, certamente não levaria muito tempo para que todas as nações da terra fossem evangelizadas. Esta é a verdadeira revelação que Jesus fez aos seus discípulos ao ressuscitar “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho (Marcos 16.15). Esta é a verdadeira revelação de Deus, que dever ser crida e obedecida em todas as igrejas cristãs.


O fato é que estamos vivendo uma época de grande confusão e enganos doutrinários na Igreja, e como já disse, isto é fruto do pouco conhecimento bíblico por partes dos cristãos. As Escrituras estão se cumprindo diante dos nossos olhos. Jesus está às portas. Os falsos mestres estão por todos os lugares. Como o apóstolo Paulo já havia alertado no passado, a sã doutrina não está mais sendo suportada (2 Timóteo 4.3). Para muitos ela já perdeu a graça. Porém, na verdade os que não a suportam é que perderam totalmente a graça de Deus.


Mais do que nunca a Igreja precisa atentar para a sã doutrina, que nos livra dos falsos profetas.


Por isso, oremos e sejamos sóbrios,Que Deus possa abrir os nossos olhos espirituais!


Marlene Mello
Membra da Igreja Assembléia de Deus em Bangu/RJ
Bacharel em Teologia




  Os Dois Lados do Dinheiro

Dinheiro tem dois lados.

Ambas, a moeda e a nota, possuem dois lados - a moeda, cara e coroa, e a nota, frente e verso.

Também, espiritualmente, dinheiro tem dois lados - o lado ruim e o lado bom. O primeiro adverte: "Cuidado"! e o outro diz: "ótimo"!

O discípulo de Cristo deve reconhecer o perigo de riquezas e deve usar seu dinheiro para a glória de Deus.

1 TIMÓTEO 6.6-10
SE O DINHEIRO POSSUI VOCÊ, CUIDADO!

A advertência é contra o materialismo e a favor da espiritualidade. A palavra piedade - que quer dizer santidade, dever religioso, reverência e devoção a Deus - descreve o que tem verdadeiro valor na vida. O discípulo só precisa das necessidades físicas, sem luxo, porque já tem tudo: todas as riquezas pessoais e espirituais em Jesus! Dinheiro não compra as coisas importantes; elas são presentes de Deus. O discípulo precisa apenas do necessário para servir a Deus e não precisa cuidar da sua própria segurança financeira porque Deus faz isto. 

O contentamento com aquilo que possui, sem cobiça e avareza, é lucro puro. Não um lucro financeiro, como o dos charlatões, porém lucro emocional e moral, de consciência tranquila, que vale mais do que as riquezas. (Você pode encontrar mais comentários sobre contentamento em Hebreus 13.5-6 e Filipenses 4.11-13.)


Os perigos são os males inevitáveis dos que querem ficar ricos, dos obcecados pelo amor do dinheiro. O aviso é a certeza de ciladas e ruína. Por quê? Porque riquezas sem Deus trazem apenas decepção e desilusão - o rico tem tudo e não possui nada de valor e se pergunta: só isto? Dinheiro promete tudo e não satisfaz; não cumpre suas expectativas.

Um exemplo bíblico é Demas, que abandonou o apóstolo Paulo, “tendo amado o presente século” (2 Timóteo 4.10). Querendo mais, acabou tendo nada. O jovem rico é outro exemplo; não segue Jesus por ser “dono de muitas propriedades” (Marcos 10.22). Portanto, o Mestre alerta na parábola do semeador: “os cuidados do mundo, a fascinação da riqueza e as demais ambições, concorrendo, sufocam a palavra, ficando ela infrutífera.” (Marcos 4.19).

1 TIMÓTEO 6.17-19
SE VOCÊ POSSUI O DINHEIRO, ÓTIMO!

O lado bom do dinheiro é a possibilidade de usá-lo na causa de Cristo. O segredo é administrá-lo bem - para o Reino e não só para si mesmo ou para seu próprio orgulho. A boa administração deposita os tesouros no céu por meio da bondade e generosidade. O mau administrador pensa exclusivamente em si, como o rico insensato em Lucas 12; na hora da sua morte, Deus pergunta: “Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?”. A conclusão de Jesus esclarece: “Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus” (v. 20-21).

Jesus explica tudo em Mateus 6.19-21 “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.”

O bom uso do dinheiro prova que a confiança se deposita em Deus e não em dinheiro instável. Dinheiro não garante a esperança futura; Deus garante.

A aplicação de dinheiro no trabalho da igreja é o melhor investimento. O alvo não é ficar rico mas ser rico em boas obras. A riqueza espiritual ordena o bom uso da riqueza material. Quando o servo dá para Deus, ficando contente com o que tem, Deus dará a seu filho mais e mais para usar para sua glória: “Deus pode fazer-vos abundar em toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, ampla suficiência, superabundeis em toda boa obra,” (2 Coríntios 9.8).

PARA PONDERAR

Os dois lados do dinheiro: ruim e bom; e os dois comentários possíveis: cuidado e ótimo!Dinheiro é como tudo na vida - é bom se utilizado como Deus quer.Sobre seu dinheiro e sua vida, diga a Deus: “faça-se a tua vontade”.

Editora Vida Cristã.
de Bryan J. Bost









Nunca na história eclesiástica a igreja evangélica brasileira esteve tão bem!

Por Ciro Sanches Zibordi

A igreja evangélica brasileira está vivendo a sua melhor fase! Como diria o presidente Lula, nunca na história eclesiástica ela esteve tão bem. Sua aproximação da Igreja Romana melhora a cada dia, facilitado pelo grande entrosamento entre os cantores-ídolos do mundo gospel e os padres-popstar. O simpático evangelho-show — ao contrário da antipática palavra da cruz (1 Co 1.18) — é apresentado ao mundo mediante estilos musicais atuais (como o funk) e danças, levando as pessoas a cantarem naturalmente as canções “evangélicas”.

O hit “Faz um milagre em mim” é um ótimo exemplo de como o evangelho-show penetra com facilidade em bares, festas, casas de show, etc. Não é por acaso que existem versões desse sucesso “evangélico” em forró, pagode, etc. Ele é cantado também por padres-popstar. Apesar disso, há uma minoria de protestantes da atualidade que ainda insiste em ficar incomodados com o fato de certas composições “evangélicas” estarem sendo aceitas naturalmente pelo mundo. Afinal, de acordo com o ensinamento do Senhor Jesus, o mundo despreza tudo o que é realmente cristão (Mt 5.11; Lc 6.26).

Mas, enquanto o evangelho-show conquista o mundo, dentro dos templos e nos grandes eventos “evangélicos”, o misticismo experiencialista cresce. Nunca na história eclesiástica supervalorizamos tanto as experiências e os “milagres”, em detrimento da Palavra de Deus. Fenômenos como extrações de objetos das pessoas e aparecimento de dentes de ouro têm mais valor do que uma exposição bíblica. Isso tem feito a minoria protestante de hoje não se conformar, posto que, na hierarquização feita por Deus, o ministério da Palavra é mais importante do que os milagres (1 Co 12.28; Jo 10.41), que devem ocorrer como efeito da pregação do evangelho (Mc 16.15-20).

O misticismo experiencialista tem funcionado em conexão com o antropocentrismo triunfalista, mediante o qual consideramos o Deus soberano como o Papai Noel, cujo prazer resume-se em distribuir presentes aos “meninos” que têm fé. Que maravilha! O culto coletivo há muito tempo deixou de ser dedicado ao Senhor Jesus, para atender aos nossos interesses. Por isso, gostamos tanto de teatro, danças, apresentações de vale-tudo, etc. O culto agora é para nos agradar, e não para glorificarmos o Senhor Jesus!

Aproveitando-se do fato de os seres humanos serem interesseiros por natureza (Jo 6.60-69), os super-pregadores milagreiros e malabaristas têm lançado as suas campanhas, pelas quais arrecadam dinheiro, muito dinheiro, para comprar jatinhos ou manter os seus impérios pessoais. Isso não é maravilhoso?

Só não entendo uma coisa. Numa época de tanto triunfo da igreja evangélica brasileira, um famoso super-pregador está pedindo uma oferta de R$ 7,00 para vencer os efeitos da crise mundial! Ora, a teologia da prosperidade perdeu a sua eficácia? É claro que não! Nunca na história eclesiástica estivemos tão bem! Determinemos, decretemos, profetizemos vitória em meio à crise! Há poder em nossas palavras.














           $ CALEM-SE ... PREGADORES DA PROSPERIDADE $
Como se não bastasse redefinir a fé como uma força, endeusar o homem e atacar a expiação de Cristo sobre a cruz, o movimento da Fé também conhecido como Neopentecostalismo, transformou o Evangelho da graça num evangelho da ganância.

Jesus nos advertiu: "Acautelai-vos e guardai-vos da avareza, porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui" (Lc 12.15). A ordem do Mestre continua sendo a mesma: "Buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça.". (MT 6.33)

Como as palavras de Cristo diferem da mensagem dos mestres da Fé. Essa gente vive, incansavelmente, perseguindo a ideia de que a prosperidade material faz parte dos direitos divinos de cada crente. Esse tipo de "cristianismo" é pouco mais que uma forma de ganância, porém rebatizada e revestida duma fina camada de verniz "cristão". Como resultado dessas pregações temos uma fé egoísta e individualista.

Cristãos estão sendo transformados em função da nossa cultura e não por Cristo. A busca pelo reino de Deus e sua justiça tem sido substituída pela busca de nosso próprio reino e tudo quanto pudermos pôr as mãos. Os pregadores da prosperidade estão tão decididos a apresentar um Jesus que usa relógio Rolex que fazem qualquer coisa para vender esse mito a seus congregados. Gostam de apresentar um Jesus rico e com muitos recursos financeiros.

A verdade é que Cristo não veio nos trazer prosperidade financeira, mas redirecionar nossa atenção para valores eternos. Até mesmo agora as palavras do Mestre tinem com sua autoridade divina: "Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam. Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem.. (Mt 6.19,20). Certa vez Tiago (irmão de Jesus) afirmou: "As vossas riquezas estão apodrecidas.. O vosso ouro e a vossa prata se enferrujaram...Entesourastes para os últimos dias (Tg 5.2,3).

A Bíblia está repleta de exemplos que declaram a pobreza dos ensinos do movimento da Fé tanto as riquezas, como em relação às necessidades. Os mestres da Fé de nossos dias não têm ajustado seus ensinos às antigas Escrituras. Pelo contrário, têm conformado a si próprios.

A Palavra de Deus nos recomenda a não nos moldar aos padrões deste mundo, mas sermos transformados mediante a renovação da mente, Somente então seremos capazes de experimentar qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Rm 12.2).

Não há como negar que os pregadores da prosperidade ensinam um estilo de vida assinalado pela auto-indulgência e pelo egoísmo, em oposição a um estilo de vida abnegado e altruísta. A diferença entre servir ao próprio "eu" e servir ao Salvador é a diferença entre a conformidade cultural e a conformidade com Cristo. Jesus manifestou-se melhor sobre isso quando disse: "Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo ... (Lc 9.23)

Uma cruz não pode rodar tão bem quanto uma BMW, mas no fim o levará muito mais longe.
Pr Elder Cunha





John Piper – Aos Pregadores da Prosperidade: Não Tornem o Céu Mais Difícil

Esse post é o primeiro de uma série de doze. O conteúdo vem de “Doze Apelos aos Pregadores da Prosperidade”, que pode ser encontrado na nova edição do “Let the Nations Be Glad”Regozijem-se as Nações, publicado pela editora Cultura Cristã*).

Jesus disse: “Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas!” Seus discípulos ficaram espantados, tão quanto ficariam frente ao “Movimento da Prosperidade”. Então Jesus elevou ainda mais o espanto deles, dizendo:

“É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus.” Eles responderam em descrença: “Então, quem pode ser salvo?” Jesus disse, “Para os homens é impossível; contudo, não para Deus, porque para Deus tudo é possível.” (Marcos 10:23-27)

Isso significa que o espanto dos discípulos tinha fundamento. Um camelo não pode passar pelo fundo de uma agulha. Isso não é uma metáfora para algo que requer muito esforço ou humilde sacrifício. Não dá para ser feito. Sabemos disso porque Jesus disse Impossível! Foi a palavra Dele, não a nossa. “Para os homens, é impossível.” O ponto é que a mudança de coração exigida é algo que o homem não pode fazer por si mesmo. Deus precisa fazê-lo — “... contudo, não [é impossível] para Deus.”

Não conseguimos nos fazer parar de valorizar o dinheiro acima de Cristo. Mas Deus pode. Isso são boas novas. E isso deveria ser parte da mensagem que os pregadores da prosperidade anunciam antes que incitem as pessoas a se tornarem mais como um camelo. Por que um pregador iria querer anunciar um evangelho que encoraja o desejo de ser rico, confirmando deste modo as pessoas em seu desajuste ao reino de Deus?



John Piper – Aos Pregadores da Prosperidade: Salvem as Pessoas do Suicídio

Esse post é o segundo de uma série de doze. O conteúdo vem de “Doze Apelos aos Pregadores da Prosperidade”, que pode ser encontrado na nova edição do “Let the Nations Be Glad”Regozijem-se as Nações, publicado pela editora Cultura Cristã*).

O apóstolo Paulo admoestou contra o desejo de ser rico. E por implicação, advertiu contra pregadores que incitam o desejo de ser rico ao invés de ajudar as pessoas a se livrarem disso. Ele alertou: 
“Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores.” (1 Timóteo 6:9-10).
Essas são palavras muito sérias, mas não parecem encontrar um eco na pregação do evangelho da prosperidade. Não é errado para o pobre querer medidas de prosperidade para que tenha o que precisa, e possa ser generoso e dedicar tempo e energia a tarefas que exaltem a Cristo em vez de lutar para sobreviver. Não é errado buscar ajuda em Cristo para isso. Ele se importa com nossas necessidades (Mateus 6:33).

Mas todos nós — pobres e ricos — estamos em constante perigo de firmar nosso amor (1 João 2:15-16) e nossa esperança (1 Timóteo 6:17) nas riquezas ao invés de em Cristo. Esse “desejo de ser rico” é tão forte e tão suicida que Paulo usa a linguagem mais forte para nos alertar. Minha súplica é para que os pregadores da prosperidade façam o mesmo.



  John Piper – Aos Pregadores da Prosperidade: Advirtam Contra Investimentos Fracos

Esse post é o terceiro de uma série de doze. O conteúdo vem de “Doze Apelos aos Pregadores da Prosperidade”, que pode ser encontrado na nova edição do “Let the Nations Be Glad”Regozijem-se as Nações, publicado pela editora Cultura Cristã*).

Jesus adverte contra o esforço para acumular tesouros na terra; ou seja, Ele nos manda ser donatários, e não proprietários. 

“Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam” (Mateus 6:19-20).

Sim, todos nós guardamos alguma coisa. Jesus admite isso. Ele não espera, exceto em casos extremos, que nosso desejo de ofertar signifique que não seremos mais capazes de dar. Haverá um tempo em que daremos nossa vida por alguém, e então não seremos mais capazes de ofertar. Mas ordinariamente, Jesus espera que vivamos de tal forma que haja um padrão contínuo de trabalho, ganho, vida simples e doação contínua.

Mas dada a tendência intrínseca à ganância em todos nós, Jesus sente a necessidade de advertir contra “acumular tesouros na terra”. Isso se assemelha a ganho, mas leva apenas à perda (“traça e ferrugem corroem e ladrões escavam e roubam”). Meu apelo é que a advertência de Jesus encontre um forte eco nas bocas dos pregadores da prosperidade.


  John Piper – Aos Pregadores da Prosperidade: Desenvolvam Donatários Generosos

Esse post é o quarto de uma série de doze. O conteúdo vem de “Doze Apelos aos Pregadores da Prosperidade”, que pode ser encontrado na nova edição do “Let the Nations Be Glad”Regozijem-se as Nações, publicado pela editora Cultura Cristã*).
“Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado.” (Efésios 4:28)
Isso não é uma justificativa para ser rico de modo que possa dar mais. É um chamado para fazer mais e guardar menos, e então você poderá dar mais. Não há razão para que uma pessoa que prospera mais e mais em seus negócios deva ampliar a extravagância de seu estilo de vida indefinidamente. Paulo diria: Cubra suas despesas e doe o resto.

Não posso determinar o seu “cobrir”, mas em todos os textos que temos visto nesta série, há um impulso em direção à simplicidade e à generosidade extravagante, não a posses extravagantes. Quando Jesus disse: “Vendei os vossos bens e dai esmola” (Lucas 12:33), Ele pareceu sugerir não que os discípulos fossem abastados e pudessem dar de sua abundância. Parece que eles tinham tão pouco patrimônio líquido, que tinham que vender algo para terem algo para dar.

Por que os pregadores iriam querer encorajar as pessoas a pensarem que elas deveriam possuir riquezas para serem donatários generosos? Por que não encorajá-los a manterem suas vidas mais simples e serem ainda mais generosos em suas doações? Isso não acrescentaria em sua generosidade um forte testemunho de que Cristo — e não as posses — é seu tesouro?


  John Piper – Aos Pregadores da Prosperidade: Promovam a Fé em Deus

Esse post é o quinto de uma série de doze. O conteúdo vem de “Doze Apelos aos Pregadores da Prosperidade”, que pode ser encontrado na nova edição do “Let the Nations Be Glad”Regozijem-se as Nações, publicado pela editora Cultura Cristã*).

A razão pela qual o autor de Hebreus nos diz para estarmos contentes com o que temos é que o oposto implica em menos fé nas promessas de Deus. Ele diz: “Seja a vossa vida sem amor ao dinheiro. Contentai-vos com as coisas que tendes; porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei. Assim, afirmemos confiantemente: O Senhor é o meu auxílio, não temerei; que me poderá fazer o homem?” (Hebreus 13:5-6).

Por um lado, podemos confiar no Senhor como nosso auxílio. Ele proverá e protegerá. E nesse sentido, há certa medida de prosperidade que Ele nos dará. “Vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas” (Mateus 6:32). Mas, por outro lado, quando se diz:

“Seja a vossa vida sem amor ao dinheiro. Contentai-vos com as coisas que tendes” pois Deus promete nunca nos deixar, isso deve significar que podemos facilmente nos mover da confiança em Deus para nossas necessidades, para o usar Deus para nossas vontades.
A linha entre “Deus, me ajude” e “Deus, me enriqueça” é real, e o autor de Hebreus não quer que a ultrapassemos. Os pregadores deveriam ajudar seu povo a se lembrar e reconhecer essa linha ao invés de falar como se ela não existisse.


  John Piper – Aos Pregadores da Prosperidade: Eliminem os Perigos de Asfixia

Esse post é o sexto de uma série de doze. O conteúdo vem de “Doze Apelos aos Pregadores da Prosperidade”, que pode ser encontrado na nova edição do “Let the Nations Be Glad”Regozijem-se as Nações, publicado pela editora Cultura Cristã*).

Jesus adverte que a Palavra de Deus, o Evangelho, o qual tem por objetivo nos dar vida, pode ser sufocado até a morte pelas riquezas. Ele diz que ele é como uma semente que cresce entre espinhos: 
“São os que ouviram e, no decorrer dos dias, foram sufocados com... riquezas... da vida; os seus frutos não chegam a amadurecer” (Lucas 8:14).
Os pregadores da prosperidade deveriam advertir seus ouvintes de que há um tipo de prosperidade financeira que pode sufocá-los até a morte. Por que quereríamos encorajar as pessoas a buscar exatamente aquilo que Jesus adverte que pode nos deixar sem frutos?



  John Piper – Aos Pregadores da Prosperidade: Não Escondam o Custo

Esse post é o oitavo de uma série de doze. O conteúdo vem de “Doze Apelos aos Pregadores da Prosperidade”, que pode ser encontrado na nova edição do “Let the Nations Be Glad”Regozijem-se as Nações, publicado pela editora Cultura Cristã*).

O que falta na maioria das pregações da prosperidade é o fato de que o Novo Testamento enfatiza a necessidade de sofrimento muito mais do que o conceito de prosperidade material.

Jesus disse: “Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: não é o servo maior do que seu senhor. Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós outros; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa” (João 15:20). E outra vez disse: “Se chamaram Belzebu ao dono da casa, quanto mais [difamam] aos seus domésticos?” (Mateus 10:25).

Paulo fez lembrar aos novos crentes em suas viagens missionárias que “através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus” (Atos 14:22). E disse aos crentes em Roma que seu sofrimento daqueles era uma parte necessária do caminho para a herança eterna.

“O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados. Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós” (Romanos 8:16-18).

Pedro também disse que o sofrimento é o caminho natural para a bênção eterna de Deus.

“Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo; pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando. Se, pelo nome de Cristo, sois injuriados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus” (1 Pedro 4:12-14).
O sofrimento é o custo natural da piedade. “Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2 Timóteo 3:12). Estou ciente de que estas palavras sobre o sofrimento se revezam entre um sofrimento mais generalizado como parte da queda (Romanos 8:18-25) e um sofrimento específico devido às hostilidades humanas. Mas argumentarei mais tarde no capítulo 3 que quando isso se refere ao propósito de Deus, não há diferença substancial.

Os pregadores da prosperidade deveriam incluir em suas mensagens um ensino significativo sobre o que Jesus e os apóstolos disseram a respeito da necessidade do sofrimento. Importa que ele venha, Paulo disse (Atos 14:22), e prestamos um desserviço não contando isso cedo aos jovens discípulos, causamos-lhes um prejuízo. Jesus disse isso mesmo antes mesmo da conversão, para que os prováveis discípulos já contassem com o custo: “Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo” (Lucas 14:33).



  John Piper – Aos Pregadores da Prosperidade: Encorajem o Valor do Sofrimento

Esse post é a nono de uma série de doze. O conteúdo vem de “Doze Apelos aos Pregadores da Prosperidade”, que pode ser encontrado na nova edição do “Let the Nations Be Glad”Regozijem-se as Nações, publicado pela Editora Cultura Cristã*).

O Novo Testamento não apenas deixa claro que o sofrimento é necessário para os seguidores de Cristo, ele também se empenha em explicar o porquê e quais são os propósitos de Deus nisso. É crucial que os crentes conheçam esses propósitos. Deus os revelou para nos ajudar a entender porque sofremos e para nos passar como ouro pelo fogo.

Em Regozijem-se as Nações, no capítulo sobre o sofrimento, eu revelo esses propósitos. Aqui eu apenas os enumerarei e direi aos pregadores da prosperidade: Incluam os grandes ensinos bíblicos em suas mensagens. Recém-convertidos precisam saber por que Deus ordena que eles sofram.

1. Sofrimento aprofunda a fé e a santidade.
2. Sofrimento faz seu cálice crescer.
3. Sofrimento é o preço de encorajar os outros.
4. Sofrimento preenche o que falta nas aflições de Cristo.
5. Sofrimento fortifica o mandamento missionário do “ide”.
6. A supremacia de Cristo é manifesta no sofrimento.



John Piper – Aos Pregadores da Prosperidade: Preservem o Sal e a Luz

Esse post é o sétimo de uma série de doze. O conteúdo vem de “Doze Apelos aos Pregadores da Prosperidade”, que pode ser encontrado na nova edição do “Let the Nations Be Glad”Regozijem-se as Nações, publicado pela editora Cultura Cristã*).

O que há nos cristãos que faz deles o sal da terra e a luz do mundo? Não são as riquezas. O desejo por riquezas e a busca de riquezas têm sabor e aparência do mundo. Desejar ser rico nos torna como o mundo, não diferentes. Justo no ponto onde deveríamos ter um sabor diferente, temos a mesma cobiça maliciosa que o mundo tem. Neste caso, não oferecemos ao mundo nada diferente do que ele já crê.

A grande tragédia da pregação da prosperidade é que uma pessoa não tem que ser acordada espiritualmente para abraçá-la; ela precisa apenas ser gananciosa. Ficar rico em nome de Jesus não é o sal da terra ou a luz do mundo. Nisto, o mundo simplesmente vê um reflexo de si mesmo. E se eles são “convertidos” a isso, eles não foram realmente convertidos, mas apenas colocaram um novo nome numa vida velha.

O contexto na fala de Jesus nos mostra o que o sal e a luz são. São a alegre boa vontade de sofrer por Cristo. Eis o que Jesus disse:

“Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós. Vós sois o sal da terra... Vós sois a luz do mundo.” (Mateus 5:11-14)

O que fará o mundo saborear o sal e ver a luz de Cristo em nós, não é que amemos as riquezas da mesma forma que eles amam. Pelo contrário, será a boa vontade e a habilidade dos cristãos de amar aos outros em durante o sofrimento, a todo tempo exultando porque seu galardão está nos céus com Jesus. “Regozijai-vos e exultai [nas dificuldades]... Vós sois o sal da terra.” Salgado é o sabor da alegria nas dificuldades. Esta é a vida inusitada que o mundo pode saborear como diferente.

Tal vida é inexplicável em termos humanos. É sobrenatural. Mas atrair pessoas com promessas de prosperidade é simplesmente natural. Não é a mensagem de Jesus. Não é aquilo que ele alcançou com sua morte.




Esse post é a décimo de uma série de doze. O conteúdo vem de “Doze Apelos aos Pregadores da Prosperidade”, que pode ser encontrado na nova edição do “Let the Nations Be Glad”Regozijem-se as Nações, publicado pela Editora Cultura Cristã*).

Uma mudança fundamental aconteceu com a vinda de Cristo ao mundo. Até aquele tempo, Deus focou sua obra redentora em Israel com obras eventuais entre as nações. Paulo disse: “Nas gerações passadas, [Deus] permitiu que todos os povos andassem nos seus próprios caminhos” (Atos 14:16). Ele os chamou de “tempos da ignorância.”

“Não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam” (Atos 17:30).Agora o foco passou de Israel para as nações. Jesus disse: “O reino de Deus vos será tirado [Israel] e será entregue a um povo que lhe produza os respectivos frutos [seguidores do Messias]” (Mateus 21:43). Um endurecimento veio sobre Israel até que o número total das nações entrasse (Romanos 11:25).

Uma das principais diferenças entre essas duas épocas é que, no Antigo Testamento, Deus glorificou amplamente a si mesmo ao abençoar Israel, de modo que as nações pudessem ver e saber que o Senhor é Deus.

“Faça ele [o Senhor] justiça ao seu [...] povo de Israel, segundo cada dia o exigir, para que todos os povos da terra saibam que o SENHOR é Deus e que não há outro” (1 Reis 8:59-60).

Israel não foi enviada como uma “Grande Comissão” para ajuntar as nações; pelo contrário, ela foi glorificada para que as nações vissem sua grandeza e viessem a ela. Então, quando Salomão construiu o templo do Senhor, foi espetacularmente abundante em revestimentos de ouro.

O Santo dos Santos tinha vinte côvados de comprimento, vinte côvados de largura e vinte côvados de altura. E foi coberto com ouro puro. Ele também cobriu de ouro um altar de cedro. E Salomão revestiu o interior da casa com ouro puro, e fez passar correntes de ouro frente ao Santo dos Santos, o qual também cobriu de ouro. E cobriu de ouro toda a casa, inteiramente. Também cobriu de ouro todo o altar que estava diante do Santo dos Santos. (1Reis 6:20-22)

E quando ele mobiliou o templo, o ouro mais uma vez se tornou igualmente abundante.

Então Salomão fez todos os utensílios que estavam na casa do Senhor: o altar de ouro, a mesa de ouro para os pães da proposição, os castiçais de ouro finíssimo, cinco à direita e cinco no lado sul e cinco no norte diante do Santo dos Santos; as flores, as lâmpadas e as linguetas, também de ouro; as taças, espevitadeiras, bacias, recipientes para incenso e braseiros, de ouro finíssimo; as dobradiças para as portas da casa interior e do Santo dos Santos, também de ouro. (1 Reis 7:48-50)

Salomão levou sete anos para construir a casa do Senhor. E então levou treze anos para construir sua própria casa (1 Reis 6:38 e 7:1). Ela também era abundante em ouro e pedras de valor (1 Reis 7:10).

Então, quando tudo estava construído, o nível de sua opulência é visto em 1 Reis 10, quando a rainha de Sabá, representando as nações gentias, vai ver a glória da casa de Deus e de Salomão. Quando ela viu, “ficou como fora de si” (1 Reis 10:5). Ela disse: “Bendito seja o SENHOR, teu Deus, que se agradou de ti para te colocar no trono de Israel; é porque o SENHOR ama a Israel para sempre, que te constituiu rei” (1 Reis 10:9).

Em outras palavras, o padrão no Antigo Testamento é uma religião venha-ver. Há um centro geográfico do povo de Deus. Há um templo físico, um rei terreno, um regime político, uma identidade étnica, um exército para lutar as batalhas terrenas de Deus, e uma equipe de sacerdotes para fazer sacrifícios animais pelos pecados.

Com a vinda de Cristo tudo isso mudou. Não há centro geográfico para o Cristianismo (João 4:20-24); Jesus substituiu o templo, os sacerdotes e os sacrifícios (João 2:19; Hebreus 9:25-26); não há regime político Cristão porque o reino de Cristo não é deste mundo (João 18:36); e nós não lutamos batalhas terrenas com carruagens e cavalos ou bombas e balas, mas sim batalhas espirituais com a palavra e o Espírito (Efésios 6:12-18; 2 Coríntios 10:3-5).

Tudo isso sustenta a grande mudança na missão. O Novo Testamento não apresenta uma religião venha-ver, mas uma religião vá-anunciar. “Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mateus 28:18-20).

As implicações disso são enormes para a forma que vivemos e a forma que pensamos a respeito de dinheiro e estilo de vida. Uma das implicações principais é que nós somos “peregrinos e forasteiros” (1 Pedro 2:11) na terra. Nós não usamos este mundo como se ele fosse nosso lar de origem. “A nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Filipenses 3:20).

Isso leva a um estilo de vida em pé de guerra. Isso significa que nós não acumulamos riquezas para mostrar ao mundo o quão rico nosso Deus pode nos fazer. Nós trabalhamos duro e buscamos uma austeridade em pé de guerra pela causa de espalhar o evangelho até os confins da terra. Nós maximizamos o esforço de guerra, não os confortos de casa. Nós criamos nossos filhos com a visão de ajudá-los a abraçar o sofrimento que irá custar para finalizar a missão.

Então, se um pregador da prosperidade me questiona sobre as promessas de riqueza para pessoas fiéis no Antigo Testamento, minha resposta é: Leia seu Novo Testamento com cuidado e veja se você encontra a mesma ênfase. Você não irá encontrar. E a razão é que as coisas mudaram dramaticamente.

“Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes” (1 Timóteo 6:7-8). Por quê? Porque o chamado a Cristo é um chamado para participar de seus sofrimentos “como um bom soldado de Cristo Jesus” (2 Timóteo 2:3). A ênfase do Novo Testamento não são as riquezas que nos atraem para o pecado, mas o sacrifício que nos resgata dele.

Uma confirmação providencial de que Deus planejou esta distinção entre uma orientação venha-ver no Antigo Testamento e uma orientação vá-anunciar no Novo Testamento, é a diferença entre o idioma do Antigo Testamento e o idioma do Novo. Hebraico, o idioma do Antigo Testamento, não era compartilhado por nenhum outro povo no mundo antigo. Era unicamente de Israel. Isto é um contraste surpreendente com o Grego, o idioma do Novo Testamento, que era o idioma de comércio do mundo romano. Então, os próprios idiomas do Antigo e do Novo Testamentos sinalizam a diferença de missões. O hebraico não era apropriado para missões no mundo antigo. O grego era perfeitamente apropriado para missões no mundo romano.


Fonte: Voltemos ao Evangelho




BASTA DE TEOLOGIA DA PROSPERIDADE / PAULO JÚNIOR






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João Crisóstomo, Comentário sobre Mateus

♛ Uma das características mais recorrentes das homilias de João Crisóstomo (347-407) é sua ênfase no cuidado com os necessitados. Ecoando temas do Evangelho de Mateus, ele exorta os ricos a abandonarem o materialismo para ajudar os pobres, empregando todas as suas habilidades retóricas para envergonhar os ricos e obrigá-los a abandonar o consumismo mais conspícuo:


“Honras de tal forma teus excrementos a ponto de recebê-los em vasilhas de prata quando outro homem criado à imagem de Deus está morrendo de frio?”


— João Crisóstomo