"AO CONTRÁRIO DE MUITOS, NÃO NEGOCIAMOS A PALAVRA DE DEUS VISANDO A ALGUM LUCRO; ANTES, EM CRISTO FALAMOS DIANTE DE DEUS COM SINCERIDADE, COMO HOMENS ENVIADOS POR DEUS". 2 Coríntios 2. 17



terça-feira, 2 de julho de 2013

* Música / Artigos

 Aguardem por alguns segundinhos até carregar nossos artigos, livros e Slides e será bastante edificado.

Responsável pelo tópico: Denise Campos M. 



30 ERROS QUE O MINISTRO DE LOUVOR NÃO PODE COMETER

Os Puritanos e a Adoração






06/07/13 

SALMOS, HINOS E CÂNTICOS ESPIRITUAIS








07/07/13 

CÂNTICOS CIFRADOS







07/07/13 

CÂNTICOS E HINOS









07/07/13 

História da Música Gospel

Este artigo apresenta e ilustra o surgimento do Gospel. Hoje a musica Gospel engloba varias influências. Mesmo com diferenças entre estilos de Gospel, a essência e a intenção devem permanecer a mesma.
Apesar da Origem Norte Americana, há diversos aspectos na historia da música Gospel semelhantes com a musica do Brasil. A Cultura Brasileira teve diferentes rumos, porém constam de mesma origem e formas. A religião empregada desde a colonização do Brasil. A Predominância da Igreja Católica era maior devido aos colonos Portugueses e Espanhóis.
Foi eficaz na disseminação da cultura escrava e nativa, talvez pela experiência mais antiga na conquista de outros territórios. Interessante observar que outras religiões européias, como a Católica, acabaram ajustando seus ritos e formas de pregação – principalmente na musica e na participação da congregação - com base na revolução que a Igreja Gospel Americana conquistou, com muita luta, na primeira metade do século XX.


Mapa do tráfico de Escravos na Américas
“Boas Notícias”


A palavra Gospel em resumo significa: “Boas Noticias”. O Gospel é mencionado no Novo e Velho Testamento. Apesar de simples, tem significado profundo; são os anúncios que Deus nos proporciona para seguirmos nosso caminho através da fé e sabedoria divina. “O remédio de Deus” entre outros significados. Muitas outras interpretações podem ser formuladas dentro do conceito de “Boa Notícia”. Fato de discussão entre os pastores até hoje. Em exemplo da complexidade da palavra esta a afirmação do Diácono Whrite a respeito: “Jesus era uma boa noticia ao mesmo tempo em que ela a trazia para os que necessitavam”.

A Música Gospel que conhecemos hoje é uma forma de música com profundas raízes na tradição dos escravos Afro-Americanos assim como nas musicas Africanas tradicionais. Suas fundações vieram dentro de um enorme choque cultural que, de uma maneira sofrida porem criativa, agregou a cultura Africana com as tradições Européias.
Os escravos e as Origens do Gospel.





Escolha dos escravos, Jacques Bnoit, 1839
O intenso tráfico de escravos que povoou o continente Americano, não trouxe apenas mão-de-obra; também trouxe uma nova e rica cultura, que veio moldar a sociedade e a historia da América, resultando, dentre outros aspectos, diversas formas de musica como o jazz, Blues e o Gospel.

Os escravos vinham de diversas partes da África, especialmente de três áreas: A primeira, era a Costa do Marfim, ocupados hoje pelo Senegal, Guiné e etc. Esta área era fortemente influenciada pela região islâmica. Musicalmente caracterizada pela presença de longas linhas melódicas, cantos ornamentados e instrumentos de corda. A segunda área era a floresta tropical; região hoje dos paises Ganza e Nigéria. Esta trouxe ritmos complexos e instrumentos grandes de percussão. A terceira é o Congo, região da Angola, que é caracterizada pela música vocal polifônica separada em solista e grupo vocal.
Cada um destes componentes trazia mais do que música. Dança, canto e dramatização eram parte na cultura e crenças Africanas. Lá havia uma música apropriada para cada momento das atividades tanto em sociedade quanto individual. Uma das formas mais importantes eram os Ritmos. O uso da percussão era também uma forma de comunicação entre diferentes vilarejos e usada em performances ritualísticas de celebração junto da dança e do canto. A música Africana é caracterizada por complexos póli-rítmos (dois ou mais ritmos diferentes, quando sobrepostos criam uma única batida musical) com uma batida forte. Diferente da música ocidental que é dividida em compassos rítmicos, esta segue um sistema aonde os ritmos vão sendo improvisados e alterados.

O conjunto destas características musicais provia bases para a criação de Coro e acompanhamento, conceito de cantor Solista e o estilo cativante, dançante e empolgante incorporadas na música Gospel. Um forte exemplo esta numas das principais características da musica africana onde se encontrava um improviso melódico e textual entre o coro e o solista. O solista canta uma frase que é repetida ou respondida pelo grupo; freqüentemente o grupo era apoiado por comentários em voz alta vindos da audiência.
A Religião Ocidental e o Spirituals
Houve muitas tentativas de destruir a cultura dos escravos, misturando tribos e introduzindo os escravos a uma nova cultura. As maiorias dos escravos foram levados para todo centro e sul dos Estados Unidos para trabalharem, entre outras atividades, nas plantações. O escravo não trazia nada para o novo continente exceto suas lembranças. Uma das únicas coisas que todos os escravos tinha em comum eram a música. A principio, os escravos eram proibidos de praticar suas músicas ou tocar instrumentos de percussão. Eles o faziam em segredo, escondidos durante a noite, após trabalhar na plantação, ou longe dos ouvidos dos seus donos.







Negros cantando na colheita de algodão, 1885

Com o tempo muitos donos de escravos perceberam que eles trabalhavam melhor se os deixassem cantar durante suas atividades, e acabaram permitindo sua música.
 Estas canções -chamadas de “canções de trabalho” serviam inicialmente para aliviar o sofrimento causado pelo árduo trabalho sob o sol castigante, abusos, discriminação e toda a forma de opressão da sociedade. Conforme o tempo foi passando os escravos foram sendo cada vez mais integrados ao novo mundo. 
Como resultado do choque cultural, eles começaram a mesclar suas heranças musicais africanas com suas novas influências Européias. Esta mistura mudaria mais tarde o cenário musical no mundo. A religião Cristã, a Língua inglesa e a tradição da igreja Anglo-Saxônica formaram um novo tipo de crença e esperança.
Os Spirituals






Quanto mais catequizados eles eram, mais religiosa eram suas musicas. As “canções de trabalho” originaram os Spirituals. Tinham o mesmo aspecto, porém com conteúdo bíblico. As mensagens Cristãs assim como passagens da Bíblia mostravam grande semelhança com a vida dos escravos. Eles se identificavam com passagens como a de Moisés e o povo de Israel. Assim como outros ensinamentos da Bíblia, a libertação do Povo para a terra prometida por Deus inspirava os escravos e suas canções. Em exemplo esta a canção Deep River, que mostra como os escravos oprimidos sonhavam com uma vida melhor:

"Deep river, my home is over Jordan, Deep river, Lord, I want to cross over into campground, Oh, don’t you want to go to that gospel feast, That promised land where all is peace? O don’t you want to go to that Promised Land where all is peace?"

“Rio profundo, minha casa esta alem do Jordão. Rio profundo, Senhor, Quer atravessar os campos, Oh, você não quer ir para aquele paraíso? Aquela terra prometida onde tudo é paz?”
Partituras Originais do Spirituals Deep River 1915
Alguns Spirituals eram criados durante o trabalho nos campos, outros durante os trabalhos serviçais ou à noite após o árduo dia de trabalho quando os escravos se encontravam. Centenas de escravos se juntavam à noite durante estes encontros para ouvir as pregações da palavra de Deus. Algumas vezes um pastor negro viajava espalhando a palavra entre os escravos.

Os cultos eram diferentes dos tradicionais cultos dos brancos naquela época. A congregação era barulhenta, ativa, e ficava todo tempo respondendo aos comentários do pastor com “Amem, Sim Isso Mesmo, Certamente, Rezai-vos, Sim Senhor!” Etc. O pastor dava o sermão de uma forma rítmica e exaltada. Quanto mais empolgados eram os comentários, mais inspirado ficava o sermão. Eventualmente o pastor ou algum membro da congregação começava a cantar palavras do sermão ou versos da Bíblia. Instantaneamente outros membros da congregação se emocionavam e se envolviam. Logo todos estavam cantando e dançando.




ilustração de partitura da pregação aos domingos
Qualquer instrumento que estivesse à mão era usado na música. Assim nascia um Spirituals. Algumas canções eram esquecidas no dia seguinte e outras eram passadas de geração para geração. Como exemplo estão as cançõesGo Down Moses, Down by the Riverside, Go Tell it on the Mountain, Swing Low Sweet Chariot, Joshua Fit the Battle of Jericho. Etc.

O Surgimento da Musica Gospel


A base do tradicional Gospel Americano veio dos Spirituals, que descendia diretamente do formato Africano de pergunta e resposta entre o solista e a congregação. Musicalmente, os Spirituals misturaram os hinos ocidentais e as raízes musicais da África.  Estas influências se transformaram em um rico pote de possibilidades musicais. Basicamente, os escravos improvisavam entre os antigos hinos mudando as canções de acordo com suas necessidades e propósitos. Criavam novas e diferentes canções sobre os antigos hinos clássicos.
Ilustração sobre os encontros e sermões, 1849
A tradição da adoração da musica continuava, os significados do contexto bíblicos iam cada vez mais além da musica. Conforme as palavras de um pastor negro da igreja pentecostal: “As palavras podem ser relevantes. A congregação quer ouvir coisas relacionadas com as situações da vida real. Eles querem adorar o que é vibrante e entusiasmaste. Se uma igreja conseguir dar sua mensagem, sua música, seus princípios; as pessoas responderão”.



Por um longo período os Spirituals foram considerados pelos brancos como “Inúteis canções de Negros”. A cultura Afro-Americana tinha pouca atenção. Com a abolição da escravatura em 1865, os negros tiveram melhores condições para praticar suas religiões e conseqüentemente sua música.

(ilustração chapel.jpg – )

Sermões eram pregados em grandes encontros nas imediações das novas cidades da América do Norte. As comunidades negras pentecostais das Igrejas se multiplicavam. No começo do século XX, com o aumento do numero de igrejas negras no sul da América do Norte, os escravos levaram suas músicas e Spirituals enchendo-as com inspiradas Ritos. Ao lado das instituições nacionais organizadas, os guetos de negros tinham igrejas independentes como Atlanta's Highway e Hedges Fire Baptized ou Chicago's Widow's Mite Holiness. A igreja negra se tornou escola de musica, formando talentosos músicos e levado o desenvolvimento da musica Americana um passo adiante. O que conhecemos hoje como MÚSICA GOSPEL surgiu com os Spirituals praticados dentro igreja negra.

Partitura original de Musica Gospel
Durante as décadas seguintes, ao final Guerra Civil americana, os brancos começaram a perceber a importância dos Spirituals, este formato de musica começou a ganhar reconhecimento entre as pessoas fora das comunidades Afro-Americanas. As igrejas negras pentecostais do sul promoveram uma lenta, mas firme transformação da musica. Os passos definitivos para a chamada Música Gospel se deram com a grande migração para as cidades do norte como Chicago e Nova York logo após a 1a Guerra Mundial.





típicas capelas gospel do começo do século XX
Thomas Dorsey, o pai da música Gospel.


O formato dos Spirituals então evoluíram na Musica Gospel. Da mesma forma que surgiu os Spirituals surgiram o Jazz e o blues. Estes estilos mais tarde seriam incorporados na música gospel, deixando-a com o formato mais parecido com o que é encontrado hoje.

Thomas Dorsey teve papel fundamental na criação e disseminação da musica Gospel. Thomas, nascido em 1899, filho de pastor Batista; aprendeu piano com sua mãe. Graduou-se na Escola de Arranjo e Composição de Chicago em meados de 1920. Começou a tocar piano em bares e em bandas de jazz usando o nome George Tom. Logo se destacou pela sua criatividade e dedicação, compôs e gravou músicas que viraram hits na época; e em 1928 havia escrito mais de 460 canções de Rythm and Blues e Jazz.

No Ano seguinte resolveu se dedicar ao Senhor, incorporando os elementos do Blues e Spirituals nos hinos cristãos.
Thomas Dorsey ao Piano




A mistura, a qual denominou Gospel, fez instantâneo sucesso cujo apelo rompia barreiras raciais. Desencorajado e desacreditado em seus esforços para publicar e vender suas músicas através das editoras que relutavam em publicar musica negra, Dorsey foi o primeiro editor independente da musica Gospel criando a Casa Dorsey de Músicaem Chicago no ano de 1932. Pouco tempo antes ele havia formado a Convenção Nacional de Coros e Corais Gospel. Sua mais famosa musica foi “Precious Lord, Take my Hand”. Um sucesso nacional em ambos círculos raciais.

Porém, as Igrejas conservadoras demoraram em aceitar esta mistura que originava o Gospel. Nem tanto pela duvidosa reputação do blues, mas principalmente pela excitação que a música Gospel trazia para a congregação. Surgiu então um conflito entre duas visões sobre o papel da igreja na sociedade Afro-Americana. Um segmento via uma instituição com uma cultura Afro-americana distinta; o outro via a igreja como meio no qual os Afro-Americanos assimilariam em primeiro plano a Cristandade. No entanto o tradicional cedeu devido à aceitação e impressionante resposta da congregação ao novo Gospel, achando assim espaço para o novo e o antigo. Os ritos tradicionais eram mantidos e intercalados com as músicas. Mais tarde, Thomas foi um dos primeiros negros a ganhar prêmios por suas composições..

Entre as décadas de 1900 à1930, a música Gospel estava atribuída às mudanças sociais que aconteciam nos EUA. Muitos negros do sul começavam a mudar para outras partes dos EUA levando com eles o Gospel, que era sua forma de expressão.
O órgão Hammond e a Musica Gospel
A Música Gospel mostra o estilo exuberante de expressão física e vocal que caracteriza, além das canções, todas as atividades e encontros entre membros da congregação - Batista, Pentecostal entre outras. No começo do século 20, o estilo de canto usando vibrato era acompanhado apenas por palmas.Logo violões e banjos foram adicionados como base melódica para os cantores e pequenos corais. Assim como os Spirituals foram implementados com os hinos e estilos paralelos como o blues, a instrumentação passou a ter um papel maior. O Piano foi um instrumento importante, por servir de base de estudo e de pratica dos corais, se tornou o principal acompanhamento durante a década de 30. Na década de 40, a música gospel passou por mais uma mudança. Foi neste período que os grupos musicais gospel se organizaram e excursionaram pelos EUA.




Famoso Grupo Vocal: Sweet Singers of the Sunny South 1923

Havia uma forte demanda pela musica gospel também como forma de entretenimento. Após a Segunda Guerra Mundial os negros começaram a comprar discos fazendo surgir um novo mercado. Apenas ao final da Década de 40 é que o famoso órgão HAMMOND foi introduzido nas igrejas.


 A primeira igreja a ter um órgão Hammond foi a First Church of Deliverance; fundada em 1929 em Ilinois, Chicago; pelo Reverendo Clarence H. Cobbs foi a primeira congregação devidamente organizada. Também uma das primeiras igrejas negras a transmitir sermões e música Gospel através do radio. Esta igreja teve grande importância no firmamento da musica Gospel. Nela, Kenneth Morris, outro importante nome na editoração das musicas gospel, revolucionou ao introduzir o órgão Hammond na musica Gospel. Nela o piano e o órgão tocavam juntos, criando o acompanhamento ideal: o órgão sustentava os tons enquanto o outro atuava ritmicamente. Estes foram os únicos instrumentos que acompanhavam o Gospel servindo de padrão para todas as outras Igrejas até a década de 70.




Grupo Gospel: The Southland Singers 1938



O Hammond foi escolhido na época também por ser um instrumento alternativo e novo. Enquanto as igrejas Anglo-Americanas tinham apenas o piano ou o órgão de tubos, a igreja Afro-Americana desenvolvia uma identidade musical maior usando este então novo instrumento tão exuberante, excitante e vibrante quanto o Gospel. Não demorou muito para o órgão Hammond ser uma referencia do estilo.











Reverendo Cobbs e a feast Church of Deliverance

A Constante Evolução


Famosa soprano negra; Dorothy Maynor


Mesmo com o racismo o publico branco começava a consumir a musica negra Gospel, mesmo que fosse como forma de entretenimento apenas. Artistas como Aretha Franklin, Sam Cooke (do Soul Stirrers), Ray Charles, James Brown, Marvin Gaye, usavam de sua vivência do Gospel para criar novos estilos. Muitos destes novos estilos escandalizaram comunidades religiosas que observavam o uso comercial da musica Gospel com letras agressivas e conotações sexuais.
Elvis inspirado pela musica Gospel leva o estilo para o Rock n ’Roll

Durante a década de 50, vários pastores e grupos se tornaram famosos, gravando discos Gospel e excursionando pelo país. O talento dos interpretes Gospel chegavam à TV americana, festivais de jazz e casa de shows. Os cantores Gospel inspiraram os cantores de Rock n’ Roll exemlpo de Elvis Presley, Little Richard e Jerry Lee Lewis.



O Gospel Mudou mais ainda durante a década de 70 e 80 com o uso do sintetizador e a tecnologia. Outros estilos como hip-hop, Rock e até mesmo a musica erudita européia realimentaram o Gospel. Mesmo assim permanecem em muitos momentos os princípios e formatos vindo do Spirituals e do Blues. Assim como o Gospel absorveu outros estilos, estilos musicais foram criados através deles.

Ainda hoje há uma fome do publico em ouvir musica Gospel independente da cultura popular. Ainda há muito que se fazer na musica Cristã que junte o espírito e o corpo, não importando a ideologia da elevação espiritual. O que caracteriza o Gospel hoje é conseguir unir em uma única forma a o céu e a terra, a razão e a fé; política e religião. E o Melhor, expressar através do Gospel a totalidade da experiência entre corpo e Alma.

Famosos coro desde a década de 60
Referências:
Epstein, Dena J "Sinful tunes & Spirituals" (Chicago, University of Illinois Press 1977); Heilbut, Antony "The Gospel Sound; Good New & Bad Times"; (New York, Limelight Editions 1997); Warren Sims, Gwendolin "Ev’ry time I feel the Spirit"; (New York, Henry Holt Company 1997);Southern, Eileen "The Music of Black Americans; A History" (New York, W.W. Norton & Company Inc, 1983).
FONTE:
   Daniel Latorre 






ADORADOR, SÊ TU UMA BENÇÃO/ HERNANDES DIAS LOPES 
08/07/13  


Adorador, sê tu uma bênção
Referência: João 4.24

INTRODUÇÃO

1.Jesus diz para a mulher samaritana que o que adoração não é:

a)Não é adoração centrada em lugares sagrados (Jo 4:20) – Não é neste monte nem naquele. Não existe lugar mais sagrado que outro. Não é o lugar que autentica a adoração, mas a atitude do adorador.

b)Não é adoração sem entendimento (Jo 4:22) – Os samaritanos adoravam o que não conheciam. Havia uma liturgia desprovida de entendimento. Havia um ritual vazio de compreensão.

c)Não é adoração descentralizada da pessoa de Cristo (Jo 4:25-26) – Os samaritanos adoravam, mas não conheciam o Messias. Cristo não era o centro do seu culto. Nossa adoração será vazia se Cristo não for o seu centro. O culto não é para agradar os homens. A música não é para entreter. A verdadeira música vem do céu e é endereçada ao céu (Sl 40:3).

2.Jesus diz para a mulher samaritana o que a adoração é:

a)A adoração precisa ser bíblica (Jo 4:24) – O nosso culto é bíblico ou é anátema. Deus não se impressiona com pompa, ele busca a verdade no íntimo.

b)A adoração precisa ser sincera (Jo 4:24) – Ela precisa ser em espírito, ou seja, de todo o coração. Precisa ter fervor. Não é um culto frio, árido, seco, chocho, sem vida.

I.PRINCÍPIOS BÍBLICOS PARA QUE O ADORADOR SEJA UMA BÊNÇÃO

1.O adorador precisa entender que a sua vida é a vida da sua adoração
Não está procurando adoração, mas adoradores que o adorem em espírito e em verdade.

A prática da adoração está enraizada na vida do adorador.

A prática da adoração jamais poder ser divorciada da pessoa do adorador.
Exemplo: Caim – Deus rejeitou a vida de Caim antes de rejeitar a oferta e o culto da Caim. Se a nossa vida não estiver certa com Deus, o nosso culto será uma ofensa a Deus.

Isaías 1:14 – “As vossas festas de lua nova e as vossas solenidades, a minha alma as aborrece; já me são pesadas; estou cansado de as sofrer.”

E.M.Bounds disse: “Nós estamos procurando melhores métodos. Deus está procurando melhores homens. Deus não unge métodos, Deus unge homens.

Não é a grandes talentos que Deus usa, mas a homens piedosos – Vocês são as suas próprias ferramentas. Mantenham-nas afiadas. Mantenham sempre vestes alvas e tenham sempre óleo fresco sobre a cabeça.

2.O adorador precisa entender que a adoração não é uma questão de performance diante dos homens, mas de sinceridade diante de Deus

O profeta Isaías levantou a sua voz em nome de Deus e disse: “Este povo me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim.”

Davi compreendeu que Deus procura a verdade no íntimo.
Exemplos: 1) Hofni e Finéias – Trouxeram a Arca da Aliança para o acampamento, símbolo da presença de Deus e o povo foi derrotado. 2) Amós 5:21-24 – “Aborreço, desprezo as vossas festas e com as vossas assembléias solenes não tenho nenhum prazer. E, ainda que me ofereçais holocaustos e vossas ofertas de manjares, não me agradarei deles, nem atentarei para as ofertas pacíficas de vossos animais cevados. Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos, porque não ouvirei as melodias das tuas liras. Antes, corra o juízo como as águas; e a justiça, com rebeiro perene.”


3.O adorador precisa entender que um culto ainda que ortodoxo divorciado da vida cotidiana não agrada a Deus

Culto sem conexão com a vida diária é entretenimento espiritual.

O apóstolo Paulo diz que o culto racional não é apenas um tempo de louvor e de ministração que temos na igreja, mas a oferta do nosso corpo a Deus na dinâmica da vida (Rm 12:1).

O profeta Jeremias denunciou o perigo de uma reforma externa sem uma transformação interna e a falsa confiança no templo, no culto, na liturgia. Jeremias 7:1-15

4.O adorador precisa entender que se Deus não for honrado no culto, ele é tempo perdido

O profeta Malaquias fala dos sacerdotes que não honravam a Deus. Eles desprezavam o culto.
Eles não ofereciam o seu melhor. Eles faziam a obra do Senhor relaxadamente.

Deus aconselhou no caso a apagarem o fogo do altar e a fechar a porta da igreja. Estavam perdendo tempo.

A quem estamos honrando quando cultuamos: a nós mesmos ou a Deus? Tocamos e cantamos porque gostamos, ou o fazemos para glorificar aquele que é digno? O fariseu gostava de cantar QUANDO GRANDE ÉS TU diante do espelho.

5.O adorador precisa ter fome de Deus

Muitos pastores têm fome de livro e muitos músicos têm fome de partitura musical, mas não têm fome de Deus. Se não formos homens e mulheres de oração, nossa adoração será vazia.

Josafá antes de ver o milagre de Deus através da música, convocou o povo para jejuar. 2 Cr 20:22: “Tendo eles começado a cantar e a dar louvores, pôs o Senhor emboscada contra…”. 
"John Piper fala que jejum é ter fome de Deus".
A arte é fundamental. Estudem ao ponto da exaustão. É preciso tanger ao Senhor com arte e com júbilo. Mas se não conhecermos a intimidade de Deus, podemos ser peritos na música que o coração do povo não vai se derreter. Exemplo: O pastor da igreja Metodista de Seul.

Dependam do Espírito Santo, mais do que dos seus talentos.

6.O adorador precisa ter luz na mente e fogo no coração

O adorador é uma pessoa que arde no altar. Ele está inflamado pelo fogo de Deus. Ele está face a face com Deus. Ele está diante da shekiná de Deus. Ele lida com o sublime.

Adoração sem paixão, sem calor, sem entusiasmo não é adoração. Estar diante de Deus sem profundo senso de quebrantamento e admiração é uma impossibilidade.

O adorador vem do santos dos santos para a presença do povo. Seu rosto deve resplandecer. Sua alma deve estar em chamas. Seu louvor deve ser um aroma suave.

Ilustração: Magready, o ator inglês e o pregador.

O ministro de música de ONURI.




POR QUE CANTAMOS SALMOS / DANIEL HYDE








DEFINIÇÃO E PROPÓSITO DA ADORAÇÃO
08/07/13 


. EXPLICAÇÃO E BASE BÍBLICA

O termo adoração é às vezes aplicado a tudo na vida cristã, e diz-se corretamente que tudo em nossa vida deve ser um ato de adoração e tudo o que a igreja faz deve ser considerado adoração, pois tudo o que fazemos deve glorificar a Deus. No entanto, neste estudo não estou usando a palavra nesse sentido abrangente. Ao contrário, uso adoração eu um sentido mais específico para referir-me às músicas e às palavras que os cristãos dirigem a Deus em louvor, juntamente com a atitude de coração que acompanha tal louvor, especialmente quando os cristãos se reúnem.

A- DEFINIÇÃO E PROPÓSITO DA ADORAÇÃO

Adoração é a atividade de glorificar a Deus em sua presença com nossa voz e com nosso coração. Nessa definição podemos observar que adorar é um ato que glorifica a Deus. Apesar de se esperar que todos os aspectos de nossa vida glorifiquem a Deus, essa definição especifica que adoração é algo que fazemos especialmente quando entramos na presença de Deus, quando estamos conscientes que o cultuamos de coração e quando o louvamos com a voz e dele falamos para que outros o ouçam. Paulo incentiva os cristãos de Colossos, dizendo: “Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com Salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração (Cl 3.16).

De fato, a principal razão por que Deus chamou-nos para fazermos parte da assembleia da igreja é que como assembleia reunida possamos adorá-lo. Edmund Clowney sabiamente afirmou:

Deus exigiu do faraó: “Deixa ir o meu povo, para que me sirva (adore) no deserto” (Êx 7.16) […] Deus os tira para fora de lá para levá-los para dentro, isto é, para a sua assembleia, para a grande multidão dos que estão diante da sua face […] A assembleia de Deus no Sinai é, portanto, o alvo imediato do êxodo. Deus traz seu povo à sua presença para que possam ouvir sua voz e também adorá-lo.

Clowney, porém, explica que a assembleia em adoração no monte Sinai não poderia permanecer reunida diante de Deus para sempre. Portanto, Deus estabeleceu outras festas nas quais toda a nação se reunia diante dele três vezes por ano. Clowney diz que “os israelitas são uma nação formada para adorar, chamada para reunir-se nos átrios do Senhor e para, juntos, louvar o nome do Altíssimo”.

No entanto, Clowney salienta que, em vez de adorar a Deus em uma assembleia santa e unida, o povo voltou-se para servir os ídolos e, em vez de reunir o povo para adorar diante dele, “em juízo Deus dispersou o povo no exílio”.

Mas Deus prometeu que seus propósitos para seu povo ainda haveriam de ser cumpridos, que algum dia haveria uma grande assembleia, não só de Israel mas de todas as nações, diante do seu trono (Is 2.2-4; 25.6-8; 49.22). Clowney observa que o cumprimento de tal promessa começou somente quando Jesus deu início à edificação de sua igreja:

O pentecostes foi a ocasião das primícias, do início da grande colheita da redenção. Pedro pregou o cumprimento da profecia de Joel. O Espírito tinha sido derramado, a adoração da nova era fora introduzida. A igreja, a assembleia reunida para adorar, estava louvando a Deus. Agora o grande ajuntamento havia começado.

O chamado do evangelho é um chamado à adoração, a voltar-se do pecado e clamar o nome do Senhor […] A figura da igreja como assembleia adoradora em nenhum outro lugar é mais poderosamente apresentada do que em Hebreus (12.18-29). Na adoração , na igreja de Cristo,aproximamo-nos do trono de Deus, o juiz de todos. Adentramos a assembleia de glória por meio de Cristo, nosso mediador, e pelo sangue de sua morte propiciatória...

A adoração reverente como corpo, portanto, não é opcional para a igreja de Deus […] Pelo contrário, dá expressão ao próprio ser da igreja. Manifesta na terra a realidade da assembleia celestial.

Portanto, adorar é uma expressão direta do nosso principal propósito na vida de “glorificar a Deus e gozá-lo plena e eternamente”. Deus se refere a seus “filhos” e a suas “filhas” como “todos os que são chamados pelo meu nome, e os que criei para minha glória, e que formei, e fiz” (Is 43.7). Paulo usa linguagem semelhante quando diz que “a fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que de antemão esperamos em Cristo” (Ef 1.12). As Escrituras são claras aqui e em muitos outros textos que confirmam que Deus nos criou para glorificá-lo.

Quando refletimos sobre o propósito da adoração, isso também nos lembra de que Deus é digno de adoração e de que nós não o somos. Até mesmo o apóstolo João teve de ser advertido a não adorar nenhuma criatura, nem ainda um anjo celestial poderoso. Quando ele “prostrou-se para adorá-lo” aos pés do anjo que lhe mostrou visões maravilhosas no céu, o anjo lhe disse: “Não faças isso […] Adora a Deus” (Ap 22.8-9).

É por essa razão que Deus é zeloso de sua própria honra, a qual ele corretamente busca. Ele diz: “Eu sou o Senhor, teu Deus, Deus zeloso” (Ex 20.5) e “Minha glória, não a dou a outrem”( Is 48.11). Devemos tremer e regozijar-nos diante desse fato no íntimo. Devemos tremer de temor para que não roubemos de Deus a sua glória. E devemos também regozijar-nos por ser correto que Deus busque sua própria honra e seja zeloso dela, pois ele, infinitamente mais do que qualquer coisa que tenha criado, é digno de honra. Os vinte e quatro anciãos no céu sentem tal reverência e alegria, pois prostram-se diante do trono de Deus e lançam suas coroas diante dele, entoando: “Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas” (Ap 4:11). Quando sentimos a absoluta perfeição disso dentro de nós, temos a atitude de coração apropriada para a adoração genuína.

Porque Deus é digno de adoração e quer ser adorado, tudo em nossos cultos de adoração deve ser planejado e feito não para chamar a atenção para nós mesmos nem para trazer-nos glória, mas sim para chamar atenção para Deus e para levar as pessoas a pensarem a respeito dele. Seria apropriado reavaliar com frequência os vários elementos de nossos cultos dominicais – a pregação, a oração pública, a direção do culto, as músicas especiais, a celebração da ceia do Senhor e até mesmo os avisos e a oferta. Será que estão realmente trazendo glória a Deus do modo como estão sendo feitos? Pedro afirma que os dons espirituais devem ser usados de modo que “seja Deus glorificado, por meio de Jesus Cristo” (I Pe 4:11).

Quando adoramos a Deus no sentido descrito acima, verdadeiramente tributando-lhe glória no coração e com nossa voz, há diversas consequências disso:


1. ALEGRAMO-NOS EM DEUS

Deus criou-nos não somente para glorificá-lo mas também para alegrar-nos nele e regozijar-nos em sua grandeza. Nós provavelmente experimentamos alegria em Deus mais plenamente na adoração do que em qualquer outra atividade na vida. Davi confessa que “uma coisa” que ele buscou acima de tudo foi, conforme disse: “que eu possa morar na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a beleza do Senhor e meditar no seu templo” (Sl 27.4). Ele também afirma:

“Na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente” (Sl 16:11).

De maneira semelhante, Asafe sabe que somente Deus é o cumprimento de todas as suas esperanças e desejos: “Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra” (Sl 73.25). E os filhos de Corá dizem:

Como são amáveis as vossas moradas, Senhor dos exércitos!
Minha alma desfalecida se consome suspirando pelos átrios do Senhor. Meu coração e minha carne exultam pelo Deus vivo.

Felizes os que habitam em vossa casa, Senhor: aí eles vos louvam para sempre.
Verdadeiramente, um dia em vossos átrios vale mais que milhares fora deles. Prefiro deter-me no limiar da casa de meu Deus a morar nas tendas dos pecadores (Sl 84.1-2,4,10).

A igreja primitiva conheceu tal alegria na adoração, pois “diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia do povo” (At 2.46-47). Na verdade, imediatamente depois da ascensão de Jesus ao céu, os discípulos “voltaram para Jerusalém, tomados de grande Júbilo; e estavam sempre no templo, louvando a Deus” (Lc 24.52-53).

Naturalmente, tal atividade de louvor contínuo não pode durar para sempre nessa era, pois viver em um mundo caído exige que também dediquemos tempo a muitas outras responsabilidades. Mas o louvor prolongado dá-nos um prelúdio da atmosfera do céu onde os quatros seres viventes “não têm descanso, nem de dia nem de noite, proclamando: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-poderoso, aquele que era, que é e que há de vir” (Ap 4.8), e os outros seres celestiais e os remidos já mortos juntam-se em tal adoração celestial e exaltam “o Cordeiro que foi morto”(Ap 5.12).

2. DEUS ALEGRA-SE EM NÓS


O que Deus faz quando o adoramos? A impressionante verdade das Escrituras é que enquanto a criação glorifica a Deus, ele também alegra-se nela. Quando Deus fez o universo, no princípio, contemplou tudo com alegria e viu que “era muito bom” (Gn 1.31). Deus tem alegria especial nos seres humanos aos quais ele criou e remiu. Isaías lembrou ao povo do Senhor:

Serás uma coroa de glória na mão do Senhor
[...]mas chamar-te-ão Minha-Delícia
[...]porque o Senhor se delicia em ti
[...]como o noivo se alegra da noiva,
assim de ti se alegrará o teu Deus (Is 62.3-5).

Sofonias reflete o mesmo tema quando diz:
 

 O Senhor, teu Deus, está no meio de ti,
poderoso para salvar-te;
ele se deleitará em ti com alegria;
renovar-te-á no seu amor,
regozijar-se-á em ti com júbilo (Sf 3.17).


Essa verdade deve trazer-nos grande incentivo, pois quando amamos a Deus e o louvamos, descobrimos que estamos trazendo alegria e prazer ao seu coração. E a maior alegria do amor é a alegria de levar prazer ao coração de quem se ama.


3. APROXIMA-NOS DE DEUS 

A maravilhosa realidade invisível da adoração na nova aliança. Na antiga aliança era possível aproximar-se de Deus só de maneira limitada através das cerimônias do templo; na verdade,a maior parte do povo de Israel não podia entrar no próprio templo, mas tinha de permanecer no pátio. Até mesmo os sacerdotes podiam adentrar apenas o átrio externo do templo, o “Lugar Santo”, quando estavam designados para tal tarefa. Mas no recinto mais interior do templo, no “Santo dos Santos”, ninguém podia entrar exceto o sumo sacerdote, que o fazia apenas uma vez por ano (Hb 9:1-7).

Agora, sob a nova aliança, os cristãos têm o maravilhoso privilégio de poder entrar diretamente no santo dos santos no céu quando adoram. “Portanto, irmãos, visto que temos plena confiança para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus”(Hb 10.19). Já que temos confiança para entrar na presença do próprio Deus, o autor de Hebreus encoraja-nos: “Aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé” (Hb 10:22).

A adoração na igreja do Novo Testamento não é apenas ensaiar para alguma experiência celestial futura de adoração genuína, nem se trata de uma pretensa adoração nem de simples participação em alguma atividade exterior. Trata-se de genuína adoração na presença do próprio Deus, e quando adoramos colocamo-nos diante de seu trono.

Essa realidade é expressa mais plenamente pelo autor de Hebreus no capítulo 12, quando diz aos cristãos que eles não chegaram a um lugar terreno como o monte Sinai, onde o povo de Israel recebeu os Dez Mandamentos da parte de Deus, mas sim a algo muito melhor, a Jerusalém celestial:

Em verdade, não vos aproximastes de uma montanha palpável, invadida por fogo violento, nuvem, trevas, tempestade, som da trombeta e aquela voz tão terrível que os que a ouviram suplicaram que ela não lhes falasse mais.
Estavam verdadeiramente aterrados por esta ordem: Todo aquele que tocar a montanha, mesmo que seja um animal, será apedrejado (Ex 19,12).

E tão terrível era o espetáculo, que Moisés exclamou: Eu tremo de pavor (Dt 9,19).
Vós, ao contrário, vos aproximastes da montanha de Sião, da cidade do Deus vivo, da Jerusalém celestial, das miríades de anjos, da assembleia festiva dos primeiros inscritos no livro dos céus, e de Deus, juiz universal, e das almas dos justos que chegaram à perfeição, enfim, de Jesus, o mediador da Nova Aliança, e do sangue da aspersão, que fala com mais eloquência que o sangue de Abel (Hb 12:18-24).

Essa é a realidade da adoração na nova aliança: ela é de fato adoração na presença de Deus, embora não possamos vê-lo agora com os nossos olhos físicos, nem os anjos reunidos à volta do seu trono nem os espíritos dos salvos que já se foram e estão agora adorando na presença de Deus. Mas está tudo lá, tudo é real, mais real e mais permanente do que a criação física à nossa volta, a qual será um dia destruída no juízo final. E se cremos que as Escrituras são verdadeiras, precisamos também crer que é de fato verdade que nós mesmos chegamos a tal lugar e unimos nossa voz à dos que já estão adorando no céu, sempre que nos dirigimos a Deus em adoração. Nossa única resposta adequada é a a seguinte: “... adorar a Deus de modo aceitável, com reverência e temor, pois o nosso Deus é um fogo consumidor” ( Hb 12.28,29).

4. DEUS APROXIMA-SE DE NÓS

Tiago diz-nos: “Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós” (Tg 4.8). Esse tem sido o padrão com que Deus trata o seu povo em toda a Bíblia, e devemos estar confiantes que isso também é verdade hoje.
No Antigo Testamento, quando o povo de Deus começou a louvá-lo na ocasião da dedicação do templo, Deus desceu e manifestou-se no meio deles:

... no momento em que os tocadores de trombeta, e os cantores se uniam para celebrar numa mesma sinfonia o louvor do Senhor, no momento em que faziam ressoar o som das trombetas, dos címbalos e de outros instrumentos de música com este hino: Louvor ao Senhor porque ele é bom, porque sua misericórdia é eterna, nesse momento o templo, o templo do Senhor, encheu-se de uma nuvem tão espessa; que os sacerdotes não puderam permanecer ali para exercer sua função. A glória do Senhor enchia a casa de Deus (II Cr 5.13,14).

Ainda que o texto fale apenas de um incidente específico, não me parece incorreto supor que Deus também fará conhecida sua presença em outras ocasiões entre o seu povo, sempre que ele se agradar do louvor que eles oferecem (mesmo que não surja em forma de nuvem visível). Davi afirma: “ Contudo, tu és santo, entronizado entre os louvores de Israel” (Sl 22.3).


5. DEUS MINISTRA A NÓS

Embora o propósito principal da adoração seja glorificar a Deus, as Escrituras ensinam que também acontece algo conosco na adoração: nós mesmos somos edificados. Até certo ponto, isso acontece, naturalmente, quando aprendemos dos ensinos bíblicos ministrados ou das palavras de incentivo dirigidas a nós; Paulo afirma:

“Seja tudo feito para edificação” (I Co 14.26), e diz “instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria” (Cl 3.16), e também “falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais” (Ef 5.19; Hb 10.24-25).

Mas além da edificação resultante do crescimento na compreensão da Bíblia e da atenção dada às palavras de incentivo dos outros, há outra espécie de edificação que ocorre na adoração: quando adoramos a Deus, ele se encontra conosco e ministra diretamente a nós, fortalecendo-nos a fé, aumentando a consciência de sua presença e concedendo refrigério ao nosso espírito. Pedro afirma que enquanto os cristãos estão continuamente indo a Cristo (em adoração, oração e fé), eles estão sendo “edificados casa espiritual para serem sacerdócio santo, a fim de oferecerem sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo” (I Pe 2.5).

Quando vamos adorar entramos na presença de Deus de maneira especial e podemos esperar que ele se encontrará conosco ali e ministrará a nós: quando nos “achegamos ao trono da graça” recebemos “misericórdia e acharemos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hb 4.16). Durante a adoração genuína com frequência experimentaremos um aumento da obra santificadora do Espírito santo, que trabalha continuamente transformando-nos à semelhança de Cristo “de glória em glória” (II Co 3.18).


6. OS INIMIGOS DO SENHOR FOGEM

Quando o povo de Israel começava a adorar, Deus, em certas ocasiões, lutava por eles contra os seus inimigos. Por exemplo, quando os moabitas, os edomitas e os sírios atacaram Judá, o rei Josafá colocou os cantores em frente do exército louvando a Deus:

Aconselhou-se com o povo e ordenou cantores para o Senhor, que, vestidos de ornamentos sagrados e marchando à frente do exército, louvassem a Deus […] Tendo eles começado a cantar e dar louvores, pôs o Senhor emboscadas contra os filhos de Amom e de Moabe e os do monte Seir que vieram contra Judá, e foram desbaratados (2 Cr 20.21-22).

De igual modo, quando o povo de Deus oferece-lhe adoração hoje, podemos esperar que o Senhor lutará contra as forças demoníacas que se opõem ao evangelho, fazendo-as bater em retirada.

7. OS DESCRENTES SABEM QUE ESTÃO NA PRESENÇA DE DEUS

Ainda que as Escrituras não enfatizem a evangelização como propósito principal quando a igreja se reúne para adorar, Paulo ordena aos coríntios que se preocupem com os descrentes e com os de fora que comparecerem aos cultos, para que eles tenham certeza de que os cristãos falam de maneira que se pode entender (I Co 14.23).

Ele também lhes diz que se o dom de profecia estiver sendo usado adequadamente, os descrentes terão eventualmente os segredos do seu coração descobertos, e se prostrarão sobre o rosto e “adorarão a Deus, testemunhando que, Deus está, de fato, no meio de vós” (I Co 14.25; At 2.11).

Mas a evangelização não é vista como propósito fundamental quando a igreja se reúne para adorar, e não seria correto ter a única reunião semanal de cristãos com um propósito fundamentalmente evangelístico. A preocupação de Paulo é antes que os visitantes entendam o que está acontecendo (e não pensem que os cristãos estão “loucos”, I Co 14.23) e que reconheçam que “Deus está, de fato, no meio de vós” (I Co 14.25).


C. O VALOR ETERNO DA ADORAÇÃO

Pelo fato de glorificar a Deus e cumprir o propósito para o qual ele nos criou, a adoração é uma atividade de significado eterno e de grande valor. Quando Paulo adverte os efésios de que não desperdicem o tempo, mas que o usem bem, ele o faz no contexto do viver como os sábios: “Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus” (Ef 5.15-16).


Paulo explica então o que é ser sábio e o que é remir o tempo:

Por esta razão, não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual a vontade do Senhor. E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais, dando sempre graças a Deus e Pai, em nome do nosso Senhor Jesus Cristo (Ef 5.17-20).

Portanto, no contexto onde fala de usar o tempo sabiamente e de remir o tempo, Paulo inclui tanto o cantar salmos espirituais uns aos outros como o cantar ao Senhor de coração.

Isso significa que adorar é fazer a vontade de Deus! A adoração é a consequência de compreender “qual a vontade do Senhor”. É “remir o tempo”. Além disso, já que Deus é eterno e onisciente, o louvor que lhe tributamos nunca desvanece de sua consciência, mas continuará a trazer regozijo ao seu coração por toda a eternidade (Jd 25: “Ao único Deus, nosso Salvador, mediante Jesus Cristo, Senhor nosso, glória, majestade, império e soberania, antes de todas as eras, e agora, e por todos os séculos. Amém!”)
O fato de que adorar é uma atividade de grande significado e de valor eterno também é evidente por ser a principal atividade dos que já estão nos céus (Ap 4.8-11; 5.11-14).


D. COMO PODEMOS ENTRAR EM ADORAÇÃO GENUÍNA?

Finalmente, a adoração é uma atividade espiritual e precisa ser efetuada pelo poder do Espírito Santo em nós. Isso quer dizer que devemos orar para que o Espírito Santo capacite-nos a adorar corretamente.

O fato de que a adoração genuína deve ser levada a efeito no reino espiritual, invisível, fica claro nas palavras de Jesus:

Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade (Jo 4.23-24).

Adorar “em espírito e em verdade” é mais bem compreendido não como significando “no Espírito Santo”, mas sim “no reino espiritual, no reino da atividade espiritual.” Isso significa que a verdadeira adoração envolve não somente o nosso campo físico, mas também o nosso espírito, o aspecto imaterial de nossa existência que basicamente atua no reino invisível. Maria sabia que estava adorando daquela forma, pois exclamou: “A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador” (Lc 1.46-47).


Fonte de Pesquisa:

* Teologia Sistemática Wayne Grudem





O Papel dos Grupos de Louvor no Culto - Augustus Nicodemus





O PORQUÊ DA ADORAÇÃO
08/07/13 

O PORQUÊ DA ADORAÇÃO

Em Mateus 4:10, durante sua tentação, Jesus diz ao diabo: “ao Senhor Teu Deus adorarás e só a Ele darás culto”, usando as palavras da Lei em Êxodo 20:4 e 5, quando Deus ordena ao povo de Israel, só a Ele adoração e o culto.

O constante desígnio de Satanás é roubar aquilo que é devido a Deus- a adoração, mesmo sabendo que fomos feitos para louvor e glória do Deus vivo (Efésios 1:6). Assim foi com o povo de Israel e depois com a Igreja, o inimigo tentando de todas as formas deturpar o culto a Deus, limitando-o a formas e costumes de acordo mais com culturas humanas do que com o coração de Deus.

Sutilmente a idolatria à imagens e ídolos foi infiltrando no culto da cristandade e assim corrompendo o entendimento dos líderes e crentes em geral.

A forma pagã e judaica de templo foi sendo imposta à Igreja fazendo, assim, que templos vivos, que somos nós, os redimidos (I Coríntios 3.16), lugar da verdadeira adoração, fôssemos reduzidos a simples membros, na maioria “leigos”, que por dezenas de séculos de escuridão e inoperância foram dependentes de um sacerdócio externo para cultuar a Deus, de geração em geração homens, imagens e ídolos de todas as formas se colocaram como intermediários daqueles que podem achegar-se com intrepidez ao Santo dos Santos, através do novo e vivo caminho que é Jesus (Hebreus 10:19 a 22).

Porém, hoje o Pai está restaurando toda a verdade, e isto diz respeito também a nossa vida de relacionamento com Ele, e a intermediação tem acabado, pois Cristo Jesus, nosso único mediador, tem levado a Igreja a um entendimento nesta área e por todo o mundo tem surgido um novo culto de verdadeira adoração àquele que é digno, Jesus, que disse: “ninguém vem ao Pai senão por mim” João 14.6.

Quando, portanto, Jesus focaliza ao Pai, está focalizando também a si mesmo (quem vê a mim vê ao Pai-João 14.9). e está focalizando também ao Espírito Santo (João 14.26). A Trindade Santa, portanto, é o foco da nossa adoração e a Eles nos achegamos com liberdade e amor.

“Toda a criatura humana nasceu para ser um adorador que adora ao Deus vivo e único”.

“Deus não procura adoração, Deus procura adoradores”.

“A adoração começa com uma busca do homem ao Criador”.

Fonte: Revista Jubilão 





DESPERTAMENTO PARA OS MINISTROS DE LOUVOR
10/07/13 

 



A Importância da Santidade na Equipe de Louvor
10/07/13  

Introdução

Talvez este seja um assunto pouco lido e pouco estudado entre muitos músicos e cantores cristãos: a importância da santidade. Percebemos que muitos líderes de música e pastores, por alguma razão, não têm dado devida atenção a este problema. Talvez isto aconteça por falta de músicos, por politicagem, ou por muitos outros motivos que não vêm ao caso, mas que têm permitido pessoas que não vivem a santidade subir no palco para ministrar à igreja. Muitas vezes, os próprios levitas não têm se preocupado com isto.

Ilustração

Costumo comparar a importância da santidade de uma equipe de louvor com um sistema de encanamento. É importante saber que para um sistema de encanamento funcionar corretamente, os canos devem estar livres de sujeira, devem estar desobstruídos. Se ocorrer o contrário, podem ocorrer vazamentos, quebra de canos, e toda a água pode perder-se. Sendo assim, o lugar de destino se tornará seco pela falta de água. Ambos, os canos e o lugar de destino sairiam prejudicados, devido a este problema de entupimento.

Significado

Se formos passar esta ilustração para a realidade, podemos entender que os levitas são os canos, Deus é a fonte, a água constitui as bênçãos e a igreja é o lugar de destino da água. Os levitas são os canos que ligam a fonte (Deus) ao lugar de destino (igreja). Os canos servem para levar água ao lugar de destino, assim como os levitas servem para ligar Deus à Igreja no período de louvor, trazendo ministração, revelações de Deus, bênçãos de toda sorte, alegria, júbilo, paz, amor, perdão, comunhão, etc. Mas para este sistema funcionar corretamente, os canos não podem estar sujos, os levitas não devem estar em pecado, senão as bênçãos poderão se perder pelo caminho. A fonte (Deus) está sempre disponível para nos enviar água, mas nós devemos trabalhar em comunhão com ela, mantendo os canos sempre limpos (santidade). Se ocorrer o contrário, o lugar de destino ficará seco (a igreja não receberá o que Deus preparou para ela naquela ocasião).

Você entendeu a ilustração acima? Você percebe a importância da santidade de cada pessoa de um grupo de louvor? Por toda a Bíblia, observamos que Deus exige que as pessoas fujam do pecado e vivam uma vida reta diante dEle. Se estivermos em pecado nossa comunicação com Deus estará obstruída e não poderemos ministrar aos outros irmãos numa situação destas. Se a nossa vida não sustentar a música que cantamos, certamente a igreja nos acusará: "Ele prega uma coisa mas vive outra!". Sem contar que o pecado pode trazer consciência pesada, desânimo, tristeza, etc.

Conclusão

É por esta razão que eu sempre aconselho os grupos de louvor a se reunirem antes do início de cada reunião. Neste período deve-se buscar, antes de mais nada, a santidade, o perdão dos pecados que cada um cometeu. Cada levita deve estar arrependido para que Deus possa limpar o coração de cada um. Aí sim, os canos estarão limpos para que a água flua livremente do trono de Deus para a igreja. Meus amados irmãos, levem o seu grupo de louvor a buscar e viver uma vida de comunhão perante Deus. Sejam instrumentos nas mãos de Deus para levar santidade aonde não há, visto que é essencial estarmos limpos para que a igreja receba, através de nós, aquilo que Deus deseja dar.

Autor: Ramon Tessmann 



AUXÍLIO AOS BATERISTAS
10/07/13 


Auxílio aos Baterista

Bateria... instrumento causador de grandes polêmicas na década de 80 em muitos lugares. Já foi considerado diabólico e impróprio para o serviço do louvor na igreja. No entanto, este instrumento superou muitos preconceitos e hoje está presente na maioria das comunidades, tanto nas liberais quanto nas tradicionais. Mas apesar desta grande revolução ter ocorrido, é extremamente difícil encontrar estudos ou artigos voltados ao baterista. 

 Apesar de a bateria ser um instrumento tão comum no ambiente evangélico, é raro encontrar dicas de auxílio aos levitas envolvidos com instrumentos de percussão. Por esta razão decidi escrever este artigo, que abordará alguns temas relacionados. Observe:


Sensibilidade e Auto-controle


Bem, a primeira coisa que o baterista deve entender é que ele deve tocar o seu instrumento com bastante sensibilidade. Sabendo abaixar e levantar o volume nas horas certas. Observamos que é muito difícil ter controle de volume, principalmente em lugares pequenos onde batidas fracas causam grande barulho, ou mesmo em lugares onde há muito reverb devido a acústica ruim. 


 Os nossos bateristas (Min. Vida Nova), por exemplo, tocam num lugar onde há muito reverb, fazendo-os utilizar os pratos de condução e de ataque de forma mais leve, assim como a cúpula do P.C. Outra ideia é "abafar" a bateria com estopas ou pedaços de retalhos e fita colante, assim como pedaços de fita nos pratos. Isto permitirá que o baterista toque com mais força, sem fazer muito barulho. O baterista também deve tomar cuidado para não se empolgar, fazendo barulho excessivo, principalmente em músicas lentas.


Deve estar Atento


O baterista deve estar atento ao mover da reunião. Como a bateria não é um instrumento melódico, haverá momentos que ela nem precisará ser tocada, dependo de como o Espírito Santo estiver agindo. Às vezes será melhor utilizar baquetas com "esponjas" para preencher a melodias nos pratos, sem precisar fazer ritmo. Em outras ocasiões, a bateria será mais necessária que outros instrumentos, quando a igreja estiver alegre e jubilosa, por exemplo. Neste caso o baterista poderá se soltar mais, mas sempre atento ao dirigente de louvor. Muitos podem estar se perguntando: Como posso saber que direção tomar? Como vou saber qual o mover da reunião? Bem, antes de tudo você deve orar antes da reunião para pedir especificamente que o Espírito o dirija, dizendo sempre o que fazer nos cânticos que serão entoados. Tenha este hábito e depois de algum tempo você notará uma grande diferença em seu modo de tocar.


O baterista deve ser um músico de muita dedicação ao seu instrumento. Ele deve estudar várias técnicas, leitura da partitura, treinar o ouvido, etc. Isto é obrigatório porque ele será o guia do grupo de louvor na hora do culto. Todos os instrumentos seguirão o seu compasso, ritmo, velocidade. Se o baterista aumentar a velocidade em um cânticos, por exemplo, todos aumentarão também, incluindo a igreja. 


 Ninguém consegue cantar ou tocar com um baterista que toca desordenadamente. Por esta razão ele deve sempre estar ensaiando ao lado de um metrônomo, que pode ser comprado a um preço de R$ 50,00 em lojas de instrumentos musicais. Isto evitará que ele adiante ou atrase as músicas na hora do culto.


Cuidado para não chamar a Atenção


Este é um tópico que merece atenção especial. O baterista deve ter todo o cuidado para não chamar atenção da platéia para si. Como um adorador, um levita, o baterista deve estar disposto a entregar suas mais bonitas "viradas" a Deus, seus ritmos mais difíceis devem ser executados em louvor ao Senhor. Você deve entender que aquela hora de adoração não é hora para show, workshop, ou treinamento. Na hora do louvor, o baterista deve adorar a Deus em espírito, deve elevar sua mente a Deus, para entregar-lhe o melhor com toda sinceridade no coração. Cuidado para não "querer mostrar" o que sabe, ou "mostrar que sabe" tocar bateria ou que é um bom baterista!!! Se você sabe adorar a Deus tocando bateria, você já é um bom baterista!!!


Conclusão


Meus irmãos, antes de terminar este artigo gostaria de resumir tudo o que escrevi até agora em 5 itens. Observe abaixo:


Os bateristas devem ser dedicados ao estudo;
Devem estar atentos ao mover;
Devem ter sensibilidade;
Devem buscar direção do Espírito antes da cada reunião;
Devem louvar a Deus, e não apenas tocar.

Ramon Tessmann 



♪ COMPORTAMENTO NOS ENSAIOS
16/07/13 


Boas maneiras no ensaio

♪♪ Um dos erros mais comuns acontece quando permitimos que alguns músicos fiquem tocando sem propósito antes do ensaio começar. Embora muitos vejam isso como algo alegre, e até inocente, isso pode trazer implicações infelizes. Imagine só por um momento que o músico se sente travado, ou acanhado. Só o fato de passar pela porta pode ser suficiente para fazer com que ele pense em desistir. Ao percebermos sentimento de incapacidade, o nosso trabalho é encorajar e envolver os membro da equipe com verdade e amor. Os líderes de louvor podem agendar um momento para uma “jam” interativa — talvez depois que o ensaio acabar, quando todos estiverem se sentindo mais seguros.

Deveríamos gastar algum tempo para que os músicos e cantores pudessem interagir sem os seus instrumentos. Embora os retiros semestrais e encontros periódicos possam ser eficazes, um momento semanal de comunhão proporciona um bom caminho para a construção de relacionamentos baseados na confiança e aceitação.

Outro ponto negligenciado é a maneira de permitir que alguém possa contribuir e perceber qual será a sua função na música. Uma ideia simples é dividir o grupo em instrumentistas e vocalistas. Ensaie a banda por um período controlado de tempo e encoraje os vocalistas a ouvirem, a cantarem com o microfone desligado e a basicamente se sentirem confortáveis com a sensação da música. Depois, dê uma pequena folga aos instrumentistas enquanto os vocalistas passam sua parte. Chame os músicos e passe a música com todos juntos. O mesmo exercício pode ser aplicado aos instrumentistas que não tocam o tempo importantes e nós temos um tempo de ensaio específico para vocês”. Segundo, ela força a banda a priorizar e gerenciar bem o já limitado tempo do ensaio.

Uma das maneiras maravilhosas de quebrar as barreiras dentro do contexto de uma equipe de louvor é fazer perguntas aos outros. Ao invés de mostrar o que você sabe, tente descobrir o que os outros sabem. Não existe um gesto maior de aceitação musical do que um baterista se aproximar de um tímido flautista e perguntar sobre o seu instrumento, procurando saber como ele funciona. Ao levar em consideração a habilidade e a experiência de alguém, uma coisa é certa — temos nos doado a um instrumento, e ninguém melhor do que nós para falarmos sobre ele. Seja você a pessoa que faz essas perguntas primeiro.

Um último pensamento nos faz lembrar da questão da afinação. Eu creio firmemente no afinador eletrônico e, particularmente, sugiro que um afinador seja parte integral do orçamento do equipamento de som de uma igreja. Por que estou trazendo este assunto à tona? Embora seja verdade que muitos possam afinar perfeitamente “de ouvido”, criar a cultura de usar o afinador leva tempo. Primeiramente, outros não se sentirão intimidados em usar os seus próprios afinadores. Em segundo lugar, existe um clima de união quando todos se reúnem ao redor do afinador. 

 Isto pode soar estranho, mas a questão é que nem todos percebem quando há alguém destoando na equipe de louvor. Em terceiro lugar, até mesmo a pessoa que tem um senso mais perfeito de afinação pode estar em um dia ruim. Finalmente, a música só pode soar melhor quando todos estão musicalmente e espiritualmente afinados. Você vai se surpreender ao ver o quanto o seu ensaio vai melhorar se você gastar alguns poucos minutos com essa importante tarefa.


Batalhando pelo trabalho em equipe Enquanto a nossa musicalidade simplesmente nos dá um contexto de adoração, é a nossa mentalidade espiritual que nos capacita a adorar e a liderar outras pessoas. Saber que esses princípios de ensaios podem ser aplicados hoje, pode facilitar o “tocar bem juntos” — o objetivo principal da maioria das equipes de louvor.

http://www.gospelmais.com.br



A MÚSICA NO CONTEXTO DA IGREJA 
16/07/13 

Deus criou a música.

Deus é o compositor e autor da vida.


Jesus Cristo é a sinfonia perfeita e a mais bela melodia de sempre.


O Espírito Santo é o maestro, aquele que nos guia mansamente.


Muito se tem deturpado entre música e adoração.A música tem-se tornado na igreja uma indústria de rendimento e lucros. Muitas conferências e eventos através da música têm gerado altos lucros financeiros em nome da adoração a Deus. As igrejas estão a descobrir que a música move multidões, grande novidade…. Fora da igreja isso já acontece há séculos. Quero compartilhar algo que ferve no meu coração e, como músico profissional, estou à vontade para falar.

Deus não precisa de música para ser adorado, Deus usa a música e os músicos e isso é algo muito diferente. Mas Deus procura adoradores sem interesses. Ele encarregou-nos dessa missão de adorá-lo. Todo o ser humano foi criado para ter um relacionamento com Deus, genuíno e puro, para O adorar, por isso somos todos diferentes.

Deus tem prazer na diferença.
Deus está mais interessado nos membros de uma equipe do que propriamente na estratégia da equipe.

A música, no contexto cristão, tem como objectivo conquistar o interesse de Deus atraindo o Seu olhar e coração para o nosso meio e edificar-lhe um trono de louvor para que se sinta à vontade e livre para apenas receber a nossa admiração, amor e adoração, ao envolvermos completamente com a sua irresistível e doce presença. 

O fato de eu cantar que Ele é grande não O torna maior, o que acontece sim é que eu cresço no relacionamento com Deus quando sei o meu devido lugar e propósito para o qual Ele me criou. Tenho aprendido algo nestes anos de ministério, Deus não consegue resistir à verdadeira adoração; Ele sempre se manifesta e não há nada que supere o prazer de nos perdermos nos seus braços. Não buscamos somente a Sua mão, mas sim a Sua face. Tenho observado que “a busca pelas bênçãos não gera intimidade, mas a busca pela intimidade sempre gera bênçãos”. É como David disse em Salmos 37:4 

“Deleita-te (tem prazer) no Senhor e ele concederá os desejos do teu coração”.
Se pregarmos diretamente a Palavra de Deus, ensinos bíblicos, o que estes nos dizem a respeito da verdadeira adoração? Qual é a adoração que Deus procura? E em função disto, necessitamos aplicar a Sua palavra às nossas vidas diariamente, lembrando-nos que a Palavra de Deus nos conduz a algo melhor – nos conduz ao Deus da palavra... (Sl 119.105) – por meio do incentivo ao novo cântico por exemplo. A Bíblia ensina-nos a cantarmos ao Senhor em mais de duzentas referências na Bíblia. Repetidamente enfatiza o novo cântico. Ele não está apenas interessado na canção num poema ou até mesmo numa oração que decoraste há um mês ou há dez anos.

A Bíblia diz que Ele está interessado na verdade que está no teu íntimo (Sl 51.6). Ele deseja navegar nos rios de adoração que fluem do teu interior e estes rios podem ser envolvidos em música gerando assim, um cântico novo, um cântico teu, baseado num amor tão intenso que não consegues ficar sem expressá-lo. Uma vez li uma descrição da palavra “adoração” que me fez pensar, dizia: “Adoração é a arte de expressar o coração”.

Realmente vivemos a expressar o nosso coração no dia a dia e se isto já é algo tão natural por que não o fazermos na adoração por meio da espontaneidade e criatividade de uma dança, nova canção, pintura, poema? Porquê só o fazemos através da música? Temos de entender que Deus nos deu dons e esses dons são para estar ao serviço do Reino.

Abre o teu coração e deixa fluir o que Deus te tem dado, abençoa o teu próximo, assim certamente estarás a abençoar o coração de Deus. Quando temos um relacionamento com Deus no sentido vertical, este sempre é guiado na horizontal, acerca dos outros.

Pense nisto!
Deus te abençoe

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fonte: http://academia-adoracao.com  




DEFININDO LOUVOR E ADORAÇÃO  
16/07/13

♪♪♪♪ Definindo Louvor e Adoração

Temos o hábito de chamar o ministério de música como “Ministério de Louvor e Adoração”. Na verdade, colocamos juntos essas duas palavras, como que sendo um nome e um sobrenome.
Raramente paramos para pensar nas diferenças complementares entre elas. Assim, vejamos as definições:


♪ Louvar – lit. “Barulho” – elogiar, gabar, exaltar, enaltecer, glorificar, aprovar, aplaudir, bendizer.


i. Heb. “halal” – 160 vezes no Antigo Testamento – fonte de “hallellujah”, que pode ser traduzido por “Louvado seja Yah” (Yah como abreviação de Yaweh – aquele que faz as coisas serem”)Referências: Ed. 3:10 –11; 2 Sm 6; Salmos.


♪ Adorar – lit. “Prostrar-se” – reverenciar, venerar, amar extremosamente, idolatrar, ter grande predileção a, cultuar, curvar-se, cair com o rosto em terra, render-se.i. Heb. “shachac” – 170 vezes no Antigo Testamento – denota prostrar-se diante de autoridades, mostrando significado cultural (Davi X Saul; Rute X Boaz; José X feixes...) É usado como forma comum de se chegar diante de Deus em adoração (Jr. 7:2).ii. Gr. “proskuneo” – pros (na direção de) + kuneo (beijar)Referências: Gn 22:5; 24:26, 48; Ex 4:31, 12:27, 34:8; Js 5:14; 2 Cr 29: 29-30; Ne 8:6; Jô 1:20; Sl 95:6, 132:7; Mt 2:2, 11; Mc 15:19; Jô 4:22-24; Fp 3:3; Ap 5:14, 7:11, 11:16, 14:7, 15:4, 19:4, 10, 22:8-9.


♪♪☺ Veja um Paralelo entre LOUVOR e ADORAÇÃO:


LOUVOR: Motivado na alma por um impulso de receber do Senhor

ADORAÇÃO: Motivado no espírito por um impulso de dar ao Senhor

LOUVOR: Pode ser comunitário

ADORAÇÃO: É individual

LOUVOR: Brota das emoções

ADORAÇÃO: Brota da devoção

LOUVOR: Pelos feitos de Deus

ADORAÇÃO: Pelo que Deus é

LOUVOR: Pelos presentes de Deus

ADORAÇÃO: Pela presença de Deus

LOUVOR: É uma expressão de vida

ADORAÇÃO: É um estilo de vida

LOUVOR: É circunstancial

ADORAÇÃO: É incondicional

LOUVOR: Aprecia os feitos de Deus

ADORAÇÃO: Vive para Deus

LOUVOR: É mais exuberante, enérgico, movimentado, barulhento, com mais palavras

ADORAÇÃO: É mais sóbrio, com menos movimentos, menos palavras, inclinando-se a cânticos espirituais e silêncio.

Não devemos nos equivocar que é mais espiritual adorar, pois o que aprendemos é que ambos se complementam. Assim, devemos ter a liberdade de louvar com expressões espontâneas, enérgicas ao mesmo tempo de adorar com cânticos mais contemplativos.


LOUVOR: Pode ser distante

ADORAÇÃO: Só ocorre na presença

Na verdade, a Bíblia nos indica que existem várias expressões de louvor e de adoração, tais como através da oração, cânticos, confissão, ofertório, artes em geral, pregação, ceia, batismo e do próprio exercício do ministério.


Não importa o exterior, sejam palmas, mãos levantadas, prostrando-se ou com danças. Deus olha o coração, pois diz que um coração contrito não desprezará.


Veja abaixo mais referências bíblicas:


♪♪ Com palmas – Sl 47:1, 98:8; Is 55:12

♪♪ Com mãos levantadas – Sl 63:4, 77:2, 134:2, 141:2; 1Tm 2:8; Hb 12:12
♪♪ Com júbilo – Sl 27:6, 35:27, 47:1, 81: 1, 2, 89:15, 95:1, 98:4, 107:22, 118:15, 132:16; 1 Sm 18:6, 7; Ex 15:21; Ne 12:43
♪♪ Prostrando-se – Gn 17:3; Ez 43:3; Ap 4:10; Lv 9:24; Dt 9:25; Sl 95:6, 99:9; 2 Cr 29:28
♪♪ Com danças – 1 Sm 18:6; Ex 15:20, 2 Sm 6:14, 15; Jr 31: 1-4, 13

Fonte: Adorar.net




16/07/13  

Liturgia hoje: Uma abordagem sobre o louvor nas igrejas evangélicas

Pr. Cícero Duarte de Sales
Comodoro, MT

A música sempre exerceu forte influência no comportamento do ser humano desde a Antiguidade até os dias atuais. A essência da música, de conformidade com Aristóteles, é a mais moral de todas as artes porque afeta diretamente o caráter.

Para Platão, ela é um meio para formação do caráter e de demonstração das frustrações das realizações humanas porque há um forte vínculo entre a música ouvida e a estrutura interior de uma pessoa. 


O apóstolo Paulo afirma: “A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos, e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vossos corações”, Cl 3: 16. Vamos pensar um pouco sobre essa questão.


A atualidade da liturgia brasileira

Liturgia é o conjunto dos elementos e práticas do culto religioso instituídos por uma igreja, segundo o dicionário Houaiss. Então, é tudo aquilo que acontece dentro do templo desde o instante em que o culto é iniciado até o momento em que ele é finalizado. No Brasil, são feitos cultos litúrgicos tradicionais e os avivados. Ambos refletem a realidade do caráter e do mundo interior da pessoa que participa e a linha de liderança espiritual da igreja.

Os cultos avivados, pelo que se observa, são os mais populares e, por consequente, os mais praticados atualmente. Eles atraem mais às pessoas novas ou aqueles que julgam ter um espírito mais jovem. Esse estilo envolve, além do cântico, a participação física através de palmas, balanço do corpo e também do alto volume dos instrumentos musicais.

Os cultos tradicionais têm como participantes as pessoas que se acostumaram com a herança cultural religiosa passada pelas gerações anteriores. Há forte tendência de evitar qualquer mudança simplesmente pelo fato de terem sido feitos sempre daquele jeito. Nesse caso, o legado é considerado muitíssimo importante a ponto de evitar qualquer tipo de mudanças. Entretanto, essa forma de liturgia estática e padronizada não está sendo bem aceita pela atual geração de cristãos e, gradativamente, vai sendo substituída por uma mais avivada, que contém uma linguagem mais atual, mensagens mais contextualizadas e estilos musicais mais aceitos.


A influência humana na liturgia


As liturgias avivadas e as tradicionais têm o mesmo objetivo que é o de adorar a Deus “em espírito e em verdade”. Porém a influência do homem é muito grande em ambos os casos. Por isso, muitas vezes, parece que os homens estão controlando o mover do Espírito de Deus. É como se estivessem dizendo ao Senhor como Ele deve agir no meio de seu povo ou decidindo, junto ao povo, qual forma de louvor agrada ou não ao Senhor. Isso é um reflexo do interior humano, por certo medo de que o culto não aconteça da forma como gostariam que fosse ou como planejaram.

Assim, no Brasil, vive-se hoje um processo de adaptação entre o antigo e o novo e isso, às vezes, tem causado dissabores entre cristãos. A forma de adoração nem sempre tem sido a causadora direta de divisões denominacionais, como ocorridas no passado ou na atualidade da igreja brasileira, mas algum mal-estar pode ser sentido. Por isso é necessário estar alerta para as novas idéias e formas de culto que vêm surgindo e penetrando sorrateiramente na Igreja. É preciso questionar e verificar até que ponto existe a influência humana ou até que ponto existe a divina.

Nosso estilo de culto precisa, é verdade, ser sempre contextualizado à realidade sociocultural da comunidade, porém sem ferir os princípios básicos da fé cristã. Não devemos confundir os métodos de Deus com os métodos humanos. Em ambos os estilos de liturgia é fundamental separar o joio do trigo e oferecer o melhor que temos para o Senhor Todo-poderoso.


Tendências pós-modernas na liturgia

Os sentimentos e, muitas vezes, as práticas de vida das pessoas são determinadas por aquilo que elas ouvem. Aristóteles já dizia: “... as emoções de toda espécie são produzidas pela melodia e pelo ritmo: através da música, por conseguinte, o homem acostuma a experimentar as emoções certas: tem a música, portanto, o poder de formar o caráter, e os vários tipos de músicas, baseados nos vários modos, distinguem-se pelos efeitos sobre o caráter – um, por exemplo, operando na direção da melancolia, outro na da efeminação, um incentivando a renúncia, outro o domínio de si, um terceiro, o entusiasmo, e assim por diante, através da série”.

Há dois métodos de cultuar a Deus que estão chamando a atenção: o “louvorzão” e a “cristoteca”. São estilos mais modernos, porém têm suas falhas, pois neles a Palavra de Deus quase não tem ênfase nem lugar.

No louvorzão o que vale é louvar, é dançar, é ser espontâneo nos momentos de manifestar seus sentimentos positivos para com o Senhor. A forma como isso acontece não tem muita importância. A Bíblia orienta fazer tudo com “ordem e decência”, 1 Co 14: 40. É obvio que isso não implica em ficar engessado dentro da igreja.

A cristoteca é algo mais recente e seus defensores afirmam que é um espaço que tem como objetivo atrair os jovens que se desviaram do Evangelho por causa dos lugares que freqüentavam como a discoteca, onde se toca a música satânica, rolam drogas e prostituição. Seus defensores insistem em afirmar que é uma noite de muita oração através da música e da dança.


Considerações finais

Aceitando as práticas recentes de louvor, a igreja de Cristo se torna liberal e sem raízes alicerçadas dentro da Bíblia. Nelas o que se vê é muito movimento e pouca essência, muito ruído e pouca mensagem. Por isso, a Igreja precisa estar atenta quanto ao seu estilo de culto. A liturgia praticada e a qualidade dos cânticos definem a linha espiritual da Igreja.

O equilíbrio, nestes tempos, é fundamental. Felizmente há muito louvor novo, porém equilibrado, edificante. O estilo de culto pode ser moderno, porém, contendo os mesmos valores que sempre foram prezados no passado, desde o Antigo Testamento, o Novo Testamento, na idade média, no período da reforma e, daí, até os dias de hoje. A igreja vigilante e bíblica precisa pôr-se em guarda quanto ao seu louvor.


Publicado no Jornal Aleluia de Março de 2007




17/07/13  

Hinologia : A Música na Liturgia Cristã

Pr. Wesley Nazeazeno
Arapongas, PR

“Falando entre vós com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração”, Ef 5: 19.

Uma das características mais marcantes em todos os períodos de avivamento da Igreja é a música. Em momentos de profunda devoção e de fervor espiritual, servos de Cristo têm sido inspirados a cantar a Deus, a louvar através de letras e melodias harmoniosas as maravilhas do Evangelho. Exemplo disso é o hino “Castelo Forte”, de Martinho Lutero, composto em sua prisão domiciliar. Podemos também imaginar, com base nessa experiência de Lutero, a beleza de hinos cantados por pessoas em situações de crise, como a vivida por Paulo e Silas, em Atos 16: 25.

A música na história da Igreja

É certo que os hinos fizeram parte da história da Igreja e sempre exerceram papel importante na liturgia.

A igreja primitiva, vinda recentemente do Judaísmo, e ainda sofrendo muita influência dele, tinha como hinário o livro dos Salmos. Os textos de Efésios 5: 19 e Colossenses 3: 16 são duas passagens que exemplificam o lugar dos cânticos nos cultos da igreja antiga. A maior parte dos estudiosos acredita que a expressão “salmos, hinos e cânticos espirituais” se refere a uma só coisa: os belos cânticos dos Salmos.


Embora os Salmos fossem a preferência musical da igreja do primeiro século, havia ainda os cânticos compostos pelos próprios cristãos, sendo que alguns deles se tornaram bem conhecidos no mundo de então e, através da Bíblia, podemos conhecê-los hoje. Muito provavelmente Paulo citou um deles em Efésios 5: 14. Seria esse um corinho primitivo de três versos?


A relação entre música e discipulado

É bem verdade que os cânticos exerceram também um papel discipulador. Eles ensinavam as bases da fé cristã e eram pequenas confissões de fé populares.

Ainda não muito distante da igreja primitiva, Ambrósio, por volta do século IV d.C., foi grande compositor. Seus métodos de composição musical ainda são conhecidos. O método chamado de “ambrosiano” é de oito estrofes de quatro linhas cada. Ambrósio repassava para os hinos suas alegrias em Cristo, comunicava todo seu prazer perante a grandeza de Deus e a obra realizada através de Seu filho.


A hinologia hoje

Na fase atual da Igreja percebe-se um esfriamento no uso de hinos bíblicos nos cultos. No período da Reforma, século XVI, Calvino afirmava que nenhuma forma de adoração a Deus, por mais bem-intencionada que fosse, mas que não estivesse na Bíblia, teria de ser descartada. Desta forma, ele e seus sucessores procuravam cantar salmos e outros versos da Escrituras.

Os cânticos que entoamos em nossas reuniões não são como aqueles que vemos fora da igreja. Eles não devem ser instrumento de busca de prazer para nós. O enfoque não é esse. A música entoada na igreja deve direcionar o cristão a adorar a Deus. Esse sim é o alvo. Esse é o lugar da música na liturgia.


Concluindo, cantemos desde já o hino que cantaremos na glória:

“Grandes e maravilhosas são as tuas obras, Senhor, Deus Todo-poderoso! Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei dos santos!”, Ap 15: 3.
Publicado no Jornal Aleluia de março de 2007



17/07/13  

Precisamos de Adoradores!



Antes de ser músico, tem que ser adorador!

Por: Michael Rossane

As perguntas a serem feitas pelos adoradores não são: " Quando começam os ensaios?" ou " Para quando está marcada a apresentação?". As principais indagações tem que ser: " Vamos ser instruídos a como adorar melhor?" ou" Serei capaz de levar toda igreja a adorar?".


É necessário que você tenha anteriormente exercido a prática da adoração, sua vida pessoal deve ser coerente com o que você fala e prega nos momentos do louvor congregacional.


Quem pretende ter o privilégio de levar o povo a adorar, tem que em primeiro lugar vivenciar esta adoração em sua própria vida. Liderar o louvor entre o povo de Deus não é tarefa fácil. Você deve estar comprometido com o Senhor, ter a leitura da Bíblia e oração como práticas regulares e fundamentais em sua vida.


A igreja percebe quando a pessoa está à frente sem preparo. A oração é o combustível básico, nada se faz sem ela. Esse é o motivo de muitas vezes o louvor não fluir livremente; pessoas subindo ao altar, ou melhor, entrando na Igreja, na presença de Deus, sem coração quebrantado, impedindo o verdadeiro objetivo do louvor na igreja: total entrega interior para uma verdadeira libertação de vidas.


Existem muitos músicos no Brasil e no mundo, mas ministros de Deus servindo no louvor, são os que o Senhor e as igrejas anseiam.


Adoração é um estado de relacionamento íntimo e obediente em relação ao Criador. Louvor está relacionado ao que falamos a Deus e a respeito dEle (elogios).


Adoração está relacionada ao que fazemos a Deus ou por causa de Deus ( atitudes de obediência).

SEJA UM MÚSICO ADORADOR...




Música Gospel: Padrões de Deus ou padrão do mundo? 

17/07/13  

Autor: Ronaldo Bezerra
13, Abril 2008 — Renato Gonçalves

Observando o que está acontecendo no meio evangélico, podemos perceber que a fé cristã está sendo trocada sutilmente por alguma moda que tenha um colorido cristão e o nome gospel.

Na música gospel é onde temos percebido mais estas coisas de que estamos falando. São os grandes shows, a tietagem, faixas com o nome do cantor ou da banda, botons, cantores e bandas que só se apresentam sob cachês extremamente exagerados, são conhecidos como os “pop stars” evangélicos. Esses e outros modismos têm distraído a atenção de jovens, adolescentes e adultos para que não percebam que estão deixando de pregar e viver o real evangelho e então, descubram que estão abraçando valores carnais e mundanos.

Desde que surgiu nos EUA, décadas atrás, através dos negros americanos convertidos ao evangelho de Cristo, a música gospel vem passando por uma grande transformação rítmica e tecnológica. Estúdios modernos e arranjos sofisticados, cantores e músicos aperfeiçoam suas técnicas, mas infelizmente grande parte dessas pessoas estão deixando de lado o principal, o verdadeiro louvor e a mais sincera adoração à Deus. “Deus é espírito; e importa que seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” - Jo 4:24. “Por meio de Jesus, pois, ofereçamos à Deus, sempre, sacrifícios de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome” - Hb 13:15.

Esqueceram-se de Jesus e procuram o reconhecimento e a exaltação do público que os ouvem. Alguns querem alcançar o público secular para vender seus discos com a desculpa de “pregar o evangelho ao mundo”, mas omitem Jesus em suas músicas. Alguém precisa lembrá-los que a fé vem pelo ouvir, ou seja, pela pregação da palavra de Cristo. “E assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo” - Rm 10:17. Se eles não pregarem a palavra de Cristo, de onde surgirá a fé? Esses artistas do Gospel ignoram que a música é apenas um meio utilizado para conduzirmos o evangelho à mente e ao coração daqueles que não conhecem a salvação em Jesus Cristo.

É triste ir a uma apresentação de um cantor ou banda gospel e presenciar o público exaltar os mesmos com gritos do tipo “Ô ZZZ cadê você, eu vim aqui só pra te ver”. Mais triste ainda, é ver os cantores e bandas aceitando esses louvores. Deveriam exortar o público a enxergar quem é o único que é digno de todo o louvor. “…o louvor, e a glória, e a sabedoria, e a honra, e o poder, e a força sejam ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Amém” - Ap 7:12.

Para agravar ainda mais a situação, gravadoras e emissoras de rádio praticam uma corrida sem limites em busca do dinheiro. Nos EUA algumas das maiores gravadoras de música gospel são segmentos das grandes gravadoras seculares (elas visam apenas os lucros financeiros).

No Brasil, emissoras de rádio brigam umas com as outras em busca de audiência e a conquista de uma importante fatia do mercado musical. Uma gravadora tenta, em sua própria rádio, omitir o que as outras tocam.


Eventos de mídia são realizados com o intuito de premiarem o melhor cantor, a melhor música, a melhor banda, o melhor vídeo clip… tudo isso perde o sentido quando voltamos a nossa atenção para Jesus e seus ensinamentos. Se o fim de todas essas coisas for o dinheiro, isso chama-se AVAREZA!“Então, lhes recomendou: tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer AVAREZA; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui” - Lc 12:15.“Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lascívia, desejo malígno e a AVAREZA, que é idolatria… ” - Cl 3:5.“Seja a vossa vida sem AVAREZA…” - Hb 13:5.

Se o fim de tudo isso for a exaltação do homem, isso chama-se VANGLÓRIA. “Não nos deixemos possuir de VANGLÓRIA, provocando uns aos outros, tendo inveja uns dos outros” - Gl 5:26.“Nada façais por partidarismo ou VANGLÓRIA, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo” - Fl 2:3.

Graças a Deus, ainda existem cantores e bandas que conhecem o verdadeiro sentido do louvor e adoração através da música. Esses dão um verdadeiro testemunho de vida santificada através de letras musicadas.

Se você, de alguma maneira, está envolvido com a música gospel, procure manter distância dos padrões ensinados pelo “mundo” e, busque os padrões de Deus. “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até o dia de Cristo” - Fl 1:6.

Deus te abençoe!




COMO NÃO DEVEMOS LOUVAR A DEUS

17/07/13   









17/07/13  



10 dicas para um bom ensaio vocal


por Ronaldo Bezerra

*O ensaio deve fazer parte da rotina de todo ministério de música. Algumas pessoas tem uma visão fantasiosa a respeito dos músicos de sucesso supervalorizando a questão da INSPIRAÇÃO. Mas qualquer músico que se esforça para oferecer o melhor em seu ministério sabe que inspiração é importante, mas TRANSPIRAÇÃO é fundamental.

*O ensaio é a hora da transpiração, de dedicar tempo e atenção para que a música na casa de Deus seja feita com qualidade. Já ouvi muitos comentários do tipo: "Nós ensaiamos tanto mas nada dá certo!" Talvez o ensaio não esteja sendo feito de forma eficaz e foi pensando nisto que resolvi indicar alguns caminhos para que você chegue no ponto que deseja. Vamos juntos!

1. REGULARIDADE : Procure fazer ensaios constantes, no mínimo uma vez por semana, isto é importante para integração musical e comunhão do grupo.

2. TEMPO Uma duração ideal para um bom ensaio deve ser em torno de duas horas. É difícil conseguir resultados reais em menos tempo, se você quiser fazer um ensaio mais longo dê um pequeno intervalo para água e descanso, precisamos lembrar que a voz é um instrumento delicado.

3. PRESENÇA  A presença no ensaio deve se tornar obrigatória, não é justo que o grupo todo ensaie e no momento da ministração seja prejudicado por um "penetra" não é ?

4. ESTRUTURA É importante ter um local específico para ensaio, um lugar quieto onde o grupo possa ter um pouco de privacidade. O ensaio vocal deve ser sempre acompanhado por um instrumento harmônico ( teclado, piano, violão, guitarra) que garanta a afinação do grupo.

5. ORAÇÃO É verdade que ensaio é ensaio, não é hora de estudo bíblico e nem de orações sem fim, mas é importante orar no início do ensaio. Quando estamos trabalhando na obra muitas lutas se levantam precisamos lembrar que não é contra carne nem sangue que devemos guerrear. Efésios 6:10-18.

6. AQUECIMENTO Pense na voz como parte de seu organismo. Quando você abre os olhos de manhã, logo pula da cama e sai correndo pelo quarteirão para se exercitar ??? Claro que não! Da mesma forma a voz precisa se espreguiçar, precisa acordar, precisa aquecer. Exercícios de relaxamento, de respiração e alguns vocalizes tem esta função na técnica vocal. O grupo, ou alguém do grupo, precisa investir em uma boa aula de técnica vocal.

7. MATERIAL VISUAL Todo material escrito ajuda na memorização. Se souber escreva os arranjos, se não souber, registre ao menos a letra e acordes do cântico e distribua cópias. Peça que as pessoas anotem o que está sendo combinado: onde abrir voz, variações de dinâmica, repetições, etc.

8. MATERIAL AUDITIVO Se você vai ensaiar músicas já registradas em Cd, leve a gravação para que todos ouçam o arranjo original. O desenvolvimento da percepção musical é imprescindível para o bom cantor.

9. ORGANIZAÇÃO O ensaio precisa ter direcionamento, é bom que o repertório e o roteiro do ensaio estejam pré-definidos. A equipe deve ser agrupada com alguma lógica: homens e mulheres, por naipes (sopranos, contralto, tenor, baixo), ou da maneira que você achar melhor, mas faça desta divisão algo automático na cabeça do grupo.

10. PERSEVERANÇA Tenha paciência e não desista. Medite em II Pedro 1: 5-8. O ensaio é uma semeadura, nem sempre colhemos os frutos instantaneamente, mas o nosso trabalho não é vão no Senhor!!! 

Mirella de Barros Antunes, é Professora de prática vocal, teoria e percepção da ESTM. 


Fonte: Ronaldo Bezerra





♪♪♪ AFINAÇÃO ♪♪


17/07/13   


Afinação
Por Marivone Lobo

Algumas pessoas, quando estão interessadas em fazer aulas de canto, geralmente perguntam se é possível que alguém que seja desafinado aprenda a cantar.


Eu acredito que existam pessoas que são agraciadas com o presente da música logo ao nascer , já nascem com talento musical. Mas, se essas pessoas passarem a vida toda sem nenhum estímulo musical , elas nunca saberão que possuem esse talento musical.


Por isso , eu creio que a principal arma para aprender cantar afinado é aprender a ouvir. Isso mesmo , ouvir. A maior parte daquelas pessoas que se dizem desafinadas, tem dificuldade em ouvir a si mesmas e ouvir os outros. Mas, afinal, o que é cantar afinado?


Podemos dizer que um cantor é afinado quando ele reproduz as notas propostas da maneira certa . Nossas cordas vocais produzem a voz, que por sua vez produzem as ondas sonoras. O som é formado por vibrações e possui uma certa frequência (quantidade de vibrações por segundo).


Existe um padrão de afinação ocidental pelo qual afina-se o lá em 440 Hz (Hz =vibrações por segundo).


Podemos definir então que cantar afinado é reproduzir a mesma frequência que foi proposta numa melodia , seja ela cantada ou tocada . Daí a grande importância de aprender a ouvir. Mas como posso saber se não tenho nenhum problema de audição? Existem alguns "sintomas" que podem ser observados:


 - Sempre pedir para que o outro repita : " O que você disse? ";

♪ - Assistir TV ou ouvir o rádio num volume muito alto;
 - Não conseguir identificar uma fonte sonora , isto é, não conseguir descobrir de qual direção está vindo o som;
 - Falar sempre num volume muito alto ou então muito baixo

Por isso é recomendável àquelas pessoas que percebam alguma dificuldade fazer uma audiometria que é um exame de audição para se certificar de que está tudo certo.





TODOS OS RITMOS LOUVAM AO SENHOR?

18/07/13   





19/07/13  



QUAIS SÃO OS INGREDIENTES PARA UM CULTO DE LOUVOR VERDADEIRAMENTE BÍBLICO?

Pergunta: "Quais são os ingredientes para um culto de louvor verdadeiramente bíblico?"

Resposta:Os seres humanos instintivamente adoram. O salmista expressou isso muito bem quando escreveu: "Como o cervo anseia pelas correntes das águas, assim a minha alma anseia por ti, ó Deus!" (Salmo 42:1). Mesmo há muito tempo, durante o período de Cícero do século I AC, observou-se que a religião, independentemente da sua forma, era um traço universal do homem. Vendo que os homens vão adorar algo ou alguém, devemos perguntar o que é adoração, e a quem e como devemos adorar. O que constitui um culto bíblico de adoração e, mais importante, seremos "verdadeiros adoradores" (João 4:23) ou adoradores falsos? A adoração envolve um profundo sentimento de reverência religiosa que se expressa em atos de devoção e serviço. A palavra adoração denota um ser ou objeto considerado "digno" de devoção.

Cristo ordenou que os verdadeiros adoradores adorassem em espírito e em verdade (João 4:24). O apóstolo Paulo explicou que adoramos pelo Espírito de Deus (Filipenses 3:3), o que significa que a verdadeira adoração vem somente daqueles que foram salvos pela fé no Senhor Jesus Cristo e têm o Espírito Santo vivendo em seus corações. Adorar em espírito exige também uma atitude correta no coração, não apenas uma simples adesão a ritos e rituais. Adorar em verdade significa adorar de acordo com o que Deus revelou sobre Si mesmo nas Escrituras. Para que a nossa adoração seja verdadeiramente bíblica, ela não pode ir além do que foi autorizado na Bíblia (Levítico 10:1; 1 Coríntios 4:06) e deve permanecer dentro da doutrina de Cristo (2 João 9; ver também Deuteronômio 4:12; 12:32, Apocalipse 22:18-19). Os livros feitos pelo homem – um Livro de Confissões, Regras de Ordem, etc. - não são necessários para que se possa verdadeiramente adorar a Deus.

O exemplo da igreja do primeiro século pode nos ajudar a determinar o que constitui uma adoração verdadeiramente bíblica. A Santa Ceia era observada (Atos 20:7), orações eram oferecidas (1 Coríntios 14:15-16), canções eram cantadas para a glória de Deus (Efésios 5:19), uma oferta financeira era tomada (1 Coríntios 16:2 ), as Escrituras eram lidas (Colossenses 4:16) e a Palavra de Deus era proclamada (Atos 20:7).

A Santa Ceia é um momento maravilhoso para adorar o nosso Senhor ao comemorarmos a morte de Jesus até que Ele retorne novamente (1 Coríntios 11:25-26). Tal como acontece com a Santa Ceia do Senhor, a oração deve também estar em conformidade com o padrão divino ensinado nas Escrituras. Nossas orações devem ser dirigidas somente a Deus (Neemias 4:9; Mateus 6:9), nunca a qualquer pessoa morta como é a prática do Catolicismo. Não temos autorização para utilizar objetos como o rosário ou "rodas de oração" budistas que supostamente enviam solicitações por escrito para as regiões mais distantes do universo. Mais importante ainda, as nossas orações devem estar em harmonia com a vontade de Deus.

Com base no exemplo da igreja primitiva, cantar é uma parte vital da adoração. O apóstolo Paulo nos ordena: "falando entre vós em salmos, hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração, sempre dando graças por tudo a Deus, o Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo" (Efésios 5:19-20). Cantar uns aos outros transmite verdades através da música como uma forma de ensinar (Colossenses 3:16), já que tanto o espírito quanto a mente estão envolvidos no processo de aprendizagem (1 Coríntios 14:15-16).

Uma outra parte da adoração verdadeira e bíblica é dar dízimos e ofertas no primeiro dia da semana, assim como Paulo instruiu a igreja de Corinto: "Ora, quanto à coleta para os santos fazei vós também o mesmo que ordenei às igrejas da Galileia. No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder, conforme tiver prosperado, guardando-o, para que se não façam coletas quando eu chegar" (1 Coríntios 16:1-2 ). 


 Nosso oferta regular para o apoio ao trabalho do Senhor é uma responsabilidade séria e faz parte da adoração bíblica verdadeira. Nossas contribuições devem ser vistas como uma bênção, não como uma questão pesada sobre a qual resmungar (2 Coríntios 9:7). Além disso, esse tipo de contribuição é o único método bíblico para o financiamento da obra da Igreja de Jesus Cristo. Não estamos autorizados a operar negócios, conduzir festas de bingo, organizar concertos com bilheteria na entrada, etc. A igreja de Cristo não foi criada para ser uma empresa comercial (Mateus 21:12-13).

Finalmente, a pregação e o ensino são ingredientes muito importantes da verdadeira adoração. Devemos ensinar apenas as Escrituras porque elas são o único meio de equipar os crentes para uma vida de santidade (2 Timóteo 3:16-17). O pregador ou mestre fiel vai ensinar apenas a partir da Palavra e confiar que o Espírito de Deus fará a Sua obra nas mentes e nos corações dos seus ouvintes. Como Paulo lembrou a Timóteo: "prega a palavra, insta a tempo e fora de tempo, admoesta, repreende, exorta, com toda longanimidade e ensino" (2 Timóteo 4:2). Uma reunião da igreja que não inclua a Palavra de Deus como um componente principal não é um verdadeiro culto de adoração bíblica.

Sem dúvida, Deus, em Sua sabedoria divina, forneceu o modelo perfeito de adoração verdadeira e bíblica para que possamos adorar de uma maneira que agrade a Ele. Ao adorarmos, vamos fazê-lo com grande devoção. Não devemos transmitir ao mundo a impressão de que a adoração do nosso Deus é um ritual chato e sem vida. Fomos redimidos do pecado. Vamos, portanto, louvar o nosso Criador como filhos gratos por suas bênçãos abundantes. "Pelo que, recebendo nós um reino que não pode ser abalado, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus agradavelmente, com reverência e temor; pois o nosso Deus é um fogo consumidor" (Hebreus 12:28-29).




QUAL É O SIGNIFICADO DO LOUVOR CRISTÃO?

Pergunta: "Qual é o significado do louvor cristão?"

Resposta:O significado da palavra grega do Novo Testamento na maioria das vezes traduzida como "adoração" (proskuneo) é "prostrar-se diante" ou "curvar-se diante". A adoração é uma atitude do espírito. Já que é uma ação interna e individual, os cristãos adoram o tempo todo, sete dias por semana. Quando os cristãos se reúnem formalmente em adoração, a ênfase ainda deve estar em individualmente adorar o Senhor. Mesmo como parte de uma congregação, cada participante precisa estar ciente de que está adorando a Deus numa base individual.

A natureza do louvor cristão é de dentro para fora e tem duas qualidades igualmente importantes. Devemos adorar "em espírito e em verdade" (João 4:23-24). Adorar no espírito não tem nada a ver com a nossa postura física, mas com o nosso ser mais profundo e exige várias coisas. Primeiro, devemos nascer de novo. Sem o Espírito Santo residindo em nós, não podemos responder a Deus em adoração porque não o conhecemos. "Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus" (1 Coríntios 2:11 b). O Espírito Santo dentro de nós é quem energiza a adoração porque Ele está, em essência, glorificando a Si mesmo, e toda a adoração verdadeira glorifica a Deus.

Em segundo lugar, adorar em espírito requer uma mente centrada em Deus e renovada pela verdade. Paulo nos exorta a "apresentar os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente" (Romanos 12:1b, 2b). Só quando nossas mentes são transformadas de estarem focalizadas nas coisas do mundo para estarem focalizadas em Deus é que podemos adorar em espírito. Distrações de vários tipos podem inundar as nossas mentes à medida que tentamos louvar e glorificar a Deus, impedindo a nossa verdadeira adoração.

Em terceiro lugar, só podemos adorar em espírito quando temos um coração puro, aberto e arrependido. Quando o coração do rei Davi se encheu de culpa pelo seu pecado com Bate-Seba (2 Samuel 11), ele achou impossível adorar. Ele se sentia como se Deus estivesse longe dele, e "bramiu durante o o dia todo", sentindo a mão pesada de Deus sobre ele (Salmo 32:3, 4). Entretanto, ao confessar o seu pecado, a comunhão com Deus foi restaurada e adoração e louvor jorraram do seu ser. Ele entendeu que "O sacrifício aceitável a Deus é o espírito quebrantado; ao coração quebrantado e contrito" (Salmo 51:17). Louvor e adoração a Deus não podem vir de corações cheios de pecado ainda não confessados.

A segunda qualidade da verdadeira adoração é que seja feita "em verdade". Toda adoração é uma resposta à verdade, e o que poderia ser um melhor indicador da verdade do que a Palavra de Deus? Jesus disse ao Pai: "A tua palavra é a verdade" (João 17:17b). Salmo 119 diz: "Tua lei é a verdade" (v. 142b) e "A tua palavra é verdade" (v. 160a). Para realmente adorar a Deus, devemos entender quem Ele é e o que fez, e a Bíblia é o único lugar onde Ele completamente Se revelou. A adoração é uma expressão de louvor das profundezas de nosso coração para com um Deus que é compreendido através da Sua Palavra. Se não tivermos a verdade da Bíblia, não conhecemos a Deus e não podemos realmente adorá-lo.

Já que as ações externas são secundárias no culto cristão, não há nenhuma regra sobre se devemos sentar, levantar, cair, ficar quieto ou cantar louvores em voz alta enquanto na adoração corporativa. Estas coisas devem ser decididas com base na natureza da congregação. A coisa mais importante é que adoremos a Deus em espírito (em nossos corações) e em verdade (em nossas mentes.).




QUE TIPO DE PRIORIDADE DEVE TER A ADORAÇÃO NA IGREJA?

Pergunta: "Que tipo de prioridade deve ter a adoração na igreja?"

Resposta:Se alguém salvasse a nossa vida, gratidão seria a resposta. Quando recebemos um dom que nunca poderíamos obter por nós mesmos, demonstramos a nossa apreciação. A adoração é a expressão de nossa gratidão e apreciação a Deus. Jesus nos salvou. O amor de Deus não impõe condições. A nossa adoração reconhece a Sua autoridade tanto como o criador do nosso universo quanto como o salvador de nossas almas. A adoração, portanto, é uma das maiores prioridades para o crente e para a igreja corporativa.

O Cristianismo se destaca de todas as outras religiões porque se baseia em uma relação pessoal com Deus. Êxodo 34:14 diz: "porque não adorarás a nenhum outro deus; pois o Senhor, cujo nome é Zeloso, é Deus zeloso." O cerne da nossa fé é o nosso relacionamento pessoal com o nosso criador.

A adoração é um ato que comemora essa relação pessoal. Através da adoração, nós nos comunicamos com o nosso Deus. Através da adoração, reconhecemos o Seu senhorio e divindade. Quer expressemos a nossa gratidão através da música, gritando, orando ou por outros meios, a adoração é, na sua essência, a expressão de intimidade com Deus. Devemos viver em obediência aos mandamentos de Deus, mas não é uma obediência fria e descuidada que Ele deseja. Deuteronômio 6:5 diz: "Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças."

A igreja é a reunião de todos os que invocam o nome de Deus, aproveitando da graça que nos é oferecida através da morte de Jesus na cruz. Recebemos as instruções de fazer discípulos e viver em obediência aos mandamentos de Deus. Primeiro João 3:24 diz: "Quem guarda os seus mandamentos, em Deus permanece e Deus nele." Cada membro da igreja é convidado a adorar a Deus. Cada um de nós devemos passar tempo em oração, falando com Deus com o coração. 

 Devemos ler as Suas palavras nas Escrituras e nelas meditar em nossos corações. A adoração em nossa vida pessoal é essencial para a nossa maturidade espiritual. Como um corpo de crentes, devemos estar constantemente envolvidos em adoração através do canto, através da oração, através da obtenção de conhecimento da Palavra e através do exercício de nossos dons espirituais para o benefício da igreja. A adoração é a maior prioridade para a igreja.






LOUVOR CONTEMPORÂNEO 


20/07/13 







20/07/13  

Seis Motivos Para Sua Igreja Compor as Próprias Musicas - Tiago Bonfim


"A maioria das igrejas no Brasil tem o costume comum de tentar fazer covers de bandas/grupos/ministério/ populares. Não é errado interpretar músicas de outras pessoas, mas tenha certeza que uma das experiências mais interessantes no grupo/ministério ou banda de louvor, é a de fazer as próprias músicas. Veja alguns porquês de tornar a composição, um hábito na sua igreja:

1. Desenvolver a criatividade - Um dos exercícios que mais exercitam a criatividade é criar! Quando se compõe uma música você procura referências em frases que você já ouviu alguma vez na vida, e claro se isso não acontecer, você vai sentir a necessidade de ouvir mais músicas e ler mais livros, logo, será uma oportunidade para se envolver com cultura. A longo prazo você verá os benefícios disso nas suas criações.

2. Dar oportunidades - Na igreja existem pessoas com muitos talentos. Onde? Esse é o ponto: elas precisam de uma oportunidade. Muitas vezes a timidez acaba vencendo o talento, que na verdade precisava só de um empurrãozinho para despontar na sua comunidade.

3. Aumente os recursos - Alguma vez você precisou de uma música para alguma data comemorativa, revirou cds, espremeu o Google, e não achou de jeito nenhum? Pois é. Essa era uma situação onde uma composição própria seria uma mão na roda. Acredite: quando se existe um hábito, as coisas fluem naturalmente. Algum dia, eu espero, a sua igreja vai escolher qual das composições fará parte do repertório da Cantata de Natal.

4. Incentivar o estudo da Bíblia - As heresias encontram ótimas oportunidades para acontecer em músicas e pregações sem conteúdo, por isso além de compor com toda a sinceridade do seu coração, você deve inserir a verdade bíblica na sua música. É muito importante ressaltar que, uma experiência pessoal, nem sempre vai ser uma verdade ou uma constante na vida de todos. A Bíblia sim, essa deve ser o parâmetro para a sua poesia. Lembre-se: não crie um conceito ou uma doutrina baseado em um texto isolado, ainda mais se isso for um refrão ao estilo chiclete repetido como um mantra zilhões de vezes.

5. Aprimorar os músicos - É muito fácil copiar uma música que está pronta em um cd ou mp3. Tem muito músico que se gaba de ser um virtuose que sabe somente copiar os solos e riffs do Juninho Afram, que por sinal são ótimos. Porém muitas dessas pessoas ao se deparar com uma folha em branco, simplesmente não conseguem fazer nada. E aí que entra a questão do desafio: quanto menor a quantidade de recursos, maior será o esforço de quem tiver que produzir a partir do nada. Só fica um aviso: não espere nenhum hit nas primeiras tentativas.

6. Criar uma identidade - Copiar nunca foi bonito. É bem interessante você ter referências em algo, mas nunca se apegue a imagem de nada e ninguém, a não ser Cristo mesmo. Imagine a sua igreja com um estilo de criar totalmente próprio, com músicas totalmente “customizadas”? Convenhamos todos que Hillsong é bem legal, mas você não precisa ser a Hillsong Music Brasil. Assim como os australianos: seja você mesmo, criando um estilo próprio."

Tiago Bonfim

Postado por MC3 NA PAUTA




Yago Martins - Os Aspectos Horizontais do Canto na Igreja

20/07/13  




Rogério da Silva - A Influencia Pós-Moderna na Adoração Bíblica












Nove Marcas de um Líder de Louvor Saudável


21/07/13 
Alex Duke
Minha igreja local está à procura de um líder de louvor. [1] Para isso, nosso pastor sênior reuniu um grupo de doze membros para formar um Comitê de Procura de um Líder de Louvor. Apesar da minha inaptidão musical, eu estava entre os convidados a servir.
Acho que estou igualmente agradecido e apavorado. Afinal de contas, o título “líder de louvor" não está em lugar nenhum do Novo Testamento. Esse fato seduz até os mais sensatos para o pessoal e superficial, no qual linhas previamente traçadas e firmes compromissos apenas evidenciam o que já temos visto, conhecido, ou com que estamos confortáveis.
Então, eu gostaria de transmitir algumas reflexões que desenvolvi enquanto orava pelo que a minha igreja realizará nas próximas semanas, e pelo que a sua igreja pode estar passando no momento.  Eu, de modo nada original, as intitulei  "Nove Marcas de um Líder de Louvor Saudável".
NOVE MARCAS DE UM LÍDER DE LOUVOR SAUDÁVEL
Estou convencido de que estes nove tópicos são indispensáveis a qualquer um que lidera o louvor de uma congregação semana após semana.  Longe de serem exaustivos, eles são um conjunto de qualidades, posturas e características os quais eu creio que são informados pela Escritura e que devem transcender a cultura e a denominação.
1. Seu líder de louvor deve possuir as qualificações bíblicas de um presbítero.
Isso é importante. Mesmo que ele não seja chamado de presbítero, a congregação provavelmente o tratará como um. E é importante lembrar que as qualificações de um presbítero/ministro/pastor incluem a de ser “apto para ensinar.” Isso é o que líderes de louvor fazem, e a aptidão deles para ensinar (ou a falta dela) é evidenciada todas as semanas, nos louvores que eles selecionam e na maneira como eles promovem a adoração da congregação.
Preciso fazer uma ressalva aqui. Dependendo de como a condução do canto se deem sua própria congregação, possuir as qualificações de um presbítero pode ser desnecessário. Um amigo discordou proveitosamente de mim nesse ponto e propôs uma útil distinção: “Uma pessoa que esteja apenas liderando musicalmente precisa ter as qualificações bíblicas de um diácono/diaconisa. Uma pessoa que esteja liderando aquele momento do culto que inclui cânticos, orações e leituras precisa ter as qualificações de um presbítero”. Eu concordo, sob o pressuposto de que esta segunda situação naturalmente impulsiona o "líder de louvor”, ou como você chamar, a desempenhar uma função mais pastoral.
2. Seu líder de louvor deve ser musicalmente capaz.
Isso é óbvio, eu sei. Talvez uma exortação mais específica e mais útil seria a de que ele deve escolher cânticos de acordo com suas habilidades. Você gosta daquele novo riff naquele hino antigo? É, eu também, mas é difícil de cantar junto quando eu não consigo decifras as palavras ou a melodia tão facilmente quanto o olhar de  “Ah, cara, tenho que acompanhar” do baterista do guitarrista.
Além disso, não é sábio deixar essa capacitação governar o barco; na verdade, ela é que deve ser subordinada a quase tudo o mais. Um músico piedoso e mediano servirá nossas igrejas muito melhor em longo prazo do que um sublime talento que lê mais suas partituras do que sua Bíblia.
3. Seu líder de louvor deve ser (quase) invisível.
Um visitante, ao deixar a reunião de domingo, deve ser mais impactado pelo testemunho corporativo da congregação louvando a Deus com cânticos do que pela habilidade ou atuação de um único homem. “Uau, aquele povo ama cantar sobre Jesus!” é sempre melhor do que “Nossa! Aquele cara é muito bom!”.
4. Seu líder de louvor deve ser comprometido com uma liturgia ancorada no evangelho.
Estou usando “liturgia” em um sentido geral, como o “decorrer” da reunião, não como um roteiro, uma fórmula repetida de quando se deve levantar, sentar e cantar e que deve ser repetida semanalmente. Toda reunião de igreja segue algum tipo de liturgia; a questão é se ela reflete o caráter de Deus e o conteúdo do evangelho ou se apenas segue a abordagem de “qualquer coisa que nos comova”.
Ancorar a liturgia no evangelho pode significar planejar transições entre os cânticos que ajudem a conduzir a congregação ao longo do culto. Leituras bíblicas, orações e testemunhos da graça de Deus ligados ao tema da passagem prestes a ser pregada – tudo isso prepara as mentes e os corações dos presentes. Preparação séria em oração antes do culto semeia uma cultura apropriadamente intencional em uma igreja. Não presuma que o Espírito Santo só opere "no momento”.
5. Seu líder de louvor deve trabalhar em total comunhão com o pregador.
O líder de louvor não toma decisões em uma ilha. Cada cântico deve estar a serviço da Palavra pregada. Isso lembra a igreja de uma verdade importante: o pregador também é um líder de louvor. Alguém adora a Deus tanto ao ouvir um sermão quanto ao cantar um cântico.
Isso não quer dizer que os temas dos sermões e dos cânticos devam ser estritamente idênticos. Mas se, por exemplo, seu pastor estiver pregando sobre a ressurreição, cante louvores que esclareçam o significado desse acontecimento, em vez de cânticos que se refiram à bondade de Deus em seu relacionamento geral com o seu povo. Este último é um assunto mais do que digno, é claro, mas a ressurreição é um acontecimento específico que revela coisas específicas sobre Deus e nós. Este tipo de cooperação entre cântico e sermão concede uma oportunidade de louvar a Deus específica e singularmente em resposta à sua revelação.
6. Seu líder de louvor deve ser comprometido com a expressão de uma grande variedade de emoções.
Toda reunião de domingo deve ter momentos de adoração, gratidão, confissão, celebração e assim por diante. A igreja deve ser um espaço onde uma variedade de emoções é aceitável: culpa, vergonha, tristeza, alegria, gratidão e por aí vai.  Quando apenas cantamos cânticos animados sobre o quão feliz nós somos por estar na casa do Senhor, ou como daremos o nosso melhor na próxima semana por Jesus ser incrível; nós implicitamente ensinamos às pessoas que se sentir triste, culpado ou injustiçado é de alguma forma algo subcristão, uma postura imprópria para louvar a Deus.
Há muitos cânticos que exaltam Jesus ao mesmo tempo em que são honestos sobre os sentimentos de tristeza e dor. Eu nunca me esquecerei de ter cantado “Be Still My Soul” poucos dias depois de saber do diagnóstico de câncer terminal de um amigo. Apesar de sombrio e elaborado para evocar emoções que provavelmente poucos presentes estavam sentindo, esse cântico me levou aos amorosos braços de Jesus. É possível que canções felizes façam isso também? Com certeza. Mas quando não há sequer uma menção de tristeza em nossas reuniões, corremos o risco de transmitir uma mensagem falsificada e subcristã sobre o que significa ser um humano buscando a semelhança de Cristo em um mundo caído. Estamos comunicando aos nossos membros e visitantes que os cristãos estão sempre felizes e que um relacionamento com Cristo erradica a dor. Estamos criando pessoas despreparadas ou que se decepcionarão diante da dificuldade.
7. Seu líder de louvor deve ser comprometido com a explícita adoração a Jesus.
Isso é menos sobre o tom e mais sobre as palavras de certas músicas. A grande maioria das músicas de uma igreja deve ser nitidamente cristã -- exaltando não só as características de Deus, mas as verdades do evangelho. Nós devemos cantar poucos louvores que um judeu não convertido possa cantar alegremente – ou seja, devemos cantar sobre a vida, a morte e a ressurreição de Jesus Cristo. Palavras como “pecado”, “evangelho” e “cruz” devem aparecer com frequência e, talvez, ser até mesmo explicadas aos presentes que, francamente, não saibam a diferença entre uma Igreja batista e uma sinagoga judaica. Presumir que todos os presentes sejam cristãos e saibam o que as palavras significam é uma receita para a confusão.
8. Seu líder de louvor deve incentivar e mobilizar a participação da congregação.
Além de incentivar o canto congregacional em voz alta, o líder de louvor também pode pedir que vários membros da igreja orem durante o culto. Isso oferece oportunidades para a visibilidade e a participação de muitos, e não apenas aos poucos com talento musical.
9. Seu líder de louvor deve estar primordialmente preocupado em honrar a Deus e defender Jesus e o evangelho, mais do que em alcançar a próxima geração ou qualquer outro público predeterminado.
Toda igreja deve ser culturalmente informada (é por isso que você provavelmente evita músicas tribais africanas), mas nenhuma igreja deve ser culturalmente dirigida. Se as conversas sobre resultados começam a substituir àquelas sobre fidelidade, então o primeiro passo foi dado em direção a uma mentalidade de culto centrada no homem, que precisará de renovação em poucos anos.
À parte de Cristo, toda a geração da raiz de Adão está morta em seus pecados, desesperadamente necessitada das palavras vivificantes de Cristo. Por isso, depois de sair da sua igreja no domingo, ninguém precisa pensar consigo mesmo: "Cara, a música foi demais!". Mais do que qualquer coisa, eles precisam ter ouvido o evangelho de forma clara e explícita; precisam ter sido alertados de sua terrível situação à parte de Cristo e, ainda mais, de sua mão estendida como a daquele que é o seu Salvador todo-suficiente e sempre gracioso.
[1] A terminologia para esse tipo de serviço não é bem definida: ministro de música; pastor de música; pastor de música e artes, diretor-de-música-contemporânea-e-ocasionalmente-do–tradicional-canto-fúnebre, defesa contra o professor de artes obscuras etc. Eu estou usando apenas "líder de louvor", pois me parece ser um termo que engloba todos os outros.



21/07/13 


Neste artigo, Alex Duke nos traz algumas marcas que devem ser características de um ministro de louvor saudável. Confira:

1. Seu líder de louvor deve possuir as qualificações bíblicas de um presbítero.

Isso é importante. Mesmo que ele não seja chamado de presbítero, a congregação provavelmente o tratará como um. E é importante lembrar que as qualificações de um presbítero/ministro/pastor incluem a de ser “apto para ensinar.” Isso é o que líderes de louvor fazem, e a aptidão deles para ensinar (ou a falta dela) é evidenciada todas as semanas, nos louvores que eles selecionam e na maneira como eles promovem a adoração da congregação.
Preciso fazer uma ressalva aqui. Dependendo de como a condução do canto se deem sua própria congregação, possuir as qualificações de um presbítero pode ser desnecessário. Um amigo discordou proveitosamente de mim nesse ponto e propôs uma útil distinção: “Uma pessoa que esteja apenas liderando musicalmente precisa ter as qualificações bíblicas de um diácono/diaconisa. Uma pessoa que esteja liderando aquele momento do culto que inclui cânticos, orações e leituras precisa ter as qualificações de um presbítero”. Eu concordo, sob o pressuposto de que esta segunda situação naturalmente impulsiona o “líder de louvor”, ou como você chamar, a desempenhar uma função mais pastoral.

2. Seu líder de louvor deve ser musicalmente capaz.

Isso é óbvio, eu sei. Talvez uma exortação mais específica e mais útil seria a de que ele deve escolher cânticos de acordo com suas habilidades. Você gosta daquele novo riff naquele hino antigo? É, eu também, mas é difícil de cantar junto quando eu não consigo decifras as palavras ou a melodia tão facilmente quanto o olhar de “Ah, cara, tenho que acompanhar” do baterista do guitarrista.
Além disso, não é sábio deixar essa capacitação governar o barco; na verdade, ela é que deve ser subordinada a quase tudo o mais. Um músico piedoso e mediano servirá nossas igrejas muito melhor em longo prazo do que um sublime talento que lê mais suas partituras do que sua Bíblia.

3. Seu líder de louvor deve ser (quase) invisível.

Um visitante, ao deixar a reunião de domingo, deve ser mais impactado pelo testemunho corporativo da congregação louvando a Deus com cânticos do que pela habilidade ou atuação de um único homem. “Uau, aquele povo ama cantar sobre Jesus!” é sempre melhor do que “Nossa! Aquele cara é muito bom!”.

4. Seu líder de louvor deve ser comprometido com uma liturgia ancorada no evangelho.

Estou usando “liturgia” em um sentido geral, como o “decorrer” da reunião, não como um roteiro, uma fórmula repetida de quando se deve levantar, sentar e cantar e que deve ser repetida semanalmente. Toda reunião de igreja segue algum tipo de liturgia; a questão é se ela reflete o caráter de Deus e o conteúdo do evangelho ou se apenas segue a abordagem de “qualquer coisa que nos comova”.
Ancorar a liturgia no evangelho pode significar planejar transições entre os cânticos que ajudem a conduzir a congregação ao longo do culto. Leituras bíblicas, orações e testemunhos da graça de Deus ligados ao tema da passagem prestes a ser pregada – tudo isso prepara as mentes e os corações dos presentes. Preparação séria em oração antes do culto semeia uma cultura apropriadamente intencional em uma igreja. Não presuma que o Espírito Santo só opere “no momento”.



23/07/13 

 Três Perigos do Momento de Louvor do Culto      Matt Merker


Matt Merker 


Para muitos, o momento de música que compreende a parte principal do culto dominical de uma igreja é, de certo modo, como a escultura de vidro sobre a estante da minha avó: você não pode mexer ali.
O momento de louvor é quase uma fixação entre as congregações evangélicas, seja naquelas em que a música é acompanhada por um coral e orquestra ou por uma banda indie-folk de oito caras. Entre numa igreja em algum momento entre a saudação inicial e o sermão, e você provavelmente se achará no meio de uma sessão de 20 a 30 minutos de música.
Então, o que exatamente é o momento de louvor? Deveria ele ser algo intocável em nossas igrejas?
Em poucas palavras, o momento de louvor é um grupo consecutivo de cânticos ou hinos de louvor deliberadamente escolhidos. Ele reflete planejamento e criatividade. É uma opção muito melhor do que pegar alguns cânticos populares e jogá-los na tela como uma pintura abstrata.
Assim como uma refeição com entrada, prato principal e sobremesa, o momento de louvor segue um fio condutor ou roteiro.

O momento de louvor pode começar com uma chamada à adoração ou um cântico de convite. Esse cântico estabelece um tema específico e convida os adoradores a louvarem a Deus. Em seguida, alguns outros cânticos desenvolvem o tema, tanto musical quanto poeticamente. Essa é a porção de “entrada”. Se o primeiro cântico focava no caráter de Deus, essa sequência pode conduzir a igreja a considerar o nosso pecado e redenção em Cristo.

O último cântico do momento de louvor é o clímax teológico e musical. Ele pode consistir de uma celebração da ressurreição, ou um chamado a responder em fé e discipulado, ou simplesmente uma declaração de louvor. Bob Kauflin defende esse tipo de desenvolvimento temático deliberado em seu livro Louvor e adoração, e apresenta uma variedade de esboços de momentos de louvor úteis para serem experimentados.
Em geral, eu penso que o momento de louvor é uma idéia maravilhosa, se usada corretamente. Em uma igreja anterior, servindo como líder de adoração, eu dedicava tempo significativo a cada semana para elaborar e preparar momentos de louvor. Minha esperança era que esse processo ajudaria os crentes a responderem a Deus em um robusto louvor com suas mentes e corações, e eu creio que Deus abençoou esse esforço.
O momento de louvor pode ser uma abordagem que glorifica a Deus porque moldar a ordem dos cânticos de uma maneira deliberada ajuda na “edificação da igreja” que deve caracterizar a nossa adoração corporativa (1Coríntios 14.26). Ele unifica os cânticos em torno de um conceito central, o que promove entendimento. Se bem utilizado, o momento de louvor prepara a congregação para as questões específicas e prioridades que o sermão abordará. Como uma narrativa com começo, meio e fim, um momento de louvor pode capturar a nossa imaginação e nos ajudar a sermos atraídos por Deus por meio da história implicitamente contada na sequência de cânticos.
O Momento de Louvor: Possíveis Armadilhas e Soluções
Então, eu não quero declarar que o momento de louvor seja um conceito de todo terrível. Mas eu quero tirar aquela escultura de vidro da vovó da prateleira e ver se ela pode ser melhorada.
Por quê? Embora o momento de louvor tenha muito de elogiável, ele não está livre de perigos. Aqui estão três potenciais armadilhas que ele apresenta. Para cada uma delas, eu apontarei algumas maneiras de pensar e ir “além” do momento de louvor.
1. O Momento de Louvor Pode Fragmentar a Ordem de Culto.
Primeiro, o momento de louvor pode fragmentar a ordem de culto. Se os pastores e demais líderes não forem cuidadosos, usar um momento de louvor pode, sutilmente, sugerir que o culto de adoração tenha apenas duas partes: o canto e o sermão. O líder de louvor dirige a primeira metade, então passa o bastão ao pastor para a mensagem.
Eu temo que, por causa disso, muitos evangélicos tenham uma imagem bifurcada da adoração pública: a parte musical do culto é apropriada para aqueles que se relacionam com Deus por meio de experiências emocionais, ao passo que o sermão existe para envolver os intelectuais, os do “lado esquerdo do cérebro”. Na pior das hipóteses, essa falsa dicotomia pode também perpetuar o equívoco comum de que o louvor por meio do canto é o louvor da igreja, o que leva a comentários do tipo: “O louvor (leia-se: a música) hoje foi incrível, mas o sermão foi um pouco seco” – como se a pregação não fosse doxológica também.
Independente de como nós estruturamos nossos cultos, precisamos nos esforçar para transmitir a ideia de que tanto a música quanto a pregação (e os demais elementos – vide o ponto 2) são propriamente “louvor” a Deus, e que eles são essenciais para todos os cristãos.
Aqui estão algumas sugestões para evitar esse perigo. Primeiro, se os seus cultos geralmente caem na fórmula “30 minutos de música e 30 minutos de pregação”, então mude a sua ordem de culto regularmente. Considere quebrar o momento de música com oração, leitura bíblica ou reflexão silenciosa. Tente ocasionalmente colocar o sermão mais próximo do início do culto, deixando a maior parte do canto para depois da mensagem.
Faça com que outro indivíduo, que não seja o líder de louvor nem o pregador, de preferência um presbítero, conduza todo o culto. Chame esse homem de “anfitrião”, “dirigente”, “líder de culto” (este é o termo que usamos na minha igreja), ou como preferir. Mas assegure que ele não seja o líder de música nem o pregador. Se esse indivíduo faz a saudação e dá os avisos, introduz as músicas, dirige o ofertório, conduz as orações, e assim por diante, então ele pode trazer unidade a todo o culto.
Escolha um tema para o culto baseado no tema do texto do sermão. Assegure-se que os cânticos, as orações e até os avisos se relacionem com esse tema. Quando a congregação perceber que todo o culto é sobre “a fidelidade de Deus” ou “conhecer a Cristo no sofrimento”, isso diminuirá a sensação de que o culto é meramente uma apresentação musical seguida de uma palestra sem qualquer relação entre si.
2. O Momento de Louvor Pode Levar uma Igreja a Menosprezar os Elementos de Culto não Musicais.
Outro perigo do momento de louvor é que ele pode levar uma igreja a menosprezar os elementos de culto não musicais. Paulo disse a Timóteo: “Dedique-se à leitura pública da Escritura” (1Timóteo 4.13, NVI). Ele instruiu o jovem pastor a conduzir a sua igreja a oferecer “súplicas, orações, intercessões, ações de graças” (1Timóteo 2.1). A sua expectativa era de que os membros da igreja de Corinto separassem a sua oferta “no primeiro dia da semana (1Coríntios 16.2), passagem da qual muitos inferem que a oferta era uma parte integral da adoração pública da igreja do Novo Testamento. Jesus ordenou seus seguidores a batizarem novos discípulos (Mateus 28.19) e lhes deu a sua Ceia para que eles pudessem proclamar a sua morte até que ele venha (1Coríntios 11.26). Há muito mais a fazer na igreja do que cantar e pregar.
O perigo do momento de louvor é que esses outros elementos da adoração bíblica podem ser deixados em segundo plano. Se a congregação espera (ou até mesmo exige?) experimentar uma progressão musical criativa e bem ensaiada, isso pode eliminar essas outras expressões ordenadas de adoração. Decerto, eu não estou sugerindo que ninguém intencionamente ponha de lado os elementos bíblicos de culto. Eu apenas desejo enfatizar um padrão que tenho observado: quando uma igreja privilegia a adoração por meio do canto, dando-lhe a maior porção de tempo e foco, esses outros elementos de culto tendem a se tornar fracos e superficiais.
Como os pastores e aqueles que lideram o louvor por meio de canto podem trabalhar contra essa tendência?
Se você usa o momento de louvor, resista à ideia de que esse momento deva conter apenas música a fim de ter máximo impacto. Isso não é um show. Intercale orações e leituras entre os cânticos.
Promova uma cultura de adoração por meio de oração vigorosa em seus cultos. Se você dedicar tempo significativo à oração durante o culto público, não deve surpreender que os membros de sua igreja aprendam a priorizar a oração em suas vidas particulares.
Como nós encorajamos nossas orações públicas? Saturando-as com verdades bíblicas: “Não é da Bíblia que aprendemos a linguagem da confissão e da penitência? Não é da Bíblia que aprendemos as promessas de Deus nas quais crer e pelas quais clamar em oração? Não é na Bíblia que aprendemos a vontade de Deus, os mandamentos de Deus e os desejos de Deus pelo seu povo, pelos quais nós devemos suplicar em oração? Uma vez que estas coisas são assim, as orações públicas devem repetir e ecoar a linguagem da Bíblia do começo ao fim”.
Há também uma correlação entre tempo de ensaio e valor. Se a sua igreja valoriza música bem elaborada, é provável que a sua banda ou coral gaste horas em ensaios. Por que não gastar o mesmo tempo e esforço ao preparar orações públicas?
Por fim, promova uma cultura de adoração por meio da leitura bíblica em seus cultos. Se nós cremos que a Palavra de Deus é “mais cortante do que qualquer espada de dois gumes” (Hebreus 4.12), vamos tirá-la da bainha e deixá-la fazer o seu trabalho. Leia de tal modo que as majestosas verdades da Escritura ecoem nos ouvidos da sua congregação. Considere treinar um número de congregantes para que leiam bem a Escritura: com significado, ênfase, gravidade e alegria. Nós distribuímos o excelente artigo de Tim Challies sobre como ler a Escritura em público a todos aqueles que fazem a leitura em nossa igreja.
3. O Momento de Louvor Pode Fomentar uma Cultura de Entretenimento.
Terceiro, o momento de louvor pode fomentar uma cultura de entretenimento. Esse perigo é irônico, é claro, porque um dos propósitos do momento de louvor é unificar um grupo de cânticos em torno de um conteúdo teológico. Mas eu temo que, com freqüência, o que a congregação experimenta ao cantar durante um momento de louvor não é uma nova apreciação de um tema bíblico, mas uma jornada semelhante à de um show através de uma sequência empolgante de cânticos.
Embora eu não seja contra a criatividade e a emoção na adoração pública, eu creio que é possível priorizar a resposta emocional que advém da música de tal modo que a verdade bíblica é negligenciada, em vez de iluminada. Uma implicação de Colossenses 3.16 é que, se a palavra de Cristo não habitar ricamente em nós à medida que cantamos, então alguma coisa deve mudar na maneira como cantamos.
Como Neil Postman defendeu em Amusing Ourselves to Death[“Distraindo-nos até a morte”, sem tradução em português], o entretenimento tornou-se o discurso dominante de nossa época. Embora a igreja deva reconhecer esse fato, ela não deve capitular a ele. Nossos cultos não devem parecer com um show ou programa de TV, ainda que esses modos de discurso definam a maneira como o homem pós-moderno experimentam o fluxo de idéias. Em vez disso, nós temos a oportunidade, em nossos cultos, de moldar um tipo diferente de discurso, um que comece com a autorrevelação de Deus. O nosso culto – seja contemporâneo ou tradicional, mais ou menos litúrgico – deve fugir do experiencialismo centrado no homem e abraçar o Deus transcendente.
Então, se o momento de louvor puder ajudar as pessoas a adorar, entesourar e entender mais do nosso santo Criador, então use-o sem pestanejar. Mas se em sua igreja o momento de louvor tende a pôr mais ênfase na habilidade da banda do que na excelência do Redentor, alguma coisa precisa mudar.
Como podemos resistir à tendência de o momento de louvor, lentamente, levar a igreja a um “entretenimentismo”?
Faça tudo o que puder para assegurar que a congregação seja capaz de ouvir o canto uns dos outros. Esse é um princípio bíblico básico, dado que Paulo exorta os crentes a falarem “uns aos outros” com salmos, hinos e cânticos espirituais (Efésios 5.19). Mas também há um longo caminho para cultivar uma atmosfera de alegria e envolvimento com as letras.
A consciência da presença de outros no culto corporativo, e de como o volume e a expressão do seu próprio canto efetivamente encoraja outros, ajuda a impedir o egocentrismo. Na prático, isso pode envolver diminuir o volume da banda ou orquestra, e instruir os músicos a focarem em um acompanhamento simples e de bom gosto, em vez de uma exibição complexa ou cheia de técnica.
Proporcione uma estrutura que ajude a interpretar o louvor por meio da música. Por exemplo, em vez de começar o culto com as luzes apagadas e um solo de guitarra cheio de efeitos (o que soa demais como um show), comece com um chamado à adoração extraído da Palavra de Deus ou uma breve oração.
Antes de a música começar, faça com que o líder de culto dê algumas palavras de instrução ou exortação de modo a colocar o(s) cântico(s) em contexto. Essa interpretação do que está por vir é de grande valor não apenas para os crentes, mas também para os incrédulos, que podem não saber o que fazer com a música que estão prestes a escutar. (Veja 1 Coríntios 14.24 acerca da prioridade em tornar o culto compreensível aos visitantes incrédulos). Sim, pode parecer um pouco travado e estranho ter esses pequenos comentários antes do canto. Mas até mesmo essa quebra de ritmo no culto é uma coisa boa, porque envolve a mente da congregação e inibe a passividade que a cultura de entretenimento promove.
Semelhantemente, mantenha as luzes acesas. Penumbra, máquinas de fumaça e holofotes, todos gritam que o foco deve estar nos músicos à frente. Em contraste, a luz acesa e uma plataforma modesta – até mesmo colocando os músicos fora dela, na lateral, se possível – transmite a ideia de que o que realmente importa aqui não é o coral ou o grupo de louvor, mas o conteúdo dos cânticos e a participação de toda a congregação.
Veja o silêncio como um amigo, não um adversário. Se houver alguns momentos de quietude entre um cântico e uma oração, ou entre o ofertório e o sermão, isso não é um desastre. Afinal, este é um encontro de cristãos para o louvor, não uma produção de TV. De fato, permitir momentos de silêncio nas transições pode renovar o paladar mental das pessoas e permitir que a igreja reflita no que já aconteceu no culto. Além disso, use momentos planejados de silêncio para reflexão e oração. Sentar-se em um salão com dúzias ou centenas de outros crentes e, simplesmente, ficar quieto perante o Senhor é fortemente contracultural em nossa época barulhenta e distraída.
Mais Ferramentas na Caixa
Em tudo isso, eu não estou tentando fazer do momento de louvor um bicho-papão. É uma ferramenta útil. Mas, por essas três razões, eu não penso que ele deva ser a única ferramenta em nossa caixa. E, se nós de fato usarmos o momento de louvor, nós devemos fazê-lo de um modo que unifique a ordem de culto, em vez de dividi-la; que enfatize os demais elementos de culto, em vez de menosprezá-los; e que promova temor diante de Deus, em vez de uma experiência de entretenimento.
No que se refere ao planejamento de um culto de adoração, há muita liberdade com respeito às formas e circunstâncias nas quais a congregação lê a Palavra, canta a Palavra, ora a Palavra, ouve a Palavra pregada, e vê a Palavra nas ordenanças. Eu oro para que, à medida que pastores e líderes de música pensem além do momento de louvor, Deus nos dê sabedoria para liderar nossas congregações de modo que ofereçam um apropriado sacrifício de louvor. Eu oro para que nossas igrejas, cheias do Espírito de Deus, deleitem-se cada vez mais no Filho de Deus, aquele que se entregou por nós para que pudéssemos ser adoradores seus.
Notas:
[1] Bob Kauflin. Worship Matters: Leading Others to Encounter the Greatness of God (Wheaton, IL: Crossway Books, 2008), 114. Publicado em português com o título Louvor e adoração (Curso Vida Nova de teologia básica - Vol. 11. São Paulo: Edições Vida Nova, 2011).
[2] Terry Johnson, Reformed Worship: Worship That Is according to Scripture (Greenville, SC: Reformed Academic Press, 2000), 35. Publicado em português com o título Adoração reformada: a adoração que é de acordo com as Escrituras (São Paulo: Os Puritanos, 2001).






DICAS AO BATERISTA 
24/07/13


DICAS AO BATERISTA

* Espírito de Equipe:

O baterista precisa saber qual é a sua função dentro de um time. Durante o período de louvor, as pessoas da congregação precisam ouvir nitidamente a voz de quem está dirigindo a música, ou seja, da pessoa que está cantando a melodia da música. A função do baterista, juntamente com o baixista, é dar suporte para a banda; tocar de maneira que a pessoa que está cantando possa ser ouvida por toda a congregação; dar ritmo para que todos toquem e cantem juntos. O baterista pode ser o melhor músico da banda, porém se ele não for capaz de cumprir seu papel, com certeza o máximo que poderá fazer com todo seu talento será atrapalhar a banda toda.

* Deve estar Atento:

O baterista deve estar atento ao mover da reunião. Como a bateria não é um instrumento melódico, haverá momentos que ela nem precisará ser tocada, dependendo de como o Espírito Santo estiver agindo. Às vezes será melhor utilizar baquetas com "esponjas" para preencher a melodias nos pratos, sem precisar fazer ritmo. Em outras ocasiões, a bateria será mais necessária que outros instrumentos, quando a igreja estiver alegre e jubilosa, por exemplo. Neste caso o baterista poderá se soltar mais, mas sempre atento ao dirigente de louvor. Muitos podem estar se perguntando: Como posso saber que direção tomar? Como vou saber qual o mover da reunião? Bem, antes de tudo você deve orar antes da reunião para pedir especificamente que o Espírito o dirija, dizendo sempre o que fazer nos cânticos que serão entoados. Tenha este hábito e depois de algum tempo você notará uma grande diferença em seu modo de tocar.

* Técnica e Estudo:

O baterista deve ser um músico de muita dedicação ao seu instrumento. Ele deve estudar várias técnicas, leitura da partitura, treinar o ouvido etc. Isto é obrigatório porque ele será o guia do grupo de louvor na hora do culto. Todos os instrumentos seguirão o seu compasso, ritmo, velocidade. Se o baterista aumentar a velocidade em um cântico, por exemplo, todos aumentarão também, incluindo a igreja. Ninguém consegue cantar ou tocar com um baterista que toca desordenadamente. Por esta razão ele deve sempre estar ensaiando ao lado de um metrônomo, que pode ser comprado a um preço de R$ 50,00 em lojas de instrumentos musicais. Isto evitará que ele adiante ou atrase as músicas na hora do culto.

* Cuidado Para não Chamar a Atenção!

Este é um tópico que merece atenção especial. O baterista deve ter todo o cuidado para não chamar atenção da platéia para si. Como um adorador, o baterista deve estar disposto a entregar suas mais bonitas "viradas" a Deus, seus ritmos mais difíceis devem ser executados em louvor ao Senhor. Você deve entender que aquela hora de adoração não é hora para show, workshop, ou treinamento. Na hora do louvor, o baterista deve adorar a Deus em espírito, deve elevar sua mente a Deus, para entregar-lhe o melhor com toda sinceridade no coração.

Ramon Tessmann 

























24/07/13 


Outro dia eu escrevi 10 características de um pastor sério (leia aqui). Hoje , eu gostaria de elencar 10 características de um ministério de música saudável,equilibrado e que glorifique a Deus.
Todos nós sabemos que a música e louvor congregacional na igreja moderna tem sido extremamente complicado. Se eu fosse por exemplo escrever os erros e equívocos dos chamados ministérios de louvor, seria obrigado a dedicar um bom tempo a isso, não é verdade?
Como eu não estou querendo dedicar tanto tempo a isso, resolvi objetivamente pontuar valores e virtudes de um bom ministério de música, senão vejamos:
1) Um ministério de música sério se caracteriza prioritariamente por componentes que tudo fazem para glória de Deus.
2) Um ministério de música sério tem em seus componentes as marcas de alguém que foi regenerado pelo Espírito Santo.
3) Um ministério de música sério tem compromisso com a oração. Para estes, a oração é fundamental e indispensável no serviço cristão.
4) Um ministério de música sério tem em seus participantes homens e mulheres comprometidos com a Palavra de Deus. Nessa perspectiva estudam as Escrituras procurando fazer dela sua única e exclusiva regra de fé.
5) Um ministério de música sério tem compromisso com o Deus da Palavra, por isso entende, que não possui o direito ao estrelismo e ao estrelato.
6) Um ministério de música sério não chama a atenção para si, não comercializa a fé, nem tampouco toma o nome do Senhor em vão, usando-o assim como instrumento de propagação de um evangelho espúrio e comercial.
7) Um ministério de música sério canta e toca pra glória de Deus e não para a glória de homens.
8) Um ministério de música sério se esmera em fazer o melhor. Nessa perspectiva, tocam com excelência, não para que sejam tratados como “artistas”, mas, sim para que o Senhor seja exaltado.
9) Um ministério de música sério luta para viver em santidade, buscando assim agradar àquele que os arregimentou.
10) Um ministério de música sério entende que o seu serviço é fruto da graça, e que ainda que sejam usados por Deus, não possuem o direito de tomar para si a glória que pertence exclusivamente a Ele.



* 7 razões por que a música gospel não tem conseguido contribuir para a edificação da igreja brasileira. 





Livros


 Lutero e a Música - Paradigmas de Louvor
 Este livro oferece um estudo inédito sobre a importância da música na vida e no pensamento teológico de Lutero. Destacam-se os paradigmas de louvor que aparecem em suas reflexões e seus escritos: música como criação e dádiva de Deus, música como proclamação e louvor, música como canto litúrgico, música como a canção do sacerdócio geral, música como um sinal de continuidade com a igreja una. As ideias de Lutero não representam tão somente uma questão de interesse histórico, mas revelam concepções que podem auxiliar na reflexão acerca da maneira como nós hoje vemos e usamos a música da igreja.

 Editora Sinodal
                          Carl F. Schalk                         
 Lutero levava muito a sério a música.

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Você deseja honrar o corpo de Cristo? Não o ignore quando ele está nu. Não o homenageie no templo vestido com seda quando o negligencia do lado de fora, onde ele está malvestido e passando frio. Ele que disse "Este é o meu corpo" é o mesmo que diz "Tu me vistes faminto e não me destes comida" e «quantas vezes o fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes» (Mateus 25:40)... Que importa se a mesa eucarística está lotada de cálices de ouro quando seu irmão está morrendo de fome? Comeces satisfazendo a fome dele e, depois, com o que sobrar, poderás adornar também o altar.

João Crisóstomo, Comentário sobre Mateus

♛ Uma das características mais recorrentes das homilias de João Crisóstomo (347-407) é sua ênfase no cuidado com os necessitados. Ecoando temas do Evangelho de Mateus, ele exorta os ricos a abandonarem o materialismo para ajudar os pobres, empregando todas as suas habilidades retóricas para envergonhar os ricos e obrigá-los a abandonar o consumismo mais conspícuo:


“Honras de tal forma teus excrementos a ponto de recebê-los em vasilhas de prata quando outro homem criado à imagem de Deus está morrendo de frio?”


— João Crisóstomo