"AO CONTRÁRIO DE MUITOS, NÃO NEGOCIAMOS A PALAVRA DE DEUS VISANDO A ALGUM LUCRO; ANTES, EM CRISTO FALAMOS DIANTE DE DEUS COM SINCERIDADE, COMO HOMENS ENVIADOS POR DEUS". 2 Coríntios 2. 17



terça-feira, 16 de julho de 2013

* Eclesiologia / Artigos

9 MARCAS DE UMA IGREJA SAUDÁVEL





DAVID WILKERSON EXORTA A IGREJA







O Programa "Academia em Debate" da Universidade Presbiteriana Mackenzie Discutiu Sobre a Corrupção nas Igrejas, Falando do Mau Uso do Dinheiro Vindo dos Fiéis e da Questão de Isenção Fiscal às Denominações.




Artigos e mensagens do Pr. Paulo Romeiro




CRISTIANISMO EM CRISE










FUNDAMENTOS BÍBLICOS DE UM AUTÊNTICO AVIVAMENTO










Por que a igreja existe?

Referência: Jó 4.24 – Ef 4.11-16 – Mt 28.18-20

INTRODUÇÃO

Por que a igreja existe? Por que nos reunimos aqui domingo após domingo? Por que você está aqui e não assistindo fantástico? Por que lê sua Bíblia e é chamado de crente?
A igreja é importante? Qual é sua missão? Qual é seu propósito?
Precisamos saber quem somos para sabermos o que fazer?


I. EM RELAÇÃO A DEUS A IGREJA EXISTE PARA ADORAR


1. Adoração é a maior missão da igreja


A igreja é uma comunidade adoradora. A maior missão da igreja não é fazer missões, mas adorar a Deus. Deus e não o homem é o centro de todas as coisas. Missões existem para salvar um povo que adora.


2. Adoração é centrada em Deus


Apocalipse descreve a igreja adorando aquele que está assentado no trono: ele é soberano, santo e tem as rédeas da história nas mãos.


Apocalipse descreve a igreja adorando o Cordeiro que foi morto. Ele é o leão da tribo de Judá. Ele venceu para abrir o livro e seus sete selos.


3. Adoração tem a ver com conteúdo e não com forma


Não temos uma forma litúrgica na Bíblia. Temos, sim, o povo de Deus adorando a Deus com sinceridade, verdade, alegria.


O culto não é um show nem um funeral. O culto não é uma apresentação para ser visto pelos homens (fariseu no templo orando).


1. Jesus diz para a mulher samaritana que o que adoração não é:


a)Não é adoração centrada em lugares sagrados (Jo 4:20) – Não é neste monte nem naquele. Não existe lugar mais sagrado que outro. Não é o lugar que autentica a adoração, mas a atitude do adorador.


b)Não é adoração sem entendimento (Jo 4:22) – Os samaritanos adoravam o que não conheciam. Havia uma liturgia desprovida de entendimento. Havia um ritual vazio de compreensão.


c)Não é adoração descentralizada da pessoa de Cristo (Jo 4:25-26) – Os samaritanos adoravam, mas não conheciam o Messias. Cristo não era o centro do seu culto. Nossa adoração será vazia se Cristo não for o seu centro. O culto não é para agradar os homens. A música não é para entreter. A verdadeira música vem do céu e é endereçada ao céu (Sl 40:3).


2. Jesus diz para a mulher samaritana o que a adoração é:


a)A adoração precisa ser bíblica (Jo 4:24) – O nosso culto é bíblico ou é anátema. Deus não se impressiona com pompa, ele busca a verdade no íntimo.


b)A adoração precisa ser sincera (Jo 4:24) – Ela precisa ser em espírito, ou seja, de todo o coração. Precisa ter fervor. Não é um culto frio, árido, seco, chocho e sem vida.


Princípio bíblicos para o adorador:


1. O adorador precisa entender que a sua vida é a vida da sua adoração


Não está procurando adoração, mas adoradores que o adorem em espírito e em verdade.


A prática da adoração está enraizada na vida do adorador.


A prática da adoração jamais poder ser divorciada da pessoa do adorador.


Exemplo: Caim – Deus rejeitou a vida de Caim antes de rejeitar a oferta e o culto da Caim. Se a nossa vida não estiver certa com Deus, o nosso culto será uma ofensa a Deus.


Isaías 1:14 – “As vossas festas de lua nova e as vossas solenidades, a minha alma as aborrece; já me são pesadas; estou cansado de as sofrer”.

E.M.Bounds disse: “Nós estamos procurando melhores métodos, enquanto Deus está procurando melhores homens. Deus não unge métodos, Deus unge homens”.
Não é a grandes talentos que Deus usa, mas a homens piedosos – Vocês são as suas próprias ferramentas. Mantenham-nas afiadas. Mantenham sempre vestes alvas e tenham sempre óleo fresco sobre a cabeça.

2. O adorador precisa entender que a adoração não é uma questão de performance diante dos homens, mas de sinceridade diante de Deus.


O profeta Isaías levantou a sua voz em nome de Deus e disse: “Este povo me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim.”


Davi compreendeu que Deus procura a verdade no íntimo.


Exemplos: 1) Hofni e Finéias – Trouxeram a Arca da Aliança para o acampamento, símbolo da presença de Deus e mesmo assim, o povo foi derrotado. 2) Amós 5:21-24 – Deus disse: “Aborreço, desprezo as vossas festas e com as vossas assembleias solenes não tenho nenhum prazer. E, ainda que me ofereçais holocaustos e vossas ofertas de manjares, não me agradarei deles, nem atentarei para as ofertas pacíficas de vossos animais cevados. Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos, porque não ouvirei as melodias das tuas liras. Antes, corra o juízo como as águas; e a justiça, como ribeiro perene”.


3. O adorador precisa entender que um culto ainda que ortodoxo divorciado da vida cotidiana não agrada a Deus


Culto sem conexão com a vida diária é entretenimento espiritual.


O apóstolo Paulo diz que o culto racional não é apenas um tempo de louvor e de ministramos que temos na igreja, mas a oferta do nosso corpo a Deus na dinâmica da vida (Rm 12:1).


O profeta Jeremias denunciou o perigo de uma reforma externa sem uma transformação interna e a falsa confiança no templo, no culto, na liturgia. Jeremias 7:1-15


4. O adorador precisa entender que se Deus não for honrado no culto, ele é tempo perdido


O profeta Malaquias fala dos sacerdotes que não honravam a Deus. Eles desprezavam o culto.

Eles não ofereciam o seu melhor. Eles faziam a obra do Senhor relaxadamente.

Deus aconselhou no caso a apagarem o fogo do altar e a fechar a porta da igreja. Estavam perdendo tempo.


A quem estamos honrando quando cultuamos: a nós mesmos ou a Deus? Tocamos e cantamos porque gostamos, ou o fazemos para glorificar aquele que é digno? O fariseu gostava de cantar QUANDO GRANDE ÉS TU diante do espelho.


Ilustração: Magready, o ator inglês e o pregador.
O ministro de música de ONURI.


II. UMA RELAÇÃO A SI MESMA, A IGREJA EXISTE PARA TREINAR OS CRENTES – Ef 4.12-16.

Lutero proclamou o sacerdócio de todos os crentes, mas 500 anos depois a estrutura das igrejas negam isso. Precisamos de uma nova reforma para devolver aos leigos a sua função de ministros da reconciliação. O leigo é o melhor e maior potencial da igreja.

O crescimento espantoso da igreja na Coréia se deve ao treinamento dos leigos para testemunharem.


A igreja de Deus não é apenas uma multidão, mas um corpo bem coordenado, onde cada um exerce sua função e cresce em maturidade.


A igreja existe para nutrir e treinar os crentes. Este é o ponto central da doutrina de Calvino sobre a igreja. Por isso ficar fora da comunhão da igreja é como entregar uma pessoa a Satanás. A comunhão da igreja nos protege.


Deus deu pastores à igreja como mestres (Ef 4.11), a Bíblia como o conteúdo do ensino (2Tm 3.16,17), e um modelo excelente como método de ensino (Cl 1.28,29).


Há, porém, alguns exemplos distorcidos do que é a igreja:


1. A igreja creche – É a igreja onde os crentes são bebês, crianças espirituais que não demonstram maturidade. Uma criança é instável. Uma igreja é centrada em si mesma. Uma igreja tem uma compreensão limitada. Uma igreja depende dos outros para cuidar de si mesma.


2. A igreja Apae – Esta é a igreja aonde os crentes com dez anos ainda tomam mamadeira. O crescimento é retardado.


3. A igreja desnutrida – Uma igreja que come apenas uma vez por semana fica desnutrida.


4. A igreja flácida – Uma igreja que come e dorme; come e não faz exercício torna-se flácida espiritualmente. Não tem músculos. Não tem resistência espiritual. Maturidade não é conhecimento. Maturidade é vida, é caráter transformado à imagem de Cristo.


5. A igreja colônia de férias – O lugar onde gostamos de ir quando não temos uma coisa mais importante para fazer.


6.A igreja platéia – Um lugar aonde vamos para assistir o que acontece. Somos apenas platéia. Assentamo-nos, assistimos e vamos embora sem nenhum envolvimento.


7. A igreja clube – Um lugar onde pagamos nossa cota, para que tenhamos um ambiente limpo, gostoso e confortável. Lugar onde gostamos de ir com a família ter um tempo agradável e edificante. A igreja não é uma praça de entretenimento espiritual.


8. A igreja não é um prédio onde nos reunimos – Depois que o véu do templo se rasgou de alto a baixo, sempre que o novo testamento se refere ao templo de Deus está falando do nosso corpo. Agora somos nós e não um prédio que é cheio do Espírito Santo.


O que é a igreja?


1. A igreja é um corpo – que tem muitos membros. Cada membro exerce o seu trabalho, sua função. Mesmo os membros que não aparecem, têm uma função fundamental para a saúde do corpo. Três coisas são importantes aqui:


a)Unidade – Os membros são diversos, mas há um só corpo. Estamos todos ligados à mesma cabeça.


b)Diversidade – Nós somos diferentes uns dos outros, mas pertencemos ao mesmo corpo.


c)Mutualidade – Há dois perigos: complexo de superioridade e complexo de inferioridade.


2. A igreja um corpo de leigos treinados para servir uns aos outros – Efésios 4.11-18


Hoje a igreja tem pastores que são vocacionados e treinados para fazer o trabalho. Mas o papel dos líderes é treinar os santos para o desempenho do ministério. Somos todos sacerdotes reais. Precisamos de uma nova reforma, onde todos os crentes possam ser treinados para o serviço.


Jesus investiu a maior parte do seu tempo treinando os doze discípulos – A igreja não é uma massa de pessoas; ela é a comunidade dos discípulos, ou seja, de pessoas treinadas para servir uns aos outros.


Discipulado não é conhecimento, é vida, é caráter – Estaremos enganados se pensarmos que esse treinamento é apenas transmissão de conhecimento. Poderemos ter muitos estudos bíblicos e conhecermos profundamente a teologia e não sermos treinados para o serviço. Maturidade é vida. Quando Jesus mandou fazer discípulos disse que devemos ensinar a guardar.


Crescimento numérico sem vida não é crescimento saudável da igreja – A expansão contínua das igrejas sem ensino profundo enfraquecerá as igrejas no futuro. Precisamos evitar dois extremos: numerolatria e numerofobia.


III. EM RELAÇÃO AO MUNDO A IGREJA EXISTE PARA TESTEMUNHAR – At 1.8; Mt 28.18-20.


1. A maioria dos crentes não sabe o que é testemunhar

Apenas 5% dos crentes já levaram uma pessoa a Cristo.


Atos 1.8 – Quando os crentes são revestidos com o Espírito Santo, eles recebem poder para testemunhar. Não apenas os apóstolos testemunhos, mas todos os crentes.


Atos 8.1-4 os crentes foram pregando a Palavra. Os crentes é que estão envolvidos com os descrentes todos os dias e são eles que devem testemunhar.


a)A igreja como sal – Influência invisível.


b)A igreja como luz – Influência visível.


c)A igreja como perfume – Influência notada.


2. A evangelização é resultado da apostolicidade da igreja toda


O trabalho de testemunhar não ficou limitado aos apóstolos. A igreja toda é herdeira dos apóstolos no sentido de dar continuidade à missão apostólica, ou seja, pregar o evangelho até os confins da terra. Estevão e Filipe eram diáconos, mas tornaram-se pregadores ungidos. O povo todo ao ser disperso, ia pregando a Palavra.


Isaías 44.5 fala do compromisso de todo aquele que foi revestido com o poder do Espírito de falar e viver.


Philip Schaff, historiador da igreja afirmou: “Não havia sociedades missionárias, nem instituições missionárias, nenhum esforço organizado nos três primeiros séculos; e em menos de 300 anos a população toda do império romano, que representava o mundo civilizado, foi nominalmente cristianizada. Cada congregação foi uma sociedade missionária, e cada cristão um missionário inflamado pelo amor de Cristo para converter seu amigo. Cada cristão contou a seu próximo, o trabalhador ao seu companheiro de trabalho, o escravo a seu amigo escravo, o servo a seu mestre e mestra, a história da sua conversão, como um marinheiro conta a história do resgate de um naufrágio”.


a)Tarefa imperativa – É ordem. A história do Sr. João que evangelizou duas tribos da Amazônia.


b)Tarefa intransferível – O anjo pergunta a Jesus. Alexandre Duff, missionário presbiteriano escocês na Índia.


c)Tarefa impostergável – O índio pergunta: Por que você não veio antes?


3. Fazer discípulos é a essência da grande comissão – Mt 28.19


a)O discipulado é dinâmico – Indo


b)O discipulado é prático – ensinando a guardar


c)O discipulado é integrador – batizando.


4. O lar deve ser o centro nevrálgico do testemunho do evangelho


A igreja primitiva não tinha templos.


Ela crescia através de suas reuniões nos lares. O lar dos crentes eram congregações, onde o evangelho era vivido e testemunhado com poder.


Paulo testificava de casa em casa.


Todas as igrejas que crescem saudavelmente têm voltado sua atenção para o ministério leigo e para o testemunho e nutrição dos crentes em grupos pequenos.


Exemplo: A Igreja Presbiteriana Sarang iniciou em 1978 com John Oaks e tem hoje 30.000 membros.


CONCLUSÃO


Para que a sua igreja existe?


Para que você existe?


Adoração, treinamento e testemunho não podem viver separadamente.


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O poder do espírito santo na vida da igreja

Referência: Atos 1.1-14 e 2.1-47

INTRODUÇÃO

1. Visitei várias igrejas nos Estados Unidos, Canadá e Europa que são chamadas “igrejas mortas”. Estão mortas porque deixaram a fonte da vida. Sem o Espírito Santo a igreja morre. Sem o Espírito não há vida na igreja.

2. É possível a igreja hoje ser revestida com o poder do Espírito Santo? É possível sermos revigorados pelo poder do alto? É possível sermos tomados de uma profunda convicção de pecado e uma intensa sede de Deus?

3. Ao longo da história, várias vezes, Deus visitou o seu povo: a igreja primitiva, Valdenses, Reforma, Morávios, Puritanos, Missões, Avivamentos.

4. Vamos observar algumas verdades importantes do texto em apreço: A igreja estava com as portas fechadas, com medo dos judeus. Jesus estava ausente. Os discípulos estavam em crise. Hoje estamos também assim: cheios de tensões, fechados, com medo, acovardados. Precisamos, também, de experimentar o derramamento do Espírito Santo.

I. A PROMESSA DO ESPÍRITO SANTO – V. 4-8

1. O derramamento do Espírito é uma promessa do Pai – 1:4

• O profeta Joel já havia profetizado: “E acontecerá depois que derramarei do meu Espírito sobre toda carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jovens terão visões; até sobre os servos e sobre as servas derramarei o meu Espírito naqueles dias” (Jl 2:28,29).

• O derramamento do Espírito quebra a barreira do preconceito sexual, etário e social.

• Jesus disse que enviaria o outro Parácleto, o Espírito Santo, para estar para sempre conosco. Jesus reafirma a promessa, quando Deus derramaria água sobre o sedento e torrentes sobre a terra seca.

2. O derramamento do Espírito é resultado de uma espera obediente – 1:4

• os discípulos deveriam permanecer na cidade até que fossem revestidos de poder (Lc 24:49). Talvez o último lugar que gostariam de ficar fosse Jerusalém, o palco de queda e fracasso na vida deles. Mas o cenário do fracasso deve ser o lugar da restauração.

• É mais fácil sair do que ficar. É mais fácil ser um ativista do que depender de Deus. É mais fácil confiar em nossa força do que no poder do Espírito Santo. Mas a ordem é capacitação do alto antes de ação na terra. Ilustração: A igreja do Evangelho Pleno em Seul – O pastor gasta 70% do seu tempo orando e meditando na Palavra.

3. O derramamento do Espírito é resultado da expectativa de uma vida de poder – 1:5,8; Lc 24:49

• O batismo com o Espírito Santo deu-se no Pentecoste, quando o Espírito veio para estar para sempre com a igreja. Agora, todos nós que cremos, somos batizados pelo Espírito Santo, no corpo de Cristo. Com o batismo do Espírito, veio também o revestimento de poder.

• Devemos igualmente esperar uma vida de poder. O evangelho é o poder de Deus. O Reino de Deus consiste não de palavras, mas de poder. Foi essa sede de poder do alto que levou os homens santos de Deus a clamar. Ilustração: A reunião de oração do clube santo, na rua Aldersgate Street no dia 1/1/1738.

• O evangelista Moody foi abordado por duas mulheres da igreja Metodista Livre. Estamos orando por você, disseram elas. Moody começa também a orar. Logo veio sua gloriosa experiência em Nova York. Ele disse que não trocaria esse enchimento do Espírito ainda que lhe dessem em troca o mundo inteiro.

• Mas poder para que?a) Poder para sacudir o jugo do medob) Poder para tirar os olhos da especulação para a ação (At 1:6-8)c) Poder para morrer (At 1:8)d) Poder para perdoar (At 1:8)e) Poder para ir além fronteiras (At 1:8)f) Poder para para pregar (At 1:8).

II. A BUSCA DO ESPÍRITO SANTO – 1:14

1. Havia unanimidade em oração – “Todos”

• Quando Jesus fez a promessa do derramamento do Espírito, a igreja não duvidou. Não colocou em segundo plano. Não deixou para depois. Todos os 120 discípulos buscaram um lugar de oração. Eles tinham uma só alma. Um só propósito: buscar o poder do alto.

2. Havia perseverança na oração – “perseveravam”

• Hoje, temos ânimo para começar uma reunião de oração, mas não temos fibra para continuar. É fácil ter entusiasmo quando as circunstâncias são favoráveis. Mas Deus busca em nós persistência.

• C. H. Spurgeon ao pregar sobre Atos 1:14 disse: “Como esperar o Pentecoste se nem ainda fomos despertados para orar? Primeiro, vem a igreja toda, unânime, perseverando em oração, só depois vem o Pentecoste”.

• Estudem as Escrituras. Estudem a história da igreja e vejam se há um só exemplo de despertamento espiritual sem ser precedido por oração!

• Elias orou 7 vezes. A chuva desceu porque Elias subiu. Ele não desistiu, enquanto não viu o sinal da chuva torrencial de Deus descendo sobre a terra seca. Precisamos ser despertados para oração.

• Os discípulos oravam 10 dias. Poderiam ter orado um mês, um ano. Eles deveriam ficar em Jerusalém até que…

3. Havia concordância na oração – “Todos, perseveravam, unânimes em oração”

• Havia um só coração, uma só alma, um só clamor, uma só direção. A igreja estava unida pela mesma causa. Havia concordância entre os discípulos.

• Hoje há ajuntamento, mas pouca comunhão; há orações, mas pouca concordância; muita coreografia, mas pouco quebrantamento; muito movimento, mas pouca adoração; muita agitação, mas pouco louvor; muita verborragia, mas pouca unção.

• Ilustração: A restauração da Romênia em 1989 quando a igreja se uniu em oração.

• Jesus disse que dois na terra concordarem sobre qualquer coisa, isso lhes será concedido.

III. O DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO SANTO – 2:1-12

1. O derramamento do Espírito Santo foi um fenômeno celestial – 2:1-4

• O Pentecoste não foi algo produzido, ensaiado, fabricado. Algo do céu verdadeiramente aconteceu. Foi incontestável, irresistível. Foi soberano, ninguém pôde produzi-lo. Foi eficaz, ninguém pôde desfazer os seus resultados. Foi definitivo: ele veio para ficar para sempre com a igreja.

a) O derramamento do Espírito veio como um SOM – Não foi barulho, algazarra, falta de ordem, histeria, mas um som do céu. O Pentecoste foi audível, verificável, público, reverberando sua influência na sociedade. Esse impacto atraiu grande multidão para ouvir a Palavra.

b) O derramamento do Espírito veio como um VENTO – O vento é símbolo do Espírito Santo. O vento é livre – ele sopra onde quer. O vento é soberano – ele sopra irresistivelmente. O vento é misterioso – ninguém sabe donde vem nem para onde vai.

c) O derramamento do Espírito veio em línguas como de FOGO – O fogo também é símbolo do Espírito Santo. O fogo ilumina, purifica, aquece e alastra.

d) O derramamento do Espírito produziu o fenômeno das línguas – Pentecoste foi o oposto de Babel. Lá as línguas eram ininteligíveis. Aqui, não há necessidade de interpretação. Lá eles enalteciam seus próprias nomes. Aqui eles falam as grandezas de Deus.

2. O derramamento do Espírito nos prova que os milagres abrem portas para o evangelho, mas não é o próprio evangelho – v. 7, 12,13

• Três foram as reações ao milagre do derramamento do Espírito Santo:

a) Ceticismo – v. 12
b) Preconceito – v. 7
c) Zombaria – v. 13

• O milagre em si não pode transformar a multidão, mas atraiu essa mesma multidão para ouvir a Palavra de Deus. Quando Pedro começou a pregar, o coração do povo começou a derreter.

• Naquele dia o apelo não partiu do pregador, mas do auditório.

3. O derramamento do Espírito traz uma experiência pessoal de enchimento do Espírito Santo – 2:4

• Aqueles discípulos já eram salvos. Por três vezes Jesus havia deixado isso claro (Jo 13:10; 15:3; 17:12). Paulo declarou: “Se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele” (Rm 8:9). Jesus disse que quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino (Jo 3:5). Jesus já havia soprado sobre eles o Espírito Santo (Jo 20:22).

• Mas a despeito de serem regenerados pelos Espírito e de receberem o selo do Espírito, eles ainda não estavam cheios do Espírito. Uma coisa é ter o Espírito, outra é ser cheio do Espírito. Uma coisa é ter o Espírito presente, outra é ter o Espírito presidente. Você que tem o Espírito, está cheio do Espírito? Ilustração: O missionário presbiteriano John Hyde.

• A experiência da plenitude é pessoal (At 2:3-4). Logo que eles ficaram cheios do Espírito começaram a falar as grandezas de Deus (v. 11). Sempre que alguém estava cheio do Espírito começava a pregar (Atos 1:8; 2:4,11,14,41; 4:8,29-31; 6:5,8-10; 9:17-22; 1 Ts 1:5; 1 Co 2:4).

• A plenitude do Espírito nos dá poder para pregar com autoridade. Ilustração: Davi Hume e George Whitefield; Magready e o pastor.

IV. A PREGAÇÃO NO PODER DO ESPÍRITO SANTO – 2:14-41

1. Uma pregação Cristocêntrica na sua essência

a) A morte de Cristo (v. 23) – A cruz não foi um acidente, mas parte do plano eterno de Deus. A cruz não foi uma derrota para Jesus, mas a sua exaltação. Foi na cruz que Jesus conquistou para nós redenção e desbaratou com o inferno. Cristo não foi para a cruz porque Judas o traiu, os judeus o entregaram, Pilatos o sentenciou e os soldados o pregaram. Eles foi à cruz pelo plano do Pai. Ele foi por amor.

b) A ressurreição de Cristo (v. 24,32) – Não adoramos um Cristo morto, mas o Jesus vitorioso sobre o pecado, a morte e o diabo.

c) A exaltação de Cristo (v. 33) – Jesus voltou ao céu triunfantemente e assentou-se no trono. Ele reina. Ele vai voltar.

d) O senhorio de Cristo (v. 36) – Jesus é o Senhor e diante dele deve se dobrar todo joelho. O ministério do Espírito Santo é o ministério de HOLOFOTE – exaltar Jesus.

2. Uma pregação eficaz quanto ao seu propósito – 2:37

• A pregação de Pedro explodiu como dinamite no coração da multidão. Foi um sermão atingidor. Pedro não pregou para agradar nem para entreter. Ele foi direto ao ponto. Pôs o dedo na ferida. Não pregou diante do auditório, mas ao auditório. No verso 23 Pedro diz: “Vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos”.

• A pregação precisa ser direta, confrontadora. Ela precisa gerar a agonia do arrependimento.

3. Uma pregação clara em suas exigências v. 2:38

• Antes de falar de perdão, Pedro falou de culpa. Antes de falar de redenção, falou de pecado. Antes de falar de salvação, mostrou que eles estavam perdidos.

• Não há salvação sem arrependimento. Ninguém entra no céu sem antes saber que é um pecador. Pedro se dirigiu a um grupo extremamente religioso, mas que precisava se arrepender para ser salvo.

• Hoje, a pregação do arrependimento está desaparecendo dos púlpitos. Precisamos nos arrepender da nossa falta de arrependimento.

4. Uma pregação específica quanto à promessa – v. 38

• Duas promessas são feitas ao arrependido: uma ligada ao passado e outra ao futuro: remissão de pecados e dom do Espírito Santo. Depois que somos salvos, então podemos ser cheios do Espírito. Primeiro o povo se volta para Deus de todo o coração, com choro, jejuns, rasgando o coração; depois o Espírito é derramado.

5. Uma pregação vitoriosa quanto aos resultados – v. 41

• Quando há poder na pregação, vidas são salvas. A pregação de Pedro não apenas produziu conversões abundantes, mas também frutos permanentes.

• Eles não somente nasceram, mas também cresceram na graça de Jesus (At 2:42-47). Ao serem convertidas, elas foram batizadas. Integraram-se na igreja e perseveraram. Criaram raízes. Amadureceram. Fizeram outros discípulos e a igreja tornou-se irresistível.

V. A VIDA CHEIA DO ESPÍRITO SANTO – 2:42-47

1. Uma igreja cheia do Espírito Santo tem compromisso com a Palavra de Deus – v. 42

• Eles tinham prazer de estudar a Palavra. Eles tornaram-se crentes firmes nas Escrituras. Eles perseveravam na doutrina dos apóstolos.

2. Uma igreja cheia do Espírito tem prazer na vida de oração – v. 42

• Uma igreja cheia do Espírito ora com fervor e constância. É impossível ser uma pessoa cheia do Espírito e não ter vida de oração.

3. Uma igreja cheia do Espírito tem profunda comunhão – v. 42,44,45,46

• Uma igreja cheia do Espírito é um lugar onde os irmãos se amam profundamente. Eles gostavam de estar juntos (v. 44). Eles partilhavam seus bens (v. 45). Eles gostavam de estar na igreja (v. 46) e também nos lares (v. 46b). Havia um só coração e uma só alma.

4. Uma igreja cheia do Espírito que adora a Deus com entusiasmo – v. 47

• Uma igreja cheia do Espírito canta com fervor. Ela louva a Deus com entusiasmo. Ela louva a Deus de todo o coração e bane do seu meio toda murmuração.

5. Uma igreja cheia do Espírito teme a Deus e experimenta os seus milagres – v. 43

• Uma igreja cheia do Espírito é formada por um povo cheio de reverência. Ela tem compreensão da santidade de Deus. Ela se curva diante da majestade de Deus. Ela tem a agenda aberta para as soberanas intervenções de Deus. Ela crê nos milagres de Deus.

6. Uma igreja cheia do Espírito é uma igreja que tem a simpatia dos homens e a bênção do crescimento numérico por parte de Deus – v. 47

• Essa igreja é simpática, amável. Ela é sal e luz. Ela é perfume de Cristo. Ela é carta de Cristo. Ela é boca de Deus e monumento da graça de Deus no mundo.

• Essa igreja tem qualidade e também quantidade. Ela cresce para o alto e também para os lados. Ela tem vida e também números.

CONCLUSÃO

1. Você é um crente cheio do Espírito Santo? Você é um crente de oração? Você tem falado das grandezas de Deus? Você tem experimentado o poder de Deus? Você tem pregado a palavra de Deus?

2. Hoje, você pode transbordar. Jesus prometeu: “Quem crer em mim, como diz a Escritura, rios de água viva fluirão do seu interior”.

3. Você quer tomar posse hoje dessa vida superlativa?

Hernandes Dias Lopes





 UMA IGREJA COMPROMETIDA COM MISSÕES

Cristo morreu para comprar com seu sangue os que procedem de toda tribo, povo, língua e nação. Depois que ressuscitou dentre os mortos comissionou sua igreja a fazer discípulos de todas as nações. O campo é o mundo. A mensagem é o evangelho da graça.

Os mensageiros são todos aqueles que foram lavados no sangue do Cordeiro. Os recursos para fazer esta obra são aqueles que estão em nossas mãos. Todos os recursos de Deus para o avanço de sua obra estão em nossas mãos. Somos seus mordomos! Destacamos algumas verdades importantes sobre o papel desta igreja como agência do Reino de Deus na proclamação do evangelho nesta cidade, neste país e até aos confins da terra.


1. Fazer missões é uma obra que exige urgência -


O trabalho missionário não pode esperar. A seara é grande, os trabalhadores são poucos e o tempo urge. Não há esperança para os pecadores fora de Cristo. Não há salvação senão no evangelho da graça. Ninguém pode ser reconciliado com Deus por meio das obras, da religião ou dos sacrifícios. Somente Cristo é o caminho para Deus. Somente ele é a porta do céu. Só ele é o mediador entre Deus e os homens. Qualquer outra mensagem é inútil. Qualquer outro atalho somente conduzirá os homens à desilusão e à perdição eterna. A evangelização dos povos é uma tarefa impostergável. Deve ser a prioridade absoluta da nossa agenda. É tempo de sermos luz para as nações. É tempo de investirmos o melhor dos recursos que Deus nos tem dado na obra missionária.


2. Fazer missões é uma obra que exige envolvimento de todos -


O privilégio de fazer missões não é apenas para aqueles que têm o chamado de sair de sua cultura e ir além fronteiras. Todos nós podemos orar por missões. Todos nós devemos contribuir com missões. Todos nós precisamos fazer missões. Toda a igreja deve estar engajada nesse projeto de conseqüências eternas. A obra missionária não deve ser apenas um apêndice na agenda da igreja, mas uma frente de ação em que todos os crentes estejam envolvidos. A evangelização não é um programa, mas um estilo de vida. Fazemos missões na dinâmica da vida, em nosso lar, em nossa escola, em nosso trabalho e até mesmo em nosso lazer. Fazemos missões quando oramos pelos missionários e quando contribuímos para a sua manutenção no campo. Tanto os que descem ao poço como os que seguram as cordas estão igualmente comprometidos com esta tarefa de conseqüências eternas.


3. Fazer missões é uma obra que exige os melhores investimentos -


Não podemos cumprir a agenda estabelecida por Cristo de ir por todo o mundo e fazer discípulos de todas as nações sem fazer investimentos financeiros na obra. Somente uma igreja fiel na mordomia dos bens pode ser missionária. Somente uma igreja generosa no ofertar pode ser luz para as nações. O melhor e mais duradouro investimento que fazemos é na salvação de vidas. A Bíblia diz que quem ganha almas é sábio. O dinheiro que investimos em missões é uma semente que se multiplica e produz frutos para a vida eterna. Mas, não é suficiente apenas investimentos de recursos financeiros; precisamos também de investimento de vida. 


Deus chama uns para ir; outros para ficar. Uns devem estar numa ponta da corda, descendo aos lugares sombrios para resgatar as ovelhas errantes; outros devem estar na outra extremidade da corda para sustentar aqueles que descem com a provisão necessária. Missões não é trabalho de um missionário visionário e aventureiro que deixa sua terra, sua cultura e embrenha-se no meio de tribos e povos ignotos para levar-lhes a luz do evangelho. Missões é um trabalho planejado, onde a igreja toda se dispõe a fazer seus melhores investimentos para que mais pessoas sejam alcançadas e salvas pelo evangelho de Cristo. Esta igreja tem o privilégio de ser uma agência do Reino de Deus nesta cidade, neste Estado, neste País e, também, no mundo inteiro. Cumpramos nossa missão enquanto é tempo!


Rev. Hernandes D. Lopes






 Distorcendo a Missão da Igreja / John MacArthur Jr.

  Distorcendo a Missão da Igreja

Em nossos dias, o mundanismo raramente é mencionado e, menos ainda, identificado com aquilo que ele realmente é. A própria palavra começa a soar como algo antiquado. 


Mundanismo é o pecado de permitir que os apetites, as ambições ou a conduta de alguém sejam moldados de acordo com os valores do mundo. "Porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; mas aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente" (1 Jo 2.16,17).

Apesar disso, nos dias de hoje, presenciamos extraordinário espetáculo de programas de igreja elaborados explicitamente com o objetivo de satisfazer os desejos carnais, os apetites sensuais e o orgulho humano — "a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida". E, para satisfazerem esse apelo mundano, as atividades das igrejas vão além do que é meramente frívolo.

Durante vários anos, um colega meu vem formando o que ele chamou de "arquivo de horror" — recortes falando de igrejas que estão lançando mão de inovações, a fim de evitar que seus cultos de adoração se tornem monótonos. Nos últimos cinco anos, algumas das maiores igrejas dos Estados Unidos têm se utilizado de recursos mundanos, tais como comédia "pastelão", peças cômicas entremeadas de música, exibições de luta livre e até mesmo imitações de strip-tease, para tornar um pouco mais atrativas suas reuniões dominicais. Nem um tipo de grosseria, ao que tudo indica, é ultrajante o suficiente para não ser trazida para dentro do santuário. O entretenimento está rapidamente se tornando a liturgia da igreja pragmática.

Além do mais, muitos na igreja creem que essa é a única forma pela qual haveremos de alcançar o mundo. Por isso, dizem-nos que, se as multidões de pessoas que não frequentam as igrejas não querem ouvir pregações bíblicas, devemos dar-lhes aquilo que desejam. Centenas de igrejas têm seguido à risca essa teoria, chegando a pesquisar os incrédulos a fim de saber o que é preciso para que estes passem a frequentá-las.

Sutilmente, em vez de uma vida transformada, é a aceitação por parte do mundo e a quantidade de pessoas presentes aos cultos o que vem se tornando o alvo maior da igreja contemporânea. Pregar a Palavra e confrontar ousadamente o pecado são vistos como coisas antiquadas, meios ineficazes de se alcançar o mundo. Afinal de contas, não são essas coisas que afastam a maioria das pessoas? Por que não atraí-las para a igreja, oferecendo-lhes o que desejam, criando um ambiente confortável e amigável, nutrindo-lhes os desejos que constituem seus impulsos mais fortes? É como se, de alguma forma, conseguíssemos que elas aceitassem a Cristo, tornando-O, de algum modo, mais agradável ou tornando a mensagem dEle menos ofensiva.

Essa maneira de pensar distorce por completo a missão da igreja.

A Grande Comissão não é um manifesto de marketing. O evangelismo não requer vendedores, e, sim, profetas. É a Palavra de Deus, e não qualquer sedução mundana, que planta a semente que produz o novo nascimento (1 Pe 1.23). Nada ganharemos, senão o desprazer de Deus, se procurarmos remover o escândalo da cruz (G15.ll).

Fonte:
Josemar Bessa

Pérolas do Evangelho 




Contextualização e a Corrupção da Igreja / J. MacArthur


Contextualização e a Corrupção da Igreja

Deve ficar claro que os mercadejadores modernos da igreja não podem olhar para o apóstolo Paulo em busca de aprovação para suas metodologias ou reivindicar que ele foi o pai da filosofia que abraçaram. 

Embora tenha pregado aos pagãos mais vis do mundo romano, Paulo jamais adaptou a igreja ao gosto da sociedade secular; ele não pensaria em alterar quer a mensagem, quer a natureza da igreja. Cada igreja que ele fundou tinha sua própria personalidade e seus próprios problemas, mas os ensinamentos de Paulo, sua estratégia e, acima de tudo, sua mensagem permaneceram os mesmos por todo o seu ministério. Seu instrumento de ministério, como veremos no próximo capítulo, sempre foi a pregação — a proclamação direta da verdade bíblica.


Em contraste, a "contextualização" do evangelho em nossos dias infectou a igreja com o espírito desta época. Escancarou as portas da igreja para o mundanismo, para a superficialidade e, em alguns casos, para uma grotesca atmosfera de festividade. Agora é o mundo que dita a agenda da igreja.


Isto é claramente demonstrado em um livro escrito por James Davidson Hunter, um professor de sociologia da Universidade de Virgínia. Hunter pesquisou alunos nas faculdades e seminários evangélicos e concluiu que o cristianismo evangélico mudou radicalmente nas últimas três décadas. Ele constatou que os jovens evangélicos tornaram-se mais tolerantes para com atividades outrora vistas como mundanas ou imorais, incluindo o fumar, fazer uso de maconha, assistir filmes de violência e pornografia e sexo antes do casamento. Hunter escreveu:

  "Os limites simbólicos que anteriormente definiam a propriedade moral do protestantismo conservador perderam sua clareza. Muitas das distinções que separavam uma conduta cristã da "conduta mundana" foram desafiadas, se não completamente aniquiladas".
Até mesmo as expressões mundano e mundanismo, em uma geração, perderam muito de seu significado tradicional... O significado de mundanismo certamente perdeu sua relevância para as gerações vindouras de evangélicos.

  Aquilo que Hunter constatou entre os estudantes evangélicos é um reflexo do que aconteceu com toda a igreja evangélica. Muitos cristãos professos aparentam se importar mais com a opinião do mundo do que com a de Deus. As igrejas manifestam tanta preocupação em agradar os não-crentes, que muitas esqueceram que seu primeiro dever é agradar a Deus (2 Co 5.9). A igreja se contextualizou a tal ponto, que se deixou corromper pelo mundo.


Por Todos os Modos Salvar Alguns


O principal alvo de Paulo, em tornar-se escravo de todos, era que estes fossem salvos. Ele não tinha o objetivo de ganhar um concurso de popularidade. Não buscava tornar a si mesmo, ou o evangelho, mais simpático aos homens. Todo o seu propósito era evangelístico.. Charles H. Spurgeon, pregando acerca desta passagem, disse:

"Receio haver alguns que pregam com o propósito de divertir os homens. E, enquanto os ouvintes puderem ser reunidos em multidão, terem a coceira de seus ouvidos satisfeita e se retirarem contentes com o que ouviram, o pregador fica contente, cruza os braços e volta para casa satisfeito consigo mesmo. Mas o propósito de Paulo não era agradar o público e reunir uma multidão. Se não os pudesse salvar, Paulo achava sem valor o mero interesse deles. A menos que a verdade lhes afligisse o coração, influenciasse suas vidas e os tornasse novas criaturas, Paulo teria ido para casa clamando: "Quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor?"
Observem, meus irmãos, se eu, ou vocês, ou qualquer um de nós, ou todos nós tivermos passado a nossa vida toda divertindo, educando ou moralizando os homens, quando estivermos diante de Deus, naquele grande dia, estaremos em uma condição muito lamentável e teremos apenas um relatório muito triste a apresentar; pois de que valerá ao homem ser uma pessoa instruída no momento em que for condenado? De que lhe servirá ter sido entretido, se, ao soar a trombeta, ao tremer o céu e a terra e ao abrir-se o abismo com suas mandíbulas cheias de fogo, for engolida a sua alma não-salva? De que lhe servirá até mesmo o ter-se tornado um homem moralizado, se for deixado à esquerda do juiz e se o "Apartai-vos de mim, malditos," for a sua porção?

Essa é, precisamente, a minha preocupação com as estratégias contemporâneas de crescimento da igreja caracterizadas pelo pragmatismo. Elas são inventadas com o propósito de atrair os que não frequentam a igreja. Para quê? Para entretê-los? Para que frequentem regularmente as reuniões da igreja? Tornar em "igrejeiros" os que não frequentam a igreja nada realiza de valor eterno. 


 Com freqüência, entretanto, é nisso que resulta a estratégia. Ou, então, é mesclada a um evangelho adulterado que erroneamente assegura segurança errada aos pecadores, dizendo que uma "decisão" positiva por Cristo é tão boa quanto uma verdadeira conversão. Multidões que não são cristãos verdadeiros agora se identificam com a igreja. A igreja, portanto, tem sido invadida pelos valores do mundo, pelos interesses do mundo e pelos cidadãos do mundo.


Por todos os meios, devemos buscar a salvação dos perdidos. Precisamos ser servos de todos, condescendentes a cada tipo de pessoa. Para os judeus, devemos nos tornar judeus; para os gentios, devemos nos fazer gentios; para as crianças, precisamos nos portar como crianças; e assim para cada parte da humanidade. Mas não ousemos menosprezar o principal instrumento de evangelismo: a proclamação direta e cristocêntrica da genuína Palavra de Deus. Aqueles que trocam a Palavra por entretenimento ou artifícios descobrirão que não possuem um meio eficaz de alcançar as pessoas com a verdade de Cristo.


Josemar Bessa 





A IGREJA, MÃE DE TODOS OS CRENTES








A IGREJA DE ÉFESO


Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 2º Trimestre de 2012 - Lição 3 | 


Sendo uma Igreja poderosamente
usada nas mãos de Deus, por ter se
deixado dominar pelo esfriamento
do primeiro amor, tornou-se uma
grande ruína espiritual
Texto Áureo
    Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres (Ap 2:5).

Verdade Prática
    Se não voltarmos urgentemente ao primeiro amor, jamais viveremos o refrigério de um grande e poderoso avivamento.

Leitura Bíblica em Classe
    Apocalipse 2:1-7 - Escreve ao anjo da igreja[1] que está em Éfeso: Isto diz aquele que tem na sua destra as sete estrelas, que anda no meio dos sete castiçais de ouro: Conheço as tuas
obras,e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos, e o não são, e tu os achaste mentirosos. E sofreste, e tens paciência; e trabalhaste pelo meu nome, e não te cansaste. Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres. Tens, porém, isto: que odeias as obras dos nicolaítas[2], as quais eu também odeio. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus.

Como os caminhos de Éfeso eram
tortuosos perante o Senhor, Ele
"removeu o castiçal" não somente
da igreja, mas também da cidade;
pois só o que sobrou dos suntuosos
templos pagãos e de outras grandes
construções foram os escombros que
bem representam o que sobra
daqueles que não andam retamente
no caminho de Deus
Introdução
  •       A igreja de Éfeso[3] foi a mais dinâmica, obreira e ortodoxa[4] entre as sete igrejas da Ásia.
  •       O seu pastor era tão bem preparado teologicamente que tinha capacidade para confrontar até mesmo os falsos apóstolos.
  •       Uma de suas principais características era a sua autoridade apologética[5].
  •       Seus membros tinham ainda qualidades como, por exemplo: bom testemunho diante da sociedade e eram dedicados obreiros à serviço do Senhor.
  •       Éfeso foi elogiada pelo Senhor Jesus por seu incansável trabalho na obra de Deus.
  •       Porém, havia um grande problema: ela havia se esquecido do seu primeiro amor.
  •       Deixar esfriar o amor espiritual é algo que agrada tão profundamente a Deus que Ele chega ameaçar “remover o seu castiçal”, ou seja: retirar aquilo que lhe tinha dado [Ap 2:4,5 - Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres.].

Como o convincente apóstolo Paulo
pregava persistentemente contra a
idolatria, os artífices de Éfeso que
ganhavam dinheiro confeccionando
imagens, tentaram impedir o avanço
do Evangelho temendo pela perda de
seus lucros; mas, como de nada
adianta se levantar contra a Obra de
Deus, o seu pior temor se cumpriu: o
próprio templo da "grande" deusa
Diana foi estimado em nada, vindo a
ser destruída a majestade daquela
que toda a Ásia e o mundo
veneravam, conforme está escrito
em Atos 19:27
I - Éfeso, uma igreja singular[6]
1. Paulo em Éfeso
  •       De acordo com o relato de Atos 18:19, o Evangelho chegou na cidade de Éfeso através do apóstolo Paulo durante sua segunda viagem missionária.
  •       O capítulo 19 de Atos mostra o que Deus fez naquele lugar durante a terceira viagem missionária do apóstolo: batismo com o Espírito Santo, curas, conversões, ensinamento da Palavra, expulsão de demônios e libertação.
  •       A característica ortodoxa e teológica que fortemente marcou a igreja de Éfeso pode ser explicada na sua origem, pois esta era a característica de Paulo como vemos em Atos 19:8,9.
  •       Paulo tinha uma excelente oratória[7], uma grande capacidade persuasiva[8] e, o mais importante de tudo, o poder do Espírito Santo de Deus em sua vida, e essas exemplares qualidades se refletiram na formação do caráter da igreja de Éfeso [At 19:8-11 - E, entrando na sinagoga[9], falou ousadamente por espaço de três meses, disputando e persuadindo-os acerca do reino de Deus. Mas, como alguns deles se endurecessem e não obedecessem, falando mal do Caminho[10] perante a multidão, retirou-se deles, e separou os discípulos, disputando todos os dias na escola de um certo Tirano[11]. 10 E durou isto por espaço de dois anos; de tal maneira que todos os que habitavam na Ásia ouviram a palavra do Senhor Jesus, assim judeus como gregos. 11 E Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias.].
A base para o desempenho do 
ministério de Paulo, assim como 
dos demais apóstolos, está no 
conhecimento das Escrituras; não 
há como ser bem sucedido na 
Obra se não houver sentido 
naquilo que se está falando ou 
fazendo


2. A solidez doutrinária de Éfeso
  •       Sendo pastoreados pelo teólogo apóstolo Paulo durante três anos, os crentes efésios tiveram o grande privilégio de ter um extraordinário conhecimento das Escrituras Sagradas.
  •       Paulo não se baseava em teorias, mas vivia aquilo que ensinava, e isso transmitia grande confiança à igreja sobre a autenticidade de seu ministério.
  •       Tendo esse nível de instrução, os obreiros e os membros dessa igreja foram dotados não somente de conhecimento, mas também de grande autoridade espiritual.
  •       Seus obreiros foram tão bem instruídos que não toleravam heresias da parte dos que se diziam apóstolos [Ap 2:2 - Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos, e o não são, e tu os achaste mentirosos.].
João, um dos incansáveis obreiros
da igreja efésia, mesmo sofrendo
numa prisão longe de sua casa,
continuou trabalhando para o
Senhor e enviou as cartas às
igrejas, mesmo sabendo do risco
que corria, caso as autoridades
romanas descobrissem sua
"rebeldia"
3. Uma igreja de ministros excelentes
  •       A igreja de Éfeso foi também pastoreada por Timóteo[12] e Tíquico[13]; dois grandes homens de Deus discipulados por Paulo.
  •       Dados históricos revelam que, por um período, ela também teve entre seus obreiros, o apóstolo João, o qual, logo após ser liberto da prisão na ilha de Patmos, retornou para a cidade de Éfeso.
  •       Essa era uma igreja altamente privilegiada que teve, talvez, apenas menos privilégio do que a igreja de Jerusalém que foi quem iniciou a história do cristianismo logo após a crucificação do Salvador.
  •       Os exemplares obreiros efésios trabalhavam, mesmo em meio ao sofrimento, com paciência e incansavelmente pela propagação do nome de Jesus [Ap 2:3 - E sofreste, e tens paciência; e trabalhaste pelo meu nome, e não te cansaste.].
Quando o amor se esfria, aquele
que ama sempre busca uma
estratégia para se aproximar da
pessoa amada; isso foi o que fez
o Senhor Jesus Cristo através
das cartas enviadas às sete
igrejas. Assim como você não
quer perder quem você ama, Ele
também não quer te perder
II - O problema de Éfeso
1. Um grave problema
  •       Apesar de serem tão abençoados, havia um grande problema entre os crentes efésios; sabe quando passa aquela fase inicial do casamento e os cônjuges passam a enxergar mais as dificuldades do que os benefícios da vida de casado? Foi isso que aconteceu com eles: o casamento com o  Noivo caiu na rotina, e o amor foi esfriando sem que ela própria se desse conta disso.
  •       Analisando o Antigo Testamento, podemos observar que isso parece ser um reflexo do próprio povo de Israel: sempre começavam bem, mas, com o tempo, iam se esquecendo de Deus e se entregando às práticas que desagradam a Ele.
  •       O apóstolo João, que ficou conhecido como o discípulo do amor, foi um ministro, e talvez até líder, dessa igreja; isso prova que, embora os pastores e os instrutores da Casa de Deus exerçam grande influência sobre os seus membros, nem todos os ouvem, e não é justo culpá-los diretamente pelas falhas existentes em um determinado trabalho.
  •       As promessas de Deus somente se cumprem em nossa vida quando não deixamos esfriar o primeiro amor [Rm 4:16-22 - Portanto, é pela fé, para que seja segundo a graça, a fim de que a promessa seja firme a toda a posteridade[14], não somente à que é da lei, mas também à que é da fé que teve Abraão, o qual é pai de todos nós, 17(Como está escrito: Por pai de muitas nações te constituí) perante aquele no qual creu, a saber, Deus, o qual vivifica os mortos, e chama as coisas que não são como se já fossem. 18O qual, em esperança, creu contra a esperança, tanto que ele tornou-se pai de muitas nações, conforme o que lhe fora dito: Assim será a tua descendência. 19E não enfraquecendo na fé, não atentou para o seu próprio corpo já amortecido, pois era já de quase cem anos, nem tampouco para o amortecimento do ventre de Sara. 20E não duvidou da promessa de Deus por incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a Deus, 21E estando certíssimo de que o que ele tinha prometido também era poderoso para o fazer. 22Assim isso lhe foi também imputado como justiça.].
Muitos dizem estar apaixonados
por Jesus, mas a paixão é um
sentimento superficial e
passageiro; é por isso que a
Bíblia nos ensina a amá-lo:
quem ama verdadeiramente
suporta as mais adversas
situações sem permitir que o seu
sentimento se acabe
2. O primeiro amor
  •       É praticamente impossível definir em palavras o que significa amor, por isso não devemos nos preocupar em entendê-lo, mas sim nos ocuparmos em praticá-lo e em senti-lo.
  •       Quem ama a Deus demonstra isso impulsivamente, externando sua alegria em ser seu servo, não importando quais sejam as circunstâncias em que esteja vivendo.
  •       As primeiras coisas costumam ser mais fortes, inesquecíveis e marcantes. Espiritualmente falando, viver o primeiro amor é manter a mesma disposição do início de sua caminhada cristã, sem se esquecer de suas origens e de suas promessas: tanto das recebidas quanto das feitas a Deus.
  •       Muitos evangélicos vivem hoje como Efraim e Judá: aquilo que chamam de amor é apenas uma paixonite de momento que logo passa [Os 6:4 - Que te farei, ó Efraim[15]? Que te farei, ó Judá[16]? Porque a vossa benignidade é como a nuvem da manhã e como o orvalho da madrugada, que cedo passa.].
Aquele que realmente ama ao
Senhor não se esquece dos seus
mandamentos e das suas
promessas
3. Amnésia[17] do amor
  •       Como pode ser possível alguém que ama fervorosamente chegar a se esquecer desse amor? Se não entregarmos nas mãos do Senhor tudo aquilo que temos de mais puro em nosso coração, esse sentimento não vai ser alimentado por aquEle que o criou, e o inimigo se encarregará de esfriá-lo até destruí-lo de vez.
  •       A igreja de Éfeso amava fazer a obra, mas seu coração não estava totalmente entregue ao Senhor. Muitos cometem o mesmo erro nos dias atuais: pregam, louvam, tocam, evangelizam e cuidam do templo, mas, diferentemente de quando começaram, agora fazem isso em nome de algum interesse pessoal e não por amor ao Dono da Obra.
  •       O esfriamento do amor não significa necessariamente o fim do casamento, mas resulta, muitas vezes, numa vida conjugal apática sustentada apenas pela aparência; essa é a triste realidade de muitos crentes que externamente  demonstram uma vida espiritual inabalável, mas que internamente seu coração está implorando por socorro.
  •       Aqueles que são meros ouvintes esquecidos, e que não conseguem praticar o que aprendem estão enganando a si mesmos [Tg 1:22 - E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos.].
Muitas religiões ainda pregam a
salvação por meio das obras:
triste engano; pois mais valem,
para Deus, as intenções do
coração do que as atitudes em
nome de interesses próprios
III - Voltando ao primeiro amor
1. Rica em obras, pobre em amor
  •       Não há obras que possam justificar o esquecimento do verdadeiro amor.
  •       Jesus elogiou seu desempenho nas boas obras, mas exortou seu pastor a lembrar onde havia caído e a retornar às primeiras obras, ou seja: refletir sobre seus erros e corrigi-los.
  •       A fé sem as obras é morta, e vice-versa, assim como a fé com as obras, mas sem o amor, para Deus não tem nenhum valor.
  •       Como aprendemos em 1ª Coríntios 13:3, de nada adianta se sacrificar se o amor não for verdadeiro.
  •       A obra feita carnalmente, ainda que obedecendo a todos os rituais religiosos, não agradam de nenhuma maneira ao Senhor, pois o que Ele espera de nós é humildade, seriedade e um amor não fingido naquilo que fazemos [Lc 18:10-14 - Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu[18], e o outro, publicano[19]. 11O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: O Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. 12Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo. 13O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: O Deus, tem misericórdia de mim, pecador! 14Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado.].
O amor rompe barreiras intransponíveis,
derruba gigantes, resgata esperanças
perdidas, suporta o insuportável,
enxerga além do horizonte, salva aquele
que se considerava perdido e une aquilo
que parecia ser irreconciliável;
resumindo: o amor é, sem dúvida
nenhuma, a mais elevada das obras
2. Amar é a mais elevada das obras
  •       A mais elevada das obras é amar tanto a Deus quanto ao próximo; pois um amor sincero, não há bem material que possa pagar.
  •       Infelizmente, existem muitos “crentes” que “amam” a Deus pelas bênçãos que desejam alcançar.
  •       Em Habacuque[20] 3:18 aprendemos que não importam as circunstâncias, mas sempre devemos nos alegrar no Senhor e exultar no Deus da nossa salvação.
  •       Amar não é uma simples opção, ou uma ação controlada pelo coração, como dizem por aí; amar é um mandamento [Mt 22:37-39 - E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. 38Este é o primeiro e grande mandamento. 39E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.].
A melhor maneira de se
levantar é se lançando aos
pés de Jesus
IV - O problema de Éfeso
1. Lembra-se de onde caiu
  •       As vezes, algumas pessoas perguntam ao Senhor se Ele se esqueceu delas, não se dando conta de que foram elas que se esqueceram dEle.
  •       Em linguagem figurada, “esquecer” significa “não levar em consideração”; analisando sob esse contexto, a única coisa que Deus esquece é dos pecados dos quais nós nos arrependemos. Jamais Ele se esquece de nós.
  •       De tudo a nossa volta, somente nos esquecemos daquilo que não é realmente importante; se o Senhor não se esquece de nós é porque somos importantes para Ele.
  •       A queda é decorrente do esquecimento do poder, da misericórdia e da fidelidade de Deus, pois aquele que se lembra dessas maravilhosas virtudes divinas mantém viva em sua mente a grandiosa promessa de que Ele não nos permite sermos tentados além do que possamos aguentar [1ª Co 10:12,13 - Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia. 13Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar].
Muitas vezes precisamos parar
no caminho e consultar nosso
mapa espiritual para sabermos
se estamos indo na direção
certa; você já consultou o seu
Guia hoje?
2. Voltar à prática das primeiras obras
  •       Tudo estava indo bem na igreja de Éfeso, pois as suas obras e a sua paciência eram reconhecidas até pelo Senhor Jesus, e nem os falsos mestres ela tolerava; mas lhe faltava algo muito importante para que ela fosse uma igreja completa: um amor sincero, puro e verdadeiro por aquele que a salvou.
  •       Será que estamos amando ao Senhor acima de todas as coisas?
  •       Quem ama alguém, sente a ausência e espera ansiosamente para reencontrá-lo; será que temos ansiedade por um encontro com Cristo?
  •       Uma igreja como a de Éfeso, certamente já não tem mais grande desejo pela volta de Cristo.
  •       A realização de grandes trabalhos, mesmo que seja na Obra de Deus, por muitas vezes faz o homem sentir-se satisfeito e realizado a ponto de amar mais a sua própria obra do que aquele que o capacitou para realizá-la.
  •       Estava sendo necessário um grande renovo espiritual naquela congregação, assim como em nosso meio nos dias atuais.
  •       Devemos aprender a orar como o profeta Jeremias[21], desejando fervorosamente retornar ao primeiro amor [Lm 5:21 - Converte-nos a ti, Senhor, e seremos convertidos; renova os nossos dias como dantes.].
Os grandes homens de Deus puderam
declarar-se vencedores no final de
sua carreira aqui na terra; e você, o
que poderá dizer quando não mais
tiver forças para ir ao campo de
batalha?
3. Amar a vinda de Cristo
  •       Como está a tua esperança para encontrar-se com o Salvador?
  •       Jesus Cristo é como um apaixonado e ansioso noivo diante do altar esperando pela sua noiva, mas será que ela tem o mesmo sentimento que ele? A pior coisa é sofrer por um amor não correspondido, principalmente quando aquele que ama já se sacrificou dando o melhor de si pela pessoa amada.
  •       O zelo que você tem pelas coisas sagradas revela o nível da tua esperança pela vinda do Senhor e também o teu amor por Ele.
  •       Somente os crentes que retornarem ao primeiro amor e que de fato estiverem aguardando esperançosamente a volta de Cristo, poderá alegrar-se como Paulo se alegrou no final de sua vida [2 Tm 4:7,8 - Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.].
Hoje o Evangelho é apresentado
a nós de várias formas, mas
poucos são os que têm a coragem
de ensinar a manter o primeiro
amor, porque isso não seria nada
lucrativo aos falsos mestres
Conclusão
  •       O cristianismo sem amor não tem como ser autêntico, pois a base da fé cristã está fundamentada no amor; resumindo: quem não pratica o amor como ele é ensinado por Cristo, não deveria ter a cara de pau de dizer que é cristão.
  •       Se o seu sentimento pelas coisas de Deus já não é o mesmo de antes, arrependa-se e volte aonde caiu para começar novamente, pois de nada adianta fazer a obra sem um sentimento verdadeiro.
  •       Mas não se deve também confundir “voltar ao primeiro amor” com a volta de práticas imaturas[22] que podem ser classificadas como meninices, mas sim voltar à simplicidade do sentimento inicial sem deixar de crescer no conhecimento da Palavra e no poder de Deus.
  •       Mesmo com toda a crise espiritual que estavam passando, os irmãos efésios que dessem ouvidos e vencessem as tentações do esfriamento do amor, ainda tinham uma grande promessa da parte de Deus. Sabe o que isso significa? Ainda dá tempo [Ap 2:8 - Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus.]!

Logo na porta de entrada de
Éfeso existem duas grandes
estátuas de divindades pagãs;
elas, assim como muitas outas,
estão de pé até os dias atuais,
ao lado das ruínas do que
sobrou da cidade, para mostrar
que esses falsos deuses nenhum
poder tiveram para livrar da
destruição aqueles que neles
confiaram
[1]Anjo da igreja: Termo que se refere ao obreiro líder da igreja: o Pastor, o Apóstolo, o Bispo, etc.

[2]Nicolaítas: Supostos discípulos de Nicolau de Antioquia. Nicolau pregava a libertinagem cristã e ignorava o corpo físico como o templo do Espírito, promovendo, assim, a prática de imoralidade sexual entre os cristãos. Defendiam a poligamia.

[3]Éfeso: Cidade greco-romana da Antiguidade situada na costa ocidental da Ásia Menor, próxima à atual Selçuk, província de Esmirna, na Turquia. Foi uma das doze cidades da Liga Jônia durante o período clássico grego. Durante o período romano, foi por muitos anos a segunda maior cidade do Império Romano, apenas atrás de Roma, a capital do império. Tinha uma população de 250 000 habitantes no século I a.C., o que também fazia dela a segunda maior cidade do mundo na época. A cidade era célebre pelo Templo de Ártemis, construído por volta de 550 a.C., uma das Sete Maravilhas do Mundo. O templo foi destruído, juntamente com muitos outros edifícios. 

Antigamente, Éfeso também se chamava Esmirna, do nome da amazona Esmirna, que havia tomado posse de Éfeso, porém mais tarde Esmirna foi fundada por habitantes de Éfeso. Os nascidos na cidade de Éfeso são chamados de efésios.


[4]Ortodoxo: Quem age conforme a uma doutrina definida; quem é rígido em suas convicções.

[5]Apologética: Parte da teologia que tem por objeto a defesa da religião cristã, contra o ataque e objeções de seus adversários.

[6]Singular: Individual, único, isolado. Distinto, notável, extraordinário.

[7]Oratória: Arte de falar em público; eloquência.

[8]Persuasivo: Que tem o poder, o dom de persuadir; aquele que tem grande capacidade para convencer.

[9]Sinagoga: Templo dos israelitas. Assembléia (reunião) religiosa de judeus.

[10]Caminho: Provável nome de uma comunidade cristã que teria sido fundada pelo apóstolo Paulo na cidade de Éfeso.

[11]Tirano: Não há informações sobre essa pessoa, a não ser o fato de que ele era o provável dono de uma escola na cidade de Éfeso que cedeu espaço para o apóstolo Paulo ensinar a Palavra de Deus. Ao que se dá a entender pelo texto bíblico de Atos 19:9, esse local também era usado para realizações de discussões religiosas.

[12]Timóteo: (Significa Honrado por Deus; Honra a Deus) Companheiro e ajudante de Paulo (At 16:1-5; 17:10-15; 18:5; 19:21-22; 20:3-5; 2ª Tm 1:6; 4:9,21). Recebeu instrução religiosa de sua mãe e de sua avó (2ª Tm 1:5; 3:15). Foi pastor da Igreja de Éfeso (1ª Tm 1:3).

[13]Tíquico: Nascido, provavelmente, em Éfeso, ele aparece ao lado de Paulo em sua terceira viagem missionária, de Corinto, pela Macedônia e Ásia Menor, até Jerusalém. Ele estava com Paulo durante seu primeiro cativeiro e foi enviado para a Ásia como portador das epístolas aos colossenses e os efésios (Ef 6:21 e Co 4:7-8). De acordo com Tt 3:12, Paulo pretendia enviar Tíquico e Artemas para Creta para suprir a falta de Tito. Parece, porém, que Ártemas é que foi enviado, pois durante o segundo cativeiro de Paulo em Roma, Tíquico foi enviado de lá até Éfeso (em 2ª Tm 4:12).

[14]Posteridade: Série de indivíduos que descendem de uma mesma origem. As gerações futuras. Descendência.

[15]Efraim: Foi, de acordo com o Livro de Gênesis, o segundo filho de José e Asenet, uma mulher egípcia a quem o Faraó teria presenteado José como esposa, filha de Potífera, sacerdote de Om. (Gn 41:50-52) Efraim nasceu no Egito, antes da chegada dos filhos de Israel, vindos de Canaã. A Tribo de Efraim foi uma das Tribos de Israel. Juntamente com a Tribo de Manassés, formou a Casa de José. Em seu auge, o território ocupado pela tribo estava no centro de Canaã, a oeste da atual Jordânia, a sul do território de Manassés, e a norte da Tribo de Benjamim; a região que foi chamada posteriormente de Samaria (para distingui-la da Judéia e da Galiléia) consistia em sua maior parte do território da Tribo de Efraim.

[16]Judá: Foi o quarto filho de Jacó e de Léa, e a raiz hebraica de seu nome, Yah hu Dah, é uma expressão de agradecimento a Deus. A história do homem chamado Judá restringe-se ao relato bíblico e às fontes tradicionais do judaísmo. por volta do século XV a.C. ocorreu o Êxodo dos hebreus do Egipto para a terra de Canaã. A narração do livro do Êxodo descreve esta época, e posiciona a tribo de Judá como a mais numerosa de todas as tribos de Israel (desconsiderando-se a tribo de José, tradicionalmente dividida entre as meia-tribos de Efraim e Manassés). O Reino de Judá limitava-se ao Norte com o Reino de Israel Setentrional, a Oeste com a inquieta região costeira da Filístia, ao Sul com o deserto de Neguev, e a Leste com o Rio Jordão e o Mar Morto e o Reino de Moabe.

[17]Amnésia: Diminuição considerável ou perda total da memória. Dificuldade para lembrar-se de algo.

[18]Fariseus: [Hebr.] Separados. Judeus devotos ao Pentateuco. Participavam das reuniões legislativas da sinagoga. Formavam um grupo de fanáticos e hipócritas (o que não era o caso de todos, pois haviam exceções, como era o caso de Gamaliel que defendeu os apóstolos que estavam presos por pregarem a Palavra (At 5:34-38)) que se opuseram duramente contra Jesus Cristo. Segundo a história, nessa época, eles eram aproximadamente 6 mil pessoas.

[19]Publicano: Cobradores de impostos do governo romano. Termo pejorativo que define homens que negociam desonestamente.

[20]Habacuque: Foi um profeta do Antigo Testamento. É o oitavo dos doze profetas menores , provável  autor do Livro de Habacuque. Praticamente nada se sabe sobre a história pessoal de Habacuque, exceto pelo que pode ser inferida a partir do texto de seu livro. O mausoléu na cidade de Toyserkan no oeste do Irã acredita-se ser o local de sepultamento de Habacuque.

[21]Jeremias: Profeta. Filho de Hilquias (ou Helcias), um dos sacerdotes de Anatote, no território de Benjamim a menos de cinco quilômetros a nordeste do Monte do Templo em Jerusalém. (Jr 1:1; Js 21:13,17,18). Embora de família sacerdotal, está ligado às tradições proféticas do Norte, principalmente a Oséias, e não às tradições do sacerdócio e da corte de Jerusalém. Como Miqueias  ele pertence ao mundo camponês. De maneira crítica, ele traz consigo a visão dos camponeses sobre a situação do país. autor de dois dos livros da Bíblia: Livro de Jeremias Livro das Lamentações de Jeremias. Jeremias era pesquisador e historiador.

[22]Imaturo: Que ainda não chegou à maturidade; que não é maduro. Precoce, antecipado.


Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 2º Trimestre de 2012 - Lição 3 | AD Belém - Setor 20 (Arujá/SP) - Pq. Rodrigo Barreto I | Jonas M. Olímpio

Postagem extraída do blog Escola Bíblica Virtual





Pérgamo, a Igreja Casada com o Mundo

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 2º Trimestre de 2012 - Lição 5 | AD Belém - Setor 20 (Arujá/SP) - Congr. Pq. Rodrigo Barreto I | Jonas M. Olímpio

Famosa por sua cultura, devido
ao seu grande investimento em
literatura, Pérgamo tem de um de
seus maiores símbolos, que é a sua
biblioteca, apenas as estruturas de
pé para contar a história
Texto Áureo
    Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. 16Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo (1ª Jo 2:15,16).

Verdade Prática
    Só há um modo de a Igreja de Cristo destronar a Satanás: manter a Deus no trono e combater a apostasia com a Espada do Espírito.

Leitura Bíblica em Classe

    Apocalipse 2:12-17 - E ao anjo da igreja que está em Pérgamo[1] escreve: Isto diz aquele que tem a espada aguda[2] de dois fios: 13Conheço
as tuas obras, e onde habitas, que é onde está o trono de Satanás[3]; e reténs o meu nome, e não negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas[4], minha fiel testemunha, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita. 14Mas algumas poucas coisas tenho contra ti, porque tens lá os que seguem a doutrina de Balaão[5], o qual ensinava Balaque[6] a lançar tropeços diante dos filhos de Israel, para que comessem dos sacrifícios da idolatria, e se prostituíssem.15Assim tens também os que seguem a doutrina dos nicolaítas[7], o que eu odeio. 16Arrepende-te, pois, quando não em breve virei a ti, e contra eles batalharei com a espada da minha boca. 17Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer darei a comer do maná escondido[8], e dar-lhe-ei uma pedra branca[9], e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe.  

Do teatro em que os cidadãos
assistiam a várias apresentações
imorais e idólatras, só o que
restou são os traços de sua
existência; aquilo que fazia da 

imoralidade um grande 
espetáculo é hoje ele um imenso 
 espetáculo de destruição
Introdução

·         O maior problema da igreja de Pérgamo era a existência de dois grupos que se infiltraram no meio dela: os discípulos de Balaão, que demonstravam ser espirituais, e os nicolaítas, que pregavam uma excessiva liberdade.
·         Quando a Igreja resolveu “acordar”, o negócio já estava tão sério que parecia não mais ter solução.
·         Mas por que o pastor da igreja permitiu a entrada do mundanismo na congregação? Existe uma explicação bem lógica para isso: ele sabia muito bem que Antipas, seu provável antecessor, havia sido assassinado por combater o pecado entre membros da igreja.
·         Embora retivesse o nome de Cristo não negando a sua fé nele, o pastor de Pérgamo era diferente de Policarpo, o mártir pastor de Esmirna, que enfrentou até mesmo o Império Romano e deu sua vida pelo Evangelho.
·         Mas Jesus, que tudo observa, não estando nada satisfeito com o pecado cada vez mais abundante dentro de sua Igreja, através dessa carta escrita por João, deu ao apascentador daquele rebanho um alerta para que houvesse arrependimento, e disse que, caso contrário, em breve batalharia contra eles com a espada de sua boca, ou seja: com a Palavra de Deus.
·         Se o Senhor o exortou a levar a Igreja ao arrependimento, isso significa que estava lhe dando autoridade para isso; quando Deus nos manda fazer algo, Ele nos enche de poder e se responsabiliza pelo que possa acontecer.
·         Que tipo de “pastor” que você é? É igual a esse que, apesar de não negar sua fé, tolerava o pecado e chegou a ser repreendido por isso, ou é como Antipas e Policarpo que enfrentaram a idolatria e entregaram sua própria vida defendendo a Verdade?
·         Muitos membros da igreja de Pérgamo queriam servir a dois senhores; porém, em um trono só há lugar para um rei: quem está reinando dentro do seu coração [Mt 6:24 - Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamon[10].]?


As ruínas do templo que foi
construído em homenagem a
Trajano - um imperador romano
que governou de 98 a 117dC -
expressam perfeitamente a
fragilidade daqueles cujo a
ignorância humana elege como
divindades
I - Pérgamo, o trono de Satanás

1. Pérgamo, a cidade dos livros e da ignorância espiritual
·         Pérgamo, a mais importante metrópole da Mísia, está a apenas 30 quilômetros do Mar Egeu, situada a às margens do rio Caíco[11].
·         É uma cidade tradicionalmente conhecida por suas riquezas e por sua grande biblioteca que chegou a ter um acervo com mais de duzentos mil livros.
·         Foi seu nome que deu origem ao nome pelo qual eram chamados os livros: pergaminho[12].
·         Parte de sua economia girava em torno da fabricação de livros.
·         Entretanto, todo esse investimento em cultura não impedia que, entre seus cidadãos, predominasse a ignorância em relação ao Livro dos livros: a Palavra de Deus.
·         Ter conhecimento é bom, mas se for exageradamente pode se tornar um peso inútil na mente do homem, o qual deveria se preocupar mais é em conhecer a Palavra de Deus, porque ela é o perfeito manual de práticas e regras que o orienta no estreito caminho da salvação [Ec 12:12,13 - E, demais disto, filho meu, atenta: não há limite para fazer livros, e o muito estudar é enfado[13] da carne. 13De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem.].

Ao longo de toda a parte
externa da Coluna de
Trajano estão esculpidas
cenas de guerras e de
massacres ordenados
pelo imperador. Essa
escultura ameaçadora
demonstra a pressão sob
a qual os cristãos viviam
naquela época; essa era
uma razão pela qual os
mais fracos na fé negavam
o nome de Jesus
2. A Igreja em Pérgamo

·         Existe uma grande probabilidade de que a igreja em Pérgamo tenha sido fundada pelo apóstolo Paulo no período em que ele permaneceu em Éfeso.
·         Embora aquela cidade abrigasse o que podia-se denominar como o “trono de Satanás”, o Reino de Deus, ainda que enfrentasse dificuldades, prevalecia ali.
·         Mesmo que o Diabo esteja sentado no trono, o cetro[14] do poder sempre estará nas mãos de Deus, porque, conforme está escrito em Romanos 13:1, não há poder nessa terra que não esteja sob a sua permissão.
·         Mesmo vivendo no mundo, a Igreja tem o discernimento dado por Deus para saber diferenciar entre o falso e o verdadeiro, não tendo assim desculpas para errar o alvo, que é Jesus Cristo; por isso temos a total responsabilidade de não nos associarmos aos diversos ídolos mundanos [1ª Jo 5:19-21 - Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno. 20E sabemos que já o Filho de Deus é vindo, e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro; e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna. 21Filhinhos, guardai-vos dos ídolos. Amém.].

Os soldados romanos eram bem
sucedidos nas batalhas porque
usavam armas não só de ataque,
mas também de defesa; se o
próprio inimigo tem a prudência
de se preparar não somente para
atacar, mas também se defender,
quanto mais nós que somos servos
de Deus; Muitos crentes fracassam
e param no meio da caminhada
porque esgotam suas energias
atacando, e quando precisam se
defender não estão preparados
para isso por falta de planejamento
e acabam sendo derrotados
II - A espada de dois gumes
1. A espada afiada de dois gumes[15]
·         A uma igreja envolvida com o mundo sendo tolerante à duas abomináveis heresias, Jesus apresentou-se como aquEle que tem a espada aguda de dois fios.
·         Espada representa a Palavra de Deus, a qual tem poder dar vida e também castigar.
·         A Bíblia é uma poderosa arma, por isso devemos nos aplicar cada vez mais a buscar o seu conhecimento.
·         A espada é citada pelo apóstolo Paulo como um dos instrumentos da Palavra de Deus; isso nos mostra que não basta ter o conhecimento da Palavra, mas é também preciso ter as demais ferramentas que um soldado necessita quando vai para uma batalha [Ef 6:13-17 - Portanto, tomai toda a armadura[16] de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes. 14Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça; 15E calçados os pés na preparação do evangelho da paz; 16Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados[17] do maligno. 17Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus;].

Não basta ter a espada, é preciso
saber usá-la, pois uma pessoa
armada que não sabe usar a
arma representa um grande
perigo para os outros e para si
própria; da mesma forma, um
crente biblicamente despreparado
pode causar muitos danos e
ainda trazer grandes escândalos
ao Evangelho
2. Manejando bem a Espada do Espírito
·         Todo soldado  é bem treinado e orientado a usar a espada para defender ou atacar um inimigo.
·         Espiritualmente, nossa função é usar a Palavra para defender a verdade e a justiça, atacando o pecado e as heresias que ameaçam a Igreja.
·         Falsas crenças, maus costumes, mentiras e incredulidade são coisas contra as quais devemos usar a Espada para cortá-las pela raiz; mas, lembre-se: nossa luta não é contra a carne e nem contra o sangue.
·          Um soldado que não sabe manejar bem a espada é indefeso e despreparado para proteger os que confiam nele; da mesma forma, o crente só é aprovado diante de Deus para fazer a sua Obra se moralmente não tiver do que se envergonhar e, biblicamente estiver sempre a defender a verdade [2ª Tm 2:15 - Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.].

Tão grande era a idolatria à César
que até no dinheiro sua imagem
era venerada; imagine a
dificuldade de se pregar sobre a
existência do Deus verdadeiro num
lugar aonde o próprio governante
é considerado um deus
III - O destinatário
1. Um anjo numa cidade infernal
·         Imagine a dificílima situação do pastor de Pérgamo: por um lado era pressionado pelos pagãos a acender incenso no altar de César[18] e, por outro lado, tinha que conviver com pecadores dentro da própria igreja, os quais já tinham contaminado boa parte de seus membros.
·         Mas, uma coisa ele tinha a seu favor: Jesus estava observando toda aquela situação, sabia de suas fraquezas e de suas dificuldades, e estava disposto a ajudá-lo.
·         Os olhos e as mãos do Senhor Jesus sobre nós são a maior garantia de autoridade que temos para fazer o que está em nossas mãos; pois Ele conhece as nossas limitações e os nossos problemas e, quando nos entregamos por completo à sua divina vontade, Ele completa a boa obra que iniciou em nós.
·         Em Pérgamo, Satanás estava entronizado do lado de fora através da idolatria de seus seguidores, porém, alguns crentes, influenciados pelo mundanismo, o estavam entronizando também dentro da igreja; será que está diferente nos dias de hoje?
·         Deus não permite aos fiéis conviverem em meio a pecadores simplesmente para prová-los, pois seu maior objetivo é que no meio dos espinhos haja flores, ou seja: que a sua glória se manifeste em meio a podridão do pecado [1ª Co 11:19 - E até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós.].

Pérgamo era uma cidade consagrada
à Atena - a deusa da guerra -, e a
maior prova disso é a existência de
muitos templos, altares e imagens de
esculturas espalhados por todas as
partes; ver e conviver com essas
horríveis cenas diariamente era, com
toda certeza, um motivo de grande
tristeza para o fiel pastor da sofrida
igreja cristã ali existente
2. O testemunho e a perseverança de um anjo
·         A fidelidade ao nome de Jesus contava muito a favor do pastor de Pérgamo;
·         Persistir em viver exemplarmente num ambiente dominado por tentações malignas é uma atitude digna de reconhecimento por parte do próprio Deus.
·         Mesmo não conseguindo manter pulso firme diante da desobediência de muitos membros da congregação, aquele que pastor certamente sofria, conseguia, pelo menos, dar um bom exemplo, o qual certamente deve ter sido seguido por alguns deles; em toda igreja que passa por crise espiritual, sempre há aqueles que servem fervorosamente ao Senhor, e são eles que a sustentam de pé com suas orações.
·         Orar pelo trabalho e pelos obreiros é também uma obrigação da igreja; pois não é por ocuparem cargos ministeriais mais elevados que eles não precisem das orações de cada um de nós [Ef 6:18,19 - Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos, E por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra com confiança, para fazer notório o mistério do evangelho,].

Esse altar erguido para Zeus - o
rei dos deuses - bem no meio da
cidade nos dá uma noção do
tamanho da dificuldade de se
evangelizar num lugar
completamente dominado pelo
paganismo
3. Antipas, a fiel testemunha
·         Antipas significa “contra todos” e, como nos mostra a história, as pessoas costumavam ser denominadas de acordo com alguma característica pessoal; isso nos leva a entender que esse servo do Senhor tenha sido um fervoroso combatente contra a idolatria pagã[19] e as heresias dentro da igreja.
·         A carta de João não relata com clareza, mas usando a expressão “foi morto entre vós”, passa a idéia de que ele foi morto no templo ou fora dele por alguns de seus membros: muito provavelmente por seguidores da doutrina de Balaão ou por nicolaítas, ou ainda mesmo por integrantes de ambos os grupos.
·         Antipas não foi morto pela perseguição do imperador romano ou por membros de seitas pagãs que serviam aos falsos deuses, ele foi morto por adeptos de Satanás que estavam infiltrados na igreja se dizendo cristãos.
·         Muitos não entendem porque Deus não elimina de vez os falsos crentes do meio de sua santa Igreja; só que pelo que vemos em sua Palavra, Ele não faz isso por misericórdia de alguns dos que são verdadeiros e que, pelo fato de ainda não terem maturidade, se houvesse essa “limpeza”, eles também seriam eliminados do Corpo de Cristo [Mt 13:25-30 - Mas, dormindo os homens, veio o seu inimigo, e semeou joio no meio do trigo, e retirou-se. 26E, quando a erva cresceu e frutificou, apareceu também o joio[20]. 27E os servos do pai de família, indo ter com ele, disseram-lhe: Senhor, não semeaste tu, no teu campo, boa semente? Por que tem, então, joio? 28E ele lhes disse: Um inimigo é quem fez isso. E os servos lhe disseram: Queres pois que vamos arrancá-lo? 29Ele, porém, lhes disse: Não; para que, ao colher o joio, não arranqueis também o trigo com ele. 30 Deixai crescer ambos juntos até à ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: Colhei primeiro o joio, e atai-o em molhos para o queimar; mas, o trigo, ajuntai-o no meu celeiro.].

Os seguidores da doutrina de
Balaão, certamente incentivados
pelo ambiente profano em que
viviam, pensavam que crer em
Deus já fosse o suficiente para se
obter a salvação. Dessa mesma
maneira vivem muitos evangélicos
nos dias atuais: supervalorizando
os prazeres passageiros desse
mundo, menosprezando os
mandamentos divinos e
negligenciando os princípios
cristãos
IV - As heresias de Pérgamo

1. Doutrina de Balaão
·         Balaão foi um profeta e teólogo que fez uso de seu chamado ministerial e de seu conhecimento em benefício próprio.
·         Em 2ª Pedro 2:15,16 o apóstolo o chama de louco, e em Judas 1:11 ele é acusado de venalidade[21].
·         A doutrina de Balaão é um falso ensino que prega a permissividade e a tolerância, ou seja: uma falsa liberdade que leva o homem a crer que cumprir totalmente as doutrinas bíblicas o mantém preso a um jugo desnecessário.
·         Esse pensamento maligno leva muitos crentes a se desviarem sem sair da igreja, fazendo com que práticas de costumes mundanos sejam introduzidos dentro dela sob o pretexto de defender uma doutrina inclusiva em que Deus só olha para o coração não dando grande importância às suas atitudes, pois o pecado consistiria apenas naquilo que causa algum tipo de dano aos outros ou a si próprio.
·         Essa falsa visão do Evangelho levava, e ainda leva, muitas pessoas a pensarem que estão bem mesmo tendo uma vida de imoralidade e idolatria, achando também que sacrifícios, votos e ofertas possam garantir sua comunhão com o Todo-Poderoso.
·         O Evangelho tem sido apresentado de várias formas e isso tem causado grande confusão na mente de algumas pessoas, gerando grandes dificuldades àqueles que querem pregar a verdadeira Palavra [Gl 1:6,7 - Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; 7O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo.].

Os costumes pagãos exerciam - e
ainda exercem - muita influência
sob alguns crentes; e essa mistura,
que leva à condenação eterna,
entrava sutilmente no meio da
igreja ensinando uma falsa liberdade
2. A doutrina dos nicolaítas
·         A Bíblia não traz detalhes sobre os nicolaítas, mas o que podemos perceber é que sua doutrina não é muito diferente dos ensinamentos dos seguidores de Balaão.
·         Uma de suas principais características era a ganância, pela qual eles faziam do cristianismo uma fonte de renda.
·         Não havia entre eles reverência pelas coisas sagradas, pois a mistura do santo com o profano[22] era mais lucrativa.
·         Com uma oratória bem desenvolvida, sua eloquência persuasiva foi capaz de convencer muitos fiéis a acreditarem nas “vantagens” de seu conceito de Evangelho e seguirem seus falsos ensinamentos, os quais pareciam ser mais confortáveis, porque não condenavam o adultério, a fornicação e a idolatria.
·         Não devemos cair nas ciladas dos falsos mestres por mais que eles pareçam pregar a verdade; e a nossa defesa contra isso é estarmos atentos à Palavra do Evangelho que nos tem sido anunciado, ou seja: precisamos nos aprofundar no conhecimento bíblico [Gl 1:8,9 - Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema[23]. Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema.].

Zeus - o principal
falso Deus daquela
época -, era tão
importante que até os
jogos olímpicos eram
realizados em sua
honra; essa
misteriosa e diabólica
figura tem fascinado
e conquistado a
muitos cristãos ao
longo dos tempos.
Qual tem sido sua
postura diante dos
vários deuses desse
século?
Conclusão

·         Conforme o apóstolo Paulo diz em Filipenses 3:20, nossa cidade está nos céus, e é de lá que esperamos o nosso Salvador.
·         Não podemos negar nossas necessidades e desejos enquanto vivemos aqui na terra, porém, mesmo trabalhando por essas coisas, jamais devemos nos esquecer que o nosso alvo principal é o Reino de Deus.
·         Nosso maior desafio aqui nesse mundo é superar as tentações do dia-a-dia, por isso devemos nos apegar mais e mais às coisas do alto, pois, conforme está escrito em Mateus 6:21, onde estiver o nosso tesouro, também estará o nosso coração.
·         Quem ou o quê ocupa o primeiro lugar na tua vida?
·         Em Pérgamo, como atualmente, havia crentes e pregadores para todos os gostos; e é aí que devemos ter cuidado para não sermos enganados por falsas promessas feitas em nome de Deus, sendo que não foi Ele que as fez [Jr 6:13-17 - Porque desde o menor deles até ao maior, cada um se dá à avareza; e desde o profeta até ao sacerdote, cada um usa de falsidade. 14E curam superficialmente a ferida da filha do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz. 15 Porventura envergonham-se de cometer abominação? Pelo contrário, de maneira nenhuma se envergonham, nem tampouco sabem que coisa é envergonhar-se; portanto cairão entre os que caem; no tempo em que eu os visitar, tropeçarão, diz o Senhor. 16 Assim diz o Senhor: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas[24] antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas; mas eles dizem: Não andaremos nele. 17 Também pus atalaias[25] sobre vós, dizendo: Estai atentos ao som da trombeta; mas dizem: Não escutaremos.].

Jonas Martins Olímpio



Pérgamo - atual Bergama -, é hoje
uma grande e desenvolvida cidade
que mantém suas características
históricas, as quais lhe dão grande
lucro na área do turismo -
principalmente por parte dos
cristãos -, mas , assim como
antigamente, está muito longe
do cristianismo
[1]Pérgamo: Atualmente chamada de Bergama é uma antiga cidade grega que situava-se na Mísia, no noroeste da Anatólia, a mais de 20 km do Mar Egeu numa colina isolada do vale do Rio Caicos (atual Bakırçay). Pérgamo foi a maior cidade no oeste da Ásia Menor nos tempos do Novo Testamento. Está situada em um espaçoso vale, a 26 quilômetros do mar Egeu, naquilo que é hoje a Turquia. Séculos antes de Cristo, Pérgamo foi uma capital independente do império. Seus templos impressionantes, biblioteca e recursos médicos fizeram de Pérgamo um renomado centro cultural e político. No tempo em que o Apocalipse estava sendo escrito, Pérgamo tornou-se parte do império Romano, mas por causa da localização e importância, os Romanos usaram-na como centro administrativo da província da Ásia.
[2]Agudo: Afiado, aguçado, pontiagudo.
[3]Trono de Satanás: Lugar aonde Satanás exerce autoridade como se fosse um rei. O texto de Apocalipse 2:13, possivelmente se refere a uma coluna existente por trás da cidade, com 30 metros de altura, numa grande área aonde existiam diversos templos e altares dedicados à diversos ídolos.
[4]Antipas: Este servo de Deus, uma vez convertido ao cristianismo em Jerusalém, sentido a chamada de Deus, e em razão de ser conhecido pessoalmente do Apóstolo João, foi servir como bispo na cidade de Pérgamo. Existiam naquela igreja, segundo o texto divino, duas falsas doutrinas: a de Balaão e a dos nicolaítas; Antipas como sendo uma testemunha ousou desafiar sozinho e selar seu testemunho com seu próprio sangue opondo-se a este “sistema nocivo”. Diz a história que Antipas, o bispo de Pérgamo, foi colocado dentro de um boi feito de bronze, e a seguir foi aquecido ao rubro. Seu corpo foi literalmente, cozido, na chama abrasadora.
[5]Balaão: Foi o profeta a quem Balaque deu instrução para amaldiçoar o povo de Israel. Contudo por revelação divina, Deus lhe aparecia e determinava que o povo de Israel fosse abençoado por ele, profetizando a grandeza daquele povo, o que irritou Balaque. Balaão não amaldiçoou o povo, mas foi seduzido pelas ofertas financeiras do rei a ponto de novamente ir no caminho para por tropeço ao povo de Israel pelos seus serviços sacerdotais. No meio do caminho, pela boca de uma jumenta, Balaão tem mais uma revelação de Deus contra os propósitos de seu coração, obedecer Balaque. Balaão não chegou a amaldiçoar o povo de Israel, pois por divina revelação Deus não o permitiu, contudo Balaão ensinou aos inimigos de Israel como fazê-los cair e perder a proteção do Altíssimo. As mulheres de fora de Israel eram formosas e fariam o povo de Israel cair em prostituição. E por intermédios dessas mesmas mulheres haveria a promiscuidade com ídolos. Essa passagem está registrada no livro de Números, do capítulo 22 ao 24.

[6]Balaque: Foi rei dos moabitas por volta de 1200 a.C. Teria mandado o profeta Balaão amaldiçoar os judeus, porque sabia que por onde eles passavam, venciam os inimigos e conquistavam suas terras. Como Balaão recusou seu pedido, Balaque lhe fez uma proposta lucrativa, a qual o profeta não resistiu. Essa passagem está registrada no livro de Números, do capítulo 22 ao 24.
[7]Nicolaítas: Supostos discípulos de Nicolau de Antioquia. Nicolau pregava a libertinagem cristã e ignorava o corpo físico como o templo do Espírito, promovendo, assim, a prática de imoralidade sexual entre os cristãos. Defendiam a poligamia.

[8]Maná escondido: Conforme é mencionado em Apocalipse 2:17, o maná - que foi o alimento fornecido por Deus aos israelitas no deserto - era uma tipificação de Cristo, pois ele caía no deserto para alimentar o povo, mas não era do deserto, assim como Cristo esteve no mundo como o Pão da Vida, mas não era do mundo. Sua origem não natural daquele ambiente revela as provisões escondidas de Deus, o qual nos sustenta com aquilo que não vemos e nem esperamos.

[9]Pedra branca: Na época em que João escreveu as cartas do Apocalipse, a pedra era muito usada como símbolo de liberdade e vitória, como por exemplo: 1º: Quando um preso era condenado, recebia uma pedrinha preta aonde estava escrita sua sentença, e quando era absolvido, recebia uma pedrinha branca com sua absolvição nela escrita; 2º: Quando um escravo era liberto, ganhava uma pedra que comprovava seu direito de cidadania; 3º: Quando um atleta vencia uma corrida ou uma luta, recebia como prêmio uma coroa de louro ou uma pedrinha branca; 4º: Quando dois grandes amigos se separavam, partiam uma pedra branca ao meio e cada um guardava uma parte. Quando se encontravam novamente, juntavam as partes como sinal de que a amizade continuaria; 5º: Quando um soldado voltava vitoriosamente de uma batalha, recebia uma pedrinha branca como troféu de vitória sobre o inimigo. Todos esses exemplos - principalmente o último -, se encaixam perfeitamente no contexto de Apocalipse 2:17.
[10]Mamon: É um termo derivado da Bíblia, usado para descrever riqueza material ou cobiça, na maioria das vezes. A própria palavra é uma transliteração da palavra hebraica "Mamom" (מָמוֹן), que significa literalmente "dinheiro". Mamon não era o nome de uma divindade, como muitos pensam, e sim um termo de origem hebraica que significa dinheiro, riqueza, ou bens materiais. Jesus, no Evangelho, utiliza a palavra quando afirma que não é possível servir simultaneamente a Deus e a Mamon (Lucas 16:13).
[11]Rio Caíco: Atual rio Bakirçai. Situa-se na Turquia, a 25 quilômetros do Mar do Egeu. Contribuiu grandemente para o desenvolvimento da cidade de Pérgamo.
[12]Pergaminho: (do grego pergaméne e do latim pergamina ou pergamena), é o nome dado a uma pele de animal, geralmente de cabra, carneiro, cordeiro ou ovelha, preparada para nela se escrever. Designa ainda o documento escrito nesse meio. O seu nome lembra o da cidade grega de Pérgamo, na Ásia Menor, onde se acredita possa ter se originado ou distribuído. Quando feitos de peles delicadas de bezerros ou cordeiros, eram chamados de velino. Estas peles davam um material de escrita fino, macio e claro, usado para documentos e obras importantes. Esse importante suporte da escrita também foi largamente utilizado na antiguidade ocidental, em especial na Idade Média, até a descoberta e consequente difusão do papel, uma invenção dos chineses. Na atualidade o pergaminho é utilizado para a confecção de diplomas universitários, títulos e letras do Tesouro Nacional por ser considerado um material difícil de ser falsificado, graças às nuances naturais e à sua grande durabilidade. Se antigamente essa matéria-prima era distribuída apenas por algumas empresas da Europa, hoje na Região Nordeste do Brasil converteu-se em expressiva fonte de renda, auxiliando a economia local.
[13]Enfado: Ato ou efeito de enfadar. Agastamento, zanga. cansaço. Impressão desagradável, mal-estar. Tédio, fastio.
[14]Cetro: Bastão que designava autoridade real. Pequeno bastão, que tem na extremidade superior uma esfera, uma flor ou outro ornamento e é usado pelos soberanos europeus. Autoridade real; poder soberano. Preeminência, superioridade.
[15]Gume: Lado afiado de uma lâmina ou instrumento cortante; corte, fio. Fio da espada, da faca etc.
[16]Armadura: Conjunto de armas. Conjunto de peças metálicas, articuladas entre si, com que se revestiam os guerreiros na Antiguidade, notadamente os da Idade Média.
[17]Dardos inflamados: Arma de arremesso, delgada e curta, com ponta aguda de ferro. Os dardos podiam ser carregados com substâncias inflamáveis e colocados no fogo, assim fazendo com que fossem incendiados os locais que eram por eles atingidos. Em Efésios 6:16, essa expressão representa as ações de Satanás que podem destruir totalmente a vida daqueles que não tem uma fé verdadeira no Senhor Jesus Cristo.
[18]César: Nome de uma família romana, da qual Caio Júlio César foi o membro mais famoso. Com o tempo, "César" se tornou o título oficial dos imperadores romanos (Lc 20:25). No Novo Testamento são mencionados quatro césares: Augusto, Tibério, Cláudio e Nero.
[19]Pagão: Relativo ao paganismo ou politeísmo. Adepto do paganismo. Diz-se de toda religião ou pessoa que não seja cristã nem judaica. Maometano, em relação aos cristãos, e herético, em relação aos católicos. Animal xucro, ainda não montado, ou nos primeiros galopes da doma. O que segue uma religião nativa, não cristã nem judaica, caracterizada pelo politeísmo e pela superstição. Pessoa não batizada.
[20]Joio: Erva ruim que cresce nas plantações de trigo (Mt 13:25).
[21]Venalidade: Qualidade de venal. Quem se deixa comprar por peitas ou dádivas.
[22]Profano: O que não é sagrado ou devotado a fins sagrados. Não consagrado. Estranho à religião; que não trata de religião: História profana; literatura profana. Estranho ou contrário à religião cristã. Contrário ao respeito devido à religião.
[23]Anátema: Maldição, reprovação: lançar o anátema sobre alguém. Pessoa anatematizada, excomungada.
[24]Vereda: Caminho estreito.
[25]Atalaia: Sentinela, vigia. 2 Ponto elevado, donde se vigia.

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 2º Trimestre de 2012 - Lição 5 | AD Belém - Setor 20 (Arujá/SP) - Congr. Pq. Rodrigo Barreto I | Jonas M. Olímpio

Postagem extraída do blog Escola Bíblica Virtual






Os Cinco Solas da Reforma

Sola Scriptura

“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” II Timóteo 3:16,17

Somente por meio das Escrituras - a revelação tanto da Pessoa quanto da vontade de Deus - o homem pode conhecê-Lo, ser salvo e habilitado para a boa obra do Senhor. Entretanto, cresce em nossos dias uma visão da irrelevância das Escrituras onde ela não é mais a autoridade final em questões espirituais entre o Homem e Deus, mas apenas uma dentre muitas fontes de autoridade a respeito de Deus e a prática cristã.

Somente nas Escritura, e unicamente nela, aqueles que almejam serem usados pelo Senhor devem se apoiar. As Escrituras como Palavra de Deus (“Toda a Escritura é inspirada por Deus”) constituem-se como o único meio proveitoso (“e útil”) pelo qual analisamos se devemos crer em algo como sã doutrina (“para o ensino”) ou rejeitá-lo (“para a repreensão”).

Somente pela Escritura, e unicamente por ela, temos o padrão de prática, pois ela é útil “para a correção”, ou seja, ela revela qual é o comportamento e proceder errado - o que nós não devemos fazer - mas também aponta “para a instrução na justiça”, para a prática correta que devemos cultivar e crescer.

Somente a Escritura, e unicamente ela, é o meio pelo qual Deus apontou como instrumento de capacitação e habilitação para todo o servo e serva de Deus, “afim de que todo homem”, tenha a provisão necessária (“seja perfeito”), e o treinamento necessário (“perfeitamente habilitado”), para o santo trabalho do Senhor (“para toda boa obra”).

Auto-exame:

1) Para entender os atributos de Deus você recorre a Bíblia ou ao senso comum de sua geração? Exemplo: Quando a Bíblia diz que Deus é amor, você simplesmente assume que isso significa que Deus ama a todos igualmente ou confere para ver se, e como isso é atestado no resto da Escritura?

2) Você consegue dar base bíblica para os elementos praticados no culto que você participa?

3) Um dos problemas dos fariseus é que eles colocavam cargas extras sobre as pessoas que as próprias Escrituras não colocavam. Quando você diz para alguém que algo é errado (quer seja homicídio ou ingestão de bebida alcoólica), você está claramente se baseando nas Escrituras e mostrando isso para a pessoa?

4) Em sua busca por santificação, a Bíblia tem tomado um lugar de destaque? Você tem resistido à tentação com suas próprias forças ou usando a Palavra de Deus, assim como Jesus?

Solus Christus


“Falava ele ainda, quando uma nuvem luminosa os envolveu; e eis vindo da nuvem, uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo: a ele ouvi. Ouvindo-a os discípulos, caíram de bruços, tomados de grande medo. Aproximando-se deles, tocou-lhes Jesus, dizendo: Erguei-vos, e não temais! Então eles, levantando os olhos a ninguém viram senão só a Jesus.” Mateus 17:5-8

Numa época onde muitos ídolos estão aparecendo no meio evangélico, numa época onde a atitude de muitos seria de montar uma tenda para Jesus e outras para os pastores e cantores famosos, temos aqui um direcionamento dado por Deus sobre quem devemos buscar ouvir e ver: Somente a Cristo.

Somente em Cristo, e apenas nEle a satisfação de Deus está depositada. O Senhor disse: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”. Não há nada e nem ninguém fora de Cristo e nem além dEle que possa satisfazer a Deus. O Senhor se compraz em Seu filho, apenas. Unicamente por imputar a justiça de Cristo sobre seu povo que Deus se alegra em nós.

Diante disso, somos ordenados por Deus (pois o verbo ouvir está no imperativo) a ouvir somente a Cristo “a ele ouvi”. Mas o que é ouvir a Cristo? Ouvir a Cristo é ouvir a Palavra de Cristo: a Escritura. Ouvir a Cristo é abrir as Escrituras para estudá-las: “E, começando por Moisés discorrendo por todos os profetas expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras.” (Lc 24:27).

Como certo servo disse: “Em muitos lugares raramente é possível ir a uma reunião cuja única atração seja Cristo. Só se pode concluir que os filhos de Deus estão entediados dele, pois é preciso mimá-los com pirulitos e balinhas na forma de filmes religiosos, jogos e refrescos” Cristo hoje é tratado como um mero coadjuvante e não como o Protagonista.

A evidência de que estamos cumprindo a vontade de Deus em dar a Cristo toda a primazia e tê-lo como preeminente em nossas vidas é que não fitaremos a ninguém mais a não ser Cristo “Então eles, levantando os olhos a ninguém viram senão só a Jesus.”

Apenas em Cristo temos a Salvação. “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos.” (At 4:12). Não há nenhuma outra ligação entre Deus e homens. Unicamente os que depositaram sua confiança em Cristo estarão com Ele no fim dos tempos. Ele é a única ponte do pecador ao perdão de Deus. Assim como só havia um caminho através do Mar Vermelho para o outro lado, só há um caminho para chegar-se ao Senhor.

Somente em Cristo somos aceitos pelo Pai, somente por causa de Cristo somos atendidos pelo Pai, somente em Cristo somos amados pelo Pai, somente em Cristo somos salvos da ira, somente por meio de Cristo temos paz com Deus e a paz de Deus. Sem Cristo, nada podemos fazer.

Auto-exame:

1) Você acredita que quem não conhece a Cristo pode, de alguma maneira, ser salvo, ou você realmente crê que “aquele que não crê no Filho não verá a vida” (Jo 3:36)?
2) Quando você prega, conversa, se relaciona, etc, você tem Cristo como o centro, tentando sempre expor Sua encarnação, vida, morte, sacrifício  exaltação e Soberania?

Sola Gratia

“Então lhe disse Davi: Não temas, porque usarei de bondade para contigo, por amor de Jônatas, teu pai, e te restituirei todas as terras de Saul, teu pai, e tu comerás pão sempre à minha mesa. Então se inclinou, e disse: Quem é teu servo, para teres olhado para um cão morto tal como eu?” 2 Samuel 9:7-8

Somente pela graça, e unicamente por ela, é que somos abençoados por Deus. A graça é o favor imerecido de Deus às suas criaturas. Tal como Davi favorecendo Mefibosete por amor a Jonatas, assim também nós somos alvos do favor de Deus por causa do amor de Deus Pai à Deus Filho.

Assim como Mefibosete se viu indigno do favor do Rei “Quem é o teu servo, para teres olhado para um cão morto tal como eu?”, assim também nós devemos nos prostrar em face à maravilhosa graça do Senhor em nos estender o seu favor na pessoa de Cristo. Não temos o direito de estar diante de Deus, mas, unicamente pela Graça, temos o privilégio de estarmos na presença dEle. Somos como um cão morto diante de Deus, somente pela Sua infinita Graça é que somos aceitos diante dEle em Cristo.

A graça exalta a Deus e humilha o pecador. Aqueles que a si mesmo tem se considerado um cão morto têm entendido o real significado da graça de Deus. Hoje onde ouvimos “eu determino”, “eu declaro”, “eu isso”, “eu aquilo”, tais pessoas nada sabem de Deus e muito menos da Sua graça, pois se acham dignos e merecedores das coisas que estão reivindicando diante de Deus.

Auto-exame:

1) Você entra na presença de Deus humilde e confiadamente como um cão dependendo exclusivamente da graça dele ou entra ousada e tolamente como uma pessoa não-convidada na corte real?
2) você reconhece que: (1) o ar que você respirou agora e todo funcionamento biológico correto ou não do seu corpo, (2) todas suas posses ou ausência de posses, (3) todos seus relacionamentos bons ou ruins, (4) e, principalmente, toda sua salvação, incluindo, sua fé, suas boas obras, seu novo coração, sua perseverança na fé, sua santificação e, no final, sua glorificação vem exclusivamente pela graça? E se é pela graça, você não tem o direito de se gloriar por nada? Você entende que se você crê em Cristo hoje e é salvo isso é por conta da graça de Deus e não nada de bom que haja em você (porque não há
nada de bom em sua carne)?
3) Você compreende que quando você reclama ou murmura você está insinuando que a graça de Deus não te é suficiente?

Sola Fide


“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.” Efésios 2:8-9

Somente pela fé, e unicamente por ela, o pecador é salvo com base nos méritos eternos de Cristo. Sendo assim, a presente sola reafirma os três solas anteriores: a Escritura é o meio pelo qual Cristo é revelado, sendo este o alvo da fé, sendo que a fé é um presente concedido graciosamente por Deus “e isto (a fé) não vem de vós”.

Somente pela fé na pessoa e obra de Cristo é meio pelo qual Deus declara o pecador injusto em justo. A necessidade de tal ato se dá por causa da nossa total inabilidade e capacidade para satisfazer a justiça de Deus. Porque somos pecadores, todas as nossas obras estão corrompidas pelo pecado e, portanto, são inúteis a Deus, ou como a própria Escritura trata (Isaías 64:6) , como algo podre:

Diante da nossa impotência e incompetência, não podemos confiar em nossa carne, em nosso esforço e sim unicamente na obra de Cristo na cruz. A fé é a atitude de total confiança no que as Escrituras declaram a respeito de Cristo e sua Obra.

Auto-exame:

1) Você tem se achegado a Deus exclusivamente pela fé em Cristo, o novo e vivo caminho, reconhecendo que não há absolutamente nada de bom em você ou você tenta fazer alguma obra para que Deus o aceite? Essas obras podem ser: frequência no culto, dizimar ou ofertar, ler a Bíblia ou orar, ficar um tempo sem pecar. Pense nisto: Fé salvadora é o arremesso desesperado de uma alma desesperada nos braços de um Todo-Poderoso Salvador

2) A justificação pela fé não é somente o perdão dos pecados, mas Deus também imputa sobre aquele que crê a própria justiça perfeita de Cristo. Sendo assim, você tem se visto como Deus o vê, ou seja, alguém declarado como perfeitamente justo?

3) Você tem descansado na obra de Cristo como suficiente ou sempre se preocupado que Deus não irá aceitá-lo?

4) Algumas pessoas tem uma noção errada sobre a importância da fé, achando que depois que somos justificados pela fé somente, nós passamos a tentar ser aceitos diante de Deus, em nossa santificação, pelo cumprimento da lei moral de Deus (boas obras). Contudo a vida cristã é iniciada, mantida e finalizada pela fé. Você não vai obter nenhum progresso em santificação se você não estiver descansando em Cristo como sua justiça. Justificação é a base para santificação. Portanto, medite nisto: toda boa obra que você realiza buscando ser aceito diante de Deus é, em si, um pecado, pois está minimizando a glória de Cristo e sua dependência dele. Não faça boas obras para ser aceito diante de Deus, faça pois você o ama e quer que “os homens vejam a sua luz e glorifiquem a Deus”.

5) Se há somente um Deus e todos somos igualmente pecadores e justificados unicamente pela fé, não há nenhum povo ou tipo de pessoa que o Evangelho não possa alcançar. Pense no impacto que isso tem sobre missões globais.

Soli Deo Gloria

“Porque dele e por meio dele e para ele são todas as cousas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém” Romanos 11:36 

Somente para Deus a glória, e unicamente para Ele. A Igreja existe para a demonstração deste valor: o valor que Ele tem. Não a respeito de nós, ou o que nós buscamos ter, mas sim exclusivamente a Ele, de modo que os hinos e cânticos girem em torno da pessoa e dos atributos de Deus. A mensagem não deve ser antropocêntrica (o homem como o centro) e sim Cristocêntrica (Cristo como o centro).

Somente para Deus a glória, e unicamente para Ele. Este o fim principal da nossa existência: a glória de Deus. Glorificar a Deus é tão somente reconhecer a atribuir a Ele todas as perfeições dEle. Somente na pessoa dEle termos o nosso gozo.

Somente para Deus a glória, e unicamente para Ele, sendo Ele a fonte (Porque dele) o mantenedor (por meio dele), e o alvo (para ele são todas as coisas) de tudo isso. Sendo assim, a vida dentro e fora da igreja vem dEle. Se obtermos dEle o que necessitamos, sermos mantidos por Ele e com o fim de para Ele fazermos todas coisas.

Como inicia o Catecismo Maior de Westminster diz: Qual é o fim supremo e principal do homem? Resposta. O fim supremo e principal do homem e glorificar a Deus e gozá-lo para sempre. (Rom. 11:36; 1 Cor. 10:31; Sal. 73:24-26; João 17:22-24).

Auto-exame:

1) As músicas que você canta a Deus giram em torno dEle ou de outras coisas? E as pregações, orações, conversas, etc?

2) Você cobra de si atitudes de um modo tal que é como se você fosse o meio para que algo acontecesse e que tudo estivesse em suas mãos?

3) Você tem buscado sua alegria em Deus, em Seu louvor, em todas as áreas da sua vida?






O QUE ESTÃO FAZENDO COM A IGREJA / NICODEMUS LOPES







DOUTRINA BÍBLICA E USOS E COSTUMES NA IGREJA 







A Igreja hoje

Por que ser membro dela?

É maravilhoso ser membro da Igreja de Jesus Cristo! Ele prometeu, durante seu ministério na terra, que edificaria sua Igreja. A Igreja teve seu início miraculoso com a descida poderosa do Espírito Santo e continua crescendo com sua atuação regeneradora. Ninguém faz parte da Igreja de Jesus Cristo sem nascer do Espírito. Ela é um povo exclusivo de Deus, foi escolhida livremente pela sua graça antes da fundação do mundo e existe inteiramente para sua glória e prazer.

A palavra “invisível” descreve a Igreja universal. Parece infeliz porque sugere uma ideia platônica, isto é, que a Igreja pode existir sem uma expressão visível. Os Reformadores desenvolveram esta descrição para manter o princípio, contra Roma, de que a Igreja está fundamentada na graça livre de Deus. Foi assim que os apóstolos enxergaram o povo redimido – do império das trevas – e transportado para o Reino do seu Filho amado. Somente Deus sabe quem realmente lhe pertence; portanto, invisível para nós.


Para se tornar parte da Igreja, a Bíblia exige confissão pública, normalmente no batismo, e uma fé genuína na ressurreição histórica de Jesus dentre os mortos. Não há garantia de que os que confessaram o nome do Senhor e “creram nEle” foram realmente regenerados. A confirmação da fé salvadora de um membro da Igreja de Jesus Cristo vem através do amor de Deus derramado nos corações dos salvos e a perseverança no caminho. Declara o autor de Hebreus: “Pois passamos a ser participantes de Cristo, desde que, de fato, nos apeguemos até o fim à confiança que tivemos no princípio” (3.14 – NVI).


A Igreja é um templo, disse Paulo, querendo dizer com isso que Deus habita no meio de sua família na terra, tal como habitava no Santo dos Santos no templo de Salomão. Para Pedro, a Igreja é representada por uma casa espiritual edificada com pedras vivas porque chegaram à Pedra Viva (Jesus). A Igreja é um campo com plantas (pessoas) que têm qualidades que o Espírito desenvolve para demonstrar seu amor: “alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio” (Gl 5.22,23).


A Igreja ganhou o título de família de Deus pelo fato de que Ele adotou os membros como filhos. A fraternidade dos “irmãos” da Igreja deve ser uma expressão do relacionamento familiar que une os que gozam do direito de fazer parte dessa nova “raça eleita”. Ela também é um “novo homem” com ambições distintas dos homens da raça de Adão e Eva.


Tristemente, não podemos concordar com todas as posturas de todos os líderes humanos que pastoreiam mais de um milhão e meio de igrejas locais no mundo inteiro. Alguns deles ensinam doutrinas antibíblicas e promovem práticas opostas às que Deus propõe para sua Igreja. A infidelidade dos membros não nega a finalidade de Deus em resgatar pecadores das garras satânicas, dando-lhes vida pela graça recebida por fé. Deus “nos escolheu nele antes da fundação do mundo para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença” (Ef 1.4).


Ortodoxia doutrinária que produz igrejas que apresentam a imagem de Cristo não pode ser definida com absoluta precisão. No entanto, o alvo que Paulo declarou para os colossenses deve ser a ambição principal de todos os que amam ao Senhor Jesus de verdade. “Nós o proclamamos, advertindo e ensinando a cada um com toda a sabedoria, para que apresentemos todo homem perfeito em Cristo” (1.28). Foi o mesmo interesse que Jesus teve logo antes de sua ascensão: “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo que eu lhes ordenei” (Mt 28.19,20).


CONCLUSÃO


As aberrações doutrinárias e desvios nas práticas comprovam a vulnerabilidade da igreja no mundo pós-moderno. Jesus estava consciente do perigo que a igreja correria quando levantou a questão da fé existir ou não na terra quando Ele voltar. Como a igreja de Laodicéia, que não reconhecia sua condição miserável, digna de compaixão, pobre, cega e nua, as igrejas contemporâneas são suscetíveis às tentações mundanas e a viverem longe dos alvos do seu Senhor. Que Deus graciosamente mostre misericórdia para com sua Igreja, enviando líderes e membros comprometidos com as ordens que Ele passou para ela através de seus apóstolos e profetas há dois mil anos.


Fonte: Revista Enfoque
Russel Shedd




A IGREJA PRECISA ENXERGAR A REALIDADE DAS PERSEGUIÇÕES

( Marcos 13:9-13)

" Mas olhai por vós mesmos; pois por minha causa vos hão de entregar aos sinédrios e às sinagogas, e sereis açoitados; também sereis levados perante governadores e Reis, para lhes servir de testemunho. Mas importa que primeiro o evangelho seja pregado entre todas as nações. Quando, pois, vos conduzirem para vos entregar, não vos preocupeis com o que haveis de dizer; mas, o que vos for dado naquela hora, isso falai; por que não sois vós que falais, mas sim o Espírito Santo. Um irmão entregará a morte a seu irmão, e um pai a seu filho; e filhos se levantarão contra os pais e os matarão. E sereis odiados de todos por causa do meu nome; mas aquele que perseverar até o fim, esse será salvo".

A igreja precisa enxergar a realidade das perseguições por causa do Evangelho de Jesus. Paulo, escrevendo a Timóteo, disse: ''Pois todo aquele que deseja viver piamente em Cristo Jesus, padecerá perseguições".


Jesus, encerrando as bem-aventuranças, disse:


"Exultai e alegrai-vos porque é grande o vosso galardão nos céus, pois assim perseguiram os profetas que foram antes de vós". E perseguiram mesmo, de verdade. De fato, os profetas foram por demais perseguidos, por causa da Palavra de Deus; injuriados, negligenciados,humilhados, aprisionados, envergonhados publicamente. 


O profeta padeceu por causa de Cristo. Saulo (Atos 9) respirava ameaça de morte contra os cristãos. Teve uma experiência tremenda com Jesus, no caminho de Damasco. Diz a Palavra do Senhor, que Deus chamou o seu servo Ananias e disse: "Ananias, vá lá na cidade, na rua direita, pois tem um jovem lá chamado Saulo; ele está orando". E Ananias disse: " Senhor, Saulo não é esse que persegue os cristãos? Não é esse, Senhor, que anda por aí encontrando crentes e levando presos a Jerusalém?" E Deus disse: " Ananias, vá! Porque ele é para mim um vaso escolhido". E então disse Deus, ainda, a Ananias algo que Saulo não ouviu, mas que depois experimentou na própria carne. Deus disse: "Eu lhe mostrarei o quanto lhe convém padecer pelo meu nome".

" A IGREJA PRECISA ENTENDER QUE SER CRISTÃO IMPLICA PERSEGUIÇÃO. SER CRISTÃO SIGNIFICA PADECIMENTO. SER CRISTÃO SIGNIFICA O ENFRENTAMENTO DE SITUAÇÕES ADVERSAS: AÇÕES, INJÚRIAS, CALÚNIAS, MENTIRAS, PRISÕES, AÇOITES E PERSEGUIÇÕES".
Não encontramos respaldo na Palavra de Deus para o cristianismo cor-de-rosa. Não encontramos respaldo no Novo Testamento para o cristianismo de bem com a vida, para o cristianismo diplomático. Não encontramos respaldo na Bíblia para essa heresia que povoa o nosso tempo dizendo que tudo vai ficar muito bem com você; você não vai sofrer enfermidades, todas serão curadas; você não vai ter problemas, todos serão solucionados; você vai ficar rico, cada vez mais rico, a famosa "teologia da prosperidade".

O Evangelho de Jesus significa perseguição e tribulação. É assim que aprendemos na Palavra de Deus.

" CRISTO NÃO MORREU NA CRUZ PARA FAZER VOCÊ FELIZ; ELE MORREU NA CRUZ PARA FAZER VOCÊ SANTO".
E a diferença é abismal, porque muitas vezes, à busca de uma felicidade mundana e secularizada, você abandona o processo de santificação.

Enxergando isso, você consegue enxergar as perseguições inerentes à vida de um cristão autêntico.


Estudo e pesquisa : Livro = Curando as Enfermidades da Igreja

Autor: Lécio Dornas









A IGREJA CATÓLICA (universal) EM SUA DUPLA CARACTERÍSTICAS LOCAL









 As Igrejas de Deus...

"Pois vós, irmãos, vos tornastes imitadores das igrejas de Deus em Cristo Jesus que estão na Judéia" (1 Tes. 2:14)

A ignorância que prevalece no Cristianismo agora em relação às Igrejas de Deus é profunda e mais geral que qualquer outro erro sobre qualquer outro tema das Escrituras. Muitos que são fortes em relação ao Evangelho e são corretamente ensinados sobre os grandes fundamentos da fé, estão equivocados em relação à Igreja. Há de se notar que a confusão que abunda diz mais respeito a palavra "Igreja". Há poucas palavras com tamanha variedade de sentidos. O homem comum entende por "igreja" um edifício no qual as pessoas se congregam para a adoração pública. Porém os que compreendem melhor, sabem que o termo se refere as pessoas que se congregam neste edifício.

Outros usam o termo em um sentido denominacional e chamam de a "Igreja Metodista" ou a "Igreja Presbiteriana". Também se emprega para chamar de instituições do Estado como a "Igreja da Inglaterra" ou a "Igreja da Escócia".

Para os papistas, a palavra "igreja" é quase sinônimo da palavra "salvação", porque eles ensinam que todos os que estão fora da "Santa Igreja Mãe" estão eternamente perdidos.


Para muitos que são até mesmo povo de Deus, parece não interessar-lhes o que Deus pensa sobre o tema. É triste notar que homens devotos no Evangelho, que proclamam a Palavra de Deus, nos comentam que não se molestam em relação à doutrina da Igreja; que a salvação é um tema mais importante; e o estabelecimento dos Cristão nos fundamentos é tudo o que é necessário.

Vemos que eles dão capítulo e versículo para cada declaração que fazem e enfatizam a autoridade da Palavra de Deus, porém cerram os olhos à seus ensinamentos sobre a Igreja.

Que constitui uma Igreja Neotestamentária ?

Que haja multidões de supostos Cristãos que desdenham a importância desta questão em manifesto. Suas ações os demostram. Não se molestam em contestar a pergunta. Alguns estão contentes em ficar fora de qualquer Igreja terrenal. Outros se unem a alguma igreja por considerações sentimentais, porque seus pais ou seus parentes pertencem à ela. Todavia outros se unem a uma igreja por motivos mais baixos, por razões políticas ou de negócios. Porém isto não deve ser assim.

Se o leitor é um Anglicano, deve sê-lo porque está convencido de que sua igreja é a mais bíblica. Se é presbiteriano, deve sê-lo pela convicção de que sua igreja está mais de acordo com a Palavra de Deus. E assim também se és Batista, ou Metodista, etc.


Há muitos outros que não guardam nenhuma esperança de poder contestar satisfatoriamente a pergunta: O que é uma Igreja Neotestamentária ? A confusão que causam no Cristianismo, as numerosas seitas e denominações, que diferem amplamente na doutrina e na constituição da igreja e na sua ideia sobre o governo, tem desanimado a muitos. Não dispõe de tempo necessário para examinar as declarações de muitas denominações. Muitos Cristãos são pessoas muito ocupadas, que trabalham muito para ganhar a vida, e não tem o tempo necessário para investigar adequadamente os méritos escriturísticos dos diferentes sistemas eclesiásticos. 


Consequentemente deixam de um lado a questão, porque a vem demasiadamente difícil e complexa para poder chegar a uma conclusão satisfatória e conclusiva. Porém não, a solução não deve ser assim. Em vez de que estas diferenças de opiniões nos deixem perplexos, devem estimular-nos a chegar a compreender a mente de Deus em relação ao assunto. Se Ele nos diz que devemos "comprar a verdade", o que implica que o esforço e o sacrifício são necessários, somos convidados a "provar todas as coisas".

Agora, é óbvio a todos que deve haver uma maneira mais excelente do que examinar os credos e os artigos de fé de todas as demais denominações. O único método satisfatório para descobrir a resposta divina à pergunta é voltarmos para o próprio Novo Testamento e estudar seus ensinamentos relacionados à "Igreja"; não os pontos de vista de algum homem piedoso; não aceitando o credo de uma Igreja a qual pertencem os meus pais; mas sim provando todas as coisas por si mesma. O povo de Deus não tem nenhum direito de organizar uma igreja sobre fundamentos que não são os que governaram as Igrejas no tempo do Novo Testamento. Uma instituição cujos ensinamentos ou governo são contrários aos Novo Testamento sem dúvida não é uma igreja neotestamentária.

Agora, se Deus tem considerado de suma importância colocar entre as páginas de inspiração, o que é uma igreja neotestamentária, então deve ser importante para cada homem ou mulher estudar o que está escrito, e submetermos a sua autoridade e conformarmos à sua conduta. Assim que apelo ao Novo Testamento unicamente e busco a resposta a nossa pergunta.

1. Uma Igreja Neotestamentária é um corpo local de crentes. Muita confusão tem sido o resultado de se utilizar adjetivos que não se encontram no Novo Testamento. Se fossemos perguntar a alguns Cristãos: a que igreja você pertence ? Contestariam: a grande igreja invisível de Cristo – uma igreja que é intangível e invisível. Quantos repetem o Credo dos Apóstolos, "Creio na santa igreja católica ?, que certamente não era parte alguma no credo que os apóstolos mantiveram. Outros falam de uma "igreja militante" e de uma "igreja triunfante", porém nenhum destes termos se encontram nas Escrituras, e os empregarmos somente cria dificuldade e confusão. No momento que deixamos de reter "o modelo das sãs palavras" (2 Timóteo 2:13) e usamos termos não-escriturísticos, somente nos confundimos ainda mais. Não podemos melhorar as Sagradas Escrituras. Não há necessidade de inventar mais temos, fazê-lo é criticar o vocabulário do Espírito Santo. 


Quando alguns falam de uma igreja universal de Cristo,empregam um termo anti-escriturístico. O que querem dizer é "a família de Deus". Esta última expressão inclui toda a companhia dos eleitos, porém a palavra "Igreja" não tem o mesmo sentido.

O tipo de Igreja que é enfatizado no Novo Testamento, não é nem invisível nem universal, mas visível e local. A palavra para "igreja" é ekklesia e os que conhecem a língua grega estão de acordo que significa uma assembléia. Uma assembléia é uma companhia de gente que se reúne atualmente. Se nunca se reúnem, então isso seria um mal uso da linguagem dizer que são uma assembléia. Por isso, como todo o povo de Deus nunca tem estado em uma assembléia, juntos, não há uma Igreja ou assembléia universal. Essa igreja é todavia futura porque ainda não tem uma existência corporal.

Para provar o que se disse acima, vamos examinar as passagens onde o termo foi usado pelo nosso próprio Senhor durante os dias de sua carne. Somente duas vezes nos quatro Evangelhos encontramos a Cristo falando de sua "Igreja". A primeira está em Mateus 16:18, onde disse Jesus a Pedro "Sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela". A que tipo de Igreja se referia o Salvador ? A grande maioria dos Cristãos pensam que foi a grande Igreja invisível, mística e universal, que inclui todos os redimidos. Porém certamente estão equivocados. Se isto houvesse sido o sentido da palavras, necessariamente haveria dito "Sobre esta pedra estou construindo minha Igreja". 


Porém disse "construirei", tempo futuro. O que demonstra que quando falou estas palavras, a Igreja não tinha existência, salvo no propósito de Deus. A igreja à qual Cristo se refere em Mateus 16:18 não podia ser universal, isto é, uma igreja que inclui todos os santos de Deus, porque o tempo do verbo que emprega manifestamente exclui os santos do Antigo Testamento. Além disso, nosso Senhor não se referia à Igreja na glória, porque essa Igreja já não estará sob o perigo das portas do inferno. Sua declaração que "as portas do inferno não prevalecerão contra ela" sem dúvida esclarece que se refere a Sua Igreja sobre a terra, uma Igreja visível e universal.

O único outro exemplo de nosso Senhor falando da Igreja quando esteve na terra, se encontra em Mateus 18:17 : "Se recusar ouvi-los, dize-o à igreja; e, se também recusar ouvir a igreja, considera-o como gentio e publicano". Agora, o único tipo de Igreja a qual um irmão pode falar de seus problemas é um Igreja visível e local. Isto é tão óbvio que não há necessidade de falar mais deste ponto.


No último livro do Novo Testamento, encontramos o nosso Senhor usando o termo outra vez. Primeiro em 1:11 disse a João "Escreve em um livro o que vês, e enviá-lo às sete igrejas que estão na Ásia". Outra vez, é claro que o Senhor fala de igrejas locais. Depois disto, o Senhor usa a palavra 19 vezes no Apocalipse e em cada passagem a referência foi à Igrejas locais. Sete vezes repete "O que tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz as igrejas", não disse "ouça o que o Espírito diz à Igreja" - o que haveria dito se a opinião popular fosse a correta.

A última referência no Apocalipse está em Apocalipse 22:16: "Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas a favor das igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã". A razão disto é que a Igreja de Cristo ainda não tem nenhuma existência tangível e incorporada, seja na glória ou sobre a terra; tudo o que tem agora são suas Igrejas locais.

Uma prova adicional de que o tipo de Igreja que é enfatizado no Novo Testamento é local e visível, está em outros passagens da Escritura. Lemos da "igreja que estava em Jerusalém" (Atos 8:1), "a igreja que estava em Antioquia" (Atos 13:1); "a igreja de Deus que está em Corinto" (1 Coríntios 1:2) – tomem nota de que ainda que esta Igreja tinha vínculos com as demais Igrejas, se distingue de "todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo" (1 Coríntios 1:2). Outra vez lemos de Igrejas, plural no número. "Assim as igrejas em toda a Judeia  Galileia e Samaria  tinham paz..." (Atos 9:31); "...As igrejas de Cristo vos saúdam" (Romanos 16:16); "...as igrejas da Galácia" (Gálatas 1:2). Assim que se pode ver que a ideia proeminente e dominante no Novo Testamento, foi de Igrejas locais e visíveis.

2. Uma Igreja Neotestamentária é um corpo local de crentes batizados. Por "crentes batizados" quero dizer Cristão que tenha sido submergidos em água. Em todo o Novo Testamento, não há nem um só caso de alguém que chegara a ser membro de uma igreja de Jesus Cristo sem ser primeiro batizado; há muitos casos, muitas indicações e provas de que todos os que pertenciam às igrejas nos dias dos apóstolos eram Cristãos batizados.

Vamos ver primeiro a última parte de Atos 2:47: "E cada dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos". Notem que o versículo não diz que "Deus" ou "o Espírito Santo" ou "Cristo" mas "o Senhor" acrescentava. A razão é esta: "o Senhor" leva a ideia de autoridade e os que Ele acrescentava à igreja haviam se submetido ao Seu senhorio. E a maneira pela qual haviam submetido a Ele está nos versículos 41-42: "De sorte que foram batizados os que receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas; e perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações". Assim que durante os dias mais primitivos desta dispensação, o Senhor acrescentava à Sua igreja pessoas que estavam batizadas. 


Vejam a primeira das epístolas. Romanos 12:4-5 demonstra que os santos em Roma formavam uma igreja local. Agora regressemos a Romanos 6:4-5 onde encontramos o apóstolo dizendo aos membros de Roma (e deles): "Fomos, pois, sepultados com ele pelo batismo na morte, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida. Porque, se temos sido unidos a ele na semelhança da sua morte, certamente também o seremos na semelhança da sua ressurreição". Assim que os membros da igreja local em Roma eram cristãos batizados.

Agora considerem a igreja em Corinto. Em Atos 18:8 lemos: "e muitos dos coríntios, ouvindo, criam e eram batizados". Outra prova de que os santos de Corinto foram batizados se acha em 1 Coríntios 1:13-14; 10:2,6. E 1 Coríntios 12:13 traduzido corretamente (espero comentar sobre esta passagem em outro artigo mais adiante) expressamente afirma que a entrada à assembléia local é pelo batismo nas águas.

E antes de passar a outro ponto, permita-me dizer que um igreja composta de crentes batizados é óbvia e necessariamente uma igreja batista – de que mais a vamos chamar ? Este é o nome que Deus deu ao primeiro homem que chamou e comissionou para batizar. O nomeou "João Batista". E por isso os verdadeiros batistas não devem ter vergonha do nome que levam. Se alguém perguntar: por que não chamou o Espírito Santo de a "igreja batista em Corinto"? ou, "das igrejas batistas na Galácia"? Contestamos, por esta razão: não havia, nesse tempo, necessidade de assinalar distinções utilizando este adjetivo. 


Não havia outros tipos de igrejas nos dias dos apóstolos, além de igrejas batistas. Todas eram Igrejas Batistas; isto é, todas estavam compostas de crentes batizados de acordo com as Escrituras. São os homens que tem inventado outras "igrejas" e nomes para as igrejas agora em existência.

3. Uma Igreja Neotestamentária é um corpo local de crentes batizados que formam uma organização. Uma assembléia é uma companhia de pessoas que se reúnem juntos em uma organização, de outro modo não haveria nada para distinguir-lhes de uma multidão qualquer. Prova clara disto se acha em Atos 19:39: "E se demandais alguma outra coisa, averiguar-se-á em legítima assembléia". Estas palavras foram pronunciadas pelo escrivão do povo à multidão que quebrantava a paz. 


E havendo "apaziguado a multidão" e havendo afirmado que os apóstolos não eram nem ladrões de igrejas ou blasfemadores da deusa do povo, lhes recordou a Demétrio e seus seguidores que "os tribunais estão abertos e há procônsules"; e lhes convida a acusar-se uns aos outros. A palavra grega para "assembléia" nesta passagem é ekklesia e a referência foi à corte jurídica Romana, isto é, uma organização governada por leis.

Também as figuras usadas pelo Espírito Santo em relação com a "igreja" são pertinentes unicamente a uma organização local. Em Romanos 12 e em 1 Coríntios 12 Ele emprega o "corpo" humano como uma analogia ou ilustração. Este exemplo não é próprio para representar uma igreja "invisível" ou "universal" cujos membros estão esparzidos por toda a terra. Não é necessário recordar ao leitor que não há organização mais perfeita na terra que o corpo humano, cada membro em seu lugar apropriado, cada um cumprindo seu dever e função. Em 1 Timóteo 3:15 a igreja é chamada "a casa de Deus". Esta "casa" fala de organização, cada habitante tendo sua própria recâmara, os móveis em seu lugar, etc.

Outra prova de que uma "igreja" neotestamentária é uma companhia local de crentes batizados, em uma relação organizada, se acha em Atos 7:38, onde o Espírito Santo aplica o termo ekklesia aos filhos de Israel – "na congregação (igreja) no deserto". Agora bem, os filhos de Israel no deserto eram uma assembléia organizada, redimida e batizada. Será que alguém se surpreenda que foram batizados ? Porém a Palavra de Deus é mui explícita neste ponto: "Pois não quero, irmãos, que ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem, e todos passaram pelo mar; e, na nuvem e no mar, todos foram batizados em Moisés" (1 Coríntios 10:1-2). Também estavam organizados; tinham seus "príncipes" (Números 7:2) e seus "sacerdotes", "anciões" (Êxodo 24:1) e seus "oficiais" (Deuteronômio). 


Assim pois podemos ver que foi correto aplicar o termo ekklesia a Israel no deserto. E podemos descobrir como sua aplicação a Israel nos ajudar a definir seu sentido exato. Vemos que uma igreja neotestamentária tem seus "oficiais", seus "anciões" (que é o mesmo que "bispos"), "diáconos" (Timóteo 3:11,12), "tesoureiro" (João 12:6; 2 Coríntios 8:19), e "escrivão" – a enumeração dos membros (Atos 1:15) claramente implica um registro.

4. Uma Igreja Neotestamentária é um corpo local de crentes batizados em uma organização pública e corporalmente adorando a Deus pela maneiras que Ele estabeleceu. Seria necessário citar uma boa parte do Novo Testamento, para amplificarmos sobre este tema. Melhor é que o leitor leia com cuidado o livro dos Atos e as epístolas, com uma mente aberta, e encontrará abundante confirmação do tema. 


Porém somente permita-me dizer em resumo: Primeiro, para manter "a doutrina dos apóstolos" e o companheirismo (Atos 2:42). Segundo, para preservar e perpetuar o batismo escriturístico e a ceia do Senhor: "as instruções tal como" Paulo as entregou à Igreja (1 Coríntios 11:2). Terceiro, para manter a disciplina santa: Atos 13:17; 1 Timóteo 5:20-21, etc. Quarto, para ir a todo o mundo e pregar o Evangelho a toda criatura (Marcos 16:15).

5. Uma Igreja Neotestamentária é independente de tudo, menos de Deus. Cada igreja local é completamente independente de todas as demais. Uma igreja em uma cidade não tem autoridade sobre outra igreja em outra cidade. Nem tampouco pode um grupo de igrejas locais eleger um "comitê", "presbitério" ou "papa" para assenhorar-se sobre os membros daquelas igrejas. Cada igreja tem seu próprio governo, conforme 1 Coríntios 16:3; 2 Coríntios 8:19. Por "governo" quero dizer que sua obra é administrativa e não legislativa.


Uma igreja neotestamentária deve fazer todas as coisas decentemente e em ordem (1 Coríntios 14:40), e sua única regra para ordenar as coisas, é a Sagrada Escritura. Seu único modelo, sua corte de apelação, é a Bíblia e nada mais que a Bíblia, pela qual todas as questões de fé, doutrina, e a vida Cristã são determinadas. Sua única cabeça é Cristo: Ele é seu Legislador, Fonte e Senhor.

A Igreja local deve ser governada pelo que o Espírito disse às igrejas. Por isso logicamente está separada do Estado e deve recusar o sustento econômico do Estado. Ainda que seus membros são instruídos a submeterem-se "às autoridades superiores" (Romanos 13:1), não devem permitir que o Estado lhes dite nos assuntos da fé ou da prática.

A administração do governo de uma igreja neotestamentária reside em sua própria membresia e não em um corpo especial de homens, seja dentro ou fora da igreja. Uma maioria de seus membros decidem as ações da igreja. Isto se vê claramente em 2 Coríntios 2:6: "Basta a esse tal (a pessoa disciplinada) esta repreensão feita por muitos". As últimas duas palavras "por muitos" é tradução de hupo ton pleionon. Pleionon é um adjetivo e literalmente significa pela maioria e é traduzido assim pelo Dr. Charles Hodge, um dos melhores e competentes conhecedores do Grego.


Em resumo: a menos que haja uma companhia de pessoas regeneradas, batizadas de acordo com as Escrituras, organizadas segundo o Novo Testamento, adorando a Deus segundo suas instruções, tendo companheirismo com a doutrina dos apóstolos, mantendo as ordenanças, preservando a disciplina estrita, ativa na evangelização, então não há uma igreja neotestamentária, chame o que se chame. Porém se uma igreja possui estas características, é então a única instituição em toda terra ordenada, construída e aprovada pelo Senhor Jesus Cristo. Assim que o escritor considera seu maior privilégio, depois de ser salvo, pertencer a uma de Suas igrejas. Que a graça divina me ajude a andar dignamente como membro de Sua Igreja!

Arthur W. Pink (1927)

Monergismo 





Igreja, uma Comunidade Terapêutica 

Gálatas 6:1-5

A Igreja pode ser um lugar de vida ou pode ser um lugar de adoecimento. 

Há muitas igrejas, que por se afastarem da Palavra de Deus, por não seguirem a norma e o preceito do amor, por não viverem de acordo com os ensinos do Senhor Jesus, acabam-se tornando laboratórios de doença, região perigosa para a saúde emocional e espiritual. O apóstolo Paulo está escrevendo para as igrejas da Galácia, essas igrejas foram plantadas por Paulo e Barnabé, na sua primeira viagem missionária, percorrendo a região onde os gentios e os judeus viviam, em que muitos frequentavam sinagogas nas cidades de Antioquia da Pisídia, Derbe, Listra e Icônio. 


   Deus operou coisas grandiosas naquelas cidades, salvando centenas de pessoas; foram lutas imensas, Paulo chegou a ser apedrejado em Listra. Porém, quando ele sai desta região, os judaizantes que desceram desta região começaram a ensinar que se os gentios não fossem circuncidados eles não poderiam ser salvos, pregando que a fé em Cristo não era suficiente para salvação, introduzindo um elemento a mais, para que o homem pudesse contribuir com Deus para o processo de sua salvação.


Paulo escreve esta carta aos Gálatas para rechaçar estes ensinos heréticos dos judaizantes, reafirmando que a fé em Cristo é suficiente para nossa salvação, e que nós não podemos contribuir com Deus com as nossas obras para sermos salvos, pois somos justificados pela fé, independentemente das obras. Nós temos aí, um grande risco na igreja, que é a influência daqueles que nós chamaríamos hoje de pessoas legalistas; pessoas que impõe sobre as outras pessoas: fardos, regras, preceitos e mais preceitos, é a ideia de não toque, não use, não coma, não beba, e o fato de você se privar de alguma coisa ou fazer determinadas coisas é que tornará você aceito por Deus. 


 O legalismo gera doença, radicalismos, transforma a exterioridade da vida naquilo que é essencial, quando Deus não vê aparência, Deus vê o coração. O extremo oposto do legalismo é a licenciosidade, são aquelas pessoas que dizem: “Eu não quero mais preceitos sobre a minha vida”, “Não quero mais normas sobre a minha vida”, “Eu não quero mais regras”, “Eu não quero mais leis”, “Eu quero viver conforme o meu coração desejar”; e estas pessoas normalmente se descambam para uma vida de permissividade. Paulo está escrevendo exatamente para corrigir estes dois extremos, e vai dizer para nós que a igreja precisa ser uma comunidade terapêutica, um lugar de cura e não de adoecimento emocional, moral e espiritual. 


 E aqui em Gálatas 6:1, Paulo diz assim: “Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura, e guarda-te para que não sejas também tentado”. Talvez um dos grandes dramas da igreja contemporânea é não saber lidar biblicamente com a questão da disciplina. Algumas igrejas fazem vistas grossas ao pecado, permitem tudo, nada é proibido, tudo é permitido, não há regras, não há fronteiras, não há limites, as pessoas entram pra igreja, mas continuam vivendo uma vida mundana, pecaminosa, sem que a igreja tome nenhuma iniciativa para orientar, disciplinar, corrigir e restaurar estas pessoas. O apóstolo Paulo está falando de como a igreja deve lidar quando um membro da igreja fracassa e cai, tropeça e vai ao chão, ou passa por uma experiência amarga de um deslize moral e espiritual. Qual a atitude que a igreja deve tomar?


    Paulo diz: “Meus irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta”. A primeira coisa que Paulo está dizendo é que não há uma pessoa específica de quem ele está falando, pode ser você, pode ser eu, o grande ou pequeno, o pobre ou rico, o líder ou o liderado, todos nós estamos ainda sujeitos a surpresas na nossa vida e precisamos nos acautelar. Paulo está falando de uma falta que não foi planejada, não é aquele pecado em que a pessoa fez provisão para ele, é aquela pessoa que caiu repentinamente, imperceptivelmente, saiu do caminho, escorregou, foi ao chão, mas ela não tinha planejado deliberadamente cometer aquele delito, aquela transgressão, aquele pecado. Como a igreja deve lidar com essas pessoas?


A primeira coisa que Paulo diz, é que esta pessoa precisa ser confrontada, “corrigida”; esta expressão na língua portuguesa traz uma idéia equivocada muitas vezes, porque nós temos a tendência de pensar que corrigir alguém é dar um sermão pesado, dar uma escaramuça, humilhar a pessoa em público, esmagar a pessoa que está machucada, e Jesus disse que nós não podemos esmagar a cana quebrada nem apagar a torcida que fumega. A palavra corrigir é uma palavra exatamente branda, é um gesto de amor, de ternura, é estar do lado da pessoa, não para humilhá-la, não para massacrá-la, não para jogá-la para fora da igreja como alguma coisa imprestável, mas é para estar do lado dela, para socorrê-la, para soerguê-la, para restaurá-la.


O apóstolo Paulo chega a dizer o seguinte, que esta correção tem que ser com o “espírito de brandura”, porque na verdade a ideia de corrigir, no grego (língua em que foi escrito o novo testamento), expressa a ideia da medicina, da ortopedia, de alguém que está com o osso quebrado ou deslocado e precisa ser colocado no lugar, a pessoa já está ferida, está machucada, e é necessário que esse processo do tratamento de uma pessoa que é surpreendido em alguma falta dentro da igreja, seja tratado com muito zelo, muito amor, muita ternura, muita paciência, muita benignidade, para que essa ferida não seja maior, para que este trauma não seja mais profundo e para que essa dor não seja mais avassaladora.


  E Paulo diz o seguinte: “E guarda-te, para que não sejas também tentado”, em outras palavras Paulo diz que nós precisamos ser humildes; a vaidade, a soberba, o orgulho de lidar com a pessoa que caiu como se nós fossemos superiores, como se essa pessoa fosse indigna, não é uma atitude cristã, e há muitas pessoas na igreja feridas, machucadas emocionalmente, esmagadas por uma liderança truculenta, muitas vezes sem amor, legalistas, que valorizam o exterior, e muitas vezes condenam no outro aquilo que eles mesmos praticam, transferindo para o outro seus erros, falhas e distorções, e condenando no outro aquilo que deveriam confrontar em si mesmos. Paulo está nos exortando que para ajudarmos as pessoas que caem, para sermos uma igreja de cura, uma comunidade terapêutica, nós precisamos abordar as pessoas com amor e também com humildade.


  Paulo diz no versículo dois que nós devemos levar as cargas uns dos outros; a igreja não é uma comunidade terapêutica apenas quando fala palavras bonitas, discursos eloquentes ou uma fala regada de piedade, mas não tem uma prática correspondente a esta fala. Nós nos tornamos uma comunidade terapêutica quando temos a capacidade de socorrer, de estender a mão, de oferecer o nosso ombro, de levar as cargas uns dos outros. 


  Nós precisamos não condenar aqueles que fracassam, nós precisamos ajudá-los a se levantar. Certa vez os fariseus levaram até Jesus uma mulher apanhada em flagrante adultério, e chegaram para testar a Jesus dizendo: “a Lei de Moisés manda apedrejar aqueles que são apanhados em adultério, Tu o que dizes?”. 


 Jesus Cristo não responde aos inquiridores, ele passa a escrever na terra, na areia, no pó, e a Bíblia não fala o que ele escreveu, mas possivelmente a palavra usada ali era pra escrever uma sentença, talvez Jesus pudesse colocar ali em letras garrafais os pecados dos acusadores, e então Jesus se levanta, levanta os olhos e diz: “Quem não tiver pecado, atire a primeira pedra!”. Diz a Bíblia que eles foram saindo, a partir do mais velho, e aquela mulher que já estava humilhada, machucada, está aos pés de Jesus, e Jesus diz: “Mulher, onde estão os teus acusadores? Eles não te condenaram, eu também não te condeno. Vai e não peques mais”. A verdadeira disciplina lida com firmeza contra o pecado, mas lida com generosidade com o pecador que caiu.


Jesus diz que não podemos esmagar a cana quebrada nem apagar a torcida que fumega, tripudiar sobre aqueles que já estão caídos e machucados não é um sinal cristão, não é uma evidência de uma igreja de cura, uma comunidade terapêutica. Jesus Cristo nos mostrou este gesto de amor na restauração do caído também com Pedro; Pedro tinha negado a Jesus, jurado que não conhecia Jesus, praguejado afirmando não ter nenhum relacionamento com Jesus. A Bíblia diz que Jesus Cristo em vez de esmagá-lo, humilhá-lo e de reduzi-lo a pó, Jesus manda um recado, depois da ressurreição para os seus discípulos e especialmente para Pedro, e encontra-se com eles no Mar da Galileia  e diz a Bíblia que Jesus Cristo ao se encontrar com Pedro não fez qualquer exposição de humilhação àquele discípulo, mas fez-lhe uma pergunta que desceu até a alma: Pedro, tu me amas? Tu me amas? Tu me amas? Jesus Cristo restaura Pedro, mostrando pra igreja qual deve ser a atitude para com aqueles que fracassam e caem.


Muitas vezes ouvimos dizer que a igreja é o único exército que mata os seus feridos. Esta não é uma atitude correta, esta não é uma atitude bíblica, a igreja precisa ser um lugar de cura, a igreja precisa ser um lugar de restauração, a igreja precisa ser um lugar onde os caídos possam ser reerguidos para prosseguir na caminhada da vida. Nós precisamos lidar com firmeza em relação ao pecado, nós não podemos fazer concessão ao pecado, a igreja de Deus precisa ser santa, pura, mas nós precisamos lidar com ternura, com amor e compaixão com relação àqueles que caíram.

   Nós precisamos entender que a igreja de Deus é um lugar de vida, é um lugar de cura, é uma comunidade terapêutica, é um lugar de restauração, é um lugar onde as pessoas machucadas e quebradas podem ser restauradas, aqueles vasos que estão em cacos podem ser refeitos em vasos novos para a glória de Deus.
                                                        Rev. Hernandes D. Lopes




DEZ RAZÕES/ POR QUE FILIAR-SE A UMA IGREJA



 MATURIDADE NO CORPO DE CRISTO




 A IGREJA NO VELHO TESTAMENTO



 POR QUE ACREDITAR NA BÍBLIA




A BÍBLIA ATRAVÉS DOS SÉCULOS / ANTÔNIO GILBERTO







A IGREJA EM SUA DUPLA CARACTERÍSTICA: CATÓLICA E LOCAL









O QUE É A IGREJA? 

Pergunta: "O que é a igreja?"

Resposta:Hoje em dia, muitas pessoas entendem a igreja como um prédio. Esta não é a compreensão bíblica da igreja. A palavra igreja vem da palavra grega “Ecclesia”, que é definida como “uma assembléia”, ou “os que foram chamados”. O significado primário de “igreja” não é de um prédio, mas de pessoas. É irônico que quando você pergunta às pessoas que igreja freqüentam, geralmente dizem Batista, Metodista, ou outra denominação. Muitas vezes eles se referem à denominação ou ao prédio. Leia Romanos 16:5: “...Saudai também a igreja que está em sua casa.” Paulo se refere à igreja em sua casa, não à igreja prédio, mas um corpo de crentes.

A igreja é o Corpo de Cristo. Efésios 1:22-23 diz: “E sujeitou todas as coisas a seus pés, e sobre todas as coisas o constituiu como cabeça da igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos.” O Corpo de Cristo é feito de todos os crentes desde o tempo de Pentecoste até ao Arrebatamento. O Corpo de Cristo consiste em dois aspectos:

(1) A igreja universal é a igreja que consiste de todos aqueles que têm um relacionamento pessoal com Jesus Cristo. I Coríntios 12:13-14 diz: “Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito. Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos.” Vemos que qualquer pessoa que crer é parte do corpo de Cristo. A verdadeira igreja de Deus não é nenhum prédio de igreja em particular ou denominação. A igreja universal de Deus é composta por todos os que já receberam a salvação através da fé em Cristo Jesus.

(2) A igreja local é descrita em Gálatas 1:1-2: “PAULO, apóstolo ... E todos os irmãos que estão comigo, às igrejas da Galácia.” Aqui vemos que na província de Galácia havia muitas igrejas: o que chamamos de igreja local. Uma igreja Batista, igreja Luterana, igreja Católica, etc, não é A igreja, como a igreja universal, mas ao invés disso, uma igreja local. A igreja universal é composta por aqueles que já confiaram em Cristo para salvação. Estes membros da igreja universal deveriam buscar comunhão e edificação em uma igreja local.

Resumindo, a igreja não é um prédio, ou uma denominação. De acordo com a Bíblia, a igreja é o Corpo de Cristo: todos aqueles que já colocaram sua fé em Jesus Cristo para salvação (João 3:16; I Coríntios 12:13). Há membros da igreja universal (O Corpo de Cristo) em igrejas locais.



QUAL O PROPÓSITO DA IGREJA?

Pergunta: "Qual o propósito da Igreja?"

Resposta:Atos 2:42 pode ser considerado como a “frase-propósito” para a igreja: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.” Então, de acordo com esta Escritura, os propósitos ou atividades da igreja devem ser: (1) o ensino da doutrina bíblica, (2) providenciar um espaço de adoração para os crentes, (3) observar a Ceia do Senhor, e (4) oração.

A igreja deve ensinar a doutrina bíblica para que possamos ter os alicerces de nossa fé. Efésios 4:14 nos diz: “Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente.” A igreja deve ser um lugar de comunhão, onde os cristãos possam se devotar uns aos outros e honrar uns aos outros (Romanos 12:10), instruir uns aos outros (Romanos 15:14), ser benignos e misericordiosos uns com os outros (Efésios 4:32), encorajar uns aos outros (I Tessalonicenses 5:11), e principalmente, amar uns aos outros (I João 3:11).

A igreja deve ser um lugar onde os crentes possam observar a Ceia do Senhor, lembrando-se da morte de Cristo e Seu sangue derramado em nosso favor (I Coríntios 11:23-26). O conceito de “partir o pão” (Atos 2:42) também carrega a idéia de refeições compartilhadas. Este é outro exemplo da igreja promovendo a comunhão. O propósito final da igreja, de acordo com Atos 2:42 é a oração. A igreja também deve ser um lugar que promova a oração, ensine a oração e pratique a oração. Filipenses 4:6-7 nos encoraja: “Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.”

Uma outra “comissão” (tarefa) dada à igreja é proclamar o Evangelho de salvação através de Jesus Cristo (Mateus 28:18-20; Atos 1:8). A igreja é chamada a ser fiel em compartilhar o Evangelho através de palavras e ações. A igreja deve ser um “farol” na comunidade: mostrando às pessoas o caminho para nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A igreja deve tanto promover o Evangelho quanto preparar seus membros para proclamar o Evangelho (I Pedro 3:15).

Tiago 1:27 nos dá alguns propósitos finais da igreja: “A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo.” A igreja deve ministrar àqueles que estão em necessidade. Isto inclui não somente compartilhar do Evangelho, mas também providenciar pelas necessidades físicas (comida, roupas, abrigo), quando necessário e apropriado. A igreja deve também equipar os crentes em Cristo com as ferramentas de que necessitam para vencer o pecado e permanecerem livres da contaminação do mundo. Isto é feito pelos princípios dados acima: ensino bíblico e comunhão cristã.

Então, tudo dito, qual o propósito da igreja? Gosto da ilustração em I Coríntios 12:12-27. A igreja é o “corpo” de Deus: somos Suas mãos, boca e pés neste mundo. Devemos fazer as coisas que Jesus Cristo faria se Ele estivesse aqui na terra, fisicamente. A igreja deve ser “cristã”: “como Cristo” e “seguidora de Cristo”.




QUAL É A IMPORTÂNCIA DA CEIA DO SENHOR / COMUNHÃO CRISTÃ?

Pergunta: "Qual é a importância da Ceia do Senhor/Comunhão Cristã?"

Resposta:Um estudo da Ceia do Senhor é uma experiência que estremece a alma por causa da profunda significação que traz. Foi durante a antiga celebração da Páscoa, na véspera de Sua morte, que Jesus instituiu uma nova e significante refeição, uma “refeição de comunhão”, a qual observamos até os dias de hoje, e que é a mais alta expressão da adoração cristã. É um “sermão vivido”, relembrando a morte e ressurreição de nosso Senhor, e vislumbrando o futuro em que retornará em Sua glória.

A Páscoa era a festividade mais sagrada do ano religioso judaico. Comemorava a praga final no Egito, quando os primogênitos dos egípcios morreram e os israelitas foram poupados por causa do sangue de um cordeiro que fora aspergido em seus portais. Então o cordeiro foi assado e comido com pão sem levedura. A ordem de Deus foi que através das gerações vindouras a festividade fosse celebrada. A história está registrada em Êxodo 12.

Durante a celebração, Jesus e os discípulos possivelmente cantaram juntos um ou mais dos “Salmos Aleluia” (Salmos 111-118). Jesus, tomando o pão, deu graças a Deus. Ao parti-lo e distribuir aos discípulos, disse: “Tomai, comei; este é o Meu corpo que é partido por vós.” Do mesmo modo, tomou o cálice, e depois de ceiar, deu-lhes o cálice, e dele beberam. Ele disse: “Este cálice é o novo testamento no meu sangue, que é derramado por vós; fazei isto em memória de Mim.” Ele concluiu a ceia cantando um hino e eles saíram pela noite até ao Monte das Oliveiras. Foi lá que Jesus foi traído, como predito, por Judas. No dia seguinte, Ele foi crucificado.

Os relatos da Ceia do Senhor são encontrados nos Evangelhos, em Mateus 26:26-29, Marcos 14:17-25, Lucas 22:7-22 e João 13:21-30. O Apóstolo Paulo escreveu a respeito da Ceia do Senhor por divina revelação em I Coríntios 11:23-29. (Isto foi porque Paulo não estava, obviamente, presente quando Cristo a instituiu.) Paulo inclui uma afirmação não encontrada nos Evangelhos: “Portanto, qualquer que comer este pão, ou beber o cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor. 


Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice. Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor” (I Coríntios 11:27-29). Podemos perguntar o que significa participar do pão e do cálice “indignamente”. Pode significar ignorar o verdadeiro significado do pão e do cálice, e se esquecer do tremendo preço que nosso Salvador pagou por nossa salvação. Ou pode significar permitir que a cerimônia se torne um ritual morto e formal, ou vir à Mesa com pecado não-confessado. Para guardar a instrução de Paulo, cada um deve examinar a si mesmo antes de comer do pão e beber do cálice, em observância ao aviso.

Outra afirmação de Paulo que não se encontra incluída nos Evangelhos é “Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha” (I Coríntios 11:26). Isto coloca um limite de tempo à cerimônia: até a volta de nosso Senhor. Através destes breves relatos aprendemos como Jesus usou dois dos mais perecíveis elementos como símbolos de Seu corpo e sangue, e os inaugurou como um monumento à Sua morte. Não foi um monumento de mármore esculpido ou latão moldado, mas de pão e suco de uva.

Ele declarou que o pão testemunhava de Seu corpo que seria partido: não houve sequer um osso partido, mas Seu corpo estava tão terrivelmente moído, que dificilmente se reconhecia (Salmos 22:12-17; Isaías 53:4-7). O suco de uva testemunhava de Seu sangue, indicando a terrível morte que em breve experimentaria. Ele, o perfeito Filho de Deus, se tornou a realização de incontáveis profecias do Velho Testamento a respeito do Redentor (Gênesis 3:15, Salmos 22, Isaías 53, etc.). Quando Ele disse: “Fazei isto em memória de Mim”, indicou que esta era uma cerimônia a ter continuidade no futuro. 


Também indicou que a Páscoa, que exigia a morte de um cordeiro e vislumbrava a vinda do Cordeiro de Deus que tiraria o pecado do mundo, se fazia agora obsoleta. O “Novo Testamento” tomou seu lugar quando Cristo, o Cordeiro da Páscoa (I Coríntios 5:7), foi sacrificado (Hebreus 8:8-13). O sistema sacrificial não era mais necessário (Hebreus 9:25-28).



POR QUE É IMPORTANTE A FREQUÊNCIA À IGREJA?

Pergunta: "Por que é importante a freqüência à igreja?"

Resposta:A Bíblia nos diz que precisamos ir à igreja para que possamos adorar a Deus com outros crentes e ser instruídos em Sua Palavra para nosso crescimento espiritual (Atos 2:42; Hebreus 10:25). A igreja é o lugar onde os crentes podem amar uns aos outros (I João 4:12), exortar uns aos outros (Hebreus 3:13), “estimular” uns aos outros (Hebreus 10:24), servir uns aos outros (Gálatas 5:13), instruir uns aos outros (Romanos 15:14), honrar uns aos outros (Romanos 12:10) e ser bondosos e misericordiosos uns com os outros (Efésios 4:32).

Quando alguém confia em Jesus Cristo para salvação, é feito membro do Corpo de Cristo (I Coríntios 12:27). Para que o corpo da igreja funcione corretamente, todas as “partes do corpo” precisam estar presentes (I Coríntios 12:14-20). Da mesma forma, um crente nunca alcançará completa maturidade espiritual sem a ajuda e encorajamento de outros crentes (I Coríntios 12:21-26). Por estes motivos, a freqüência à igreja, a participação e a fraternidade devem ser aspectos regulares da vida de um crente. A freqüência semanal à igreja não é obrigação para os crentes, mas alguém que confiou em Cristo deve ter um desejo de adorar a Deus, aprender Sua Palavra e ter comunhão com outros crentes.



POR QUE EU DEVERIA CRER EM UMA RELIGIÃO ORGANIZADA?


Pergunta: "Por que eu deveria crer em uma religião organizada?"

Resposta:O dicionário oferece a seguinte definição para “religião”: “credo em Deus ou deuses a serem adorados, usualmente expresso em conduta e rituais; qualquer sistema específico de credo, adoração, etc., freqüentemente envolvendo um código de ética.” À luz desta definição, a Bíblia fala de religião organizada e em muitos casos o propósito e impacto de “religião organizada” não é algo que agrada a Deus. Abaixo listamos alguns exemplos de onde religiões organizadas estão descritas.

Gênesis 11:1-9: No que poderia ser o primeiro exemplo de religião organizada, os descendentes de Noé se organizaram para construir a torre acreditando que, se pudessem construí-la alta o suficiente, seriam salvos. Eles criam que sua unidade era mais importante do que seu relacionamento com Deus. Deus agiu e confundiu suas línguas, pondo fim assim a esta religião.

Êxodo 6 em diante: Deus havia dado promessas a Abrão (Abraão) a respeito de um relacionamento especial entre seus descendentes e Deus. Entretanto, vemos isso “organizado” para a nação começando no êxodo e funcionando através da história dos Israelitas. Os Dez Mandamentos, Tabernáculo, sistema de sacrifícios, tudo foi organizado por Deus e para ser seguido pelos Israelitas. Um estudo posterior do Novo Testamento esclarece que o objetivo final desta religião era guiar seus seguidores a Cristo (Gálatas 3; Romanos 7). Entretanto, muitos entenderam isto de forma errada e adoraram os elementos ao invés do Deus Verdadeiro.

Livro de Juízes em diante: Muitos dos conflitos experimentados pelos Israelitas envolveram o conflito de religião organizada. Exemplos incluem: Baal (Juízes 6; I Reis 18); Dagom (I Samuel 5); Moloque (II Reis 23:10). Deus usou estas religiões para mostrar Seu poder, derrubando-as.

Os Evangelhos: Os Fariseus e Saduceus representavam religião organizada no tempo de Cristo. Jesus constantemente se confrontava com eles a respeito de seus falsos ensinamentos e viver hipócrita. Muitos deles saíram desta religião organizada: Paulo é um exemplo.

As epístolas (cartas): Havia grupos organizados que misturavam os evangelhos com certas listas de obras exigidas. Eles também procuravam pressionar os crentes a mudar e aceitar esta nova religião. Gálatas e Colossenses dão avisos sobre tal.

Apocalipse: Mesmo no final dos tempos, a religião organizada terá um impacto no mundo quando o anticristo estabelecer uma religião mundial.

Na maioria dos casos o resultado final da “religião organizada” diverge do intento de Deus. Entretanto, a Bíblia fala de cristãos organizados (crentes) que são parte de Seu plano. Ele os chama de igrejas. As descrições do Livro de Atos e das Epístolas dão indicações de que a igreja deve ser organizada e interdependente. A organização leva à proteção, produtividade e progresso (Atos 2:41-47).

Neste caso seria melhor que fossem chamadas de “relacionamento organizado”. Não há plano algum de alcançar a Deus (Deus já os alcançou). Não há orgulho (tudo é recebido pela graça). Não deve haver divergências a respeito da liderança (Cristo é a Cabeça: Colossenses 1:18). Não deve haver preconceito (Todos somos um em Cristo: Gálatas 3:28). A organização não é o problema. Seguir a religião é o problema.



O QUE É SEPARAÇÃO BÍBLICA?

Pergunta: "O que é separação Bíblica?"

Resposta: Separação bíblica é o reconhecimento de que Deus tem chamado os Cristãos para não pertencerem ao mundo e para manterem pureza pessoal e coletiva no meio de uma cultura tão cheia de pecado. Separação bíblica é geralmente considerada em duas divisões: pessoal e eclesiástica.

Separação pessoal envolve um compromisso individual a um padrão de comportamento que agrada a Deus. Daniel praticou separatismo pessoal quando “Daniel propôs no seu coração não se contaminar com a porção das iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia” (Daniel 1:8). O dele foi um separatismo bíblico porque seu padrão era baseado na revelação de Deus na Lei Mosaica.

Um exemplo moderno de separação pessoal poderia ser a decisão de rejeitar convites a festas onde álcool vai ser servido. Tal decisão pode ser feita para evitar tentação (Romanos 13:14), para evitar toda “forma de mal” (1 Tessalonicenses 5:22), ou simplestamente para ser consistente com uma convicção pessoal (Romanos 14:5).

A Bíblia ensina claramente que o filho de Deus deve se separar do mundo. “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo? Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em coisas impuras; e eu vos receberei” (2 Coríntios 6:14-17; veja também 1 Pedro 1:14-16).

Separação eclesiástica envolve as decisões de uma igreja em relação aos seus laços com outras organizações, baseado em sua teologia e prática. Separatismo é implicado até mesmo na palavra “igreja”. A palavra grega ekklesia significa “uma assembléia chamada para fora”. Na carta de Jesus à igreja de Pérgamo, Ele advertiu a eles contra tolerância daqueles que ensinam a doutrina falsa (Apocalipse 2:14-15). A igreja era para ser separada, quebrando qualquer laço com heresia. Um exemplo moderno de separação eclesiástica poderia ser a posição de certa denominação contra alianças ecumênicas para evitar se unir com os apóstatas.

Separação bíblica não exige que os Cristãos não tenham nenhum tipo de contato com os incrédulos. Como Jesus, devemos nos aproximar dos pecadores sem participar de seu pecado (Lucas 7:34). Paulo expressa sua posição equilibrada sobre separatismo: “Já em carta vos escrevi que não vos associásseis com os impuros” mas não completamente.... “pois, neste caso, teríeis de sair do mundo” (1 Coríntios 5:9-10). Em outras palavras, estamos nesse mundo, mas não pertencemos a ele.

O livro de John Bunyam chamado de “O peregrino” providencia um exemplo maravilhoso dessa separação bíblica: Cristão e Fiel viajam pela Cidade da Vaidade, onde uma Feira da Vaidade acontecia, porque “o caminho para a Cidade Celestial fica logo após dessa Cidade....aquele que vai para a Cidade Celestial, e mesmo assim não passa pela Cidade da Vaidade precisa sair do mundo.” Na Feira, os homens de Vaidade ficam maravilhados com a fala, as roupas e os valores do peregrino. O fato de que eles eram “estrangeiros e peregrinos” (Hebreus 11:13) lhes separavam do povo carnal.



O  QUE A BÍBLIA TEM A DIZER SOBRE DISCIPLINA NA IGREJA / EXCOMUNHÃO?

Pergunta: "O que a Bíblia tem a dizer sobre disciplina na igreja / excomunhão?"

Resposta:Excomunhão é a remoção formal de um membro de uma igreja e a separação informal da companhia daquele ex-membro. Mateus 18:15-20 descreve o procedimento e a autoridade da igreja para fazer isso. Essa passagem ensina que um indivíduo (geralmente a parte ofendida) é para se dirigir àquele que o ofendeu. Se ele/ela não se arrepender, então duas ou três devem ir confirmar a situação e a recusa de arrependimento. Se ainda não há arrependimento, o caso deve ser levado diante da igreja. Esse processo nunca é "desejável", do mesmo modo que um pai nunca tem gosto em ter que disciplinar seus filhos. No entanto, frequentemente é uma necessidade. 


 O propósito não é de ser malvado ou demonstrar uma atitude de “sou mais santo que você”. Particularmente, é para ser feito em amor por aquela pessoa, em obediência e honra a Deus, e com temor devoto pelo bem das outras pessoas na igreja.

A Bíblia nos dá um exemplo da necessidade de excomunhão em uma igreja local, a igreja na cidade de Corinto (1 Coríntios 5:1-13). Nessa passagem, o Apóstolo Paulo também ensina alguns motivos por trás do uso bíblico de excomunhão. Uma razão (não encontrada diretamente na passagem) é pelo testemunho de Jesus Cristo (e Sua igreja) diante dos incrédulos. Quando Davi pecou com Bate-Seba, uma das consequências de seu pecado que Deus menciona é que o nome do único Deus verdadeiro é blasfemado pelos inimigos de Deus (2 Samuel 12:14). Um segundo motivo é que pecado é como câncer; se é permitido a existir, espalha pelo corpo da mesma forma que um pouco de fermento faz levedar toda a massa (1 Coríntios 5:6-7). 


 Paulo também explica que Jesus nos salvou para que possamos ser separados do pecado, para que possamos ser "sem levedura" ou livres daquilo que faz apodrecer espiritualmente (1 Coríntios 5:7-8). O desejo de Cristo para a Sua noiva, a Igreja, é que ela seja santa e irrepreensível (Efésios 5:25-27). Excomunhão também é para o bem a longo prazo do que está sendo disciplinado pela igreja. 


 Paulo, em 1 Coríntios 5:5, explica que excomunhão é uma forma de entregar “a Satanás para a destruição da carne, a fim de que o espírito seja salvo no Dia do Senhor {Jesus}.” Isso significa que de alguma forma excomunhão pode envolver Deus usando Satanás (ou um de seus demônios) como uma ferramenta de disciplina para fisicamente trabalhar na vida do pecador para que verdadeiro arrependimento possa acontecer em seu coração.

Às vezes a ação disciplinar da igreja é bem sucedida em trazer aflição e verdadeiro arrependimento. Quando isso acontece, o indivíduo é capaz de ser restaurado à comunhão. Aquele envolvido na passagem de 1 Coríntios 5 se arrependeu, e Paulo encorajou a igreja a restaurá-lo à comunhão da igreja (2 Coríntios 2:5-8). Infelizmente, a ação disciplinar, mesmo quando feita em amor e da forma correta, nem sempre é bem sucedida em fazer com que tal restauração aconteça, mas ainda é necessária para realizar os outros bons propósitos acima mencionados.

Provavelmente todos nós já fomos testemunhas do comportamento de uma criança que é permitida a fazer tudo o que quer com pouca (às vezes nenhuma) disciplina. Não é nada bonito de se ver! Nem é tal forma de paternidade, pois desgraça a criança a um futuro triste. Tal comportamento vai atrapalhar a criança de formar relacionamentos significantes e de atuar bem em qualquer tipo de ambiente, quer seja socialmente ou em uma profissão. Da mesma forma, disciplina na igreja, mesmo que não seja prazerosa ou fácil, é não só necessária, mas um ato de amor também. Além disso, é comandada por Deus.




O QUE BÍBLIA TEM A DIZER SOBRE A FORMA DE GOVERNO DA IGREJA?

Pergunta: "O que a Bíblia tem a dizer sobre a forma de governo da igreja?"

Resposta:O Senhor foi bem claro em Sua Palavra sobre como Ele deseja que Sua igreja na terra seja organizada e administrada. Primeiro, Cristo é o cabeça da igreja e sua suprema autoridade (Efésios 1:22, 4:15; Colossenses 1:18). Segundo, a igreja local é para ser autônoma, livre de qualquer autoridade ou controle externos, com o direito de se auto-governar e deve possuir liberdade da interferência de qualquer forma de hierarquia de indivíduos ou organizações (Tito 1:5). Terceiro, a igreja é para ser governada por uma liderança espiritual que consiste de duas ocupações principais – anciãos e diáconos.

“Anciãos” eram um grupo de liderança entre os israelitas desde o tempo dos livros de Moisés (o Pentateuco). Eles fazem decisões políticas (2 Samuel 5:3; 2 Samuel 17:4,15), chegam a dar conselhos ao rei mais tarde na história (1 Reis 20:7) e a representar o povo em ralação a assuntos espirituais (Êxodo 7:17:5-6, 24:1,9; Números 11:16,24-25). A tradução grega mais antiga do Velho Testamento (LXX) usava a palavra presbíteros para “ancião”. Essa é a mesma palavra grega usava no Novo Testamento que também é traduzida “ancião”.

O Novo Testamento se refere várias vezes aos presbíteros que serviam como líderes da igreja (Atos 14:23; 15:2; 20:17; Tito 1:5; Tiago 5:14) e aparentemente cada igreja tinha mais de um, já que a palavra é geralmente encontrada no plural. As únicas exceções se referem a casos onde um um presbítero está sendo destacado por algum motivo (1 Timóteo 5:1; 1 Timóteo 5:19). Na igreja de Jerusalém, eles faziam parte da liderança junto com os apóstolos (Atos 15:2-16:4).

Zodhiades, no seu livro The Complete Word Study Dictionary: New Testament, define esse grupo de presbíteros da seguinte forma: “Os anciãos das igrejas Cristãs, presbíteros, a quem foi entregue a direção e governo de igrejas individuais, igualam-se a episkopos, quer dizer, bispos (Atos 11:30; 1 Timóteo 5:17).” Dessa forma, Zodhiates iguala “ancião” a um bispo (como episkopos é traduzido). Ele vê o termo “ancião” como se referindo à dignidade do cargo, enquanto bispo denota sua autoridade e deveres (1 Pedro 2:25; 5:1,2,4). Ele destaca que em Filipenses 1:1, Paulo cumprimenta os bispos e diáconos mas não menciona os presbíteros (porque os presbíteros eram a mesma coisa de bispos). Da mesma forma, 1 Timóteo 3:2,8 descreve as qualificações de bispos e diáconos, mas não as de presbíteros pelo mesmo motivo. Tito 1:5 e 1:7 aparenta unir esses dois termos também.

A palavra "pastor" (poimen), em referência ao líder humano de uma igreja, é encontrada apenas uma vez no Novo Testamento, em Efésios 4:11: "E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres". Muitos associam os dois termos "pastores e mestres" como se referindo a indivíduos que têm as duas características. Zodhiates, em sua definição de poimen, afirma que o termo“pastor” se refere ao “guia espiritual de uma certa igreja”.

Há duas passagens que ligam os três termos e aparentam indicar que os três termos se referem ao mesmo cargo. Como indicado acima, diáconos são um grupo separado de servos da igreja e têm uma lista de qualificações que é bem parecida à lista dos bispos (1 Timóteo 3:8-13). Eles ajudam a igreja conforme necessário, como vemos em Atos 6.

De acordo com as passagens acima, aparenta ser o caso que sempre existia uma pluralidade de presbíteros, mas isso não nega o fato de que Deus pode escolher dar a certos presbíteros o dom de ensinar enquanto que a outros o dom de administração, etc. (Romanos 12:3-8; Efésios 4:11); nem nega a Sua chamada desses homens ao ministério no qual eles vão usar esses dons (Atos 13:1). Dessa forma, um ancião pode surgir como o “pastor”, enquanto que algum outro pode fazer a maioria das visitas aos membros por ter o dom de compaixão, e algum outro pode “reinar” no sentido de cuidar de detalhes de organização, etc. 


 Muitas igrejas que são organizadas com uma comissão de pastor e diáconos executam as funções de uma pluralidade de presbíteros por compartilharem a carga do ministério (com os diáconos ensinando escola dominical, etc.) e por trabalharem juntos no processo de fazer decisões. Na Bíblia você também vai ver que tinha muita participação da congregação nas decisões. Portanto, um líder “ditador” que faz todas as decisões (quer seja chamado presbítero, bispo ou pastor) não é bíblico (Atos 1:23, 26; 6:3, 5; 15:22, 30; 2 Coríntios 8:19). Da mesma forma que uma igreja governada por sua congregação e que não considera a participação dos presbíteros e líderes também não é bíblico.

Em resumo, a Bíblia ensina um tipo de liderança que consiste de uma pluralidade de presbíteros com um grupo de diáconos que servem como servos da igreja. Mas não é contrário a essa pluralidade de presbíteros ter um deles assumir o papel principal de “pastor”. Deus chama alguns de pastores / doutores (até mesmo quando Ele chamou alguns para ser missionários em Atos 13) e os entrega como presentes à igreja (Efésios 4:11). Portanto, uma igreja pode ter muitos presbíteros, mas nem todos os presbíteros são chamados para servir a função de pastor. No entanto, como parte do grupo de presbíteros, o pastor ou “presbítero que ensina” não tem mais autoridade no processo de fazer decisões do que qualquer outro presbítero.



O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE O CRESCIMENTO DA IGREJA?


Pergunta: "O que a Bíblia diz sobre o crescimento da igreja?"

Resposta:Apesar do fato de que a Bíblia não se dirige especificamente ao crescimento da igreja, o princípio por trás do crescimento da igreja é entender o que Jesus disse: “edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mateus 16:18). Paulo confirmou que a igreja tem sua fundação em Jesus Cristo (1 Coríntios 3:11). Jesus Cristo também é o cabeça da igreja (Efésios 1:18-23) e a vida da igreja (João 10:10). Tendo dito isso, é importante lembrar que “crescimento” pode ser um termo relativo. Há tipos diferentes de crescimento, alguns dos quais não têm nada a ver com números.

Uma igreja pode ser viva e estar crescendo, apesar de que o número de membros/frequentadores não muda. Se aqueles na igreja estão crescendo na graça e conhecimento do Senhor Jesus, submetendo-se a Sua vontade para suas vidas, individualmente e conjuntamente, essa é uma igreja que está tendo crescimento verdadeiro. Ao mesmo tempo, uma igreja pode ter mais e mais pessoas frequentando seus cultos semanalmente, ter grandes números, e ainda ser espiritualmente morta.

Crescimento de qualquer tipo segue um modelo característico. Como um organismo em crescimento, a igreja local tem aqueles que plantam a semente (evangelistas), aqueles que regam a semente (pastor/mestres), e aqueles que usam seus dons espirituais para o crescimento espiritual daqueles na igreja local. Mas note que é Deus que dá o crescimento (1 Coríntios 3:7). Aqueles que plantam e aqueles que regam vão receber sua recompensa de acordo com o seu trabalho (1 Coríntios 3:8).

Tem que haver um equilíbrio entre plantar e regar para que uma igreja cresça; isso significa que em uma igreja local saudável cada pessoa precisa saber qual o seu dom espiritual para ela poder funcionar com satisfação dentro do corpo de Cristo. Se o plantar e regar se desequilibram, a igreja não vai prosperar como Deus quer. Claro que precisa haver dependência diária e obediência ao Espírito Santo para que Seu poder possa ser liberado na vida daqueles que plantam e regam e para que o crescimento que vem de Deus possa acontecer.

Finalmente, a descrição de uma igreja viva e crescendo bem é encontrada em Atos 2:42-27, essa passagem afirma que os crentes “perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações”. Logo após, ela diz que eles estavam servindo uns aos outros, ajudando aqueles que precisam vir a conhecer o Senhor, e “acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.” Quando essas coisas estão presentes, a igreja vai experimentar de crescimento espiritual, quer os seus números cresçam ou não.



POR QUE EXISTEM TANTAS INTERPRETAÇÕES CRISTÃS DIFERENTES?

Pergunta: "Por que existem tantas interpretações Cristãs diferentes?"

Resposta:A Bíblia diz que “há um só Senhor, uma só fé, um só batismo” (Efésios 4:5). Essa passagem enfatiza a união que deve existir no Corpo de Cristo, já que somos todos habitados por “um Espírito” (versículo 4). No versículo 2, Paulo faz um apelo por humildade, mansidão, longanimidade e amor – os quais são todos necessários para preservar a união. De acordo com 1 Coríntios 2:10-13, o Espírito Santo conhece as coisas de Deus (versículo 11), as quais Ele revela (versículo 10) e ensina (versículo 13) àqueles em quem Ele habita. Essa atividade do Espírito Santo é chamada de iluminação.

Em um mundo perfeito, todo Cristão deve estudar a Bíblia fielmente (2 Timóteo 2:5), orando sempre e dependendo da iluminação do Espírito Santo. No entanto, não vivemos em um mundo perfeito. Nem todo mundo que possui o Espírito Santo na verdade escuta o Espírito Santo. Há Cristãos que O entristecem (Efésios 4:30). Pergunte a qualquer educador – até mesmo o melhor professor tem alunos impertinentes que ficam resistindo aprender, não importando o que o professor faça. Então, um motivo pelo qual pessoas diferentes têm interpretações diferentes da Bíblia é que elas simplesmente não escutam ao Professor. Veja a seguir alguns outros motivos para a grande divergência de crenças entre aqueles que ensinam a Bíblia:

1. Incredulidade. O fato é que muitos que clamam ser Cristãos nunca nasceram de novo. Eles usam o rótulo de “Cristão”, mas nunca houve mudança verdadeira no coração. Muitos ousam ensinar a Bíblia, mas nem acreditam que a Bíblia é verdade. Eles dizem que falam por Deus, mas vivem em um estado de descrença. A maioria das interpretações falsas vêm de tais fontes.

É impossível para um incrédulo interpretar as Escrituras corretamente. “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus..... e não pode entendê-las” (1 Coríntios 2:14). Um homem que não é salvo (alguém que não tem o Espírito Santo) não pode entender a verdade da Bíblia. Ele não tem nenhuma iluminação. Além disso, ser um pastor ou teólogo não garante a sua salvação.

Um exemplo de caos criado por descrença é encontrado em João 12:28-29. Jesus ora ao Pai, dizendo: “Pai, glorifica o teu nome”. O Pai responde com uma voz audível do céu, que todo mundo que lá estava escutou. Note, no entanto, a diferença em interpretação: “A multidão, pois, que ali estava, tendo ouvido a voz, dizia ter havido um trovão. Outros diziam: ‘Foi um anjo que lhe falou.’” Todo mundo escutou a mesma coisa - uma declaração inteligível do céu – mas todo mundo ouviu apenas o que queria ouvir.

2. Falta de preparação. O Apóstolo Pedro nos adverte contra aqueles que “deturpam (interpretam de modo incorreto)” as Escrituras. Ele atribui seus ensinamentos falsificados, em parte, ao fato de que são “ignorantes” (2 Pedro 3:16). Timóteo foi encorajado a “apresentar-te a Deus aprovado” (2 Timóteo 2:15). Não há nenhum atalho para uma boa interpretação bíblica; temos que estudar.

3. Hermenêutica pobre.Muito erro tem sido promulgado por causa de uma simples falha de utilizar boa hermenêutica (a ciência de interpretar as Escrituras). Tirar um verso do seu contexto imediato pode causar grande dano à intenção do versículo. Ignorar o contexto de um capítulo ou livro onde o versículo é encontrado, ou falha em entender o contexto histórico e cultural também podem causar problemas.

4. Ignorância da Palavra de Deus como um todo. Apolo era um pregador poderoso e articulado, mas ele só conhecia o batismo de João. Ele não conhecia a Jesus e Sua provisão de salvação, por isso sua mensagem era incompleta. Áquila e Priscila “tomaram-no consigo e, com mais exatidão, lhe expuseram o caminho de Deus” (Atos 18:24-28). Depois disso, Apolo pregou Jesus Cristo. Alguns grupos e indivíduos de hoje têm uma mensagem incompleta porque eles se concentram em certas passagens e excluem outras. Eles falham em comparar Escritura com Escritura.

5. Egoísmo e orgulho. Triste dizer que muitas interpretações da Bíblia são baseadas nas inclinações pessoais de certas pessoas ou suas doutrinas preferidas. Algumas pessoas vêem a oportunidade de avanço pessoal ao promover uma “nova perspectiva” da Bíblia. Veja a descrição de mestres falsos na epístola de Judas.

6. Fracasso para amadurecer. Quando Cristãos não estão amadurecendo do jeito que deveriam, o jeito que manejam a Palavra de Deus é afetado. “Leite vos dei a beber, não vos dei alimento sólido.... porque ainda sois carnais” (1 Coríntios 3:2-3). Um Cristão imaturo não está pronto para o “alimento mais sólido” da Palavra de Deus. Note que a prova da carnalidade da igreja de Corinto é a divisão em sua igreja (versículo 4).

7. Ênfase exagerada em tradição.Algumas igrejas clamam crer na Bíblia, mas sua interpretação é sempre filtrada pela tradição já estabelecida da sua igreja. Quando a tradição e ensino da Bíblia estão em conflito, tradição acaba tendo precedência. Isso efetivamente nega a autoridade da Palavra e concede supremacia à liderança da igreja.

Nos assuntos básicos, a Bíblia é bastante clara. Não há nada ambíguo sobre a divindade de Cristo, a realidade de céu e inferno, a salvação pela graça através da fé. Em alguns assuntos de menos importância, no entanto, a instrução das Escrituras é menos clara, e isso naturalmente acaba levando a interpretações diferentes. Por exemplo, não temos nenhum comando bíblico direto quanto à frequência da comunhão, estrutura do governo da igreja ou que estilo de música usar. Cristãos honestos e sinceros podem ter interpretações diferentes das passagens que se dirigem a esse assuntos periféricos.

O mais importante é ser dogmático onde a Bíblia é dogmática e evitar ser dogmático onde a Bíblia não é. As igrejas devem tentar seguir o modelo deixado pela igreja primitiva de Jerusalém: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações” (Atos 2:42). Havia união na igreja primitiva porque eles perseveraram na doutrina dos apóstolos. Haverá união novamente na igreja quando voltarmos à doutrina dos apóstolos e abrirmos mão das outras doutrinas, modas e influências que infiltraram a igreja.



QUAL É A HISTÓRIA DO CRISTIANISMO?

Pergunta: "Qual é a história do Cristianismo?"

Resposta:A história do Cristianismo é na verdade a história da civilização ocidental. O Cristianismo tem tido uma influência marcante na sociedade como um todo – arte, linguagem, política, lei, vida familiar, datas no calendário, música e a forma que pensamos – tudo sem sido colorido pela influência Cristã por quase dois milênios. A História da Igreja, portanto, é muito importante saber.

História do Cristianismo – O Início da Igreja


A igreja começou 40 dias depois da ressurreição de Jesus (35 D.C.). Jesus tinha prometido que iria construir a Sua igreja (Mateus 16:18), e com a vinda do Espírito Santo no dia de Pentecostes (Atos 2:1-4), a Igreja – ekklesia (a “assembleia convocada”) - começou oficialmente. Três mil pessoas responderam ao sermão de Pedro naquele dia e escolheram seguir a Cristo.

Os novo convertidos ao Cristianismo eram judeus ou prosélitos ao Judaísmo, e a igreja era localizada em Jerusalém. Por causa disso, o Cristianismo foi visto de primeira como um culto, parecido com os fariseus, saduceus e essênios. No entanto, a pregação dos apóstolos era completamente diferente dos ensinamentos dos outros grupos judeus. Jesus era o Messias judeu (o Rei ungido) que tinha vindo cumprir a Lei (Mateus 5:17) e instituir a Nova Aliança baseada em Sua morte (Marcos 14:24). Essa mensagem, com a acusação de que eles tinham assassinado o seu próprio Messias, enfureceu muitos líderes judeus, e alguns, como Paulo de Tarso, fizeram algo para exterminar “o Caminho” (Atos 9:1-2).

É certo dizer que o Cristianismo tem suas raízes no Judaísmo. O Antigo Testamento preparou a fundação para o Novo, e é impossível compreender totalmente o Cristianismo sem um conhecimento básico do Antigo Testamento (veja os livros de Mateus e Hebreus). O Antigo Testamento explica a necessidade de um Messias, contém a história do Seu povo e prediz a Sua vinda. O Novo Testamento, então, é sobre a vinda desse Messias e o Seu trabalho para nos salvar dos nossos pecados. Em Sua vida, Jesus cumpriu mais de 300 profecias específicas, provando que Ele era o Messias antecipado no Antigo Testamento.

Em mais ou menos 70 D.C., Jerusalém foi destruída, os livros do Novo Testamento foram completados e começaram a circular pelas igrejas. Pelos próximos 240 anos, os Cristãos foram perseguidos por Roma – às vezes aleatoriamente, às vezes por decreto do governo.

História do Cristianismo – A Ascensão da Igreja Romana


Então, em 312 D.C., o Imperador Romano Constantino clamou ter se convertido. Mais ou menos 70 anos depois, durante o reino de Teodósio, o Cristianismo se tornou a religião oficial do Império Romano. Bispos passaram a ocupar posições de honra no governo, e em mais ou menos 400 D.C., os termosRomano e Cristãoeram praticamente sinônimos.

Através dos próximos séculos, vários conselhos se reuniram na tentativa de determinar a doutrina oficial da igreja, criticar os abusos por parte dos clérigos, e fazer um acordo entre os partidos que estavam lutando entre si. Quando o Império Romano ficou mais fraco, a Igreja se tornou mais poderosa, e muitas discórdias passaram a acontecer entre as igrejas do Ocidente e as do Oriente. A Igreja Ocidental (Latina), localizada em Roma, clamava autoridade apostólica sobre todas as outras igrejas. 


 O bispo de Roma tinha até começado a se chamar de “Papa” (o Pai). A Igreja Oriental (grega), localizada em Constantinopla, não aceitou isso muito bem. Divisões teológicas, políticas, procedimentais e linguísticas contribuíram para o Grande Cisma do Oriente em 1054, no qual a Igreja Católica Romana (“Universal”) e a Igreja Ortodoxa excomungaram uma à outra e quebraram todos os laços.

História do Cristianismo – A Idade Média


Durante a Idade Média na Europa, a Igreja Católica Romana continuou a ter poder, com os papas clamando autoridade sobre todas as áreas da vida e vivendo como reis. Corrupção e avareza na liderança da igreja eram muito comuns. De 1095 a 1204, os papas endorsaram uma série de cruzadas sangrentas e caras na tentativa de repelir avanços muçulmanos e de libertar Jerusalém.

História do Cristianismo – A Reforma


Com o passar dos anos, várias pessoas tentaram chamar a atenção aos abusos teológicos, políticos e de direitos humanos da Igreja Romana. Todos tinham sido silenciados de uma forma ou outra. No entanto, em 1517, um monge alemão chamado Martinho Lutero confrontou a Igreja, e todo mundo escutou. Com Lutero veio a Reforma Protestante, e a Idade Média chegou ao fim.

História do Cristianismo – A Era de Missões


De 1790 a 1900, a Igreja mostrou um interesse sem precedente em trabalho missionário. A colonização tinha aberto os olhos à necessidade para missões, e a industrialização tinha providenciado dinheiro suficiente para as pessoas sustentarem missionários. Missionários foram enviados ao mundo todo para pregar o evangelho, e muitas igrejas foram estabelecidas.

História do Cristianismo – A Igreja Moderna


Hoje, a igreja Católica Romana e a Igreja Ortodoxa têm seguido certos passos para consertar o relacionamento quebrado, assim como os Católicos e Luteranos. A igreja evangélica é fortemente independente e firmada na teologia reformada. A Igreja também tem visto a ascensão do pentecostalismo, do movimento carismático, do ecumênico e de vários cultos.

História do Cristianismo – O que aprendemos da nossa História


Se não aprendermos nada mais da História de Igreja, devemos pelo menos reconhecer a importância de que a “palavra de Cristo habite em vós abundantemente” (Colossenses 3:16). Cada um de nós é responsável por conhecer as Escrituras e por viver de acordo com o que ela ensina. Quando a igreja esquece o que a Bíblia ensina e ignora o que Jesus ensinou, caos reina.

Há muitas igrejas hoje, mas apenas um evangelho, a “fé que uma vez foi dada aos santos” (Judas 3). Que sejamos cuidadosos em preservar essa fé e passá-la adiante sem qualquer alteração, e que o Senhor continue a cumprir a Sua promessa de estabelecer a Sua Igreja.



O QUE SIGNIFICA A FRASE "ESPOSO DE UMA SÓ MULHER" EM I TIMÓTEO 3.2? PODE UM HOMEM DIVORCIADO SERVIR COMO PASTOR, PRESBÍTERO OU DIÁCONO?

Pergunta: "O que significa a frase “esposo de uma só mulher” em 1 Timóteo 3:2? Pode um homem divorciado servir como pastor, presbítero ou diácono?"

Resposta:Há três interpretações possíveis para “esposo de uma só mulher” em 1 Timóteo 3:2. (1) Talvez essa passagem esteja dizendo apenas que um polígamo não é qualificado para ser um pastor/ presbítero/ diácono. Essa é a interpretação mais literal da frase, mas aparenta ser improvável já que poligamia era bem rara durante a época que Paulo estava escrevendo. (2) A frase também pode ser traduzida como “homem de uma mulher só”. Isso indicaria que um bispo deve ser completamente leal à mulher com quem é casado. Essa interpretação se focaliza mais em pureza moral do que em estado civil. (3) Essa frase também pode estar declarando que para ser um pastor/presbítero/diácono, um homem só pode ter sido casado uma vez, com exceção do caso de um viúvo que se casou de novo.

As interpretações (2) e (3) são as mais prevalentes hoje. Eu tenho a tendência de aceitar a interpretação número 2, primeiramente porque a Bíblia aparenta permitir o divórcio em circunstâncias excepcionais (Mateus 19:9; 1 Coríntios 7:12-16). Também é importante diferenciar entre um homem que era divorciado e casou de novo antes de se converter de um homem que se divorciou e casou de novo depois de se converter. Eu não acho que um homem que seja qualificado em todas as outras áreas não pode exercer liderança na igreja por causa das ações que cometeu antes de vir a Cristo como Salvador. Apesar de não acreditar que 1 Timóteo 3:2 exclua necessariamente um homem divorciado ou casado de novo de ser um pastor/presbítero/diácono, há outros problemas a serem considerados.

A primeira qualificação de um pastor/presbítero/diácono é que ele seja “irrepreensível” (1 Timóteo 3:2). Se divórcio/ novo casamento resulta em um pobre testemunho para aquele homem em sua igreja ou comunidade, talvez a qualificação de ser “irrepreensível” o exclua, ao invés da exigência de “esposo de uma só mulher”. Um pastor/presbítero/diácono é para ser um homem do qual a igreja e comunidade podem se orgulhar e ter como exemplo de um líder que é como a Cristo e tem liderança religiosa. 


 Se seu divórcio/ novo casamento detrata desse objetivo, talvez ele não deva exercer a posição de pastor/ presbítero/diácono. É importante lembrar, no entanto, que só porque um homem é desqualificado de servir como um pastor/presbítero/diácono, que isso não significa que ele não é um membro valioso do Corpo de Cristo. Todo Cristão possui dons espirituais (1 Coríntios 12:4-7) e é chamado para edificar outros crentes com seus dons (1 Coríntios 12:7). Um homem que é desqualificado da posição de pastor/ presbítero/diácono ainda pode ensinar, pregar, servir, orar, louvar e fazer uma parte importante da liderança da igreja.



SERÁ QUE DEUS ESTÁ RESTAURANDO OS OFÍCIOS DE APÓSTOLO E PROFETA NA IGREJA HOJE?

Pergunta: "Será que Deus está restaurando os ofícios de apóstolo e profeta na igreja hoje?"

Resposta:O movimento para restaurar os ofícios de apóstolo e profeta baseia em Efésios 4:11-12 a sua afirmação de que os apóstolos e profetas devem ser uma parte da igreja hoje: "E ele deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres, tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo."

Durante o primeiro século da igreja, havia um ofício de apóstolo e um dom espiritual de apostolado. O ofício ou posição de apóstolo era mantido pelos 12 discípulos de Jesus, Matias, o qual assumiu o lugar de Judas, e Paulo. Os apóstolos foram escolhidos especificamente por Cristo (Marcos 3:16-19). A escolha de um substituto para Judas é vista em Atos 1:20-26. Note nesta passagem que a posição de Judas também é chamada de “ministério”. Também deve ser destacado que Paulo foi escolhido por Cristo (1 Coríntios 15:8-9; Gálatas 1:1; 2:6-9). 


Estes homens receberam a tarefa de estabelecer a fundação da igreja universal (Efésios 2:20), o que foi realizado no primeiro século. É por isso que o ofício de apóstolo não está mais em vigor. Uma vez que a fundação é estabelecida, não precisamos mais de pessoas para esse cargo.

Havia também o dom espiritual do apostolado (isto não é para ser confundido com o ofício – eles são distintos um do outro). Entre aqueles que tinham o dom espiritual estavam Tiago (1 Coríntios 15:7; Gálatas 1:19), Barnabé (Atos 14:4,14; 1 Coríntios 9:6), Andrônico e Júnias (Romanos 16:7), possivelmente também Silas e Timóteo (1 Tessalonicenses 1:1; 2:7), e Apolo (1 Coríntios 4:6, 9). 


Este último grupo tinha o dom do apostolado, mas não o "ofício" apostólico mantido pelos Doze e Paulo. Aqueles que tinham o dom do apostolado, então, eram aqueles que carregavam a mensagem do evangelho com a autoridade de Deus. A palavra apóstolo significa "enviado como representante de autoridade". Isto também era verdade daqueles que ocupavam o cargo de apóstolo (como Paulo) e daqueles que tinham o dom espiritual (como Apolo). Embora existam homens assim hoje, homens enviados por Deus para pregar o evangelho, é melhor NÃO se referir a eles como apóstolos por causa da confusão que isso causa. Muitos não estão cientes dos dois diferentes usos do termo apóstolo.

O dom de profecia também era um dom temporário dado por Cristo para construir a fundação da igreja universal (Efésios 2:20). O profeta proclamava uma mensagem do Senhor para os crentes do primeiro século. Esses crentes não desfrutavam da vantagem que temos hoje de ter uma Bíblia completa. O último livro do Novo Testamento (Apocalipse) não foi concluído até o final do primeiro século. Sendo assim, o Senhor providenciou homens dotados chamados de profetas que anunciavam mensagens de Deus até o cânone das Escrituras estar completo.

Deve-se ressaltar que o ensino atual da restauração dos profetas e apóstolos está longe da descrição bíblica dos homens que tinham o dom da profecia e o ofício de apóstolo. Aqueles que defendem tal restauração ensinam que não se deve falar contra ou questionar os apóstolos e profetas, pois falar contra eles é falar contra Deus. No entanto, o apóstolo Paulo elogiou o povo de Bereia por verificar o que ele pregava com a Palavra de Deus para ter certeza de que falava a verdade (Atos 17:10-11). O apóstolo Paulo também afirmou aos na Galácia que se alguém, incluindo ele próprio, ensinasse um outro evangelho, essa pessoa devia ser "anátema" (Gálatas 1:8-9). Em tudo, Paulo sempre apontava as pessoas à Bíblia como a autoridade final. Os homens que se dizem apóstolos e profetas hoje tornam-se a autoridade final, algo que Paulo e os Doze nunca fizeram.

Também deve ser destacado que a Escritura se refere aos apóstolos e profetas no pretérito. Segundo Pedro 3:2 e Judas 3-4 afirmam que as pessoas não devem se desviar da mensagem que os apóstolos deram (passado). Hebreus 2:3-4 também fala no pretérito daqueles que realizavam (passado) "sinais, prodígios e vários milagres" através dos dons do Espírito Santo.



O QUE É PLANTAÇÃO DE IGREJAS?


Pergunta: "O que é a plantação de igrejas?"

Resposta:A plantação de igrejas é o estabelecimento de um corpo organizado de crentes em um novo local. O processo de plantar uma igreja envolve o evangelismo, o discipulado de novos crentes, a formação de líderes e a organização da igreja de acordo com o modelo do Novo Testamento. Normalmente, o processo também inclui escrever um documento e/ou declaração doutrinária, encontrar um lugar para as reuniões e/ou comprar um terreno para a construção de um novo prédio.

A plantação de igrejas é um foco específico dentro da maior obra de "missões". Os plantadores de igrejas são missionários que concentram os seus esforços na pregação e no ensino da Palavra de Deus. Outros missionários que se especializam em determinadas habilidades talvez não sejam considerados "plantadores de igrejas" oficialmente, mas fornecem um serviço valioso aos que o são. Tais missionários de apoio incluem locutores de rádio, aviadores, impressores, tradutores da Bíblia e grupo médico.

O objetivo principal da maioria dos plantadores de igreja é glorificar ao Senhor em uma comunidade ao fundar um grupo de crentes que seja autônomo e auto-propagador. Quando este objetivo é alcançado e a igreja é capaz de cuidar de si mesma, o plantador de igrejas geralmente segue a uma comunidade diferente e começa o processo novamente.

O foco da plantação de igrejas é bíblico. Quando o apóstolo Paulo viajava por uma área, ele sempre tentava passar bastante tempo em cada cidade para estabelecer um corpo local de crentes e treinar a liderança (Atos 14:21-23). Mais tarde, ele tentava revisitar essas igrejas para confirmar e incentivá-los na fé (Atos 15:41; 1 Tessalonicenses 3:2). As igrejas que ele estabeleceu, então, enviavam os seus próprios missionários, dando assim continuação à obra de plantação de igrejas (1 Tessalonicenses 1:8).



QUAIS SÃO AS RESPONSABILIDADES DOS DIÁCONOS NA IGREJA?


Pergunta: "Quais são as responsabilidades dos diáconos na igreja?"

Resposta:No Novo Testamento, a palavra geralmente traduzida como "servir" é a palavra grega diakoneo, que significa literalmente "na sujeira ou pessoas de pés sujos". Refere-se a um atendente, garçom ou pessoa que ministra a outra. Desta palavra tiramos a palavra diácono. Vemos a palavra diácono sendo usada pela primeira vez em referência a ajudantes da igreja no livro de Atos. "E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas" (Atos 6:2). 


 Os homens que estavam alimentando o rebanho ao pregar e ensinar perceberam que não era certo abandonar essas atividades para servir às mesas, por isso encontraram alguns outros homens que estavam dispostos a servir e ministrar às necessidades físicas da igreja enquanto eles ministravam às necessidades espirituais. Era uma melhor utilização dos recursos e um melhor uso dos dons de cada um. Isso também envolvia mais pessoas no atendimento e auxílio uma à outra.

Hoje, para a igreja bíblica, esses papéis são essencialmente os mesmos. Os presbíteros e pastores devem "pregar a palavra, insta a tempo e fora de tempo, admoestar, repreender, exortar, com toda longanimidade e ensino" (2 Timóteo 4:2), e os diáconos devem cuidar de tudo o mais. As responsabilidades de um diácono podem incluir tarefas administrativas ou organizacionais, servir como atendente ou porteiro nos cultos, cuidar da manutenção do edifício ou servir como tesoureiro da igreja. Isso depende das necessidades da igreja e dos dons dos homens disponíveis.

As responsabilidades de um diácono não são claramente listadas ou descritas nas Escrituras. Assume-se que sejam todas as tarefas não realizadas pelos presbíteros ou pastores. Entretanto, as qualificações para um diácono são claramente delineadas nas Escrituras. Eles devem ser irrepreensíveis, marido de uma só mulher, bons governantes de seus lares, respeitáveis, honestos, não viciados em álcool e não gananciosos (1 Timóteo 3:8-12). De acordo com a Palavra, o ofício de diácono é uma honra e uma bênção. "Porque os que servirem bem como diáconos, adquirirão para si um lugar honroso e muita confiança na fé que há em Cristo Jesus" (1 Timóteo 3:13).



QUAIS SÃO OS DEVERES DE UM PRESBÍTERO / ANCIÃO NA IGREJA?


Pergunta: "Quais são os deveres de um presbítero/ancião na igreja?"

Resposta:A Bíblia lista pelo menos cinco deveres e obrigações de um presbítero:

1) Os presbíteros ajudam a resolver conflitos na igreja. "Então alguns que tinham descido da Judeia ensinavam aos irmãos: Se não vos circuncidardes, segundo o rito de Moisés, não podeis ser salvos. Tendo Paulo e Barnabé contenda e não pequena discussão com eles, os irmãos resolveram que Paulo e Barnabé e mais alguns dentre eles subissem a Jerusalém, aos apóstolos e aos anciãos, por causa desta questão" (Atos 15:1-2). A questão foi levantada e fortemente argumentada, sendo levada em seguida aos apóstolos e presbíteros para uma decisão. Esta passagem ensina que os presbíteros tomam decisões.

2) Eles oram pelos enfermos. "Está doente algum de vós? Chame os anciãos da igreja, e estes orem sobre ele, ungido-o com óleo em nome do Senhor" (Tiago 5:14). Um presbítero biblicamente qualificado tem uma vida piedosa, e "a súplica de um justo pode muito na sua atuação" (Tiago 5:16). Uma das necessidades desse campo é orar para que a vontade do Senhor seja feita, e espera-se que os presbíteros façam isso.

3) Eles devem cuidar da igreja com humildade. "Aos anciãos, pois, que há entre vós, rogo eu, que sou ancião com eles e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e participante da glória que se há de revelar: Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, não por força, mas espontaneamente segundo a vontade de Deus; nem por torpe ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores sobre os que vos foram confiados, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando se manifestar o sumo Pastor, recebereis a imarcescível coroa da glória" (1 Pedro 5:1-4). Os presbíteros são líderes designados por Deus para a igreja; o rebanho é confiado a eles. Esses homens não devem liderar para o ganho financeiro, mas por causa de seu desejo de servir e pastorear o rebanho.

4) Eles devem proteger a vida espiritual do rebanho. "Obedecei a vossos guias, sendo-lhes submissos; porque velam por vossas almas como quem há de prestar contas delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil" (Hebreus 13:17) . Este versículo não diz especificamente "presbíteros", mas o contexto trata dos líderes da igreja. Eles são responsáveis pela vida espiritual da igreja.

5) Eles devem passar seu tempo em oração e ensino da Palavra. "E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas. Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais encarreguemos deste serviço. Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra" (Atos 6:2-4). Isto se refere aos apóstolos, mas podemos ver em 1 Pedro 5:1 que Pedro era tanto um apóstolo quanto um ancião. Este versículo nos mostra também a diferença entre as funções de presbítero e diácono.

Simplificando, os anciãos devem ser pacificadores, guerreiros de oração, mestres, líderes por exemplo e tomadores de decisões. Eles são os líderes de pregação e ensino da igreja. É uma posição a ser buscada e levada bastante a sério -- leia este aviso: "Meus irmãos, não sejais muitos de vós mestres, sabendo que receberemos um juízo mais severo" (Tiago 3:1).



DEVEM AS MULHERES CRISTÃS USAR COBERTURA NA CABEÇA?


Pergunta: "Devem as mulheres cristãs usar uma cobertura na cabeça?"

Resposta:Primeiro Coríntios 11:3-16 aborda a questão das mulheres e coberturas da cabeça. O contexto da passagem é a submissão à ordem dada por Deus e à "cadeia de comando". A "cobertura" na cabeça de uma mulher é utilizada como uma ilustração da ordem, chefia e autoridade de Deus. O versículo-chave desta passagem é 1 Coríntios 11:3: "Quero porém, que saibais que Cristo é a cabeça de todo homem, o homem a cabeça da mulher, e Deus a cabeça de Cristo." O resto da passagem lida com as implicações desta verdade. A ordem da autoridade é Deus Pai, Deus Filho, o homem ou marido, a mulher ou esposa. O véu ou cobertura na cabeça de uma esposa crente de Corinto simbolizava que ela estava sob a autoridade do marido e, portanto, em submissão a Deus.

O versículo 10 é interessante: "Portanto, deve a mulher, por causa dos anjos, trazer véu na cabeça, como sinal de autoridade." Por que é importante para os anjos que uma mulher use uma cobertura para a cabeça? Sabemos que a relação de Deus com a humanidade é algo que os anjos observam e da qual aprendem (1 Pedro 1:12). Portanto, a submissão da mulher à autoridade delegada de Deus é um exemplo para os anjos. Os santos anjos, que são perfeitamente submissos a Deus, esperam que nós, como seguidores de Cristo, sejamos o mesmo.

A cobertura mencionada no versículo 13 poderia ser um pano, mas pode também referir-se ao comprimento do cabelo de uma mulher, baseado nos próximos dois versículos: "Não vos ensina a própria natureza que se o homem tiver cabelo comprido, é para ele uma desonra; mas se a mulher tiver o cabelo comprido, é para ela uma glória? Pois a cabeleira lhe foi dada em lugar de véu" (1 Coríntios 11:14-15). No contexto dessa passagem, uma mulher que tenha cabelo longo se marca distintamente como uma mulher e não um homem. O apóstolo Paulo está dizendo que, na cultura coríntia, quando o cabelo de uma mulher era mais longo do que o do seu marido, isso mostrava submissão à sua liderança. Os papéis do homem e da mulher são projetados por Deus para retratar uma profunda lição espiritual, isto é, de submissão à vontade e ordem de Deus.

Entretanto, por que o cabelo era um problema em Corinto? A resposta encontra-se na cultura do dia. A cidade de Corinto tinha um templo dedicado a Afrodite, a deusa do amor, e o lugar era famoso pela prática de prostituição ritual. As mulheres que serviam no templo tinham as suas cabeças raspadas. Na cultura coríntia, então, uma cabeça raspada marcava uma mulher como uma prostituta do templo. Paulo diz à igreja que uma mulher com a cabeça rapada deve se cobrir (1 Coríntios 11:6), pois uma mulher despojada de seu cabelo tinha perdido a sua "glória" e não estava sob a proteção de um marido. 


Uma cabeça raspada sem uma cobertura enviava uma mensagem: "Eu me recuso a submeter-me à ordem de Deus". Portanto, Paulo está ensinando aos coríntios que o comprimento do cabelo ou o uso de uma "cobertura" pela mulher era uma indicação externa de submissão a Deus e à Sua autoridade estabelecida. Esta era uma forma em que a igreja de Corinto devia ser separada da cultura corrupta e pagã ao seu redor (2 Coríntios 6:17).

Esta passagem não ensina que a mulher seja inferior ao homem ou que ela deva ser submissa a todo homem. Está simplesmente ensinando a ordem de Deus e liderança espiritual no relacionamento matrimonial. Na cultura de Corinto, uma mulher que cobria a cabeça durante o culto ou quando em público demonstrava a sua submissão à autoridade.

Na cultura de hoje, já não mais vemos uma mulher usando uma cobertura para a cabeça como um sinal de submissão. Na maioria das sociedades modernas, cachecóis e chapéus são acessórios de moda, nada mais. A mulher de hoje ainda tem a opção de usar uma cobertura da cabeça se ela enxergar isso como um sinal de sua submissão à autoridade do marido. No entanto, é uma escolha pessoal e não um sinal de espiritualidade. A verdadeira questão é a atitude do coração em relação à obediência e submissão à autoridade "como ao Senhor" (Efésios 5:22). Deus está muito mais preocupado com a atitude no coração do que com uma cobertura na cabeça.



DEVEMOS USAR INSTRUMENTOS MUSICAIS NA IGREJA?


Pergunta: "Devemos usar instrumentos musicais na igreja?"

Resposta:Os instrumentos musicais eram definitivamente usados na adoração do Antigo Testamento (1 Crônicas 15:16; 16:42; 23:5; 2 Crônicas 7:6; 23:13; 29:26-27; 30:21, 34: 12; Neemias 12:36, Salmos 4:1; 6:1; 54:1; 55:1; 61:1; 67:1; 76:1, Isaías 38:20; Amós 6:5; Habacuque 3:19). O fato de que o Novo Testamento em nenhum lugar condena instrumentos musicais indica que a prática do Antigo Testamento teve continuação na igreja do Novo Testamento. A igreja primitiva era composta quase inteiramente de judeus. É altamente provável que eles continuaram usando instrumentos musicais na igreja, assim como faziam em sua adoração anterior.

Assim, mesmo sem uma referência explícita no Novo Testamento, é bem claro que a igreja possa utilizar instrumentos musicais em sua adoração. No entanto, talvez exista uma possível referência a instrumentos musicais no Novo Testamento. Efésios 5:19 declara: "falando entre vós em salmos, hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração." A frase "salmodiando ao Senhor" é uma tradução da palavra grega psallontes, a raiz da qual significa "esfregar ou tocar" ou "contorcer ou vibrar". 


Era comumente utilizada em grego para se referir a tocar um instrumento musical de cordas. Seja qual for o caso, a Bíblia não proíbe ou ordena o uso de instrumentos musicais na igreja. Portanto, a igreja tem liberdade para usá-los ou não, dependendo de como se sentem guiados por Deus.


QUAL É A DIFERENÇA ENTRE ORDENANÇAS E SACRAMENTOS?

Pergunta: "Qual é a diferença entre ordenanças e sacramentos?"

Resposta:O Catolicismo Romano, a Ortodoxia Oriental e algumas das denominações protestantes usam o termo "sacramento" para se referir a "um sinal/ritual que resulta na graça de Deus sendo transmitida para o indivíduo". Geralmente existem sete sacramentos nessas denominações. Eles são o batismo, a confirmação, a sagrada comunhão, a confissão, o casamento, as ordens sagradas e a unção dos enfermos. Segundo a Igreja Católica, "há sete sacramentos. Eles foram instituídos por Cristo, devem ser administrados pela igreja e são necessários para a salvação. 


Os sacramentos são os veículos da graça que eles transmitem." A Bíblia, ao contrário, diz-nos que a graça não é dada através de símbolos externos e nenhum ritual é "necessário para a salvação". A graça é gratuita. "Mas quando apareceu a bondade de Deus, nosso Salvador e o seu amor para com os homens, não em virtude de obras de justiça que nós houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou mediante o lavar da regeneração e renovação pelo Espírito Santo, que ele derramou abundantemente sobre nós por Jesus Cristo, nosso Salvador; para que, sendo justificados pela sua graça, fôssemos feitos herdeiros segundo a esperança da vida eterna" (Tito 3:4-7).

Uma ordenança é simplesmente uma "prática ou cerimônia prescrita". Os protestantes e evangélicos enxergam as ordenanças como reconstituições simbólicas da mensagem do evangelho que ensina que Cristo viveu, morreu, ressuscitou dentre os mortos, ascendeu aos céus e voltará um dia. Ao invés de serem requisitos para a salvação, as ordenanças são auxílios visuais para nos ajudar a melhor compreender e apreciar o que Jesus Cristo realizou por nós na Sua obra redentora. 


As ordenanças são determinadas por três fatores: foram instituídas por Cristo, foram ensinadas pelos apóstolos e foram praticadas pela igreja primitiva. Já que o batismo e a comunhão são os únicos rituais que satisfazem estes critérios, então só pode haver duas ordenanças. Nenhuma das ordenanças é necessária para a salvação e nem é um "veículo para a graça".

Geralmente entende-se que as ordenanças são as coisas que Jesus nos disse para observar com outros cristãos. Quanto ao batismo, Mateus 28:18-20 diz: "E, aproximando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos." 


Quanto à comunhão, também chamada de Ceia do Senhor, Lucas 22:19 diz: "E tomando pão, e havendo dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim." A maioria das igrejas observa estas duas práticas, mas não necessariamente se refere a elas como ordenanças.

DEVEMOS OBEDECER AOS NOSSOS PASTORES?

Pergunta: "Devemos obedecer aos nossos pastores?"

Resposta: O versículo que mais diretamente se refere a esta questão é Hebreus 13:17: "Obedecei a vossos guias, sendo-lhes submissos; porque velam por vossas almas como quem há de prestar contas delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil."

Os pastores ficam profundamente feridos em ver pessoas ignorando o conselho de Deus que eles compartilham. Quando as pessoas ignoram a Palavra de Deus, elas o fazem não só para a sua própria dor, mas também em detrimento dos que as rodeiam. Os jovens têm a tendência de ignorar o conselho dos mais velhos, cometendo o erro de confiar em sua própria sabedoria e no conselho de seu próprio coração. Um pastor piedoso compartilha preceitos da Palavra de Deus porque deseja servir a Deus e alimentar o rebanho com alimento espiritual que resultará em experimentar a vida abundante que Jesus prometeu (João 10:10b).

O oposto do pastor piedoso é o "falso pastor" que não tem como objetivo o bem-estar do rebanho, mas está mais interessado em manter o controle e exercer domínio sobre os outros, ou deixa de estudar a Palavra de Deus e, portanto, ensina os comandos dos homens em vez dos de Deus. Os fariseus no tempo de Jesus eram culpados de serem "guias cegos" (Mateus 15:14). 


Há também repetidas advertências sobre falsos mestres em Atos, nas Epístolas e em Apocalipse. Devido à existência desses líderes egoístas, pode haver momentos em que desobedecemos ao homem a fim de obedecermos a Deus (Atos 4:18-20). No entanto, as acusações contra um líder de igreja não devem ser feitas levemente e precisam ser corroboradas por mais de uma testemunha (1 Timóteo 5:19).

Os pastores piedosos realmente valem ouro. Eles são geralmente sobrecarregados, mal pagos, carregam uma grande responsabilidade e, como Hebreus 13:17 afirma, um dia terão de prestar contas dos seus ministérios diante de Deus. Primeiro Pedro 5:1-4 ensina que eles não devem ser ditadores, mas devem liderar pelo seu exemplo e ensinamento saudável (1 Timóteo 4:16), em humildade de coração. Como Paulo, eles devem ser como mães que realmente amam seus filhos. Os pastores piedosos estão dispostos a se entregar pelo seu rebanho e governam com mansidão (1 Tessalonicenses 2:7-12, João 10:11). 


 São também caracterizados por sincera devoção à Palavra e à oração (Atos 6:4) para que possam governar no poder e sabedoria de Deus e dar à igreja carne espiritual para produzir cristãos saudáveis e vibrantes. Se esta for uma descrição próxima do seu pastor (nenhum homem na terra é perfeito), ele é digno de "dupla honra" e obediência enquanto declara os ensinos claros de Deus (1 Timóteo 5:17).

Portanto, a resposta à pergunta é que sim, devemos obedecer aos nossos pastores. Devemos também orar por eles sempre, pedindo a Deus que lhes conceda sabedoria, humildade, amor ao rebanho e proteção enquanto protegem aqueles sob os seus cuidados.



FUI BATIZADO DE FORMA ANTIBÍBLICA. PRECISO SER BATIZADO NOVAMENTE?

Pergunta: "Fui batizado de forma antibíblica. Preciso ser batizado novamente?"

Resposta:A Bíblia é muito clara sobre o batismo. Há dois pontos que todos precisamos entender. (1) O batismo é para ocorrer depois que uma pessoa recebe Jesus Cristo como Salvador, confiando nEle para a salvação. (2) O batismo deve ser por imersão. A palavra batizar literalmente significa "imergir/submergir em água". O batismo por imersão é o único método de batismo que ilustra adequadamente o que o batismo simboliza - crentes morrendo, sendo sepultados com Cristo e sendo gerados a uma nova vida (Romanos 6:3-4).

Com esses dois pontos-chave em mente, como aconselhar os que não foram batizados de forma bíblica? Por uma questão de clareza, vamos dividi-los em duas categorias também. Em primeiro lugar, temos os que foram batizados antes de se tornarem cristãos. Os exemplos comuns disto incluem aqueles que foram batizados como crianças e os que foram batizados mais tarde na vida, mas ainda não verdadeiramente conheciam Jesus como Salvador quando foram batizados. 


Nesses casos, sim, essa pessoa definitivamente precisa ser batizada novamente porque a Bíblia revela que o batismo é pós-salvação. O simbolismo do batismo é perdido se a pessoa ainda não recebeu a salvação pela fé em Jesus Cristo.

Em segundo lugar, temos os que foram batizados depois da fé em Cristo, mas com um método diferente do da imersão. Esta questão é um pouco mais difícil. Pode-se argumentar que tal pessoa não verdadeiramente recebeu o batismo. Se o método foi a aspersão ou derramamento, ele não se encaixa com a definição básica de batizar: "imergir". No entanto, a Bíblia em nenhum lugar trata especificamente de um caso de alguém tendo sido "batizado", mas não imerso. A questão, então, deve ser resolvida numa base individual. 


Um crente que foi batizado de forma antibíblica deve pedir ao Senhor por sabedoria (Tiago 1:5). Se a consciência do crente não tiver certeza, seria melhor ser batizado novamente de forma bíblica para aliviar a consciência (Romanos 14:23).


AS MULHERES PODEM SERVIR COMO DIACONISAS NA IGREJA?

Pergunta: "As mulheres podem servir como diaconisas na igreja?"

Resposta:As Escrituras não deixam totalmente claro se uma mulher pode ou não servir como uma diaconisa. A afirmação de que os diáconos devem ser "homens sérios" (1 Timóteo 3:8) e a qualificação "maridos de uma só mulher" (1 Timóteo 3:12) parecem desqualificar as mulheres de servirem como diaconisas. No entanto, alguns interpretam 1 Timóteo 3:11 como se referindo a diaconisas porque a palavra grega traduzida como "esposas" também pode ser traduzida como "mulheres". Nessa passagem, Paulo provavelmente não se refere às esposas de diáconos, mas às mulheres que atuam como diaconisas. 


 O uso da expressão da mesma forma como uma introdução no versículo 8 sugere um terceiro grupo de líderes além dos presbíteros e diáconos. Além disso, Paulo não deu requisitos para as esposas de presbíteros quando descrevendo as qualificações para o diaconato. Por que ele então listaria as qualificações para as esposas dos diáconos? Se fosse importante que as esposas dos líderes se comportassem de uma certa maneira, é lógico supor que ele estaria então mais – ou pelo menos igualmente - preocupado com as esposas dos presbíteros, uma vez que os presbíteros ocupam uma posição mais proeminente na igreja. Entretanto, ele não faz exigências sobre as esposas dos presbíteros.

Romanos 16:1 refere-se à Febe com a mesma palavra que Paulo usa em 1 Timóteo 3:12. Não está claro, porém, se Paulo está dizendo que Febe é uma diaconisa ou apenas uma serva. Na igreja primitiva, as mulheres servas cuidavam dos crentes doentes, dos pobres, dos estranhos e daqueles na prisão. Elas ensinavam as mulheres e crianças (Tito 2:3-5). Talvez Febe não tinha a designação oficial de "diaconisa", mas Paulo confiava nela o suficiente para dar-lhe a tremenda responsabilidade de entregar sua carta à igreja em Roma (Romanos 16:1-2). Claramente, ele a enxergava não como inferior ou menos capaz, mas como membro confiável e valorizado do corpo de Cristo.

As Escrituras não dão muito apoio à ideia de mulheres servindo como diaconisas, mas também não as desqualificam. Algumas igrejas têm instituído o cargo de diaconisa, mas a maioria o diferencia de alguma forma do ofício de diáconos. 


Se uma igreja de fato instituir a posição de diaconisa, a liderança dessa igreja deve assegurar que a diaconisa está em submissão às restrições que Paulo coloca no ministério de mulheres em outras passagens (como 1 Timóteo 2:11-12), assim como toda a liderança deve estar em submissão à estrutura de autoridade da igreja e, finalmente, à nossa autoridade suprema, Jesus Cristo.



AS MULHERES PODEM SERVIR COMO PRESBÍTERAS NA IGREJA?


Pergunta: "As mulheres podem servir como presbíteras na igreja?"

Resposta:Existem dois pontos de vista principais sobre a questão de se as mulheres podem servir como presbíteras da igreja. A visão igualitária sustenta que as mulheres podem servir como presbíteras contanto que cumpram os requisitos descritos em 1 Timóteo 3:1-7 e Tito 1:5-9. A visão complementar afirma o contrário e defende que as mulheres não estão autorizadas a ocupar o cargo de presbítera na igreja.

Vamos dar uma olhada em 1 Timóteo 3:1-7: "Fiel é esta palavra: Se alguém aspira ao episcopado, excelente obra deseja. É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, temperante, sóbrio, ordeiro, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não espancador, mas moderado, inimigo de contendas, não ganancioso; que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com todo o respeito {pois, se alguém não sabe governar a sua própria casa, como cuidará da igreja de Deus?}; não neófito, para que não se ensoberbeça e venha a cair na condenação do Diabo. Também é necessário que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em opróbrio, e no laço do Diabo."

A primeira coisa a notar nesta passagem é o número de palavras masculinas – mais de 10 em 1 Timóteo 3:1-7. Apenas uma leitura superficial desta passagem levaria uma pessoa a concluir que o papel de um presbítero/bispo deve ser preenchido por um homem. A expressão "marido de uma mulher" também indica que o cargo de ancião é para ser cumprido por homens. Os mesmos pontos também são feitos na passagem paralela de Tito 1:5-9.

As passagens que descrevem as qualificações e deveres dos presbíteros/bispos não abrem a porta para que mulheres sirvam como presbíteras. Na verdade, o uso consistente de pronomes e terminologia masculinos argumenta fortemente a favor do cargo de presbítero/bispo sendo exclusivo aos homens. Tal como acontece com outras questões relacionadas a este debate, a proibição de mulheres servindo como presbíteras não é uma questão de machismo. Em nenhum sentido isso é um assunto de homens sendo superiores às mulheres. 


 Pelo contrário, Deus restringe o cargo de presbítero aos homens porque foi assim que Ele estruturou que a igreja funcionasse. Os homens piedosos devem servir como líderes assim como as mulheres devem servir nas funções cruciais de apoio.



AS MULHERES TÊM DE PERMANECER EM SILÊNCIO NA IGREJA?


Pergunta: "As mulheres têm de permanecer em silêncio na igreja?"

Resposta:Primeiro Coríntios 14:33-35 declara: "... Como em todas as igrejas dos santos, as mulheres estejam caladas nas igrejas; porque lhes não é permitido falar; mas estejam submissas como também ordena a lei. E, se querem aprender alguma coisa, perguntem em casa a seus próprios maridos; porque é indecoroso para a mulher o falar na igreja." À primeira vista, este parece ser um comando geral que as mulheres não estão autorizadas a falar na igreja. No entanto, 1 Coríntios 11:5 menciona mulheres orando e profetizando na igreja, e não condenando essa prática. Portanto, 1 Coríntios 14:33-35 não pode ser um comando absoluto para que as mulheres permaneçam sempre em silêncio na igreja.

O contexto desta passagem, e muito de 1 Coríntios, é a ordem e a estrutura da igreja. A igreja de Corinto destacou-se pelo caos e falta de ordem que reinavam naquela assembleia (v. 33). É interessante que nenhum dos anciãos ou pastores é mencionado, e nem mesmo os profetas estavam exercendo o controle (ver versículos 29, 32, 37). Todo mundo estava participando de qualquer forma que ele ou ela desejasse no momento em que desejasse. Isto incluía mulheres falando em línguas e profetizando, ao mesmo tempo assumindo a liderança nos cultos ao invés de serem submissas, assim como a Palavra de Deus instrui (1 Timóteo 2:11-15). 


 Aparentemente, algumas mulheres na igreja de Corinto estavam fora de ordem e perturbando ao fazerem perguntas em público durante os cultos caóticos. Não é coincidência que muitas igrejas modernas que praticam o falar em línguas e reivindicam curas e milagres também permitem que as mulheres liderem o culto, preguem e ensinem. As mulheres podem ser professoras talentosas, mas não têm a permissão de Deus para "falar" de tal forma em suas igrejas. Na verdade, fazer isso é "indecoroso", ou seja, "uma desgraça" (v. 35).

O contexto de 1 Coríntios 14:33-35 trata da interpretação e compreensão dos dons de línguas e profecia (1 Coríntios 14:26-32). Portanto, 1 Coríntios 14:34 não está comandando as mulheres a permanecerem em silêncio na igreja o tempo todo. Está apenas dizendo que as mulheres não devem participar quando as línguas e/ou profecia estão sendo interpretadas e testadas (1 Tessalonicenses 5:19-22, 1 João 4:1). 


 Isto está de acordo com 1 Timóteo 2:11-12, o qual diz que as mulheres não devem ensinar aos homens ou ter autoridade sobre os homens. Se as mulheres estavam envolvidas em decidir se uma profecia era verdadeiramente de Deus, então estariam desobedecendo o que a Bíblia diz em 1 Timóteo 2:11-12. Portanto, Paulo diz às mulheres para ficarem em silêncio quando as línguas e profecia estiverem sendo interpretadas para que não desobedeçam à Palavra de Deus.






         9 FASES NA VIDA DE UMA IGREJA / MARK DRISCOLL



Há muitas fases na vida de uma igreja. Saber em que fase a sua igreja está é crucial à saúde e à longevidade dela e, o mais importante, ao progresso futuro do evangelho.


As seguintes nove fases da vida de uma igreja procedem de minhas observações na implantação da Mars Hill Church e na assistência a centenas de outras implantações de igrejas por meio do ministério Atos 29.

1. Gestação

Nesta fase, uma visão é plantada. Deus chama um líder (ou líderes) para começar uma nova igreja e esclarece os detalhes da visão. Um grupo inicial de pessoas é reunido, um local de reuniões é provido, alguns ministérios começam a se formar, e recursos financeiros são obtidos.

2. Nascimento

Durante esta fase, a igreja deixa de ser um conceito e se torna uma realidade. Ela se abre para convidar a comunidade mais ampla e focaliza sua atenção em evangelização, crescimento e implementação de novos sistemas, estabelecendo novos líderes.

3. Infância

Infância é o período de tempo em que a frequência à igreja se torna um tipo de padrão estabelecido, planos de longo prazo se iniciam, novos programas são acrescentados, e estruturas administrativas se desenvolvem, a fim de se prepararem para crescimento numérico e envolvimento na missão da igreja.

4. Adolescência

Nesta fase, membros da igreja começam a assumir posições de maior liderança, o governo da igreja começa a se formar, a frequência à igreja e a contribuição financeira começam a aumentar.

5. Maturidade

Quando uma igreja começa a amadurecer, o número de líderes é aumentado, a igreja ganha a confiança de que agora tem estabilidade suficiente, o governo e a liderança da igreja são solidificados, a frequência à igreja e a contribuição financeira se tornam mais fortes. A igreja é agora independente, governa-se a si mesma e financia-se a si mesma. É também comum que igrejas nesta fase comprem suas próprias acomodações.

6. Paternidade

Paternidade é o tempo quando a igreja está pronta para reproduzir-se por dar liderança e recursos financeiros para o início de outro ciclo de implantação de igreja. Isto resulta no surgimento de uma nova congregação. Neste caso, o fato singular é que a igreja patrona da implantação da nova igreja tem um interesse permanente em orar por e ser responsável pelo novo trabalho, visto que tem-se sacrificado por ele.

7. Descendência

Esta época da vida de uma igreja ocorre quando ela já implantou tantas igrejas que começa a ver igrejas implantadas de terceira e quarta geração.

8. Morte

Quando uma igreja não é saudável, ela morre. Uma igreja não é saudável quando ela deixa de experimentar crescimento nas conversões ou deixa de atrair líderes jovens. Nesta altura, os membros da igreja se deparam com um dilema crítico. Primeiro, podem negar a morte iminente da igreja, vender seus bens para prolongar sua morte, redefinir sua missão para proteger sua morte ou apenas sobreviverem enquanto a igreja morre lenta e dolorosamente, reescrevendo os melhores anos de sua história para sentirem-se significantes e bem-sucedidos. Segundo: podem tomar sua morte iminente como uma oportunidade para ressurgir.

9. Ressurreição

Nesta fase, os membros de uma igreja sabem que ela está morrendo ou, pelo menos, não é tão saudável e frutífera como deveria ser e decidem, humildemente, encerrar a sua organização e reimplantar a igreja. Reimplantações são feitas normalmente pela contratação de um novo pastor empreendedor para começar com os bens existentes e com a liberdade de acabar programas, excluir pessoas problemáticas e decidir o que fazer com suas instalações. Doar as instalações e os bens para um plantador de igreja ou para uma igreja que está crescendo é outra opção. Igrejas que têm esta humildade e sabedoria devem ser estimadas como igrejas-modelos pela maioria das igrejas que não se desenvolvem ou estão em declínio e precisam ter uma visão para a um futuro frutífero e fiel.

Em que fase está a sua igreja?

Tradução: Francisco Wellington Ferreira




Na primeira vez que a palavra igreja é mencionada no Novo Testamento, ela vem dos lábios de Jesus. Para um grupinho de apóstolos, ele declarou: “eu edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mateus 16.18). Com essas palavras, Jesus definiu um rumo para mudar o mundo. O erudito do século 20 Alfred North Whitehead uma vez sugeriu que o desenvolvimento do pensamento ocidental é uma série de notas de rodapé em Platão. Enquanto a proeminência do famoso filósofo grego é inegável, a asserção de Jesus chega ainda mais longe. Toda a história do mundo é um desenvolvimento da afirmação de Jesus sobre construir a igreja dele em território hostil.

Algumas observações sobre os comentários de Jesus são dignas de serem consideradas. Em primeiro lugar, Jesus prometeu edificar a sua igreja. Em seu nível mais básico, a igreja representa uma reunião de pecadores comprados por sangue, os quais pertencem a Jesus.
Em segundo lugar, a edificação da igreja é plano de Deus, cristalizado na Grande Comissão, para a salvação do povo dele através da história e ao redor do mundo. Em terceiro lugar, a igreja existirá em meio a uma impiedade inimaginável, tanto dentro quanto fora de suas fronteiras. Mesmo assim, nenhum poder das trevas – heresia ou pessoas endiabradas, morte ou divisão, pecado ou Satanás – será capaz de atingi-la. A vitória final já foi assegurada para a igreja de Cristo na morte e ressurreição de Jesus.
Dado que Jesus é o dono, edificador e defensor da igreja, os seguidores de Cristo são deixados com uma pergunta fundamental: o que deve ser a marca distintiva dos cristãos quando eles se reúnem para adorar ao Deus triúno, levar o trabalho das atividades ministeriais cotidianas e se engajar nas dificuldades da apologética e evangelismo? Elaborado de forma sucinta: como, então, nós devemos viver como a igreja de Cristo?
Uma resposta pode ser encontrada no Discurso da Sala Superior, no evangelho de João. Logo depois da saída de Judas para trai-lo, Jesus oferece uma exortação de despedida aos discípulos exauridos dele, a fim de prepará-los para a sua crucificação: “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (João 13.34-35). Para vencer um mundo vandalizado pela traição e pela morte, Jesus direciona os seguidores dele a amar uns aos outros. 
À primeira vista, o chamado de Jesus para amar pode soar oco. Em nossos dias, o amor é influente, mas impotente. Tristemente, muitos pensam no amor em termos de gratificação de si mesmo ao invés de sacrifício de si mesmo. Para eles, o amor é apenas um sentimento que deve ser protegido e acomodado. Como um resultado disso, amor em nossa cultura é uma comodidade para ser usada, não um compromisso para ser cultivado. Para Cristo, entretanto, amor é mais do que palpitações caprichosas.
Num sentido, não há nada novo sobre o mandamento de Jesus. Antes, em Levítico 19.18, o povo de Deus foi instruído a amar os seus próximos. O que é novo não é princípio, mas o paradigma. Nós iremos nos amar um aos outros, Jesus disse, “assim como eu vos amei”. O amor sacrificial de Jesus, mostrado na cruz, é o padrão pelo qual nós iremos nos amar uns aos outros. Isso não significa que nós devemos literalmente ser crucificados para amar nossos irmãos e irmãs em Cristo. Mas isso significa que nós devemos considerar os interesses deles acima dos nossos próprios (Filipenses 2.3-8). 
Na medida em que o amor centrado em Cristo definir nossas igrejas, o mundo que nos assiste irá medir a credibilidade de nosso testemunho. Não obstante isso, Jesus afirma mais à frente que o mundo irá julgar a veracidade do evangelho baseado em nosso amor uns pelos outros (João 17.20-23). Se o novo mandamento de Jesus resume suas ordens, então o oposto das palavras dele é verdade também. Nossa falha em amar terá um impacto direto em nossas congregações. Se nós não mostrarmos uns aos outros o amor de Cristo, o mundo não irá saber que nós somos discípulos dele; e, ainda mais sobriamente, eles não conhecerão o amor de Deus no evangelho. Como o falecido Francis Schaeffer corretamente afirmou: se visível, o amor como o de Cristo é a apologética final. Se falarmos nas línguas dos homens e apologistas, mas não tivermos amor, nossas igrejas vão soar como gongos barulhentos e címbalos que retinem (1 Coríntios 13.1). Sem o amor de Cristo, por que o mundo ouviria o testemunho da igreja?
O amor é a grande marca da igreja. Nosso amor uns pelos outros demonstra que nós somos discípulos de Cristo e mostra ao mundo o amor de Deus em Cristo. Enquanto a fé cristã é objetivamente verdadeira, independentemente de quão bem sigamos o mandamento de Cristo, devemos lembrar que o mundo frequentemente mede as afirmações de verdade do cristianismo pelas vidas dos cristãos professos. Quando falhamos em amar (e iremos), nós devemos também lembrar que Cristo não edifica a igreja dele por nossa causa, mas apesar de nós e também através de nós. 

O grande testemunho da igreja é que “Deus prova o seu amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:8). Se isso é verdade (e é), talvez uma pergunta melhor para fazermos é: “como, então, nós devemos amar?”.

Por: John Tweeddale




5PassosParaIntegrarATeologiaNoSeuMinisterio

1) Impregne a sua pregação e as suas conversas com verdades bíblicas.

Se, como Paulo diz, aquelas histórias do Antigo Testamento nos foram dadas como exemplos, então devemos usá-las dessa maneira. Quando estiver falando com diáconos, presbíteros, estudantes ou qualquer grupo na igreja, aprenda a trabalhar em narrativas bíblicas e mostrar como elas se aplicam às decisões diárias da vida.

2) Aborde as situações sobre as quais todos estão falando.

Não se prenda ao seu plano de pregações, em nome de ser fiel, tão rigidamente que acabe falhando em declarar a verdade em acontecimentos significativos que chocam ou afetam as sensibilidades da sua congregação. A morte de um adolescente local, o fechamento da maior empresa empregadora da cidade ou uma tragédia nacional do tipo 11 de setembro, exigem respostas bíblicas para as perguntas nas mentes de todos. Mostre a eles como a Palavra de Deus aborda esse tipo de acontecimento e como o evangelho é a necessidade última.

3) Faça-os se apaixonarem por Jesus.

Estar no ministério significa aprender a viver com a frustração das pessoas. Às vezes você genuinamente as desapontará por causa dos seus defeitos e falhas, e às vezes elas terão expectativas irrealistas. Se você construir o seu ministério sobre si mesmo e as suas habilidades, essa desilução — tanto a sua quanto a deles — será traumatizante. Se, por outro lado, você mostrar a elas que Jesus é o único nunca desaponta, que a nossa esperança está nele e que somente ele é o nosso padrão e a nossa força, portanto, então a esperança delas repousa somente sobre Cristo. Fale constantemente sobre Jesus, sobre os seus atributos e sobre a sua graça e verdade. Nós vemos mais da glória de Deus em Cristo do que Moisés jamais viu no Sinai. Jesus é encantador e é nosso.

4) Gire em torno do evangelho.

Assim como toda a Escritura, em última análise, trata de Cristo, isso também é verdade com relação à vida e ao conhecimento. O ministério é normalmente feito no contexto do sofrimento, da tragédia, do pecado e dos efeitos do pecado. Em cada uma dessas situações, conforte os feridos com as tranquilizantes palavras da genuína afeição pastoral, mas encontre uma maneira de se voltar para como o evangelho aborda esse tipo de situação com redenção, salvação, perdão e ressurreição.

5) Permaneça lá.

Se você quer que uma igreja seja impregnada pela verdade, então permaneça lá e caminhe pela vida com ela. Leva tempo para lançar o fundamento, e mais tempo para construir a superestrutura. Plante a sua vida. Mostre às pessoas como se parece um casamento e uma família centrados no evangelho. Pregue a Palavra — ambos os testamentos, lei e evangelho, todos os gêneros, criação, queda, anseio, cumprimento, consumação. Elas não assimilarão esse entendimento estratégico das Escrituras de seis pastores consecutivos, mas podem fazê-lo através de um que permaneça e viva a vida em comunidade com elas.



O QUE É A IGREJA?
Vídeo produzido pela Central Christian Church (Las VEgas), traduzido e adaptado pela Igreja Batista Central de Belo Horizonte sobre a Igreja.








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Estupro Social: o que a Igreja tem a ver com Isso? Carlos Moreira

* De Frequentadores a Membros - Thabiti Anyabwile  

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DOUTOR DA IGREJA GREGA - MAIOR PREGADOR DA IGREJA PRIMITIVA - MESTRE DA RETÓRICA, DA HOMILÉTICA!

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Você deseja honrar o corpo de Cristo? Não o ignore quando ele está nu. Não o homenageie no templo vestido com seda quando o negligencia do lado de fora, onde ele está malvestido e passando frio. Ele que disse "Este é o meu corpo" é o mesmo que diz "Tu me vistes faminto e não me destes comida" e «quantas vezes o fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes» (Mateus 25:40)... Que importa se a mesa eucarística está lotada de cálices de ouro quando seu irmão está morrendo de fome? Comeces satisfazendo a fome dele e, depois, com o que sobrar, poderás adornar também o altar.

João Crisóstomo, Comentário sobre Mateus

♛ Uma das características mais recorrentes das homilias de João Crisóstomo (347-407) é sua ênfase no cuidado com os necessitados. Ecoando temas do Evangelho de Mateus, ele exorta os ricos a abandonarem o materialismo para ajudar os pobres, empregando todas as suas habilidades retóricas para envergonhar os ricos e obrigá-los a abandonar o consumismo mais conspícuo:


“Honras de tal forma teus excrementos a ponto de recebê-los em vasilhas de prata quando outro homem criado à imagem de Deus está morrendo de frio?”


— João Crisóstomo