sábado, 20 de julho de 2013

Acervo da Teologia

* Neopentecostais & Heresias

ISSO NÃO FAZ PARTE DO VERDADEIRO, PURO E ÍNTEGRO EVANGELHO DE CRISTO NO QUAL NOS ORDENOU A FAZER!!!

DESMASCARANDO A NOVA UNÇÃO



Olá leitores e amigos, Resolvi, hoje, esclarecer uma questão “bizarra” e herética que se faz presente no meio da Igreja Evangélica.

Atualmente há uma ansiedade pela busca por despertamento espiritual e avivamento, que anos faz aceitar qualquer novidade vinda da outra América.

Não é questão apenas de modismo, mas são cultos estranhos que vêm sendo realizados, pregando quebra de maldição, o poder do assopro, as danças espirituais, falsas doutrinas e unção de todo o tipo.
Quem nunca ouviu falar de pessoas que testemunham que receberam algum tipo de unção. Unção do leão, unção da águia, unção dos quatros seres viventes, unção da lagartixa, unção do riso, unção da multiplicação, unção da conquista, unção do Bono Vox (pasmem), unção financeira, unção do dente de ouro, unção do sapatinho de fogo, etc. Só não ouvi testemunho algum de alguém que tenha recebido unção do quebrantamento, unção da obediência, unção da paz.



Para todo esse tipo de unção, os lideres desse movimento (neopentecostais) deram um único nome: A nova unção. Afirmam eles o seguinte: “Deus tem novas experiências para o seu povo, precisamos entender a nova revelação”; “A unção antiga não serve para os dias atuais, precisamos de óleo fresco”; “Estamos em um novo tempo e precisamos de uma nova unção”; “Vinho novo para odres novos”...
Basta você caminhar até uma livraria evangélica e encontrará um enorme acervo com livros acerca dessa tema, além de CD´s evangélicos (entre eles David Quinlan e Kleber Lucas - louvam a Deus clamando por uma nova unção). O que dizer das igrejas que carregam em sua razão social “Igreja da Nova Unção” ?

Isso tem me preocupado, porque analisando as experiências de homens de Deus tanto no Antigo como no Novo Testamento não encontro este tipo de unção. Encontro homens ungidos, capacitados, que operam milagres de Deus na terra; homens e mulheres com unção, mas não uma unção específica. Folheando os arquivos da história da igreja também nos deparamos com muita unção; gente que viveu as mais estranhas experiências espirituais, mas nunca uma unção específica. Eram pessoas ungidas com o Ungido.

Na Bíblia não encontramos tipos específicos de unção. Encontramos ungidos com a Unção!

Mas o que é unção? João responde: “E vós tendes a unção que vem do Santo e todos tendes conhecimento... Quanto a vós outros, a unção que dele recebestes permanece em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina a respeito de todas as coisas, e é verdadeira, e não é falsa, permanecei nele, como também ela vos ensinou” (1 Jo 2.20,27).

Esse é um dos únicos textos da Bíblia que fala da unção como uma coisa concreta, não um fluído, um som, um vento. Ainda que na experiência de se ter o Espírito Santo a sensação que se sente mexe com a alma, as emoções, o que se recebe é algo concreto; recebe-se a própria Pessoa do Espírito Santo que passa a residir em nós!

João deixa claro que a unção vem de Deus; que ela traz conhecimento; que nos ensina, e que não é falsa. Isto posto, transparece a ideia de que existe unção que é falsa, que não vem do Santo e que não traz conhecimento!

1) A unção é uma experiência que começa na conversão. É quando o Espírito de Deus passa a residir em nós. “Em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; o qual é o penhor da nossa herança, até ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória” (Ef. 113). Ouro texto: “Mas aquele que nos confirma convosco em Cristo e nos ungiu é Deus, que também nos selou e nos deu o penhor do Espírito em nosso coração” (2 Co 1.21-22). E ainda: “E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção” (Ef 4.30). Nestes textos, vemos que eles falam do Espírito Santo, como uma garantia para a salvação, que nos “carimba”, que nos sela, marcando o objeto de sua posse. Aqui a unção é um selo.

2) Os discípulos receberam o Espírito Santo a primeira vez em João 20.22, e depois foram cheios novamente em Atos 2.4 e depois novamente em Atos 4.31! Ser cheio do Espírito Santo uma vez não garante unção para sempre. Precisamos ser cheios do Espírito Santo todos os dias, continuamente! É algo que ocorre “mediante o seu Espírito no homem interior” (Ef 3.16) e que deve ser cultivado de nossa parte, para que nos enchamos sempre do Espírito. “Enchei-vos do Espírito”, diz Paulo (Ef 5.18).

3) Se a unção é algo concreto que recebemos de Deus – por que, então, perdemos o vigor do Espírito, ou sentimos que vazamos da unção? Uma das respostas está em Efésios 4.30. Nós o entristecemos! E as razões porque o Espírito Santo se entristece em nós está escrito em Efésios 4.25 a 29, e depois dos vv. 31-32. Há outros exemplos de entristecimento do Espírito Santo. Paulo aconselha: “Não apaguem o Espírito”!

4) Unção é também separação como nos Salmos 45.7; 89.20. Jesus foi separado, ou ungido pelo Pai, conforme Isaías Is 61.1 fato que se cumpriu em Lucas 4.18. Os utensílios do templo eram “ungidos”, isto é, separados! Em 1 Crônicas 16.22 refere-se a separação de todo o povo de Deus!

Conclusão: Unção é Habitação de Deus em nós. Unção é inteligência de Deus em nós; é separação. É delegação de autoridade! A unção é completa e não se manifesta apenas como leão e águia, símbolos de força e altivez.

Se alguém teve uma experiência com o Espírito Santo e a experiência a deixou orgulhosa, insubmissa, rebelde, achando que é melhor que os outros; posso garantir que é falsa e que não veio do Espírito da verdade! A verdadeira experiência com o Espírito Santo nos deixa mais humildes, serviçais e nos faz calar.

Unção, portanto, é a Presença do Espírito Santo em nós. Alguns, no entanto, confundem unção com manifestações. A unção pode vir acompanhada de todo tipo de manifestações, mas nem sempre as manifestações significam que temos unção.
E por fim, não precisamos de uma NOVA UNÇÃO, sabe por quê?
I João 2.27 A unção que Dele recebeste permanece em voz. (é única e exclusiva)
Estudo elaborado Pr. Elder Sacal Cunha




NEOPENTECOSTAL? COMO IDENTIFICAR SE SUA IGREJA É UMA




por Rafael de Lima 

Penso que um dos grandes problemas da igreja evangélica na atualidade está em torno da sua falta de identidade. O ser evangélico tem se tornado algo extremamente vago em nossos dias.

Da mesma forma, se afunilarmos um pouco mais a questão, perceberemos uma intensa falta de identidade denominacional entre as igrejas protestantes e evangélicas.

 Em décadas passadas a designação congregacional, presbiteriana, batista, assembleiana, etc., expressava significados relativamente claros. O rótulo denominacional não exprimia apenas um nome, mas um conjunto de crenças. Exemplificando temos que o ser congregacional representava, basicamente, a aceitação dos 28 Artigos da Breve Exposição das Doutrinas Fundamentais do Cristianismo, a compreensão do batismo e da Santa Ceia como ordenanças que representavam símbolos da fé cristã, a ministração do batismo por aspersão em pessoas que declarassem a fé cristã (vedado, por exemplo, o batismo por imersão e o pedobatismo), o regime de governo congregacional, entre outras questões.

         Em nossos dias há uma confusão patente a este respeito. Com o desenfreado crescimento de igrejas e grupos, a cada dia os rótulos denominacionais têm perdido o seu real significado. Hoje, uma igreja que apresente em sua placa a expressão batista, congregacional, presbiteriana,etc., não necessariamente possuirá uma doutrina saudável e bíblica, nem terá qualquer relação com tais denominações históricas. Um dos fatos que mais se tornam evidentes neste cenário está em torno da mudança de nome da Igreja Cristã Nova Vida, que suprimiu a expressão “pentecostal” de sua designação acrescendo a palavra “cristã”, pois a mesma não representava mais a realidade da denominação, estando, atualmente, intimamente ligada às igrejas neopentecostais.

Na verdade, muitas igrejas que têm um rótulo de denominação histórica não passam de grupos neopentecostais transvestidos. Ainda que muitos encarem esse fato como sendo algo fútil, o mesmo revela importantes riscos para a saúde espiritual e doutrinal dos membros do Corpo de Cristo, visto que muitos cristãos têm sido levados para tais congregações, sobretudo por sua placa, deixando de lado o que realmente diferenciará uma igreja bíblica de uma não bíblica, isto é, a doutrina.

Diante disto, destaco alguns pontos para que você possa identificar se sua igreja, independente da placa que possui, é ou não uma igreja que está inserida no fatídico e fétido cenário neopentecostal.

Primeiramente, qual o tipo de “sermão” que tem sido pregado em sua igreja? Qual o objetivo do sermão? Ele tem um foco cristocêntrico? Infelizmente, muitas igrejas ou grupos que trazem em sua placa o nome de uma denominação história, têm abandonado as mensagens bíblicas e dado ênfase a repugnante Teologia da Prosperidade. Mensagens que enfatizam o homem, o ego, a benção, a fé na fé, a confissão positiva, a obrigatoriedade da cura, etc., são essas os tipos de mensagens que têm sido apresentadas em sua igreja? Se a resposta for positiva, receba minhas condolências.

A sua denominação é adepta da “visão celular dos 12”? Ela acredita que essa é a visão de Deus para os nossos dias? Quem sabe ela não tenha passado a militar em torno da ordenação apostólica, afinal o “apóstolo”, líder de sua igreja, é um grande homem de Deus e não deve estar errado, independente de os critérios para se conhecer um verdadeiro apóstolo sejam, entre outros, que ele tenha visto a Jesus (1Co 9:1; 1Co 15:8), tenha sido escolhido e enviado pelo Mestre (Lc 6:13; Jo 6:70; At 9:15), tenha sido testemunha de sua ressurreição (At 1:22; 1Co 15:8,15), etc.

A sua igreja, apesar possuir uma designação histórica ou pentecostal clássica, tem dado ênfase à “unções” excêntricas? Unção do riso, dos quatro seres viventes, unção da capa, do “shu profético”, etc.? Quem sabe, sua congregação tem dado um destaque demasiado e equivocado à “batalha espiritual”, realizando demarcação de territórios ou comandado anjos nas regiões celestiais.

Na sua congregação o mais importante são as experiências particulares, ou mesmo o momento dos cânticos em detrimento da pregação e da doutrina? A sua igreja possui uma abordagem equivocada da“doutrina do Espírito Santo”, onde a ênfase não é outra se não a de fomentar entre os membros o surgimento de experiências particulares, estranhas e contrárias à Escritura?
  
E, por fim, sua igreja está centralizada em torno de um líder carismático, o ungido de Deus que não pode ser tocado, o “apóstolo” ou o “bispo” legítimo possuidor da “visão de Deus”?
                     
         Caro leitor, sinto-lhe informar que se na sua congregação esses pontos estão presentes, a mesma tem perdido o foco do cristianismo bíblico e da sã doutrina, abraçando ensinamentos contrários às Escrituras, que têm pretendido colocar o homem no trono e de lá retirar o Único Rei, que têm objetivado promover um inchaço desordenando nas congregações abrindo mão de toda a espiritualidade sadia, tratando a igreja como um grupo de auto-ajuda e não como uma Casa de Oração. “Se eu fosse o diabo, um de meus primeiros alvos seria fazer as pessoas pararem de pesquisar a Bíblia” (J. I. Packer)[2].

"Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda a paciência e doutrina. Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, sentindo coceira nos ouvidos, segundo os seus próprios desejos juntarão mestres para si mesmos. Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos. Você, porém, seja sóbrio em tudo, suporte os sofrimentos, faça a obra de um evangelista, cumpra plenamente o seu ministério". (2Tm 4:2-5 – NVI)

Notas



[1] Indico a leitura do livro O fim de uma era, de autoria do bispo Walter McAlister, e publicado pela editora AD.

[2] BLANCHARD, John. E-book. Pérolas para a Vida. São Paulo: Vida nova, 1993, p. 150.

[3] A versão utilizada neste artigo é a Nova Versão Internacional (NVI) publicada pela International Bible Society.







Uma das maiores tragédias do evangelicalismo moderno é que milhares de pessoas acreditam ser salvas quando não o são. No afã de ver resultados numéricos no seio da igreja, tem-se pregado que para receber o perdão de Deus basta fazer uma oraçãozinha e aceitá-Lo em seu coração. Desta forma, incontáveis pessoas "aceitam" o Senhor Jesus em seus corações e continuam a viver como o diabo, sem evidência nenhuma de que a redenção realmente ocorreu – e, de fato, realmente não ocorreu.




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1 comentários:

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Alisson Bruno
AUTHOR
23 de dezembro de 2013 12:40 delete

graça e paz.Sinto uma imensa alegria em ver mais um blog que não aceita e denuncia esse tipo de evangelho mesquinho que estão sendo pregado por tantas igrejas.Estamos na mesma batalha.A partir de agora me torno um dos seus seguidores, e peço que também faça uma visita em meu blog: NAPALAVRADOSENHOR.BLOGSPOT.COM
se gostar siga e comente grande abraços...
estarei colocando o seu link em meu blog,por favor faça o mesmo...fica na paz

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