"AO CONTRÁRIO DE MUITOS, NÃO NEGOCIAMOS A PALAVRA DE DEUS VISANDO A ALGUM LUCRO; ANTES, EM CRISTO FALAMOS DIANTE DE DEUS COM SINCERIDADE, COMO HOMENS ENVIADOS POR DEUS". 2 Coríntios 2. 17



segunda-feira, 22 de julho de 2013

* Oração / Artigos

IGREJAS QUE ORAM/  LIVRO




O HOMEM QUE ORAVA / A HISTÓRIA DE JOÃO HYDE



ORANDO PELO NOSSO CASAMENTO





ORANDO COM PODER A AUTORIDADE



É fácil falar sobre oração. Mas sua prática é difícil. Este livro vai ajudá-lo a orar com mais autoridade e sentir que suas orações fazem diferença neste mundo incrédulo. Seu objetivo é conduzir o leitor à oração de poder, que habilita o crente a participar dos projetos divinos neste mundo.

 O propósito deste livro é lançar bases bíblicas sólidas para a redescoberta e a prática fiel da oração capaz de mudar a história. Se você está desejoso de levar a oração mais a sério, explorando a possibilidade de avivamento em nossa sociedade, ou buscando a renovação da igreja, este livro é para você.


  A oração como instrumento criativo


  Jesus viveu e desenvolveu seu ministério em intensa oração (Mc 1.35). A tarefa que ele havia recebido do Pai era pregar o reino de Deus (Mc 1:14-15) e edificá-lo. Jesus foi o Criador último. Ele edificou uma Nova Criação que deve crescer continuamente, até que preencha o céu e a terra por toda a eternidade. A oração faz parte de seus métodos para a edificação dessa nova realidade.


  Os cristãos dos dias atuais normalmente têm achado que não precisam orar. Muitos têm abandonado a oração porque a consideram um empreendimento infrutífero, passivo demais ou duvidoso para quem gosta de construir e dar forma às coisas de modo ativo. No entanto, se houve alguém que realmente construiu e deu forma às coisas, essa pessoa foi Jesus. Colocamos em perigo nossos esforços, se pensarmos que temos um caminho melhor que o dele. Jesus nos deu seu exemplo para que seguíssemos seus passos (Jo 13:15) - e seus passos levam à oração antes de conduzir a qualquer outro lugar.


A oração que estamos mencionando é algo forte e robusto, uma ferramenta para pessoas criativas, como as ferramentas usadas pelos carpinteiros e construtores. Essa oração, que estamos chamando de oração dinâmica, constrói novas realidades onde antes nada existia: lares espirituais, segurança, novas igrejas, avanço missionário. Pela oração, somos desafiados a ver de antemão essas realidades num mundo devastado e vazio. Participando desse ministério de oração, iremos fazer acontecer o futuro que Deus planejou.


MARTINHO LUTERO


  Martinho Lutero viveu no século XVI, um dos períodos de maior corrupção e autodestruição da história européia. A Alemanha dos dias de Lutero era um solo espiritual improdutivo. A  Igreja havia se corrompido com a riqueza. A imoralidade sexual estava tão espalhada que havia adentrado até os mosteiros, lugares que, a princípio, eram um convite a uma vida sem qualquer mácula mundana. A discórdia política desestabilizara tanto a Igreja que havia, simultaneamente, três papas brigando pelo controle político da Igreja Católica Romana.


   Martinho Lutero, sendo ainda jovem, sentiu o desespero, e Deus mostrou-lhe uma resposta. Ele escreveu:


   Abra seus olhos e olhe para sua própria vida e para a vida de todos os cristãos, particularmente para a condição espiritual, e você descobrirá que a fé, a esperança, o amor, a obediência, a castidade e todas as virtudes estão se desvanecendo; descobrirá que todos os tipos de vícios terríveis estão  reinando, que faltam bons pregadores e prelados; só os enganadores [...] estão governando. Então você verá que há necessidade de orar em todo o mundo, a toda hora, sem cessar, com lágrimas de sangue, por causa da terrível ira de Deus sobre os homens.


  A maioria dos historiadores volta seus olhos para a Reforma Protestante como tendo sido um debate doutrinário, não como um despertamento espiritual ou um movimento de oração. Mas Lutero, o pai do Protestantismo, viu a oração como estando no centro de tudo. Ele percebeu que, sem oração, nada de bom ou duradouro poderia acontecer. Numa carta escrita para Philip Melanchton, seu amigo e companheiro reformador, Lutero escreveu:


    Quaisquer que sejam as circunstâncias, podemos alcançar tudo através da oração. Só ela é a poderosa rainha do destino humano. Com ela podemos realizar tudo e, assim, manter o que já existe, consertar o que está defeituoso,suportar com paciência o que for inevitável, vencer o que é mau e preservar tudo o que é bom.


Como foi que Martinho Lutero conseguiu exceder ao Catolicismo doentio daquele tempo e fazer da Alemanha uma nação que seguia as revelações da Palavra de Deus? Em parte, isso ocorreu devido à invenção da imprensa, que colocou a Bíblia nas mãos do povo alemão. Mas havia também uma força oculta agindo, uma força que Deus havia dado à Igreja e que Lutero havia redescoberto - a oração da fé.


  Para os ativistas políticos de nossos dias, e para pastores que confiam nos programas eclesiásticos, no profissionalismo e nas boas obras, Lutero diria o seguinte: "Onde estão as pessoas que desejam conhecer e fazer boas obras? Deixe-as apenas experimentar a oração e praticá-la em verdadeira fé e descobrirão que aquilo que os santos pais disseram é verdade: não há obra maior do que orar".


 Lutero trouxe os cristãos de volta à Palavra de Deus, à Bíblia, lançando os alicerces para a Grande Reforma. O mote da Reforma- sola scriptura ("somente as Escrituras") - é normalmente tudo de que nos lembramos acerca do movimento reformador em nossos dias. Mas, para Lutero, esse lema era apenas metade da verdade. A outra metade tem sido muito esquecida - a necessidade da oração juntamente com a Palavra, ou o hábito de orar para que a Palavra de Deus se cumpra. Lutero escreveu: "Temos agora falado com frequência acerca da oração: como ela é necessária e o poder que tem. Para nós, não basta ter a Palavra,saber e entender tudo que deveríamos".


   Considerando que Lutero é um exemplo brilhante dessa oração que faz acontecer uma nova realidade, e que ele escreveu muito sobre a oração, vamos citá-lo com muita liberdade em nosso livro. A existência das igrejas protestantes é um testemunho do valor da confiança que Lutero tinha na oração da fé. Hoje, no entanto, a maioria das pessoas que estão nessas denominações de origem reformada não têm nada que se pareça com a fé que Lutero colocava na oração. Cremos que as denominações protestantes estão apenas precisando redescobrir as ferramentas que  Lutero descobriu para que consigam, de novo, edificar igrejas produtivas.


   DISCERNINDO QUAIS SÃO NOSSAS ÁREAS DE ATIVIDADE


     Assim como Deus fez com Paulo, Ele dá a cada um de nós uma "esfera de ação", um contexto dentro do qual somos chamados para trabalhar. Isso geralmente começa de forma humilde com nossa vida pessoal, nosso cônjuge e filhos, com algumas poucas pessoas que estejamos discipulando, ou com alguns poucos colaboradores. O tamanho de nossa chamada não é a coisa mais importante. o que, de fato, é mais importante, é se tomamos posse das ferramentas que Deus nos tem dado, sendo a oração a principal delas, e se começamos a trabalhar.


   Deus está procurando fidelidade mais do que grandes projetos e personalidade forte. Na parábola dos talentos (Mateus 25:14-30), não se levou em consideração se um dos servos recebeu dez talentos, o outro cinco e o outro um. A questão era o que eles haviam feito com aquilo que o mestre havia lhes dado.


 A oração é uma atividade humilhante. Ela rebaixa o intelecto e o orgulho, crucifica a vanglória e faz-nos ver nossa falência espiritual. A carne e o sangue têm dificuldade de suportar tudo isso. É mais fácil não orar do que aguentar isso. Por essa razão, entregamo-nos a um dos piores males destes tempos, talvez de todos os tempos - pouca oração ou completa ausência de oração. Desses dois males, talvez orar pouco seja pior do que não orar. Orar pouco é um tipo de fraude, um bálsamo para a consciência, uma farsa e uma ilusão.


 Algumas pessoas, tendo observado apenas a oração "faz-de-conta" que Bounds, Lutero e Goforth estavam descrevendo, acreditam que toda oração é vazia e não merece atenção. Elas resistem à chamada divina para a oração porque tudo o que sempre viram foi uma oração sem valor, que não as impressionou. Como antídoto a essa oração ineficaz, oferecemos o modelo de Jesus, que nos revela a verdadeira oração dinâmica. Siga a Jesus.


  Jesus veio como o Bom Pastor e o verdadeiro Sumo Sacerdote. Uma de suas tarefas é levantar um povo de oração. Ele veio para orar, para nos ensinar a orar e para edificar uma casa de pessoas que oram.


O evangelista Charley Finney havia experimentado com frequência a beleza da verdadeira oração durante as reuniões da igreja. Ele ansiava por tal oração:


   "Nada tem maior poder para unir os corações dos cristãos do que orar juntos. Eles nunca se amam tanto como quando testemunham o coração do outro derramando-se em oração. Sua espiritualidade gera um sentimento de união e confiança, altamente importante para a prosperidade da igreja. Se os cristãos realmente têm o hábito de orar juntos, é difícil crer que possam estar unidos de outra forma. E quando têm sentimentos difíceis e diferenças entre si mesmos, tudo isso é desfeito se estiverem unidos em oração. O grande alvo é conquistado se você consegue realmente uni-los em oração. Se isso puder ser feito, as dificuldades desaparecerão..."


  Uma só oração feita com ardor, vinda de um coração confiante, vale mais do que todas as orações decoradas e recitadas religiosamente, como obrigação, por pessoas  que estão ansiosas para que o culto acabe logo. Nas palavras de John Bunyan, autor de O Peregrino: "Quando você orar, é melhor que seu coração esteja sem palavras do que suas palavras estejam sem coração".


  A maioria das pessoas tem o sentimento de que Deus está longe. Muitas religiões têm feito dessa idéia uma doutrina central, como o budismo e o islamismo. A maioria das pessoas parece não conseguir relacionar-se intimamente com Deus. Por isso, tentam construir pontes para atravessar o abismo. Essas pontes têm sido magnificentes estruturas religiosas, mas nenhuma conseguiu ir de um lado ao outro. Na verdade, o próprio conceito de comunhão com Deus é estranho a todas elas, o que prova nosso argumento. Acreditam que Deus seja praticamente inatingível e alguns até se ofendem com a noção de que possamos nos aproximar de Deus. Estão apenas bem conscientes de que existe um abismo e de que Deus está do outro lado, sendo inatingível. (Is 59:1-2).


   "Na oração, você está apenas se aproximando de Deus e deixando que Ele mude seu próprio coração. Portanto, a oração realmente não muda qualquer coisa, a não ser você mesmo".


  Deus escolheu a oração para ser o meio pelo qual sua graça, amor e poder são gerados em nossas vidas. O reformador Martinho Lutero concordou:


   ... Aprendamos que a oração é sumamente necessária e não vamos nos deixar ser enganados por essa tentação maligna, achando que, mesmo sem nossa oração, Deus nos dará o que precisamos, e que, por ser Ele conhecedor do que mais nos beneficia, não há necessidade de oração.  Agostinho está certo quando diz: "Aquele que criou você sem você não quer salvar você sem você".


   Em outra de suas obras, A Escravidão da vontade, Lutero revela que cria piamente na soberania de Deus. Mesmo assim, Lutero orava. E orava três horas por dia!


  A oração, em outras palavras, é a vontade soberana de Deus.

  É a maneira que o próprio Deus escolheu para fazer sua vontade. Quaisquer que sejam os projetos que Ele tenha idealizado para nosso mundo, não gosta de fazê-los por si mesmo. Ele quer que nós oremos para que tais planos venham à existência.

  DEUS IRÁ FAZER ISSO! - OU NÃO, TALVEZ NÓS DEVÊSSEMOS!


  Sem oração, ficamos confusos se é Deus ou se somos nós que devemos ministrar às pessoas. Quem não ora procura fazer todo tipo de boas obras. Então, quando coisas ruins acontecem às pessoas e as boas obras se mostram ineficazes para mudar as coisas, tais pessoas culpam a Deus. Estão sempre confusas sobre quem deve fazer o quê. Elas têm dificuldade para assimilar o conceito de cooperação com Deus. Eles não entendem o que está no coração de Deus, que almeja realizar seus projetos em parceria conosco.


  A oração nos guia por um caminho que está entre dois extremos. De um lado está a completa irresponsabilidade: "Que seja feita a vontade de Deus". De outro, a tendência de tomar as rédeas de tudo: "O homem moderno atingiu a maturidade. Por isso, não espere que Deus faça qualquer coisa por você. Deus ajuda aqueles que se ajudam". A oração é o ponto intermediário ao se fazer as coisas juntamente com Deus. Nisto, cumprimos os desejos de seu coração paternal.


O que o Espírito Santo mais deseja é levar-nos à maravilhosa descoberta do potencial que temos depois do nosso novo nascimento em Cristo: "Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas". (Ef 2:10). Jesus tem uma obra que deseja que realizemos. O Espírito Santo coloca isso diante de nós como sendo uma visão para nossas vidas. Cremos que a capacidade para ter uma visão é dada a todo cristão que está em contato com o Espírito Santo. Certamente esse é o significado da citação que o apóstolo Pedro faz de Joel em Atos 2:17-18.


  Se tão somente aprendêssemos a ouvir a voz de Deus, para tomarmos posse da visão que Ele tem para nós e para aprendermos a cooperar com Ele na edificação de seus projetos, poderíamos caminhar com confiança e alegria. Mas, sem essa visão, não temos condições de fazer nada de valor pelo Reino de Deus; nossos talentos e tempo são desperdiçados.


 Normalmente, obtemos a visão de Deus para nossa vida através da oração - oração que cria novas realidades, que dá forma ao nosso futuro. Em oração, Deus vem a nós e diz: "Eis  que tenho um projeto para você. Vamos trabalhar nisso juntos".


 Uma visão de Deus pode não parecer atraente para os outros, mas para quem a recebe é um grande tesouro. A visão e a vocação divina serão compatíveis com nossa "esfera de atividade" e com os dons que nos foram concedidos. Quando uma visão vem de Deus, ela nos leva, incessantemente, para dentro do coração divino. Ela também nos conduz além de onde poderíamos chegar com nossas próprias habilidades, para criarmos aquilo que é impossível, se não estivermos revestidos da graça e do poder divinos. Quando seguimos a visão dada por Deus, essa experiência torna-se uma incrível aventura de dar cada passo em fiel dependência dele. Pode ser que comecemos orando por nossa própria família e trabalho. Mas é improvável que Deus nos deixe nesse ponto se, de fato, estamos dando ouvidos a Ele.


 A oração é como o sangue que leva nutrientes para o útero a  fim de alimentar o bebê. Sem isso o feto não sobrevive. Talvez seja por isso que Jesus nos encorajou a permanecer em fervente oração, mesmo quando não vemos imediatamente os resultados (Lc 18:1-8).


  Quando você começa a compartilhar a visão, saiba que vai passar por aqueles que estão com "extintores" na mão para tentar apagar a visão. Eles surgem em diferentes formas, mas o resultado será o mesmo: eles tentam matar a visão e bloquear a ação de Deus no mundo. A realidade trágica é que uma visão que vem de Deus sofrerá amarga oposição tanto dos homens quanto do reino espiritual da maldade. Isso porque ela traz ao mundo a luz de Jesus Cristo.

   O visionário deve ser avisado de que o cumprimento da visão não será uma caminhada tranquila no parque, mas uma violenta e arriscada corrida numa zona de combate.

 A oração é vital para o cumprimento de uma visão. Mas vital também é a ação humana que faz com que a visão se torne realidade. A participação de Deus, mediante a oração, é como a chuva caindo sobre sobre um solo em que ainda não houve plantio. O campo tem de receber a semente e precisa ser cultivado para produzir fruto. Os cristãos constantemente erram a esse respeito. Ou enfatizam tanto as ações a ponto de negligenciar a oração, ou colocam tanta ênfase na oração que falham no trabalho em favor do cumprimento da visão. Em ambos os casos, a visão não avança em direção ao cumprimento e nossas orações não dão nova forma ao futuro.


  Lutero reconheceu que, desde o princípio, temos de lidar com um inimigo sutil, que deseja impedir, a todo custo, que oremos. O que o diabo mais gosta é de fazer com que nos sintamos indignos de entrar na presença de Deus. Se ele não consegue colocar impedimentos e subterfúgios em nosso caminho, coloca em dúvida nosso direito de nos aproximarmos de Deus. Faz com que tenhamos sentimentos de indignidade. O mais importante, diz Lutero, é que permaneçamos firmes no acesso que nos foi concedido pela morte expiatória de Jesus ( a ponte sobre o abismo).


UM PASTOR QUE ORA


  O pastor influencia profundamente a atmosfera de uma congregação. P.T. Forsyth disse: "O pregador cuja força principal não está na oração zelosa é, nesse ponto, um homem que não conhece seu trabalho. A oração é o trabalho do ministro". 


  Se a liderança pastoral levar a oração a sério, esse será o degrau para que a igreja se torne uma comunidade de oração. Mas se o pastor não leva a oração a sério, será muito mais difícil para a congregação praticar a poderosa "oração comum" que Martinho Lutero descreveu.


  Para manter uma igreja orando é necessário ter recebido uma visão de Deus. Essa visão levará a liderança e finalmente a congregação à oração. Uma igreja sem visão será sempre uma  igreja sem oração - e uma igreja que não ora não recebe a visão de Deus.

  "Cremos que muitas igrejas são afligidas com problemas espirituais que vêm mascarados como conflitos, facções, medo ou imoralidade entre os líderes. Enquanto não tratarem desses problemas através da oração, não verão a libertação"....
Muitas igrejas perderam a noção de que Deus as chama, antes de tudo, para que sejam "sacerdócio real" - para orar. Há uma chamada singular que Jesus faz às igrejas e a mais ninguém: que seus discípulos aprendam a orar unidos. Para acontecer isso, o pastor deve ter a visão e orar para que isso torne real em sua congregação. A congregação deve aprender a discernir qual a direção que está sendo dada pelo espírito Santo e o pastor deve estar desejoso de entregar o controle ao Espírito Santo. Frequentemente, as igrejas não experimentam a libertação de problemas crônicos até que aprendam a fazer isso. 

ORANDO com PODER & AUTORIDADE 
  Do sonho à visão, da visão à realidade. Brad Long & Doug McMurry






COMO POSSO TER CERTEZA DE QUE ESTOU ORANDO DE ACORDO COM A VONTADE DE DEUS?

Pergunta: "Como posso ter certeza de que estou orando de acordo com a vontade de Deus?"

Resposta:
O objetivo principal do homem deve ser de trazer glória a Deus (1 Coríntios 10:31), e isso inclui orar de acordo com a Sua vontade. Primeiro, precisamos pedir por sabedoria. "Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida" (Tiago 1:5). Ao pedir por sabedoria, também precisamos confiar que Deus é gracioso e disposto a responder nossas orações: “Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando” (Tiago 1:6; veja também Marcos 11:24). Então, orar de acordo com a vontade de Deus inclui pedir a Deus por sabedoria (para conhecer a vontade de Deus) e pedir em fé (para confiar na vontade de Deus).

Encontre a seguir sete instruções bíblicas que vão guiá-lo a orar de acordo com a vontade de Deus:

1) Ore pelo que a Bíblia comanda que você ore. As Escrituras nos mandam orar pelos nossos inimigos (Mateus 5:44); para que Deus envie missionários (Lucas 10:2); para que não entremos em tentação (Mateus 26:41); pelos ministros da Palavra (Colossenses 4:3; 2 Tessalonicenses 3:1); pelas autoridades governamentais (1 Timóteo 2:1-3); por alívio da aflição (Tiago 5:13); e pela cura de outros crentes (Tiago 5:16). Onde Deus comanda oração, podemos orar confiantes de que estamos fazendo a Sua vontade.

2) Siga o exemplo de personagens bíblicos que agradaram a Deus. Paulo orou pela salvação de Israel (Romanos 10:1). Davi orou por misericórdia e perdão quando pecou (Salmos 51:1-2). A igreja primitiva orou por coragem para testificar (Atos 4:29). Essas orações eram de acordo com a vontade de Deus, e orações semelhantes de hoje em dia podem ser de acordo com a Sua vontade também. 


 Assim como Paulo e a igreja primitiva, devemos estar sempre orando pela salvação de outras pessoas, tanto daqueles que conhecemos – entes queridos que ainda não conhecem a Cristo – como daqueles que não conhecemos, principalmente daqueles que estão ocupando uma posição de autoridade sobre nós. Quanto a nós mesmos, devemos orar como Davi orou, sempre conscientes do pecado e sempre prontos a confessá-lo, antes que nossas falhas atrapalhem nosso relacionamento com Deus e interrompam nossas orações.

3) Ore com a motivação certa. Motivos egoístas não serão abençoados por Deus. “Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites” (Tiago 4:3). Além disso, devemos orar de uma forma que não chama atenção a nós mesmos, e não com a intenção de parecermos “espirituais”, mas de uma forma particular e em secreto, para que nosso Pai Celestial nos escute em secreto e nos recompense abertamente (Mateus 6:5-6).

4) Ore com um espírito de perdão em relação a outras pessoas (Marcos 11:25). Um espírito de amargura, raiva, vingança ou ódio por outras pessoas não vai deixar que nossos corações orem em total submissão a Deus. Da mesma forma que somos advertidos a não oferecer nada a Deus se ainda há conflito entre nós e um outro Cristão (Mateus 5:23-24), assim também Deus não quer a oferta de nossas orações até que tenhamos nos reconciliados com nosso irmão ou irmã em Cristo.

5) Ore com ação de graças (Colossenses 4:2; Filipenses 4:6-7). Podemos sempre achar algo pelo qual podemos dar graças, não importa quão sobrecarregados possamos estar por nossos desejos e necessidades. O maior sofredor que existe nesse mundo, mas que vem a conhecer a oferta de ir ao céu através de Cristo, tem motivo para dar graças a Deus.

6) Ore com persistência (Lucas 18:1; 1 Tessalonicenses 5:17). Devemos perseverar em oração e não desistir quando não recebemos uma resposta de oração imediata. Parte de orar na vontade de Deus é acreditar que se Sua resposta é “sim”, “não”, ou “espere”, podemos aceitar seu julgamento, submeter-nos à Sua vontade e continuar a orar.

7) Dependa do Espírito de Deus em oração. Isso é uma verdade maravilhosa: “E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que segundo Deus intercede pelos santos” (Romanos 8:26-27). Temos a ajuda do Espírito quando oramos. 


 Durante os momentos de maior depressão e sofrimento, naqueles momentos que achamos que simplesmente “não podemos orar”, temos o conforto de saber que Deus, na pessoa do Espírito Santo, está na verdade orando a Si mesmo por nós! Como temos um Deus maravilhoso!

Podemos orar com confiança quando procuramos andar no Espírito e não na carne! Podemos também ter ter certeza de que o Espírito Santo vai executar o Seu trabalho de apresentar nossas orações ao Pai de acordo com a Sua vontade e tempo perfeitos, e podemos descansar no conhecimento de que Ele trabalha todas as coisas para o nosso bem (Romanos 8:28).








    ORAÇÃO MUDA OU INFLUÊNCIA A DECISÃO DE DEUS? 


Um jovem me abordou outro dia e disse: “Pastor, tenho varias perguntas que preciso de respostas. Posso lhe mandar pelo WhatsApp?” Minha resposta foi: “Pode sim, mas mande uma de cada vez”. Quando chegou primeira, resolvi respondê-la e postar em meu blog para uso geral de tantos outros que têm, ou já tiveram, a mesma dúvida. Em suas próprias palavras, a pergunta foi: “Pastor, as orações mudam ou influenciam as decisões de Deus? Se não, por que oramos? Explique aquela passagem que fala que não era da vontade de Deus dar um rei a Israel mas acabou concedendo. Se sim, por quê?”
Caro Marcos (pseudônimo), sua pergunta já deixou vários teólogos quase loucos e os livros que eles escreveram acabaram deixando os crentes mais loucos que eles. Creio que o ponto mais difícil de sua pergunta é “Por que oramos?” A forma como você apresentou sua dúvida deixou claro que, até onde você consegue entender, a oração tem duas finalidades: mudar ou influenciar as decisões de Deus. Seguindo esse raciocínio, alguém poderia concluir que, se ela não servir para qualquer dessas duas opções, então não faz sentido gastar nosso tempo orando.
Antes de responder a sua dúvida quanto à passagem do rei, deixe-me comentar sobre outro episódio bíblico que trata da primeira parte da sua pergunta. Quando ficou sabendo que o Senhor já havia decidido destruir todo o povo de Israel por causa da adoração do bezerro de ouro, Moisés tomou a iniciativa de orar para reverter a situação. O episódio é descrito em Êxodo 32.1-14. A impressão que temos ao ler a sua oração não é aquela de alguém que já se prepara para uma possível resposta negativa com o famoso “mas, não sendo da tua vontade…”. Por causa de textos como esse, Marcos, muitos teólogos têm adotado a postura unilateral: Ou a oração muda e influencia a decisão de Deus, ou ela não serve para nada.
Nesse caso específico que mencionei (Êx 32.1-14), a oração de Moisés obteve êxito. Deus não executou aquilo que já havia decidido. Diante disso, a pergunta é: Deus não executou o que havia decidido por causa da oração de Moisés, ou por outro motivo que não sabemos? Se foi por causa daquilo que Moisés disse, então podemos afirmar que a oração tem sim poder de influenciar e mudar a decisão de Deus. Se foi por outro motivo que não sabemos, então não podemos afirmar nada conclusivamente. A resposta para esse dilema não é tão complicada. Há duas coisas a ser consideradas.
Primeiro, o motivo do sucesso da oração de Moisés não se deve somente àquilo que ele disse, ou seja, a eficácia não está relacionada à sua boa retórica. Isso é fácil de provar. O texto continua dizendo que “no dia seguinte” (Êx 32.30-34) Moisés suplica a Deus pelo perdão por causa daquilo que o povo fez, mas sua oração foi veementemente recusada. O que aconteceu com a retórica de Moisés e o poder de sua oração? Veja que estamos ainda tratando do mesmo Moisés pedindo ao mesmo Deus a respeito do mesmo povo, mas o resultado não foi o mesmo. Isso não vale somente para Moisés; o profeta Jeremias foi proibido até de orar: “Tu, pois, não intercedas por este povo, nem levantes por ele clamor ou oração, nem me importunes, porque eu não te ouvirei” (Jr 7.16).
Assim sendo, meu caro Marcos, baseando-nos no que aconteceu com Moisés (e Ezequias (Is 38.1-8), para citar mais um exemplo) podemos afirmar que a oração pode influenciar e até mudar os planos de Deus. A razão para ele fazer isso não está na oração nem no orador, pois, como vimos no caso de Moisés, o mesmo suplicante não tem o mesmo sucesso todos os dias. Eu creio e prego que o sucesso da primeira intercessão de Moisés se deveu ao seu papel de mediador, um tipo daquilo que Cristo faria na cruz. Ao olhar para aquela petição de Moisés, Deus poderia pensar: “É Moisés, o que você está me pedindo agora, meu filho unigênito já havia pedido antes da fundação do mundo, e o pedido dele foi mais convincente que o seu”. Em outras palavras, o pedido de Moisés para que Deus não castigasse aquele povo pelo pecado da idolatria é apenas um exemplo daquilo que Cristo faz por nós diariamente.
O segundo ponto a ser considerado é: Qual é a finalidade da oração quando ela não influencia nem muda os planos de Deus? Por incrível que pareça, Moisés também ilustra esse ponto. Após ter seu pedido negado, mesmo tendo sido feito com mais insistência (“Agora, pois, perdoa-lhe o pecado; ou, se não, risca-me, peço-te, do livro que escreveste” Êx 32.32). Moisés usa a oração para desfrutar e fortalecer sua intimidade com Deus. Êxodo 32.7-11 nos diz que Moisés costumava armar a sua tenda fora do arraial para buscar a face do Senhor. Estar na tenda não era sinal de intimidade, pois o seu servo Josué não arredava o pé da tenda, mas o Senhor falava somente com Moisés. A intimidade construída por meio de uma oração que não se restringe aos dois extremos influenciar-mudar foi tão eficiente que a Bíblia a descreve nos seguintes termos: “Falava o SENHOR a Moisés face a face, como qualquer fala a seu amigo” (Êx 33.11). Por que isso é importante para o assunto de que estamos tratando? Ora, isso nos mostra que a intimidade construída por meio da oração pode ser o meio mais eficaz para conseguir o que queremos. Se você continuar lendo o capítulo 33 de Êxodo, você verá que aquilo que foi negado a Moisés quando ele orou (Êx 32.32) foi concedido quando ele achou favor na presença de Deus: “Disse o SENHOR a Moisés: Farei também isto que disseste; porque achaste graça aos meus olhos, e eu te conheço pelo teu nome” (Êx 33.17).
Assim sendo, meu caro Marcos, o principal propósito da oração não é pedir, mas construir intimidade. Quando alcançamos esse tipo de intimidade mencionada em Êxodo, nossos pedidos tendem a diminuir, pois saberemos antecipadamente aquilo que Deus fará, aquilo que lhe agrada e o dilema do influencia-muda não mais nos afligirá. Olhando agora da perspectiva da Bíblia como um todo, não podemos nos esquecer do que disse o apóstolo Paulo: “Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis” (Rm 8.26).
Ah, sim!? Com respeito ao pedido do rei. O caso ali nem é de oração, pois eles pediram a Samuel e não a Deus. Além disso, o que eles estavam pedindo não mudava a vontade de Deus, pois já havia provisões para um rei em Israel (Dt 17). Séculos depois, o Senhor explica o motivo da sua decisão por meio do profeta Oséias quando diz: “Onde está, agora, o teu rei, para que te salve em todas as tuas cidades? E os teus juízes, dos quais disseste: Dá-me rei e príncipes? Dei-te um rei na minha ira e to tirei no meu furor” (Os 13.10–11). Ou seja, dar-lhes um rei foi na verdade um castigo para ensinar que Deus é quem reina sobre eles.
Espero que minha resposta tenha lhe ajudado, Marcos. Estou orando por você.




FRASES SOBRE A ORAÇÃO


Nossa carne não deseja orar. Nossa natureza humana decaída se inclinará para muitas coisas, menos para oração. Por isso precisamos ser insistentemente exortados a nos colocar de joelhos.
Ouvir o que grandes homens de oração disseram a respeito disso é uma forma de receber essa exortação.

“Eu posso fazer mais que orar, depois de ter orado, mas eu não posso fazer mais que orar, até que tenha orado!.” *John Bunyan*


“Quando agimos, colhemos os frutos do nosso trabalho, mas, quando oramos, colhemos os frutos do trabalho de Deus.” *Hans Von Staden*

“Não há nada que nos faça amar tanto uma pessoa quanto orar por ela.” *Willian Law*

“Sempre que Deus deseja realizar algo, Ele convoca seu povo para orar.” *Charles Spurgeon*

“Quando trabalhamos, nós trabalhamos, quando oramos, Deus trabalha.” *Hudson Taylor*

“Eu preferiria ensinar um homem a orar do que dez homens a pregar.” *Charles Spurgeon*

“A maior preocupação do diabo é afastar os cristãos da oração. Ele não teme os estudos, nem o trabalho e nem a religião daqueles que não oram. Ele ri de nossa labuta, zomba de nossa sabedoria, mas treme quando nós oramos.” *Samuel Chadwick*

“O homem que mobiliza a igreja cristã para orar estará dando a maior contribuição para a história da evangelização do mundo.” *Andrew Murray*

“Os homens podem desdenhar nossos apelos, rejeitar nossa mensagem, opor-se a nossos argumentos, desprezar-nos, mas nada podem fazer contra nossas orações” *Sidlow Baxter*

“Nunca pedi coisa alguma em oração sem um dia, afinal, recebê-la de alguma maneira, de alguma forma”
*Charles Muller*

“A fé é onipotente só quando está de joelhos”.
*Autor desconhecido*

"Deus nada faz a não ser em resposta à oração" *John Wesley*

“A oração é o encontro da sede de Deus e da sede do homem.” *Agostinho de Hipona*

“Na oração, é melhor ter um coração sem palavras do que palavras sem um coração.” *John Bunyan*

_Aqueles que deixaram a mais profunda marca nesta Terra amaldiçoada pelo pecado foram homens e mulheres de oração. Você descobrirá que a oração é a força poderosa que tem movido não somente a mão de Deus, mas também o homem. Ó Senhor Jesus quebra esta barreira em nós de não querer orar.

"A oração é o encontro da sede de Deus e da sede do homem."
Agostinho de Hipona (354-430 d.C)

"Teu desejo é a tua oração; se o desejo é contínuo, também a oração é contínua. Não foi em vão que o Apóstolo disse: Orai sem cessar (I Ts. 5.17). Ainda que faças qualquer coisa, se desejas aquele repouso do Sábado eterno, não cesses de orar. Se não queres cessar de orar, não cesses de desejar."
Agostinho de Hipona (354-430 d.C)

"Atualmente estou tão ocupado que não posso passar menos de quatro horas por dia na presença de Deus."
Martinho Lutero (1483-1546)

"A oração é o antídoto para todas as nossas aflições."
João Calvino (1509-1564)

"Que melhor guia poderemos encontrar para oração além do exemplo do próprio Cristo? Ele se dirigiu diretamente ao Pai. O apóstolo nos mostra o que devemos fazer, quando diz que Ele endereçou Suas orações Àquele que era capaz de livrá-lO da morte. Com isso ele quer dizer que Cristo orou corretamente, visto que recorreu ao Deus que é o único Libertador."
João Calvino (1509-1564)

"Quando buscamos a Deus em oração, o diabo sabe que estamos querendo mais poder para lutar contra ele, e por isso procura lançar contra nós toda a oposição que é capaz de arregimentar."
Richard Sibbes (1577-1635)

"Na oração, é melhor ter um coração sem palavras do que palavras sem um coração."
John Bunyan (1628-1688)

"A oração fará o homem parar de pecar, ou o pecado o seduzirá a parar de orar."
John Bunyan (1628-1688)

"Sempre que Deus tenciona exercer misericórdia para com seu povo, a primeira coisa que faz é levá-lo a orar."
Matthew Henry (1662-1714)

"Se alguns cristãos que se tem queixado de seus ministros, tivessem dito e agido menos diante dos homens e tivessem aplicado a si mesmos com todo o seu poder clamar a Deus pelos seus ministros - teriam, por assim dizer, levantado e agitado o céu com as suas orações humildes, fervorosas e incessantes em favor deles, e teriam tido muito maior sucesso."
Jonathan Edwards (1703-1758)

"Pela fé e pela oração, fortaleça as mãos frouxas e firme os joelhos vacilantes. Você ora e jejua? Importune o trono da graça e seja persistente em oração. Só assim receberá a misericórdia de Deus."
John Wesley (1703-1791)

"Tenho passado dias e até semanas prostrado ao chão, orando, silenciosamente ou em voz alta."
George Whitefield (1714-1770)

"A oração é um instrumento poderoso não para fazer com que a vontade do homem seja feita no céu, mas para fazer com que a vontade de Deus seja feita na terra."
Robert Law (1788-1874)

"O que o homem é, é sobre seus joelhos diante de Deus, e nada mais."
Robert Murray McCheyne (1813-1843)

"Que seu molho de lã fique na eira da súplica até que seja molhado com orvalho do céu."
Charles H. Spurgeon (1834-1892)

"Sussurros que não podem ser expressos em palavras são freqüentemente orações que não podem ser recusadas."
Charles H. Spurgeon (1834-1892)

"A oração em si mesma é uma arte que somente o Espírito Santo pode nos ensinar. Ele é o doador de todas as orações. Rogue pela oração - ore até que consiga orar, ore para ser ajudado a orar e não abandone a oração porque não consegue orar, pois nos momentos em que você acha que não pode, é que realmente está fazendo as melhores orações. Às vezes quando você não sente nenhum tipo de conforto em tuas súplicas e teu coração está quebrantado e abatido, é que realmente está lutando e prevalecendo com o Altíssimo."
Charles H. Spurgeon (1834-1892)

"Aqueles que deixaram a mais profunda marca nesta Terra amaldiçoada pelo pecado foram homens e mulheres de oração. Você descobrirá que a oração é a força poderosa que tem movido não somente a mão de Deus, mas também o homem."
D.L. Moody (1837-1899)

"As minhas orações não mudam a Deus, mudam a mim mesmo."
C.S. Lewis (1898-1963)

"A boa pregação nasce da boa oração."
John Piper (1946)

"A oração é o meio escolhido por Deus para realizar os Seus propósitos soberanos através de homens submissos."
André Aloísio

"Deus não faz a nossa vontade quando essa se opõe à vontade d'Ele, mas somente quando está em harmonia com ela."


André Aloísio



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DOUTOR DA IGREJA GREGA - MAIOR PREGADOR DA IGREJA PRIMITIVA - MESTRE DA RETÓRICA, DA HOMILÉTICA!

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Você deseja honrar o corpo de Cristo? Não o ignore quando ele está nu. Não o homenageie no templo vestido com seda quando o negligencia do lado de fora, onde ele está malvestido e passando frio. Ele que disse "Este é o meu corpo" é o mesmo que diz "Tu me vistes faminto e não me destes comida" e «quantas vezes o fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes» (Mateus 25:40)... Que importa se a mesa eucarística está lotada de cálices de ouro quando seu irmão está morrendo de fome? Comeces satisfazendo a fome dele e, depois, com o que sobrar, poderás adornar também o altar.

João Crisóstomo, Comentário sobre Mateus

♛ Uma das características mais recorrentes das homilias de João Crisóstomo (347-407) é sua ênfase no cuidado com os necessitados. Ecoando temas do Evangelho de Mateus, ele exorta os ricos a abandonarem o materialismo para ajudar os pobres, empregando todas as suas habilidades retóricas para envergonhar os ricos e obrigá-los a abandonar o consumismo mais conspícuo:


“Honras de tal forma teus excrementos a ponto de recebê-los em vasilhas de prata quando outro homem criado à imagem de Deus está morrendo de frio?”


— João Crisóstomo