"AO CONTRÁRIO DE MUITOS, NÃO NEGOCIAMOS A PALAVRA DE DEUS VISANDO A ALGUM LUCRO; ANTES, EM CRISTO FALAMOS DIANTE DE DEUS COM SINCERIDADE, COMO HOMENS ENVIADOS POR DEUS". 2 Coríntios 2. 17



sábado, 5 de janeiro de 2013

* Jovens / Artigos

COMO SER UM JOVEM CRISTÃO...



Como ser um jovem cristão... num mundo ”pagão”?

Por Rogério Godoy

Nos dias atuais, um pouco mais que nos antigos, muitas são as tentações dos jovens que optam por seguirem a Cristo Jesus, em seus estatutos e mandamentos (ensinamentos). A mídia globalizada dos novos tempos oferece aos jovens um sedutor banquete de grande gama de especiarias carnais: Tatuagens (discutíveis), piercing, “namoro ficante”, sexo sem compromisso, drogas, bebidas alcoólicas, rebeldia, corrupção, feitiçarias, violência, intolerância, e também filmes de pornografia; assim bem como tantas outras atraentes... porcarias.

Com relação às tatuagens e piercings, grande é a polêmica que se detona a partir destes dois assuntos, chegando mesmo a dividir as opiniões da “igreja”. Uma dita, origem da tatuagem, vem do tempo das batalhas campais, navais, e das grandes cruzadas (antes dos armamentos automáticos e informatizados), onde os guerreiros tinham o aumento de sua honra vinculado às marcas de combate que traziam em seus corpos; o próprio apóstolo Paulo mencionou algo semelhante em Gl. 6.17: “Trago no corpo as marcas de Jesus (do evangelho de Cristo)”; e com o passar do tempo eram feitos desenhos a partir das marcas que os guerreiros traziam em seus corpos, para melhor valorizar sua bravura ou “pseudo” valentia.

E, com relação aos piercings, permito-me usar de minha radicalidade para dissertar sobre a origem deste exótico acessório. As mulheres indianas foram as primeiras a fazerem uso deste objeto em seus corpos, e estes tinham seus significados especifico de acordo com o lugar do corpo em que era usado; e pasmem, cada piercing representava uma divindade hindu. Hoje vemos dentro de nossas igrejas uma grande febre de uso deste “adorno pagão” nos adolescentes, jovens, e até mesmo em mulheres (e muitos homens) adultas. Nosso chamado, enquanto cristãos, é o de fazer a diferença no mundo, vivendo uma exemplar e contagiante ética cristã, baseada e fundamentada na “sã doutrina”; mas, o que infelizmente temos visto, e principalmente em nossos tão estimados adolescentes e jovens é uma grande influência e forte contágio do modismo mundano.

Em Dn 1, o jovem Daniel, após um decreto do rei de que todos os jovens em serviço no palácio deveriam se alimentar com as iguarias do rei, pede ao eunuco do rei que permitisse a ele e seus amigos Sadraque, Mesaque e Abdinego, que se alimentassem apenas de legumes; ao invés das especiarias do rei de Babilônia, ele estava se guardando de não ser alimentado com alimentos consagrados aos deuses babilônicos; ele não queria ser mais um jovem dentre a juventude de sua época; mas mostrar diferença de suas atitudes e os resultados desta atitude; pois, sua decisão de não se “contaminar” agradou ao coração de seu Deus e lhe trouxe honra no reino, assim bem como, a seus amigos.

Quando o apóstolo João escreve em sua Iª carta, no versículo 13b do Cap. 2:”jovens, eu vos escrevo pelo fato de terem vencido o maligno.”Provavelmente ele se referia  aos jovens  como Daniel, Sadraque, Mesaque e Abdinego,  que se revestiam da armadura de Cristo, referida em Ef. 6. 10 à 18: “Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo; porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e, sim, contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.

Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau, e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabalável. Estais, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade, e vestindo-vos da couraça da justiça. Calçar os pés com a preparação do evangelho da paz; embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito, e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos,...”.  

Tenho 46 (quarenta e seis) anos de idade e, óbvio o é que já fui adolescente e jovem, com diversas tentações, vitórias e frustrações; mas, creio que se tivesse me sujeitado a Deus e resistido ao diabo e suas armações, esse inimigo de nossas almas fugiria correndo de mim.

Se alimentar diariamente da Palavra de Deus, obedecer aos pais e responsáveis e ser um discípulo de Cristo, não importando a idade, é um excelente começo... para uma vitória certa contra o mal. 

Site: www.mj7.missoesurbanas.no.comunidades.net

Detalhes sobre Piercing e tatuagens entre outras no tópico Apologética Cristã 







MENSAGEM PARA OS JOVENS

 




COMO PODE UM JOVEM SER PURO?


COMO PODE UM JOVEM SER PURO ?


Hoje em dia parece impossível para um jovem ser puro. Ele vive em meio á pornografia, drogas, violência, pressões de todos os lados e, o seu principal problema: A solidão. Com os pais trabalhando fora o dia todo, muitos não tem com quem falar. Vivem solitários a maior parte do tempo. Em meio a esta circunstância parece normal entregarem-se aquilo que o mundo oferece, para não ficarem “por fora”.

Já está se tornando comum um jovem ter sua iniciação sexual ainda na adolescência, o que pode ser muito prejudicial quando na idade adulta. Vemos que os traficantes, na procura de um mercado cada vez maior, se organizam para oferecer drogas até mesmo nas portas das escolas. As curtições e comemorações envolvendo bebidas alcoólicas se tornam cada vez mais comuns em barzinhos próximos a colégios, faculdades e escolas. Sem mencionar as propagandas da televisão que instigam a sensualidade precoce e a suposta fantasia por trás de bebidas alcoólicas.

É possível escapar destas situações? A Bíblia oferece a resposta: “Como pode um jovem conservar pura a sua vida? É só obedecer aos teus mandamentos.” – Salmo 119:9. Se você quiser ser um atleta, precisará treinar. Se pretende se tornar um artista, além do talento, terá que praticar. Para se conseguir qualquer coisa é necessário batalhar. Da mesma forma, para ser puro é preciso observar a Palavra de Deus.

E o que você ganhará com isso? A benção de Deus, mais sabedoria, melhores empregos, um bom casamento, menos tristezas e maior respeito de todos. A escolha é sua: um futuro melhor e um presente mais saudável ou o fracasso que você tem visto em tantos que estão ao seu redor.

Estou certo de que qualquer coisa que você fizer egoisticamente ou independente do propósito de Deus não lhe irá trazer satisfação, e você mesmo verá no final que trabalhou em vão, que suas precipitadas atitudes só te causou prejuízos, sabendo que, tudo que plantarmos colheremos, seja bom ou ruim(Gl 6:8).
Coloque Jesus Cristo em primeiro lugar na sua vida, e demais coisas Ele cuidará.


Que Deus te abençoe...





UM RECADO PARA OS JOVENS / GREG GILBERT

  Um Recado para os Jovens - Greg Gilbert, preletor da 9ª Conferência FIEL para Jovens, deixa um recado, um desafio aos jovens: "Centralize sua vida no Evangelho de Jesus Cristo".



 Estrutura do Livro "O que é o Evangelho?" - Greg Gilbert
 

 Como Transmitir a Mensagem do Evangelho em sua Pregação? - Greg  Gilbert
 

 Uma Maneira Simples de Compartilhar o Evangelho - Greg Gilbert








Quando Deus não faz sentido...

Artigo abordado no maravilhoso livro: Vivendo nos limites do Dr. James Dobson. Um guia para jovens que buscam um futuro expressivo. Indico esse livro para líderes de jovens e líderes de outros departamentos, e principalmente para pastores, conhecendo melhor os seus rebanhos de todas as idades, e isso é fundamental.
Eu gostaria de voltar nossa atenção para um novo conceito que irá ajudá-los a permanecerem firmes quando as dificuldades e o estresse os desafiarem durante essa década decisiva.

O texto que se segue foi extraído do meu livro quando Deus Não Faz Sentido, e lida com a nossa incapacidade de explicar todas as coisas que Ele faz em nossas vidas, especialmente quando nuvens de tempestade se amontoam em nosso céu. Quero mostrar-lhe algumas ilustrações desse tipo de confusão.

Chuck Frye tinha 17 anos, era um rapaz brilhante, bastante inteligente e motivado. Depois de terminar o segundo grau, como um dos melhores alunos da turma, ele foi para a universidade,onde continuou a brilhar nos estudos. Após receber o seu diploma de bacharel em ciências, ele se inscreveu como candidato em várias escolas de medicina.

A disputa para a admissão às escola de medicina foi, e é, feroz. Naquela época eu era professor na Faculdade de Medicina da Universidade do Sul da Califórnia, onde somente 106 dentre os 6.000 candidatos eram aceitos como alunos. Esta era a situação típica das escolas de medicina naquela época. A despeito de obstáculos desse porte, Chuck foi aceito na Faculdade de Medicina do Arizona, e começou seu treinamento médico.


Durante o primeiro ano, Chuck começou a pensar no chamado de Deus para a sua vida. Ele começou a pensar em deixar de lado a medicina de alta tecnologia - que seria mais lucrativa - em benefício de algo que pudesse usar num campo missionário no estrangeiro. Isto acabou tornando- se seu plano definitivo para o futuro. No entanto no final do seu primeiro ano de estudos Chuck não estava se sentindo muito bem.

Ele começou a experimentar uma fadiga estranha e contínua. Ele marcou uma consulta e rapidamente recebeu seu diagnóstico. Tinha leucemia em estágio avançado. Em Novembro Chuck já estava morto.

Como poderiam os inconsoláveis pais de Chuck, e como poderíamos nós, descobrir algum sentido num ato tão incompreensível da parte de Deus? Este jovem amava Deus de todo o seu coração e a única coisa com que realmente se importava era fazer a Sua vontade. Por que foi levado ainda tão novo, apesar de todas as orações agonizantes apresentadas diante de Deus por seus familiares que eram crentes no Senhor e por todos os seus amigos fiéis? Deus claramente lhes disse "Não" Mas por que?

Milhares de médicos conseguem formar-se todos os anos, mesmo quando suas intenções não são tão nobres. Somente uma pequena minoria planeja dedicar suas vidas profissionais aos excluídos do mundo. Mas aqui estava uma maravilhosa exceção. Se Chuck vivesse, poderia ter cuidado de milhares de pessoas pobres e carentes que, sem ele, morreriam sem a menor esperança sequer. Ele não pensava em ajudar tais pessoas somente curando os seus corpos, mas levando também a elas a grande nova do evangelho, que era o seu maior desejo. Por isso sua morte simplesmente não fez o menor sentido.
"Deus claramente
    lhes disse "Não".       Mas, por que?
Tente visualizar as milhares de pessoas desesperadas que o Dr. Chuck Frye poderia ajudar, algumas com câncer, outras com tuberculose, algumas com problemas congênitos e mesmo algumas crianças pequenas demais para entenderem o porque de suas dores. Por que a divina Providência lhes negaria este maravilhoso serviço?

Existe ainda uma outra dimensão através da qual devemos olhar para que a história de Chuck se complete. Ele tinha ficado noivo e iria se casar em Março do ano seguinte à sua entrada na Faculdade de Medicina.


Sua noiva, que se chamava Karen Ernst, também era uma serva consagrada do Senhor Jesus Cristo. Ela soube da doença terminal do noivo seis semanas após seu noivado, mas mesmo assim continuou com os planos do casamento. Eles se tornaram marido e mulher quatro meses antes de sua trágica morte. Karen então entrou na Faculdade de Medicina da Universidade do Arizona, e após sua formatura tornou-se missionária na Suazilândia, no Sul da África. A Dra. Frye serviu lá até o ano de 1992, num hospital evangélico. Estou certo de que ela se perguntava- em meio a tanto sofrimento - por que não foi permitido a seu brilhante marido cumprir sua missão como seu colega de profissão. Na verdade, eu também fiz essa pergunta.


"Os planos de Deus
     para esse jovem são
       um mistério e
         permanecerão assim".


Os grandes teólogos do mundo podem gastar os seus próximos cinquenta anos tentando dar uma resposta satisfatória para o dilema que a morte de Chuck representa, mas não conseguirão. Os propósitos de Deus para a morte desse jovem são um mistério e permanecerão assim. Por que ele orou tanto para ser admitido na faculdade e foi ouvido, se não iria conseguir terminar o curso? De onde veio o chamado para que ele fosse missionário? Por que Deus deu tanto talento a um jovem que jamais poderia usá-lo? Por que sua vida foi cortada tão prematuramente, enquanto muitos viciados em drogas, alcoólatras, e criminosos chegam até à velhice como um fardo para a sociedade? Essas questões são mais fáceis de formular do que responder. E... existem muitas outras.

Tudo o que Podemos Perguntar É "Por Que?"

O Senhor ainda não revelou por que Ele permitiu que quatro grandes amigos meus morressem num desastre de avião em 1987. Eles estavam entre os melhores homens cristãos que jamais conheci. Hugo Schoellkopf era um empresário e um membro capaz da diretora de Focus on The Family. George Clark era presidente de um banco, e um verdadeiro gigante. O Dr. Trevor Mabery, era um excelente cirurgião que fazia aproximadamente cinquenta por cento de suas operações sem cobrar nada de seus pacientes. 

Ele procurava ajudar todas as pessoas que tivessem dificuldades financeiras. e Creath Davis era um pastor e autor amado por milhares de pessoas. Eles eram amigos íntimos que regularmente se encontravam para estudar juntos a Palavra, e se incentivarem mutuamente na prática daquilo que aprendiam. Eu amava aqueles quatro homens. Eu estive com eles na noite antes desse último vôo, quando seu avião bimotor caiu nas montanhas de Absaroka, em Wyoming. Não houve sobreviventes. Agora suas preciosas esposas e filhos se encontram sozinhos, lutando pela vida.

Por que? Qual propósito houve para essa perda trágica? Por que os filhos de Hugo e Gail, as crianças mais jovens das quatro famílias, foram privadas da influência de seu sábio e amoroso pai, durante esses anos em que se forma o caráter? Eu não sei, apesar de o Senhor ter dado a Gail sabedoria e força para executar essa difícil tarefa sozinha.


À primeira menção desse "terrível por que?", eu sempre penso em nossos queridos amigos, Jerry e Mary White. O Dr. White é presidente dos navegadores, uma organização internacional dedicada a conhecer Cristo e fazê-lo conhecido. Os White são pessoas maravilhosas que amam o Senhor e vivem por sua Palavra.


Mas eles também já tiveram a sua parcela de sofrimento. Por muitos meses, seu filho Steve dirigiu um táxi, enquanto tentava uma carreira radiofônica, mas ele nunca conseguiu alcançar seu sonho. Steve foi assassinado por um passageiro tarde da noite, numa cidade normalmente pacata chamada Colorado Springs.


O assassino era um notório criminoso, viciado em drogas, que tinha uma longa ficha criminal. Quando foi preso, disse à polícia que ele tinha chamado o táxi com a intenção de atirar em qualquer motorista que viesse pegá-lo. Vários outros motoristas poderiam ter respondido. Mas foi Steve White quem atendeu à chamada telefônica. Foi uma brutalidade aleatória, sem qualquer razão ou nexo. Isto ocorreu a uma família que tem honrado e servido a Deus por anos, trabalhando para Cristo em tempo integral.


Outros exemplos de inexplicáveis tristezas e dificuldades poderiam encher as prateleiras da maior biblioteca do mundo, e cada pessoa na terra poderia contribuir com suas próprias ilustrações. Guerras, fome, doença, desastres naturais, e mortes inesperadas nunca são coisas fáceis de racionalizar. Mas tragédias em grande escala dessa natureza são muitas vezes menos problemáticas para um indivíduo do que as circunstâncias que nos confrontam pessoalmente. Câncer, insuficiência renal, doenças do coração, síndrome de morte infantil súbita, paralisia cerebral, síndrome de Down, divórcio, estrupo, solidão, rejeição, fracassos, infertilidade, viuvez - estas e outras milhões de razões do sofrimento humano produzem perguntas inevitáveis que afligem a nossa alma. 


 Por que Deus permitiu que isso acontecesse comigo?! É uma pergunta que muitos crentes e também muitos pagãos têm lutado para responder. E, contrariando os ensinamentos cristãos em alguns círculos, geralmente o Senhor não se apressa em explicar o que Ele está fazendo.

A SOBERANIA DE DEUS

Se você crê que Deus tem a obrigação de se explicar para nós, você deveria examinar as Escrituras. Salomão escreveu em Provérbios 25.2: "A glória de Deus é encobrir as coisas..." Isaías 45.15 diz: "Verdadeiramente tu és um Deus que te ocultas." I Coríntios 2.11 diz: "Ninguém conhece os pensamentos do Senhor a não ser o Espírito do Senhor." Deuteronômio 29.29 afirma:

"As coisas encobertas pertencem ao Senhor." Eclesiastes 11.5 proclama: "Como tu não conheces o caminho do vento, ou como é formado o corpo no ventre da mulher, então tu não podes entender as obras de Deus, o criador de todas as coisas." Isaías 55.8,9 ensina: " Pois os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os meus caminhos os vossos caminhos", diz o Senhor.


"Assim como os céus são mais altos que a terra, do mesmo modo os meus caminhos são mais altos que os vossos caminhos e os meus pensamentos mais altos que os vossos pensamentos".


Claramente as Escrituras nos dizem que nos falta a capacidade de entender a mente infinita de Deus e o modo como Ele intervém em nossa vida. Quão arrogante de nossa parte seria pensar de outro modo! Tentar analisar Sua onipotência seria o mesmo que uma ameba tentar analisar o comportamento de um homem. Romanos 11.33 indica que os juízos do Senhor são "insondáveis", e que os Seus caminhos são "inescrutáveis".

A mesma linguagem é encontrada em 1 Coríntios 2.16: "Pois, quem jamais conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo?", Claramente, a menos que Deus decida explicar- Se a nós, o que Ele não faz com muita frequência, Sua motivação e Seu propósito estão além do alcance do homem mortal.


O que isso significa em termos práticos é que muitas de nossas perguntas, especialmente aquelas que iniciam com a expressão "Por que?", terão que permanecer sem resposta no tempo presente.


O apóstolo Paulo se refere ao problema das questões não respondidas quando escreve: "Porque agora vemos como por espelho; então o veremos face a face. Agora conheço em parte; mas então conhecerei plenamente, assim como sou plenamente conhecido" (1 Co 13.12). Paulo estava explicando que não teremos uma visão total das coisas até que nos encontremos na eternidade, e em consequência disto devemos aprender a aceitar o entendimento parcial das coisas.

O MARAVILHOSO PLANO DE DEUS?

Infelizmente muitos crentes novos - e alguns crentes veteranos, também não sabem que haverá momentos na vida de cada um de nós, quando as circunstâncias simplesmente não terão lógica, quando Deus parecerá não fazer sentido. Este aspecto da fé cristã não é muito divulgado. Nós tendemos a ensinar aos novos crentes as porções da nossa teologia que são mais atraentes para o pensamento secular. Por exemplo, a Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo (um ministério evangélico que eu respeito bastante), distribuiu milhões de livretos intitulados "As Quatro Leis Espirituais". O primeiro desses quatro princípios diz, "Deus o ama e tem um maravilhoso plano para sua vida". Essa afirmação certamente é verdadeira. No entanto, ela implica que o crente sempre compreenderá "o maravilhoso plano" e que ele ou ela irá aprová-lo. Isto pode não ser verdade.
"Haverá momentos na vida de cada um de nós, em que as circunstâncias simplesmente nada acrescentam".
Para algumas pessoas tais como Joni Eareckson tada, o "maravilhoso plano" significa viver em uma cadeira de rodas como uma tetraplégica. Para outros, isso pode significar uma morte prematura, pobreza, ou o desprezo da sociedade. Para o profeta Jeremias isso significou ser lançado num calabouço escuro. Para os outros personagens bíblicos isso significou sua execução.

Mesmo nas mais terríveis circunstâncias, no entanto, o plano de Deus é "maravilhoso" porque qualquer coisa em harmonia com a sua vontade "coopera para o bem daqueles que amam a Deus, e foram chamados para o seu propósito" (Rm 8:28).


Não é difícil entender quão confuso tudo isso pode parecer, especialmente para vocês que são jovens. Durante os anos de nossa juventude, quando a nossa saúde é boa, e as provações, fracassos e tristezas ainda não se manifestaram nos nossos mundos tranquilos, é relativamente fácil encaixar as peças nos lugares certos. Vocês podem crer honestamente, e com razoável evidência, que tudo sempre será assim. Por isso, neste ponto de suas vidas, vocês se tornam extremamente vulneráveis a confusões espirituais.


O Dr. Richard Selzer é cirurgião e também um dos meus autores favoritos. Ele escreve as mais belas e compassivas descrições de seus pacientes e dos dramas humanos que eles enfrentam. Em seu livro Cartas para um Jovem Doutor, ele diz que em sua maioria os jovens parecem estar protegidos, durante um tempo, por uma membrana imaginária que os protege do horror. Eles andam dentro dessa membrana todos os dias, mas quase não percebem a sua presença.


Como o sistema imunológico protege o corpo humano da ameaça invisível de uma bactéria nociva, de igual modo essa membrana imaginária os protege das situações que ameaçam a vida. Nem todas as pessoas jovens têm essa proteção, é claro, porque crianças morrem de câncer, de problemas congênitos no coração, e outras desordens. Mas muitos deles são protegidos- e nem percebem isso. Então, à medida que os anos passam, um dia o inesperado acontece. Sem o menor aviso, essa membrana se parte, e o horror surge na vida de uma pessoa, ou então na vida de alguém que ela ama. É nesse momento que ocorre uma inesperada crise teológica.


MAIOR AMOR NÃO HÁ

  Então o que é que eu estou sugerindo? Que o nosso Pai celestial não se importa, ou não se preocupa com seus vulneráveis filhos e filhas, e que Ele prega em nós, meros mortais, uma peça cósmica cruel? É quase uma blasfêmia escrever coisa tão sem sentido. Em toda descrição que as Escrituras fazem a respeito de Deus, elas O revelam como um Deus de amor e bondade infinitos, que cuida ternamente de Seus filhos e guia os passos daqueles que lhe são fiéis. 

 Ele fala de nós como "Seu povo, o rebanho do seu pasto" (Sl 100:3). Seu grande amor fez com que enviasse o seu único Filho como sacrifício pelos nossos pecados, para que escapássemos de uma punição tão imensamente severa. Ele fez isso porque "amou ao mundo de tal maneira" (Jo 3.16).

  O apóstolo Paulo expressa essa idéia do seguinte modo: "Porque estou certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos ou demônios, nem o presente, nem o porvir, nem os principados, nem a altura, nem a profundidade, nem nenhuma outra criatura qualquer poderá nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus nosso Senhor" (Rm 8.38,39).


   Isaías traduziu esta mensagem diretamente do coração de Deus: "Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça" (Is 41.10).  Não, o problema aqui não é com o amor e misericórdia de Deus.


  Um dos mais empolgantes conceitos de toda a Escritura é a revelação de que Deus conhece cada um de nós pessoalmente, e que nós estamos em sua mente tanto de dia quanto de noite. Não há um modo simples de entender as plenas implicações do amor com que nos ama o Rei dos Reis, o Senhor dos Senhores. Ele é onipotente e onisciente, majestoso e santo, auto-existente de eternidade a eternidade. Por que Ele se importaria conosco, com nossas necessidades, nosso bem-estar, nossos temores?

  Temos falado sobre situações quando Deus não faz sentido. A sua preocupação conosco, meros mortais, é a mais inexplicável de  todas elas.

 
  Jó também tinha dificuldade em entender por que o Criador se importaria conosco, simples seres humanos. "Que é o homem, para que tanto o engrandeças, e ponhas sobre ele o teu pensamento, e cada manhã o visites, e cada momento o proves? (Jó 7.17,18). 

 Davi contemplou a mesma questão quando escreveu: "Que é o homem para que te lembres dele?" (Sl 8.4). E novamente no Salmo 139 lemos: "Senhor, tu me sondas e me conheces. Tu conheces o meu sentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento. Esquadrinhas o meu andar, e o meu deitar, e conheces todos os meus caminhos. Sem que haja uma palavra na minha língua, tu a conheces, ó Senhor" (V. 1-4). Que conceito incrível!

  O Salmo 103.13 diz:

   "Como um pai se compadece dos seus filhos, assim o Senhor se compadece dos seus filhos, assim o Senhor se compadece dos que o temem". Por outro lado, Ele é comparado a uma mãe em Isaías 66:13: "Como uma mãe consola o seu filho, assim eu vos confortarei".
 O grande perigo para pessoas que experimentaram  esse tipo de  desilusão é que Satanás usará a sua dor para fazê-las sentirem-se vítimas de Deus. Essa é uma armadilha mortal. Quando uma pessoa começa a concluir que não é amada ou é odiada pelo Todo Poderoso, não está muito longe de perder completamente a vontade de viver.

  Se você começou a escorregar para dentro deste poço de desespero é extremamente importante que você examine mais uma vez as Escrituras e veja que não é o único a enfrentar esses tipos de provações. Todos os escritores da Bíblia, incluindo os gigantes da fé, passaram por provações semelhantes. Veja a experiência de José, um dos patriarcas do Velho Testamento. Sua vida inteira estava em frangalhos. 

 Ele era odiado por seus irmãos, que pensaram em assassiná-lo antes de resolverem vendê-lo como escravo. Quando estava no Egito, foi aprisionado, falsamente acusado de tentativa de estupro pela mulher de Potifar, e ameaçado de morte. Não há nenhuma indicação de que Deus tenha explicado a José o modo como estava agindo durante esses anos de dor e que talvez um dia ele viesse a entender e pudesse juntar as peças de sua vida esfacelada. Ele não tinha jeito algum de saber como, por fim, teria uma triunfante reunião com sua família.

  Esperava-se dele, assim como de você e de mim, que vivesse a sua vida um dia de cada vez, sem entender completamente as coisas que aconteciam ao seu redor. Mas o que agradou a Deus foi a fidelidade de José quando nada ao seu redor fazia o menor sentido.

  Olhe para o martírio de Estevão, que foi apedrejado até a morte por proclamar o nome de Cristo. Pense sobre o apóstolo Tiago, a quem o capítulo doze de Atos dedica um só versículo: "Ele [ Rei Herodes Agripa] tomou a Tiago, irmão de João e o matou à espada (At 12.2). A tradição nos diz que dez dos doze discípulos foram finalmente executados (exceto Judas, que cometeu suicídio, e João , que foi exilado).


   Nós também sabemos que Paulo foi perseguido, apedrejado, açoitado e mais tarde decapitado numa prisão em Roma. A segunda metade do capítulo onze de Hebreus descreve alguns daqueles que sofreram pelo o nome de Jesus Cristo (vv. 35-39).


   Leia o último versículo mais uma vez. Note que esses santos viveram na expectativa de uma promessa que ainda não tinha sido cumprida quando eles morreram. Eles nunca tiveram uma explicação plena do que estava acontecendo. A única coisa que eles tinham era a sua fé para mantê-los firmes nos tempos de perseguição. Alguns experimentaram vitórias excepcionais mesmo sob ameaça de morte. Outros foram severamente maltratados, torturados, e até mesmo mortos.

  "Enquanto estivermos na terra, talvez nunca saibamos totalmente o propósito do nosso sofrimento, mas sabemos que Deus manterá as suas promessas para conosco". Isto é exatamente o que estamos afirmando.
  Então me diga, por favor, onde foi que arranjamos essa idéia de que a vida cristã é um mar de rosas? Onde está a evidência para a teologia do "profetiza e tudo acontecerá", que promete que Deus estará à nossa frente com a sua grande vassoura cósmica, varrendo para longe cada provação e cada incerteza que tivermos? Ao contrário, Jesus falou aos seus discípulos que deveriam esperar sofrimento. Ele diz: "Eu vos digo estas coisas para que tenhais paz. No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo. Eu venci o mundo!" (Jo 16.33).

  Pedro não deixou dúvida alguma sobre as dificuldades na vida cristã quando escreveu:

  "Amados, não estranheis a ardente prova que vem sobre vós para vos tentar, como se coisa estranha vos acontecesse. Mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e alegreis" (I Pe 4.12,13).
   Esta é a expectativa verdadeira e inequívoca que nos foi dada pelos escritores bíblicos, e mesmo assim parece que estamos determinados a rescrever o texto. Isto nos faz presas fáceis para os enganos de Satanás.

   Minha preocupação é que muitos crentes aparentemente sentem que Deus está obrigado a guiá-los por águas tranquilas ou, no mínimo, lhes deve uma explicação completa (e talvez um pedido de desculpas) para as provações que encontram na vida. Nós nunca devemos esquecer que Ele, afinal de contas, é Deus. Ele é majestoso, santo e soberano, e não tem que prestar contas a ninguém. Ele não é um office-boy que tem que realizar todas as tarefas que Lhe damos. Ele não é um gênio que pula da garrafa para satisfazer os nossos caprichos. Ele não é nosso servo - nós é que somos Seus servos! E a nossa razão de existir é honrar e glorificar o Seu nome.


  Assim mesmo, algumas vezes Ele realiza grandes milagres em nosso favor. Algumas vezes Ele prefere explicar suas ações em nossas vidas. Algumas vezes sua presença é tão real como se o tivéssemos encontrado face a face. Muitas outras vezes, porém, quando nada faz sentido - ou quando estamos passando por algo que achamos que "não é justo" - quando nos sentimos sozinhos na sala de espera de Deus - Ele simplesmente diz: "Confie em mim!"


   Será que isso quer dizer que estamos destinados a viver deprimidos e vitimados pelas circunstâncias de nossa vida? Certamente não. Paulo diz que nós somos "mais do que vencedores". Ele escreveu em Filipenses:


   "Regozijai-vos sempre no Senhor. Outra vez digo, regozijai-vos. Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor.

  Não andeis ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e pela súplica, com ações de graças, sejam as vossas petições conhecidas diante de Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e as vossas mentes em Cristo Jesus" (Fp 4.4-7).

   Claramente, o que lemos nas Escrituras é um paradoxo. Por um lado, elas nos dizem que devemos esperar sofrimentos e provações que podem nos custar a vida: por outro lado, somos estimulados a sermos gratos e termos "bom ânimo". Como essas idéias contraditórias podem estar juntas? Como podemos ser triunfantes e estar sob intensa pressão ao mesmo tempo? Como podemos estar seguros cercados pelas inseguranças? Este é um mistério que Paulo define como algo que "excede todo entendimento".

 A vocês que já passaram por mo-mentos difíceis e estão desesperados por uma palavra de encoraja-mento, eu lhes asseguro que podem confiar no Senhor dos céus e da terra. Lembrem-se do que as Escrituras dizem para não se estribarem no seu "próprio entendimento" (Pv 3.5).


  Note que não somos proibidos de tentar entender. Eu passei uma vida inteira tentando entender alguns dos imponderáveis da vida. Mas a Bíblia nos diz especificamente para não nos estribarmos na nossa capacidade de juntar as peças do quebra-cabeças.

  "Estribar-se" refere-se a nossa frenética necessidade de respostas - deixando de lado a nossa fé se ela não puder nos dar uma resposta satisfatória. Isso é pressionar a Deus para que Ele se explique - se não... É aqui que nossa vida começa a desmoronar.
   "Eu posso assegurar que vocês podem confiar no Senhor dos céus e da terra".
   Se nós pudermos entender ainda que uma porção minúscula da majestade do Senhor e da profundidade do Seu amor por nós, poderemos lidar com esses momentos difíceis quando Deus desafia a sensibilidade e a lógica humana. Na verdade, é isto que devemos fazer. Conte com experiências confusas em meio à caminhada, e não perca o ânimo quando elas chegarem. Dê boas vindas a estas situações confusas como se fossem amigas, como oportunidades para que a sua fé cresça. Apegue-se firmemente à sua fé, sem a qual é impossível agradar a Deus. "Fique firme na dor" quando a sua vez de sofrer chegar. Nunca dê lugar a sentimentos de autocomiseração e vitimização, que são as mais poderosas armas de Satanás contra nós. Em vez disso, guarde as suas perguntas para uma longa conversa na eternidade, e caminhe para o alvo.

  Qualquer outra atitude é temerária.






UM CLAMOR AOS JOVENS
 Pr.David Wilkerson






É PRECISO CONVIDAR UM AMIGO

É preciso convidar um amigo

"Assim vos digo que há alegria dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende"(LC 15:10).

AS PARÁBOLAS


Durante o ministério de Jesus na terra,os escribas e fariseus criticavam-no por deixar que se aproximassem dele os publicanos e pecadores.Eles murmuravam,dizendo:"Este recebe pecadores e come com eles"(Lc 15.2).


Então,Jesus,para mostrar que veio ao mundo exatamente para salvar os pecadores e não aqueles que se consideram "justos",contou-lhes duas parábolas,as quais ensinam o valor de uma vida para Deus e a urgência de conduzirmos os não crentes a Jesus.


A OVELHA PERDIDA


Certo homem tinha cem ovelhas.Perdendo uma delas,deixa no deserto as noventa e nove e vai em busca da perdida até que venha a acha-lá.E,achando-a,põe sobre seus ombros e se enche de alegria.Quando chega à sua casa,convoca os amigos e vizinhos,dizendo-lhes:"Alegrai-vos comigo,porque já achei a minha ovelha perdida"(LC 15:3-6)

A DRACMA PERDIDA


A mulher que, tendo dez dracmas,se perde uma,acende a candeia,varre a casa e busca com atenção até achar.E encontrando-a,convoca as amigas e vizinhas,dizendo:"alegrai-vos comigo,porque achei a dracma perdida"(LC 15:8-9).

O QUE ELAS ENSINAM


Essas duas parábolas de Jesus revelam que Deus é aquele que no seu imenso amor,busca a pessoa perdida para salvá-la.Deus seu filho com essa missão(Jo 3:16).E jesus reiterou-a declarando que o filho do homem veio buscar e salvar o que havia perdido.(LC 19:10)Compreenda,portanto,que é da máxima importância para Deus que você vai de encontro com os perdidos.Também aceite que nenhum trabalho ou sofrimento seu é demasiado grande na busca dos perdidos para levá-los a Cristo.

BASTA UM SÓ PECADOR


Saiba que /Deus está olhando para a humanidade não de forma coletiva,ou seja,em multidões. Ele olha cada pessoa individualmente,pois cada uma é de grande valor para Deus.O pastor da parábola saiu em busca de "uma" ovelha até achá-la.Como está o seu amor pelos colegas não crentes?Estabeleça um alvo de ganhar pelo menos um ou uma colega para Jesus .Se você se sente desinteressado pela evangelização,ore para que o Espírito Santo encha seu coração de desejo intenso de levar os pecadores à salvação.Tente ganhar seu amigo para jesus,que ambos vão caminhar na mesma fé,esperando jesus voltar.


Postado por gchannel and believer/reuters







NÃO ENTRE NO SISTEMA

Rosana Salviano 


Responda rápido: Virgindade é tabu? Mentir de vez em quando é preciso? Algumas partes da Bíblia estão ultrapassadas? É preciso se moldar ao mundo para ter mais eficiência no evangelismo? Se você respondeu sim a alguma dessas questões... CUIDADO! Você pode estar entrando no "jogo" deste mundo.

Sem radicalismo ou fanatismo, vamos à Bíblia. 


Romanos 12:2 diz "E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus." 

A palavra mundo aí tem o significado de sistema, "jogo". E é bem isso: um jogo montado por Satanás para nos afastar de Deus, para que não experimentemos Sua vontade.

Quantas vezes, por exemplo, você tem se assentado na "roda dos escarnecedores", como está lá no Salmo 1o ? (Traduzindo: quantas vezes você simplesmente se esquece de que é um cristão (!) e ri quando seus amigos contam piadas sujas ou falam palavrões - e inclusive se junta a eles fazendo o mesmo)? Pois pare e pense:


"Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai." (Filipenses 4:8)


"Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que seja boa para a necessária edificação, a fim de que ministre graça aos que a ouvem." (Efésios 4:29)


O ato de "falar besteira" é só um exemplo de como é preciso estar atento. Dia e noite somos bombardeados por falsos conceitos, visões erradas do Reino de Deus e ensinamentos que não condizem com o plano do Senhor para nossas vidas, com a razão pela qual fomos criados. 


Virgindade (de novo ela, mas é preciso ficar bem claro!) é a maior prova disso. É incrível como muitos jovens estão ficando cegos frente à essa questão. "Transar é preciso, transar é normal, transar é legal!", esbravejam os defensores do sexo ilícito. E é mesmo! Só que DEPOIS do casamento... Mas nem só de sexo vive o pecado. Fofoca, mentira, mau testemunho, falta de amor entre irmãos, indisposição para o trabalho do Senhor... nada disso agrada a Deus, portanto, é pecado. Pecado que se resume em uma só expressão: falta de compromisso. É isso que vem destruindo a juventude e fazendo-a cair no sistema do mundo.

Seu Compromisso é uma palavra que quase já não existe nos vocabulários. Não há o compromisso de namorar (a onda é ficar), não há o compromisso de casar-se (é mais fácil "morar junto") não há o compromisso de amar (afinal, "o amor acaba"), não há o compromisso de frequentar uma igreja (posso ter minha vida com Deus sozinho), não há o compromisso de repudiar o que não vem de Deus (temos liberdade religiosa, liberdade de expressão, liberdade de imprensa, liberdade de escolha... o mundo é mesmo eclético!). E o compromisso com Deus, com Sua palavra? "Ah, Deus conhece o meu coração... estou na graça, e não na lei". Pois é, Deus conhece mesmo os corações. Ele sabe que aqueles que O amam verdadeiramente lhe são eternamente gratos: estão sempre dispostos a pagar a dívida do pecado, a Obra que Jesus fez na cruz - assumiram esse compromisso!


Não se conformar com esse mundo é ter o compromisso de não se moldar a ele, de não entrar no esquema, de não aceitar as deturpações do Evangelho, de não acreditar que o mundo tenha algo melhor a oferecer do que Deus! É ser diferente, ser santo! É ter um caráter de adorador, de sacerdote, de escolhido de Deus!


Não se conformar com esse mundo é descobrir que Deus lhe criou para ser um vencedor. E que nada, nada mesmo poderá lhe separar do amor do Pai! Esse é um compromisso Dele com você...!
Viva isso. Vamos à prática: como ser alguém que vive o compromisso de temer a Deus e é sempre um "inconformado" com o sistema?


1- Em primeiro lugar, esteja sempre em comunhão com Deus. Leia a Bíblia todos os dias e tenha uma vida de oração. É preciso conhecer ao Senhor e ouvir o que Ele tem a dizer para que se possa fazer Sua vontade; 

2- Afaste de você tudo o que não o edifica. Fuja do pecado!;Procure agradar a Deus em tudo o que você faz; 
3- Faça como Davi, peça para que o Pai esteja sempre sondando seus pensamentos a fim de que não venham à sua mente coisas impuras;
4- Peça orientação do Espírito Santo em tudo o que fizer e sempre se pergunte se Jesus estaria fazendo o mesmo que você no seu dia a dia (ouvindo aquilo música, frequentando aquele lugar, assistindo aquele filme, acessando aquele site...);
5- Descubra os presentes maravilhosos que Deus tem guardado para você! Peça para que Ele lhe mostre o caminho...;
6- Decida ser diferente. E seja mesmo!


Como Jesus Venceu a Tentação:


  Na luta do cristão contra o diabo, o principal campo de batalha é a tentação. O discípulo precisa vencer o inimigo superando as tentações. Não estamos sós, contudo. Jesus tornou-se um homem, foi tentado como somos, obteve a vitória, assim mostrando como nós podemos triunfar sobre Satanás (note Hebreus 2:17-18; 4:15). É essencial, portanto, que analisemos cuidadosamente de que forma Jesus venceu.

Embora Jesus foi tentado várias vezes, ele enfrentou um teste especialmente severo logo depois que foi batizado. Lucas recorda este evento (Lucas 4:1-13), mas seguiremos a história conforme Mateus a conta: "A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. E, depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome" (Mateus 4:1-2). Pelo fato que foi o Espírito que levou Jesus para o deserto mostra que Deus pretendia que Jesus fosse totalmente humano e sofresse tentação. Note estas três tentativas de Satanás para seduzir Jesus.


Primeira Tentação:

· A afirmação do diabo: "Se és o Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães" (4:3). O diabo é um mestre das coisas aparentemente lógicas. Jesus estava faminto; ele tinha poder para transformar as pedras em pão. O diabo simplesmente sugeriu que ele tirasse vantagem de seu privilégio especial para prover sua necessidade imediata.


· As questões: Era verdade que Jesus necessitava de alimento para sobreviver. Mas a questão era como ele o obteria. Lembre-se de que foi Deus quem o conduziu a um deserto sem alimento. O diabo aconselhou Jesus a agir independentemente e encontrar seus próprios meios para suprir sua necessidade. Confiará ele em Deus ou se alimentará a seu próprio modo? Há aqui, também, uma questão mais básica: Como Jesus usará suas aptidões? O grande poder que Jesus tinha seria usado como uma lâmpada de Aladim, para gratificar seus desejos pessoais? A tentação era ressaltar demais os privilégios de sua divindade e minimizar as responsabilidades de sua humanidade. E isto era crucial, porque o plano de Deus era que Jesus enfrentasse a tentação na área de sua humanidade, usando somente os recursos que todos nós temos a nossa disposição.


· A resposta de Jesus: "Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus" (4:4). Em cada teste, Jesus se voltava para as Escrituras, usando um meio que nós também podemos empregar para superar a tentação. A passagem que ele citou foi a mais adequada naquela situação. No contexto, os israelitas tinham aprendido durante seus 40 anos no deserto que eles deveriam esperar e confiar no Senhor para conseguir alimento, e não tentar conceber seus próprios esquemas para se sustentarem.


· Lições: 1.
O diabo ataca as nossas fraquezas. Ele não se acanha em provar nossas áreas mais vulneráveis. Depois de jejuar 40 dias, Jesus estava faminto. Daí, a tentação de fazer alimento de uma maneira não autorizada. Satanás escolhe justamente aquela tentação à qual somos mais vulneráveis, no momento. De fato, as tentações são freqüentemente ligadas a sofrimento ou desejos físicos. 


2. A tentação parece razoável. O errado freqüentemente parece certo. Um homem "tem que comer" . Muitas pessoas sentem que necessidades pessoais as isentam da responsabilidade de obedecer às leis de Deus. 3. Precisamos confiar em Deus. Jesus precisava de alimento, sim. Porém, mais do que isso, precisava fazer a vontade do Pai. É sempre certo fazer o certo e sempre errado fazer o errado. Deus proverá o que ele achar melhor; meu dever é obedecer-lhe. É melhor morrer de fome do que desagradar ao Senhor.


Segunda Tentação

· A afirmação do diabo: "Então, o diabo o levou à Cidade Santa, colocou-o sobre o pináculo do templo e lhe disse: Se és filho de Deus, atira-te abaixo, porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem; e: Eles te sustentarão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra" (4:5-6). Jesus tinha replicado à tentação anterior dizendo que confiava em cada palavra do Senhor. Aqui Satanás está dizendo: "Bem, se confia tanto em Deus, então experimenta-o. Verifica o sistema e vê se ele realmente cuidará de ti." E ele confirmou a tentação com um trecho das Escrituras.


· As questões: A questão é: Jesus confiará sem experimentar? Desde que Deus prometeu preservá-lo do perigo, é certo criar um perigo, só para ver se Deus realmente fará como disse?
· A resposta de Jesus: "Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus" (4:7). A confiança verdadeira aceita a palavra de Deus e não necessita testá-la.


· Lições: 


 1. O diabo cita a Escritura; ele põe como isca no seu anzol os versículos da Bíblia. Pessoas freqüentemente aceitam qualquer ensinamento, se está acompanhado por um bocado de versículos. Mas cuidado! O mesmo diabo que pode disfarçar-se como um anjo celestial (2 Coríntios 11:13-15) pode, certamente, deturpar as Escrituras para seus próprios propósitos. O diabo fez três enganos: Primeiro, não tomou todas as Escrituras. Jesus replicou com: "Também está escrito". A verdade é a soma de tudo o que Deus diz; por isso precisamos estudar todos os ensinamentos das Escrituras a respeito de um determinado assunto para conhecer verdadeiramente a vontade de Deus.


Segundo, ele tomou a passagem fora do contexto. O Salmo 91, no contexto, conforta o homem que confia e depende do Senhor; ao homem que sente necessidade de testar o Senhor nada é prometido aqui. Terceiro, Satanás usou uma passagem figurada literalmente. No contexto, o ponto não era uma proteção física, mas uma espiritual. 

 2. Satanás é versátil. Jesus venceu em uma área, então o diabo se mudou para outra. Temos que estar sempre em guarda (1 Pedro 5:8). 

 3. A confiança não experimenta, não continua pondo condições ao nosso serviço a Deus, e não continua exigindo mais prova. Em vista da abundante evidência que Deus apresentou, é perverso pedir a Deus para fazer algo mais para dar prova de si.

Terceira Tentação


· A afirmação do diabo: "Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou- lhe todos os reinos do mundo e a glória deles e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares" (4:8-9). Que tentação! O diabo deslumbrava com a torturante possibilidade de reinar sobre todos os reinos do mundo.


· As questões: A questão aqui não era tanto a de Jesus tornar-se um rei (Deus já lhe tinha prometido isso Salmo 2:7-9; Gênesis 49:10), mas de como e quando. O Senhor prometeu o reinado ao Filho depois de seu sofrimento (Hebreus 2:9). O diabo ofereceu um atalho: a coroa sem a cruz. Era um compromisso. Ele poderia governar todos os reinos do mundo e entregá-los ao Pai. Mas, no processo, o reino se tornaria impuro. Então as questões são: Como Jesus se tornaria rei? Você pode usar um meio errado e, no fim, conseguir fazer o bem?


· A resposta de Jesus: "Retira-te Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele darás culto"(4:10). Nada é bom se é errado, se viola as Escrituras.


· Lições: 


1. Satanás paga o que for necessário. O diabo ofereceu tudo para "comprar" Jesus. Se houver um preço pelo qual você desobedecerá a Deus, pode esperar que o diabo virá pagá-lo. (Leia Mateus 16:26). 


2. O diabo oferece atalhos. Ele oferece o mais fácil, o mais decisivo caminho ao poder e à vitória. Jesus recusou o atalho; Ele ganharia os reinos pelo modo que o Pai tinha determinado. Hoje Satanás tenta as igrejas a usar atalhos para ganhar poder e converter pessoas. O caminho de Deus é converter ensinando o evangelho (Romanos 1:16). Exatamente como ele tentou Jesus para corromper sua missão e ganhar poder através de meios carnais, assim ele tenta nestes dias. 


3. O diabo oferece compromissos por bons propósitos. Ele testa a profundeza de nossa pureza. Ele nos tenta a usar erradamente as Escrituras para apoiar um bom ponto ou dizer uma mentira de modo a atingir um bom resultado. Nunca é certo fazer o que é errado.


Conclusão

Nesta batalha entre os dois leões (1 Pedro 5:8; Apocalipse 5:5), Jesus ganhou uma vitória decisiva. E ele fez isso do mesmo modo que nós temos que fazer. Confiou em Deus (1 João 5:4; Efésios 6:16). Usou as Escrituras (1 João 2:14; Colossenses 3:16). Resistiu ao diabo (Tiago 4:7; 1 Pedro 5:9). O ponto crucial é este: Jesus nunca fez o que ele sabia que não era certo. Que Deus nos ajude a seguir seus passos (1 Pedro 2:21).





 ALGUMAS QUESTÕES À VOCÊ JOVEM CRISTÃO !?!? 




O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE O SEXO ANTES DO CASAMENTO / SEXO PRÉ - MATRIMONIAL?

Pergunta: "O que a Bíblia diz sobre o sexo antes do casamento/sexo pré-matrimonial?"

Resposta: Não existe uma palavra hebraica ou grega usada na Bíblia que precisamente se refira ao sexo antes do casamento. A Bíblia inegavelmente condena o adultério e imoralidade sexual, mas é o sexo antes do casamento considerado sexualmente imoral? De acordo com 1 Coríntios 7:2, "sim" é a resposta clara: "mas, por causa da prostituição, tenha cada homem sua própria mulher e cada mulher seu próprio marido." Neste versículo, Paulo declara que o casamento é a "cura" para a imoralidade sexual. Primeiro Coríntios 7:2 está essencialmente dizendo que, porque as pessoas não conseguem se controlar e por isso muitas estão tendo sexo imoral fora do casamento, elas devem se casar. Só então poderão satisfazer as suas paixões de uma forma moral.

Já que 1 Coríntios 7:2 claramente inclui o sexo antes do casamento na definição de imoralidade sexual, todos os versículos bíblicos que condenam a imoralidade sexual como sendo pecaminosa também condenam o sexo antes do casamento como pecado. O sexo antes do casamento faz parte da definição bíblica de imoralidade sexual. Existem inúmeras Escrituras que declaram o sexo antes do casamento como sendo um pecado (Atos 15:20, 1 Coríntios 5:1; 6:13, 18; 10:8, 2 Coríntios 12:21, Gálatas 5:19, Efésios 5:3 ; Colossenses 3:5, 1 Tessalonicenses 4:3; Judas 7). A Bíblia promove a abstinência completa antes do casamento. O sexo entre o marido e sua esposa é a única forma de relações sexuais que Deus aprova (Hebreus 13:4).

Muito frequentemente nos concentramos no aspecto de "recreação" do sexo sem reconhecer que há um outro aspecto - o da procriação. O sexo no casamento é prazeroso, e Deus o projetou dessa maneira. Deus quer que homens e mulheres desfrutem da atividade sexual dentro dos limites do casamento. O Cântico dos Cânticos e várias outras passagens bíblicas (como Provérbios 5:19) descrevem claramente o prazer do sexo. No entanto, o casal deve entender que a intenção de Deus para o sexo inclui produzir filhos. Assim, para um casal praticar sexo antes do casamento é duplamente errado -- estão desfrutando de prazeres que ainda não lhes pertencem e estão tendo uma chance de criar uma vida humana fora da estrutura familiar que Deus planejou para todas as crianças.

Embora a praticidade não determine o certo do errado, se a mensagem da Bíblia sobre o sexo antes do casamento fosse obedecida, haveria bem menos doenças sexualmente transmissíveis, abortos, mães solteiras e gestações indesejadas, assim como existiriam bem menos crianças crescendo sem ambos os pais em suas vidas. A abstinência é a única política de Deus quando se trata do sexo antes do casamento. A abstinência salva vidas, protege bebês, dá às relações sexuais o valor adequado e, mais importante, honra a Deus.


Leia mais: http://www.gotquestions.org 


O QUE DIZ A BÍBLIA SOBRE O NAMORO / COMPROMISSO?


Pergunta: "O que diz a Bíblia sobre o namoro/compromisso?"

Resposta: Apesar das palavras “namoro” e “compromisso” não estarem na Bíblia, temos nela alguns princípios que os cristãos devem seguir durante o período anterior ao casamento. A primeira coisa que devemos compreender é que devemos nos distanciar da visão corrente no mundo sobre o namoro, pois as diretrizes de Deus contradizem as do mundo (II Pedro 2:20). A sociedade nos diz que devemos namorar o quanto quisermos, indo de pessoa em pessoa, o mais que pudermos. Mas ao invés disto, devemos descobrir com que tipo de pessoa estamos nos relacionando antes de termos um compromisso. Devemos descobrir se esta pessoa já recebeu o novo nascimento no Espírito de Cristo (João 3:3-8), se ela compartilha o mesmo desejo de também ser como Cristo (Filipenses 2:5). Por que isto é importante ao se procurar um cônjuge? Um cristão deve ser cauteloso e não se casar com um incrédulo (II Coríntios 6:14-15), pois isto pode enfraquecer seu relacionamento com Cristo, ou comprometer seus princípios e padrões.

Quando estamos em um relacionamento onde haja compromisso, é importante que nos lembremos de amar ao Senhor acima de qualquer outra pessoa (Mateus 10:37). Dizer ou crer que a outra pessoa é o seu “tudo” ou a coisa mais importante de sua vida constitui idolatria, que é pecado (Gálatas 5:20, Colossenses 3:5). Além disso, não profane seu corpo tendo relações sexuais antes do casamento (I Coríntios 6:9, 13, II Timóteo 2:22). Imoralidade sexual é pecado, não apenas contra Deus, mas também contra seu próprio corpo (I Coríntios 6:18). É importante amar e honrar aos outros assim como amar a si mesmo (Romanos 12:9-10), e isto é verdadeiro no relacionamento de namoro ou de casamento. Seguir estes princípios bíblicos é a melhor maneira de ter um alicerce seguro para o casamento. É uma das decisões mais importantes a fazer na vida, pois quando duas pessoas se casam, elas se unem firmemente uma à outra e se tornam uma só carne, o que deve ser algo permanente, inseparável (Gênesis 2:24, Mateus 19:5).




É CORRETO PARA UM CRISTÃO NAMORAR OU CASAR-SE COM ALGUÉM QUE NÃO SEJA CRISTÃO? 


Pergunta: "É correto para um cristão namorar ou casar-se com alguém que não seja cristão?"

Resposta: II Coríntios 6:14 declara: “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?” Enquanto esta passagem não menciona especificamente o casamento, certamente tem implicações para o casamento. A passagem continua dizendo: “E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; E não toqueis nada imundo, E eu vos receberei” (II Coríntios 6:15-17).

A Bíblia continua dizendo: “Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes” (I Coríntios 15:33). Ter qualquer tipo de relacionamento íntimo com um incrédulo pode rapidamente e facilmente se tornar algo que obstrua sua caminhada com Cristo. Somos chamados a evangelizar os perdidos, não a sermos íntimos com eles. Não há nada errado em construir amizades de qualidade com os incrédulos, mas isto é o máximo que se pode fazer. Se você estivesse namorando um incrédulo, como vocês dois poderiam cultivar intimidade espiritual dentro do casamento? Como um casamento de qualidade poderia ser construído se vocês discordassem no assunto mais importante do universo: o Senhor Jesus Cristo?



É ERRADO QUE UM CASAL "COABITE" OU MORE JUNTO ANTES QUE SEJAM CASADOS?


 Pergunta: "É errado que um casal “coabite” ou more junto antes que sejam casados?"

Resposta: A resposta a esta pergunta depende de alguma forma do que significa “morar junto”. Se “morar junto” significa ter relações sexuais, isto com certeza é pecado. Sexo antes do casamento é repetidamente condenado na Escritura, junto com outras formas de imoralidade sexual (Atos 15:20; Romanos 1:29; I Coríntios 5:1; 6:13,18; 7:2; 10:8; II Coríntios 12:21; Gálatas 5:19; Efésios 5:3; Colossenses 3:5; 1 Tessalonicenses 4:3; Judas 7). A Bíblia estabelece completa abstinência fora (e antes) do casamento. Sexo antes do casamento é tão errado quanto adultério e outras formas de imoralidade sexual, porque todas envolvem relações sexuais com alguém com quem você não é casado.

Se “morar junto” significa morar na mesma casa, este talvez seja um outro assunto. Basicamente, não há nada errado para um homem e uma mulher morarem na mesma casa, isto se nada imoral estiver acontecendo. Contudo, o problema surge porque ainda há a aparência de imoralidade (I Tessalonicenses 5:22; Efésios 5:3) e será uma tremenda tentação para a imoralidade. A Bíblia nos diz para fugirmos da imoralidade, e para não nos expormos a constantes tentações que levem à imoralidade (I Coríntios 6:18). E há o problema das aparências. Presume-se que um casal que more junto durma junto – é assim que as coisas funcionam. Apesar de não ser pecaminoso morar na mesma casa, a aparência do mal foi dada. A Bíblia nos ensina a evitar a aparência do mal (I Tessalonicenses 5:22; Efésios 5:3), a fugir da imoralidade, e não causar a alguém tropeço ou ofensa. Como resultado, não é honroso a Deus que um casal viva junto antes do casamento.




EXISTEM ALMAS GÊMEAS? DEUS TEM UMA PESSOA ESPECÍFICA PARA VOCÊ SE CASAR?

Pergunta: "Existem almas gêmeas? Deus tem uma pessoa específica para você se casar?"

Resposta: A Bíblia não indica que haja um cônjuge específico escolhido para cada pessoa. É impossível que nós compreendamos completamente os caminhos de Deus. Sabemos que Ele nos conhece antes mesmo de nascermos. “Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta” (Jeremias 1:5). Ele sabe quais escolhas faremos, e sabe se nos voltaremos ou não para Ele (Romanos 8:29-30). Ele sabe quantos fios de cabelo há em nossas cabeças (Mateus 10:30). Se nos entregarmos a Deus e buscarmos Sua orientação, Ele promete nos direcionar. “Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas” (Provérbios 3:5-6).

As pessoas freqüentemente fazem escolhas que são contra a vontade de Deus: tanto cristãos como os não-cristãos. Por este motivo, se Deus planejou para que ficássemos apenas com uma pessoa, e perdermos esta chance, então o plano de nossa vida estará arruinado. Mas a Bíblia diz que até o mais “louco” plano de Deus é de longe mais sábio do que o mais sábio plano que um ser humano puder fazer (I Coríntios 1:25), o que significa que Seu plano não pode ser desviado. Quando decidimos fazer a escolha de seguir a Deus, creio que Ele colocará as pessoas certas em nosso caminho e as situações certas que nos moldarão para que nos tornemos as pessoas que Ele quer que sejamos. Mesmo que um cristão se case com um não crente, Deus tem o poder de fazer milagres e mudar a vida da pessoa. Nós, como humanos, nos colocamos nas mais erradas situações, mas Deus, em Sua infinita sabedoria e graça pode nos tirar de tais situações, isto se O buscarmos.

Mesmo que, hoje em dia, quase todos se casem, não é da vontade de Deus que todos se casem. Paulo disse: “Porque quereria que todos os homens fossem como eu mesmo; mas cada um tem de Deus o seu próprio dom, um de uma maneira e outro de outra” (I Coríntios 7:7). Nenhuma destas escolhas é melhor do que a outra. Obviamente Deus não pretende que todos sejam solteiros, ou do contrário isto significaria que Ele tem a intenção de que a população da terra cesse. E Ele não quer que todos se casem, pois algumas pessoas simplesmente ficam melhores sozinhas. Todos nós servimos a Deus de formas diferentes. De qualquer maneira, Deus quer ser o centro de nossas vidas. Se buscarmos Sua direção, Ele nos guiará no caminho que quer que sigamos e abençoará nossas vidas para que façamos Sua obra.



QUAIS AS QUALIFICAÇÕES DE UM BOM MARIDO?

Pergunta: "Quais as qualificações de um bom marido?"

Resposta: Quando uma mulher Cristã está procurando por um marido, a qualidade principal que ele deve ter é a de ser um homem “segundo o coração de Deus” (Atos 13:22). O relacionamento mais importante que qualquer um de nós pode ter é um relacionamento pessoal com o Senhor Jesus Cristo. Esse relacionamento deve ser uma prioridade antes de qualquer outro relacionamento. Se o nosso relacionamento vertical com o Senhor se baseia em Sua graça diária, então nossos relacionamentos horizontais vão refletir essa realidade. Portanto, um possível “candidato” deve ser um homem que tem seu foco em andar em obediência à Palavra de Deus e quer viver uma vida que glorifica a Deus (1 Coríntios 10:31).

Quais são algumas qualidades que ele deve ter? O apóstolo Paulo nos dá em 1 Timóteo 3 uma ótima lista de qualidades que devemos procurar em um marido. Nessa passagem podemos achar as qualificações de um presbítero / pastor / bispo / diácono na igreja local. No entanto, essas qualidades devem fazer parte de qualquer homem que vive segundo o coração de Deus. Em resumo, as qualidades são as seguintes: esse homem deve ter um comportamento paciente e controlado, não deve ser soberbo e sim cheio de atitude mental sóbria, capaz de controlar suas emoções, demonstrar bondade a outras pessoas, apto para ensinar pacientemente, não dado a muito vinho ou uso descontrolado dos dons de Deus, não inclinado à violência, não focalizado demais nos detalhes dessa vida mas sim em Deus, não ser ofendido facilmente, um homem que mostra gratidão pelo que Deus tem providenciado, ao invés de invejoso dos dons que outras pessoas têm recebido.

Em outras palavras, o que temos aqui é uma descrição de um homem que está completamente engajado em se tornar um Cristão maduro. Esse é o tipo de homem que uma mulher deve considerar como um provável marido. Sim, atração física, interesses semelhantes, pontos fortes e fracos que se complementam, desejo de ter filhos, etc., são coisas que devem ser consideradas. Essas coisas, no entanto, não são tão importantes quando as qualidades espirituais que uma mulher deve procurar em um homem. Um homem que você pode confiar, respeitar e seguir na sua caminhada com Deus é de muito mais valor do que um homem com boa aparência, fama, poder e dinheiro.

Finalmente, quando "procurando" por um marido, devemos ter uma mentalidade submissa à vontade de Deus para as nossas vidas. Devemos confiar no que Deus providencia para nós, pois Ele vai trazer a nossas vidas oportunidades e testes. Nem todas as coisas que aparentam ser oportunidades são boas, e nem todos os testes são ruins. O importante é escolher descansar na graça de Deus em qualquer situação que estejamos enfrentando. Toda mulher quer encontrar seu "príncipe encantado", mas a realidade é que ela provavelmente vai se casar com um homem com o mesmo número de falhas que ela mesma possui. Então, pela graça de Deus, eles vão passar o resto de suas vidas juntos aprendendo a como ser um bom companheiro e servo um ao outro. Devemos entrar no segundo relacionamento mais importante de nossas vidas – casamento – não sob uma nuvem emocional, mas com os olhos bem abertos. Nosso relacionamento mais importante, o que temos com o nosso Senhor e Salvador, tem que ser o foco de nossas vidas.



QUAIS AS QUALIFICAÇÕES DE UMA BOA ESPOSA?

Pergunta: "Quais as qualificações de uma boa esposa?"

Resposta: O relacionamento pessoal mais importante que um homem pode ter, além de seu relacionamento espiritual com Deus através de Jesus Cristo, é o seu relacionamento com sua esposa. No processo de procurar por uma esposa, o princípio mais importante é procurar por alguém com fé pessoal em Jesus Cristo. O Apóstolo Paulo nos diz para não nos prendermos em “jugo desigual” com os infiéis (2 Coríntios 6:14). A menos que um homem e uma mulher estejam em total acordo nesse ponto tão importante, um casamento feliz e que agrada a Deus não pode acontecer.

No entanto, casar com um outro Cristão não garante uma experiência completa de estar em "jugo igual". O fato de que uma mulher é Cristã não significa que ela é uma boa combinação para você espiritualmente. Ela tem os mesmos objetivos espirituais que você? Ela tem as mesmas crenças doutrinárias que você? Ela tem a mesma paixão por Deus que você? A pergunta de quais qualidades uma possível “candidata” para ser sua esposa deve ter é muito importante. Muitos e muitos homens se casam apenas por causa de atração emocional e física, e isso pode ser uma receita para o fracasso.

O Senhor perguntou a Israel: “Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?” (Amós 3:3). Esse é o ideal, mas a realidade é que casais nem sempre concordam em tudo. No entanto, podemos concordar em discordar dentro da estrutura de ordem que Deus estabeleceu. Portanto, ter uma atitude mental clara sobre nossas expectativas e comunicação um com o outro sobre essas expectativas é muito importante, e isso deve acontecer antes do casamento, não depois. Negociações são fáceis antes do contrato ser assinado e selado. Nunca devemos nos casar com a ideia de que podemos mudar nosso cônjuge depois do casamento.

Quais são algumas qualificações que agradam a Deus que um homem deve procurar em uma mulher que pode se tornar sua esposa? A Bíblia nos dá alguns princípios que podemos usar para criar um retrato de uma mulher que talvez possa se tornar uma boa esposa. O Apóstolo Paulo diz que a mulher deve se submeter ao seu marido como ao Senhor (Efésios 5:22-24). Se uma mulher não entregou-se a Deus, ela provavelmente não vai enxergar submissão ao seu marido como algo necessário para o seu bem-estar espiritual. Não podemos realizar as expectativas de ninguém se não deixarmos Deus encher-nos primeiro com Ele mesmo. Uma mulher com Deus no centro de sua vida é uma boa candidata para ser uma esposa.

O apóstolo Paulo também nos dá as qualidades de uma mulher em suas instruções para as qualificações de um líder da igreja local (1 Timóteo 3). Podemos achar essas qualidades em 1 Timóteo 3:11: “Da mesma sorte as esposas sejam honestas, não maldizentes, sóbrias e fiéis em tudo”. Em outras palavras, essa é uma mulher que não é super orgulhosa, sabe quando falar e quando ficar calada, e é capaz de estar ao lado de seu marido com confiança. Ela é uma mulher cujo foco principal é seu relacionamento com o Senhor e o seu crescimento espiritual.
 


As responsabilidades do casamento são maiores para o marido, pois a ordem de Deus o coloca como o cabeça de seu esposa e família. Essa liderança é baseada no relacionamento entre Cristo e a igreja (Efésios 5:25-33). É um relacionamento baseado em amor. Assim como Cristo amou a igreja e Se entregou por Ela, o marido deve amar a sua esposa como ama o próprio corpo. Portanto, o relacionamento pessoal e espiritual do homem com Deus é de grande importância no sucesso de seu casamento e família. 


 Sacrifício voluntário e força para escolher ser um servo para melhorar o seu casamento são as características de um homem espiritual que está amadurecendo e que honra a Deus. Fazer uma escolha sábia de uma esposa baseada em qualidades bíblicas é muito importante, mas de igual importância é o crescimento espiritual e contínuo de tal homem e o processo de entregar sua vida à vontade de Deus. Um homem com seus olhos fixados em Deus e que quer ser o homem que Deus quer que ele seja vai poder ajudar sua esposa a ser a mulher que Deus quer que ela seja e vai poder levar o seu casamento a ter a união que Deus, ele e sua esposa querem que seu casamento possua.


QUAL IDADE É CONSIDERADA MUITO JOVEM PARA ESTAR EM UM RELACIONAMENTO ROMÂNTICO?

Pergunta: "Qual idade é considerada muito jovem para estar em um relacionamento romântico?"

Resposta: Quão jovem é “muito jovem” para começar um relacionamento depende muito do nível de maturidade, objetivos e crenças do indivíduo  O mais jovem que somos, o menos maduro seremos por falta de experiência de vida. Quando ainda estamos aprendendo quem realmente somos, provavelmente não seremos muito firmes espiritualmente para formar ligações românticas e teremos a tendência de fazer decisões que podem nos machucar emocionalmente, fisicamente, psicologicamente e espiritualmente.

Estar em um relacionamento é colocar-se em constante tentação, principalmente quando as emoções começam a se desenvolver e atração pela outra pessoa se aprofunda. Adolescentes e jovens estão cercados de pressões hormonais e da sociedade que aparentam ser às vezes difíceis de aguentar. Cada dia traz novos sentimentos – dúvidas, medos e confusão, assim como alegria e hilaridade – tudo isso pode ser muito confuso. Pessoas jovens passam muito tempo tentando descobrir quem realmente são e como se relacionar com o mundo ao seu redor. 

  Adicionar a pressão de um relacionamento a esse estágio é quase pedir demais, principalmente quando a outra pessoa está passando pelos mesmos dilemas. Relacionamentos que começam muito cedo tornam mais difícil evitar dano a uma auto-estima que ainda é tão delicada e que ainda está em formação, sem falar no problema de resistir tentação. Se considerar casamento ainda é uma realidade distante, então ainda é muito cedo para começar a namorar ou se envolver romanticamente. 

 É muito mais seguro para ambas as partes fazer parte de atividades em grupo, onde pessoas jovens podem desenvolver suas habilidades sociais e amizades sem as pressões e dificuldades inerentes de ligações românticas.

É triste dizer que algumas pessoas – até mesmo que clamam ser Cristãos – não resistem tentação sexual quando ainda são adolescentes. A Bíblia nos diz que qualquer tipo de sexo antes do casamento é pecado (Mateus 15:19; 1 Coríntios 6:13; Efésios 5:3). 


 A Bíblia nos adverte a “fugir” para longe de pecado sexual porque às vezes fugir é realmente necessário para resistir (1 Coríntios 6:18). 1 Coríntios 6:19-20 diz: “Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo”. Qualquer tipo de atividade sexual fora do casamento significa que não estamos honrando a Deus com nossos corpos.

Qualquer que seja a idade de uma pessoa quando ela decide entrar em um relacionamento romântico, seu namoro deve ser construído no alicerce da fé que lhe foi ensinada, sempre crescendo em sua caminhada Cristã e sempre aprendendo o que Deus quer que faça. Nunca somos jovens demais para começar essa maravilhosa jornada. “Ninguém despreze a tua mocidade; pelo contrário, torna-te padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza” (1 Timóteo 4:12).


Fonte de estudos:
http://www.gotquestions.org




POR QUE TANTOS JOVENS ESTÃO SE AFASTANDO DA FÉ?

Pergunta: "Por que tantos jovens estão se afastando da fé?"

Resposta:Uma recente pesquisa realizada pelo Grupo Barna, uma importante organização de pesquisa cujo foco principal é a relação entre a fé e cultura, constatou que menos de um por cento da jovem população adulta nos Estados Unidos tem uma cosmovisão bíblica. Ainda mais surpreendente, os dados mostram que menos da metade de um por cento dos cristãos entre as idades de 18 e 23 tem uma cosmovisão bíblica.

O Grupo Barna definiu os que tinham uma cosmovisão bíblica como os que acreditavam:
• que a verdade absoluta moral existe,
• que a Bíblia é completamente inerrante,
• que Satanás é um ser real, e não simbólico,
• que uma pessoa não pode ganhar o seu caminho para o reino de Deus através das boas obras,
• que Jesus Cristo viveu uma vida sem pecado na terra, e
• que Deus é o supremo Criador dos céus e da terra e reina sobre todo o universo de hoje.

Um outro estudo realizado pelo Seminário Fuller determinou que o fator mais importante em se os jovens deixam a igreja ou permanecem firmes na sua fé era se eles têm um porto seguro para expressar suas dúvidas e preocupações sobre as Escrituras e sua fé antes de saírem de casa. É de crítica importância que os nossos jovens tenham adultos que lhes forneçam sentido e orientação sobre as possíveis apreensões da sua fé. Tal refúgio é encontrado em dois lugares: em seus pais e nos ministérios para jovens oferecidos por suas igrejas.

No entanto, o estudo Fuller também descobriu que a maioria dos programas das igrejas para jovens tinha a tendência de concentrar suas energias em proporcionar entretenimento e pizza em vez de focar-se em fortalecer os jovens em sua fé. Como resultado, os nossos adolescentes são mal equipados para enfrentar os desafios que irão encontrar no mundo ao sair de casa.

Além disso, dois estudos realizados tanto pelo grupo Barna quanto pelo Usa Today descobriram que quase 75 por cento dos jovens cristãos deixam a igreja após o ensino médio. Uma das principais razões por que fazem isso é o ceticismo intelectual. Este é um resultado da nossa juventude não ser ensinada a Bíblia em suas casas ou igreja. As estatísticas mostram que as nossas crianças de hoje passam uma média de 30 horas por semana nas escolas públicas, onde estão sendo recebendo ideias que são diametralmente opostas a verdades bíblicas, tais como a evolução, a aceitação da homossexualidade, etc . 


 Em seguida, voltam para casa para outras 30 horas por semana na frente de uma TV, sendo bombardeados por comerciais lascivos e obscenos ou em "conexão" com os amigos no Facebook, ficando online por horas, conversando um com o outro ou jogando jogos. Por outro lado, o tempo gasto semanalmente na igreja aprendendo sobre a Bíblia é cerca de 45 minutos. 




 Não é de admirar que os nossos jovens saem de casa sem uma cosmovisão cristã. Não só não estão sendo bem fundamentados na fé, mas também não estão sendo ensinados a inteligentemente examinar os pontos de vista dos céticos que, inevitavelmente, desafiarão a sua fé. A maioria desses estudantes não estão preparados para entrar na sala de aula da faculdade onde mais da metade de todos os professores da faculdade enxergam os cristãos com hostilidade e aproveitam cada oportunidade para minimizar a eles e sua fé.

Não há dúvida de que um fator importante em se os jovens permanecem firmes em sua fé cristã ou se afastam dela é a influência de seus pais. É como diz o provérbio: "Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele" (Provérbios 22:6). Um estudo particular descobriu que, quando ambos os pais eram fiéis e ativos na igreja, 93 por cento de seus filhos permaneceram fiéis. Quando apenas um dos pais era fiel, 73 por cento de seus filhos permaneceram fiéis. Quando nenhum dos pais era particularmente ativo, apenas 53 por cento dos seus filhos permaneceram fiéis. Nos casos em que ambos os pais não eram ativos de forma alguma e só frequentavam a igreja de vez em quando, o percentual caiu para apenas 6 por cento.


Os adolescentes de hoje em dia estão debatendo dentro de si como o Cristianismo se compara com as crenças concorrentes do mundo. Declarações relativísticas, tais como "Você tem a sua verdade e eu tenho a minha", ou "Jesus foi apenas um de muitos grandes líderes espirituais", estão se tornando aceitas em nossa sociedade. Os nossos adolescentes deveriam ser capazes de sair de casa totalmente treinados em como responder a seus amigos seculares. Deveriam estar plenamente preparados para explicar a razão para a esperança dentro deles (1 Pedro 3:15): Deus realmente existe? Por que Ele permite a dor e o sofrimento no mundo? A Bíblia é realmente verdade? Há verdade absoluta?

Os nossos jovens devem ser mais bem equipados em saber por que acreditam nas alegações do Cristianismo ao invés das de qualquer outro sistema de crença. E isso não é apenas para si mesmos, mas para aqueles que indagam sobre a sua fé. O Cristianismo é real; é verdadeiro. E suas verdades devem ser enraizadas nas mentes de nossa juventude. A nossa juventude precisa estar preparada para as perguntas intelectualmente desafiadoras e confrontos espirituais que enfrentarão ao sair de casa. Um sólido programa de apologética, o estudo de defender a verdade, é vital na preparação dos jovens para conhecer e defender a veracidade das Escrituras e a autenticidade da sua fé cristã.

A igreja precisa dar uma boa olhada nos seus programas para jovens. Em vez de entretê-los com esquetes, bandas e vídeos, é preciso ensinar-lhes as Escrituras com a verdade, lógica e uma cosmovisão cristã. Frank Turek, conhecido autor cristão e professor de apologética, ao se dirigir ao problema da nossa juventude se afastar da fé, explicou desta forma: "Falhamos em reconhecer que como os ganhamos. . . também é àquilo ao qual os ganhamos."

Os pais cristãos e nossas igrejas precisam fazer um trabalho melhor em desenvolver os corações e mentes de nossa juventude com a Palavra de Deus (1 Pedro 3:15, 2 Coríntios 10:5).


Fonte: http://www.gotquestions.org 



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Como Começar um Ministério para Jovens e Adolescentes na Igreja? (Parte 1 de 2)


Como começamos um ministério para jovens e adolescentes na igreja? Ou, como mantemos ou revitalizamos um ministério para jovens e adolescentes na igreja? Quais são as estruturas necessárias para garantir o sucesso do ministério com jovens e adolescentes? Ou ainda, o que é um ministério para jovens e adolescentes bem-sucedido?
Essas são algumas das muitas perguntas que escuto sobre o ministério com jovens e adolescentes no contexto da igreja local. Não sou um perito no assunto, mas me vejo na responsabilidade de tentar responder algumas dessas perguntas simplesmente porque sou um dos pastores de uma igreja que tem, inclusive, jovens e adolescentes.

Começando certo
O ponto de partida de qualquer reflexão irá conduzir seus esforços no pastoreio de jovens e adolescentes. O ponto de partida errado pode comprometer a efetividade de um ministério, ainda que pareça crescer ou “fazer barulho”!  Por exemplo, é comum falarmos do ministério jovem como se fosse um departamento a ser desenvolvido sem ou com pouca ligação com o restante da vida da igreja local. Olhamos para os jovens e adolescentes da igreja como pessoas “em potencial” que precisam ser entretidas ou distraídas para não caírem no mundo! Ironicamente, é justamente abordagens assim que têm ofuscado a mensagem do Evangelho para os jovens e adolescentes, empurrando-os para fora da igreja. Por isso, quero sugerir para você que a pergunta “como desenvolver um ministério jovem?” não é abrangente o suficiente para o cuidado pastoral dos jovens e adolescentes da igreja.
A Palavra de Deus estabelece parâmetros que levantam outras perguntas para a construção de uma visão para o ministério jovem dentro da igreja local. Precisamos de uma visão de ministério jovem que coopera com a missão específica da igreja: fazer discípulos de Jesus Cristo para a glória de Deus (Mateus 28.18-20). Caso contrário, iremos cumprir objetivos diferentes, tirando uma geração inteira da missão abrangente da Igreja: revelar a multiforme sabedoria de Deus (Efésios 3.10).
Portanto, o que está em jogo não é meramente uma questão administrativa da igreja. Pastores e líderes de jovens bem-intencionados falham ao encarar o ministério jovem da igreja como um departamento a ser desenvolvido. O ministério jovem não pode ser artificialmente separado do cuidado pastoral da igreja. Trata-se de uma questão que precisa de lentes espirituais providas pelo Espírito Santo na Palavra de Deus para uma abordagem ministerial correta.
Deixe-me sugerir três perspectivas bíblicas aplicadas ao ministério jovem que pastores e líderes precisam considerar:
1) Perspectiva antropológica
O que a Palavra de Deus ensina acerca do jovem? Se não respondermos adequadamente a essa pergunta, iremos direcionar esforços para solucionar um problema que a própria Bíblia nunca levantou. Se o jovem é apenas o “futuro” da igreja, o ministério jovem não irá incentivar os jovens a servirem nem assumirem responsabilidades diante da igreja local hoje. Ou ainda, se você acredita que o jovem encontrará seu “potencial” ingressando num grupo que o aceite como é e que será mantido com entretenimento, o ministério jovem irá focar em programações e eventos cujo foco principal é a diversão, na melhor das hipóteses, livre das contaminações do mundo – ou seja, um “clube Gospel”. Por isso, voltamos para a Palavra de Deus, e perguntamos: o que é o jovem?
Na perspectiva antropológica abrangente, o jovem faz parte da categoria única para todos os homens: pecador. O jovem e o adolescente são carentes do Evangelho de Jesus Cristo, capaz de redimi-los da condição caída em pecado. O jovem e o adolescente precisam ouvir as boas novas do Senhor Jesus. Isso inclui uma visão de quem Deus é em Sua santidade, a realidade do pecado que nos separa de Deus, o sacrifício substitutivo de Jesus Cristo e o chamado ao arrependimento e fé. O jovem precisa do Evangelho.
Na perspectiva antropológica específica, o jovem é descrito com peculiaridades de sua faixa etária, ou melhor, de seu estágio de vida. O livro de Provérbios foi escrito, entre outros objetivos, para dar conhecimento e bom siso aos jovens (Provérbios 1.4). Por isso, podemos esperar informações acerca do jovem nesse precioso livro de sabedoria divina. Muitas das informações acerca do jovem virão na forma de exortação. Ou seja, a exortação de Salomão reflete uma preocupação com seu filho jovem. Precisamos escutar a descrição implícita por trás da exortação explícita.
De acordo com Provérbios, o jovem tende a não valorizar a sabedoria e é carente de juízo (Provérbios 3.1-4 e 7.7). Não é à toa que Salomão insiste em mostrar o valor da sabedoria para seu filho. “Filho meu” é uma expressão repetida inúmeras vezes para chamar a atenção de seu filho para o valor da sabedoria e seus ensinos. O livro de Provérbios ainda descreve o jovem com dificuldades na escolha de suas companhias (Provérbios 1.10ss) e mais suscetível à tentação sexual (Provérbios 2.16; 5; 6.20-35; 7). O livro mostra que o jovem não tem, de uma forma geral, uma perspectiva escatológica madura. Ou seja, jovens tem dificuldades em entender consequências de longo prazo de suas decisões de curto prazo. Muitos acreditam que serão jovens para sempre e que o amanhã não importa. Por isso que grande parte do livro se volta para a construção de uma mentalidade capaz de discernir o certo do errado, mostrando o relacionamento de causa e efeito na ordem criada por Deus. No centro de tudo isso, o livro de Provérbios mostra que o jovem tende a por pouco foco no coração (Provérbios 4.23). Por isso, gostam de testar seus limites numa visão legalista da lei. Jovens e adolescentes tendem a fazer o mínimo necessário para não terem problemas com seus pais, autoridades e igreja. Constroem um estilo de vida mais próximo de seus desejos, ainda que isso custe o relacionamento com Cristo.
Na próxima postagem veremos as outras duas perspectivas necessárias: eclesiológica e pastoral.
[1] A perspectiva antropológica específica é resultado do estudo do excelente artigo “O Caminho do Sábio: como falar sobre sexo com os adolescentes” por Paul David Tripp na coletânea de aconselhamento bíblico, vol. 4, SBPV.

Por: Alexandre Mendes.

Alexandre MendesBacharel em Economia pela Universidade São Paulo, Bacharel em Teologia com ênfase em ministério pastoral pelo Seminário Bíblico Palavra da Vida, mestre em Aconselhamento Bíblico – M.A. – pelo The Master’s College (Santa Clarita, CA, EUA), mestre em Divindade – M. Div. – pelo Faith Bible Seminary (Lafayette, IN, EUA) e doutorando em ministério - D.Min. - com ênfase em pregação expositiva pelo Southeastern Baptist Theological Seminary (Wake Forest, NC, EUA). É um dos pastores da Igreja Batista Maranata em São José dos Campos, casado com a Ana desde junho de 2007 e pai do Pedro, Tito e Marina Helena.

Como começar um ministério para jovens e adolescentes na igreja? (Parte 2 de 2)


2) Perspectiva eclesiológica
Um ministério jovem fiel precisa de uma visão eclesiológica madura. É comum vermos “ministérios jovens” fortes desligados da vida da igreja. Bem-intencionados, mas equivocados, líderes de jovens criam um ambiente competitivo dentro da própria igreja. O ministério jovem, ao invés de servir a igreja e seus propósitos de proclamação do Evangelho, cria um grupo fechado em si mesmo, repleto de pessoas semelhantes. Isso é um erro que cometemos por décadas e que precisa de uma reavaliação. O ministério jovem não é uma igreja numa versão mais legal (ou mais “descolada”) dentro da igreja.
Ao isolarmos o grupo de jovens, tornamos a vida da igreja difícil de ser vivida dentro dos moldes bíblicos. A unidade em meio a diversidade sofre um golpe brutal. Um grupo exclusivo de jovens reunidos é incapaz de mostrar a beleza da diversidade que o Evangelho conquistou. Um grupo repleto de pessoas da mesma faixa etária deixa de usufruir dos benefícios do ministério intergeracional.
Portanto, antes de definir o ministério jovem, é preciso uma definição madura e bíblica sobre a igreja local. A Igreja Universal do Senhor Jesus Cristo é conhecida por meio de suas representações locais. Por isso, qualquer proposta de igreja focada e fechada num grupo exclusivo erra em demonstrar a diversidade do povo de Deus. O Evangelho criou a unidade rompendo a barreira de inimizade que existia entre judeus e gentios (Efésios 2.13, 14). Essa unidade reflete o caráter de Cristo e, por isso, deve ser diligentemente preservada (Efésios 4.1-6).
A preservação da unidade da igreja tem seu início no ministério da Palavra de Deus (Efésios 4.7-13). A Palavra de Deus equipa a todos os ouvintes dentro da igreja para o desempenho do serviço e edificação do corpo de Cristo. Quando a igreja vive isso, cada parte coopera para o mesmo objetivo: edificação da igreja, santuário do Espírito Santo (Efésios 2.22).
Considere alguns sinais de que o ministério com jovens e adolescentes estão desligados da igreja local e competindo com o restante da igreja:
• Uma valorização da reunião de jovens (células ou grupos pequenos de jovens) em detrimento do culto público quando a igreja toda se reúne;
• Um apego a líderes carismáticos (líder da “pegada louca” apenas) em detrimento de líderes bíblicos com caráter provado;
• Uma ênfase no entretenimento em detrimento da verdade;
• Construção de relacionamentos superficiais – não centrados em Cristo, mas simplesmente porque “são legais” – em detrimento da graça e verdade dos relacionamentos que devem imperar nos relacionamentos entre cristãos;
• Círculos de relacionamentos limitados a jovens;
• A mentalidade dos pais de que “enquanto estão na reunião de jovens, está bom”.
Sinais de que os jovens estão integrados ou caminhando para serem integrados no contexto da igreja local como um todo:
• Participação ativa de jovens e adolescentes no culto público;
• Existe uma identificação do jovem com toda a equipe pastoral e diversidade de liderança bíblica madura com acesso ao grupo de jovens e adolescentes;
• Isso não quer dizer que não possa haver uma referência entre o grupo de jovens na equipe pastoral. O ponto é que não existe uma exclusividade artificial e o jovem compreende os líderes reconhecidos como seus pastores.
• Interesse pela verdade bíblica e crescimento em discernimento;
• Existe uma disposição de servir o restante da igreja (em termos de faixas etárias);
• Existe uma disposição de criar relacionamentos com outros grupos da igreja, aprendendo com os mais velhos e discipulando os mais novos;
• A mentalidade dos pais é de enxergar o ministério jovem como um apoio à responsabilidade bíblica de criarem seus filhos, não de terceirização de seus papéis.

3) Perspectiva pastoral
O ministério jovem e adolescente precisa de uma teologia pastoral bíblica. O que significa cuidar/pastorear ovelhas? O que significa pastorear ovelhas jovens e adolescentes? São perguntas que precisam de respostas bíblicas. É comum reduzir o ministério com jovens e adolescentes a uma mentalidade de “babá”, com bastante entretenimento e repleto de superficialidades que não promovem maturidade.
O objetivo pastoral é a edificação da Igreja promovendo maturidade individual à semelhança de Cristo (Colossenses 1.28, 29). O pastor faz isso ensinando e aconselhando. Expandindo um pouco a ideia, o pastor precisa de uma visão ministerial centrada na Pessoa e obra de Cristo, anunciada por meio do ensino e do aconselhamento. Tanto no ministério público como individual (Atos 20.20).
Como que isso acontece no contexto do ministério com jovens e adolescentes? A Bíblia aponta para a responsabilidade dos pais na tarefa. Uma teologia pastoral bíblica irá funcionar numa eclesiologia bíblica. Então, a prática do ministério dos pastores e líderes de jovens e adolescentes começa com uma disposição em equipar os pais. Obviamente que estamos falando um conjunto amplo de possibilidades uma vez que alguns jovens já são adultos formados e devem ser encarados como tal. Mas, principalmente com adolescentes, o envolvimento com os pais precisa ser levado em consideração.
Além do engajamento dos pais, devemos considerar o envolvimento de adultos maduros no discipulado de jovens e adolescentes. Nem todos os jovens e adolescentes irão contar com pais interessados no cumprimento de suas responsabilidades ou terão pais comprometidos com Cristo. Em situações como essas, vemos a participação da igreja local como família espiritual de jovens e adolescentes criando o ambiente propício para relacionamentos saudáveis intergeracionais (Tito 2; 1 Pedro 5.5).

Mãos à obra
Baseado nas 3 perspectivas acima, como você irá pensar o ministério jovem? Veja, não se trata apenas de um modelo a ser implementado, mas uma cultura a ser desenvolvida ao redor das verdades da Escritura. Cada uma das perspectivas nos ajuda a construir uma mentalidade capaz de enxergar o jovem e o adolescente de forma bíblica. O Evangelho deve ser visto na vida da igreja, pregado para os jovens da igreja e cuidadosamente usado na construção de relacionamentos dentro do contexto da igreja.
De forma prática, considere os seguintes passos iniciais:
• Ore para que Deus levante líderes (entre os jovens). Quando o trabalho pareceu maior que a capacidade dos trabalhadores, Jesus nos chamou a orar.
• Treine homens líderes no grupo de jovens.
• Enfatize o estudo da Palavra de Deus de forma sistemática e relevante.
• Encoraje os jovens e adolescentes a viverem a Palavra de Deus, implementando mudanças em suas decisões e relacionamentos.
• Ensine sobre a importância da igreja local.
• Reflita sobre as diferenças entre “reunião de jovens x culto público da igreja local”. As diferenças irão ajudá-lo a aproveitar as oportunidades da reunião de jovens que não estão disponíveis no culto local sem criar uma competição danosa para a unidade da igreja.

Por: Alexandre Mendes.
Alexandre MendesBacharel em Economia pela Universidade São Paulo, Bacharel em Teologia com ênfase em ministério pastoral pelo Seminário Bíblico Palavra da Vida, mestre em Aconselhamento Bíblico – M.A. – pelo The Master’s College (Santa Clarita, CA, EUA), mestre em Divindade – M. Div. – pelo Faith Bible Seminary (Lafayette, IN, EUA) e doutorando em ministério - D.Min. - com ênfase em pregação expositiva pelo Southeastern Baptist Theological Seminary (Wake Forest, NC, EUA). É um dos pastores da Igreja Batista Maranata em São José dos Campos, casado com a Ana desde junho de 2007 e pai do Pedro, Tito e Marina Helena.







A importância do ministério de jovens para a Igreja de Cristo - Jader Borges

Recomendações para Jovens Cristãos com Dificuldade em Evangelizar - Wilson Porte

Na Conferência Fiel Jovens 2015 trabalharemos o tema “A igreja pela qual Cristo Morreu”.

Evangelismo é a missão de Deus para a Igreja, mas muitos cristão têm dificuldades em fazê-lo. Nesse vídeo, Wilson porte da algumas recomendações sobre como evangelizar.



Outras Mensagens 

* Recomendações para Líderes de Jovens / Pr. Alexandre S. Mendes

* Plano de Salvação Livreto 
* Ideias para Enriquecer o Culto de Jovens 
* Posso ser Fiel a Deus e Popular na Escola? Por John Piper 




    ORAÇÃO MUDA OU INFLUÊNCIA A DECISÃO DE DEUS? 


Um jovem me abordou outro dia e disse: “Pastor, tenho varias perguntas que preciso de respostas. Posso lhe mandar pelo WhatsApp?” Minha resposta foi: “Pode sim, mas mande uma de cada vez”. Quando chegou primeira, resolvi respondê-la e postar em meu blog para uso geral de tantos outros que têm, ou já tiveram, a mesma dúvida. Em suas próprias palavras, a pergunta foi: “Pastor, as orações mudam ou influenciam as decisões de Deus? Se não, por que oramos? Explique aquela passagem que fala que não era da vontade de Deus dar um rei a Israel mas acabou concedendo. Se sim, por quê?”
Caro Marcos (pseudônimo), sua pergunta já deixou vários teólogos quase loucos e os livros que eles escreveram acabaram deixando os crentes mais loucos que eles. Creio que o ponto mais difícil de sua pergunta é “Por que oramos?” A forma como você apresentou sua dúvida deixou claro que, até onde você consegue entender, a oração tem duas finalidades: mudar ou influenciar as decisões de Deus. Seguindo esse raciocínio, alguém poderia concluir que, se ela não servir para qualquer dessas duas opções, então não faz sentido gastar nosso tempo orando.
Antes de responder a sua dúvida quanto à passagem do rei, deixe-me comentar sobre outro episódio bíblico que trata da primeira parte da sua pergunta. Quando ficou sabendo que o Senhor já havia decidido destruir todo o povo de Israel por causa da adoração do bezerro de ouro, Moisés tomou a iniciativa de orar para reverter a situação. O episódio é descrito em Êxodo 32.1-14. A impressão que temos ao ler a sua oração não é aquela de alguém que já se prepara para uma possível resposta negativa com o famoso “mas, não sendo da tua vontade…”. Por causa de textos como esse, Marcos, muitos teólogos têm adotado a postura unilateral: Ou a oração muda e influencia a decisão de Deus, ou ela não serve para nada.
Nesse caso específico que mencionei (Êx 32.1-14), a oração de Moisés obteve êxito. Deus não executou aquilo que já havia decidido. Diante disso, a pergunta é: Deus não executou o que havia decidido por causa da oração de Moisés, ou por outro motivo que não sabemos? Se foi por causa daquilo que Moisés disse, então podemos afirmar que a oração tem sim poder de influenciar e mudar a decisão de Deus. Se foi por outro motivo que não sabemos, então não podemos afirmar nada conclusivamente. A resposta para esse dilema não é tão complicada. Há duas coisas a ser consideradas.
Primeiro, o motivo do sucesso da oração de Moisés não se deve somente àquilo que ele disse, ou seja, a eficácia não está relacionada à sua boa retórica. Isso é fácil de provar. O texto continua dizendo que “no dia seguinte” (Êx 32.30-34) Moisés suplica a Deus pelo perdão por causa daquilo que o povo fez, mas sua oração foi veementemente recusada. O que aconteceu com a retórica de Moisés e o poder de sua oração? Veja que estamos ainda tratando do mesmo Moisés pedindo ao mesmo Deus a respeito do mesmo povo, mas o resultado não foi o mesmo. Isso não vale somente para Moisés; o profeta Jeremias foi proibido até de orar: “Tu, pois, não intercedas por este povo, nem levantes por ele clamor ou oração, nem me importunes, porque eu não te ouvirei” (Jr 7.16).
Assim sendo, meu caro Marcos, baseando-nos no que aconteceu com Moisés (e Ezequias (Is 38.1-8), para citar mais um exemplo) podemos afirmar que a oração pode influenciar e até mudar os planos de Deus. A razão para ele fazer isso não está na oração nem no orador, pois, como vimos no caso de Moisés, o mesmo suplicante não tem o mesmo sucesso todos os dias. Eu creio e prego que o sucesso da primeira intercessão de Moisés se deveu ao seu papel de mediador, um tipo daquilo que Cristo faria na cruz. Ao olhar para aquela petição de Moisés, Deus poderia pensar: “É Moisés, o que você está me pedindo agora, meu filho unigênito já havia pedido antes da fundação do mundo, e o pedido dele foi mais convincente que o seu”. Em outras palavras, o pedido de Moisés para que Deus não castigasse aquele povo pelo pecado da idolatria é apenas um exemplo daquilo que Cristo faz por nós diariamente.
O segundo ponto a ser considerado é: Qual é a finalidade da oração quando ela não influencia nem muda os planos de Deus? Por incrível que pareça, Moisés também ilustra esse ponto. Após ter seu pedido negado, mesmo tendo sido feito com mais insistência (“Agora, pois, perdoa-lhe o pecado; ou, se não, risca-me, peço-te, do livro que escreveste” Êx 32.32). Moisés usa a oração para desfrutar e fortalecer sua intimidade com Deus. Êxodo 32.7-11 nos diz que Moisés costumava armar a sua tenda fora do arraial para buscar a face do Senhor. Estar na tenda não era sinal de intimidade, pois o seu servo Josué não arredava o pé da tenda, mas o Senhor falava somente com Moisés. A intimidade construída por meio de uma oração que não se restringe aos dois extremos influenciar-mudar foi tão eficiente que a Bíblia a descreve nos seguintes termos: “Falava o SENHOR a Moisés face a face, como qualquer fala a seu amigo” (Êx 33.11). Por que isso é importante para o assunto de que estamos tratando? Ora, isso nos mostra que a intimidade construída por meio da oração pode ser o meio mais eficaz para conseguir o que queremos. Se você continuar lendo o capítulo 33 de Êxodo, você verá que aquilo que foi negado a Moisés quando ele orou (Êx 32.32) foi concedido quando ele achou favor na presença de Deus: “Disse o SENHOR a Moisés: Farei também isto que disseste; porque achaste graça aos meus olhos, e eu te conheço pelo teu nome” (Êx 33.17).
Assim sendo, meu caro Marcos, o principal propósito da oração não é pedir, mas construir intimidade. Quando alcançamos esse tipo de intimidade mencionada em Êxodo, nossos pedidos tendem a diminuir, pois saberemos antecipadamente aquilo que Deus fará, aquilo que lhe agrada e o dilema do influencia-muda não mais nos afligirá. Olhando agora da perspectiva da Bíblia como um todo, não podemos nos esquecer do que disse o apóstolo Paulo: “Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis” (Rm 8.26).
Ah, sim!? Com respeito ao pedido do rei. O caso ali nem é de oração, pois eles pediram a Samuel e não a Deus. Além disso, o que eles estavam pedindo não mudava a vontade de Deus, pois já havia provisões para um rei em Israel (Dt 17). Séculos depois, o Senhor explica o motivo da sua decisão por meio do profeta Oséias quando diz: “Onde está, agora, o teu rei, para que te salve em todas as tuas cidades? E os teus juízes, dos quais disseste: Dá-me rei e príncipes? Dei-te um rei na minha ira e to tirei no meu furor” (Os 13.10–11). Ou seja, dar-lhes um rei foi na verdade um castigo para ensinar que Deus é quem reina sobre eles.
Espero que minha resposta tenha lhe ajudado, Marcos. Estou orando por você.


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