domingo, 23 de dezembro de 2012

Portal Teologia & Missões

* Família Cristã

REDESCOBRINDO O CULTO FAMILIAR






DEUS ESTÁ EM SUA CASA? 


DEUS ESTÁ NA SUA CASA?
 Casamento, sexo e espiritualidade

 Deus se revela através de uma família feliz e abençoada. O mundo clama por famílias cristãs que possam redefinir palavras esvaziadas como: carinho, amor, alegria, paz, verdade, liberdade, justiça. A celebração de Deus no lar é a base do fortalecimento dos laços familiares e, principalmente, da manutenção de uma espiritualidade do equilíbrio e da celebração do outro. Numa sociedade que ama o individualismo patológico, a celebração na família nos aproxima e abençoa.

  É a dádiva da unidade. Famílias onde a unidade é negligenciada correm o sério risco de se tornarem um espaço impessoal, onde um grupo de estranhos mora sob o mesmo teto. Uma vez que batalhamos pela unidade, Deus nos ajuda, pois a verdadeira unidade tem sua base no que Deus é: Trindade, uma unidade de ser, numa amorosa pluralidade de pessoas.


  Não faltam inimigos querendo a destruição da família na atualidade. Inimigos como a indiferença, o aborto, as drogas, as más companhias, o consumismo, o erotismo desvairado tentam a todo o momento aniquilar nossas famílias. Quando a família mantém a adoração a Deus em primeiro lugar, vence esses inimigos, porque Deus honra aqueles que o adoram, aqueles que, no meio das confusões desse tempo, o celebram como Senhor supremo da vida. Nenhum inimigo da família pode prevalecer quando nossas casas são marcadas pelo precioso sangue de Jesus. Quando estamos firmados em seu amor, enraizados em sua misericórdia e embasados em sua Palavra, temos forças suficientes para "destruir fortalezas" (II Co.10.4). e para dizer ao mundo que nossa casa é lugar de vida.


     UMA PALAVRA ÀS FAMÍLIAS DA ATUALIDADE 


    "Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra ti, que te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição. Agora escolhe a vida, para que vivas, tu e os teus filhos" (Dt 30.19).


    O século 21 é fortemente marcado pelos conflitos familiares. Uma espécie de arena familiar constante. Por causa da decadência do afeto, muitas famílias se transformam em mero ajuntamento de pessoas, um desespero genético coletivo, que descaracteriza a originalidade de um corpo familiar. A grande verdade bíblica da condição humana é que Deus ama a construção familiar.


    Deus pensou o homem, no Éden, para a família: "Frutificai e multiplicai-vos" (Gn 1.28). Antes mesmo da entrada do pecado no mundo, Deus já havia abençoado o homem com a dádiva da família.


  Deus se revela através de uma família feliz e abençoada. O mundo clama por famílias cristãs que possam redefinir palavras esvaziadas como: carinho, amor, alegria, paz, verdade, liberdade, e justiça. A celebração de Deus no lar é a base do fortalecimento dos laços familiares e, principalmente, da manutenção de uma espiritualidade do equilíbrio e da celebração do outro.  Numa sociedade que ama o individualismo patológico, a celebração na família nos aproxima e abençoa.


  É a dádiva da unidade. Famílias onde a unidade é negligenciada correm o sério risco de se tornarem um espaço impessoal, onde um grupo de estranhos mora sob o mesmo teto. Uma vez que batalhamos pela unidade, Deus nos ajuda, pois a verdadeira unidade tem sua base no que Deus é: Trindade, uma unidade de ser, numa amorosa pluralidade de pessoas.


  Não faltam inimigos querendo a destruição da família na atualidade. Inimigos como a indiferença, o aborto, as drogas, as más companhias, o consumismo e o erotismo desvairado tentam a todo o momento aniquilar nossas famílias. Quando a família mantém a adoração a Deus em primeiro lugar, vence esses inimigos, porque Deus honra aqueles que o adoram, aqueles que, no meio das confusões desse tempo, o celebram como Senhor supremo da vida. Nenhum inimigo da família pode prevalecer quando nossas casas são marcadas pelo precioso sangue de Jesus. Quando estamos firmados em seu amor, enraizados em sua misericórdia e embasados em sua Palavra, temos forças suficientes para "destruir fortalezas" (II Co 10.4) e para dizer ao mundo que nossa casa é lugar de vida.


  Não é fácil vivermos num mundo que conspira cotidianamente contra a paz das nossas famílias. Precisamos restaurar os laços familiares, para que, unidos, possamos prestar ao Senhor o mesmo culto, no templo e na casa, na rua e na intimidade. Quando enfrentarmos e vencermos os desafios que assolam a construção do lar, vamos experimentar as mais tremendas dimensões do relacionamento com Deus- o Pai- aquele que nos conhece e ama assim como somos. Em sua casa, os corações já estão convertidos uns aos outros? Deus está em sua casa?

   No amor daquele que criou a família!

 "A Igreja sempre foi o guardiã dos princípios bíblicos que estabelecem os alicerces da família e consequentemente da sociedade. Paulo ensinou a Timóteo como se deve proceder na casa de Deus que é a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade". (I Tm 3:15). 
CASAMENTOS SÓLIDOS, SOCIEDADE CURADA
  Por um resgate do significado maior do casamento cristão.  

  O poeta inglês, John Milton (1608-1674), autor do famoso poema épico "paraíso perdido", afirmou: "a solidão foi a primeira coisa que olho de Deus notou como não sendo boa". Essa verdade nos apresenta uma das mais extraordinárias dimensões do caráter de Deus: o nosso Deus ama relacionamentos!


  O casamento é um dos marcos mais profundos das relações humanas. É a afirmação das diferenças para a igualdade. A  mais plena celebração das diferenças. O ponto de partida para a construção da família. O casamento também revela profundos ângulos da espiritualidade, tais como: confiança no outro, comunhão, dignidade, respeito, serviço e muitas outras implicações de se caminhar na história.


 O matrimônio é o dom recíproco que os cônjuges fazem de si mesmos. Ele revoluciona a vida, as emoções, as ideias; fecha as portas para a solidão e abre o coração para o abraço.


  "Infelizmente, vivemos num tempo de franca decadência dos mais altos valores, dentre eles, o casamento".


     A chamada "classe artística", com sua constante banalização da moralidade, contribui muito para a desvalorização dessa magna instituição. É comum vermos "artistas" alardeando "casamentos" que duram de seis a oito meses, numa verdadeira violência aos princípios eternos que o casamento representa. Retratos de uma sociedade adoecida.


   A igreja tem papel central no resgate dos valores. Um de seus maiores predicados é o exercício de seu ministério profético - a denúncia dos males e das distorções de seu tempo histórico. Portanto, o chamado da igreja (sal e luz, (Mt 5.13-16) é para que o mundo veja através de nossa postura séria e honesta, inclusive frente ao casamento, que ainda somos uma comunidade de Deus, que o ama e o respeita. Como disse um pastor antigo: "A igreja é o sal da terra, não o docinho do mundo".


   O propósito maior dessa reflexão é abrir a mentalidade cristã para a responsabilidade e o desafio de fazer do casamento cristão um memorial, um testemunho vivo e atual do Deus que uniu (e ainda une!) homem e mulher nume fantástica festa do amor. Meu desejo e oração são para que Deus fortaleça casamentos vacilantes, oriente biblicamente futuros casais e nos guie na tarefa de  solidificar esses casamentos, para que possamos, alegremente, cumprir a determinação de abençoar os povos (Gn 12.3).

  Casamentos sólidos, sociedade curada! Esse é nosso lema.

    ABENÇOANDO CASAIS (JOÃO 2.1-12).


   A Bíblia não esconde a beleza do amor, da ternura, do  relacionamento sexual, nem mesmo dos compromissos  conjugais mais comuns. Desde as apaixonantes declarações de amor e sexo em Cantares, as ponderações teológicas do apóstolo Paulo (I Co 7.1-9), os relacionamentos são abertos nas páginas das Escrituras, há uma festa humana.


  Sob o ponto de vista cristão e bíblico, o casamento é uma instituição natural, inaugurada por Deus, logo após a criação do homem e da mulher, que une duas pessoas de sexos diferentes, para viverem em companhia agradável, até que a morte ou a infidelidade contumaz e irreversível de um ou de ambos os cônjuges os separe, com a finalidade saudável de  perpetuar a espécie e passar para os filhos as verdades de  um Deus não criado, Todo-poderoso, criador e sustentador de todas as coisas visíveis e invisíveis, Senhor e amigo do homem.


 1- A DÁDIVA DA CONVIVÊNCIA.


  Uma questão para a atualidade: Afinal, por que continuamos nos casando? Mesmo numa sociedade de idéias e práticas esdrúxulas, ainda recebemos belos convites de casamento, ainda podemos encontrar aqui e ali algum casal de velhinhos abraçados comemorando as incríveis (e quase em extinção) bodas de ouro. Mesmo numa sociedade que adora alardear aos quatro ventos que "casamento é algema', que o fato de casar estraga o amor, ainda existe gente driblando o caos e casando, por quê?

  a) Ainda nos casamos por causa do amor: 


 Apesar de vários casais começarem pela trilha da amizade, o amor é muito mais e maior! Ele não anula a amizade, mas a fortalece, elevando-a a um nível muito mais profundo. Há no íntimo do homem e da mulher essa fagulha que encontra no outro a explosão maior da existência a dois. É a perfeita festa dos sentimentos. O encontro do amor acontece na convergência das histórias pessoais: um vem como pro-posta e acha no outro uma res-posta que faz o milagre do encontro produzindo a alegria de dividir o mesmo chão da história (Gn 24.60-67).


   Amor não é paixão. A paixão joga o amor nos picos da intensidade e do furor, podendo até mesmo sobrepor-se à lucidez e à razão. Não é o caminho mais indicado para o casamento, porque é imediatista e simplifica tudo. Nessa estrada da velocidade alucinante, o amor é confundido com sexualidade desvairada, erótica do desespero.


  Na paixão, o sexo fica sozinho e impera à sua maneira, sem outras evidências de amor, como no clássico caso de Amnom que violentou a mulher pela qual se dizia apaixonado e, depois, mandou-a embora, humilhada. (II Sm 13.1-22). O amor não humilha, troca de lugar com o humilhado, só para não vê-lo sofrer.

   Em (I Co 7.9) o apóstolo Paulo usa o termo "abrasado", que tem o sentido de estar "inflamado de paixão" - daí a expressão "fogo da paixão". O original grego está no presente contínuo, o que dá a ideia de um estado contínuo de desejo, em labaredas como se fosse um inferno. Em (Ef 6.16) a mesma palavra é usada para os "dardos inflamados do maligno". 

 A cidade de Corinto era marcada por uma grande promiscuidade sexual. Willian Barclay afirma que se alguma moça fosse chamada de "moça coríntia" era sinônimo de prostituta, e que sempre que o teatro grego apresentava uma peça, se tivesse algum coríntio, ele sempre era apresentado bêbado.
    Paixão não é amor.

b) Ainda nos casamos por causa da convivência:


  Não fomos criados para a solidão. Uma propaganda dizia que "a solidão tem vantagens, o problema é não ter ninguém para contar quais são". O senso de pertencer é natural do homem, carecemos de uma companhia, de alguém para dividir os rumos de nossa caminhada histórica. Entretanto, amor e sexualidade, ainda que muito fortes, não são as únicas razões do matrimônio (nem devem ser). O casamento baseado somente em sexo se torna fútil, vazio, sem horizontes.


   A mágica do casamento está exatamente na parceria, na convivência, na bênção da mutualidade, no associar as ideias, as emoções, no dividir tanto as vitórias quanto as derrotas.

  A convivência nos abençoa nas diferenças. Vivemos juntos em torno da fé, da economia do lar, da criação e educação dos filhos, da saúde integral da família, do trabalho, da diversão, da felicidade coletiva. Experimentamos a comunhão em sua essência. Testemunhamos da existência livre do individualismo.

  É essa parceria, preparada desde a eclosão do amor antes do casamento (namoro e noivado), uma vez preservada e abastecida, que solidificará o relacionamento dando mais força ao casamento do que o próprio encantamento inicial do amor. É como se uma espécie de chuva de bom-senso", realidade nua, nos lavasse para a verdade límpida de viver amando.


c) Ainda nos casamos por causa da espiritualidade:


  Assim como não conseguimos existir isolados da vida, assim também, não podemos viver sem a firme base de um encontro com o outro que nos completa. O casamento ajuda a colocar ordem nos instintos, nos ímpetos, nos famosos (e muitas vezes, inconsequentes). "arroubos da juventude". O pastor Hernandes Dias Lopes afirma que "o casamento não é egocentralizado, mas outrocentralizado". 


 No caminho do amor é que amadurecemos (I Co 13.11).


  As dimensões mais profundas da espiritualidade estão presentes e atuantes no casamentos: amor, convivência, alegria, respeito, dinâmica, prazer e dor. O apóstolo Paulo, no texto de I Coríntios 13.11, falando sobre o amor, faz uma pausa, e afirma que cresceu, amadureceu, não era mais menino. Ou seja, no amor amadureço. No amor, meninos viram homens.

  Israel Belo de Azevedo escreveu que "juventude não é virtude, velhice não é doença: elas são etapas da vida".

  A construção de um relacionamento requer dos cônjuges, além do amor, em seus múltiplos aspectos, a vontade de crescer, expressa na disposição de desenvolverem a própria personalidade e a coragem indispensável para enfrentar os obstáculos naturais desta caminhada. Amar não é um convite para deitar-se na areia da praia e curtir a paisagem, mas um desafio a que nos lancemos ao mar alto, à insuperável  aventura de viver pelo amor numa sociedade da banalização do amar.


2- RESPEITANDO A PESSOA DO OUTRO.   


  Um dos grandes problemas enfrentados em diversos casamentos é a aprendizagem das diferenças de percepção da vida, ou seja: o homem buscando mais espaço e a mulher, aproximação. É a química conflitante dos opostos.


  O casamento é uma escola por várias razões, especialmente por causa das diferenças entre os cônjuges. Não é fácil lidar com diferenças. Somos educados pelos sacerdotes do marketing, para a ilusão de que somos os deuses dessa era, que nossas vontades são ordens, e que não precisamos da  humildade. A sociedade hodierna demoniza a humildade e santifica o orgulho. A arrogância virou virtude (apelidada de "atitude") e a santidade virou defeito. Esquecemo-nos do que diziam os teólogos medievais: "A humildade é o adorno dos anjos e o defeito dos demônios".


   A raiz das diferenças é simples e complexa, ao mesmo tempo:

    São duas pessoas de sexos diferentes: fisiologia diferente, sentimentos diferentes, momentos críticos diferentes, emoções diferentes. Percepções diferentes. Essas diferenças não podem ser encaradas como implicância, guerra dos sexos ou ignorância, mas simplesmente "diferenças".

  São duas pessoas de temperamentos diferentes: não há duas pessoas iguais nem entre àquelas que têm o mesmo pai, a mesma mãe, e a mesma educação. A vida não é um álbum com figurinhas marcadas. Não há duplicidade na criatividade divina. O Supremo Artista não se repete. Hernandes Dias Lopes escreveu que: "O negócio não é procurar a pessoa ideal, mas ser a pessoa adequada".


São duas pessoas de histórias diferentes: até mesmo quando são da mesma raça, da mesma religião, da mesma pátria, da mesma cultura, do mesmo nível socioeconômico.

   Cada história é escrita com a tinta de seu suor e sangue. Cada pessoa tem sua estrada histórica, sua esquina da vida. Forçar o outro a ter as mesmas percepções históricas é anular o passado sagrado de cada um. Deus , na Bíblia, se revela na redenção do passado: "Eu sou o Deus de teus pais..."

  Essas diferenças não podem ser transformadas em cárceres, em uma espécie de ditadura  comportamental, mas numa celebração da diversidade e do aprendizado de outras leituras da vida. No casamento, o respeito é o outro nome do afeto.


  Vejamos alguns aspectos do respeito no casamento:


  Respeito se conquista:


   Muitos acham que o respeito é algo que já vem pronto. No entanto, ele é construído com base em nossa vivência cotidiana, em nossas ações, gestos e palavras - respeito é conquista! Não se ganha respeito no grito. Alguém disse que "quando você chega a pedir respeito, é porque já não o tem".

 Quem tem não precisa gritar por respeito. Lembre-se: só podemos dar aquilo que temos.

    O respeito reconhece os limites do outro:


Não se deve impor ao outro nossos limites. Cada ser  é único em sua própria identidade, o verdadeiro senso de respeito admite o limite do outro, sabe o quanto cada ombro é capaz de suportar. O espírito farisaico ainda tem a mesma marca: obrigar os outros a carregar fardos que eles mesmos não suportam carregar.


  O respeito pelo outro é capaz de curar feridas profundas:


  Muitas marcas são deixadas na alma quando o afeto é desrespeitado. Uma frase muito importante diz: "as pessoas esquecer-se-ão do que você fez e do que você disse, mas jamais se esquecerão do que você as fez sentir". No âmbito do lar ocorre assim também, o respeito pelo outro, principalmente quando a ira se levanta, é capaz não só de curar, mas também de prevenir futuros traumas.


   O ESFRIAMENTO DO AMOR:


    Muitos casais perderam o amor, já não se olham mais com a mesma magia, já não têm diálogo, aproximação, tudo o que antes era uma festa perdeu a alegria, as cores se acinzentaram, a história pessoal se esvaziou. O amor esfria quando a  indiferença passa a reinar. Quando a ausência já não dói.

 Quando a cama, que era para ser uma espécie de altar, passa a ser um túmulo de lençóis a sepultar o projeto de família que agoniza. Os indianos têm um provérbio sobre o casamento:
   No Ocidente as pessoas se casam com a água da chaleira fervendo (paixão), mas no decorrer do casamento, a água esfria. Nós (os indianos) nos casamos com a água ainda fria, mas no decorrer do casamento, fazemos ferver!

   UNIDADE: CASAIS CURANDO UMA SOCIEDADE EGOÍSTA.


 Vivemos numa sociedade marcada pela tatuagem animalesca do egoísmo. Uma das palavras que quase não se ouve mais é "unanimidade", que em sua raiz latina, é: "unus" (um) e "animus" (ânimo), ou seja: "pessoas que vivem com um só ânimo". Quando o que impera na sociedade é a indiferença e o individualismo, a unanimidade é asfixiada pela cegueira da alma. 

  Quando os casais vivem em unidade, passam a oferecer cura para uma sociedade que foi envenenada pela peçonha mortal do egoísmo. Viver em unidade não é viver numa ausência de crises, muito pelo contrário, é saber que, apesar das crises, há um desafio mútuo de prosseguir.

    "A unidade é um dos valores básicos da vida. É a arte da mesma direção".   


     " A unidade não destrói as diferenças, aprende a trabalhar cada uma delas".     


   Casais que se amam também se ajudam. Evitam o clima de disputa. Pensam mil vezes antes de ferir com palavras. Conhecem os sonhos do outro e, juntos, lutam para que a realização possa ser bênção para os dois. É a alegria de compartilhar, não competir.


    "O amor cristão se abre a "TODOS" não exclui, mas inclui, procura abranger a toda a humanidade, em seu coração cabe toda e qualquer pessoa". I Ts 3.12   


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O QUE DIZ A BÍBLIA SOBRE O PAI CRISTÃO?

Pergunta: "O que diz a Bíblia sobre o pai cristão?"

Resposta:O maior mandamento na Escritura é este: “Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças” (Deuteronômio 6:5). Retrocedendo ao verso 2, lemos: “Para que temas ao Senhor teu Deus, e guardes todos os seus estatutos e mandamentos, que eu te ordeno, tu, e teu filho, e o filho de teu filho, todos os dias da tua vida, e que teus dias sejam prolongados.” Seguindo os versos, mais adiante vemos: “E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te” (versos 6 e 7).

A história dos hebreus revela que o pai deveria ser diligente em instruir a seus filhos nos caminhos e palavras do Senhor, para seu próprio desenvolvimento e bem estar espiritual. O pai que era obediente aos mandamentos das Escrituras, fazia justamente isto. A importância primária desta passagem é que os filhos devem ser criados na “disciplina e admoestação do Senhor”, a responsabilidade de um pai na casa. Isto nos traz uma passagem no Livro de Provérbios capítulo 22:6-11; mas principalmente o verso 6, que diz: “Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer (quando crescer) não se desviará dele.” Educar indica a primeira instrução que um pai e mãe devem dar a um filho; ou seja, sua primeira educação. A educação tem como objetivo revelar perante a criança como a vida é prevista para ela. Iniciar a educação da criança desta forma é de grande importância, assim como uma árvore segue a inclinação de seus primeiros anos.

Uma passagem do Novo Testamento nos dá uma clara ilustração da instrução do Senhor para um pai em relação à educação de seus filhos. Efésios 6:4 é um resumo da instrução aos pais, colocado de forma negativa e positiva: “E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor.” Aqui está o que diz a Bíblia sobre a responsabilidade de um pai em criar seus filhos. O aspecto negativo deste verso indica que um pai não deve fomentar maus sentimentos em seus filhos sendo severo, injusto, parcial ou exercitando sua autoridade de forma irracional. 


 Isto só servirá para que o filho alimente rancor em seu coração. O aspecto positivo é expresso em uma instrução compreensiva: ou seja, eduque-o, crie-o, desenvolva sua conduta em todos os aspectos da vida pela instrução e admoestação do Senhor. Este é o treinamento (ser um modelo definitivo como pai) ou educação de uma criança – todo o processo de educar e disciplinar. A palavra “admoestação” carrega consigo a ideia de “colocar na mente da criança”, o que é o ato de lembrar a criança de suas faltas (de forma construtiva) ou responsabilidades (responsabilidades de acordo com seu nível de idade e compreensão).

Não se deve permitir que a criança cresça sem cuidado ou controle. A criança deve ser instruída, disciplinada e admoestada, para que adquira conhecimento, autocontrole e obediência. Todo este processo de educação deve ser em um nível espiritual e cristão (no verdadeiro significado desta palavra). É a “disciplina e admoestação do Senhor” a única forma efetiva de alcançar os objetivos da educação. Qualquer outra substituição ou meio de educar pode resultar em desastroso fracasso. O elemento moral e espiritual de nossa natureza é tão essencial e tão universal quanto o intelectual. Por isso, a espiritualidade é necessária ao desenvolvimento da mente, tanto quanto o conhecimento. Provérbios 1:7 nos diz: “O temor do Senhor é o princípio do conhecimento.”

O pai cristão é realmente o instrumento na mão de Deus na questão da paternidade. Assim como o cristianismo é a única religião verdadeira, e Deus em Cristo é o único Deus verdadeiro, a única forma possível de obter uma educação proveitosa é a disciplina e admoestação do Senhor. Todo o processo de instrução e disciplina deve ser aquele que Ele (Deus) prescreve e administra, para que Sua autoridade possa estar em contato constante e imediato com a mente, coração e consciência da criança. O pai humano não deve jamais se apresentar como autoridade final que determine verdade e dever. Isto simplesmente desenvolve o aspecto humano do “eu”. Somente fazendo com que Deus, Deus em Cristo, seja o mestre e governante, sob cuja autoridade tudo deve ser crido e obedecido e sob cuja vontade tudo deve ser feito, é possível alcançar os objetivos da educação.

As instruções das Escrituras aos pais são sempre o ideal de Deus. Às vezes temos a tendência em “baixar” estes ideais ao nível de nossos ideais e experiências humanas. Sua pergunta, entretanto, é o que a Bíblia diz a respeito de ser um pai. Tentei responder adequadamente. Descobri, por experiência de ser pai de três filhos, o quanto falhei no ideal bíblico. Isto, entretanto, não desvirtua a Escritura e a verdade e sabedoria de Deus, para dizer que “a Escritura simplesmente não funciona”.

Façamos um resumo do que foi dito. A palavra “provocar” significa irritar, exasperar, mostrar de forma errada, incitar, etc. Isto resulta de um espírito e métodos equivocados, ou seja, severidade, irracionalidade, autoritarismo, dureza, exigências cruéis, restrições desnecessárias e insistência egoísta em relação à autoridade. Tais provocações resultarão em reações adversas, murchando o afeto, criando obstáculos ao desejo por santidade e fazendo o filho sentir que não pode, de modo algum, agradar a seus pais (eu sei, pois já passei por isso). Um pai (ou mãe) sábio (quisera eu ter sido mais sábio) busca fazer com que a obediência seja algo desejável e alcançável mediante amor e gentileza. Os pais não devem ser tiranos impiedosos.

Martinho Lutero dizia: “Deixe a maçã ao lado da vara e dê a seu filho quando fizer o certo”. A disciplina na educação geral e cultura deve ser exercitada com cuidadosa vigilância e constante ensino, com muita oração. O castigar, disciplinar e aconselhar pela Palavra de Deus, proporcionando tanto reprimendas como encorajamento, segundo a necessidade, é indicativo de “admoestação”. A instrução dada vem do Senhor, é aprendida na escola da experiência cristã e é administrada pelos pais (o pai). A disciplina cristã é necessária para impedir que a criança cresça sem a reverência a Deus, respeito pela autoridade dos pais, conhecimento dos padrões cristãos e hábitos de autocontrole.

“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir  para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem (ou mulher) de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra” (II Timóteo 3:16-17). Isto é o que diz a Bíblia sobre ser um bom pai. Os meios e métodos que os pais podem usar a fim de ensinar a verdade de Deus irão necessariamente variar. Mas estas verdades sempre deverão estar disponíveis para serem aplicadas em qualquer objetivo de vida, no viver e no estilo de vida. Assim como o pai é fiel em seu papel de modelo para os filhos, o que a criança aprende sobre Deus permanecerá através de toda a sua vida, não importando o que faça ou onde possa ir. Os filhos aprenderão a “amar a Deus de todo o coração, alma e força”, e terão o desejo de servir a Deus em tudo o que fizerem.



 O QUE DIZ A BÍBLIA SOBRE SER UMA MÃE CRISTÃ?

Pergunta: "O que diz a Bíblia sobre ser uma mãe cristã?"

Resposta:Ser mãe é um papel muito importante que o Senhor escolhe para dar a muitas mulheres. Às mães é dito que amem seus filhos em Tito 2:4-5, que diz: “Para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos, A serem moderadas, castas, boas donas de casa, sujeitas a seus maridos, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada.” Em Isaías 49:15a a Bíblia diz: “Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre?” Quando se começa a ser mãe?

Os filhos são presentes do Senhor (Salmos 127:3-5). Em Tito 2:4, aparece a palavra grega “phileoteknos”. Esta palavra representa um tipo especial de “mãe-amor”. A idéia que esta palavra evoca é de “preferir” nossos filhos, “cuidar” deles, “alimentá-los”, “abraçá-los” com amor, “satisfazer suas necessidades”, “amavelmente ser amiga” de cada um como único vindo da mão de Deus. A Escritura nos ordena para que vejamos “mãe-amor” como nossa responsabilidade. A palavra de Deus ordena tanto às mães quanto aos pais para que façam várias coisas na vida de seus filhos, dando:

Disponibilidade – manhã, tarde e noite (Deuteronômio 6:6-7).

Envolvimento – interagindo, colocando pontos de vista, pensando e processando a vida juntos (Efésios 6:4).

Ensinamento – sobre as Escrituras, a visão bíblica do mundo (Salmos 78:5-6, Deuteronômio 4:10, Efésios 6:4).

Treinamento – ajudando o filho a desenvolver habilidades e descobrir seu potencial (Provérbios 22:6).

Disciplina – ensinando o temor do Senhor, ensinando seus limites de forma consistente, amorosa e firme (Efésios 6:4, Hebreus 12:5-11, Provérbios 13:24, 19:18, 22:15, 23:13-14, 29:15-17).

Nutrição – provendo um ambiente de constante apoio verbal, liberdade de falhar, aceitação, afeto e amor incondicional (Tito 2:4, II Timóteo 1:7, Efésios 4:29-32, 5:1-2, Gálatas 5:22, I Pedro 3:8-9).

Exemplo com integridade – vivendo de acordo com o que ensina, sendo um modelo com o qual o filho possa aprender “captando” a essência de um viver piedoso (Deuteronômio 4:9, 15, 23; Provérbios 10:9, 11:3; Salmos 37:18, 37).

A Bíblia nunca ordena que todas as mulheres devam ser mães. Contudo, diz que aquelas que o Senhor abençoa e se tornam mães devem tomar seriamente tal responsabilidade. As mães têm um papel único e crucialmente importante nas vidas de seus filhos. A maternidade não é um trabalho ou tarefa desagradável. Da mesma forma com que uma mãe gera seu filho durante a gravidez, e da mesma forma com que a mãe alimenta e cuida de seu filho durante a infância, as mães têm também um papel constante na vida de seus filhos, adolescentes, jovens adultos e até filhos completamente adultos. Enquanto o papel da maternidade deve se transformar e se desenvolver, o amor, cuidado, educação e encorajamento que uma mãe dá nunca devem terminar.



COMO DEVEM OS CRISTÃOS DISCIPLINAR SEUS FILHOS? O QUE DIZ A BÍBLIA?

Pergunta: "Como devem os cristãos disciplinar seus filhos? O que diz a Bíblia?"

Resposta:Como melhor disciplinar os filhos pode ser uma tarefa difícil de aprender, mas é de importância crucial. Alguns afirmam que a disciplina física (castigo corporal) como a palmada seja o único método que a Bíblia apoie. Outros insistem que "castigos" e outras punições que não envolvam a disciplina física são muito mais eficazes. O que diz a Bíblia? A Bíblia ensina que a disciplina física é adequada, benéfica e necessária.

Não entenda mal - não estamos de modo algum defendendo o abuso infantil. Uma criança nunca deve ser disciplinada fisicamente a ponto de causar-lhe dano físico. De acordo com a Bíblia, entretanto, a disciplina física, de forma apropriada e controlada, é algo bom e contribui para o bem-estar e correto treinamento da criança.

Na verdade, muitas Escrituras promovem a disciplina física. “Não retires a disciplina da criança; pois se a fustigares com a vara, nem por isso morrerá. Tu a fustigarás com a vara, e livrarás a sua alma do inferno” (Provérbios 23:13,14; ver também 13:24; 22:15; 20:30). Há também outros versículos que apoiam a correção física (Provérbios 13:24, 22:15, 20:30). A Bíblia fortemente enfatiza a importância da disciplina; é algo de que todos precisamos para que sejamos pessoas produtivas, e é muito mais fácil se aprendido quando somos mais jovens. Crianças que não recebem disciplina muitas vezes crescem rebeldes, não têm respeito à autoridade e como resultado não estão dispostas a prontamente obedecer e seguir a Deus. O próprio Deus usa a disciplina para nos corrigir e conduzir ao caminho certo e para encorajar o arrependimento por nossos atos errados (Salmos 94:12; Provérbios 1:7, 6:23, 12:1, 13:1, 15:5; Isaías 38:16; Hebreus 12:9).

A fim de aplicar a disciplina de forma correta e de acordo com os princípios bíblicos, os pais devem estar familiarizados com o que a Bíblia diz sobre a disciplina. O livro de Provérbios contém sabedoria abundante em relação à educação dos filhos, tais como: "A vara e a repreensão dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma, envergonha a sua mãe" (Provérbios 29:15). Este versículo descreve as consequências de não disciplinar uma criança - os pais passam vergonha. Naturalmente, a disciplina deve ter como objetivo o bem da criança e nunca deve ser usado para justificar o abuso e maus-tratos infantis. Nunca deve ser usado para descarregar raiva ou frustração.

A disciplina é usada para corrigir e treinar as pessoas a seguir no caminho certo. "E, na verdade, toda a correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela" (Hebreus 12:11). A disciplina de Deus é amorosa, assim como deve ser entre o pai e seu filho. A disciplina física nunca deve ser usada para causar danos ou dores físicas permanentes. A punição física deve ser sempre seguida imediatamente por confortar a criança com a garantia de que ele/ela é amada. Esses momentos são perfeitos para ensiná-la que Deus nos disciplina porque nos ama e que, como pais, fazemos o mesmo pelos nossos filhos.

Podem outras formas de disciplina, tais como castigos ou “tempo sentado”, ser usadas no lugar da disciplina física? Alguns pais acham que seus filhos não respondem bem à disciplina física. Alguns pais acham que castigos ou tomar algo das crianças é mais eficaz em estimular a mudança de comportamento. Se esse for realmente o caso, com certeza os pais devem empregar os métodos que melhor produzem a mudança necessária de comportamento. Embora a Bíblia inegavelmente defenda a disciplina física, a Bíblia está mais preocupada com o objetivo de construir um caráter que agrade e Deus do que no método preciso utilizado para produzir esse objetivo.

Para dificultar essa questão ainda mais é o fato de que os governos estão começando a classificar todo o tipo de disciplina física como abuso infantil. Muitos pais não dão palmadas em seus filhos por medo de serem denunciados ao governo e correrem o risco de perderem os seus filhos. O que os pais devem fazer se um governo tornou ilegal a disciplina física de crianças? De acordo com Romanos 13:1-7, os pais devem se submeter ao governo. Um governo não deve nunca contradizer a Palavra de Deus e a disciplina física é, biblicamente falando, para o bem das crianças. No entanto, manter as crianças em famílias em que pelo menos receberão um pouco de disciplina é muito melhor do que perder crianças aos "cuidados" do governo.

Em Efésios 6:4, os pais são orientados a não provocarem os seus filhos à ira. Em vez disso, devem criá-los nos caminhos de Deus. Educar uma criança na "doutrina e admoestação do Senhor" inclui disciplina física controlada, corretiva e amorosa.



A ESPOSA DEVE SUBMETER-SE A SEU ESPOSO? 

Pergunta: "A esposa deve submeter-se a seu esposo?"

Resposta:Este é um assunto muito importante em relação ao casamento e também à vida cotidiana. Deus estabeleceu o ato de submissão em Gênesis. No começo, por não haver pecado, não havia autoridade para o homem obedecer exceto a autoridade de Deus. Quando Adão e Eva desobedeceram a Deus, o pecado entrou no mundo e então foi preciso autoridade. Por isso, Deus estabeleceu a autoridade necessária para que fossem cumpridas as leis da terra e também para que tivéssemos a proteção que precisávamos. Primeiro, precisamos nos submeter a Deus, que é a única forma de verdadeiramente obedecermos a Ele (Tiago 1:21 e Tiago 4:7). Em I Coríntios 11:2-3 lemos que o marido deve se submeter a Cristo como Cristo se submeteu a Deus. Então o verso diz que a esposa deve seguir seu exemplo e se submeter a seu marido. Outros versos sobre Cristo se submetendo a Deus são encontrados em Mateus 26:39 e João 5:30.

Submissão é a resposta natural da liderança em amor. Quando o marido ama a sua esposa como Cristo ama a igreja (Efésios 5:25-33), então a submissão é a resposta natural da esposa a seu marido. A palavra grega traduzida submeter (Hupotasso) é a forma contínua do verbo. Isto significa que se submeter a Deus, nossos líderes e nosso esposo não é uma decisão de um momento apenas. É uma atitude contínua de nossas mentes, que se torna um padrão de comportamento. A submissão de que se fala em Efésios 5:24 é: “assim como a igreja está sujeita a Cristo”. Este verso está dizendo que a esposa deve se submeter a seu marido em tudo o que é correto e justo. Conseqüentemente, a esposa não está sob nenhuma obrigação de desobedecer à lei ou negligenciar seu relacionamento com Deus.

A mulher foi feita de uma costela retirada do lado de Adão; não feita de sua cabeça para governá-lo ou de seus pés para ser por ele pisada, mas de seu lado, para ser igual a ele, sob seu braço para ser protegida e perto de seu coração para ser amada. A “sujeição” em Efésios 5:21 é a mesma palavra em 5:22. Os crentes devem submeter-se uns aos outros na reverência de Cristo. Os versos 19-21 são todos resultados da plenitude do Espírito Santo (5:18). Os crentes plenos do Espírito Santo devem ser adoradores (5:19), agradecidos (5:20) e submissos (5:21). Paulo então segue sua linha de pensamento em relação a uma vida plena do Espírito e aplica isto aos maridos e esposas nos versos 22-33.



O QUE DIZ A BÍBLIA A RESPEITO DO CONTROLE DE NATALIDADE? OS CRISTÃOS DEVEM FAZER O CONTROLE DE NATALIDADE?

Pergunta: "O que diz a Bíblia a respeito do controle de natalidade? Os cristãos devem fazer o controle de natalidade?"

Resposta:Deus mandou ao homem: “Frutificai e multiplicai-vos” (Gênesis 1:28) e o casamento foi instituído por Deus como um ambiente estável para ter e criar os filhos. Em nossa sociedade, os filhos são freqüentemente considerados como dificuldade e fardo. Atrapalham o desenvolvimento da carreira profissional das pessoas, objetivos financeiros e eles “atrapalham a vida social”. Freqüentemente, o egoísmo é a raiz do uso de contraceptivos.

Gênesis 38 nos fala dos filhos de Judá, Er e Onã. Er se casou com uma mulher chama Tamar, mas ele era mau e o Senhor o matou, deixando Tamar sem marido ou filhos. Tamar foi dada em casamento ao irmão de Er, Onã, de acordo com a lei matrimonial do levirato em Deuteronômio 25:5-6. Onã não desejou dividir sua herança com nenhum filho que pudesse gerar com Tamar no lugar de seu irmão, e então ele praticou a mais antiga forma de controle de natalidade (coito interrompido). Gênesis 38:10 diz: “E o que fazia era mau aos olhos do Senhor, pelo que também o matou.” A motivação de Onã era egoísta: ele usava Tamar para seu próprio prazer, mas se recusava a fazer seu dever “de irmão” de criar uma herança para seu irmão morto. Esta passagem é freqüentemente apontada como evidência de que Deus não aprova o controle de natalidade. Contudo, não foi o ato da contracepção que fez com que o Senhor matasse Onã, mas sim os motivos egoístas por detrás de seu ato.

Estes são alguns versículos que descrevem os filhos pela perspectiva de Deus. Os filhos são um presente de Deus (Gênesis 4:1; Gênesis 33:5). Os filhos são herança do Senhor (Salmos 127:3-5). Os filhos são uma bênção de Deus (Lucas 1:42). Os filhos são a coroa dos velhos (Provérbios 17:6). Deus bendiz a mulher estéril com filhos (Salmos 113:9; Gênesis 21:1-3; 25:21-22; 30:1-2; I Samuel 1:6-8; Lucas 1:7, 24-25). Deus forma os filhos no ventre (Salmos 139:13-16). Deus conhece os filhos antes de seu nascimento (Jeremias 1:5; Gálatas 1:15).

É importante que vejamos os filhos como Deus os vê, não como o mundo nos diz que deveríamos vê-los. A Bíblia não proíbe a contracepção. A contracepção, por definição, é meramente o oposto da concepção. Não é o ato da contracepção em si que é certo ou errado. Como aprendemos de Onã, é a motivação por detrás da contracepção que determina se esta é certa ou errada. Se uma pessoa pratica a contracepção porque quer ter mais para si mesmo, então é errada. Se uma pessoa está praticando a contracepção para temporariamente deixar de ter filhos até que esteja mais madura e mais preparada financeira e espiritualmente, então é talvez aceitável o uso da contracepção por algum tempo. Mais uma vez, tudo é questão da motivação.

A Bíblia sempre apresenta o fato de ter filhos como algo bom. A Bíblia “espera” que um marido e esposa tenham filhos. A incapacidade de ter filhos é sempre apresentada na Escritura como algo mau. Não há ninguém na Bíblia que tenha expressado o desejo de não ter filhos. Nós definitivamente acreditamos que todos os casais (casados) devem procurar ter filhos. Ao mesmo tempo, não cremos que possa ser discutido pela Bíblia que seja explicitamente errado usar o controle de natalidade por algum tempo. Todos os casais devem buscar a vontade do Senhor em relação a quando devem tentar ter filhos, e quantos filhos devem buscar ter.



O QUE DEVEM FAZER OS PAIS CRISTÃOS SE TIVEREM UM FILHO PRÓDIGO (FILHA)?

Pergunta: "O que devem fazer os pais cristãos se tiverem um filho pródigo (ou filha)?"

Resposta:Encontramos inerentes à história do Filho Pródigo (Lucas 15:11-32) vários princípios que pais e mães crentes podem usar para lidar com filhos que andam de forma contrária à sua criação. No entanto, os pais precisam se lembrar de que quando os seus filhos chegam à idade “adulta”, eles não estão mais sob a sua autoridade.

Na história do filho pródigo, o filho mais novo pega a sua herança, vai para um país distante e a desperdiça. No caso de um filho que não seja um crente nascido de novo, isso é o que se faz naturalmente. No caso de um filho que já fez uma profissão de fé em Cristo, chamamos ele de filho "pródigo". O significado desta palavra é "uma pessoa que desperdiçou os seus recursos", o que é uma boa descrição de um filho que sai de casa e desperdiça a herança espiritual que seus pais investiram nele. Todos os anos de criação, ensinamentos, amor e cuidado são esquecidos quando esse filho se rebela contra Deus. Todo tipo de rebelião é primeiramente contra Deus e se manifesta em uma rebelião contra os pais e sua autoridade.

Repare que o pai da parábola não impede que seu filho se vá. Também não o segue na tentativa de protegê-lo de si mesmo e nem interfere nas suas escolhas ou decisões. Entretanto, ao invés disso, este pai com grande fé fica em casa e ora, e quando seu filho “cai em si”, dá meia volta e retorna ao lar, o seu pai está lá aguardando, e ao ver o seu filho, mesmo ainda “muito longe”, corre a encontrá-lo.

Quando nossos filhos e filhas saem por conta própria – supondo-se que tenham a idade legal para isso - e fazem escolhas que sabemos trarão consequências duras, os pais devem deixá-los ir. O pai não os segue e nem interfere com as consequências que virão. Em vez disso, fica em casa fielmente orando e vigiando pelos sinais de arrependimento e mudança de direção. Até que isso aconteça, os pais guardam os seus conselhos para si mesmo, não apoiam a rebelião e não interferem (1 Pedro 4:15).

Quando os filhos são legalmente adultos, estão sujeitos somente à autoridade de Deus e à autoridade delegada do governo (Romanos 13:1-7). Como pais, podemos demonstrar apoio ao nosso filho pródigo com amor e oração e devemos estar prontos a ajudá-los quando fizerem a decisão de se reconciliarem com Deus. Deus usa miséria auto-infligida a nos levar à sabedoria, e cabe a cada um responder corretamente. Como pais, não podemos salvar nossos filhos, somente Deus pode fazê-lo. Até que isso aconteça, devemos vigiar, orar e deixar tudo nas mãos de Deus. Isso pode ser um processo doloroso, mas quando seguido biblicamente, trará paz ao coração e mente. Não podemos julgar nossos filhos, somente Deus tem esse poder. Nisto há um grande conforto: “Não faria justiça o Juiz de toda a terra?” (Gênesis 18:25b).



O QUE DIZ A BÍBLIA SOBRE ADOÇÃO?

Pergunta: "O que a Bíblia diz sobre adoção?"

Resposta:Adoção pode ser uma boa alternativa para pais biológicos que, por vários motivos, talvez não possam cuidar de seus filhos. Pode também ser uma resposta de oração para muitos casais que não podem conceber seus próprios filhos. As Escrituras falam de adoção de uma forma bem favorável e como uma forma que Deus usa as pessoas para fazer Sua vontade e trazer-Lhe glória.

Há uma história no livro de Êxodo sobre uma mulher hebréia chamada Joquebede, a qual deu à luz a um filho durante o período que o Faraó (o rei) tinha ordenado que todos os bebês machos fossem mortos para controlar a população (Êxodo 1:15-22). Joquebede preparou uma cesta com barro e betume, e pôs o bebê às margens do rio. Uma das filhas de faraó viu a cesta e apanhou a criança. Ele acabou sendo adotado à família real e chamado de Moisés. Ele se tornou um servo fiel e abençoado de Deus (Êxodo 2:1-10).

No livro de Ester, uma linda menina chamada Ester, a qual foi adotada pelo seu primo depois da morte de seus pais, tornou-se uma rainha e Deus a usou para trazer libertação ao povo judeu. No Novo Testamento, o filho único de Deus, Jesus Cristo, foi concebido através do Espírito Santo ao invés da semente do homem (Mateus 1:18). Ele foi adotado e criado pelo marido de Sua mãe, José, o qual cuidou de Jesus como seu próprio filho.

Quando entregamos nossos corações a Cristo, acreditando e confiando nEle para nossa salvação, Deus diz que nos tornamos parte de Sua família – não através do processo natural de concepção humana, mas através de adoção. “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, {Aba; no original, Pai} Pai” (Romanos 8:15). Incluir uma pessoa à família através de adoção é feito por escolha própria e por amor. “...nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade” (Efésios 1:5).

É bem claro que adoção – tanto no sentido físico como no espiritual – é mostrada de uma forma favorável por todas as Escrituras. Tanto aqueles que adotam quanto os que são adotados podem receber bençãos e alegria em abundância.



QUAIS SÃO AS FUNÇÕES DO MARIDO E DA ESPOSA EM UMA FAMÍLIA?

Pergunta: "Quais são as funções do marido e da esposa em uma família?"

Resposta:Apesar do fato de que o homem e a mulher são iguais em seu relacionamento com Cristo, as Escrituras listam funções específicas para cada um no casamento. O marido deve assumir a liderança no lar (1 Coríntios 11:3; Efésios 5:23). Essa liderança não deve ser ditatorial, condescendente ou uma liderança que trate sua esposa com ares de superioridade, mas deve ser de acordo com o exemplo de como Cristo lidera a Igreja. “Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra” (Efésios 5:25-26). Cristo amou a Igreja (Seu povo) com compaixão, misericórdia, perdão, respeito e abnegação; assim também devem os maridos amar suas esposas.

As esposas devem se submeter à autoridade de seus maridos. “Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor; Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo. De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos” (Efésios 5:22-24). Ser submissa não é apenas a responsabilidade de mulheres que têm maridos Cristãos. Não devemos nunca nos submeter aos nossos maridos se isso significa desobedecer a Deus; o relacionamento que temos com Ele deve ser mais importante (Deuteronômio 6:5). No entanto, pregar, implicar constantemente, reclamar e recusar-se a servir vai apenas levar um marido descrente para mais longe de Deus. Ao invés, mostrar ao seu marido o amor de Cristo com um comportamento que agrada a Deus, servi-lo e amá-lo, vai mostrar a esse marido um exemplo maravilhoso de como Cristo serviu e amou a igreja. Se uma mulher Cristã tem um marido incrédulo, ela não deve deixá-lo se ele ainda quer ficar com ela. Da mesma forma, se um marido Cristão tem uma esposa incrédula, ele não deve abandoná-la se ela ainda quer ficar com ele. No entanto, se o cônjuge incrédulo quer ir embora, não tem problema em deixá-lo partir (1 Coríntios 7:12-15).

Apesar das mulheres terem que se submeter aos seus maridos, a Bíblia também diz várias vezes como os maridos devem tratar suas esposas. O marido não deve agir como um ditador, mas deve mostrar respeito pela sua esposa e por suas opiniões. “Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. Porque nunca ninguém odiou a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja” (Efésios 5:28-29). “Assim também vós, cada um em particular, ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher reverencie o marido” (Efésios 5:33). “Vós, mulheres, estai sujeitas a vossos próprios maridos, como convém no Senhor. Vós, maridos, amai a vossas mulheres, e não vos irriteis contra elas” (Colossenses 3:18-19). 


 “Igualmente vós, maridos, coabitai com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais fraco; como sendo vós os seus co-herdeiros da graça da vida; para que não sejam impedidas as vossas orações” (1 Pedro 3:7). Podemos ver por essas passagens que amor e respeito são características das funções dos maridos e das esposas. Se amor e respeito estão presentes no relacionamento, autoridade, liderança, amor e submissão não vão ser um problema para o marido ou para a sua esposa.

Quanto à divisão de responsabilidades no lar, a Bíblia instrui os maridos a providenciar por suas famílias. Isso significa que ele trabalha e ganha dinheiro suficiente para providenciar por todas as necessidades diárias da sua esposa e filhos. Falhar em fazer isso tem grandes consequências espirituais. “Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel” (1 Timóteo 5:8). Um infiel é um incrédulo. 


 Um homem que não se esforça para providenciar para a sua família não pode chamar-se de Cristão. Isso não significa que a esposa não pode ajudar em sustentar a família – Provérbios 31 demonstra que uma esposa que agrada a Deus com certeza pode fazer isso – mas providenciar para sua família não é sua responsabilidade principal – e sim do seu marido. Da mesma forma, o marido deve ajudar com as crianças e tarefas do lar (assim demonstrando amor por sua esposa). Provérbios 31 também deixa claro que o lar é para ser a área de influência e responsabilidade principal da mulher. Note que suas atividades empresariais não a atrapalham de preparar comida e vestimenta para os do seu lar (v.13-24). Mesmo se ela precisa ficar acordada até tarde e acordar cedo, sua família é muito bem cuidada. Esse não é um estilo de vida fácil para muitas mulheres – principalmente em civilizações ocidentais afluentes – e muitas mulheres estão cansadas e esgotadas por tentarem cumprir mais funções do que realmente devem. Quando isso ocorre, tanto o marido como a esposa devem em oração reorganizar suas prioridades e seguir as instruções da Bíblia para os seus papéis.

Conflitos sobre a divisão do trabalho no casamento provavelmente vão surgir, mas se o marido e a esposa são submissos a Cristo, esses conflitos vão ser poucos. Se um casal percebe que discussões sobre esse assunto são frequentes e rancorosos, ou se já se tornaram um padrão no casamento, o problema é um problema espiritual, e os dois devem se ressubmeter à oração e submissão a Cristo primeiro, e então um ao outro, com uma atitude de amor e respeito.


COMO DEVE UM CRISTÃO LIDAR COM ESTERILIDADE? 

Pergunta: "Como deve um Cristão lidar com esterilidade?"

Resposta:O problema de esterilidade pode ser muito difícil, principalmente para casais com um grande desejo de ter filhos. Casais Cristãos podem se achar perguntando sobre esterilidade: “Deus, por quê?” Com certeza Deus quer que Cristãos sejam abençoados com filhos, para amá-los, educá-los e para adicionar mais almas ao Seu serviço. Para casais que são saudáveis e já fizeram um checkup médico, um dos aspectos mais devastadores da esterilidade é não saber se sua situação é temporária ou permanente. Se é temporária, quanto tempo vão ter que esperar? Se é permanente, como podem saber disso com certeza e como devem agir?

A Bíblia ilustra o problema de esterilidade temporária em várias histórias:

Sarai (Gênesis 11:3), depois chamada de Sara. Deus prometeu a Abraão e Sara uma posteridade, mas ela já tinha 90 anos quando teve seu filho, Isaque.
Rebeca (Gênesis 25:21). Isaque, seu marido, orou ferventemente, e o SENHOR respondeu; então seu filho Jacó nasceu.
Raquel (Gênesis 30:1). Ela orou e Deus finalmente “abriu a sua madre”, e ela deu à luz a José.
A esposa de Manoá (Juízes 13:2). Ela então deu à luz a Sansão.
Isabel (Lucas 1: 7, 36). Já em sua velhice deu à luz a João Batista, o precursor de Cristo.

A esterilidade de Sara, Rebeca e Raquel (as mães da nação israelita) é significante, pois sua habilidade de finalmente ter filhos foi um sinal da graça e favor de Deus aos seus eleitos. No entanto, casais estéreis não devem achar que Deus está retendo Sua graça e favor, e nem devem achar que estão sendo punidos de alguma forma. Casais Cristãos devem se apegar ao conhecimento de que seus pecados estão perdoados em Cristo e que Deus não vai nunca puni-los por suas transgressões, principalmente por não permiti-los a ter filhos.

Então o que deve um casal Cristão estéril fazer? É bom se aconselhar com ginecologistas e outros especialistas de fertilidade. Tanto o homem como a mulher devem viver um estilo de vida saudável para se prepararem para a gravidez. Ao lermos sobre as mães da nação israelita, podemos ver que elas oraram ferventemente para poderem conceber; portanto, continuar a orar por um filho não deve ser descartado. Primeiramente, no entanto, devemos orar pela vontade de Deus em nossas vidas. Se for da Sua vontade que tenhamos um filho biológico, assim faremos. 


 Se for da Sua vontade que adotemos, criemos ou fiquemos sem filhos, devemos aceitar a vontade de Deus e obedecê-lO de bom grado. Sabemos que Deus tem um plano divino para cada um de Seus amados e também é o Autor da vida. Ele permite ou retém o ato de concepção, de acordo com a Sua vontade. Deus é soberano e possui toda a sabedoria e conhecimento (veja Romanos 11:33-26). "Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto..." (Tiago 1:17). Estar ciente dessas verdades, assim como aceitá-las, vai ajudar bastante a aliviar a dor nos corações do casal estéril.


O QUE SIGNIFICA HONRAR MEU PAI E MINHA MÃE?

Pergunta: "O que significa honrar meu pai e minha mãe?"

Resposta:Honrar seu pai e mãe é demonstrado através de palavras e ações que surgem de uma atitude interior de estima e respeito pela posição que ocupam.

A palavra grega para honra significa reverenciar, estimar e valorizar. Honrar é dar respeito não apenas pelo mérito, mas pela posição. Por exemplo, algumas pessoas podem não concordar com as decisões de seu presidente, mas ainda devem respeitar sua posição como líder de seu país. Semelhantemente, filhos de todas as idades devem honrar seus pais, quer seus pais “mereçam” ou não.

Deus nos exorta a honrar nosso pai e mãe. Ele tanto valoriza honrar aos pais que incluiu esse princípio nos 10 mandamentos (Êxodo 20:12) e novamente no Novo Testamento: “Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa, para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra” (Efésios 6:1-3).

Durante a época do Velho Testamento, falar mal contra os pais ou rebelar-se contra as suas instruções resultava em punição capital (Êxodo 21:15-17; Mateus 15:14)! Enquanto aqueles que honram seus pais são abençoados (Jeremias 35:18-19), uma característica daqueles com uma “mente corrompida” e daqueles que não agradam a Deus nos últimos dias é desobediência aos pais (Romanos 1:30; 2 Timóteo 3:2).

Salomão, o homem mais sábio que já existiu, encorajou os filhos a respeitarem seus pais (Provérbios 1:8; 13:1; 30:17). Apesar de que talvez não estejamos mais sob sua autoridade, não podemos ignorar o comando de Deus de honrar nossos pais. Até Jesus, Deus Filho, submeteu-se aos Seu pais terrenos e ao seu Pai Celestial (Mateus 26:39; Lucas 2:51). Ao seguir o exemplo de Cristo, como Cristãos devemos tratar nossos pais da mesma forma reverencial com a qual nos aproximaríamos de nosso Pai Celestial (Hebreus 12:9; Malaquias 1:6).

É bem claro que somos comandados a honrar nossos pais, mas como? Honre-os tanto com suas ações como com suas atitudes (Marcos 7:6). Honre seus desejos, tanto os que eles já expressaram quanto os que não expressaram verbalmente. “O filho sábio {ouve} a correção do pai, mas o escarnecedor não ouve a repreensão” (Provérbios 13:1).

Em Mateus 15:3-9, Jesus relembrou os fariseus do comando de Deus de honrar seu pai e sua mãe. Eles estavam obedecendo a letra da lei, mas tinham adicionado as suas próprias tradições, as quais em essência rejeitavam esse comando. Enquanto honravam seus pais em palavras, suas ações provavam o verdadeiro motivo do seu coração. Honrar é mais do que da boca pra fora. A palavra honra nessa passagem é um verbo e, como tal, exige uma escolha/ação correta.

Honrar traz consigo a ideia de dar glória a alguém. 1 Coríntios 10:31 nos diz que qualquer coisa que façamos deve ser feita para a glória de Deus. Devemos procurar honrar nossos pais da mesma forma que Cristãos tentam trazer glória a Deus – em nossos pensamentos, palavras e ações.

A palavra grega "hypakouo" significa obedecer, escutar, prestar atenção. Para uma criança pequena, obedecer os pais vai lado a lado com honrá-los. Isso inclui escutar, prestar atenção e submeter-se à sua autoridade. Depois que a criança cresce, a obediência que aprenderam ainda pequenos vai ajudá-los a honrar outras autoridades, tais como o governo, polícia e patrões.

Enquanto devemos honrar nossos pais, isso não significa imitar os que não honram a Deus (Ezequiel 20:18-19). O que devemos fazer se nossos pais nos pedem a fazer algo errado? Neste caso, devemos obedecer a Deus, e não aos homens (Atos 5:28).

O comando de honrar aos pais é o único comando com uma promessa: “...para que te vá bem” (Efésios 6:3). Honra gera honra. Deus não vai honrar aqueles que não obedecem Seu comando de honrar seus pais. Se desejamos agradar a Deus e ser abençoado, devemos honrar nossos pais. Honrar não é fácil, não é sempre divertido, e com certeza não é possível apenas com nossas próprias forças. No entanto, honra é um caminho certo ao nosso propósito de vida: glorificar a Deus. “Vós, filhos, obedecei em tudo a {vossos} pais, porque isto é agradável ao Senhor” (Colossenses 3:20).



Fonte confiável de pesquisa
http://www.gotquestions.org/ 



 Cosmovisão Reformada na Família 

Por Cláudio Marra
Texto Básico: Dt 6.1-25
 Introdução
A palavra “cosmovisão” refere-se a um conceito antigo, mas seu uso em nosso meio é recente. Quem leu Calvinismo, de Kuyper, publicado por esta editora, lembra-se da abordagem dessa questão pelo autor logo no começo do livro. E olhe que as Palestras Stone, origem do texto do livro – foram proferidas no início do século 20. Mas eu cresci na Igreja Presbiteriana, nunca ouvi a expressão e tampouco fui exposto ao conceito. Afinal, do que se trata? Cosmovisão tem a ver com concepção de vida ou perspectiva da realidade. É “a resposta de uma pessoa às principais questões da vida”.1 Por exemplo:
  • Existe Deus? Quem ou o que ele é?
  • Qual é a realidade última?
  • É possível conhecer o mundo?
  • Existe certo e errado? Como saber?
  • O que é o ser humano? Do que ele se compõe? Ele é essencialmente bom? Ele é livre?
Diferentes cosmovisões
Protágoras de Abdera (Abdera, 480 a.C.–Sicília, 410 a.C.) foi quem cunhou a frase “o homem é a medida de todas as coisas”. Se o homem é a medida de todas as coisas, então coisa alguma pode ser medida para os homens, ou seja, as leis, as regras, a cultura, tudo deve ser definido pelo conjunto de pessoas, e aquilo que vale em determinado lugar não deve valer, necessariamente, em outro. O ser humano é a medida da realidade. 
O resultado dessa posição foi o relativismo.
Séculos depois de Protágoras, e num momento histórico em que o Cristianismo oficial já estava bastante descaracterizado, a proposta do Catolicismo foi que a Igreja determinaria o que era verdade, ela seria a medida de todas as coisas. Mas, apesar da linguagem religiosa e de se bradar Deus o quer, essa foi, no fim das contas, uma proposta humanista, porque quem afinal decidia era o Papa ou eram os Concílios, muitas vezes a partir de pressões militares, políticas ou populares.
A Renascença (séculos 16 e 17) foi a volta ao Humanismo secularista (o homem volta a ser a medida de todas as coisas), mas a Reforma (século 16) promoveu o retorno às Escrituras e o reconhecimento da Soberania de Deus. Sola Scriptura, bradaram os reformadores, contra o humanismo renascentista e contra a pretensa autoridade de papas e concílios. Mas os tempos haveriam de se tornar ainda mais difíceis. A radicalização do humanismo desembocou no Racionalismo, para o qual a Razão humana determina o que é verdade: é o homem sentado no topo da torre de Babel. Resultaram daí o Modernismo e no Comunismo.
Para Kuyper (em pronunciamento do início do século 20, como anotamos), “O Modernismo está comprometido em construir um mundo próprio a partir de elementos do homem natural, e a construir o próprio homem a partir de elementos da natureza” (Calvinismo:19). Imaginou-se, primeiro, um deus fora do universo, incapaz de interferir aqui, mas depois chegou-se à idéia de que não precisamos de Deus de modo algum. Com a Teoria da Evolução, nem um Criador distante é mais necessário. Foi decretada a morte de Deus.
Filho do Racionalismo, o Comunismo ateu propunha que a matéria é “Deus” e a origem de todas as coisas. Para o Comunismo, Pecado é a propriedade privada e Redenção é a Revolução do proletariado, retomando o poder para as massas. No Comunismo, o Estado é a medida de todas as coisas. Mas os dirigentes substituíram os proprietários na dominação violenta. O Comunismo era mesmo utopia e sua derrocada marcou o fim do Racionalismo arrogante. O Modernismo saiu de moda. Esta é a era do Pós-modernismo.
Para o Pós-modernismo não há uma verdade absoluta e cada pessoa constrói sua própria realidade a partir de suas experiências e interpretações. Por isso, o Pós-modernismo rejeita o Racionalismo (que afirmava poder-se chegar à verdade pela Razão) e rejeita o Cristianismo (que reconhece Cristo como a verdade).
O Pós-modernismo é representado pelo Existencialismo, mas aí as definições não procedem de um conjunto de pessoas, como entendia Protágoras. No Existencialismo elas procedem de cada indivíduo:
  • O aborto é certo se a mãe achar que é certo.
  • Relações sexuais antes do casamento serão certas se o casal entender assim.
  • Homossexualidade será certa se a pessoa assim achar (ainda que nossa cultura diga que isso não é questão de escolha pessoal).
  • Eutanásia será certa se a pessoa o desejar.
  • Qualquer religião será certa para quem assim pensar.
A proposta do Cristianismo tal como resgatada pela Reforma a partir da Escritura
Aprendemos da Escritura que Deus é espírito, criou todas as coisas, mas existe além da sua criação. Porém, mesmo assim ele pode ser conhecido porque sustenta a sua criação, se autorevela e comunica ao homem a sua vontade quanto ao que o homem deve crer e fazer. Aprendemos que pecado é qualquer falta de conformidade com a vontade revelada de Deus, que resulta em separação de Deus, condenação, mas que, para salvar o seu povo, o Senhor providenciou a Redenção por meio da morte substitutiva de seu Filho.
Então, ao contrário do que afirma o Pós-modernismo, existe a verdade absoluta e ela independe do ser humano, mas pode ser conhecida por ele com a revelação e iluminação divinas. A verdade abrange todas as áreas da vida porque procede de Deus, que é Soberano sobre todas as coisas. O Cristianismo reconhece que Deus é a origem e o sentido de toda a realidade, a medida de todas as coisas. Ele é a realidade última.
Mas, como Deus se vê e como vê ele a realidade? Aprendemos na Escritura que:
  • Deus é único e Salvador (Is 45.22).
  • Deus é criador, sustentador e incompreensível (Is 40.28).
  • Deus se revela (Sl 19.7).
  • Deus é misericordioso (Mq 7.20).
Mas a misericórdia de Deus é exercida principalmente no contexto da Aliança (Êx 2.24). O SENHOR é o Deus da Aliança. E isso nos traz para o âmbito da família, porque Deus criou a família, que deveria cumprir os mandatos da Criação. Não há, pois, melhor (nem anterior) lugar onde esses conceitos devam ser aprendidos.
 O ensino na família dos mandatos ou relacionamentos da criação
A família é a agência designada por Deus como ponto de partida e base para a educação (Dt 6). Na família cada pessoa precisa começar a aprender sobre a cosmovisão bíblica, isto é, na família cada pessoa precisa adquirir primeiro uma perspectiva da realidade tal como Deus a vê. Os pais farão isso ensinando aos filhos os mandatos da criação, antes de qualquer discurso ou sermão, servindo eles mesmos de modelo para os seus filhos.
A. O mandato espiritual – Refere-se ao andar com Deus de nossos primeiros pais (e agora o nosso), tal como Deus andava com eles (Gn 17.1). Fala de um relacionamento de temor e obediência e isso se aprende em casa:
1. Os pais serão modelo de relacionamento com Deus e assim ensinarão que Deus existe. Deus é soberano; Deus deseja andar conosco e nos procura. Nós desejamos andar com ele e o buscamos, o louvamos e adoramos. Nós obedecemos à sua vontade, que encontramos em sua Palavra, estudada e refletida no lar.
2. Os pais serão modelo de restauração após a queda. A desobediência separa, afasta, rompe o relacionamento. Na Queda, Adão e Eva se esconderam de Deus. O Senhor os procurou, anunciou a execução da punição prometida, mas anunciou também o caminho da redenção. As vestimentas providenciadas por Deus para o casal e a anunciada semente da mulher previam a restauração. Os filhos verão tudo isso em seus pais.
Os pais serão modelo para seus filhos deixando-os ver quando buscam o Senhor após pecar, confessando seu pecado e confiando na redenção por meio de Cristo. Pais “perfeitos” não podem ensinar arrependimento a seus filhos. Os pais serão modelo para seus filhos pedindo-lhes perdão quando pecam contra eles.
Os pais conduzirão os seus filhos ensinando-os a confessar eles mesmos os seus pecados, aos pais e irmãos, e a Deus, confiando no sacrifício de Cristo para terem os seus pecados perdoados.
3. Os pais serão modelo de retorno à Aliança. O Deus da Aliança retoma o relacionamento com os rebeldes arrependidos e contritos (Mq 7.19). Pais que retomam o louvor, a adoração, a oração, o estudo da Palavra e a obediência, dão para os seus filhos testemunho do perdão, da misericórdia e da fidelidade de Deus à Aliança. Ensinam que o relacionamento espiritual foi restabelecido.
4. Os pais respeitam o desenvolvimento dos filhos. Tudo isso leva tempo e exige dedicação, sensibilidade e paciência. “Leite vos dei a beber, não vos dei alimento sólido; porque ainda não podíeis suportá-lo. Nem ainda agora podeis, porque ainda sois carnais” 1 Co 3.2), foi a reação de Paulo em relação aos crentes fracos de Corinto. Eles já deviam ter amadurecido, mas o apóstolo respeitou a limitação deles. Com essa preocupação, decidiremos o quê, quando e como ensinar. Os pais não haverão de desistir jamais, porque Deus não desiste (Fp 1.6).
B. O mandato social  Refere-se à vida em família, ao deixar o homem pai e mãe e unir-se à sua mulher, para serem os dois uma só carne e se multiplicarem.
A família foi designada por Deus como base na Criação, base para toda a sociedade (Gn 1.27; 5.1-3). Para cumprir o propósito divino, Adão precisava de ajuda. Para vivermos como Deus quer e para exercer o nosso papel na criação de Deus precisamos de nossas famílias. Na família temos:
> O pai, modelo de autoridade, mas também de sujeição e de entrega (Ef 5.22-29). O pai é a cabeça da casa, como Cristo é a cabeça da Igreja, seu Corpo. Mas Cristo deu a sua vida pela Igreja. O mesmo ato deve fazer o marido e pai. Seu amor deve ser declarado, mas principalmente praticado, para ser visto pelos filhos.
> A mãe, modelo de sujeição (a Igreja a Cristo, Ef 5.22-24), mas também de cuidado e proteção. Os filhos aprenderão que a Igreja deve sujeitar-se a Cristo, mas também aprenderão com ela que Deus cuida de nós e nos consola (Mt 23.37; Is 66.13).
>O casal, modelo de união – Os dois serão uma só carne (Gn 2.24). Formarão um laço ou vínculo (Ez 20.37, trad. brasileira). Isso apontará, na Deidade, para a união da Trindade. E na humanidade, e primeiro no lar, ensinará respeito (reconhecer o outro) e cortesia (fazer concessões ao outro).
 O casal, modelo de distinção e complementaridade. “Criou Deus … homem e mulher” (macho e fêmea, Corrigida) (Gn 1.27). O próprio casal deixará bem clara a ideia de macho e fêmea, oposta à androginia da moda. O papai é o macho e a mamãe é a fêmea. A educação sexual (anatomia, funcionamento, relacionamento – verdade e dignidade) começarão em casa, e não nas pagãs aulas de (des)educação sexual nas escolas.
> O casal, modelo de fidelidade à Aliança que simboliza a Aliança. 
“… o SENHOR foi testemunha da aliança entre ti e a mulher da tua mocidade … o SENHOR, Deus de Israel, diz que odeia o repúdio…” (Ml 2.14-16). Os pais levarão a sério a sua aliança, para ensinar os filhos a honrar a aliança de Deus. Divórcio nem passa pela cabeça de um casal crente.
C. O mandato cultural – O Senhor determinou que o ser humano deveria, sob Deus, dominar a terra e desenvolver o seu potencial (Gn 1.26). Assim como o Senhor dominava o universo, o homem refletiria esse senhorio do Criador exercendo domínio sobre todas as criaturas da terra. Como um tipo de mediador entre o Criador e o cosmos, o homem estava entre o mundo animal e o mundo espiritual; entre o pó da terra e o fôlego de vida, com o propósito exclusivo de glorificar de modo inteligente o Senhor Deus.
Outro aspecto desse domínio, base do mandato cultural, é que era um domínio responsável. O homem havia de trabalhar no jardim (Gn 2.15). Aqui o homem reflete a providência de Deus. Cuidando e preservando as plantas que foram criadas por Deus, o homem responde como administrador, um vice-gerente do jardim de Deus.
O mandato cultural nunca foi cancelado. O descrente o ignora quando se põe como senhor da criação. O crente o ignora quando espiritualiza suas responsabilidades. E a família é o primeiro lugar para o desenvolvimento dos aspectos culturais, nas áreas da Política, trabalho, negócios, dinheiro, administração, entretenimento e educação. Tudo isso será trabalhado e desenvolvido pela igreja e pela escola, mas a base deve ser lançada no lar, sob o senhorio e soberania de Deus. Alguns cuidados serão necessários:
1. Enfatizar apropriada e coerentemente o senhorio de Deus;
2. Não isolar os filhos da cultura, mas ensiná-los a desenvolver senso crítico. A doutrina da Depravação Total nos ensina que todas as áreas da vida humana foram afetadas pela Queda. Mas a doutrina da Graça Comum nos garante que o mundo não é tão mal quanto poderia, e manifestações da Graça podem ser encontradas à nossa volta, ainda que em um meio não regenerado. Por isso, vamos, estimular nossos filhos à participação em atividades culturais variadas, evitando o desequilíbrio (concentração exagerada ou exclusiva em esportes, ou artes, ou estudos, ou relacionamentos, ou trabalho).
Conclusão
Tudo começou com a família. A Aliança começou e continuou na família. Cada família deve espelhar o relacionamento entre Jesus e a Igreja, portanto, a Nova Aliança. Precisamos verificar que estamos ali vivendo e ensinando os mandatos da criação, os relacionamentos da Aliança. Isso integrará a vida toda sob Deus, numa perspectiva da realidade que o Senhor mesmo nos ensina em sua Palavra. Isso é uma cosmovisão bíblica ou, como dizemos, reformada.
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Autor da Lição: Cláudio Marra
Estudo publicado originalmente pela 

Fonte: Electus 



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