"AO CONTRÁRIO DE MUITOS, NÃO NEGOCIAMOS A PALAVRA DE DEUS VISANDO A ALGUM LUCRO; ANTES, EM CRISTO FALAMOS DIANTE DE DEUS COM SINCERIDADE, COMO HOMENS ENVIADOS POR DEUS". 2 Coríntios 2. 17



sábado, 9 de junho de 2012

* Escatologia Bíblica / Artigos


A escatologia é a doutrina bíblica que define os acontecimentos finais da história da humanidade tais como se apresentam nos registros da profecia bíblica. O termo "Escatologia" não aparece na Bíblia. Entretanto é o termo usado para definir o conjunto de ensinos bíblicos relacionados à Segunda Vinda de Cristo a este mundo. Escatologia vem da língua grega: escatos, que quer dizer últimos, e logia que geralmente é traduzido por estudo (saber). Então, sendo uma palavra agregada uma a outra se tem a definição da ideia geral que é: O estudo dos últimos acontecimentos, como eles aparecem nas Escrituras Sagradas.

Índice: 


. Panorama da Escatologia
. Resumo da Doutrina do Futuro e debates em vídeos
. O Juízo Final e a Punição Eterna 
Analisando os Problemas Teológicos Causados pelo Sistema Escatológico Pré –Tribulacionista
. Dicionário de Escatologia Bíblica 
. A Morte no Contexto Bíblico - Estudo 
. Noite de Escatologia - Debate em Vídeo 
. Série com 18 Mensagens em Vídeos sobre Apocalipse - Pr. Leandro Lima




escatologia







Panorama de Escatologia

Pr. Jair da Cruz Lara
Maringá, PR

Uma visão panorâmica dos acontecimentos finais

Escatologia é uma palavra grega, formada pelos radicais ‘escatós’ e ‘logia’, e significa "o estudo das últimas coisas" ou "doutrina das coisas finais".

Por que estudar escatologia?


Não podemos ter uma visão vaga sobre as verdades bíblicas. Na escatologia estão inseridas as principais doutrinas do Cristianismo: o céu, o inferno, a salvação, o arrebatamento, o juízo final, galardão dos salvos, a ressurreição, etc. Estudar escatologia é adquirir um panorama sólido de toda a Bíblia, pois a grande dificuldade na escatologia, por parte do nosso povo, é a falta de conhecimento amplo das Escrituras.


É de suma importância que as Igrejas, através de seus líderes, aprendam, de uma forma cronológica, dentro da visão dispensacionalista, os acontecimentos bíblicos que se darão. Sendo assim, estaremos muito mais preparados e precavidos das heresias que surgem, 1Pe. 3:15; 2:2 e Apoc. 1:3.


SEQUÊNCIA CRONOLÓGICA DOS ACONTECIMENTOS FINAIS


"Escreve, pois as cousas que viste, e as que são, e as que hão de acontecer depois destas", Ap.1:19.


I. O Arrebatamento da Igreja, Ap. 22:7.


"Arrebatamento", no grego, significa "tomar à força", "tiro" ou "rapto". Isto significa que a volta de Jesus para buscar a Igreja será súbita, repentina, no tempo mínimo possível, num átimo, numa partícula mínima possível, representada pelo "abrir e fechar dos olhos", 1Cor.15:52.


Os sinais que antecedem o arrebatamento, praticamente todos já se deram. Exemplo: Falsos cristos, falsos profetas, falsos mestres, guerras, corrupção, ciência multiplicada, apostasia, doenças, mornidão espiritual e outros mais. Somente aguardamos a sua iminente vinda, 1Tess. 4:13-18.


Os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro, 1Tess. 4:16, com seus corpos de glória. Os vivos, salvos, serão transformados num corpo incorruptível, 1Cor. 15:52-54, encontraremos com os mortos ressuscitados nas nuvens e iremos ao encontro com o Senhor nos ares.


As Bodas do Cordeiro, Ap. 19:6-10.


"Bodas" significa "celebração de casamento" ou "festa com que se celebra casamento". Após o arrebatamento, iremos com o Senhor para as Bodas onde receberemos nossa recompensa, a coroa de glória, Apoc.3:11; 19:9 e 22:12. Tão grande será a recompensa dos fiéis que o Senhor os receberá como quem recebe uma noiva. A noiva estará adornada, Apoc. 19:7, o que significa que terá todas as virtudes morais e espirituais, ver Gál.5:22-23 quanto a essas virtudes. Sejamos como as virgens prudentes, Mat. 25:1-13.


A Grande Tribulação, Ap. 3:10.


Enquanto a Igreja estiver na Grande Festa de casamento com o Noivo Jesus, os que ficarem aqui na terra estarão sobre o domínio da Tríade Infernal: Anticristo, Falso Profeta e Satanás. Este período é denominado na Bíblia de Grande Tribulação, Mat. 24:15-28, equivalente à última semana de Daniel, Dan. 9:27. Compreende a maior parte do livro de Apocalipse, ou seja, do capítulo 6 ao 19. Será a época em que Deus desencadeará Juízos de julgamento sobre toda a terra. Será um sofrimento sem precedente. Durante três anos e meio o Anticristo, o Falso Profeta e Satanás estarão dominando o mundo e, em seguida, mais três anos e meio, Deus derramará vinte e uma pragas, demonstrando o furor de sua ira contra as nações ímpias.


O anticristo será a encarnação do que há de pior entre as nações. Selará as pessoas com o número 666, Apoc. 13:16-18, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta, ou o número do seu nome.


Judeus de todas as tribos se converterão, os 144.000 de Apoc. 7:1-17, pois se lembrarão do Messias do Calvário e lavarão suas vestes no sangue do Cordeiro.


Duas testemunhas surgirão para realizar um ministério com poderes sobrenaturais e gozarão da proteção divina, Apc. 11:3-14. Quando tiverem concluído o testemunho que devem dar, o anticristo pelejará contra elas e as vencerá e as matará. Porém, após três dias e meio insepultos, Deus as ressuscitará e as levará consigo. "Prepara-te para encontrares com o Senhor teu Deus". Amós 4:12.


O Armagedom e o Milênio, Ap. 20:4-6.

No final da Grande Tribulação, Jesus virá com seus santos para implantação do reino milenar, o Milênio. Ele terá de eliminar a força do mal sobre a terra, a Tríade Infernal (já comentada). Travar-se-á uma Grande Guerra chamada Armagedom, Apoc. 16:16; 19:11-21 e 20:1-10. Nesta guerra o Falso Cristo e o Falso Profeta serão lançados no Lago de Fogo e Satanás será amarrado por mil anos no abismo. Conferir nos textos acima.


Desfeito o reino do mal, Cristo descerá no monte das Oliveiras, estabelecerá o reino em Sião e reinará em Jerusalém, Zac. 14:4 e Joel 3:2. Jerusalém será a capital do reino mundial sobre todas as nações.


A terra será fértil e próspera, Is. 30:23. O homem terá vida longa e saudável, Is. 33:24 e 65:20. A ferocidade dos animais não mais existirá, Is. 11:6-9. Cristo dará uma lição de como administrar este mundo. O que os homens não conseguiram em seis milênios, Ele o fará em apenas um. Este será o milênio.


O Juízo Final, Ap. 20:11-15.

No final do Milênio, Satanás será solto por um pouco de tempo, para seduzir as nações a pelejarem contra a Cidade Santa, Jerusalém, e os santos; porém, Deus mandará fogo do céu e mandará Satanás para o Lago de Fogo, onde já se encontram o Falso Profeta e a Besta. Ali ficarão pelos séculos dos séculos, Apoc.20: 7-10.


Logo em seguida, será estabelecido o Juízo do Grande Trono Branco. Todos os homens estarão presentes no dia do Juízo. Ninguém se ausentará. Grandes e pequenos, ricos e pobres, de todas as raças e tribos, todos comparecerão perante o Juízo Final para serem julgados um por um, segundo as suas obras. Aquele que não for achado inscrito no Livro da Vida, esse será lançado no Lago de Fogo.


Os salvos no Juízo Final não serão julgados, pois não há mais condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus, Rom. 8:1, eles julgarão com Cristo. Os perdidos já terão uma sentença pré-determinada, o Lago de Fogo, Dan. 12:2 e Apoc. 20:14-15.


VI. O Novo Céu e a Nova Terra, Ap. 21:1-11.

Sem dúvida, aqui está uma das mais fascinantes histórias da Bíblia: o Novo Céu e a Nova Terra, a grande esperança dos salvos. Deus chamará à existência a Nova Jerusalém, que nunca conhecerá lágrimas, nem tristezas, nem dor e nem maldição. Reinaremos com Ele para
todo sempre, sobre bênção perpétua.


A "Cidade Santa" simboliza a perfeita proteção, com muro grande e alto, bem fundamentada. Estaremos seguros com Deus. 1 Cor. 2:9: "Mas, como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam".


Graças a Deus que a nossa esperança está numa vida melhor: com Deus, na eternidade.


Igreja Presbiteriana Renovada de Maringá






O JUÍZO FINAL E A PUNIÇÃO ETERNA

• Quem será julgado?
• Que é inferno?


1. EXPLANAÇÃO E BASE BÍBLICA


A. A realidade do juízo final


A Escritura muitas vezes afirma o fato de que haverá um grande juízo final de crentes e descrentes. Eles comparecerão perante o julgamento de Cristo com seus corpos ressuscitados e ouvirão a proclamação que ele fará do destino eterno deles.


O juízo final é vividamente apresentado na visão de João no Apocalipse:


Depois vi um grande trono branco e aquele que nele estava assentado. A terra e o céu fugiram da sua presença, e não se encontrou lugar para eles.Vi também os mortos, grandes e pequenos, em pé diante do trono, e livros foram abertos. Outro livro foi aberto, o livro da vida. Os mortos foram julgados de acordo com o que tinham feito, segundo o que estava registrado nos livros. O mar entregou os mortos que nele havia, e a morte e o Hades entregaram os mortos que neles havia; e cada um foi julgado de acordo com o que tinha feito. Então a morte e o Hades foram lançados no lago de fogo. O lago de fogo é a segunda morte. Aqueles cujos nomes não foram encontrados no livro da vida foram lançados no lago de fogo (Ap 20.11-15).


Muitas outras passagens ensinam sobre o juízo final. Paulo diz aos filósofos gregos em Atenas: Deus [...] agora ordena que todos, em todo lugar, se arrependam. Pois estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio do homem que designou. E deu provas disso a todos, ressuscitando-o dentre os mortos” (At 17.30,31). Semelhantemente, Paulo fala a respeito do “dia da ira de Deus, quando se revelará o seu justo julgamento”(Rm 2.5). Outras passagens falam claramente de um dia de juízo que virá (v. Mt 10.15; 11.22,24; 12.36; 25.31-46; lCo 4.5; Hb 6.2; 2Pe 2.4; Jd 6 etc.).


Esse juízo final é o auge de muitos juízos precursores nos quais Deus recompensou a retidão e puniu a injustiça por toda a história. Ao mesmo tempo em que trouxe bênção e libertação do perigo para os que lhe foram fiéis, incluindo Abel, Noé, Abraão, Isaque, Jacó, Moisés, Davi e os fiéis dentre o povo de Israel, ele também vez por outra trouxe juízo sobre os que persistiram na desobediência e na incredulidade; seus juízos incluíram o Dilúvio, a dispersão do povo na Torre de Babel, os juízos sobre Sodoma e Gomorra e os contínuos julgamentos ao longo de toda a história, tanto sobre indivíduos (Rm 1.18-32) quanto sobre nações (Is 13— 23) que persistiram no pecado. Além disso, na esfera espiritual invisível, ele trouxe juízo sobre os anjos que pecaram (2Pe 2.4). Pedro nos recorda que os juízos de Deus têm sido cumpridos periodicamente e de forma positiva, e isso nos lembra que um juízo final ainda está por vir, pois “o Senhor sabe livrar os piedosos da provação e manter em castigo os ímpios para o dia do juízo, especialmente os que seguem os desejos impuros da carne e desprezam a autoridade” (2Pe 2.9,10).


B. O tempo do juízo final


O juízo final ocorrerá após o milênio e a rebelião que vai ocorrer no final dele. João apresenta o reino milenar e a remoção de Satanás para não influenciar a terra em (Apocalipse 20.1-6) e, então, diz: ‘Quando terminarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão e sairá para enganar as nações que estão nos quatro cantos da terra [...] a fim de reuni-las para a batalha” (Ap 20.7,8). Após Deus derrotar decisivamente essa rebelião final (Ap 20.9,10), João nos diz que o juízo se seguirá: ‘Depois vi um grande trono branco e aquele que nele estava assentado” (v. 11).


C. A natureza do juízo final


1. Jesus Cristo será o juiz.


Paulo fala de “Cristo Jesus, que há de julgar os vivos e os mortos” (2Tm 4.1). Pedro diz que Jesus Cristo é aquele “que Deus constituiu juiz de vivos e de mortos” (At 10.42; cf. 17.3 1; Mt 25.31-33). Esse direito de agir como juiz sobre todo o universo é algo que o Pai deu ao Filho: “o Pai [...J deu-lhe autoridade para julgar, porque é o Filho do homem” (Jo 5.26,27).


2. Os descrentes serão julgados.


Está claro que todos os descrentes comparecerão perante o tribunal de Cristo para julgamento, pois esse julgamento inclui “os mortos, grandes e pequenos (Ap 20.12), e Paulo fala do “dia da ira de Deus, quando se revelará o seu justo julgamento” e que “Deus ‘retribuirá a cada um conforme o seu procedimento’. [...] haverá ira e indignação para os que são egoístas, que rejeitam a verdade e seguem a injustiça” (Rm 2.5,6,8).


Esse juízo dos descrentes incluirá graus de punição, pois lemos que os mortos “foram julgados de acordo com o que tinham feito” (Ap 20.12,13); esse julgamento de acordo com o que as pessoas tiverem feito, portanto, deve envolver a avaliação das obras que as pessoas fizeram.


Semelhantemente, Jesus diz: “Aquele servo que conhece a vontade de seu senhor e não prepara o que ele deseja, nem o realiza, receberá muitos açoites. Mas aquele que não a conhece e pratica coisas merecedoras de castigo, receberá poucos açoites. A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito mais será pedido” (Lc 12.47,48). Quando Jesus diz às [‘O fato de que haverá graus de punição para os descrentes de acordo com suas obras não significa que os descrentes venham a fazer coisas boas para merecer a aprovação de Deus ou ganhar a salvação, pois a salvação vem somente como dom gratuito para os que confiam em Cristo: 

"Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no nome do Filho Unigênito de Deus” (Jo 3.18). 

Para a discussão do fato de que não haverá “outra oportunidade” para as pessoas aceitarem Cristo após a morte] cidades de Corazim e Betsaida: “Mas eu lhes afirmo que no dia do juízo haverá menor rigor para Tiro e Sidom do que para vocês” (Mt 11.22; cf. v. 24), ou quando diz que os escribas “serão punidos com maior rigor” (Lc 20.47), sugere que haverá graus de punição no último dia.


De fato, cada ação errônea será lembrada e levada em conta na punição que se dará naquele dia, porque “ no dia do juízo, os homens haverão de dar conta de toda palavra inútil que tiverem falado” (Mt 12.36). Cada palavra dita, cada ato cometido serão trazidos à luz e receberão julgamento: “Pois Deus trata a julgamento tudo o que foi feito, inclusive tudo o que está escondido, seja bom, seja mau” (Ec 12.14).


Como esses versículos indicam, no dia do juízo os segredos do coração das pessoas serão revelados e tornados públicos. Paulo fala do dia “em que Deus julgar os segredos dos homens, mediante Jesus Cristo, conforme o declara o meu evangelho” (Rm 2.16; cf. Lc 8.17). “Não há nada escondido que não venha a ser descoberto, ou oculto que não venha a ser conhecido. O que vocês disseram nas trevas será ouvido à luz do dia, e o que vocês sussurraram aos ouvidos dentro de casa, será proclamado dos telhados” (Lc 12.2,3).


3. Os crentes serão julgados.


Escrevendo a cristãos, Paulo diz: “Pois todos compareceremos diante do tribunal de Deus. [...] Assim, cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus” (Rm 14.10,12). Ele também diz aos coríntios: “Pois todos nós devemos comparecer perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba de acordo com as obras praticadas por meio do corpo, quer sejam boas quer sejam más” (2Co 5.10; cf. Rm 2.6-11; Ap 20.12,15). Além disso, a apresentação do juízo final em Mateus 25.31-46 inclui Cristo separando as ovelhas dos bodes e recompensando os que recebem sua bênção.


É importante perceber que esse julgamento dos crentes será um julgamento para avaliar e conceder vários graus de recompensa (v. a seguir), mas o fato de que eles enfrentarão um julgamento nunca deveria causar nos crentes qualquer temor de serem eternamente condenados. Jesus diz: “Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não será condenado, mas já passou da morte para a vida” (Jo 5.24). Aqui a condenação deve ser entendida no sentido de morte e condenação eterna, já que é contrastada com o passar da morte para a vida. No dia do juízo final, mais que em outra oportunidade, é de extrema importância o fato de que “agora já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8.1) . Assim, o dia do juízo pode ser descrito como um dia em que os cristãos serão recompensados e os descrentes, punidos: “As nações se iraram; e chegou a tua ira. Chegou o tempo de julgares os mortos e de recompensares os teus servos, os profetas, os teus santos e os que temem o teu nome, tanto pequenos como grandes, e de destruir os que destroem a terra” (Ap 11.18).


Todas as palavras secretas, todos os atos dos crentes e todos os seus pecados serão revelados no último dia? Poderíamos pensar no princípio assim, porque, escrevendo aos crentes a respeito do dia do juízo, Paulo diz que, quando o Senhor voltar, “ele trará à luz o que está oculto nas trevas e manifestará as intenções dos corações. Nessa ocasião, cada um receberá de Deus a sua aprovação” (l Co 4.5; cf. Cl 3.25). Todavia, esse é um contexto que fala a respeito da recomendação ou louvor (gr., epainos) que vem de Deus, podendo não se referir aos pecados. E outros versículos sugerem que Deus nunca mais chamará nossos pecados à lembrança: “atirarás todos os nossos pecados nas profundezas do mal” (Mq 7.19); “e como o Oriente está longe do Ocidente, assim ele afasta para longe de nós as nossas transgressões” (Sl 103.12); “Sou eu, eu mesmo, aquele que apaga suas transgressões, por amor de mim, e que não se lembra mais de seus pecados” (Is 43.25); “Porque eu lhes perdoarei a maldade e não me lembrarei mais dos seus pecados” (Hb 8.12; cf. 10.17).


De qualquer forma, o fato de que compareceremos perante Deus para que nossa vida seja avaliada será um motivo para vivermos piedosamente, e Paulo usa-o desse modo em 2 Coríntios 5.9,10: “Por isso, temos o propósito de lhe agradar, quer estejamos no corpo, quer o deixemos. Pois todos nós devemos comparecer perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba de acordo com as obras praticadas por meio do corpo, quer sejam boas quer sejam más”. Mas essa perspectiva não deve jamais causar terror ou alarme na vida dos crentes, porque mesmo os pecados que serão tornados públicos naquele dia já foram perdoados, e por isso eles serão uma oportunidade para dar glória a Deus pela riqueza de sua graça.


A Escritura também ensina que haverá graus de recompensa para os crentes. Paulo encoraja os coríntios a ser cuidadosos quanto a edificar a igreja sobre o fundamento que já havia sido lançado — o próprio Jesus Cristo.


Se alguém constrói sobre esse alicerce usando ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno ou palha, sua obra será mostrada, porque o Dia a trará à luz; pois será revelada pelo fogo, que provará a qualidade da obra de cada um. Se o que alguém construiu permanecer, esse receberá recompensa. Se o que alguém construiu se queimar, esse sofrerá prejuízo; contudo, será salvo como alguém que escapa através do fogo ( l Co 3.12-15).


Semelhantemente, Paulo diz dos cristãos: “Pois todos nós devemos comparecer perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba de acordo com as obras praticadas por meio do corpo, quer sejam boas quer sejam más” (2 Co 5.10), sugerindo novamente a ideia de graus de recompensa pelo que fizemos nesta vida. Igualmente, na parábola das minas, foi dito ao que fez render dez minas: “Muito bem, meu bom servo! [...] Por ter sido confiável no pouco, governe sobre dez cidades”. Ao que fez render cinco minas, foi dito: ”Também você, encarregue-se de cinco cidades” (Lc 19.17,19). Muitas outras passagens igualmente ensinam ou sugerem graus de recompensa para os crentes no juízo final.


Mas devemos nos precaver contra qualquer entendimento errôneo neste ponto. Embora saibamos que haverá graus de recompensa nos céus, a alegria de cada pessoa será plena e completa pela eternidade. Se perguntarmos como isso pode acontecer, quando há diferentes graus de [O ensino da Bíblia sobre os graus de recompensa no céu é mais amplo do que os cristãos normalmente percebem: Dn 12.2; Mt 6.20,21; 19.21; Lc 6.22,23; 12.18-21,32,42-48; 14.13,14; lCo 3.8; 9.18; 13.3; 15.19,29-32,58; Gl 6.9,10; Ef 6.7,8; Cl 3.23,24; lTm 6.18; Hb 10.34,35; 11.10,14-16,26,35; lPe 1.4; 2 João 8; Ap 11.18; 22.12; cf. tb. Mt 5.46; 6.2-6,16-18,24; Lc 6.35.] recompensa, tal fato demonstrará que nossa percepção de alegria é baseada na suposição de que a alegria depende do que possuímos, ou da posição ou poder que temos. 

Na realidade, contudo, nossa verdadeira alegria consiste em ter prazer em Deus e em regozijar-nos na posição e no reconhecimento que ele nos deu. A tolice de pensar que somente os que foram altamente recompensados e que receberam posição elevada é que serão plenamente felizes no céu é vista quando percebemos que, não importa quão grande seja a recompensa que nos for dada, haverá sempre aqueles com recompensas maiores ou que possuem posição e autoridade maiores, incluindo os apóstolos, as criaturas celestiais, Jesus Cristo e o próprio Deus. 

Portanto, se a posição mais elevada fosse essencial para as pessoas serem felizes, ninguém seria mais feliz que Deus no céu, o que é certamente uma ideia incorreta. Além disso, aqueles com recompensa e honra maiores no céu, os mais próximos do trono de Deus, teriam prazer não na posição, mas somente no privilégio de se prostrarem diante do trono de Deus para adorá-lo (v.Ap 4.10,11).

Seria moral e espiritualmente benéfico que adquiríssemos uma consciência maior desse ensino claro do NT sobre os graus de recompensa celestial. Ao invés de nos tornar competitivos uns com os outros, ele despertaria em nós o senso de ajudar e de encorajar uns aos outros para que todos pudéssemos aumentar nossa recompensa celestial, pois Deus tem capacidade infinita de trazer bênçãos a nós todos, e todos nós somos membros uns dos outros (v. lCo 12.26,27). Devemos atentar com fervor à admoestação do autor de Hebreus: “E consideremos uns aos Outros para nos incentivarmos ao amor e às boas obras. Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas procuremos encorajar-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês vêem que se aproxima o Dia” (Hb I0.24,25). Ademais, o coração sincero ansiando por recompensa celestial nos motivaria ao trabalho muito sincero para o Senhor em qualquer tarefa para a qual ele nos chamasse, seja grande seja pequena, recebendo salário ou não. Isso também nos faria desejosos de sua aprovação antes que de riqueza ou sucesso e nos motivaria a trabalhar na edificação da igreja sobre o único fundamento, Jesus Cristo (lCo 3.10-15).


4. Os anjos serão julgados.


Pedro diz que os anjos rebeldes foram lançados no inferno ,”a fim de serem reservados para o juízo” (2Pe 2.4) , e Judas diz que os anjos rebeldes foram guardados por Deus sob trevas “para o juízo do grande Dia” (Jd 6). Isso significa que ao menos os anjos rebeldes ou demônios também estarão sujeitos ao juízo no último dia.


A Escritura não indica claramente se os anjos santos também estarão sob uma espécie de avaliação por seus serviços, mas é possível que estejam incluídos na afirmação de Paulo : “Vocês não sabem que havemos de julgar os anjos?’ (lCo 6.3) . É provável que isso inclua anjos santos, porque não há nenhuma indicação no contexto de que Paulo esteja falando de demônios ou anjos caídos, e a palavra anjos sem qualquer qualificação adicional no NT deve ser normalmente entendida como referência aos anjos santos. Mas o texto não é explícito o suficiente para que tenhamos certeza do que afirmamos.


D. A necessidade do juízo final


Desde que os crentes passam imediatamente para a presença de Deus quando morrem e que os descrentes passam para o estado de separação de Deus, suportando a punição quando morrem, podemos nos espantar pelo fato de Deus ter um tempo de juízo final estabelecido. Berkhof sabiamente assinala que o juízo final não tem o propósito de permitir que Deus conheça a condição de nosso coração ou o padrão de conduta de nossa vida, pois ele já sabe tudo isso em todos os detalhes. Em vez disso, Berkhof comenta, sobre o juízo final:


Seu propósito é, antes, expor diante de todas as criaturas racionais a glória declarativa de Deus num ato formal e forense que, por um lado, engrandecerá a Sua santidade e justiça, e, por outro lado, engrandecerá a Sua graça e misericórdia. Ademais, devemos ter em mente que o juízo do último dia será diferente daquele que ocorre na morte de cada indivíduo em mais de um aspecto. Não será secreto, mas público; não terá referência a um só indivíduo, mas a todos os homens.


E. A justiça de Deus no juízo final


A Escritura afirma claramente que Deus será totalmente justo no seu juízo e ninguém será capaz de reclamar qualquer coisa perante ele naquele dia. Deus é aquele que “julga imparcialmente as obras de cada um’ (l Pe 1.17), e “em Deus não há parcialidade” (Rm 2.11; cf. Cl 3.25). Por essa razão, no último dia, que “toda boca se cale e todo o mundo esteja sob o juízo de Deus” (Rm 3.19), sendo que ninguém será capaz de reclamar que Deus o tratou com injustiça. De fato, uma das grandes bênçãos do juízo final será que os santos e anjos verão a justiça pura de Deus sendo absolutamente demonstrada, e isso será uma fonte de louvor a ele por toda a eternidade. No tempo do juízo, haverá grande louvor no céu, pois João diz: “Depois disso ouvi nos céus algo semelhante à voz de uma grande multidão, que exclamava: ‘Aleluia! A salvação, a glória e o poder pertencem ao nosso Deus, pois verdadeiros e justos são os seus juízos”’ (Ap 19.1,2).


F. Aplicação moral do juízo final


A doutrina do juízo final tem diversas influências morais positivas em nossa vida.


1. A doutrina do juízo final satisfaz nosso senso interior de necessidade de justiça no mundo.

O fato de que haverá o juízo final assegura-nos de que o universo de Deus em última


análise é justo, pois Deus está no controle e mantém os registros exatos, tornando justo o juízo. Quando Paulo admoesta os escravos para que sejam submissos aos senhores, lhes assegura: “Quem cometer injustiça receberá de volta injustiça, e não haverá exceção para ninguém” (Cl 3.25). Quando o quadro do juízo final menciona o fato de que ”livros foram abertos” (Ap 20.12; cf. Ml 3.16), isso nos lembra (sejam os livros literais ou simbólicos) que o registro permanente e exato de todos os nossos atos foi guardado por Deus, e finalmente todas as contas serão acertadas e todos serão tornados justos.


2. A doutrina do juízo final capacita-nos a perdoar a outros livremente.

Percebemos que não cabe a nós vingar-nos dos que erraram contra nós, ou mesmo querer fazê-lo, porque Deus reservou esse direito para si próprio.”Amados, nunca procurem vingar-se, mas deixem com Deus a ira, pois está escrito : ’Minha é a vingança; eu retribuirei’, diz o Senhor” (Rm 12.19). Desse modo, sempre que alguém nos prejudicar, devemos deixar nas mãos de Deus o desejo de dar o troco à pessoa que errou contra nós, sabendo que cada erro no universo será finalmente cobrado — será eliminado por ter sido pago por Cristo quando ele morreu na cruz (se o malfeitor se torna cristão), ou será cobrado no juízo final (pago por quem não confiou em Cristo para ser salvo). Mas, em qualquer um dos casos, podemos entregar a situação nas mãos de Deus e então orar para que o malfeitor venha a confiar em Cristo e, desse modo, receba perdão de seus pecados. Esse pensamento deveria guardar-nos de armazenar amarguras ou ressentimentos em nosso coração por injustiças que sofremos quando as coisas não foram feitas corretamente: Deus é justo, e podemos deixar essas situações nas suas mãos, sabendo que algum dia ele corrigirá todos os erros e dará recompensas e punições justas. 


Desse modo, estamos seguindo o exemplo de Cristo: “Quando insultado, não revidava; quando sofria, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga com justiça” (lPe 2.23). Ele também orou: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo” (Lc 23.34; cf.At 7.60, quando Estêvão seguiu o exemplo de Jesus orando por aqueles que o matavam).


3. A doutrina do juízo final motiva-nos a viver retamente.
Para os crentes, o juízo final é um incentivo à fidelidade e boas obras; não serve como um meio para obter perdão de pecados, mas como meio de ganhar recompensa eterna maior. Esse é um motivo saudável e positivo para nós — Jesus nos diz: “acumulem para vocês tesouros nos céus” (Mt 6.20) —, embora essa ideia bata de frente com o conceito popular de nossa cultura secular, uma cultura que realmente não crê de forma nenhuma no céu ou nas recompensas eternas.


Para os descrentes, a doutrina do juízo final ainda proporciona algum refreamento moral em suas vidas. Se na sociedade há reconhecimento geral e difundido de que todos algum dia darão contas ao Criador do universo de suas vidas, algum “temor de Deus” vai caracterizar a vida de muitas pessoas. Ao contrário, os que não possuem nenhuma consciência profunda do juízo final se entregarão à pratica do mal em escala cada vez maior, demonstrando que aos “seus olhos é inútil temer a Deus” (Rm 3.18). Sobre os que negam o juízo final, Pedro diz que são “escarnecedores”: “Antes de tudo saibam que, nos últimos dias, surgirão escarnecedores zombando e seguindo suas próprias paixões. Eles dirão: ‘O que houve com a promessa da sua vinda?”’ (2Pe 3.3,4). A consciência do juízo final é conforto para os crentes e advertência aos descrentes para não continuarem em seus maus caminhos.


4. A doutrina do juízo final proporciona grande motivo para a evangelização. As decisões feitas pelas pessoas nesta vida afetarão o destino delas por toda a eternidade, e é correto que nosso coração sinta e que nossa boca ecoe o mesmo sentimento de apelo a Deus que vemos em Ezequiel: “Voltem-se dos seus maus caminhos! Por que o seu povo haveria de morrer, ó nação de Israel?” (Ez 33.11). De fato, Pedro salienta que o retardamento do retorno do Senhor é devido ao fato de que Deus “é paciente com vocês, não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe 3.9).


Autor: Wayne Grudem
Fonte: Teologia Sistemática do autor, Ed. Vida Nova







ANALISANDO OS PROBLEMAS TEOLÓGICOS CAUSADOS PELO SISTEMA ESCATOLÓGICO PRÉ –TRIBULACIONISTA







DICIONÁRIO DE ESCATOLOGIA BÍBLICA






              A MORTE NO CONTEXTO BÍBLICO    
 

Doutrina da Morte 

É de fundamental importância buscar o conhecimento no que tange o estado do homem após a morte, pois o conhecimento além de produzir segurança, nos torna menos temerosos com o além-túmulo!

Vamos estudar esta doutrina através de perguntas e respostas.

1. O que é a morte do homem?

Conceito: A Morte humana é a desintegração vida, ou seja, é a separação da natureza material da espiritual (imaterial).

Texto Bíblico: “o pó volte à terra, de onde veio, e o espírito volte a Deus, que o deu”. Eclesiastes 12:7

2. Por que o homem se desintegra?

Por que perdeu a cobertura sobrenatural que o isolava da lei da entropia (desordem de um sistema.) em virtude de se corromper ao errar o alvo (pecado).

Texto Bíblico: “o salário do pecado é a morte”, Romanos 6:23 a

3. O que diz as seitas a respeito da morte?

I. Adventistas do Sétimo Dia: Morte segundo os adventistas

• Os adventistas do sétimo dia acreditam que somos reduzidos a um estado de silêncio, de inatividade e de inteira inconsciência após a morte. 

• Afirmam que entre a morte e a ressurreição os mortos dormem, baseando-se, principalmente, em Eclesiastes 9:5. “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, mas a sua memória fica entregue ao esquecimento”. 

• Também não acreditam em inferno literal para os perdidos.

 Só que os adventistas erram por não enxergar que Salomão estava falando da vida debaixo do sol, do homem-carne e não em sua totalidade. Basta conhecer o contexto bíblico para compreender!
e I Pedro 3:19 no qual também foi e pregou aos espíritos em prisão, e Lucas 23:43 Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.
e II Cor
íntios 12:4 foi arrebatado ao paraíso e ouviu palavras inefáveis, as quais não é lícito ao homem referir.

II. Mórmon “Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias! 

• Ensinam que após a morte o homem entra no mundo dos espíritos e recebe o mesmo corpo que tinha antes de vir a este mundo, e continua numa evolução progressiva até ser deus. 

• Vejam o que diz o presidente B. Young: “Nós recebemos essas verdades, progredimos de glória em glória, de vida eterna a vida eterna, ganhando conhecimento de todas as coisas e tornando-nos Deuses... (DBY, p.151 – Extraído do livro: Ensinamentos de BY p.19). 

• O paraíso nada mais é que uma estação, para sua trajetória evolucionista. 

• Não existe inferno e nem lago de fogo.
e É tanta burrice teológica que nem perderemos tempo em refutar!

III. Catolicismo

• O purgatório, segundo a doutrina da Igreja Católica Romana, é o estado no qual os fiéis são purificados depois da morte, antes de entrar no céu. 

• Se baseiam em Mateus 12:32 e 1 Coríntios 3:13,15

• Mateus 12:32 diz que a blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada, nem neste mundo, nem no mundo que há de vir. Hardon conclui, sem prova nenhuma, que esse versículo sugere que outros pecados serão perdoados após a morte.

• 1 Coríntios 3:13,15 fala de julgamento através de fogo. O fogo serve para provar o valor das obras de cada um. O trecho nada diz sobre um lugar de purificação após a morte.

A Bíblia claramente afirma que o julgamento vem depois da morte (Hebreus 9:27), no qual seremos julgados pelos atos feitos por meio do corpo (2 Coríntios 5:10). Jesus ensinou que é impossível ao ímpio escapar dos tormentos para entrar no conforto dos fiéis (Lucas 16:25-26). Devemos nos preparar para o julgamento agora, pois a Bíblia não fala de segundas chances após a morte.

IV. Espiritismo

• O Espiritismo prega a Reencarnação. A ideia da reencarnação é tirar de Deus a glória pela salvação e transferi-la para o homem. 

• Se for se esforçando para evoluir nas várias supostas vidas que você chega a um lugar melhor (céu, nirvana, etc.), palmas para você. 

• Se a salvação for aceita como obra e graça de Deus, palmas para Deus. 

Quem Merece o Louvor? 

A ideia da reencarnação traz embutida a ideia da auto-evolução, que você deve se aperfeiçoar espiritualmente, subindo degraus de uma escada sem fim. Isso pode fazer bem para o ego, e é a razão dos livros espíritas como os de Chico Xavier ou Zibia Gasparetto serem best-sellers.

A Bíblia claramente afirma que o julgamento vem depois da morte (Hebreus 9:27), no qual seremos julgados pelos atos feitos por meio do corpo.

V. Testemunhas de Jeová

• Os TJ’s baseados em uma Bíblia distorcida, conhecida como Tradução do Novo Mundo, creem como os adventistas, ou seja, morreu, entramos em um estado de inatividade e de inteira inconsciência. 

• Após a ressurreição, os TJ’s acreditam que somente 144 mil pessoas entrarão no Céu, os demais salvos permanecerão na terra.

Lucas 23:43 Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.

4. O que ocorre com a existência humana com a morte orgânica?


Antes vamos entender como era antes de Cristo:

Tanto Justos quanto Injustos ao morrer iam para um lugar chamado Sheol (Hades em Grego) todavia havia nessa região dos mortos, uma divisão para os justos, e outra para os injustos, que era separada por um abismo intransponível Conforme o relato de Lucas 16.26. Todos estavam ali plenamente conscientes. O lugar dos justos era de felicidade, prazer e segurança. Era chamado seio de Abraão e Paraíso. Já o lugar dos ímpios era medonho, com fogo, cheio de dores, sofrimentos, estando todos tenebrosamente conscientes do que estava ocorrendo.

Depois de Cristo

Salvo:

Com a morte vicária de Cristo houve mudança no destino da parte espiritual do homem salvo. Jesus disse ao homem crucificado ao seu lado que se converteu: “-Hoje estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23:43). E, o Paraíso deixou de se localizar “embaixo” no Hades.

O apóstolo Paulo disse: “Subindo ao alto, conduziu cativo o cativeiro, e deu dons aos homens...” (Efésios 4:8,9).
Entende-se, pois, que Jesus, ao ressuscitar, levou para o céu os crentes do Antigo Testamento que estavam no Seio de Abraão.

Perdido:

Para o perdido não houve qualquer alteração quanto ao seu estado pós-morte. Continuam descendo ao Hades, onde ficarão retidos em sofrimento consciente até o Juízo do Grande Trono Branco, após o Milênio, quando ressuscitarão para serem julgados e postos no Lago de Fogo (Apocalipse 20.13-15). 

5. Após a morte há possibilidade de se escapar do atual inferno?

No período do antigo testamento, havia a possibilidade dos justos saírem do lado reservado aos crentes do hades, ou seja, Jesus vencendo a morte e inferno, pagaria o preço do resgate das almas dos santos no AT.

Hoje, isso é impossível, pois quem morre e vai para o Hades já desce irremediavelmente condenado. 

Texto Bíblico: “E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo, “ Hebreus 9:27 

6. Ficaremos para sempre no Paraíso?

Absolutamente Não! Os justos que morreram em Cristo estão neste momento aguardando o advento da Grande Tribulação e quando este período vindouro se encerrar, irão ressuscitar; (Apocalipse 20.4), e ingressarem no reino milenial de Cristo para só depois disso ingressarem no Céu Eterno, na Nova Jerusalém Celeste.

Texto Bíblico: Apocalipse 20:4 “E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos”. 

7. E as pessoas que morreram sem Jesus irão ressuscitar no milênio?


Não! Permanecerão sofrendo no Hades!

Texto Bíblico: Apocalipse 20:5 a “Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram” 

8. E quando os mortos do Hades ressuscitarão?

Ressuscitarão para serem julgados e condenados no Juízo Final!

Texto Bíblico: Apocalipse 20:13-15 “E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras. E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte. E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo”. 

9. Mas o inferno não seria um lugar simbólico?

O Inferno é real e será cumprimento desta profecia para a vida dos inimigos de Deus: “Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo”. Hebreus 10:31

Leia isso agora:

Hebreus 10:29 "De quanto MAIOR castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue da aliança com que foi santificado, e fizer agravo ao Espírito da graça?

Reflitam Comigo: 

Se o inferno é um lugar simbólico, que diferença haverá para quem pisou o Filho de Deus se o destino final de todos será um: A morte!?

Conclusão:

A Morte Ainda Reina? 

Romanos 5.14 "No entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não tinham pecado à semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que havia de vir". 

O que Paulo quis dizer com "a morte reinou desde Adão até Moisés"?

Paulo quis dizer que a morte Reinou até que Jesus a derrotasse com Sua morte vicária e ressurreição. "Moisés" neste contexto significa a dispensação da Lei. E, as escrituras afirmam que o fim da Lei é Cristo para a Justiça de todo o que crê! Logo a morte deixou de reinar com o advento do Messias! Logo a morte não tem mais poder sobre o crente! Aleluia!







Em 27 de setembro de 2009, John Piper, Sam Storms, Jim Hamilton, e Doug Wilson passaram algumas horas sentados em uma mesa, em frente a uma multidão de 800 pessoas, falando do fim dos tempos.  Uma Noite De Escatologia em 14 vídeos, assistam AQUI







Assista uma série de 18 vídeos sobre o livro de Apocalipse com o Pr. Leandro Lima no tópico abaixo: 








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💪 Nós aprendemos com Jesus que a verdadeira masculinidade não é simplesmente manter nossos narizes limpos e nossa casa em ordem. A verdadeira masculinidade significa enxergar além de nós mesmos para amar nosso próximo – e nosso próximo é qualquer um que encontramos em necessidade. O homem de verdade livremente doa seu tempo, recursos, atenção, energia e apoio emocional para aqueles que precisam, sem se preocupar em como eles podem retribuir. Seja você casado ou solteiro, se você não está servindo ao seu próximo abnegadamente e sacrificialmente, você não está exercendo completamente a masculinidade bíblica.

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“Honras de tal forma teus excrementos a ponto de recebê-los em vasilhas de prata quando outro homem criado à imagem de Deus está morrendo de frio?”


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