"AO CONTRÁRIO DE MUITOS, NÃO NEGOCIAMOS A PALAVRA DE DEUS VISANDO A ALGUM LUCRO; ANTES, EM CRISTO FALAMOS DIANTE DE DEUS COM SINCERIDADE, COMO HOMENS ENVIADOS POR DEUS". 2 Coríntios 2. 17



quarta-feira, 23 de maio de 2012

* Arminianismo / Jacó Armínio / Biografia & Definição


Quem foi Jacó Armínio 

Jacó Armínio foi um teólogo holandês (1560 - 1609), nascido em Oudewater, Utrecht. Muito jovem tornou-se órfão de pai1 (Hermann Jakobs), que deixou uma viúva com três filhos pequenos para criar. A sua mãe (Angélica), irmãos e parentes morreram durante o massacre espanhol em Oudewater em 1575.2 O pastor Theodorus Aemilius adotou Armínio e o enviou para ser instruído em Utrecht, após a sua morte, coube ao professor Rudolph Snellius trazê-lo a Marburgo e o qualificar para estudar teologia na recém-fundada Universidade de Leiden (1576-1582).

A sua formação teológica em Leiden, entre 1576 a 1582, incluiu os professores Lambertus Danaeus, Johannes Drusius, Guillaume Feuguereius e Johann Kolmann. Kolmann ensinava que o hiper-calvinismo transformava Deus em um tirano e homicida, sob a sua influência Armínio começou a elaborar uma teologia que competiria com teologia reformada dominante de Calvino. Em 1582, Armínio tornou-se aluno de Theodoro de Beza em Genebra. O uso do método filosófico ramista o forçou a mudar-se para Basileia4 (1582-1584), onde assistiu às aulas de J. J. Grynaeus. De volta a Genebra, Armínio fez amizade com Johannes Uyttenbogaert, que viria a ser o seu principal aliado nas futuras discussões teológicas. Durante estes anos, em Genebra ele gozou de uma boa relação com Beza, que respondendo a uma carta vinda de Amsterdã (Junho de 1585) disse o seguinte:

“Deus lhe deu um apto intelecto tanto ao que concerne a apreciação quanto ao discernimento das coisas. Se, doravante, este for regido pela piedade,... inevitavelmente este poder intelectual,... irá produzir os mais ricos frutos.” 

A sua estadia em Genebra foi novamente interrompida (1586/1587) por uma viagem à Itália que durou alguns meses. Em Pádua ele assistiu as aulas de filosofia de Tiago Zabarela. Por ter passado em Roma os seus acusadores lhe infamaram, dizendo que tinha “perdido a fé (calvinista)” devido à exposição dos jesuítas. 

Em 1588, ele foi chamado para ser pastor em Amsterdã, a partir de então, Armínio ganhou reputação como um promissor teólogo, bem educado em Marburgo, Leiden, Genebra, Basileia, Pádua e recomendado por Beza. Em 16 de setembro de 1590 ele se casou com Lijsbet Reael, uma aristocrata que lhe garantiu circular entre os comerciantes e líderes mais influentes da cidade. Em 1591, no entanto, ele se envolveu em uma disputa6 com um imigrante flamengo chamado Petrus Plancius (1552-1622), onde foi necessário a intervenção do consistório, pelos burgomestres de Amsterdã, para manter a paz e abafar as divisões na população.

A fama de Armínio como homem bem instruído na Sagrada Escritura o fez ser recrutado pelos líderes da igreja de Amsterdã para refutar as ideias do teólogo Dirk Koornhert. Segundo este teólogo, o calvinismo é inaceitável, pois a sua doutrina sobre a predestinação nega a justiça de Deus. Com o objetivo de refutar Koornhert, Armínio estudou os seus escritos e comparou-lhes com as Escrituras, com a teologia dos Pais da igreja e de outros teólogos protestantes de influência.8 Ao final dessa empreitada, Armínio se convenceu que algumas das ideias de Koornhert estavam corretas. 

A morte quase simultânea em 1602 de dois professores da Universidade de Leiden, Franciscus Junius e Lucas Trelcatius o ancião, abriu espaço para que Armínio em 1603 fosse chamado para ensinar teologia. Armínio e Lucas Trelcatius o jovem foram admitidos, mas Franciscus Gomarus (1563-1641) cautelosamente aprovara Armínio por suspeitar de heterodoxia. A admissão de Armínio trouxe um novo período de debates teológicos e teve apoio político por parte de Johannes Uyttenbogaert e Johan van Oldenbarnevelt. 

Armínio permaneceu em Leiden como professor de 1603 até sua morte em 1609. Durante este tempo, ele envolveu-se numa árdua disputa com o seu colega teólogo Franciscus Gomarus, que representava a teoria supralapsariana da eleição. Segundo esta teoria, Deus decretou a eleição de alguns e a condenação de outros, e depois permitiu a queda como meio pelo qual essa eleição e reprovação teriam efeito.10 Armínio não negava que a Bíblia falava sobre predestinação, mas afirmava que Deus predestinou aos eleitos porque sabia de antemão quem teria fé em Jesus Cristo. Gonzalez explica o seguinte sobre a teologia de Armínio: “...o grande decreto da predestinação determinava que Jesus Cristo seria o mediador entre Deus e os seres humanos. Esse era um decreto soberano, que não dependia da resposta humana. Mas o decreto referente ao destino de cada pessoa se baseava, não na vontade soberana de Deus, senão em seu conhecimento de qual seria a resposta de cada pessoa ao oferecimento da salvação em Jesus Cristo.” 

Em 1607 Armínio apelou aos Estados da Holanda, para que através de um concílio ou sínodo estes problemas pudessem ser resolvidos com dignidade e com base bíblica. Então, em março de 1608, a Suprema Corte colocou Armínio e Gomarus frente a frente para ouvi-los. O veredito foi que, não tendo a controvérsia relação com os pontos principais referentes à salvação, então que cada um fosse indulgente com o outro. A não desistência de Gomarus em atacar Armínio levou os Estados da Holanda a propor aos dois oponentes uma reunião de reconciliação. Essa reunião seria realizada em Haia (agosto de 1609), mas Armínio que estava com tuberculose viu-se forçado a voltar para Leiden, onde morreu em outubro de 1609. 

Fonte:


O que é Arminianismo? É bíblico?


Pergunta: "O que é Arminianismo? É bíblico?"

Resposta:O Arminianismo é um sistema de crença que tenta explicar a relação entre a soberania de Deus e o livre-arbítrio da humanidade, especialmente em relação à salvação. O Arminianismo recebe esse nome devido a Jacó Armínio (1560-1609), um teólogo holandês. Enquanto o Calvinismo enfatiza a soberania de Deus, o Arminianismo enfatiza a responsabilidade do homem. Se o Arminianismo for dividido em cinco pontos, semelhantes aos cinco pontos do Calvinismo, estes seriam os cinco pontos:

(1) Depravação Parcial - a humanidade é corrompida pelo pecado, mas não ao ponto de não podermos escolher nos aproximar de Deus por nossa conta. Somos capazes de escolher aceitar ou rejeitar a salvação sem qualquer influência de Deus. Observação: o Arminianismo clássico rejeita a "depravação parcial" e tem uma visão muito perto da calvinista quanto à "depravação total". (2) Eleição Condicional - Deus escolheu quem seria salvo com base no saber de antemão quem iria acreditar. Deus escolhe os que Ele já sabe que vão acreditar. (3) Expiação Ilimitada - Jesus morreu por todos, mesmo aqueles que não são escolhidos e não vão acreditar. A morte de Jesus foi por toda a humanidade, e qualquer um pode ser salvo pela fé nEle. (4) Graça Resistível - o chamado de Deus para ser salvo pode ser resistido e / ou rejeitado. Podemos resistir o chamado de Deus à salvação, se quisermos. (5) Salvação Condicional - os cristãos podem perder a salvação se continuarem em uma vida de pecado e / ou se afastarem de Deus. A manutenção da salvação é necessária a fim de retê-la. Observação: muitos arminianos negam a "salvação condicional" e creem na "segurança eterna".

O único ponto do Arminianismo que os calvinistas “de quatro pontos” acreditam ser bíblico é o ponto # 3 - Expiação Ilimitada. Primeiro João 2:2 diz: "E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo." Segundo Pedro 2:1 nos diz que Jesus até comprou os falsos profetas que estão condenados: "Mas houve também entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá falsos mestres, os quais introduzirão encobertamente heresias destruidoras, negando até o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição." A salvação de Jesus definitivamente está disponível a qualquer um que crer nEle. Jesus não apenas morreu por aqueles que serão salvos.

O Calvinismo de quatro pontos (a posição oficial do Ministério Got Questions) acredita que os outros quatro pontos do Arminianismo são antibíblicos em graus variados. Romanos 3:10-18 fortemente defende a depravação total. A eleição condicional subestima a soberania de Deus (Romanos 8:28-30). A graça resistível subestima a força e determinação de Deus. A salvação condicional torna a salvação um pagamento às obras em vez de um dom da graça (Efésios 2:8-10). Embora haja problemas com ambos os sistemas, o Calvinismo é muito mais baseado na Bíblia do que o Arminianismo. No entanto, nenhum dos sistemas consegue explicar adequadamente a relação entre a soberania de Deus e o livre-arbítrio da humanidade - devido ao fato de que é impossível que uma finita mente humana discirna um conceito que apenas Deus pode entender completamente.


Leia mais: http://www.gotquestions.org 



O Arminianismo Wesleyano







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