"AO CONTRÁRIO DE MUITOS, NÃO NEGOCIAMOS A PALAVRA DE DEUS VISANDO A ALGUM LUCRO; ANTES, EM CRISTO FALAMOS DIANTE DE DEUS COM SINCERIDADE, COMO HOMENS ENVIADOS POR DEUS". 2 Coríntios 2. 17



sábado, 26 de maio de 2012

*J.C. Ryle / Biografia & Mensagens

10 de maio de 1816 • Nasce John Charles Ryle (conhecido como J. C. Ryle): um evangélico do século dezanove
 
O Bispo Anglicano de Liverpool, J. C. Ryle, por Carlo Pellegrini, 1881 (Da Wikipédia)

Um homem e a sua esposa iam numa grande viagem. Enquanto ela observava a paisagem, ele retirou um livro, da sua maleta, acerca de líderes cristãos do século dezoito. Impressionaram-no profundamente as curtas e expressivas frases que o autor tinha escrito como a lógica convincente e o penetrante conhecimento do poder espiritual que obrou por meio de Wesley [John Wesley (Epworth, Inglaterra, 17 de junho de 1703 — Londres, 2 de março de 1791)], Whitefield [George Whitefield, (16 de dezembro de 1714 - 30 de setembro de 1770)], e Romaine [William Romaine nasceu em Hartlepoor, no Condado de Durham, no dia 25 de setembro de 1714 e faleceria em 1795)]. Com lágrimas nos olhos fechou o livro, desejoso de experimentar o mesmo poder na igreja do seu tempo. O leitor do livro era o santo do século dezanove, John Charles Ryle [10 de maio de 1816, em Macclesfield - 10 de junho de 1900 em Lowestoft, também na Inglaterra].

Com o tempo se esclarecem as coisas: discerne-se o importante do superficial, o permanente do transitório. Quase todos os livros publicados em 2012 estarão fora de circulação em dez anos. Não obstante, muitos autores - como Arthur W. Pink [Arthur Walkington Pink (1 de abril 1886 – 15 de julho de 1952)] e C. S. Lewis [Clive Staples Lewis, conhecido como C. S. Lewis (Belfast, 29 de novembro de 1898 – Oxford, 22 de novembro de 1963)], que foram relativamente desconhecidos na sua geração- ganharam considerável influência com o correr do tempo.

Ryle foi um pastor anglicano do século dezanove. Nasceu neste dia, 10 de maio de 1816. No tempo da sua morte, em 10 de junho de 1900, era relativamente desconhecido, além da Igreja Anglicana, na Inglaterra. Mas depois da morte de Ryle, os seus livros pouco a pouco ganharam popularidade. Ao escrever um tributo a Ryle em 2002, J. I. Packer [James Innell Packer (Gloucester, 22 de julho de 1926) é um teólogo anglicano e professor de teologia no Regent College, em Vancouver, Canadá] notou que se venderam mais de 12 milhões dos livros de Ryle e que tinham sido traduzidos pelo menos para doze idiomas; a cifra continua aumentando. (1)
  
Muitos pastores e os crentes em geral, provavelmente, têm lido as obras mais populares de Ryle: “Holiness”, “Five English Reformers”, ou “Great Leaders of the Eighteenth Century” [“Santidade”, “Cinco reformadores ingleses”, ou “Grandes líderes do século dezoito”]. “Cem anos mais tarde -escreve um biógrafo- podemos ver que houve poucos evangélicos de maior influência na era vitoriana do que o Bispo Ryle.” (2)

Ryle foi contemporâneo de Carlos H. Spurgeon [comumente referido como C. H. Spurgeon (Kelvedon, Essex, 19 de junho de 1834 — Menton, 31 de janeiro de 1892), foi um pregador batista reformado britânico], Dwight L. Moody [(5 de fevereiro de 1837 - 22 de dezembro de 1899), também conhecido como D.L. Moody, foi um evangelista e editor americano que fundou a Igreja Moody, a Escola Northfield, a Escola Mount Hermon em Massachusetts (agora chamada Escola Northfield Mount Hermon), o Instituto Bíblico Moody e a Moody Press.], George Müller (alemão - nascido como: Johann Georg Ferdinand Müller) (27 de setembro de 1805 - 10 de março de 1898), e Hudson Taylor [James Hudson Taylor (21 de maio de 1832 – 3 de junho de 1905) foi um missionário Cristão Protestante Inglês, na China, e fundador do China Inland Mission (CIM) (agora OMF International).]. Quando Ryle tinha 15 anos de idade, Charles Darwin [Charles Robert Darwin (Shrewsbury, 12 de fevereiro de 1809 — Downe, Kent, 19 de abril de 1882)] graduou-se na Universidade de Cambridge. A sua época foi a de Charles Dickens [Charles John Huffam Dickens, (Portsmouth, 7 de fevereiro de 1812 — 9 de junho de 1870)], da Guerra Civil norte-americana, e do Império Britânico em que sol nunca se punha.
  
QUEM FOI RYLE, E O QUE PODEMOS APRENDER COM A DA VIDA DESTE SERVO DE DEUS?

INFÂNCIA E CONVERSÃO
  
John Charles Ryle (conhecido como J. C. Ryle) nasceu em 10 de maio 1816 em Macclesfield, Inglaterra, numa família muito rica, da elite da sociedade, num berço d’oiro. O seu avô paterno acumulou uma fortuna, que deixou como legado ao pai de Ryle. John Charles era o filho mais velho, e cresceu rodeado de todas as comodidades. Esperava-se que o filho mais velho de uma rica família inglesa procurasse a sua profissão no Parlamento, e essa era a ambição de Ryle.
  
Ryle foi educado em Eton e depois ingressou na Universidade de Oxford, em 1834. Era um excelente aluno que ganhou bolsas de estudo e que sobressaía entre os seus companheiros de estudo. Desenvolveu-se num jovem alto e de boa figura, de ombros largos, sobressaindo no remo e no críquete. A respeito da sua masculinidade, mais tarde escrever-se-ia: “A sua personalidade viril dominou duas gerações de evangélicos, e marcou indelevelmente uma terceira.” (3)
  
Aos 21 anos de idade padeceu de uma prolongada infeção pulmonar. Durante o seu forçado isolamento, começou a ler a Bíblia, algo que, conforme admitiu, não tinha feito em 14 anos.

Num domingo, durante a sua convalescença, entrou numa igreja de Oxford no preciso momento em que se efetuava a leitura de Efésios 2:8: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus.” (Ef 2:8 ARC1995)

Foi compungido e entregou-se ao Senhor, e “desde esse instante, até à última sílaba registada desta vida –assinala o seu biógrafo-, jamais houve qualquer dúvida na mente de John de que a Palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes”. (4)

CARREIRA INICIAL
  
Depois de sua graduação, Ryle esteve em casa de seus pais e preparou-se para o Parlamento. Numa manhã chegou a súbita e inesperada notícia de que seu pai estava arruinado financeiramente. Em junho de 1841, o banco do seu pai, impossibilitado de pagar as suas dívidas, declarou a falência. Da noite para o dia, a família Ryle perdeu a sua magnífica propriedade e toda a sua riqueza. Isto afetou Ryle pelo resto da sua vida. Mais tarde escreveu: “Levantamo-nos numa manhã de verão com o mundo a nossos pés, como sempre, e à noite deitamo-nos totalmente arruinados. As consequências imediatas foram amargas, profundamente dolorosas e muito humilhantes.” (5)
  
Criado na opulência, Ryle nunca pensou que teria de ganhar a vida como a gente comum. Agora, pela primeira vez, o jovem Ryle necessitava de trabalhar. A sua educação em Oxford e a sua conversão apontavam para o ministério. Aos 25 anos de idade entrou no pastorado da Igreja da Inglaterra, dita Anglicana. Deus usa o mal para o bem.
  
O bispo de Ryle mandou-o para Exbury. Depois, aos 27 anos, foi transferido para uma igreja paroquial em Winchester. Uns quantos meses depois, foi transferido para Helmingham, até quase aos quarenta anos. Helmingham era uma paróquia pequena e tranquila. Ali Ryle pôde dedicar tempo à leitura. Providencialmente descobriu os escritos de grandes líderes cristãos de séculos passados que em grande maneira influíram na sua posterior pregação e nos seus escritos.
  
Os seus autores prediletos eram homens do século dezoito, como Wesley e Rowland [Rowland Hill nasceu em Hawkstone Park, Shropshire, na Inglaterra a 23 de agosto de 1744 e morreu em Londres em 11 de abril de 1833]; homens puritanos do século dezassete, como Charnock [Stephen Charnock (1628-1680)] e John Bunyan (28 de novembro de 1628 – 31 de agosto de 1688, Londres); e os reformadores do século dezasseis: Knox [John Knox (Haddington, East Lothian, 1514 — Edimburgo, 24 de novembro de 1572)], Cranmer [Tomás Cranmer (Aslockton, Nottinghamshire, 2 de julho de 1489 — Oxford, 21 de março de 1556], Calvino [Jean Calvin (aportuguesado João Calvino; Noyon, 10 de julho de 1509 — Genebra, 27 de maio de 1564)], e Lutero [Martinho Lutero (em alemão: Martin Luther; Eisleben, 10 de novembro de 1483 — Eisleben, 18 de fevereiro de 1546)]. “Os Seus sermões evangélicos -refere um autor- apoiados num estudo pessoal de 'santos' reformadores e puritanos, foram sempre o coração do seu ministério.” (6)

CASAMENTO E FAMÍLIA
  
Além dos problemas económicos, Ryle suportou a pouca saúde das suas duas primeiras esposas. Aos 29 anos, casou-se com Matilda Plumptre, que morreu dois anos depois, deixando-o com uma pequena filha, a quem ele teve de cuidar. Depois, morreram a sua mãe, o seu irmão e uma irmã. Sentiu-se como Job, sendo provado por Deus.

Aos 33 anos, casou-se com Jessie Walter, uma sua velha amiga, e de novo, reinou a felicidade na sua cabana rural. Depois de seis meses de matrimónio, Jessie desenvolveu uma prolongada enfermidade da qual nunca se recuperou. Ryle cuidou dela durante dez anos, ao mesmo tempo que cuidava da crescente família (Jessie deu à luz quatro filhos) e além desta tensão, atendia às suas responsabilidades pastorais.
  
Durante estes anos, Ryle começou a receber convites para pregar. Devido ao seu profundo amor por Jessie, muitas vezes viajava 30 milhas numa carruagem aberta no frio cru do inverno em vez de passar a noite longe dela. Aos 43 anos de idade, Jessie morreu. Pela segunda vez enviuvou, com cinco filhos a quem cuidar.
  
Aos 45 anos de idade foi transferido para a paróquia de Stradbroke. Ali conheceu Henrietta Clowes e casou-se pela terceira vez. Diferente das suas outras anteriores esposas, Henrietta gozava de boa saúde. Esse casamento foi grande e frutífero. Ela era uma boa música, tinha habilidades práticas, e era uma crente de fé profunda no Senhor.
  
OS SEUS ESCRITOS
  
Apesar dos seus problemas, a fama de Ryle como pregador e escritor foi-se espalhando. O seu ministério literário começou com tratados e foi-se expandindo com livros e comentários. Escreveu o seu primeiro folheto a respeito de cem aldeões que pereceram quando uma ponte local se derrubou. Deus dotou Ryle com a habilidade de escrever claramente, de maneira simples e lógica. Muitos tentaram copiar o seu estilo, porém, ninguém o conseguiu.

“Na hora da sua morte -assinala Otis Fuller [David Otis Fuller (1903–1988)]-, o bispo Ryle tinha escrito 300 mensagens em forma de folheto. A impressão dos mesmos ultrapassaria os 12 milhões e seriam lidos em dezenas de idiomas.” (7)
  
Com um profundo sentido de responsabilidade para com credores de seu pai, Ryle usou todas as regalias para saldar a sua dívida.
  
Ryle sobressaía a escrever a respeito da história da igreja. Fazia-o com paixão, como se fosse uma testemunha presencial. Um dos seus admiradores disse que Ryle escrevia história como um “entusiasta admirador” (8) dos homens cujo perfil esboçava. Isto era especialmente certo quando descrevia a vida de mártires ou de líderes de grandes avivamentos. (9)

BISPO DE LIVERPOOL
  
Em 1880, quando Ryle tinha 64 anos de idade, surpreendentemente o primeiro-ministro nomeou-o bispo de Liverpool. A nomeação surpreendeu a muitos. Ryle já não era um homenzinho, e o governo nomeava poucos evangélicos para esta posição. Ryle trabalhou diligentemente em Liverpool durante 20 anos, fazendo muito bem pela causa do evangelho. Ao descrever o seu bispado, G. C. B. Davies escreveu: “Nas suas relações pessoais combinou uma imponente presença com a audaz defesa dos seus princípios numa atitude bondosa e pormenorizada.” (10) Depois da morte de Ryle em 1900, o seu sucessor descreveu-o como “esse homem de granito com o coração de um menino.” Essas palavras resumem perfeitamente o caráter e o ministério de Ryle.

LIÇÕES DA VIDA DE RYLE
  
O Cristão de hoje pode aprender muito com a vida de J. C. Ryle. Primeiro, a vida de J. C. Ryle recorda aos Cristãos que devem atender aos deveres da família. Ainda que tivesse tido uma afetuosa e íntima relação com os seus três filhos, cada um deles com o tempo abandonou a fé de seu pai. Na sua ancianidade, esta foi a sua maior fonte de tristeza.
  
Segundo, a vida de J. C. Ryle recorda aos crentes que, às vezes, é necessário nadar contra a corrente. J. C. Ryle era um apaixonado evangélico numa época em que a teologia evangélica não era popular na Igreja Anglicana. Durante a sua vida, J. C. Ryle disputou com o Movimento de Oxford, de John Henry Newman, [John Henry Cardeal Newman, CO (Londres, 21 de fevereiro de 1801 — Edgbaston, 11 de agosto de 1890) foi um sacerdote anglicano inglês convertido ao catolicismo, posteriormente nomeado cardeal pelo papa Leão XIII em 1879. Foi beatificado no dia 19 de setembro de 2010 pelo Papa Bento XVI], e com a crescente infiltração na Alemanha da teologia liberal. Fê-lo com inalterável lealdade aos princípios básicos das Escrituras: justificação unicamente pela fé, expiação vicária, a doutrina da Trindade e a importância da pregação.


Terceiro, J. C. Ryle deu um exemplo aos seus muitos oponentes da mansidão de Cristo. Associou as suas fortes convicções teológicas com amor e respeito pelos seus adversários. Adotou como lema, este antigo ditado puritano: “No essencial, unidade; no secundário, liberdade; em todas as coisas, caridade.” J. C. Ryle procurou praticar estes princípios. Alguns dos seus ferozes oponentes assistiram ao seu funeral. Apesar das diferenças, expressaram quanto amor haviam sentido da parte de J. C. Ryle.
  
Quarto, J. C. Ryle não tratou a História da Igreja como algo corriqueiro. Pelo contrário, aprofundou-se nela e aprendeu da obra de Deus em gerações passadas. O resultado foi uma fé rica e vibrante, precisão doutrinal, tolerância com os opositores, e grande expectativa e desejo de experimentar de novo o poder espiritual das gerações passadas. J. C. Ryle conhecia o santo descontamento que muitas vezes sentem os que estudam a obra de Deus na história.
  
Quinto, os Cristãos podem aprender de J. C. Ryle como continuar a trabalhar, até na idade avançada. Na agenda de J. C. Ryle não havia lugar para a reforma. Serviu ativamente a Deus até ao fim da sua vida terrena, e orou para “morrer com as botas postas.” Deus escutou a sua oração. Os seus melhores e mais frutíferos anos de ministério foram depois dos seus 64 anos.

Sexto, a vida de J. C. Ryle mostra a importância de perseverar no meio das provas. Ele suportou o colapso financeiro da sua família, a morte de suas três esposas, e as constantes críticas dos teólogos seus adversários. Apesar disto, aplicou na sua vida as disciplinas do Senhor e através das suas provas cresceu no “fruto de justiça e paz”. Na vida de J. C. Ryle, fez-se carne o antigo ditado puritano: “O que sofre, conquista.”
  
Fonte da Biografia 
No Caminho de JesusWALLPAPER DE JOHN CHARLES RYLE  














ESCRITOS




SANTIDADE




A FALIBILIDADE DOS MINISTROS




O BATISMO




SERMÕES E MENSAGENS

CRISTO É TUDO



SUPONHA QUE UM ÍMPIO VÁ PARA O CÉU



VOCÊ TEM UM NOVO CORAÇÃO?




Are You Born Again? by J.C. Ryle


Un Pecador en el Cielo. por J. C. Ryle




J.C. Ryle - Simplicity in Preaching





Holiness - J.C. Ryle



Moisés, um exemplo - J. C. Ryle

Nenhum comentário:

Postar um comentário

500 ANOS DA REFORMA

500 ANOS DA REFORMA

Postagens populares

.

E SE FOSSE VOCÊ?

E SE FOSSE VOCÊ?

DOUTOR DA IGREJA GREGA - MAIOR PREGADOR DA IGREJA PRIMITIVA - MESTRE DA RETÓRICA, DA HOMILÉTICA!

DOUTOR DA IGREJA GREGA - MAIOR PREGADOR DA IGREJA PRIMITIVA - MESTRE DA RETÓRICA, DA HOMILÉTICA!
Você deseja honrar o corpo de Cristo? Não o ignore quando ele está nu. Não o homenageie no templo vestido com seda quando o negligencia do lado de fora, onde ele está malvestido e passando frio. Ele que disse "Este é o meu corpo" é o mesmo que diz "Tu me vistes faminto e não me destes comida" e «quantas vezes o fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes» (Mateus 25:40)... Que importa se a mesa eucarística está lotada de cálices de ouro quando seu irmão está morrendo de fome? Comeces satisfazendo a fome dele e, depois, com o que sobrar, poderás adornar também o altar.

João Crisóstomo, Comentário sobre Mateus

♛ Uma das características mais recorrentes das homilias de João Crisóstomo (347-407) é sua ênfase no cuidado com os necessitados. Ecoando temas do Evangelho de Mateus, ele exorta os ricos a abandonarem o materialismo para ajudar os pobres, empregando todas as suas habilidades retóricas para envergonhar os ricos e obrigá-los a abandonar o consumismo mais conspícuo:


“Honras de tal forma teus excrementos a ponto de recebê-los em vasilhas de prata quando outro homem criado à imagem de Deus está morrendo de frio?”


— João Crisóstomo