"AO CONTRÁRIO DE MUITOS, NÃO NEGOCIAMOS A PALAVRA DE DEUS VISANDO A ALGUM LUCRO; ANTES, EM CRISTO FALAMOS DIANTE DE DEUS COM SINCERIDADE, COMO HOMENS ENVIADOS POR DEUS". 2 Coríntios 2. 17



terça-feira, 1 de dezembro de 2009

* Francis Schaeffer / Biografia & Artigos (1912-1984)

(30 de janeiro de 1912 - 15 de maio de 1984)

Francis Schaeffer (30 de janeiro de 1912 - 15 de maio de 1984) foi um teólogo cristão evangélico americano , filósofo e pastor presbiteriano.

Tornou-se famoso por seus escritos e pela criação da comunidade L’Abri (do francês, "O Abrigo"), na Suíça. Opondo-se ao modernismo teológico, à chamada neo-ortodoxia, Schaeffer defendia uma fé baseada na tradição protestante e um enfoque pressuposicional na apologética cristã. Alguns teóricos creditam às ideias de Schaeffer o despertamento das Direita cristã nos Estados Unidos. Edit Schaeffer, esposa de Francis Schaeffer veio a tornar-se também ela uma autora com seu próprio mérito.

Schaeffer cresceu em GermantownPensilvânia.

Nos anos 50, juntamente com sua mulher Edith, fizeram surgir uma comuna religiosa denominada L'Abri.

Na década de 70, seu filho Frank, convenceu o pai fazer um livro e vários filmes que chamavam-se How Should We Then Live? (Como nós devemos então viver?).

Aos poucos, Francis Schaeffer ganhava notoriedade no meio evangélico, sendo a base intelectual do meio mais conservador nos EUA. Por outro lado, em L'Abri dialogou dialeticamente questões sociais, religiosas e espirituais com mães solteiras, hippies e homossexuais. Sua filosofia atraiu gente de várias tribos. Morreu de câncer.

LEGADO

Hoje, mais de vinte anos após sua morte, seus ensinamentos continuam na mesma disposição informal na Francis A. Schaeffer Foundation em Gryon,Suíça. Esta é conduzida por uma de suas filhas e genros como uma alternativa à original L’Abri Fellowship International que ainda funciona próximo aHuemoz-sur-Ollon e outros lugares do mundo. Por outro lado, o filho de Schaeffer, Frank Schaeffer, inicialmente sustentou as idéias e programa político de seu pai, desde então distanciou-se de muitas daquelas opiniões e converteu-se a Igreja Ortodoxa Grega.

Covenant Theological Seminary fundou o Instituto Francis A. Schaeffer dirigido por um antigo membro da L’Abri, Jerram Barrs. O propósito da escola é treinar cristãos para demonstrar compassivamente e defender racionalmente o que eles vêem como argumentos em favor Cristo na diversas questões da vida.

Schaeffer popularizou, no contexto moderno, uma perspectiva puritana e reformada.

ATIVISMO POLÍTICO

Francis Schaeffer é creditado como responsável pelo retorno ao ativismo político entre os protestantes evangélicos e fundamentalistas no final dos anos 1970 e início dos 1980, especialmente na questão do aborto. Schaeffer chamou ao desafio do que ele via como uma crescente influência do humanismo secular. A visão de Schaeffer foi apresentada em dois trabalhos: seu livro “A Christian Manifesto” (Manifesto Cristão) e uma série de filmes, “Whatever Happened to the Human Race?” (O que houve com a Raça Humana)?

MANIFESTO CRISTÃO

O Manifesto Cristão, de Schaeffer, foi publicado em 1981. O nome do livro pretende posicionar suas teses como uma resposta cristã ao Manifesto Comunista, de 1848 e aos documentos do Manifesto Humanista, de 1933 e 1973. O diagnóstico de Schaeffer dizia que o declínio da civilização ocidental se deve à sociedade ter se tornado cada vez mais pluralista, resultando em um desvio "para longe de uma cosmovisão que era pelo menos vaamente cristã na memória das pessoas…em direção a algo totalmente diferente". Schaeffer argumenta que há um combate filosófico entre o povo de Deus e os humanistas seculares.

Em um sermão também intitulado “Manifesto Cristão”, Schaeffer define o humanismo secular como a visão de mundo onde “o homem é a medida de todas as coisas”, e no livro ele afirma que as críticas da Direita cristã erram o alvo ao confundir a “religião humanista” como humanitarismo, humanidades ou amor pelos humanos. Ele descreve o conflito com o humanismo secular como uma batalha em que "estas duas religiões, Cristianismo e Humanismo, se colocam frente a frente como totalidades". Ele escreve que o declínio do compromisso com a verdade objetiva que ele percebe nas várias instituições da sociedade é "não por causa de uma conspiração, mas porque a igreja tem esquecido sua responsabilidade de ser sal da cultura". Schaeffer explica:

"Um cristão verdadeiro na Alemanha de Hitler e nos países ocupados deveria ter desafiado o estado falso e fraudulento e escondido seus vizinhos judeus das tropas da SS germânica. O governo abdicou de sua autoridade e deixou de ter o direito de fazer qualquer exigência."

Da mesma forma, ele sugere táticas similares para combater o aborto. Mas Schaeffer afirma que não está falando de uma teocracia:

"As autoridades devem saber que falamos sério sobre barrar o aborto…Primeiro, devemos deixar claro que não estamos falando de nenhum tipo de teocracia. Permita-me dizer isso com grande ênfase. Witherspoon, Jefferson, os fundadores da americanos, não pensavam em uma teocracia. Isso é deixado claro pela Primeira Emenda, e nós devemos continuamente enfatizar o fato de que não estamos falando de algum tipo, ou qualquer tipo de teocracia."

Gary North and David Chilton, dos "Cristãos Reconstrucionistas", fizeram duras críticas ao Manifesto Cristão e a Schaeffer.

Suas críticas, eles escrevem, foram disparadas pela popularidade do livro de Schaeffer. Eles sugerem que Schaeffer defende o pluralismo porque ele vê a Primeira Emenda como liberdade de religião para todos, enquanto eles próprios rejeitam o pluralismo. 

Apontando declarações negativas que Schaeffer faz a teocracia, North e Chilton explicam porquê eles defendem isso, e estendem sua crítica a Schaeffer:

"O fato permanece que o manifesto do Dr. Schaeffer não oferece uma direção para uma sociedade cristã. Mencionamos isso que meramente para efeitos de clareza, porque não estamos certos que todos tenham notado isso agora. O mesmo se aplica a todos os comentários do Dr. Schaeffer: ele não declara a alternativa cristã."

Influência na Direita Cristã

Líderes da Direita cristã, como Tim LaHaye creditaram a Schaeffer a influência em seus argumentos teológicos conclamando os evangélicos à participação política. Randall Terry, fundador da Operation Rescue (Operação Resgate), também reconheceu a influência de Schaeffer.

A partir de 1990, os críticos começaram a explorar as conexões ideológicas e intelectuais entre o ativismo político de Schaeffer e escritos do início dos anos 80 a tendências político-religiosas contemporâneas da Direita cristã, às vezes agrupadas sob o nome de Dominionismo, com conclusões diversificadas.
Fonte: WIKIPÉDIA
A MORTE DA RAZÃO 


A MORTE DE EDITH SCHAEFFER
Edith-Schaeffer
Edith Schaeffer, a esposa do Rev. Francis Schaeffer (1912-1984) e com ele fundadora do L’abri, agora está com o Senhor. Faleceu hoje (30 de Março de 2013) em sua casa, na Suíça, cuidada em seus últimos dias por sua filha Debby e seu genro, Udo Middleman.
Allen Porto escreveu um artigo sobre o episódio. Abaixo, você lê o artigo de Joe Carter, apontando nove fatos que você deveria saber sobre Edith Schaeffer.
9 Fatos que Você Deveria Saber Sobre Edith Schaeffer (Joe Carter)
Eis aqui 9 fatos que você deveria saber sobre a Sra. Schaeffer:
1. Schaeffer nasceu em Wenzhou, China, filha de missionários que estavam servindo na Missão do Interior da China.
2. Além de seu nome inglês, seus pais lhe deram o nome chinês Mei Fuh, que significa “bela alegria”.
3. Em 26 de Junho de 1932, Edith compareceu a uma reunião em sua liberal igreja presbiteriana onde um ministro unitariano fez um discurso sobre “Como eu sei que Jesus não é o Filho de Deus, e como eu sei que a Bíblia não é a Palavra de Deus”. Ela estava preparada para apresentar uma refutação quando um rapaz levantou e disse: “Meu nome é Francis Schaeffer e eu quero dizer que eu sei que Jesus é o Filho de Deus, e ele é também meu Salvador”. Após Francis apresentar seu testemunho, Edith adicionou uma breve apologética à verdade bíblica. Os dois começaram a namorar e se casaram três anos depois.
4. Para que seu marido Francis pudesse terminar o seminário, Edith costurou ternos masculinos e fez becas e vestidos de noiva para clientes particulares.
5. Após três anos servindo em ministério pastoral ativo nos Estados Unidos, os Schaeffers mudaram-se com a família para a Suíça em 1948 para ajudar igrejas em seus esforços de resistir tanto ao liberalismo na teologia quanto ao existencialismo na cultura após a Segunda Guerra Mundial.
6. A L’Abri Fellowship [clique e conheça a extensão no Brasil] começou na Suíça em 1955 quando Francis e Edith decidiram abrir seu lar para ser um lugar onde as pessoas pudessem encontrar respostas satisfatórias para suas perguntas e demonstrações práticas de cuidado cristão. Foi chamada L’Abri, a palavra francesa para “abrigo”, porque eles buscaram proporcionar um abrigo das pressões de um século 20 inexoravelmente secular.
7. Em 1960, a L’Abri tinha se tornado tal fenômeno que atraiu  os olhos da revista Time. A “Family Letter” de Edith teve uma circulação de 1.300 pessoas, e seu “High Tea” de domingo à noite estava recebendo mais de 50 pessoas de todo o mundo semanalmente.
8. Edith ajudou a restaurar e popularizar as artes quase esquecidas da hospitalidade e do serviço de casa dentro da comunidade evangélica durante o fim do século vinte. Conforme ela escreveu em seu livro O que é uma Família?, “É necessário haver uma dona de casa exercitando alguma medida de habilidade, imaginação, criatividade e desejo de satisfazer necessidades e dar prazer aos outros na família. Quão preciosa é a família humana. Ela não vale algum sacrifício em tempo, energia, segurança, desconforto, trabalho? Há alguma coisa que venha à existência sem trabalho?”
9. Edith escreveu ou coescreveu 20 livros, dois a menos que seu marido.  Dois de seus livros (“Aflição” e “A Tapeçaria: A Vida e a Época de Francis e Edith Schaeffer”) ganharam o Prêmio Medalhão de Ouro da Associação de Editoras Cristãs Evangélicas (Evangelical Christian Publishers Association).
Fonte: Voltemos ao Evangelho

Trailer do documentário How Should We Then Live (legendado)


Francis Schaeffer 1974







Francis Schaeffer / Um Manifesto Cristão 



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