"AO CONTRÁRIO DE MUITOS, NÃO NEGOCIAMOS A PALAVRA DE DEUS VISANDO A ALGUM LUCRO; ANTES, EM CRISTO FALAMOS DIANTE DE DEUS COM SINCERIDADE, COMO HOMENS ENVIADOS POR DEUS". 2 Coríntios 2. 17



quarta-feira, 9 de setembro de 2009

* O Livro de Êxodo / Artigos







ESTUDO NO LIVRO DE ÊXODO





O LIVRO DO ÊXODO








O Êxodo decifrado - Prova arqueológica do Êxodo













               O COMEÇO DA PÁSCOA / ÊXODO 11 e 12                             




O cordeiro, o sangue nas laterais e nas vigas superiores das portas, a morte dos primogênitos, o livramento das mãos de um país hostil e a celebração da Festa da Páscoa durante toda a história de Israel - tudo isso foi destinado por Deus para ser um grandioso quadro histórico de Cristo, o Cordeiro pascal, que por seu sangue nos livrou do mundo hostil e da escravidão ao pecado. Outros textos bíblicos referem-se a Jesus como nosso Cordeiro sacrificial:

* "...um cordeiro sem mancha e sem defeito" (I Pe 1.19);
* "Vejam! É o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!" (Jo 1.29);
* "Quando viu Jesus passando, disse: Vejam! É o Cordeiro de Deus!" (Jo 1.36);
* "Pois Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado" (I Co 5.7);
* "Depois vi um cordeiro, que parecia ter estado morto..." (Ap 5.6).

  Os pães asmos deviam ser comidos durante a Festa da Páscoa como lembrança perpétua da pressa dos israelitas ao sair do Egito (12.34).

É a festa instituída em lembrança da morte dos primogênitos do Egito e da libertação dos israelitas. o seu nome deriva de uma palavra hebraica, que significa a passagem do anjo exterminador, sendo poupadas as habitações dos israelitas, cujas portas tinham sido aspergidas com o sangue do cordeiro pascal (Êx 12.11 a 27). Chama-se ‘a Páscoa do Senhor’ (Êx 12.11,27) - a ‘festa dos pães asmos’ (Lv 23.6 - Lc 22.1) - os ‘dias dos pães asmos’ (At 12.3 - 20.6). 

A palavra Páscoa é aplicada não somente à festa no seu todo, mas também ao cordeiro pascal, e à refeição preparada para essa ocasião solene (Lc 22.7 - 1 Co 5.7 - Mt 26.18,19 - Hb 11.28). 

Na sua instituição, a maneira de observar a Páscoa era da seguinte forma: o mês da saída do Egito (nisã-abibe) devia ser o primeiro mês do ano sagrado ou eclesiástico - e no décimo-quarto dia desse mês, entre as tardes, isto é, entre a declinação do sol e o seu ocaso, deviam os israelitas matar o cordeiro pascal, e abster-se de pão fermentado. No dia seguinte, o 15º, a contar desde as 6 horas da tarde anterior, principiava a grande festa da Páscoa, que durava sete dias - mas somente o primeiro e o sétimo dias eram particularmente solenes. o cordeiro morto devia ser sem defeito, macho, e do primeiro ano. Quando não fosse encontrado cordeiro, podiam os israelitas matar um cabrito. 

  Naquela mesma noite devia ser comido o cordeiro, assado, com pão asmo, e uma salada de ervas amargas, não devendo, além disso, serem quebrados os ossos. Se alguma coisa ficava para o dia seguinte, era queimada. Os que comiam a Páscoa precisavam estar na atitude de viajantes, cingidos os lombos, tendo os pés calçados, com os cajados nas mãos, alimentando-se apressadamente. 

Durante os oito dias da Páscoa, não deviam fazer uso de pão levedado, embora fosse permitido preparar comida, sendo isto, contudo, proibido no sábado (Êx 12). A Páscoa era uma das três festas em que todos os varões haviam de ‘aparecer diante do Senhor’ (Êx 23.14 a 17). Era tão rigorosa a obrigação de guardar a Páscoa, que todo aquele que a não cumprisse seria condenado à morte (Nm 9.13) - mas aqueles que tinham qualquer impedimento legítimo, como jornada, doença ou impureza, tinham que adiar a sua celebração até ao segundo mês do ano eclesiástico, o 14º dia do mês iyyar (abril e maio). 

  Vemos um exemplo disto no tempo de Ezequias (2 Cr 30.2,3). Ulteriores modificações incluíam a oferta do ômer, ou do primeiro feixe da colheita (Lv 23.10 a 14), bem como as instruções a respeito de serem oferecidos especiais sacrifícios em todos os dias da semana festiva (Nm 28.16 a 25), e a ordem para que os cordeiros pascais fossem mortos no santuário nacional e o sangue aspergido sobre o altar, em vez de ser sobre os caixilhos e umbrais das portas (Dt 16.1 a 6). ‘À tarde, ao pôr do sol’ (querendo isto, talvez, dizer na ocasião do crepúsculo, ou então entre as três e seis horas), eram mortos os cordeiros, sendo postos de parte a gordura e o sangue. A refeição era, então, servida em conformidade com a sua original instituição. Na mesma noite, depois de ter começado o dia 15 de nisã, era a gordura queimada pelo sacerdote, e o sangue derramado sobre o altar (2 Cr 30.16 - 35.11).

 Nesse dia 15, passada já a noite, havia o ajuntamento da congregação, durante o qual nenhuma obra desnecessária podia ser feita (Êx 12.16). No dia seguinte, era oferecido o primeiro molho da colheita, e agitado pelo sacerdote diante do Senhor, sendo igualmente sacrificado um cordeiro macho, em holocausto, com oferta de margares e bebida. Os dias entre o primeiro e o sétimo eram de quietude, a não ser que houvesse sacrifícios pelo pecado, ou fosse prescrita a liberdade de alguma espécie de trabalho. 

 O dia 21 do mês de nisã, e o último dia da festa, era novamente de santa convocação (Dt 16.8). Devia prevalecer em todos um ânimo alegre durante os dias festivos (Dt 27.7). No tempo de Jesus Cristo, como a festividade com os sacrifícios acessórios só podia efetuar-se em Jerusalém, de toda parte concorria tanta gente, que não era possível acomodar-se toda dentro dos muros da cidade. Foi esta a razão que os magistrados apresentavam para que Jesus não fosse preso, pois receavam algum tumulto da parte da multidão, que se achava em Jerusalém para a celebração da Páscoa (Mt 26.5). Durante a semana da Páscoa (a 16 do mês de abril), era oferecido um feixe, formado dos primeiros frutos da colheita da cevada, com um sacrifício particular (Lv 23.9 a 14). 

 No aniversário deste dia levantou-Se Jesus Cristo dentre os mortos, e o apóstolo Paulo pode ter tido este fato em vista, quando, falando da ressurreição do Redentor, ele disse: ‘Sendo ele as primícias dos que dormem’ (1 Co 15.20). 

 A guarda da Páscoa é várias vezes mencionada: quando foi instituída (Êx 12.28,50) - no deserto do Sinai (Nm 9.3 a 5) - e nas planícies de Jericó ao entrarem os israelitas na terra de Canaã (Js 5.10,11). E também a Bíblia refere que foi celebrada a Páscoa por Ezequias e alguns do povo (2 Cr 30) - por Josias (2 Rs 23.21 a 23 - 2 Cr 35.1,18,19) - depois da volta do cativeiro (Ed 6.19 a 22) - e por Jesus Cristo (Mt 26.17 a 20 - Lc 22.15 - Jo 2.13,23). 


HISTÓRIA DO CALENDÁRIO JUDEU

O calendário judaico, diferentemente do gregoriano, é baseado no movimento lunar. Onde cada mês se inicia com  a lua nova (quando é possível visualizar o primeiro reflexo de luz sobre a superfície lunar. Antigamente o calendário era determinado simplesmente por observação.

O grande problema com o calendário lunar é que se compararmos com o calendário gregoriano, temos em um  ano solar 12,4 meses lunares, o que ocorre uma diferença a cada ano de aproximadamente 11 dias, para compensar esta diferença, a cada ciclo de 19 anos acrescenta-se um mês inteiro (Adar II).São acrescidos no terceiro, sexto, oitavo, décimo-primeiro, décimo-quarto, décimo-sétimo e décimo-nono anos desse ciclo.

Início da Contagem

O inicio da contagem do calendário judaico se refere à criação do mundo.

OS MESES DO CALENDÁRIO JUDAICO

O primeiro mês do calendário judaico é o mês de Nissan, quando temos a comemoração de Pessach. Entretanto,  o ano novo judaico ocorre em Tishrei (quando é acrescentado um número ao ano anterior). 

MÊS  DURAÇÃO EQUIVALENTE GREGORIANO

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Nissan  30 dias  Março-Abril
Iyar  29 dias  Abril-Maio
Sivan  30 dias  Maio-Junho
Tammuz  29 dias  Junho-Julho
Av  30 dias  Julho-Agosto
Elul  29 dias  Agosto-Setembro
Tishrei  30 dias  Setembro-Outubro
Heshvan  29/30 dias Outubro-Novembro
Kislev   30/29 dias Novembro-Dezembro
Tevet   29 dias  Dezembro-Janeiro
Shevat   30 dias  Janeiro-Fevereiro
Adar   29/30 dias Fevereiro-Março
Adar II  29 dias  Março-Abril

INSTITUIÇÃO DA PÁSCOA

Apesar das muitas festas e comemorações de Israel, nenhuma era tão importante quanto aquela que abria o ano religioso (em meados do primeiro mês), a Páscoa.

   Tinha ela três finalidades: 1) Comemorar a salvação e o resgate físico dos primogênitos pela morte de um cordeiro. 2) Lembrar a cada pessoa a necessidade de se alcançar redenção espiritual do pecado pelo sacrifício de um cordeiro substituto, indicando desse modo a provisão futura prometida por Deus na aliança abraâmica. 3) Ensinar-nos o significado da morte de Cristo, que desempenhou aquele tipo como o "Cordeiro de Deus" (João 1:29). Do mesmo modo que a Ceia da Páscoa foi o tipo da morte de Cristo,a Ceia do Senhor é um memorial que relembra o sacrifício feito pelo pecado da humanidade. O Cordeiro da Páscoa foi o maior tipo da redenção no Antigo Testamento.

  Que Deus abençoe a vida de todos, e sabendo nós que Jesus, não só deve ser lembrado e celebrado por nós somente nesse tempo da Páscoa, mas em nossos dia a dia, e não somente jejuarmos e orarmos nessa época, mas tendo nós comunhão e bom relacionamento com Ele em todo o tempo.E nessa comunhão entra o jejum, a oração e leitura da Palavra Sagrada.

Fontes de pesquisas:

Bíblia de Estudo de Genebra
Conheça Melhor o Antigo Testamento / Editora Vida
Dicionário Bíblico Ebenezer

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