"AO CONTRÁRIO DE MUITOS, NÃO NEGOCIAMOS A PALAVRA DE DEUS VISANDO A ALGUM LUCRO; ANTES, EM CRISTO FALAMOS DIANTE DE DEUS COM SINCERIDADE, COMO HOMENS ENVIADOS POR DEUS". 2 Coríntios 2. 17



segunda-feira, 11 de maio de 2009

* Temas da Apologética Cristã / Artigos

   UNÇÃO COM ÓLEO - UMA REFLEXÃO BÍBLICA E HISTÓRICA 


Introdução

Este é um assunto controverso e difícil. E, cabe aqui uma análise teológica sobre as práticas da Igreja quanto a este assunto, levando em conta primeiro e especialmente o que nos informam as Escrituras Sagradas, depois olhando para a história da Igreja, de modo a que possamos ver de que forma este assunto foi tratado no decorrer do tempo, de modo a que possamos avaliar com maior propriedade o que hoje é praticado, e com conhecimento de causa, possamos estabelecer o que deve ser feito quanto à esta importante questão.


A unção nas Escrituras Sagradas


Em vários locais das Escrituras Sagradas encontramos o ato de ungir. Não há como ignorá-lo. Mas, é importante notarmos que invariavelmente o ato de ungir, quando se referindo à área espiritual, sempre teve o objetivo de separar e consagrar.Há também outros usos para a unção, os quais iremos analisar mais à frente em nosso estudo.


Um importante detalhe que pode ser observado nas Escrituras Sagradas é que em momento algum, nenhuma mulher foi ungida para uma tarefa na área espiritual. Não há nenhuma referência a mulheres sendo ungidas seja para o serviço sacerdotal ou para reinar.


Unção de Objetos


Muitos objetos foram separados para serem utilizados no tabernáculo, e como o próprio tabernáculo, eram também ungidos de modo a consagrá-los ao Senhor. A ritualística da unção era usada para se separar e consagrar estes objetos ao uso no culto a Deus.

"E disto farás o azeite da santa unção, o perfume composto segundo a obra do perfumista: este será o azeite da santa unção. E com ele ungirás a tenda da congregação, e a arca do testemunho, E a mesa com todos os seus utensílios, e o candelabro com os seus utensílios, e o altar do incenso. E o altar do holocausto com todos os seus utensílios, e a pia com a sua base. Assim santificarás estas coisas, para que sejam santíssimas; tudo o que tocar nelas será santo." (Êxodo 30:25-29 )
"Também cada dia prepararás um novilho por sacrifício pelo pecado para as expiações, e purificarás o altar, fazendo expiação sobre ele; e o ungirás para santificá-lo. Sete dias farás expiação pelo altar, e o santificarás; e o altar será santíssimo; tudo o que tocar o altar será santo." (Êxodo 29:36-37 )
O claro entendimento dos textos acima é que os objetos ungidos se tornavam santos, ou santificados, e também santificadores, pois, tudo o que neles tocasse se tornaria também santo.

Hoje temos vários objetos separados para uso específico, durante os cultos a Deus em nossas Igrejas, como púlpitos, mesas, cadeiras, genuflexórios, cálices para a ceia, etc., contudo, não os ungimos para torná-los santos, ou santificadores. Isto se deve à teologia do Novo Testamento, que afirma categoricamente que desde a vinda do Senhor Jesus Cristo, santos são aqueles que são salvos através da redenção pelo Seu sangue derramado na cruz, e pela Sua ressurreição dos mortos:


"Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo." (I Coríntios 3:16-17 )


"Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus." (I Coríntios 6:19-20 )


O Templo de adoração passou a ser o coração do salvo, não mais um local de tijolos e pedras. O véu do antigo Templo se rasgou no momento em que Jesus Cristo cumpriu sua missão na cruz:

"E eis que o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo; e tremeu a terra, e fenderam-se as pedras;" (Mateus 27:51)
Neste momento se estabeleceu uma Nova Aliança: Através de Jesus Cristo passamos a ter acesso direto ao Pai, sem a necessidade de qualquer outra intermediação, sem a necessidade de qualquer sacrifício físico, sem a necessidade de quaisquer obras humanas:

"Porque por ele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito. Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus; Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina; No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor. No qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito." (Efésios 2:18-22 )


Nenhuma carne é justificada pelas obras da lei. Não cabe, portanto, qualquer ação humana, como a unção de objetos de modo a nos tornarmos santos ou santificados:


"Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada." (Gálatas 2:16 )


Partindo deste princípio, claramente estabelecido pelas Escrituras Sagradas, qualquer objeto que tenha sido feito "santo" através de um processo de unção, ou através de qualquer outro meio ou ação humana, passa a ser objeto de idolatria, e abominação ao Senhor, pois, vilipendia o sacrifício de Jesus Cristo. Sacrifício este feito, de uma vez por todas, na cruz.


Ato completo e perfeito na Sua ressurreição, não restando qualquer outra obra a ser feita, não necessitando de qualquer ação adicional.Deste modo, atribuir-se poder a qualquer objeto inanimado, a qualquer produto ou alimento, é ato de misticismo, sendo deliberado desrespeito para com a divindade do Senhor Jesus, ao qual foi dado todo o poder no céu e na terra:

"E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra." (Mateus 28:18 )
Tudo o que desejamos ou precisamos, devemos levar diretamente a Deus, em oração:
"Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças." (Filipenses 4:6)
Pedindo sempre em nome de Jesus Cristo, e nunca utilizando fetichismos ou superstições, nada de águas, ou óleos "santos" ou mágicos, ou pedras, ou madeiras, ou qualquer outra coisa criada.

Nada deve ser colocado como meio de obtenção de graça, pois o nosso único meio de graça é o Senhor Jesus Cristo:

"Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda." (João 15:16 )
Unção de Pessoas

A unção de pessoas era feita, quando com propósitos espirituais, com o objetivo de separar-se esta pessoa para uma tarefa específica, seja enquanto rei, sacerdote ou profeta. É importante também notar que todas estas tarefas eram realizadas em conjunto com o objetivo de guiar o povo de Deus tanto espiritualmente quanto secularmente. Também é importante ver que estas tarefas foram todas assumidas por Jesus Cristo, o ungido de Deus. Assim, Cristo é Sacerdote, Profeta e Rei.


Já no Novo Testamento esta ação, a unção de pessoas, foi substituída pela imposição de mãos, a qual outorga autoridade para ministrar, educar e servir, como até hoje é feito na ordenação de pastores e diáconos. Há que se entender, entretanto, que este processo não tem exatamente a mesma significação da unção com óleo de outrora, não há qualquer santificação sendo conferida através deste ato, pois, a santificação ocorre no momento da conversão quando o salvo é selado pelo Espírito de Deus, e não há também qualquer transferência de poder, pois, todo o poder está nas mãos de Jesus Cristo (Mateus 28:18), mas, este ato indica com firmeza que aquele que está sendo ordenado, é reconhecido pela Igreja como tendo sido separado por Deus para esta obra.


Unção de Reis


Os Reis eram ungidos como libertadores para o povo de Israel e para governar sobre o povo como seu pastor:


"Amanhã a estas horas te enviarei um homem da terra de Benjamim, o qual ungirás por capitão sobre o meu povo de Israel, e ele livrará o meu povo da mão dos filisteus; porque tenho olhado para o meu povo; porque o seu clamor chegou a mim." (I Samuel 9:16 )


Unção de Sacerdotes


Deus instruiu Moisés a ungir sacerdotes, de modo a consagrá-los e reconhecê-los como pessoas separadas para servir a Deus através do sacerdócio. Os sacerdotes julgavam sobre as diferenças entre as pessoas do povo, faziam expiação, santificavam o povo perante Deus, ouviam confissões de pecados, faziam sacrifícios de ação de graças e supervisionava os trabalhos no tabernáculo, entre outras tarefas.


"E vestirás a Arão as vestes santas, e o ungirás, e o santificarás, para que me administre o sacerdócio. Também farás chegar a seus filhos, e lhes vestirás as túnicas, E os ungirás como ungiste a seu pai, para que me administrem o sacerdócio, e a sua unção lhes será por sacerdócio perpétuo nas suas gerações." (Êxodo 40:13-15)


Unção de profetas


O ofício profético era estabelecido pelo ato da unção:


"O Espírito do Senhor DEUS está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; A apregoar o ano aceitável do SENHOR e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes; A ordenar acerca dos tristes de Sião que se lhes dê glória em vez de cinza, óleo de gozo em vez de tristeza, vestes de louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de justiça, plantações do SENHOR, para que ele seja glorificado." (Isaías 61:1-3 )


Não há uma descrição clara nas Sagradas Escrituras sobre como, ou qual, seria o ritual para a unção de profetas, mas, este fato está razoavelmente estabelecido através do texto de Isaías acima citado.


Produtos utilizados


Azeite


O azeite de oliva simboliza uma vida útil e vibrante, sendo símbolo de regozijo, saúde e de qualificações de uma pessoa para o serviço do Senhor:
"Porém tu exaltarás o meu poder, como o do boi selvagem. Serei ungido com óleo fresco." (Salmo 92:10 )


Unguento


Gordura misturada com perfumes especiais que lhe davam características muito desejáveis.Era utilizado para ungir os pés dos hóspedes, simbolizando a alegria pela chegada daquele hóspede, e desejando-lhe boas vindas:


"E Maria era aquela que tinha ungido o Senhor com unguento  e lhe tinha enxugado os pés com os seus cabelos, cujo irmão Lázaro estava enfermo." (João 11:2 )


Também como era utilizado no cuidado pessoal com o corpo, pois, é um excelente hidratante:


"Naqueles dias eu, Daniel, estive triste por três semanas.Alimento desejável não comi, nem carne nem vinho entraram na minha boca, nem me ungi com unguento  até que se cumpriram as três semanas." (Daniel 10:2-3 )


"Lava-te, pois, e unge-te, e veste os teus vestidos, e desce à eira; porém não te dês a conhecer ao homem, até que tenha acabado de comer e beber." (Rute 3:3 )


Óleos curativos


O óleo tem poderes curativos, permitindo amolecer feridas e purificá-las. O óleo quando misturado a certas ervas, pode proporcionar medicamentos poderosos para vários males. Não é de surpreender que os médicos em Israel tivessem desde tempos antigos conhecimento destas ervas e da forma de utilizá-las no processo curativo de doentes.


"Desde a planta do pé até a cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, e inchaços, e chagas podres não espremidas, nem ligadas, nem amolecidas com óleo." (Isaías 1:6)
"E, aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem, e cuidou dele;" (Lucas 10:34 )


Unguento fúnebre


Este unguento era utilizado na preparação do corpo para o sepultamento, como parte de um processo de embalsamamento:
"Ora, derramando ela este unguento sobre o meu corpo, fê-lo preparando-me para o meu sepultamento." (Mateus 26:12 )


"E as mulheres, que tinham vindo com ele da Galileia  seguiram também e viram o sepulcro, e como foi posto o seu corpo. E, voltando elas, prepararam especiarias e unguentos  e no sábado repousaram, conforme o mandamento." (Lucas 23:55-56 )


Modos de aplicação


Na cabeça


O derramamento de óleo sobre a cabeça de um homem indicava que este homem havia sido separado para uma determinada tarefa a serviço do Senhor.


"Então tomou Samuel um vaso de azeite, e lho derramou sobre a cabeça, e beijou-o, e disse: Porventura não te ungiu o SENHOR por capitão sobre a sua herança?" (I Samuel 10:1 )

"Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda." (Salmo 23:5 )"Em todo o tempo sejam alvas as tuas roupas, e nunca falte o óleo sobre a tua cabeça." (Eclesiastes 9:8 )
Também era usado sobre a cabeça com efeitos cosméticos:

"Em todo o tempo sejam alvas as tuas roupas, e nunca falte o óleo sobre a tua cabeça." (Eclesiastes 9:8 )


No rosto


A unção do óleo no rosto tinha como objetivo a hidratação, e a proteção contra as forças da natureza:

"E o vinho que alegra o coração do homem, e o azeite que faz reluzir o seu rosto, e o pão que fortalece o coração do homem." (Salmo 104:15 )
Nos pés

Como já foi dito, este ato estava normalmente relacionado com uma recepção digna e alegre de um hóspede bem-vindo:

"E, estando por detrás, aos seus pés, chorando, começou a regar-lhe os pés com lágrimas, e enxugava-lhos com os cabelos da sua cabeça; e beijava-lhe os pés, e ungia-lhos com o unguento." (Lucas 7:38 )
Sobre as feridas

Neste caso o óleo é utilizado como medicamento, sendo que através de suas propriedades curativas próprias, ou em combinação com ervas ou outros produtos era deitado sobre as feridas. Há muitos relatos deste tipo de procedimento na literatura talmúdica, e alguns na própria Bíblia Sagrada, os quais já foram anteriormente citados.


"Volta, e dize a Ezequias, capitão do meu povo: Assim diz o SENHOR, o Deus de Davi, teu pai: Ouvi a tua oração, e vi as tuas lágrimas; eis que eu te sararei; ao terceiro dia subirás à casa do SENHOR. E acrescentarei aos teus dias quinze anos, e das mãos do rei da Assíria te livrarei, a ti e a esta cidade; e ampararei esta cidade por amor de mim, e por amor de Davi, meu servo. Disse mais Isaías: Tomai uma pasta de figos. E a tomaram, e a puseram sobre a chaga; e ele sarou." (II Reis 20:5-7 )


Uso atual


Como vimos, fica, em nossos dias, descartado o uso da unção com óleo para objetos, de modo a torná-los sagrados ou santificados, já que nada mais pode ser considerado objeto sagrado, uma vez que o templo de Deus na Nova Aliança é o corpo daquele que teve seu coração transformado pelo sangue do Cordeiro de Deus.


Também não há mais qualquer necessidade de unção para sacerdotes, Reis ou profetas. Ocorrendo no caso daqueles que se dispõem a servir como oficiais da Igreja, o ato da imposição de mãos, figura substituta da unção, mas, com significação distinta.Resta então apenas um tipo de unção a ser analisado em termos de uso nos dias atuais: a unção de enfermos com fins medicamentosos. Não restou nenhum tipo de unção, com finalidades espirituais, a ser utilizada pelos crentes em Jesus Cristo após o estabelecimento da Nova Aliança.


Análise Histórica


É interessante que venhamos a analisar a prática da Igreja, desde os seus primórdios até os dias atuais, para que possamos formar também nosso pensamento através do testemunho daqueles que no decorrer do tempo estudaram e buscaram o conhecimento bíblico, bem como daqueles que deturpando o verdadeiro significado dos ensinos bíblicos torcem seu entendimento de acordo com suas conveniências momentâneas.


Os pais apostólicos


Não há praticamente nenhuma referência à unção com óleo de enfermos, entre os escritos de Tiago (± 46-49 d.C), e de Hipólito de Roma (± 200 d.C.). Isto provavelmente se deve ao fato de estarem os Cristãos deste período lutando com tantas e tão variadas formas de heresias, como o gnosticismo, o arianismo, o sabelianismo, o monarquismo, os judaizantes, entre outros tantos, que não deve ter havido tempo para dedicarem-se a este assunto em seus escritos.


Justino de Roma (± 140 d.C.)


Há contudo a exceção de Justino de Roma, que por volta de 140 d.C. defendia a posição de que todo e qualquer tipo de unção praticada ou ministrada no Velho Testamento aponta para Cristo. E que assim em Cristo todas as unções cessaram, conforme podemos ver pelo trecho de seu trabalho a seguir:


"Tendo Jacó derramado óleo no mesmo lugar, o próprio Deus que lhe aparecera dá testemunho de Ter sido para ele que ungiu ali a pedra. Também já demonstramos, com várias passagens das Escrituras, que Cristo é chamado simbolicamente "pedra" e que também a ele se refere toda unção, seja de azeite, seja de mirra ou qualquer outro composto de bálsamo, pois assim diz a palavra: "Por isso, o teu Deus te ungiu, o teu Deus, com óleo de alegria, de preferência aos teus companheiros". É assim que dele participaram os reis e ungidos, todos os que são chamados reis e ungidos, da mesma maneira como ele próprio recebeu de seu Pai o fato de ser Rei, Cristo, Sacerdote."


Hipólito de Roma (± 200 d.C.)


A mais importante obra teológica de Hipólito de Roma é intitulada a "Tradição Apostólica". É um dos mais antigos documentos com instrução litúrgica que podemos encontrar, tendo sido usado como base, pela igreja católica romana, para consubstanciar sua herética doutrina sacramental da "extrema-unção" e é também a base utilizada pelos neopentecostais para confirmar que a Igreja Cristã pós-apostólica era praticante da "unção de enfermos". Vamos ao texto de Hipólito:


Se alguém oferecer azeite, consagre-o como se consagrou o pão e o vinho, não com as mesmas palavras, mas com o mesmo Espírito. Dê graças, dizendo: "Assim como por este óleo santificado ungiste reis, sacerdotes e profetas, concede também, ó Deus, a santidade àqueles que com ele são ungidos e aos que o recebem, proporcionando consolo aos que o experimentam e saúde aos que dele necessitam."


Por estas palavras podemos claramente entender que este ensinamento está muito distante da verdade bíblica. Não há nenhuma instrução na Palavra de Deus no sentido de se consagrar pão e vinho. A Bíblia inclusive não trata o líquido da ceia do Senhor como sendo vinho. Há uma única referência, feita pelo Senhor Jesus registrada em Mateus, referindo-se ao conteúdo do cálice como "fruto da vide", ou seja "uva", ou seu suco:


"E digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto da vide, até aquele dia em que o beba novo convosco no reino de meu Pai." (Mateus 26:29 )


E em nenhum momento há qualquer ritual de consagração. Há sim oração em ação de graças a ser proferida durante o cerimonial da ceia do Senhor, conforme instruções encontradas em Mateus 26:26-30 e em I Coríntios 11:23-30.


Se não se consagra o pão e o vinho, também não se consagra azeite. Se não se consagra azeite toda a teologia e toda a instrução litúrgica derivada desta linha de raciocínio é biblicamente inválida e deve ser considerada espúria e anátema.Aprofundando-nos no estudo dos ensinos de Hipólito de Roma podemos encontrar vários tipos de óleos, como o óleo consagrado, o óleo de exorcismo, o óleo de ações de graças, o óleo santo ou santificado, entre outros, como o queijo da caridade e a azeitona consagrada. Assim, quaisquer ensinos provenientes desta fonte, ou de qualquer outra que nela se baseie devem ser considerados espúrios e anátemas.


Orígenes (± 210 d.C.)


Orígenes, apesar de todas as suas tendências alegoristas e metafóricas, de suas heresias e descalabros, ao tratar da questão da unção com óleo, afirma, corretamente, que alguns Cristãos (neste caso Celso) teriam querido curar suas feridas através da ação divina, mas manter sua alma inflamada em seus vícios e pecados, rejeitando os remédios espirituais dessa mesma palavra, a confissão de pecados e o perdão. Querendo usar o azeite, o vinho e outros emolientes, e demais ajudas médicas que aliviam a enfermidade, como alívio para sua alma corrompida, ou ainda usar de supostos poderes mágico-espirituais conferidos aos medicamentos na cura das feridas, sem se apresentarem diante de Deus, para a cura da alma.


Hoje em dia a medicina nos apresenta vários novos recursos curativos, além do azeite e do vinho, aos quais podemos recorrer, contudo não podemos em momento algum, nos esquecer da dependência de Deus, através de uma vida de oração.Este é o ensinamento de Orígenes: que muitos querem ser curados, querem ser aliviados, mas não querem deixar seus pecados. Portanto, na teologia de Orígenes não existe espaço para uma unção de enfermos com fins curativos mágicos. O azeite e outros emolientes são importantes do ponto de vista medicamentoso, mas sempre associados à dependência de Deus pela oração, e se for para a Sua glória, Deus restabelecerá o enfermo.


Idade Média:


Durante a Idade Média houve grande luta entre o poder secular e o poder da Igreja, trazendo como conseqüência direta uma deturpação ainda mais exacerbada da já caquética e corrompida teologia da igreja de Roma. As interpretações das Escrituras visavam apenas dar respaldo a um misticismo mágico-religioso que dominava as ações da igreja de Roma, e lhe conferia poder sobre as massas ignorantes e crédulas, além de controle sobre seus governantes, rendendo à igreja de Roma grandes frutos financeiros e políticos. Neste período há muito pouca discussão sobre a unção com óleo, pois esta já se havia instituído em sacramento, o sacramento da extrema-unção, para limpar de pecado aquele que estava à beira da morte.


Cesário de Arles (± 503~504)


Ele faz várias referências à unção de enfermos nos seus sermões. No sermão 13 ele escreve:


"Toda vez que sobrevier uma doença, o que a sofre receba o corpo e o sangue de Cristo; peça humildemente e com fé ao sacerdote a unção com o óleo bento a fim de que se cumpra nele o que está escrito".


No Sermão 184, suplica às mães que não levem seus filhos aos "medicamentos diabólicos", argumentando:


"Quanto mais justo e razoável seria recorrer à igreja, receber o corpo e o sangue de Cristo, ungir com fé, seja o próprio corpo ou o dos seus, com o óleo bento."


Aqui vemos já uma completa deturpação do significado da ceia do Senhor, pois é esta um memorial, não conferindo qualquer tipo de bênção, graça ou cura. Pois, não há qualquer suporte nas Sagradas Escrituras para que assim pensemos.


E assim da mesma forma também não há um "óleo bento pelos sacerdotes". Pois, primeiramente, não há na Nova Aliança a figura do sacerdote, não há mais a necessidade de intermediação entre o povo e seu Deus. Cada um que tenha em si o selo da salvação, tem acesso direto ao Pai através de Jesus Cristo, nosso Mediador e Advogado para com o Deus. Não há também, como já vimos, sob a Nova Aliança, nenhum objeto ou material consagrado ou santificado, tornando, deste modo, a existência de um "óleo bento" simplesmente impossível.


E se não há bênção nem na ceia, nem no óleo, não há razão para uma unção de enfermos, exceto quando ocorrer com caráter puramente medicamentoso, sem qualquer conotação mística ou espiritual. Quanto à afirmação no sermão 184, não há qualquer fundamento ou razão para afirmar que medicamentos sejam "diabólicos", ou de qualquer outra forma "impuros" ou "malévolos". Há contudo, clara proibição bíblica, quanto a se buscar o auxílio de curandeiros e feiticeiros, mas, em nenhum ponto encontramos recomendação contra a busca por médicos ou por medicamentos em caso de doenças. Ao contrário, quando a mulher que sofria com fluxo de sangue procurou por Jesus, é-nos informado que ela já havia procurado por médicos, pratica esta que não foi recriminada por Jesus, apesar de no caso desta mulher não ter sido de eficácia. (Marcos 5:25-34)


Beda (± 720 d.C.)


Segundo o disposto através da teologia de Beda, podemos ver o andamento da deturpação do significado da unção de enfermos, conforme segue:


1. Naquela época se pensava que a virtude da Unção estava no óleo consagrado pelo bispo, o óleo bento;


2. A Unção de Enfermos pertencia à categoria dos sacramentos permanentes, assim como a ceia do Senhor e o batismo;


3. A igreja de Roma cria que assim como na ceia do Senhor é o próprio ministro, o sacerdote, quem consagra o pão, e como também é o sacerdote quem batiza, é este mesmo quem também consagra o óleo para a unção de enfermos, e estes elementos depois de consagrados pelo ministro são repassados aos presbíteros para ministrá-los. Assim, toda a força da bênção do óleo está no pastor, isto é, no sacerdote;


4. Assim como o pão consagrado para a ceia do Senhor já tem em si a força do sacramento, também o óleo bento consagrado pelo bispo tem a mesma força e o mesmo poder.


Bonifácio (± 900 d.C.)


A partir da reforma carolíngia, a administração do óleo consagrado, ou bento, ficou reservada exclusivamente aos sacerdotes (bispos e presbíteros). Segundo os Statuta Bonifacii, do começo do século IX, os sacerdotes devem, em suas viagens, levar sempre consigo a eucaristia e o "santo óleo"; e lhes é proibido sob pena de deposição confiar aos leigos o "santo óleo".Neste ponto muda a igreja de Roma sua concepção do sacramento:


1. De unção de enfermos passou a ser unção de moribundos (extrema-unção);
2. Da consagração do óleo passou a ser a administração da unção;
3. De sacramento com efeitos corporais passou a ser sacramento com efeitos espirituais;
4. De sacramento autônomo passou a estar unido à penitência;
5. A teologia escolástica do século XIII já herdara uma situação de fato: o ministro da unção é o sacerdote, o mesmo da penitência.


Deste panorama, tem-se o que hoje é entendido por unção dos enfermos. Uma ação de transferência de poder do sacerdote para o óleo e deste para o enfermo, "trazendo a cura".Nada mais que uma ação de misticismo e feitiçaria, completamente destacada do contexto e do entendimento bíblicos, ação esta criada por séries de heresias e deturpações históricas, tanto no que se refere ao papel da igreja, quando no que se refere ao papel do ministro da igreja, o seu pastor.


Os reformadores protestantes


No decorrer da Idade Média, a igreja católica separou esse rito da unção de enfermos e o elevou à categoria de sacramento da extrema-unção, mediante o qual, segundo ensinavam seus teólogos, deveria ser ministrado aos fiéis da igreja que estavam moribundos, ou seja, à espera da morte. Houve consenso entre os reformadores protestantes que assim apresentada, a unção com óleo, era uma falsa interpretação de Tiago 5:14 e de Marcos 6:13.


Segundo Lutero, em sua exposição do texto de Tiago 5:14, o uso da unção com óleo, já cessou:


"Por isso sou de opinião que essa unção é a mesma da qual se escreve, em Mc 6:13, a respeito dos apóstolos: 'E ungiam muitos enfermos com óleo, e os curavam.' Trata-se, pois, de um certo rito da Igreja primitiva, pelo qual faziam milagres entre os enfermos. Já desapareceu há muito."


Calvino de igual modo não aceita a contemporaneidade da prática da unção de enfermos, assegurando que esta prática já cessou na igreja, como também, todas as virtudes e os demais milagres que foram operados pelas mãos dos apóstolos, a razão é que este dom (unção de enfermos) era temporal.


Calvino e Lutero são unânimes em afirmar que o azeite era um unguento utilizado na Igreja Primitiva com fins medicamentosos que associados à oração dos presbíteros, teria muito efeito.Porque os reformadores não faziam unção de enfermos?


1. Por que o princípio gerador da cura em Tg 5:14 é a fé do doente e as orações dos líderes da igreja;
2. Por que longe de sustentar a extrema-unção ou o crisma (confirmação), a passagem de Tiago 5:14 trata de presbíteros (e não de sacerdotes) orando pela cura do enfermo; O azeite é então um óleo medicinal, e não um preparado mágico para a morte.
3. Por que a unção Veterotestamentária apontava para o Messias, o Ungido de Deus, cumprindo em Cristo a unção final de sacerdote, profeta e rei;
4. Por que no processo evolutivo da revelação de Deus, o óleo da unção aponta para o ministério do Espírito Santo, Aquele que unge, isto é, separa, capacita, credencia o cristão a fazer a obra de Deus. Os que são ungidos com o Espírito Santo não necessitam de nenhum outro tipo de unção.


Analisando o pensamento de Calvino sobre a unção dos enfermos, especialmente em sua exposição do verso em Tiago 5:14, podemos entender o seguinte:


1. Para Calvino esta prática já cessou na Igreja;
2. A unção aponta para a obra e os dons do Espírito Santo; e se nós vivemos hoje no desenvolvimento ministerial do Espírito Santo, com certeza, não há qualquer sentido na prática da unção de Enfermos ou qualquer outro tipo de unção;
3. A unção não tem o efeito das virtudes espirituais apostólicas;
4. A unção não é canal de bênçãos para o crente; canal de bênção é a doutrina Bíblica, as orações (intercessão dos Santos) e a comunhão;


1. A unção não é privativa do pastor da igreja;
2. A unção não tem qualquer efeito de sacramento;
3. A unção não perdoa pecados;
4. A unção não é sinal de cura;
5. A unção não tem poderes mágico-religiosos;


Considerações atuais sobre a unção com óleo


Como conseqüência da situação pela qual vem passando o povo brasileiro, devido às conjunturas políticas, sociais e econômicas, muitos têm encontrado grande dificuldade de acesso à medicina pública, ou nela não têm confiança, recorrendo a uma medicina popular, principalmente através de curandeiros, benzedeiras, e/ou concepções mágico-religiosas. Alguns líderes carismáticos são muitas vezes solicitados a realizar curas divinas através de rituais, e afirmam estar em contato com o Espírito Santo, com anjos, demônios e com o espírito da própria enfermidade. E através de seus "poderes", tentam realizar a "cura", e quando esta não vem, alistam variadas razões, entre elas, e principalmente, o fato de o enfermo, ou seus familiares, terem falta de fé.


Assim, todo o procedimento de unção assumiu um papel fundamental dentro do simbolismo religioso que se formou nestes dias, sendo este procedimento utilizado para combater doenças tanto do corpo quanto da alma. E só obtêm a "graça" aqueles que são ungidos com óleo consagrado; para estes haverá saúde, emprego, riqueza, e a cura de diversas moléstias e males demoníacos.


Logo tudo passa a ser ungido, a rosa, o barbante, o sal, as fotos, as roupas, a água, o manto, a madeira, e finalmente a própria pessoa é ungida, e caso esteja possuída por demônios estes se manifestam e podem então ser expulsos, através do óleo do exorcismo e da "oração forte".
Saindo da confusão


Como podemos perceber perfeitamente através da exposição da história deste procedimento vale aqui de modo especial o que nos é dito pelo texto do salmo 42: "Um abismo chama outro abismo...".


E é desta confusão teológica que precisamos sair. E a única forma de fazê-lo é através de uma análise exegética da palavra de Deus, à luz de todo o ensino apresentado pela própria palavra de Deus, conforme já vimos anteriormente neste estudo. Vamos seguir então analisando o verso que é usado por base de toda esta "teologia".


Mas, tenhamos em mente tudo o que já estudamos, e em especial a conclusão a que chegamos através da análise sincera e dedicada da palavra de Deus:


"Resta então apenas um tipo de unção a ser analisado em termos de uso nos dias atuais: a unção de enfermos com fins medicamentosos. Não restou nenhum tipo de unção, com finalidades espirituais, a ser utilizada pelos crentes em Jesus Cristo após o estabelecimento da Nova Aliança."


Exposição de Tiago 5:14


Analisemos o texto em si, dentro do seu contexto:


"Está alguém entre vós aflito? Ore. Está alguém contente? Cante louvores. Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor; E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos." (Tiago 5:13-16)
É fundamental entendermos que o texto nos fala de oração. Tiago está tratando, por praticamente toda a sua carta, deste tema. Não podemos entender que ele tenha criado um novo ritual místico-mágico, ou que tenha sido criada uma nova teologia, o que invalidaria esta carta como texto bíblico.


Como exemplo, analisemos o que houve recentemente em uma pequena cidade americana próxima de Los Angeles: - Lá ocorreu uma enorme tragédia, quando um pai, jogou fora a insulina que seu pequeno filho diabético necessitava tomar, após pedir ao pastor que realizasse em seu filho a "unção com óleo" e a "oração forte de poder". Como resultado desta ação irresponsável, seu filhinho morreu.Devemos entender que nem todos os crentes que ficam doentes, recebem cura! Muitas vezes Deus os quer assim, doentes mesmo, de modo que testemunhem de Sua graça mesmo em meio ao sofrimento, ou então para que seja aprendida alguma lição que Deus queira ensinar. O fato é que se todos os crentes recebessem cura, nenhum morreria, pois, a cada doença se seguiria a cura divina! E a história testemunha que não é assim.Bom, com isto em mente sigamos analisando o texto. A palavra "ungir" em português significa:


1. untar(-se) ou friccionar(-se) com óleo, unguento ou qualquer substância gorda; fomentar
2. untar ou friccionar com perfumes ou substâncias aromáticas
3. investir de autoridade por meio de unção ou sagração; sagrar


Em grego os dois primeiros sentidos apresentados da palavra "ungir" são entendidos da palavra "aleifw" (aleipho). Já o terceiro sentido, é entendido pela palavra "criw" (chrio) da qual se deriva a palavra "cristoV" (christos), Cristo, de onde temos a designação de Jesus como "O Ungido de Deus", "O Cristo".


Neste sentido, a primeira (aleipho) é uma palavra que denota uma ação corriqueira e desprovida de qualquer conotação religiosa ou espiritual. Enquanto a segunda (chrio) indica uma ação espiritual, uma consagração divina. E neste verso encontramos a palavra aleipho e não a palavra chrio!


Considerando, portanto, o significado da palavra e do texto em seu contexto, entendemos que somente o que pode operar qualquer cura é o poder do Senhor, muitas vezes em resposta à oração de um justo. O uso do azeite neste texto se refere então à sua aplicação com vistas a uma ação medicamentosa. Dando-nos instrução que não devemos, como fez aquele infeliz pai americano, deixar de aplicar o medicamento pelo fato de estarmos em oração pela cura, mas, inversamente, devemos aplicar o medicamento e orar confiantemente ao Senhor, clamando pela cura, tanto física, quanto espiritual, em caso de haver pecado envolvido. E o Senhor dentro dos Seus propósitos, irá agir. O poder é do Senhor, e não de uma mandinga qualquer ou de qualquer objeto que supostamente tenha quaisquer poderes curativos.


Conclusão:


Diante de tudo o que foi exposto, podemos então afirmar:


1. A unção de enfermos não é um sacramento, já que não há nenhum sacramento, pois para tal exigir-se-ia um sacerdote para intermediar sua aplicação. E na Nova Aliança, cada crente em Jesus Cristo tem acesso direto ao Pai através Dele, sendo portanto, seu próprio sacerdote, dispensando qualquer tipo de intermediação humana. Além deste fato, não há como se complementar a obra do Senhor Jesus Cristo, ou tomar-se qualquer ação que resulte em graça. A obra de Cristo é completa e perfeita, e a obtenção de graça se dá através do poder do Senhor mediante oração e fé.


2. Os pais da Igreja não praticaram a unção com fins espirituais na Igreja, entendendo que esta ação não deveria ocorrer no cerne da Nova Aliança.


3. A instituição da unção dos enfermos durante a Idade Média, (que veio posteriormente a se tornar a extrema-unção católica, e que após o concílio Vaticano II voltou a ser, para os católicos romanos, a unção de enfermos) foi obra de "cristãos" que não tinham uma teologia séria, embasada na Palavra de Deus, mas, ao contrário, desejavam apenas mais um meio de controle sobre as massas.


4. Conforme pudemos ver da exposição de Tiago 5:14, o óleo não tem em si nenhum poder curativo sobrenatural, além de seu próprio poder como medicamento. O verdadeiro poder está no Senhor, e pode vir a ser derramado sobre o enfermo, em atendimento às orações de verdadeiros crentes no Senhor Jesus Cristo, aqueles que foram justificados pelo Seu sangue.


5. O azeite em Tiago 5:14, não é expressão do Espírito Santo, nem de Sua ação. A unção que se relaciona com o Espírito Santo é obtida na conversão, quando o crente é Nele batizado e selado para o dia da redenção.


6. Qualquer pensamento quanto a um valor semi-mágico da unção com óleo, fere os princípios do Novo Testamento, especialmente no que diz respeito ao objeto da fé, que não pode em nenhuma hipótese ser algo material sob pena de idolatria e paganismo:


"E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra." (Mateus 28:18)
Em nada devemos por a nossa fé, a não ser naquele que verdadeiramente nos pode salvar!


1. No processo evolutivo da revelação de Deus, o óleo da unção apontava para o vindouro ministério do Espírito Santo, que é Aquele que unge, ou seja, Aquele que separa, capacita, credencia o Cristão a fazer a obra de Deus. Os que são ungidos com o Espírito Santo não necessitam de nenhum outro tipo de unção espiritual, em nenhum outro momento de suas vidas!


E que Deus nos abençoe e nos permita permanecer sendo fiéis à Sua palavra e à Sua vontade em cada momento de nossas vidas, deixando e abandonando tudo quanto não provém de Deus!


Por: Alípio Fernandes de Souza Jr. 
Contato: alipioteologia@yahoo.com.br
   



                     A MORTE NO CONTEXTO BÍBLICO         



DOUTRINA DA MORTE


É de fundamental importância buscar o conhecimento no que tange o estado do homem após a morte, pois o conhecimento além de produzir segurança, nos torna menos temerosos com o além-túmulo!

Vamos estudar esta doutrina através de perguntas e respostas.


1. O que é a morte do homem?


Conceito: A Morte humana é a desintegração vida, ou seja, é a separação da natureza material da espiritual (imaterial).

Texto Bíblico: “o pó volte à terra, de onde veio, e o espírito volte a Deus, que o deu”. Eclesiastes 12:7


2. Por que o homem se desintegra?


Por que perdeu a cobertura sobrenatural que o isolava da lei da entropia (desordem de um sistema.) em virtude de se corromper ao errar o alvo (pecado).

Texto Bíblico: “o salário do pecado é a morte”, Romanos 6:23 a


3. O que diz as seitas a respeito da morte?



I. Adventistas do Sétimo Dia: Morte segundo os adventistas


• Os adventistas do sétimo dia acreditam que somos reduzidos a um estado de silêncio, de inatividade e de inteira inconsciência após a morte. 
• Afirmam que entre a morte e a ressurreição os mortos dormem, baseando-se, principalmente, em Eclesiastes 9:5. “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, mas a sua memória fica entregue ao esquecimento”. 
• Também não acreditam em inferno literal para os perdidos.

 Só que os adventistas erram por não enxergar que Salomão estava falando da vida debaixo do sol, do homem-carne e não em sua totalidade. Basta conhecer o contexto bíblico para compreender!
 I Pedro 3:19 no qual também foi e pregou aos espíritos em prisão,
 Lucas 23:43 Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso. 
 II Coríntios 12:4 foi arrebatado ao paraíso e ouviu palavras inefáveis, as quais não é lícito ao homem referir.



II. Mórmon “Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias! 



• Ensinam que após a morte o homem entra no mundo dos espíritos e recebe o mesmo corpo que tinha antes de vir a este mundo, e continua numa evolução progressiva até ser deus. 
• Vejam o que diz o presidente B. Young: “Nós recebemos essas verdades, progredimos de glória em glória, de vida eterna a vida eterna, ganhando conhecimento de todas as coisas e tornando-nos Deuses... (DBY, p.151 – Extraído do livro: Ensinamentos de BY p.19). 
• O paraíso nada mais é que uma estação, para sua trajetória evolucionista. 
• Não existe inferno e nem lago de fogo.
 É tanta burrice teológica que nem perderemos tempo em refutar!



III. Catolicismo



• O purgatório, segundo a doutrina da Igreja Católica Romana, é o estado no qual os fiéis são purificados depois da morte, antes de entrar no céu. 
• Se baseiam em Mateus 12:32 e 1 Coríntios 3:13,15
• Mateus 12:32 diz que a blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada, nem neste mundo, nem no mundo que há de vir. Hardon conclui, sem prova nenhuma, que esse versículo sugere que outros pecados serão perdoados após a morte.
• 1 Coríntios 3:13,15 fala de julgamento através de fogo. O fogo serve para provar o valor das obras de cada um. O trecho nada diz sobre um lugar de purificação após a morte.

 A Bíblia claramente afirma que o julgamento vem depois da morte (Hebreus 9:27), no qual seremos julgados pelos atos feitos por meio do corpo (2 Coríntios 5:10). Jesus ensinou que é impossível ao ímpio escapar dos tormentos para entrar no conforto dos fiéis (Lucas 16:25-26).
 Devemos nos preparar para o julgamento agora, pois a Bíblia não fala de segundas chances após a morte.



IV. Espiritismo



• O Espiritismo prega a Reencarnação. A idéia da reencarnação é tirar de Deus a glória pela salvação e transferi-la para o homem. 
• Se for se esforçando para evoluir nas várias supostas vidas que você chega a um lugar melhor (céu, nirvana, etc.), palmas para você. 
• Se a salvação for aceita como obra e graça de Deus, palmas para Deus. 



Quem Merece o Louvor? 


 A ideia da reencarnação traz embutida a ideia da auto-evolução, que você deve se aperfeiçoar espiritualmente, subindo degraus de uma escada sem fim. Isso pode fazer bem para o ego, e é a razão dos livros espíritas como os de Chico Xavier ou Zibia Gasparetto serem best-sellers.

 A Bíblia claramente afirma que o julgamento vem depois da morte (Hebreus 9:27), no qual seremos julgados pelos atos feitos por meio do corpo.



V. Testemunhas de Jeová



• Os TJ’s baseados em uma Bíblia distorcida, conhecida como Tradução do Novo Mundo, creem como os adventistas, ou seja, morreu, entramos em um estado de inatividade e de inteira inconsciência. 
• Após a ressurreição, os TJ’s acreditam que somente 144 mil pessoas entrarão no Céu, os demais salvos permanecerão na terra.

 Lucas 23:43 Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.

4. O que ocorre com a existência humana com a morte orgânica?

Antes vamos entender como era antes de Cristo:

Tanto Justos quanto Injustos ao morrer iam para um lugar chamado Sheol (Hades em Grego) todavia havia nessa região dos mortos, uma divisão para os justos, e outra para os injustos, que era separada por um abismo intransponível Conforme o relato de Lucas 16.26. Todos estavam ali plenamente conscientes. O lugar dos justos era de felicidade, prazer e segurança. Era chamado seio de Abraão e Paraíso. Já o lugar dos ímpios era medonho, com fogo, cheio de dores, sofrimentos, estando todos tenebrosamente conscientes do que estava ocorrendo.



Depois de Cristo:



Salvo:

Com a morte vicária de Cristo houve mudança no destino da parte espiritual do homem salvo. Jesus disse ao homem crucificado ao seu lado que se converteu: “-Hoje estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23:43). E, o Paraíso deixou de se localizar “embaixo” no Hades.

O apóstolo Paulo disse: “Subindo ao alto, conduziu cativo o cativeiro, e deu dons aos homens...” (Efésios 4:8,9).
Entende-se, pois, que Jesus, ao ressuscitar, levou para o céu os crentes do Antigo Testamento que estavam no Seio de Abraão.

Perdido:

Para o perdido não houve qualquer alteração quanto ao seu estado pós-morte. Continuam descendo ao Hades, onde ficarão retidos em sofrimento consciente até o Juízo do Grande Trono Branco, após o Milênio, quando ressuscitarão para serem julgados e postos no Lago de Fogo (Apocalipse 20.13-15). 

5. Após a morte há possibilidade de se escapar do atual inferno?

No período do antigo testamento, havia a possibilidade dos justos saírem do lado reservado aos crentes do hades, ou seja, Jesus vencendo a morte e inferno, pagaria o preço do resgate das almas dos santos no AT.

Hoje, isso é impossível, pois quem morre e vai para o Hades já desce irremediavelmente condenado. 
Texto Bíblico: “E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo, “ Hebreus 9:27 

6. Ficaremos para sempre no Paraíso?

Absolutamente Não! Os justos que morreram em Cristo estão neste momento aguardando o advento da Grande Tribulação e quando este período vindouro se encerrar, irão ressuscitar; (Apocalipse 20.4), e ingressarem no reino milenial de Cristo para só depois disso ingressarem no Céu Eterno, na Nova Jerusalém Celeste.

Texto Bíblico: Apocalipse 20:4 “E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos”. 

7. E as pessoas que morreram sem Jesus irão ressuscitar no milênio?

Não! Permanecerão sofrendo no Hades!

Texto Bíblico: Apocalipse 20:5 a “Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram” 

8. E quando os mortos do Hades ressuscitarão?

Ressuscitarão para serem julgados e condenados no Juízo Final!

Texto Bíblico: Apocalipse 20:13-15 “E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras. E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte. E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo”. 

9. Mas o inferno não seria um lugar simbólico?

O Inferno é real e será cumprimento desta profecia para a vida dos inimigos de Deus: “Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo”. Hebreus 10:31

Leia isso agora:

Hebreus 10:29 "De quanto MAIOR castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue da aliança com que foi santificado, e fizer agravo ao Espírito da graça?


Reflitam Comigo: 

Se o inferno é um lugar simbólico, que diferença haverá para quem pisou o Filho de Deus se o destino final de todos será um: A morte!?



Conclusão:



A Morte Ainda Reina? 



ROMANOS.5.14 "No entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não tinham pecado à semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que havia de vir". 

O que Paulo quis dizer com "a morte reinou desde Adão ATÉ Moisés"?

 Paulo quis dizer que a morte Reinou até que Jesus a derrotasse com Sua morte vicária e ressurreição. "Moisés" neste contexto significa a dispensação da Lei. E, as escrituras afirmam que o fim da Lei é Cristo para a Justiça de todo o que crê!
 Logo a morte deixou de reinar com o advento do Messias!
 Logo a morte não tem mais poder sobre o crente! Aleluia!



Igreja Batista Nacional Central de Anápolis 




* O Que Acontece Depois da Morte? - Augustus Nicodemus 





JULGUE PARA NÃO SER JULGADO / YAGO MARTINS





Creio que o texto áureo para atacar a prática do julgamento é Mateus 7, quando Jesus diz: “Não julgueis, para que não sejais julgados” (Mt 7:1). Lendo esse verso, temos a impressão de que não devemos nunca julgar, não é mesmo? Mas, quando continuamos lendo, percebemos que há algo mais profundo em jogo:
”Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós. E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão” (Mt 7:2-5).
Responda: Cristo está proibindo todo e qualquer tipo de julgamento? O contexto deixa claro que não. Observemos como Cristo encerra sua declaração sobre julgamento: “tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão”. Cristo está ensinando que, a partir do momento que eu tiro a trave do meu olho, eu posso, sim, retirar o cisco do olho de meu irmão. Ou seja, a partir do momento em que não ajo hipocritamente, eu posso, sim, julgar. Então, qual é o tipo de julgamento que Cristo está proibindo? Acredito que é o julgamento hipócrita.

Para deixar isso mais claro, vejamos o que Cristo diz após aparentemente proibir o julgamento: ”Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós. E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu?”. Cristo está repreendendo os judeus contra a hipocrisia presente nos julgamentos deles e é exatamente esse julgamento que Cristo proíbe. Além de que, se todo julgamento estivesse sendo proibido por Jesus, Ele mesmo estaria em erro por julgar os fariseus como hipócritas na mesma passagem, caindo na condenação de Romanos: “Portanto, você, que julga os outros é indesculpável; pois está condenando a si mesmo naquilo em que julga, visto que você, que julga, pratica as mesmas coisas” (2:1).

Muitos podem concordar que devemos, com certeza, julgar doutrinas (1 Ts 5:21), espíritos (1 Jo 4:1), profecias (1 Co 14:29), etc. Como disse Cristo: “E por que não julgais também por vós mesmos o que é justo?” (Lc 12:57) e Paulo: “Falo como a entendidos; julgai vós mesmos o que digo” (1 Co 10:15). Muitos concordam que devemos julgar essas coisas, mas discordam quando se trata de julgar pessoas. Além de ver que o texto de Mateus 7 não proíbe este ato (pelo contrário, o incentiva), temos outros versos que deixam claro que devemos, em alguns casos, agir deste modo.

Paulo, após perguntar com que direito julgaria os que estão de fora da comunhão com Cristo, pergunta: “Todavia, não deveis vós julgar os que são de dentro?” (1 Co 5:12). Jesus e Paulo nos advertem: “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores” (Mt 7:15) e “E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles” (Rm 16:17-18). 

Como tomar cuidado com os falsos profetas e falsos mestres se não julgarmos os homens de acordo com suas obras? Como vamos separar-nos destes homens se não examinarmos tudo de acordo com a Palavra de Deus, julgando cada homem? Se nunca julgamos, não poderemos obedecer a esses versos. Paulo, novamente, nos diz: “Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois porventura indignos de julgar as coisas mínimas? [...] Para vos envergonhar o digo. Não há, pois, entre vós sábios, nem mesmo um, que possa julgar entre seus irmãos?” (1 Co 6:2,5). E que exemplo melhor do que o do próprio Paulo, quando julgou Pedro:
“Quando, porém, Cefas veio a Antioquia, resisti-lhe face a face, porque se tornara repreensível. Com efeito, antes de chegarem alguns da parte de Tiago, comia com os gentios; quando, porém, chegaram, afastou-se e, por fim, veio a apartar-se, temendo os da circuncisão. E também os demais judeus dissimularam com ele, a ponto de o próprio Barnabé ter-se deixado levar pela dissimulação deles. Quando, porém, vi que não procediam corretamente segundo a verdade do evangelho, disse a Cefas, na presença de todos…” (Gl 2:11-14).
Se olharmos para a Antigo Testamento, temos vários exemplos de profetas de Deus que proferiram julgamentos justos. Jeremias julgou os homens: “Coisa espantosa e horrenda se anda fazendo na terra: os profetas profetizam falsamente, e os sacerdotes dominam de mãos dadas com eles; e é o que deseja o meu povo…” (Jr 5:30,31). Abraão julgou Sodoma e Gomorra ao ponto de não acreditar que houvesse mais de dez justos na cidade (Gn 18:24-32). Inúmeros são os exemplos de Deus mandando que seus servos julguem o povo, como Jeremias (5:30,31), Isaías (59:7,8) e Ezequiel (13). Diante de tudo isso, só posso crer que podemos, sim, julgar pessoas. E não só podemos, como, às vezes, devemos ― e seremos julgados por Deus se não o fizermos.

Dizer que podemos julgar pessoas tanto quanto ensinos e práticas não significa que somos livres para, como satanás, sair pelas ruas caçando ferozmente os erros alheios e, com a boca espumando, bradar palavras de maldição contra outros. Um dos problemas da visão daqueles que proíbem julgamentos é que essa é a imagem que eles possuem sobre o juízo cristão. Acredito que essa é a visão que devemos ter do julgamento segundo o mundo, mas não do julgamento genuinamente bíblico. Para evitar confusões, gostaria de listar alguns pontos que creio serem úteis para sabermos como julgar de acordo com as Escrituras:

1. Tenha Cautela:

“Portanto, nada julgueis antes de tempo, até que o Senhor venha, o qual também trará à luz as coisas ocultas das trevas, e manifestará os desígnios dos corações; e então cada um receberá de Deus o louvor” (1 Co 4:5). Devemos tomar sempre cuidado com julgamentos precipitados. Cristo, quando vier, trará luz sobre tudo o que antes estava oculto. Proteja-se de julgar erradamente, confie em Cristo e no julgamento correto que Ele trará.

2. Não seja um hipócrita

“Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão” (Mt 7: 5). Não devemos nunca julgar hipocritamente. Um assassino não pode reprovar outro, como diz o já citado verso de Romanos: “Portanto, você, que julga os outros é indesculpável; pois está condenando a si mesmo naquilo em que julga, visto que você, que julga, pratica as mesmas coisas” (Rm 2:1).

3. Não seja um carrasco…

”Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós” (Mt 7:2). Você deve lembrar que também será julgado por Deus, pois “…todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo…” (2Co 5:10) e tal julgamento começará pela Igreja (1Pe 4:17). Assim, sabendo que, com a medida com a qual julgamos outros, Deus nos julgará, devemos seguir com mais afinco a exortação Paulina: “Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado” (Gl 6:1).

Além disso, cuidado com julgamentos severos demais por pontos secundários. “O que come não despreze o que não come; e o que não come, não julgue o que come… Assim que não nos julguemos mais uns aos outros; antes seja o vosso propósito não pôr tropeço ou escândalo ao irmão…” (Rm 14:1; cf 1Co 10:23-33; Cl 2:16-17). Lembre-se que “… O Senhor conhece os que são seus …” (2 Tm 2:19), logo, devemos evitar ao máximo agir erradamente com os filhos de Deus, ainda que eles sejam fracos na fé. Deus zela pela Sua Igreja; não queira ser um inimigo dela.

4. …mas saiba quando ser severo

Depois de meditarmos sobre não sermos duros sem necessidade, precisamos considerar sobre sermos duros quando há necessidade. Paulo julgou com severidade um homem que abusava da mulher de seu pai (1 Co 5:1) e Jesus foi extremamente ofensivo com os judeus, chamando-os de hipócritas, raça de víboras, sepulcros, filhos do inferno, dentre outras coisas (Mt 23). Precisamos, muitas vezes, ser duros com os falsos mestres e com os falsos cristãos. Seja sábio para discernir com quem você está lidando, se com um cristão fraco ou com um falso crente. Às vezes, precisaremos expor os pecados de outros e julgá-los como condenados para impedir que eles continuem a enganar o povo de Deus. Esteja preparado para quando precisar agir assim.

5. Seja perdoador

Em João 8:1-11, temos o caso de quando os fariseus trouxeram uma mulher adúltera aos pés de Jesus, acusando-a de adultério. Quando lemos a história, em momento algum Jesus nega que ela seja pecadora. Jesus está, certamente, julgando aquela mulher como pecadora e adúltera, assim como aqueles judeus. A diferença entre o julgamento dos dois é notória: os religiosos queriam apedrejar a mulher, enquanto Jesus queria perdoá-la. No lugar de apedrejá-la, Cristo disse: “[Eu não] te condeno; vai-te, e não peques mais” (Jo 8:11). Existem outros exemplos de pecadores arrependidos que não foram julgados por Jesus, como Zaqueu (Lc 19:1-9) e a mulher que ungiu os pés de Cristo (Lc 7:36-50). Tome Cristo como exemplo e, antes de tudo, seja perdoador.

6. Tenha lágrimas nos olhos

Acredito que nenhum livro inspirado julga tanto os outros quanto Lamentações de Jeremias, pois todos os seus cinco capítulos são completamente recheados de juízos sobre o povo da época. Algo deve ser notado: Jeremias não escreveu um livro imparcial, mas sim um livro de lamentações. O profeta estava chorando pelos pecadores. Ele estava comovido por tudo que estava ocorrendo. Essa deve ser nossa atitude quando precisamos julgar alguém: precisamos ter os olhos marejados ou pelo pecado de nosso irmão ou pela incredulidade do ímpio.

Conta-se a história de um homem que foi ao pastor de sua congregação dizendo: “Deus falou comigo que algo muito ruim aconteceria com nossa cidade”. O sábio pastor, então, respondeu: “Eu sei que essa revelação não veio de Deus, pois, se ela fosse mesmo d’Ele, você diria isso com lágrimas nos olhos”. Que não caiamos neste mesmo erro.

7. Julgue justamente

Este último ponto resume todos os outros já citados. Cristo nos dá uma ordem: “Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça” (Jo 7:24). Esse texto deixa claro: devemos, sim, julgar. Porém, somos proibidos de julgar superficialmente, de acordo com as aparências ou com os nossos preconceitos. Só há uma maneira bíblica de julgar: julgando de acordo com a justiça de Deus. Não seja abominável a Deus: “O que justifica o ímpio, e o que condena o justo, tanto um como o outro são abomináveis ao SENHOR” (Pv 17:15).

Creio que não há melhores palavras do que as de Helder Nozima para encerrar este artigo:
“Condenar a alguém não significa tripudiar sobre a pessoa, nem caluniá-la ou ficar fofocando sobre o pecado alheio. Em Mateus 12:20, lemos que Jesus “não quebrará o caniço rachado e não apagará o pavio fumegante”. Jesus não foi enviado para condenar o mundo, mas sim para salvá-lo (Jo 3:17), e nem mesmo o arcanjo Miguel fez acusações injuriosas contra Satanás (Jd 9). A disciplina eclesiástica ou a condenação de alguém são eventos que devem despertar em nós tristeza e pesar, e não fofocas ou prazer. Se vemos que alguém está se desviando do Evangelho ou pregando heresias, o nosso objetivo principal deve ser conduzir o pecador ao arrependimento e a restauração. Caso a disciplina seja indispensável, ela deve ser feita com seriedade, amor e tristeza, sempre objetivando o arrependimento, e não a condenação eterna do pecador. E com muito temor também, afinal, não somos pessoas perfeitas e ninguém deve ser julgado ou condenado injustamente.”



DENOMINAÇÕES / LEVITAS/ CULTO INFANTIL / TATUAGEM / BÍBLIAS NO iPaD E CABELO AZUL! 




BALADA GOSPEL/ MARCHA PRA JESUS/ IRA DE DEUS/ E MULHERES PASTORAS




O PROBLEMA DO MAL/ SAPATEADO SANTO/ DETERMINAR/ PECADINHO E PECADÃO








NÃO VOTO EM PASTORES

[...] Bem, sou a favor de cristãos no processo político, mas não de pastores, e por isso decidi escrever esse artigo. 


 Não voto em "pastores" porque são COVARDES! Alguém que abraça o ministério e quer buscar algo fora dele é covarde! (Lucas 9.62) Não há outra palavra! É alguém que não confia no Deus que o chamou (se é que foi chamado) para suprir-lhe as necessidades e para executar através da pregação; a mais maravilhosa mudança que qualquer país pode ver, a mudança de um ser desgraçadamente perdido em alguém surpreendentemente salvo pela graça. Mas isso já foi esquecido há muito tempo... 


 Queremos templos cheios e bolsos também... Se estar lá (no poder) vai me dar "melhores" chances de "pregar o evangelho" é isso que eu quero... Concessões de rádio... de TVs, etc. Nem que para isso eu tenha que votar em projetos que achatem o povo em vis salários, que oprimam o direito do trabalhador, e tudo mais. 


 Tenham coragem! Abandonem seus ministérios e se corrompam de vez, pastores que só apascentam a si mesmos! (Judas 1.11-12) Encham o bolso de dinheiro e percam de vez a sua alma! Renunciem ao chamado e assumam que o poder humano é mais atraente que a pregação do verdadeiro evangelho e o apascentar de suas ovelhas. Ovelhas essas já abandonadas por causa de sua ganância pelo poder terreal. (Salmo 44.22; Romanos 8.36).


  Não voto em "pastores" porque USAM DE UM DOM DIVINO PARA ALCANÇAREM FAVOR HUMANO! Como assim? Pensem comigo, pastor não é título é dom, e dom é dado por Deus para a edificação da IGREJA, não do CONGRESSO ou do SENADO ou das ASSEMBLÉIAS LEGISLATIVAS. .. Portanto ao utilizarem o "título" de pastor para alavancarem suas campanhas agem em desacordo com a Palavra de Deus, que diz que o dom é para a edificação da IGREJA. 


 Imaginem uma campanha assim: FULANO de TAL, esse fala em línguas! Ou BELTRANO, o PROFETA! Ou ainda SICRANO DA SILVA, o que discerne espíritos! Ora, seria uma aberração! Pois não é diferente no caso dos pastores. Só que por nossa falta de conhecimento da Palavra acabamos deixando pastor virar título sem nenhum compromisso com o dom. (Efésios 4.11-12). Pastor tem que ser pastor na igreja, para a igreja, e pela igreja, para a edificação do corpo, para qual os dons são distribuídos. 


 Finalmente, não voto em pastores porque OS AMO e gostaria de vê-los cumprindo aquilo para o qual foram chamados. Há um poema evangélico sobre pastores que diz: 


 "fostes chamado     para uma tão nobre missão, que nem aos anjos       foi dada executá-la" .
 Pastores, acordem! Vocês tem uma obra muito maior que a política. Não desçam de onde estão, não queiram ser rebaixados a deputados, senadores, etc. Cumpram com zelo e amor o ministério para o qual o próprio Deus os chamou. (2ª Timóteo 4.5). Se não são chamados por Deus, arrependam-se, assumam seus erros, abandonem o ministério e aí sim, abracem a carreira que quiserem, mas não queiram fazer do dom de Deus trampolim para suas aventuras carnais, humanas. Vocês até podem pensar que isso é o que Deus colocou em seus corações, mas "ENGANOSO É O CORAÇÃO..." (Jeremias 17.9).

   Igreja, nós os que vamos votar, tenhamos misericórdia dos "pastores" candidatos, e não votemos neles! Oremos para que despertem para o seu ministério novamente e oremos também para que Deus levante homens e mulheres, comprometidos com o Reino e com o povo para fazerem diferença no nosso cenário político. 


 Com muito carinho, de alguém apaixonado por política, mas que tem como grande amor o evangelho;


 José Barbosa Junior.

CREREPENSAR

PRAXISCRISTA




O ESPIRITISMO E A PRÁTICA DA INVOCAÇÃO AOS MORTOS



Reencarnação e invocação de mortos são as duas principais estacas de sustentação de todo o dolo espiritista. Se ambas forem removidas, o Espiritismo rui irremediavelmente. Mostramos nos textos anteriores como a teoria da reencarnação não suporta ser provada pela Bíblia. Neste texto, porém, trataremos da não menos fraudulenta invocação de mortos.

O que diz a Bíblia: “Quando entrares na terra que o SENHOR teu Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações. Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; Nem encantador, nem quem consulte um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR teu Deus os lança fora de diante de ti. Perfeito serás, como o SENHOR teu Deus. Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém, quanto a ti, o SENHOR teu Deus não permitiu tal coisa”. (ACF) (Deuteronômio 18:9-14).


Com base nestas palavras de Moisés, no seu livro “O Céu e o Inferno”, aduz A. Kardec: “... Moisés devia, pois, por política, inspirar aos hebreus aversão a todos os costumes que pudessem ter semelhanças e pontos de contato com o inimigo”.


Alegar que Moisés se opunha aos costumes pagãos dos cananeus, simplesmente por razões políticas, como afirma Kardec, é demonstração de obtusidade quanto às Escrituras. A proibição divina de se consultar os mortos não prova que havia comunicação com eles. Prova apenas que havia a consulta aos mortos, o que não significa comunicação real com eles. Era apenas uma tentativa de comunicação. 


 Na prática de tais consultas aos mortos, sempre houve embuste, mistificação, mentira, farsa, comercialização de cartas do além e manifestação de demônios. É o que acontece nas sessões espíritas, onde espíritos demoníacos, espíritos enganadores se manifestam, identificando-se com os nomes de pessoas amadas que já falecera (leia Lucas 16:19-31).


Alguns desses espíritos têm aparecido, identificando-se com os nomes de grandes homens, ministrando ensinos e até apresentando projetos éticos e humanitários, que terminam sempre em destroços. É o caso do engenheiro que se passava pelo Dr. Fritze (a fraude terminou no ano de 1999). Aquele cidadão enganou a milhares, deixou gente gravemente enferma e até há denuncias de casos de mortes – Isso é o Espiritismo. São espíritos que se prestam a serviço do pai da mentira (João 8:44), Satanás.


O povo de Deus, porém, possui a inigualável revelação de Deus pela qual disciplina a sua vida: “Quando, pois, vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos que chilreiam e murmuram: Porventura não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos consultar-se-á aos mortos?” (ACF) (Isaías 8:19).


O Estado dos Mortos


O testemunho geral das Escrituras é que os mortos, devido ao estado em que se encontram, não têm parte em nada do que se faz e acontece na terra, debaixo do sol.


Veja, por exemplo, o que disseram grandes figuras da Bíblia:


1) – Salomão: -“Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos... e já não tem parte alguma para sempre, em coisa alguma do que se faz debaixo do sol.” (Eclesiastes 9:5,6).


2) – Davi: -“Mostrarás, tu, maravilhas aos mortos ou os mortos se levantarão e te louvarão? (Selá.) Será anunciada a tua benignidade na sepultura, ou a tua fidelidade na perdição? Saber-se-ão as tuas maravilhas nas trevas, e a tua justiça na terra do esquecimento?” (ACF) (Salmos 88:10-12).


3) – Ezequias –“Porque não te louvará a sepultura, nem a morte te glorificará; nem esperarão em tua verdade os que descem para a cova. O vivente, o vivente, esse te louvará, como eu hoje o faço; o pai aos filhos faz notória a tua verdade.” (ACF) (Isaías 38:18-19).


4)  -“Assim como a nuvem se desfaz e passa, assim aquele que desce à sepultura nunca tornará a subir. Nunca mais tornará à sua casa, nem o seu lugar jamais o conhecerá” (ACF) (Jó 7:9-10).


5) Jesus na história do rico e Lázaro –“E disse ele: Não, pai Abraão; mas, se algum dentre os mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam. Porém, Abraão lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que ressuscite algum dos mortos ressuscite” (ACF) (Lucas 16:30-31).


A história do rico e do Lázaro mostra a impossibilidade de se sair do lugar dos mortos, pois o rico, que fora ímpio em vida, queria alertar os seus parentes vivos para que não praticassem as mesmas ações dele e, por conseqüência, acabassem no mesmo lugar que ele – o inferno, mas foi a ele negado. Nenhum dos textos bíblicos, até aqui citados, contradiz-se com o estado intermediário do homem ou a esperança bíblica da ressurreição dos mortos, uns para a vida eterna, outros para vergonha e perdição eterna (Daniel 12:2).


Os citados textos mostram, sim, que o homem após a morte, na sepultura, jamais poderá voltar a viver a vida de antes, e que na sepultura nada poderá fazer por si mesmo e muito menos pelos vivos.


http://www.cacp.org.br

DETALHES NO TÓPICO SEITAS E HERESIAS SOBRE O ESPIRITISMO...





O COMEÇO DA PÁSCOA / ÊXODO 11 e 12

O COMEÇO DA PÁSCOA

O cordeiro, o sangue nas laterais e nas vigas superiores das portas, a morte dos primogênitos, o livramento das mãos de um país hostil e a celebração da Festa da Páscoa durante toda a história de Israel - tudo isso foi destinado por Deus para ser um grandioso quadro histórico de Cristo, o Cordeiro pascal, que por seu sangue nos livrou do mundo hostil e da escravidão ao pecado. Outros textos bíblicos referem-se a Jesus como nosso Cordeiro sacrificial:

* "...um cordeiro sem mancha e sem defeito" (I Pe 1.19);

* "Vejam! É o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!" (Jo 1.29);
* "Quando viu Jesus passando, disse: Vejam! É o Cordeiro de Deus!" (Jo 1.36);
* "Pois Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado" (I Co 5.7);
* "Depois vi um cordeiro, que parecia ter estado morto..." (Ap 5.6).

  Os pães asmos deviam ser comidos durante a Festa da Páscoa como lembrança perpétua da pressa dos israelitas ao sair do Egito (12.34).



É a festa instituída em lembrança da morte dos primogênitos do Egito e da libertação dos israelitas. o seu nome deriva de uma palavra hebraica, que significa a passagem do anjo exterminador, sendo poupadas as habitações dos israelitas, cujas portas tinham sido aspergidas com o sangue do cordeiro pascal (Êx 12.11 a 27). Chama-se ‘a Páscoa do Senhor’ (Êx 12.11,27) - a ‘festa dos pães asmos’ (Lv 23.6 - Lc 22.1) - os ‘dias dos pães asmos’ (At 12.3 - 20.6). 

A palavra Páscoa é aplicada não somente à festa no seu todo, mas também ao cordeiro pascal, e à refeição preparada para essa ocasião solene (Lc 22.7 - 1 Co 5.7 - Mt 26.18,19 - Hb 11.28). 


Na sua instituição, a maneira de observar a Páscoa era da seguinte forma: o mês da saída do Egito (nisã-abibe) devia ser o primeiro mês do ano sagrado ou eclesiástico - e no décimo-quarto dia desse mês, entre as tardes, isto é, entre a declinação do sol e o seu ocaso, deviam os israelitas matar o cordeiro pascal, e abster-se de pão fermentado. No dia seguinte, o 15º, a contar desde as 6 horas da tarde anterior, principiava a grande festa da Páscoa, que durava sete dias - mas somente o primeiro e o sétimo dias eram particularmente solenes. o cordeiro morto devia ser sem defeito, macho, e do primeiro ano. Quando não fosse encontrado cordeiro, podiam os israelitas matar um cabrito. 


  Naquela mesma noite devia ser comido o cordeiro, assado, com pão asmo, e uma salada de ervas amargas, não devendo, além disso, serem quebrados os ossos. Se alguma coisa ficava para o dia seguinte, era queimada. Os que comiam a Páscoa precisavam estar na atitude de viajantes, cingidos os lombos, tendo os pés calçados, com os cajados nas mãos, alimentando-se apressadamente. 


Durante os oito dias da Páscoa, não deviam fazer uso de pão levedado, embora fosse permitido preparar comida, sendo isto, contudo, proibido no sábado (Êx 12). A Páscoa era uma das três festas em que todos os varões haviam de ‘aparecer diante do Senhor’ (Êx 23.14 a 17). Era tão rigorosa a obrigação de guardar a Páscoa, que todo aquele que a não cumprisse seria condenado à morte (Nm 9.13) - mas aqueles que tinham qualquer impedimento legítimo, como jornada, doença ou impureza, tinham que adiar a sua celebração até ao segundo mês do ano eclesiástico, o 14º dia do mês iyyar (abril e maio). 


  Vemos um exemplo disto no tempo de Ezequias (2 Cr 30.2,3). Ulteriores modificações incluíam a oferta do ômer, ou do primeiro feixe da colheita (Lv 23.10 a 14), bem como as instruções a respeito de serem oferecidos especiais sacrifícios em todos os dias da semana festiva (Nm 28.16 a 25), e a ordem para que os cordeiros pascais fossem mortos no santuário nacional e o sangue aspergido sobre o altar, em vez de ser sobre os caixilhos e umbrais das portas (Dt 16.1 a 6). ‘À tarde, ao pôr do sol’ (querendo isto, talvez, dizer na ocasião do crepúsculo, ou então entre as três e seis horas), eram mortos os cordeiros, sendo postos de parte a gordura e o sangue. A refeição era, então, servida em conformidade com a sua original instituição. Na mesma noite, depois de ter começado o dia 15 de nisã, era a gordura queimada pelo sacerdote, e o sangue derramado sobre o altar (2 Cr 30.16 - 35.11).


 Nesse dia 15, passada já a noite, havia o ajuntamento da congregação, durante o qual nenhuma obra desnecessária podia ser feita (Êx 12.16). No dia seguinte, era oferecido o primeiro molho da colheita, e agitado pelo sacerdote diante do Senhor, sendo igualmente sacrificado um cordeiro macho, em holocausto, com oferta de margares e bebida. Os dias entre o primeiro e o sétimo eram de quietude, a não ser que houvesse sacrifícios pelo pecado, ou fosse prescrita a liberdade de alguma espécie de trabalho. 


 O dia 21 do mês de nisã, e o último dia da festa, era novamente de santa convocação (Dt 16.8). Devia prevalecer em todos um ânimo alegre durante os dias festivos (Dt 27.7). No tempo de Jesus Cristo, como a festividade com os sacrifícios acessórios só podia efetuar-se em Jerusalém, de toda parte concorria tanta gente, que não era possível acomodar-se toda dentro dos muros da cidade. Foi esta a razão que os magistrados apresentavam para que Jesus não fosse preso, pois receavam algum tumulto da parte da multidão, que se achava em Jerusalém para a celebração da Páscoa (Mt 26.5). Durante a semana da Páscoa (a 16 do mês de abril), era oferecido um feixe, formado dos primeiros frutos da colheita da cevada, com um sacrifício particular (Lv 23.9 a 14). 


 No aniversário deste dia levantou-Se Jesus Cristo dentre os mortos, e o apóstolo Paulo pode ter tido este fato em vista, quando, falando da ressurreição do Redentor, ele disse: ‘Sendo ele as primícias dos que dormem’ (1 Co 15.20). 


 A guarda da Páscoa é várias vezes mencionada: quando foi instituída (Êx 12.28,50) - no deserto do Sinai (Nm 9.3 a 5) - e nas planícies de Jericó ao entrarem os israelitas na terra de Canaã (Js 5.10,11). E também a Bíblia refere que foi celebrada a Páscoa por Ezequias e alguns do povo (2 Cr 30) - por Josias (2 Rs 23.21 a 23 - 2 Cr 35.1,18,19) - depois da volta do cativeiro (Ed 6.19 a 22) - e por Jesus Cristo (Mt 26.17 a 20 - Lc 22.15 - Jo 2.13,23). 



HISTÓRIA DO CALENDÁRIO JUDEU

O calendário judaico, diferentemente do gregoriano, é baseado no movimento lunar. Onde cada mês se inicia com  a lua nova (quando é possível visualizar o primeiro reflexo de luz sobre a superfície lunar. Antigamente o calendário era determinado simplesmente por observação.


O grande problema com o calendário lunar é que se compararmos com o calendário gregoriano, temos em um  ano solar 12,4 meses lunares, o que ocorre uma diferença a cada ano de aproximadamente 11 dias, para compensar esta diferença, a cada ciclo de 19 anos acrescenta-se um mês inteiro (Adar II).São acrescidos no terceiro, sexto, oitavo, décimo-primeiro, décimo-quarto, décimo-sétimo e décimo-nono anos desse ciclo.


Início da Contagem


O inicio da contagem do calendário judaico se refere à criação do mundo.


OS MESES DO CALENDÁRIO JUDAICO


O primeiro mês do calendário judaico é o mês de Nissan, quando temos a comemoração de Pessach. Entretanto,  o ano novo judaico ocorre em Tishrei (quando é acrescentado um número ao ano anterior). 


MÊS DURAÇÃO EQUIVALENTE GREGORIANO

---------------------------------------------------------------------------------
Nissan 30 dias Março-Abril
Iyar 29 dias Abril-Maio
Sivan 30 dias Maio-Junho
Tammuz 29 dias Junho-Julho
Av 30 dias Julho-Agosto
Elul 29 dias Agosto-Setembro
Tishrei 30 dias Setembro-Outubro
Heshvan 29/30 dias Outubro-Novembro
Kislev 30/29 dias Novembro-Dezembro
Tevet 29 dias Dezembro-Janeiro
Shevat 30 dias Janeiro-Fevereiro
Adar 29/30 dias Fevereiro-Março
Adar II 29 dias Março-Abril

INSTITUIÇÃO DA PÁSCOA


Apesar das muitas festas e comemorações de Israel, nenhuma era tão importante quanto aquela que abria o ano religioso (em meados do primeiro mês), a Páscoa.


   Tinha ela três finalidades: 1) Comemorar a salvação e o resgate físico dos primogênitos pela morte de um cordeiro. 2) Lembrar a cada pessoa a necessidade de se alcançar redenção espiritual do pecado pelo sacrifício de um cordeiro substituto, indicando desse modo a provisão futura prometida por Deus na aliança abraâmica. 3) Ensinar-nos o significado da morte de Cristo, que desempenhou aquele tipo como o "Cordeiro de Deus" (João 1:29). Do mesmo modo que a Ceia da Páscoa foi o tipo da morte de Cristo,a Ceia do Senhor é um memorial que relembra o sacrifício feito pelo pecado da humanidade. O Cordeiro da Páscoa foi o maior tipo da redenção no Antigo Testamento.


  Que Deus abençoe a vida de todos, e sabendo nós que Jesus, não só deve ser lembrado e celebrado por nós somente nesse tempo da Páscoa, mas em nossos dia a dia, e não somente jejuarmos e orarmos nessa época, mas tendo nós comunhão e bom relacionamento com Ele em todo o tempo.E nessa comunhão entra o jejum, a oração e leitura da Palavra Sagrada.


Fontes de pesquisas:


Bíblia de Estudo de Genebra

http://www.bibliaonline.net 
Conheça Melhor o Antigo Testamento / Editora Vida
Dicionário Bíblico Ebenezer




A Páscoa.Chocolate e coelho?


Nestas datas festivas a que chamamos de Páscoa, observamos o grande consumo de ovos de Páscoa, de coelhinhos etc. Pois observamos também os falsos ensinos para as crianças, até em muitas igrejas evangélicas que tem por obrigação abrir os olhos espirituais de suas ovelhas e principalmente das crianças, com verdadeiros ensinos da Palavra de Deus , pois em muitas igrejas e muitos pais tem deixado a desejar nessa área, pois o verdadeiro sentido da Páscoa é algo sublime, tremendo, o que Deus fez pelo seu povo, um povo sofrido, que estavam sendo escravizados por muito tempo, e pelo imenso ato que Jesus fez por nós. Pois não dar para transferir apenas por um chocolate em forma de ovo, alguns coelhinhos de pelúcia, e até mesmo por alguns teatro, que vem crucificando Jesus por muitos anos, pois o que está em questão, é a verdadeira motivação.


Pois não sou hipócrita de dizer que não gosto de teatro, pois sempre participo de algumas peças teatrais, mas a questão é, o que isso vai modificar em minha vida, ou apenas ficarei somente nas peças teatrais, me emocionando um pouco e depois me esquecendo do que ministrei na vida das pessoas e na minha também, continuando na mesma vida ?


Nesta sexta-feira, em que acontece também a Via Sacra da igreja Católica do meu bairro, e que por sinal a peça teatral deles foi em um campo próximo da minha igreja que congrego, pois ao término do culto em minha igreja, passei pela Via Sacra, e fiquei ali observando algumas cenas do teatro e também ao grande público presentes ali. Pois vi muitas pessoas se emocionando, algumas pessoas conversando, outras fumando, alguns casais de namorados se beijando , e fiquei me perguntando de qual era a motivação dessas pessoas presentes ali, pois sei e conheço muitas pessoas que são católicos, mas que levam a sério a religião, pois estou citando algumas pessoas que observei, e até algumas que participaram da peça teatral. Qual seria a motivação de estarem presente ali, apenas para observar um bonito teatro, para apresentar para as multidões, ou para saber se haveria algumas novidades neste ano ?


Pois o que estou comentando nesse artigo não é para ferir ninguém e nem atacar, pois se a nossa motivação não tem sido a Cruz de Cristo, que liberta, restaura, vivifica, transforma, a nossa motivação está errada, estamos contra os ensinos poderosos da Palavra de Deus. Pois de Gênesis à Apocalipse, nos exorta para uma verdadeira conversão, uma vida de santidade, sem vícios, sem hipocrisia, sem mentiras, sem qualquer tipo de parasitas que nos afastam de uma intimidade autêntica e da presença de Deus em nossas vidas.


Assim é por meio de sua ressurreição que Cristo conquistou-nos o novo tipo de vida que recebemos quando " nascemos de novo". É por isso que Paulo pode dizer que Deus "nos deu vida juntamente com Cristo, -pela graça sois salvos, e juntamente com Ele , nos ressuscitou " ( Ef 2:5,6; Cl 3:1). Quando Deus ressuscitou a Cristo dentre os mortos ele pensou em nós como ressuscitados juntamente com Cristo e, portanto, dignos dos méritos da ressurreição de Cristo. Paulo afirma que seu alvo na vida é "o [ Cristo] conhecer, e o poder da sua ressurreição..." ( Fp 3:10).


Paulo sabia que até mesmo nesta vida a ressurreição de Cristo concede novo poder para o ministério cristão e para a obediência a Deus.


A seguir , achei esse comentário de Carlos Alves, do site irmãos.net que achei muito interessante, e para que você compreenda melhor sobre o sentido da Páscoa:


1. A Páscoa e o cristão:


A primeira Páscoa, celebrada pelo Povo de Israel naquela inesquecível noite da morte dos primogênitos egípcios, trouxe-lhes uma autêntica libertação e o novo sistema de vida. A partir de então, Deus liberta-os poderosamente das garras de Faraó e, levantando Moisés, guia-os pelo deserto, sustentando-os, protegendo-os e disciplinando-os.Páscoa, em hebraico pesah, significa passar por cima.


Assim, naquela noite, o anjo da morte passou por cima de todas as casas israelitas cujo sangue do cordeiro tinha sido aspergido nas ombreiras e vergas das portas (Êxodo 12:7,13).O mês de Abibe, posteriormente chamado Nisan, no qual foi celebrada a Páscoa, passou a ser o primeiro mês do calendário judaico (Ex. 12:2, Dt. 16:1).Para o crente, CRISTO é a sua Páscoa (1Cor. 5:7). O nosso Senhor Jesus Cristo é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João 1:29). E só o sangue de Jesus Cristo nos purifica de todo o pecado (1João 1:7). Tanto a Páscoa antiga dos israelitas, como agora a morte de Cristo, aponta-nos para o juízo de Deus, o pecado do homem, o valor do sangue e a importância da fé.


2. O Juízo de Deus contra o pecado do Homem:


O pecado sempre foi odioso aos olhos de Deus. Sabemos o que aconteceu aos nossos primeiros pais quando pecaram no Éden. O pecado multiplica-se e Deus envia o dilúvio. Mais tarde, Deus tem de destruir as cidades de Sodoma e Gomorra.


Nos nossos dias, vemos por todo o mundo os efeitos do pecado em guerras, fomes, doenças, refugiados, crianças sem lares, jovens viciados e delinquentes, roubos e prisões superlotadas. O salário do pecado é a morte (Rom. 6:23). A ira de Deus é contra os que fazem mal e ao homem está ordenado morrer uma vez, vindo depois disso o juízo (Hb 9:27).


3. O valor do sangue e a importância da fé:


Os israelitas tinham que derramar o sangue do cordeiro nas ombreiras e vergas das portas. Naquela noite, o primogênito de cada casa seria morto onde não houvesse sangue. Também o sangue de Cristo foi derramado na cruz pelos nossos pecados. O Senhor Jesus Cristo morreu por todos e derramou o Seu sangue por todos os pecadores, mas precisamos de crer Nele. Precisamos de confiar em Cristo e no Seu sangue vertido. Sem fé, não pode haver perdão. Pela graça sois salvos, por meio da fé (Ef. 2:8).Há mais um pormenor sobre a Páscoa, assim como para a morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. É a sua comemoração.


Todos os israelitas comemoravam a Páscoa todos os anos (Ex. 12:42). E o crente deve comemorar a morte do Senhor até que Ele venha (1 Cor. 11:23-30).A Igreja primitiva celebrava a Ceia do Senhor no primeiro dia da semana (At. 20:7). O crente fiel e dedicado tem prazer em se reunir com seus irmãos para adorar o Seu Senhor à volta da mesa. É ali que todos devem cantar louvores, adorarem e bendizerem Aquele que tanto nos amou e deu a Sua preciosa vida por nós e nos lavou com Seu precioso sangue. Uma igreja que assim procede é uma igreja querida, amada e abençoada pelo Senhor.


Por meio de Jesus, portanto, ofereçamos continuamente a Deus um sacrifício de louvor, que é fruto de lábios que confessam o Seu nome ( Hb 13:15).


Lembrem-se dos seus líderes, que lhes falaram a Palavra de Deus. Observem bem o resultado da vida que tiveram e imitem a sua fé ( Hb 13:7).


Jesus é a Vida, a Única Solução para o Ser Humano.  


A nossa maior motivação é Jesus, não é o ovo de Páscoa, nem o coelhinho etc... A presença de Jesus em nossas vidas é real, e está presente o tempo todo para nos abençoar, para nos proteger, por isso dê á Ele espaço em seu coração, e para que Ele possa te transformar, uma verdadeira conversão. Que Deus abençoe a todos.


Por: Michael Rossane





Como Assim, "Não Toque no Ungido do Senhor"?! Augustus Nicodemus



Há várias passagens na Bíblia onde aparecem expressões iguais ou semelhantes a estas do título desta postagem:

A ninguém permitiu que os oprimisse; antes, por amor deles, repreendeu a reis, dizendo: Não toqueis nos meus ungidos, nem maltrateis os meus profetas (1Cr 16:21-22; cf. Sl 105:15).

Todavia, a passagem mais conhecida é aquela em que Davi, sendo pressionado pelos seus homens para aproveitar a oportunidade de matar Saul na caverna, respondeu: "O Senhor me guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, isto é, que eu estenda a mão contra ele [Saul], pois é o ungido do Senhor" (1Sm 24:6).

Noutra ocasião, Davi impediu com o mesmo argumento que Abisai, seu homem de confiança, matasse Saul, que dormia tranquilamente ao relento: "Não o mates, pois quem haverá que estenda a mão contra o ungido do Senhor e fique inocente?" (1Sm 26:9).
Davi de tal forma respeitava Saul, como ungido do Senhor, que não perdoou o homem que o matou: “Como não temeste estender a mão para matares o ungido do Senhor?” (2Sm 1:14).

Esta relutância de Davi em matar Saul por ser ele o ungido do Senhor tem sido interpretado por muitos evangélicos como um princípio bíblico referente aos pastores e líderes a ser observado em nossos dias, nas igrejas cristãs. Para eles, uma vez que os pastores, bispos e apóstolos são os ungidos do Senhor, não se pode levantar a mão contra eles, isto é, não se pode acusa-los, contraditá-los, questioná-los, criticá-los e muito menos mover-se qualquer ação contrária a eles. A unção do Senhor funcionaria como uma espécie de proteção e imunidade dada por Deus aos seus ungidos. Ir contra eles seria ir contra o próprio Deus.


Mas, será que é isto mesmo que a Bíblia ensina?

A expressão “ungido do Senhor” usada na Bíblia em referência aos reis de Israel se deve ao fato de que os mesmos eram oficialmente escolhidos e designados por Deus para ocupar o cargo mediante a unção feita por um juiz ou profeta. Na ocasião, era derramado óleo sobre sua cabeça para separá-lo para o cargo. Foi o que Samuel fez com Saul (1Sam 10:1) e depois com Davi (1Sam 16:13).

A razão pela qual Davi não queria matar Saul era porque reconhecia que ele, mesmo de forma indigna, ocupava um cargo designado por Deus. Davi não queria ser culpado de matar aquele que havia recebido a unção real. 

Mas, o que não se pode ignorar é que este respeito pela vida do rei não impediu Davi de confrontar Saul e acusá-lo de injustiça e perversidade em persegui-lo sem causa (1Sam 24:15). Davi não iria matá-lo, mas invocou a Deus como juiz contra Saul, diante de todo o exército de Israel, e pediu abertamente a Deus que castigasse Saul, vingando a ele, Davi (1Sam 24:12). Davi também dizia a seus aliados que a hora de Saul estava por chegar, quando o próprio Deus haveria de matá-lo por seus pecados (1Sam 26:9-10).

O Salmo 18 é atribuído a Davi, que o teria composto “no dia em que o Senhor o livrou de todos os seus inimigos e das mãos de Saul”. Não podemos ter plena certeza da veracidade deste cabeçalho, mas existe a grande possibilidade de que reflita o exato momento histórico em que foi composto. Sendo assim, o que vemos é Davi compondo um salmo de gratidão a Deus por tê-lo livrado do “homem violento” (Sl 18:48), por ter tomado vingança dos que o perseguiam (Sl 18:47). 

Em resumo, Davi não queria ser aquele que haveria de matar o ímpio rei Saul pelo fato do mesmo ter sido ungido com óleo pelo profeta Samuel para ser rei de Israel. Isto, todavia, não impediu Davi de enfrentá-lo, confrontá-lo, invocar o juízo e a vingança de Deus contra ele, e entregá-lo nas mãos do Senhor para que ao seu tempo o castigasse devidamente por seus pecados.



O que não entendo é como, então, alguém pode tomar a história de Davi se recusando a matar Saul, por ser o ungido do Senhor, como base para este estranho conceito de que não se pode questionar, confrontar, contraditar, discordar e mesmo enfrentar com firmeza pessoas que ocupam posição de autoridade nas igrejas quando os mesmos se tornam repreensíveis na doutrina e na prática.

Não há dúvida que nossos líderes espirituais merecem todo nosso respeito e confiança, e que devemos acatar a autoridade deles – enquanto, é claro, eles estiverem submissos à Palavra de Deus, pregando a verdade e andando de maneira digna, honesta e verdadeira. Quando se tornam repreensíveis, devem ser corrigidos e admoestados. Paulo orienta Timóteo da seguinte maneira, no caso de presbíteros (bispos/pastores) que errarem: 


"Não aceites denúncia contra presbítero, senão exclusivamente sob o depoimento de duas ou três testemunhas. Quanto aos que vivem no pecado, repreende-os na presença de todos, para que também os demais temam" (1Tim 5:19-20).

Os “que vivem no pecado”, pelo contexto, é uma referência aos presbíteros mencionados no versículo anterior. Os mesmos devem ser repreendidos publicamente.

Mas, o que impressiona mesmo é a seguinte constatação. Nunca os apóstolos de Jesus Cristo apelaram para a “imunidade da unção” quando foram acusados, perseguidos e vilipendiados pelos próprios crentes. O melhor exemplo é o do próprio apóstolo Paulo, ungido por Deus para ser apóstolo dos gentios. Quantos sofrimentos ele não passou às mãos dos crentes da igreja de Corinto, seus próprios filhos na fé! Reproduzo apenas uma passagem de sua primeira carta a eles, onde ele revela toda a ironia, veneno, maldade e sarcasmo com que os coríntios o tratavam:



"Já estais fartos, já estais ricos; chegastes a reinar sem nós; sim, tomara reinásseis para que também nós viéssemos a reinar convosco.Porque a mim me parece que Deus nos pôs a nós, os apóstolos, em último lugar, como se fôssemos condenados à morte; porque nos tornamos espetáculo ao mundo, tanto a anjos, como a homens.Nós somos loucos por causa de Cristo, e vós, sábios em Cristo; nós, fracos, e vós, fortes; vós, nobres, e nós, desprezíveis.Até à presente hora, sofremos fome, e sede, e nudez; e somos esbofeteados, e não temos morada certa, e nos afadigamos, trabalhando com as nossas próprias mãos. Quando somos injuriados, bendizemos; quando perseguidos, suportamos; quando caluniados, procuramos conciliação; até agora, temos chegado a ser considerados lixo do mundo, escória de todos.Não vos escrevo estas coisas para vos envergonhar; pelo contrário, para vos admoestar como a filhos meus amados. Porque, ainda que tivésseis milhares de preceptores em Cristo, não teríeis, contudo, muitos pais; pois eu, pelo evangelho, vos gerei em Cristo Jesus. Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores" (1Cor 4:8-17).

Por que é que eu não encontro nesta queixa de Paulo a repreensão, “como vocês ousam se levantar contra o ungido do Senhor?” Homens de Deus, os verdadeiros ungidos por Ele para o trabalho pastoral, não respondem às discordâncias, críticas e questionamentos calando a boca das ovelhas com “não me toque que sou ungido do Senhor,” mas com trabalho, argumentos, verdade e sinceridade.

“Não toque no ungido do Senhor” é apelação de quem não tem nem argumento e nem exemplo para dar como resposta.






O TERMO APÓSTOLOS NAS ESCRITURAS

 Os Apóstolos - Atos 1.26

Ainda que os Evangelhos chamem as mesmas pessoas de "discípulos" e "apóstolos", os termos não são sinônimos. "Discípulo" significa "aluno" "aquele que aprende"; "apóstolo" significa "emissário e representante", alguém enviado com a autoridade daquele que o enviou. (Mt 10.1-2 ; Lc 6.13; Ap 21.14)

Os doze apóstolos como distintos dos apóstolos (mensageiros) das igrejas II Co 8.23, e do restante dos díscipulos, foram escolhidos e enviados por Jesus (Mc 3.14), exatamente como o próprio Jesus o "apóstolo" da nossa confissão, que foi preordenado e enviado pelo Pai (I Pe 1.20; Mc 3.14).


Assim como rejeitar Jesus é rejeitar o Pai, também rejeitar os apóstolos é rejeitar Jesus (Lc 10:16).


Paulo, o apóstolo dos gentios (Rm 11.13; Gl 2.8), declara-se como um apóstolo nas palavras de abertura da maioria de suas cartas. Pelo fato de ter visto Cristo no caminho de Damasco e ter sido comissionado por Ele (At 26.16-18), ele foi tão verdadeiramente uma testemunha da ressurreição de Jesus, que um apóstolo tinha de ser, (At 1.21-22 ; 10.41-42), como foram todos os outros. Tiago, Pedro e João aceitaram Paulo no colégio apostólico (Gl 2.9), e Deus confirmou sua condição de apóstolo pelos sinais de um apóstolo (milagres e sinais, II Co 12.12; Hb 2.3-4) e pelos frutos do seu ministério (I Co 9.2).


Os apóstolos foram agentes de Deus na revelação das verdades que se tornariam a regra de fé e de vida cristãs. Como tais e através da escolha deles feita por Cristo como seus representantes autorizados (II Co 10:8; 13.10), os apóstolos exerceram uma autoridade peculiar na igreja.


Não há apóstolos hoje e nem apóstolas, ainda que alguns cristãos realizem ministérios que, de modo particular, são apostólicos em estilo e títulos. Nenhuma nova revelação canônica está sendo dada; a autoridade do ensino apostólico reside nas Escrituras canônicas. A ausência de nova revelação não coloca a Igreja contemporânea em desvantagem quando comparada com a Igreja dos dias dos apóstolos, porque o Espírito Santo interpreta e aplica as Escrituras ao povo de Deus continuamente.


Bíblia de Estudo de Genebra








A Bíblia e a Bebida Alcoólica

Imagem: Noé embriagado

Às vezes parece difícil saber ao certo que postura o cristão deve tomar diante das bebidas alcoólicas. De um lado, acham-se muitos textos que parecem incentivar a abstinência, mas, por outro lado, há trechos em que Jesus transformou a água em vinho, bebeu vinho etc. Qual é o ensino das Escrituras acerca do uso do álcool? Para entendermos esse assunto corretamente, é necessário começar com uma postura adequada. Devemos descartar as idéias preconcebidas e não procurar encaixar as Escrituras à força na posição que preferimos ou já concluímos ser a mais correta. Precisamos tratar da questão com a mente aberta e tentando apenas descobrir o que a Palavra de Deus ensina sobre o assunto. Este artigo tratará de vários aspectos das Escrituras e, somente após de analisarmos vários textos e conceitos, chegaremos em uma conclusão sobre o cristão e as bebidas alcoólicas. Quando ler esses trechos que mencionaremos, procure entender cada um por vez, mas aguarde para só no fim do estudo formular uma conclusão.

Textos para análises;


Esses textos serão citados com poucos comentários. Estude cada um e analise com cuidado o seu significado.


  "O vinho é escarnecedor, e a bebida forte, alvoroçadora; todo aquele que por eles é vencido não é sábio" (Provérbios 20:1). 


 "O sábio mostra que há um perigo no vinho e que ele é enganador. "Ouve, filho meu, e sê sábio, guia retamente no caminho o teu coração. Não estejas entre os bebedores de vinho nem entre os comilões de carne. Porque o beberrão e o comilão caem em pobreza; e a sonolência vestirá de trapos o homem" (Provérbios 23:19-21). 


 "Para quem são os ais? Para quem, os pesares? Para quem, as rixas? Para quem, as queixas? Para quem, as feridas sem causa? E para quem, os olhos vermelhos? Para os que se demoram em beber vinho, para os que andam buscando bebida misturada. Não olhes para o vinho, quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente. Pois ao cabo morderá como a cobra e picará como o basilisco. Os teus olhos verão cousas esquisitas, e o teu coração falará perversidades. Serás como o que se deita no meio do mar e como o que se deita no alto do mastro e dirás: Espancaram-me, e não me doeu; bateram-me, e não o senti; quando despertarei? Então tornarei e beber" (Provérbios 23:29-35).


 Que cena patética a do homem que se deixou vencer pelo álcool. "Palavras do rei Lemuel, de Massá, as quais lhe ensinou sua mãe. Que ti direi, filho meu? Ó filho do meu ventre? Que ti direi, ó filho dos meus votos? Não dês às mulheres a tua força, nem os teus caminhos, às que destroem os reis. Não é próprio dos reis, ó Lemuel, não é próprio dos reis beber vinho, nem dos príncipes desejar bebida forte. Para que não bebam, e se esqueçam da lei, e pervertam o direito de todos os aflitos. Dai bebida forte aos que perecem e vinho, aos amargurados de espírito; para que bebam e se esqueçam da sua pobreza, e de suas fadigas não se lembrem mais" (Provérbios 31:1-7). 


 O vinho não serve para os reis, mas sim para os que não têm nada por que viverem. "Ai dos que se levantam pela manhã e seguem a bebedice e continuam até alta noite, até que o vinho os esquenta!" (Isaías 5:11). 


 "Ai dos que são heróis para beber vinho e valentes para misturar bebida forte" (Isaías 5:22). 


 "O Senhor derramou no coração deles um espírito estonteante; eles fizeram estontear o Egito em toda a sua obra, como o bêbado quando cambaleia no seu vômito." (Isaías 19:14). 


 "Mas também estes cambaleiam por causa do vinho e não podem ter-se em pé por causa da bebida forte; o sacerdote e o profeta cambaleiam por causa da bebida forte, são vencidos pelo vinho, não podem ter-se em pé por causa da bebida forte; erram na visão, tropeçam no juízo. Porque todas as mesas estão cheias de vômitos, e não há lugar sem imundícia" (Isaías 28:7-8). 


 Junto com a vergonha da embriaguez, as Escrituras geralmente frisam o efeito causado sobre a mente. Quando sacerdotes, profetas e juízes bebem, eles desviam os homens de Deus. O texto a seguir ressalta o mesmo pensamento: "A sensualidade, o vinho e o mosto tiram o entendimento" (Oséias 4:11).


 "Ai daquele que dá de beber ao seu companheiro, misturando à bebida o seu furor, e que o embebeda para lhe contemplar as vergonhas! Serás farto de opróbrio em vez de honra; bebe tu também e exibe a tua incircuncisão; chegará a tua vez de tomares o cálice da mão direita do SENHOR, e ignomínia cairá sobre a tua glória" (Habacuque 2:15-16). 


 "Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus." (1 Coríntios 6:9-10). 


 "Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissenções, facções, invejas, bebedices, glutonarias e cousas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais cousas praticam" (Gálatas 5:19-21).


  "Porque basta o tempo decorrido para terdes executado a vontade dos gentios, tendo andando em dissoluções, concupiscências, borracheiras, orgias, bebedices e em detestáveis idolatrias. Por isso, difamando-vos, estranham que não concorrais com eles ao mesmo excesso de devassidão" (1 Pedro 4:3-4). A embriaguez é um pecado muitas vezes condenado.


  Analise a História

A bebida forte tem um passado sórdido. O justo Noé caiu por causa do vinho: "Bebendo do vinho, embriagou-se e se pôs nu dentro de sua tenda" (Gênesis 9:21). Imagem acima.
 Parece que a bebida alcoólica influencia a pessoa para fazer o que jamais faria se estivesse sóbria. Quando as filhas de Ló desejaram ter filhos do pai, elas o embriagaram e depois o procuraram. O álcool em si não estimulou a concepção, mas elas sabiam que Ló ficaria muito mais passível de cometer essa imoralidade se estivesse bêbado. "Subiu Ló de Zoar e habitou no monte, ele e suas duas filhas, porque receavam permanecer em Zoar; e habitou numa caverna, e com ele as duas filhas. Então, a primogênita disse à mais moça: Nosso pai está velho, e não há homem na terra que venha unir-se conosco, segundo o costume de toda terra. Vem, façamos-lo beber vinho, deitemo-nos com ele e conservemos a descendência de nosso pai. Naquela noite, pois, deram a beber vinho a seu pai, e, entrando a primogênita, se deitou com ele, sem que ele o notasse, nem quando ela se deitou, nem quando se levantou. No dia seguinte, disse a primogênita à mais nova: Deitei-me, ontem, à noite, com o meu pai. Demos-lhe a beber vinho também esta noite; entra e deita-te com ele, para que preservemos a descendência de nosso pai. De novo, pois, deram aquela noite, a beber vinho a seu pai, e, entrando a mais nova, se deitou com ele, sem que ele o notasse, nem quando ela se deitou, nem quando se levantou. E assim as duas filhas de Ló conceberam do próprio pai" (Gênesis 19:30-36). 
 Absalão decidiu matar Amnom enquanto este bebia, talvez por crer que ele seria menos capaz de se defender se estivesse num estado um tanto inebriado: "Absalão deu ordem aos seus moços, dizendo: Tomai sentido; quando o coração de Amnom estiver alegre de vinho, e eu vos disser: Feri a Amnom, então, o matareis. Não temais, pois não sou eu quem vó-lo ordena? Sede fortes e valentes" (2 Samuel 13:28). Um dos pecados de Belsazar, na noite em que viu a mão na parede e em que seu reino foi tomado, foi o fato de estar bebendo: "Beberam o vinho e deram louvores aos deuses de ouro, de prata, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra" (Daniel 5:4).
Analise a palavra vinho na Bíblia

O termo vinho na Bíblia tem vários significados. Nos textos acima, está claro que a palavra se refere à bebida alcoólica. Mas, em outras ocasiões, significa suco de uva. Examine, por exemplo, Lucas 5:36-38: "Também lhes disse uma parábola: Ninguém tira um pedaço de veste nova e o põe em veste velha; pois rasgará a nova, e o remendo da nova não se ajustará à velha. E ninguém põe vinho novo em odres velhos, pois o vinho novo romperá os odres; entornar-se-á o vinho, e os odres se estragarão. Pelo contrário, vinho novo deve ser posto em odres novos." 

 O vinho novo nesse texto diz respeito ao suco de uva fresco. A idéia é que quando o suco é posto nos odres, ele aumenta durante o processo de fermentação. Se colocado em odres velhos que já estão esticados, estes se romperão. É um fato geralmente aceito, como mostra claramente esse texto, que o vinho na Bíblia nem sempre era alcoólico. Talvez as nossas palavras beber e bebida possam ser um bom exemplo da mesma duplicidade de sentido. Dependendo do contexto, beber pode certamente estar relacionado com bebidas alcoólicas ou apenas significar a ingestão de algum líquido qualquer. É muito importante lembrarmos desse sentido duplo da palavra vinho. 

 Em João 2, Jesus transformou perto de 600 litros de água em vinho. Fez isso depois que os convidados da festa "beberam fartamente". Jesus fez vinho suco de uva ou vinho alcoólico? Lembre-se que as duas coisas são possíveis tendo em vista a própria definição do termo vinho. Mas há duas considerações que nos levam a crer firmemente que se tratava de suco e não de bebida alcoólica. Em primeiro lugar, Jesus o fez na hora. No primeiro momento em que o vinho daquela época era produzido, ele era suco. Somente após um processo de envelhecimento e de fermentação é que se tornava alcoólico. Em segundo lugar, o que é mais importante, se Jesus tivesse feito vinho alcoólico, ele teria estado incentivando a embriaguez. A questão aqui não é um ou dois copos de vinho. Essas pessoas, após já terem bebido muito, receberam mais umas centenas de litros. Jesus jamais incentivou os pecados do homem, tampouco contribuiu para eles. Portanto, parece claro que esse vinho era do tipo não-alcoólico.

É também útil entender algumas coisas sobre os vinhos alcoólicos das terras bíblicas. Naquela época, só havia fermentação natural. Eles ainda não tinham inventado a tecnologia para acrescentar mais álcool às bebidas fermentadas por processo natural. Isso significa que o mais alcoólico dos vinhos da Palestina tinha cerca de 8% de álcool. Pela lei, esses vinhos eram diluídos em água, normalmente três ou quatro partes de água para uma parte de vinho. Esses vinhos fracos, enfraquecidos mais ainda pela adição de enormes quantidades de água, passaram a ser usados como bebidas para acompanhar as refeições. Não eram usados como bebidas, mas apenas como se usa um copo de água ou uma xícara de café que se bebe com a refeição. Vários textos bíblicos parecem apontar para esse uso do vinho --como uma bebida para acompanhar as refeições (observe 1 Timóteo 3:3, 8; Tito 1:7; Mateus 11:18-19).

Analise algumas conclusões

Provérbios 23, já citado, condena o uso do vinho "vermelho" que brilha no copo. O tipo de bebidas alcoólicas usado em nossa sociedade é o mesmo tipo sistematicamente condenado na Bíblia. Jamais fiquei sabendo de alguém que tomasse um pequeno copo de vinho fraco diluído na proporção 4:1 de água como acompanhamento de uma refeição. Os vinhos, as cervejas e os licores de hoje enquadram-se na categoria de bebida forte, e nenhum texto sequer pode ser encontrado na Bíblia que permita que sejam consumidos por um filho de Deus.

- Paulo estimulou a Timóteo de modo especial para que tomasse "um pouco de vinho" por questões de saúde (1 Timóteo 5:23). Às vezes se usa esse texto para mostrar que é possível beber. Mas, de fato, o que ele faz é justamente o oposto. Se Timóteo tivesse tido o hábito de beber uma cerveja aqui e ali, por que precisou que Paulo lhe desse uma permissão especial para usar um pouco de vinho como remédio? Esse texto nos leva à conclusão de que o uso de álcool pelo cristão deve ser uma exceção, não uma regra. Muitos remédios de nossos dias contêm álcool ou outras drogas intoxicantes. O discípulo de Cristo deve ser muito cuidadoso com eles e usá-los apenas com muita moderação. O fato de que uma exceção precisou ser dada para permitir o uso de remédios com teor alcoólico sugere que é errado beber por prazer.

- O servo de Cristo deve sempre analisar o efeito de seus atos sobre o próximo: "É bom não comer carne, nem beber vinho, nem fazer qualquer outra cousa com que teu irmão venha a tropeçar" (Romanos 14:21). Mesmo que o cristão pudesse beber moderadamente, de qualquer modo esse texto ainda o estaria proibindo na maioria dos casos. A bebida alcoólica leva tantos cristãos a cair, que aquele que tenta ajudar o seu irmão a não tropeçar certamente não lhe dará o exemplo, bebendo diante dele.

- A Bíblia sistematicamente exige que sejamos sóbrios (leia com cuidado 1 Tesssalonicenses 5:6; 2 Timóteo 4:5; 1Pedro 4:7; 5:8). Entre as primeiras conseqüências da bebida são a ausência de inibições, o enfraquecimento do autocontrole, a falta de juízo. Essas conseqüências ocorrem bem antes da pessoa começar a perder o controle das habilidades motoras, a falar arrastadamente etc. O diabo está sempre procurando-nos tentar; para enfrentar a essas tentações, o filho de Deus deve estar profundamente alerto e sóbrio em todo tempo.

Embora não fosse possível afirmar, com base nas Escrituras, que ingerir qualquer quantidade de álcool por qualquer motivo é sempre pecado, parece claro que o servo de Deus não será alguém que simplesmente bebe canecas de cerveja ou taças de vinho. O beber socialmente que vemos hoje em dia é o tipo condenado em muitos textos das Escrituras. "O vinho é escarnecedor, e a bebida forte, alvoroçadora; todo aquele que por eles é vencido não é sábio" (Pròverbios 20:1).

Por: Gary Fisher




O NATAL E O SEU SIGNIFICADO

O homem está totalmente integrado ao meio em que vive, a conseqüência é a absorção de costumes e práticas comuns a todos; principalmente, quando se trata de uma comemoração tão "bela" e na qual as emoções vêem à tona. Verdadeiramente é muito difícil aceitarmos qualquer informação que vá de encontro a esta festividade, nossa tendência inicial é rejeitar tais ensinamentos, taxando-os de inconsistentes ou originado em mentes de "pessoas que querem ser santas demais". Mas é fato! Ao contrário do que muitos pensam o NATAL não é uma festa originalmente cristã. As fontes pesquisadas apresentam várias versões retratando o surgimento dos símbolos natalinos, porém, todos possuem um ponto em comum, a origem pagã! A introdução desta comemoração na igreja cristã surgiu no catolicismo, por volta do século IV, a idéia era "abafar” o paganismo, cristianizando com uma boa maquiagem as celebrações comuns aos povos pagãos.

A palavra natal em inglês é christmas, a união de duas palavras, christ e mass que significa missa de Cristo ou missa de natal.


O dia 25 de dezembro foi escolhido porque coincidia com os festivais pagãos que celebravam a: 1)saturnália e o 2) solstício de inverno, em adoração ao deus-sol 3) sol invictus. Este festival de inverno era chamado à natividade do sol. A festa solar do natalis invicti (natividade do sol inconquistado) era celebrada em 25 de dezembro.


A prática de trocar presente era, segundo nos informa Tertuliano, parte da saturnália. Não há nada de errado em dar presente; os israelitas davam presentes uns aos outros em tempos de celebração (Et 9:22). Mas alguns têm procurado ligar os presentes de natal com aqueles que Jesus recebeu dos magos, porém, não há qualquer correspondência entre as duas situações.


A árvore de natal tem suas origens no paganismo. Segundo uma fábula babilônica, um pinheiro renasceu de um antigo tronco morto. O novo pinheiro simbolizava que Ninrode tinha vindo a viver novamente em Tamuz. Entre os druidas o carvalho era sagrado. Entre os egípcios era a palmeira, e em Roma era o abeto, que era decorado com cerejas negras durante a saturnália. O deus escandinavo odim era crido como um que dava presentes especiais na época de natal àqueles que se aproximassem de seu abeto sagrado. Em inúmeras passagens bíblicas a árvore é associada à idolatria e a adoração falsa: “Porque também os de Judá edificaram altos, estátuas, colunas e Postes-ídolo no alto de todos os elevados outeiros, e debaixo de todas as árvores verdes” (1Rs 14:23). ‘Não estabelecerá Postes-ídolo, plantando qualquer árvore junto ao altar do Senhor teu Deus que fizeres para ti” (Dt.16:21). Portanto a árvore de natal recapitula a idéia da adoração de árvore, sendo que castanhas e bolas simbolizam o sol.


A fim de justificar a celebração do natal muitos tentaram identificar os elementos pagãos com símbolos bíblicos. Jesus, por exemplo, foi identificado com o deus-sol. Tertuliano teve que assegurar que o sol não era o Deus dos cristãos, e Agostinho denunciou a identificação herética de Cristo com o sol.


É bom lembrarmos das advertências do profeta: “Porque os costumes dos povos são vaidade; pois cortam do bosque um madeiro, obra das mãos do artífice com machado; com prata e ouro o enfeitam, com pregos e martelos o fixam, para que não oscile” (Jr 10:3,4).


Com o passar do tempo muitos outros costumes foram sendo introduzidos nas festividades do natal. O papai Noel, por exemplo, é uma representação de São Nicolau, um santo da igreja católica romana. O presépio foi inserido por São Francisco.


Não devemos jamais nos esquecer que como cristãos verdadeiros somos ordenados a comemorar a morte de Cristo, sua ressurreição e sua vinda (1 Co 11:25,26). Em nenhum lugar das Escrituras é ordenado aos cristãos que comemorassem o nascimento de Cristo. Talvez porque o nascimento de Cristo é um fato histórico aceito por todos os homens, é algo que ninguém se opõe. Não é assim porém com relação a sua ressurreição. Todos comemoram o nascimento de Cristo, mas somente os cristãos comemoram a sua ressurreição. Devemos ainda lembrar que acerca de Jesus, identificado na pessoa de Melquisedeque, se diz que era "...sem pai, sem mãe, sem genealogia; que não teve princípio de dias, nem fim de existência..." (Hb.7:3).


Em todos os períodos da história da cristandade uma minoria de líderes eclesiásticos tem se colocado contra a observância do natal. Uns ou mais fatores está relacionado a essa oposição: (1) uma rejeição da autoridade eclesiástica na sua tentativa de estabelecer dias oficiais de festas dos quais o natal é um; (2) uma objeção às bebidas, festas e imoralidade associadas às festividades do natal em todos os períodos da história; (3) as associações antigas e contínuas entre o natal e as idéias e práticas religiosas pagãs.


Amados do Senhor, é tempo de rejeitarmos todo e qualquer sincretismo no seio do Povo Eleito, fechando todas as brechas que o inimigo astutamente consegue abrir no coração da igreja; e para que isto aconteça passos de fé e desprendimento precisam ser dados, eliminando todo e qualquer canal, por mais belo que seja, idealizado pelo inimigo de nossas almas e empurrado como lixo para dentro das vidas.


Saiba adorar a Deus em "espírito e verdade!”•


Eu não sou contra a realização de cultos no dia 25 de Dezembro. Devemos honrar o Senhor todos os dias do ano, inclusive, no dia simbolicamente dedicado ao Seu nascimento. Mas, sou profundamente contrário à importação de costumes e práticas sabidamente anti-bíblicas.


Elias de Oliveira.

(Fonte de Pesquisa histórica 







Não Sou Totalmente Contra o Natal

Como todos os cristãos em geral, eu sou contra a secularização do Natal, o comércio que se faz em torno da data, as festas e bebedeiras que ocorrem na época. Todos sabemos que Papai Noel, árvores de Natal, guirlandas, bolinhas brilhantes e coloridas, bengalinhas de açúcar e anjinhos pendurados nas árvores, nada disso faz parte do Natal. São acréscimos culturais e pagãos feitos ao longo dos séculos e certamente não pelos verdadeiros cristãos.

Por isto, acho que não deveríamos ter nos cultos de Natal qualquer desses símbolos, desde Papai Noel até a árvore. Há quem pense diferente. Ellen White, profetiza mor do Adventismo, ensinava que se deveria ter uma árvore de Natal no culto e que a mesma poderia ser enfeitada durante a celebração.

"Deus muito Se alegraria se no Natal cada igreja tivesse uma árvore de Natal sobre a qual pendurar ofertas, grandes e pequenas, para essas casas de culto”. 
Sou veementemente contra essa ideia.

Também sou contra fazer de 25 de dezembro uma espécie de dia “santo”. Para nós, há somente um dia “santo”, por assim dizer, que é o dia do Senhor, o domingo. A maioria dos cristãos esclarecidos sabe que a data 25 de dezembro foi escolhida depois do período dos apóstolos, por três razões: para substituir as celebrações pagãs da Saturnália, substituir as celebrações do solstício do inverno, quando era adorado o Sol Invicto e por ser a data de aniversário do imperador Constantino. Todos estão conscientes de que Jesus pode não ter nascido – e provavelmente não nasceu – nessa data. Ela é uma convenção apenas, aceita pela Cristandade desde tempos antigos.

Por causa dos abusos, dos acréscimos pagãos e do desvirtuamento do sentido, muitos têm se posicionado contra as celebrações natalinas no decorrer dos séculos. Posso entender perfeitamente seus argumentos. Um bom número de seitas, por exemplo, insiste que o Natal é uma festa pagã e que todos os verdadeiros cristãos deveriam afastar-se dela.

As Testemunhas de Jeová estão entre as que atacam de maneira mais ferrenha as festividades natalinas. Num artigo intitulado "Crenças e Costumes que Desagradam a Deus" as Testemunhas de Jeová argumentam:

"Jesus não nasceu em 25 de dezembro. Ele nasceu por volta de 1° de outubro, época do ano em que os pastores mantinham seus rebanhos ao ar livre, à noite (Lucas 2:8-12). Jesus nunca ordenou que os cristãos celebrassem seu nascimento. Antes, mandou que comemorassem ou recordassem sua morte (Lucas 22.19,20)".
Todavia, considerando a rejeição aberta e agressiva que as Testemunhas de Jeová mantém contra a Encarnação e a divindade de Jesus Cristo, não se poderia esperar outra atitude deles.

Mais recentemente, igrejas e pregadores neopentecostais passaram a atacar duramente os cultos natalinos. Os argumentos são similares aos das seitas contra o Natal, só que com mais ênfase no caráter pagão-satânico do "bom velhinho". O ataque é resultado da visão dicotomizada de mundo que caracteriza muitos neopentecostais (não a todos, obviamente) e faz parte das críticas que fazem aos programas de Disney, às cartas de baralho, às mensagens satânicas subliminares em músicas de rock, etc., o que enfraquece bastante a força dos seus ataques ao Natal.

Os abusos e distorções também têm provocado reação contrária ao Natal de pastores e estudiosos reformados. Os argumentos são basicamente os mesmos empregados pelas seitas e pelos neopentecostais, sem que com isso queiramos comparar ou assemelhar esses grupos: falta de prescrição bíblica, incerteza da data exata do nascimento, origem pagã da festa e introdução de elementos pagãos ao longo do tempo.

Estou de acordo com as críticas feitas aos abusos e distorções. Todavia, acredito que precisamos jogar fora somente a água suja da banheirinha, e não o bebê. Penso que a realização de um culto a Deus em gratidão pelo nascimento de Jesus Cristo nessa época do ano, como parte do calendário de ocasiões especiais da Cristandade, se encaixa no espírito cristão reformado.

Além do que, alguns dos argumentos usados para a cessação total da realização de cultos dessa ordem não me parecem persuasivos.
   
Por exemplo, o argumento do silêncio da Bíblia, usado quanto às prescrições de comemorar o nascimento de Jesus, para mim não é definitivo. A Bíblia silencia quanto a muita coisa que é praticada nos cultos das seitas, dos neopentecostais e mesmo dos reformados. Eu sei que a celebração dos anjos e pastores na noite do nascimento de Jesus, bem como a atitude dos magos posteriormente, não são argumentos suficientes para estabelecermos cultos natalinos, mas pelo menos mostra que não é errado nos alegrarmos com o nascimento do Salvador.

Os argumentos de que os Reformadores, puritanos e presbiterianos antigos eram contra o Natal também não é final. A começar pela falibilidade das opiniões deles, especialmente em áreas onde as Escrituras não tinham muita coisa a dizer. Há muita manipulação das opiniões desses antigos heróis da fé pelos seus seguidores hoje (entre os quais me incluo, mas não na categoria de seguidor cego). Quando eles concordam, são citados. Quando discordam, são esquecidos. Aliás, não tenho certeza que Calvino era contra cultos em ocasiões especiais do calendário cristão. Ao que parece, ele era favorável.

A questão toda, ao final, é quanto ao calendário litúrgico, isto é, a validade ou não das igrejas reformadas realizarem cultos temáticos alusivos às datas tradicionais da Cristandade, como o nascimento de Jesus, sua paixão, morte e ressurreição, Pentecostes, etc. Nenhum Reformado realmente coloca 25 de dezembro como um dia santo, em mesmo pé de igualdade com o domingo. Trata-se de uma data do calendário litúrgico cristão, que pode ou não ser usado como uma ocasião propícia.

As grandes confissões reformadas consentem com o uso dessas datas. A Confissão de Fé de Westminster diz que

"... são partes do ordinário culto de Deus, além dos juramentos religiosos; votos, jejuns solenes e ações de graças em ocasiões especiais, tudo o que, em seus vários tempos e ocasiões próprias, deve ser usado de um modo santo e religioso." 
Segunda Confissão Helvética de 1566, produzida sob supervisão de Bullinger, discípulo de Calvino, declara (XXIV): "Ademais, se na liberdade cristã, as igrejas celebram de modo religioso a lembrança do nascimento do Senhor, a circuncisão, a paixão, a ressurreição e Sua ascensão ao céu, bem como o envio do Espírito Santo sobre os discípulos, damos-lhes plena aprovação".

A velha Igreja Reformada Holandesa, no famoso Sínodo de Dort (1618-1619), adotou uma ordem para a igreja que incluía a observância de vários dias do calendário cristão, inclusive o nascimento de Jesus (art. 67). Isso mostra que, no mínimo, muitos Reformados eram favoráveis à celebração de datas especiais do calendário litúrgico cristão.

Por fim, creio, também, que a celebração do Natal no calendário cristão encaixa-se perfeitamente com a celebração dos grandes eventos da redenção pela oportunidade de esclarecer a doutrina da Encarnação (João 1.1-4,14). Afinal, o que deve ser celebrado não é simplesmente o nascimento de Jesus, mas a encarnação do Verbo de Deus, a vinda do Emanuel para a libertação do seu povo. Pode-se argumentar que esta doutrina (e outras quaisquer), podem ser ensinadas e celebradas regularmente pelo povo Deus, em qualquer domingo. Mas o argumento contrário também poderia ser usado: deveríamos parar de celebrar qualquer culto que não seja no domingo?





CRISTÃOS DEVERIAM TER ÁRVORE DE NATAL? 


John MacArthur Jr




À medida que o Natal vai chegando, questões como esta começam a aparecer. Como tudo na vida, é importante olharmos para estas questões com discernimento bíblico.

Neste caso, não vemos nada de errado com a tradicional árvore de Natal. Porém, alguns têm ensinado que é errado para qualquer cristão ter uma árvore de Natal em suas casas. Será que as razões para isso são válidas? Achamos que não. Vamos dar uma olhada nas duas objeções mais comuns que as pessoas fazem contra as árvores de Natal.

Primeiro, alguns são contrários às árvores de Natal por elas terem origens pagãs.

Acredita-se que Bonifácio, missionário inglês na Alemanha do século oitavo, instituiu a primeira árvore de Natal. Ele supostamente substituiu os sacrifícios feitos ao carvalho sagrado do deus Odin, por um abeto enfeitado em tributo a Cristo. Alguns outros afirmam que Martinho Lutero foi quem introduziu a ideia da árvore de Natal iluminada com velas. Baseado nestas informações podemos dizer que a árvore de natal tem um excelente pedigree cristão.

Porém, mesmo se um histórico pagão fosse claramente estabelecido, isso não necessariamente significaria que nós não poderíamos usar árvores de Natal. Talvez a analogia a seguir ajude.

Durante a II Guerra Mundial, os militares americanos usaram temporariamente algumas ilhas remotas do Pacífico Sul como pistas de aterrissagem e como depósitos de suprimentos. Antes daquela época, os povos indígenas tribais nunca tinham visto tecnologia moderna de perto. Grandes aviões cargueiros chegavam cheios de materiais, e pela primeira vez os nativos viram isqueiros (que eles achavam ser mágicos), jipes, geladeiras, rádios, ferramentas elétricas e uma enorme variedade de alimentos.

Quando a guerra terminou, os nativos concluíram que os homens que trouxeram a carga eram deuses, então eles começaram a construir templos para os deuses da carga. Eles tinham a esperança de que os deuses da carga voltariam com mais bens.

A maioria das pessoas sequer sabe sobre esta superstição religiosa. Da mesma forma, poucos sabem qualquer coisa sobre a adoração de árvores. Quando uma criança puxa um grande presente de debaixo da árvore de Natal e desembrulha um modelo de avião cargueiro, ninguém olha pra aquele objeto como um ídolo. Nem nós vemos a árvore de Natal como uma espécie de deus dos presentes. Nós entendemos a diferença entre um brinquedo e um ídolo tão claramente quanto entendemos a diferença entre um ídolo e uma árvore de Natal. Não vemos uma razão válida para fazer qualquer conexão entre árvores de Natal e ídolos de madeira ou adoração de árvores. Aqueles que insistem em fazer essas associações deviam prestar atenção nos avisos nas Escrituras contra julgar os outros em coisas duvidosas (vejam Romanos 14 e I Coríntios 10:23-33).

Outra reclamação comum é que as árvores de Natal são proibidas na Bíblia. Jeremias 10 é muito usado para dar apoio a este ponto de vista. Mas uma olhada mais de perto nesta passagem vai mostrar que o texto não tem nada a ver com árvores de Natal e tudo a ver com adoração a ídolos. O verso oito diz “querem ser ensinados por ídolos inúteis; Os deuses deles não passam de madeira.”

Adoração a ídolos era uma clara violação dos Dez Mandamentos. Êxodo 20:3-6 diz: “Não terás outros deuses além de mim. Não farás para ti nenhum ídolo, nenhuma imagem de qualquer coisa no céu, na terra, ou nas águas debaixo da terra. Não te prostrarás diante deles nem lhes prestarás culto, porque eu, o SENHOR,o teu Deus, sou Deus zeloso, que castigo os filhos pelos pecados de seus pais até a terceira e quarta geração daqueles que me desprezam, mas trato com bondade até mil gerações aos que me amam e obedecem aos meus mandamentos.”

Não há conexão entre a adoração aos ídolos e o uso de árvores de Natal. Nós não devíamos ficar ansiosos a respeito de argumentos vazios contra as decorações de Natal. Em vez disso, deveríamos focar no Cristo do Natal, esforçando-nos com toda a diligência a lembrar a verdadeira razão de comemorarmos esta data.

Fonte: PIBA 





FESTA JUNINA E SEUS PERIGOS

Artigo completo aqui








Qual a visão cristã a respeito do suicídio? O que diz a Bíblia a respeito do suicídio?





Esse estudo está em total acordo com a minha linha de pensamento sobre o suicídio. Um tema difícil de se debater, mas preciso...


Um bilhete automático para o inferno?



O assunto de tirar a própria vida é repugnante de ser discutido, mas acho necessário fazer isso porque muitas pessoas têm uma visão sem base bíblica sobre ele. A despeito da crença generalizada que o cristão que comete suicídio perde sua salvação e vai para o inferno, precisamos estar cientes que em parte alguma a Palavra de Deus define esse conceito! Como muitas outras crenças sem base bíblica, essa noção teve sua origem no dogma católico romano e depois propagou-se para toda a cristandade.


         Qualquer assassinato, incluindo o de si mesmo, é errado; é pecado e a Bíblia diz isso no Velho e no Novo Testamento. Mas o único pecado específico que garantidamente resultará na separação eterna de Deus — porque Ele não o perdoará — encontra-se no seguinte verso:


"Portanto, eu vos digo: Todo o pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada aos homens. E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro." [Mateus 12:31-32].

        Quando examinamos esses versos no contexto, descobrimos que os fariseus tinham acusado o Senhor Jesus Cristo de operar milagres pelo poder de Belzebu — "o príncipe dos demônios" (verso 24). Ao fazerem essa acusação, eles blasfemaram contra o Espírito Santo, porque Ele é quem estava fornecendo o poder espiritual para os milagres de Cristo. Pode alguém cometer esse pecado específico hoje? Em minha opinião, isso não é possível porque as demonstrações públicas desses milagres para autenticarem o ministério do Messias de Israel não estão mais ocorrendo. Mas mesmo que eu esteja enganado e esse pecado ainda possa ser cometido, o fato permanece que esse pecado em particular de blasfêmia contra o Espírito Santo é o único que não será perdoado aos homens. Suicídio, então, obviamente não é esse pecado!


         É triste dizer isto, mas o conceito doutrinário do pecado perdoado é tão mal compreendido pela maioria daqueles que são salvos que muitos vivem preocupados, com pavor de fazer alguma coisa que os faça perder a salvação! Em nosso artigo, "A Segurança Eterna dos Salvos Genuínos", mostramos que uma vez que nascemos de novo e passamos a fazer parte da família de Deus, a perda da salvação é impossível. Embora o novo nascimento não remova a realidade presente do pecado (como cristãos, continuamos a pecar por causa de nossa natureza humana pecaminosa, mas precisamos nos esforçar para manter isso em um mínimo), posicionalmente falando, estamos agora, e para sempre estaremos, inculpáveis aos olhos de Deus! A doutrina da justificação absolutamente exige isso. 


 Como tentamos mostrar no artigo sobre a segurança eterna, a justificação é o ato judicial por meio do qual Deus declara o pecador como "justo" — literalmente inocente — à sua vista. Essa é uma declaração eterna de total inocência — não apenas um perdão. Portanto, quando nossos pecados foram perdoados por meio do sacrifício expiatório e vicário de Cristo, o perdão foi total e para sempre. Meu amigo cristão, isso inclui aqueles pecados que ainda cometeremos no futuro. Lembre-se que quando o Senhor morreu na cruz do Calvário, todos os nossos pecados ainda estavam no futuro e todos foram gratuita e graciosamente perdoados por Deus o Pai!


         Assim, com esses fatos fundamentais em mente, pode um genuíno filho de Deus fazer alguma coisa que acarrete a perda de sua salvação? A resposta é um sonoro NÃO!! E isso inclui o suicídio. Certamente todos concordamos que nenhuma pessoa racional tiraria sua própria vida e, quando isso ocorre, é um ato irracional de uma pessoa que está com algum distúrbio mental. Pode um cristão sofrer de doença mental? É claro que sim e eu pessoalmente conheço alguns casos. Embora alguns especialistas argumentem corretamente que a mente humana é abstrata e, portanto, não pode adoecer, o cérebro é uma entidade concreta e está sujeito às enfermidades físicas. 



 As teorias sobre insanidade lidam com a diferença entre o órgão físico e os pensamentos que ele "processa", mas um fato é irrefutável — desequilíbrios químicos no cérebro comprovadamente provocam comportamento irracional, chegando até e incluindo o suicídio. Alguns cristãos estão entre aqueles que sofrem do distúrbio bipolar (são"maníacos-depressivos") e precisam tomar medicamentos (à base de lítio, etc.) para controlar a enfermidade. Depressão severa e pensamentos sobre suicídio, junto com "vozes" que incentivam a pessoa a se matar são características trágicas dessa doença mental. Se não for diagnosticada ou tratada, ela pode e de fato leva os indivíduos a cometerem atos impensáveis, mas fique descansado que quando isso acontece com um dos filhos de Deus, eles nunca estão sob o risco de perderem a salvação.


         Se um dos seus familiares queridos tirou sua própria vida e você sabe em seu coração que a pessoa no passado exibiu o fruto do Espírito Santo em sua vida diária, console-se nessas lembranças porque o terrível resultado final daquele pecado específico não pode apagar o fato de seu relacionamento com Cristo. O pecado foi perdoado antes mesmo de ser cometido. Louvado seja o Senhor!!



         Se você nunca colocou sua confiança em Jesus Cristo como Salvador, mas entendeu que ele é real e que o fim dos tempos está próximo, e quer receber o Dom Gratuito da Vida Eterna, pode fazer isso agora, na privacidade do seu lar. Após confiar em Jesus Cristo como seu Salvador, você nasce de novo espiritualmente e passa a ter a certeza da vida eterna nos céus, como se já estivesse lá. Assim, pode ter a certeza de que o Reino do Anticristo não o tocará espiritualmente.


        Esperamos que este ministério seja uma bênção em sua vida. Nosso propósito é educar e advertir as pessoas, para que vejam a vindoura Nova Ordem Mundial, o Reino do Anticristo, nas notícias do dia-a-dia.



Autor: Pastor Ron Riffe
ESTUDO GOSPEL

Mensagem Rev Hernandes Dias Lopes Suicídio



QUAL A VISÃO CRISTÃ A RESPEITO DO SUICÍDIO? 


Pergunta: "Qual a visão cristã a respeito do suicídio? O que diz a Bíblia a respeito do suicídio?"

Resposta:A Bíblia menciona seis pessoas específicas que cometeram suicídio: Abimeleque (Juízes 9:54), Saul (1 Samuel 31:4), o escudeiro de Saul (1 Samuel 31:4-6), Aitofel (2 Samuel 17:23), Zinri (1 Reis 16:18) e Judas (Mateus 27:5). Cinco deles eram homens pecadores e perversos (não se sabe o suficiente sobre o escudeiro de Saul para fazer um julgamento a respeito de seu caráter). Alguns consideram Sansão um exemplo de suicídio (Juízes 16:26-31), mas o seu objetivo era matar os filisteus e não a si mesmo. A Bíblia enxerga o suicídio da mesma forma que assassinato, pois isso é exatamente o que é - auto-assassinato. Cabe a Deus decidir quando e como uma pessoa deva morrer.

De acordo com a Bíblia, o suicídio não é o que determina se uma pessoa ganha ou não acesso ao céu. Se um descrente cometer suicídio, ele não fez nada mais do que “acelerar” a sua jornada para o lago de fogo. Entretanto, no fim das contas, a pessoa que cometeu suicídio estará no inferno por ter rejeitado a salvação através de Cristo, não por ter cometido suicídio. O que a Bíblia diz sobre um cristão que comete suicídio? A Bíblia ensina que podemos ter a garantia da vida eterna a partir do momento em que verdadeiramente crermos em Cristo (João 3:16). Segundo a Bíblia, os cristãos podem saber que possuem a vida eterna sem qualquer dúvida (1 João 5:13). Nada pode separar um cristão do amor de Deus (Romanos 8:38-39). 


 Se nenhuma "criatura" pode separar um cristão do amor de Deus, e até mesmo um cristão que comete suicídio é uma "coisa criada", então nem mesmo o suicídio pode separar um cristão do amor de Deus. Jesus morreu por todos os nossos pecados e se um cristão verdadeiro, em um momento de crise e fraqueza espiritual, cometer suicídio, esse pecado ainda seria coberto pelo sangue de Cristo.

O suicídio ainda é um grave pecado contra Deus. Segundo a Bíblia, o suicídio é assassinato; é sempre errado. Deve-se ter sérias dúvidas sobre a autenticidade da fé de qualquer pessoa que afirmava ser um cristão, mas mesmo assim cometeu suicídio. Não há nenhuma circunstância que possa justificar que alguém, especialmente um cristão, tire a sua vida própria. Os cristãos são chamados a viver suas vidas para Deus e a decisão de quando morrer pertence a Deus e somente a Ele. Embora não esteja descrevendo o suicídio, 1 Coríntios 3:15 é provavelmente uma boa descrição do que acontece com um Cristão que comete suicídio. "Se o que alguém construiu se queimar, esse sofrerá prejuízo; contudo, será salvo como alguém que escapa através do fogo."



POR QUE EU NÃO DEVO COMETER SUICÍDIO?


Pergunta: "Por que eu não devo cometer suicídio?"

Resposta:O meu coração compreende aqueles que têm pensamentos de terminar com suas próprias vidas através do suicídio. Se isto ocorre com você agora, deve haver muitas emoções, como sentimentos de desesperança e desespero. Você pode ter a sensação de estar no mais fundo dos poços, e você duvida que haja algum raio de esperança de que as coisas possam melhorar. Ninguém parece se importar ou entender o que está acontecendo. A vida simplesmente não vale a pena ser vivida... ou será que vale?

Muitos, uma hora ou outra, experimentam emoções debilitantes. As perguntas que vinham à minha mente quando eu estava em um poço emocional eram: “De alguma forma, há a chance de isso ser da vontade de Deus, que me criou?” “Será que Deus é pequeno demais para poder me ajudar?” “ Será que meus problemas são grandes demais para Ele?”

Fico feliz em dizer a você que se você gastar uns poucos momentos para considerar deixar que Deus verdadeiramente seja Deus em sua vida agora, Ele provará o quão grande Ele realmente é! “Porque para Deus nada é impossível” (Lucas 1:37). Talvez cicatrizes de sofrimentos passados tenham causado um ameaçador senso de rejeição ou abandono. Isto pode levar à auto-piedade, raiva, amargura, pensamentos ou caminhos de vingança, medos doentios, etc., que vêm causando problemas em alguns de seus mais importantes relacionamentos. Entretanto, o suicídio apenas serviria para trazer devastação aos que você ama e nunca teve a intenção de ferir; feridas emocionais com as quais eles teriam de lidar pelo resto de suas vidas.

Por que você não deve cometer suicídio? Amigo, não importa quão más as coisas possam estar em sua vida, há um Deus de amor que está esperando que você o deixe guiá-lo através de seu túnel de desespero, e saindo dele, indo em direção a Sua maravilhosa luz. Ele é sua esperança certa. Seu nome é Jesus.

Este Jesus, o Filho de Deus, sem pecado, se identifica com você nos seus momentos de rejeição e humilhação. De Jesus escreveu o profeta Isaías: “Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos. 


 Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum. Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras (chicotadas) fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos” (Isaías 53:2-6).

Amigo, tudo isto Jesus Cristo suportou para que você pudesse ter todos os seus pecados perdoados! Qualquer que seja o peso de culpa que você vem carregando, saiba que Ele perdoará se você humildemente se arrepender (se voltar para Deus, abandonando seus pecados). “E invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás” (Salmos 50:15). Nada do que você possa algum dia ter feito é tão ruim que Jesus não perdoe. Alguns de Seus servos mais seletos da Bíblia cometeram pecados horrendos, como assassinato (Moisés), adultério (Rei Davi), e abuso físico e emocional (O Apóstolo Paulo). Ainda assim, encontraram perdão e uma vida nova e abundante no Senhor. “Lava-me completamente da minha iniqüidade, e purifica-me do meu pecado” (Salmos 51:2). “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (II Coríntios 5:17).

Por que você não deve cometer suicídio? Amigo, Deus está pronto para consertar o que está “quebrado”... especificamente, a vida que você tem agora, que você quer por fim através do suicídio. O profeta Isaías escreveu: “O Espírito do Senhor Deus está sobre mim; porque o Senhor me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos (...) a consolar todos os tristes; a ordenar acerca dos tristes (...) que se lhes dê glória (coroa de beleza) em vez de cinza, óleo de gozo em vez de tristeza, vestes de louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de justiça, plantações do Senhor, para que ele seja glorificado” (Isaías 61:1-3).

Venha a Jesus, a deixe que Ele restaure sua alegria e valor enquanto confia nele para começar uma nova obra em sua vida. “Torna a dar-me a alegria da tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário. Abre, Senhor, os meus lábios, e a minha boca entoará o teu louvor. Pois não desejas sacrifícios, senão eu os daria; tu não te deleitas em holocaustos. Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus” (Salmos 51:12, 15-17).

Você quer aceitar o Senhor como seu Salvador e Pastor? Ele guiará seus pensamentos e passos, um dia de cada vez, através de Sua Palavra, a Bíblia. “Instruir-te-ei, e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com os meus olhos” (Salmos 32:8). “E haverá estabilidade nos teus tempos, abundância de salvação, sabedoria e conhecimento; e o temor do Senhor será o seu tesouro” (Isaías 33:6). Mesmo estando em Cristo, você terá lutas, mas você, agora, terá ESPERANÇA. Ele é “um Amigo mais chegado que um irmão” (Provérbios 18:24). Que a graça do Senhor Jesus esteja com você em sua hora de decisão.

Se você deseja confiar em Jesus Cristo como seu Salvador, diga estas palavras a Deus, em seu coração. “Deus, eu preciso de Ti em minha vida. Por favor, perdoa-me por tudo o que eu fiz. Eu coloco minha fé em Jesus Cristo e creio que Ele é meu Salvador. Por favor, limpa-me, cura-me, e restaura minha alegria de viver. Agradeço por Seu amor por mim e pela morte de Jesus em meu lugar.” 






             A IGREJA E O DIVÓRCIO NO TÓPICO ABAIXO 






Uma pessoa batizada corretamente pode se desviar depois?

Mesmo em igrejas que procuram seguir a palavra de Deus em tudo que fazem, algumas pessoas se desviam.


Estas pessoas estudam a palavra, são batizadas, continuam por algum tempo (sejam dias ou décadas) e, depois, abandonam o caminho de Deus. Quando isso acontece, naturalmente surge uma dúvida entre outros. Será que essas pessoas realmente se converteram a Cristo? Como uma pessoa que estudou a palavra e se batizou para remissão dos pecados pode voltar ao mundo?


O que a Bíblia diz?


Não sabemos o que está no coração de outros. "Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o seu próprio espírito, que nele está?" (1 Coríntios 2:11).


Para o batismo ser válido, a pessoa precisa crer no Cristo como Filho de Deus e se arrepender antes de descer às águas, e precisa entender a necessidade do batismo para remissão de pecados (Marcos 16:16; Atos 2:38).


Quando uma pessoa manifesta a sua fé e produz frutos de arrependimento, aceitamos a decisão dela. Mas, alguém pode enganar outros, fingindo a sua fé e o seu arrependimento. No final das contas, é Deus que julgará todos nós. Mesmo algumas pessoas que confessaram a sua fé serão rejeitadas (Mateus 7:20-21).


A Bíblia relata casos de pessoas convertidas que se desviaram da fé. Em Samaria, um homem chamado Simão "abraçou a fé; e, tendo sido batizado, acompanhava a Filipe..." (Atos 8:13). O Espírito Santo narra os fatos do caso, afirmando que Simão foi convertido.


Mas, algum tempo depois, ele caiu na tentação. Pedro o repreendeu, dizendo-lhe: "Não tens parte nem sorte neste ministério, porque o teu coração não é reto diante de Deus...estás em fel de amargura e laço de iniquidade" (Atos 8:21,23).


Se o problema fosse um batismo incorreto, Pedro obviamente ordenaria que Simão fosse batizado corretamente (como Paulo fez em Éfeso, Atos 19:1-7). Pedro não negou a validade do batismo de Simão.


Ele deu instruções apropriadas para um filho de Deus: arrepender e orar pedindo perdão (Atos 8:22; compare 1 João 1:7 - 2:3). Outras pessoas que foram reconhecidas como cristãos fiéis pecaram e abandonaram o Senhor.


Veja os comentários de Paulo sobre Demas, que abandonou sua posição de "cooperador" de Paulo e voltou ao mundo (Filemom 24; 2 Timóteo 4:10).


As Escrituras nos avisam sobre o perigo de apostasia. Praticamente todos os livros do Novo Testamento incluem advertências aos cristãos sobre a possibilidade de cair. Hebreus 6:4-6 claramente fala de pessoas convertidas que chegaram a provar o dom celestial e participar do Espírito Santo mas que caíram, crucificando novamente o Filho de Deus. 2 Pedro 2:20 fala daqueles que voltam ao pecado "depois de terem escapado...."


Deus faz a parte dele; nós temos de fazer a nossa parte. Deus demonstrou a sua graça no sacrifício de Jesus. Cabe a nós permanecer na fé para receber a recompensa eterna no dia final (1 João 2:24; João 15:4-6; Atos 14:22).







                     O VERDADEIRO SENTIDO DO BATISMO    




Mt 28. 18-20


Texto produzido pelo Pr. Genildison da Silva Ribeiro, ex-aluno da FaTeo (formandos de 1999), pastor da 4ª Região Eclesiástica da Igreja Metodista (MG/ES)
O Batismo é um elemento de vital importância para a Igreja Cristã. Através dele, declaramos que estamos arrependidos diante de Deus; que aceitamos Seu projeto de vida e estamos desejosos de fazer parte do Seu Corpo, a Igreja.
“Igreja Metodista estabelece em seus documentos (Cânones) que ‘o Batismo é sinal vivível da graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual nos tornamos participantes da comunhão com o Espírito Santo e herdeiros da vida eterna”. (COLÉGIO EPISCOPAL. Carta Pastoral sobre os Sacramentos – Biblioteca Vida e Missão. S. Paulo, 2001: Ed. Cedro, pg. 7).
Este sacramento nunca causou polêmica, dificuldade de entendimento e execução na igreja primitiva. Mas hoje, em nossos dias, o Batismo tem sido um divisor de águas. Um ato litúrgico que deveria ser a simples expressão de uma declaração pública de fé genuína, acabou se tornando num objeto de discussão, divisão e preconceito no meio cristão, devido à ênfase naquilo que é trivial, ou sem importância alguma, isto é, a forma como o mesmo é realizado. O nosso desejo neste estudo é eliminar todo preconceito e ignorância em torno deste sacramento, cuja finalidade é comunicar ao ser humano a supremacia da graça de Deus.
A Fé - Elemento Vital no Batismo
A fé é o elemento mais importante em todo tipo de relacionamento do ser humano com o seu Criador. O autor da carta aos Hebreus nos diz: “Sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11. 6). Uma vez que a fé é o elemento básico para todo tipo de relacionamento com Deus, ela também é no ato batismal. Tanto o batismo, como a Santa Ceia são sacramentos. 

 O sacramento é um veículo de comunicação da graça de Deus, e, como tal, só tem sentido para quem o recebe mediante a fé. Se o elemento fé (confiança/entrega total) não estiver presente no momento da celebração do batismo, não importa a quantidade de água que vai ser utilizada, o indivíduo não estará participando, ou tendo acesso a esta graça. Assim, o elemento vital, que dá força e sentido ao batismo, não é a quantidade de água utilizada, mas a fé que deverá estar presente na vida do batizando.
A fé é tão importante a ponto de anteceder o ato batismal: “Quem crer e for batizado, será salvo; mas quem não crer, já está condenado” (Mc 16. 16). A atitude de não crer (confiar e entregar-se completamente) à manifestação da graça de Deus traz a condenação ao indivíduo mesmo depois de participar do batismo. Neste caso, o ponto básico de discussão que deveria haver entre as Igrejas Cristãs é: “quando é que alguém está apto para receber este sacramento tão vital e importante?” E não a quantidade de água ou tipo de cerimônia que deve administrar o mesmo.
Hoje, as igrejas se preocupam muito com a forma do batismo (aspersão, imersão ou efusão), e se esquecem do batizando. Se ele(a) está preparado?!; Se ele(a) tem consciência de sua fé?!; Se ele(a) se entregou a Cristo inteiramente, ou apenas em parte?!; Segundo Justo González, importante historiador, a Igreja antiga levava a questão de preparação do novo membro tão à sério que no princípio do século terceiro, tal preparação durava cerca de três anos .
 Hoje, a ansiedade de muitos ministros do Evangelho de terem igrejas repletas de membros tem feito com que o básico e essencial para a salvação e consolidação do crente no Evangelho seja negligenciado. E, em nome desta negligência, tais ministros desviam a ênfase que deveria estar na fé que é adquirida através de uma vida de piedade prática diante de Deus, para a ênfase na forma do batismo que é ao mesmo tempo excludente, preconceituosa e antibíblica. Porque eu digo isso? Porque determinadas formas de batismo excluem idosos, crianças e enfermos. Tais pessoas não são dignas de participarem da graça de Deus? Ou tais indivíduos não merecem também herdar o Reino? Sobre esta questão falaremos mais adiante.
O Batismo 
Para participarmos do batismo de forma consciente e desfrutarmos de tudo o que este sacramento nos oferece em Deus, é necessário sabermos o que é o batismo para a vida da Igreja.
Para a Igreja Cristã, “O batismo substituiu, na nova aliança em Cristo, o sinal de pacto com Deus que a circuncisão representou no Antigo Testamento” (cf. Cl 2. 11-12). Pacto é um compromisso de fidelidade assumido com Deus e o seu povo diante de uma comunidade de fé. Nós podemos definir o batismo como um ato litúrgico de inserção numa comunidade. Para o povo judeu a circuncisão era a forma de inserção do indivíduo na comunidade judaica. Da mesma forma, o batismo com água é o meio de inserção do cristão no corpo de Cristo, a Igreja. É ele que inicia o novo membro no corpo de Cristo. 

  É importante ressaltarmos que, segundo o texto bíblico, o batismo é realizado com água e não nas águas (cf. Jo 1. 26; Lc 3. 16; Mt 3.11). Segundo estes textos e outros da Palavra de Deus, a ênfase bíblica não está na forma, ou no local onde o cristão deve ser batizado, mas com o quê ele é batizado e em nome de quem o batismo é administrado na vida do crente. Ou seja, o elemento que deverá obrigatoriamente estar presente como sinal do pacto entre a pessoa e Deus é a fé, principalmente; em segundo lugar, a menção litúrgica: “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”; e em terceiro, a água, não importando a quantidade.
A comunidade cristã preferiu o batismo com água em lugar da circuncisão, por vários motivos. Dentre eles, podemos destacar:
• O uso da água fazia parte da tradição de purificação dos judeus. E, uma vez que a Igreja entendia que Cristo veio para nos purificar de todo pecado e injustiça, nada melhor do que o uso da água para a inserção nesta nova realidade de vida e fé (Nm 19. 9; Ez 36. 25);
• A circuncisão excluía a mulher, uma vez que a mesma era um sinal no órgão genital masculino, o batismo com água passou a incluí-la e coloca-la em termos de igualdade no Reino de Deus;
• A circuncisão exigia o legalismo (observância irrestrita da lei) como meio de salvação. A ênfase da circuncisão era a prática de obras para a justificação. O batismo com água exige simplesmente a fé, confiança na graça de Deus. Nele, os méritos humanos para a justificação são excluídos diante de Deus (Ef 2. 8-9);
• A circuncisão limitava o direito dos gentios (pessoas fora da cultura judaica) em relação ao pacto com Deus. O batismo com água nivela a todos, deixando-os iguais e com o mesmo direito diante de Deus (Gl 3. 27-29).
No projeto do Reino de Deus não há lugar para legalismos, acepção de pessoas, exclusões, etc. Nele (no Reino), todos têm acesso irrestrito à graça e amor de Deus, seja ele, homem, mulher ou criança. O batismo com água foi introduzido na comunidade cristã para que todos(as) tivessem pleno acesso ao Reino de Deus, especialmente os excluídos da sociedade: o estrangeiro, a mulher e a criança (cf. Lc 18. 15-17; At 10. 45-47).
Versículo para Memorizar “Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado” (Mc 16. 15-16).
Por que a Igreja Metodista Batiza por Aspersão? Ez 36. 25
A Igreja Metodista tem sofrido muito ao longo dos anos por causa de sua opção quanto à forma de batismo – a aspersão. Isto se deve ao fato da má compreensão que muitas denominações e ministros do Evangelho têm acerca do verdadeiro sentido do ato batismal, e também da errônea ênfase dada à forma do batismo como meio para a salvação e validade do mesmo, em vez da ênfase no conteúdo da fé nele expressa e exigido. A nossa intenção, através desta reflexão, à luz da Palavra de Deus, é esclarecermos o porquê da nossa opção, como comunidade metodista, pelo batismo por aspersão, sem, no entanto, querer recriminar as demais formas de batismo, uma vez que, como Igreja, reconhecemos todas elas como válidas diante de Deus neste ato litúrgico.
Nossos documentos expressam o seguinte: “O batismo é com água, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, com aspersão (aplicação de água com a mão sobre a cabeça do batizando), derramamento (com ambas as mãos, derrama-se água sobre a cabeça do batizando, estando este, geralmente com parte do corpo dentro da água) e imersão (o batizando é imerso na água). A Igreja Metodista, embora comumente pratique a aspersão, reconhece como igualmente válido o Batismo por derramamento ou por imersão” (Cânones ed. 1998, pg. 64).
Porque a Igreja Metodista Batiza por Aspersão?
Antes de respondermos à indagação acima, é preciso que haja um entendimento sobre o quê, na verdade, significa e representa o Batismo Cristão. Uma vez esclarecida esta questão, ficará fácil o entendimento de todos(as) acerca da opção que a Igreja Metodista faz pela aspersão como forma preferencial de Batismo.
O que é Batismo?
Batismo é um momento de extrema alegria, algo desejado com ansiedade, pois nele, o batizando dá um dos passos mais importante de sua vida. Através do batismo, a pessoa estará declarando diante de Deus e dos homens/mulheres que sua opção por Cristo é pra valer. Entretanto, a má compreensão de muitos em torno deste ato de fé, tem levado os cristãos à desunião e ao preconceito – dividindo o corpo em vez de unir; derribando em vez de edificar; excluindo em vez de ajuntar o povo de Deus.
A palavra Batismo pode adquirir muitas definições (novo nascimento; regeneração; inserção no Reino de Deus; lavagem de pecados, etc). Ficar preso apenas numa das definições é arriscado, pois coloca em risco a profundidade do termo. Nós metodistas cremos que é a busca por uma total compreensão deste símbolo de fé que garante a sua real interpretação, evitando assim as constantes discussões, divisões e contendas entre o corpo de Cristo. Vejamos algumas definições sobre o significado do Batismo e sua finalidade:
Em primeiro lugar, Batismo é um símbolo de fé: a palavra símbolo (simbalu) no grego significa “lançar as coisas de forma que caiam ordenadas; a palavra também pode ser definida como aquelo que une em si”. Símbolos não podem ser definidos. Definir significa colocar limites, e, quando colocamos limites nos símbolos, eles perdem sua força e sentido. O Batismo é um símbolo de unidade do povo de Deus, ou seja, a vida da Igreja gira em torno deste ato de fé e aceitação da graça de Deus: “Quem crer e for batizado será salvo” (Mc 16. 16). 

Quando o símbolo fica preso, ou limitado numa única interpretação/definição absolutista, ele perde o seu poder de união (simbalu). Neste caso, prender o Símbolo do Batismo numa única interpretação ou fórmula, significa exauri-lo do seu poder e força de ação; significa também correr o risco de limitar e privar a muitos(as) da graça de Deus.
A tradição da Igreja, não da Igreja Metodista, mas da Igreja Cristã, reconhece 3 formas que representam o Batismo bíblico:
  • Aspersão: a água é aspergida sobre o batizando;
  • A efusão: a água é derramada sobre o batizando, utilizando-se as duas mãos como concha;
  • A imersão: o batizando é imerso nas águas.
Voltando ao que mencionamos acima, uma igreja que adota ou defende somente o batismo por imersão, por exemplo, como o único e verdadeiro sinal de fé, questionando e desacreditando das demais formas, terá de excluir da graça de Deus muitos idosos, inválidos, enfermos, etc., pois a maior parte destas pessoas não têm condições de ir a um rio ou entrar numa piscina ou tanque para receberem o sinal da fé que salva. Seria Deus tão cruel a ponto de criar um meio de salvação que é excludente? Logo, quando se reconhece que o Batismo é um símbolo de fé, não importa a forma como o mesmo é realizado, o que vale é o conteúdo da fé daquele(a) que está sendo batizado(a). “Quem crer e for...” a fé vem sempre antes do ato.
Nós, Metodistas, entendemos a fé, não somente no seu sentido abstrato, mas principalmente no seu sentido prático de vida, ou seja, para nós, fé adquire o sentido de fidelidade prática à Palavra e projeto do Reino de Deus. Neste caso, não importa se a pessoa recebeu apenas uma gota de água sobre a cabeça, ou foi imersa dentro do oceano, é a sua pratica de vida (fé/fidelidade ao projeto do Reino) que determinará se o Batismo foi verdadeiro ou não.
Em segundo lugar, Batismo é um ritual de inserção ou pertença, ou seja, o Batismo é o sinal que me dá a garantia de que eu pertenço à comunidade de fé ou ao Reino de Deus. Toda religião, não importa qual seja, tem o seu ritual de inserção, ou batismo. É este ritual que garante à pessoa os direitos e também deveres inferidos pela comunidade. Quando Deus firmou o seu pacto com Abraão, Ele estabeleceu um sinal que determinaria que, a partir de então, aquele povo seria de Sua propriedade peculiar – a circuncisão foi este sinal (Gn 17. 10-12). A ausência deste sinal (batismo) significava que a pessoa não pertencia à comunidade judaica.
No cristianismo, o batismo com água, tornou-se este sinal. Não recebe-lo pela fé implica em estar ausente do corpo de Cristo. É preciso entender, no entanto, que Batismo é símbolo, e o símbolo não está preso a nada e o ritualismo não pode nunca anular a dimensão da graça de Deus. Há casos na Bíblia em que vidas foram abençoadas, até mesmo com o Espírito Santo sem nem mesmo terem participado do Batismo (ritual de iniciação) antes. (cf. Lc 23. 42-43; At 10. 44-48). A graça de Deus será sempre algo surpreendente e nunca estará sujeita à manipulação do ser humano.
Deus muda leis e alianças, mas nunca mudará a dimensão e o alcance de Sua graça. É por isso que, nós metodistas entendemos que, uma vez anulado o ritual da circuncisão como sinal de inclusão no seio do povo de Deus, substituindo-o pelo Batismo com água, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, a criança, como na circuncisão, continua com o seu direito garantido de se tornar integrante do pacto de Deus. Deus mudou o ritual, mas manteve firme a dimensão inclusiva da graça – sobre esta questão falaremos adiante. No caso do Batismo Cristão, a graça se tornou ainda mais inclusiva, pois nele, homens, mulheres e crianças se tornaram participantes do pacto.
Em terceiro lugar, Batismo é ritual de purificação. Esta compreensão ou amplitude da simbologia do Batismo foi inserida apenas no cristianismo. Antes da obra realizada por Jesus não havia este entendimento, uma vez que Deus ainda não havia realizado o pleno sacrifício pela purificação dos pecados.
Para o povo judeu, o batismo era a circuncisão. Os rituais de purificação eram feitos constantemente e separados. Neles eram utilizados água e sangue (Ex 24. 6-8). O Batismo Cristão incorporou em si, também esta dimensão simbólica. Talvez seja justamente neste ponto que muitos tropeçam na Palavra de Deus e interpretação da forma do Batismo, pois vêem o Batismo apenas como ritual de purificação e lavagem de pecados, vendo nele apenas um sinal de morte (para o pecado) e ressurreição, esquecendo-se das demais formas e implicações do mesmo. Isto se deve ao fato de muitos estarem acostumados a fazerem apenas uma leitura parcial da Bíblia, buscando nela, não a revelação completa da vontade de Deus, mas a justificação de pontos de vista particulares. A dinâmica da graça de Deus só é entendida quando a Palavra de Deus é lida e compreendida no seu todo e sob o prisma da revelação do Cristo ressurreto.
Uma vez entendidas estas questões, podemos responder à indagação deste tópico do nosso estudo: Por que a Igreja Metodista Batiza por aspersão?
Em primeiro lugar, na Igreja Metodista, nós entendemos que o Batismo, por ser um ato tão importante na vida do ser humano, pois, a partir dele a pessoa estará ingressando, não somente no Reino de Deus, mas na comunhão da Igreja, toda a comunidade deve participar deste momento, pois nele, a própria comunidade também assume votos de compromisso, fidelidade e cuidados com o batizando. Nós entendemos também que, geralmente a família do batizando é convidada a estar presente – e esta também é uma oportunidade para o testemunho do poder transformador de Deus. 

 Neste caso, uma vez compreendidas as questões anteriormente mencionadas sobre o significado do Batismo, a Igreja Metodista entende que a aspersão é a forma de Batismo que melhor atende a esta necessidade, uma vez que ela dispensa a locomoção de todos(as) a um rio, piscina, etc., pois o ato batismal é realizado na própria igreja dando oportunidade a todos(as) de estarem presentes na celebração, e não somente alguns poucos.
Em segundo lugar, a tradição veterotestamentária indica a aspersão como meio de purificação de pecados. Segundo a tradição Bíblica, o sangue era misturado com água e aspergido sobre o povo e objetos a serem purificados e santificados ao Senhor (Ex 24. 6-8). Vejamos alguns textos que nos falam de aspersão:
• Ez 36. 24-27: o texto nos diz que Deus iria aspergir água sobre o sedento, purificando-o dos seus pecados e fazendo com ele uma nova aliança. Neste texto estão presentes os dois batismos: o Batismo com água e no Espírito Santo;
• I Pe 3. 20-21: Pedro fala do dilúvio como símbolo do Batismo. O Dilúvio foi uma grande chuva que caiu sobre a terra (Gn 7. 12). Chuvas são gotas de água que caem, símbolo de aspersão;
• Sl 51. 7: hissopo é um instrumento utilizado pelo sacerdote para a aspersão.
Outro dado a ser analisado é o fato de muitos utilizam erroneamente o batismo de João como justificativa para sua posição em relação ao batismo por imersão. Tais pessoas se esquecem que a imersão nunca esteve presente na tradição bíblica como símbolo e ritual de purificação e João foi filho de sacerdote, ele cresceu sob a tradição sacerdotal, e nela, aprendeu que a purificação de pecado se faz através da aspersão (Lv 16. 15-16 e 30). Outra questão também é que o batismo de João não é o batismo cristão, pois ele não batizava em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, este é o verdadeiro batismo cristão.
Outro detalhe, é que os textos bíblicos nos dizem que João batizava com água e não nas águas (cf. Jo 1. 26; Lc 3. 16; Mt 3.11).
Além disso, entre o povo de Deus havia uma questão muito séria: a contaminação por transferência, ou seja, eles evitavam tocar objetos e pessoas consideradas impuras, para não ficarem impuros também. Como fazer então em relação ao batismo por imersão, como muitos radicais tem defendido, excluindo as demais formas de batismo e chegando a ponto de, para facilitarem a participação de todos(as), construírem tanques batismais em suas igrejas?
O que eu quero dizer com esta indagação é, segundo a tradição bíblica, uma vez que uma única pessoa impura, ou seja, cheia de pecados entrou na água, toda ela se torna contaminada e impura e também quem entra em contato com aquela água. Se a questão é radicalizar, o correto seria esvaziar e encher o tanque batismal toda vez que alguém entrasse nele, para que as demais pessoas não se tornassem ainda mais contaminadas e impuras do que antes!
Nem o povo judeu e nem os judeus-cristãos utilizavam a imersão como ritual de Batismo. Geralmente o batismo era feito através da efusão: a pessoa entra na água e a água é derramada sobre a cabeça do batizando com as mãos em forma de concha; ou aspersão: a água era aspergida sobre o batizando. Era assim, porque a imersão não faz parte de sua tradição e também porque Israel está localizado numa região onde a água é algo valioso e escasso!
Nós estamos falando de um povo que vê na água uma verdadeira fonte de vida e que não pode ser desperdiçada. Para eles, encontrar um poço com água boa era sinal da benevolência de Deus. Nem todos tinham acesso ao rio, não se podia construir tanques batismais por causa da questão da impureza. A construção de tanques batismais só seria viável se o mesmo pudesse ser esvaziado a cada batismo, tal desperdício de água é um absurdo para o povo judeu. Por causa disso, eles encontraram na aspersão uma forma simbólica de representar a purificação, assim, todos(as) podiam ser purificados e a água não era desperdiçada, e também não haveria o contato das pessoas com a água utilizada evitando que a mesma se tornasse impura. 

 João viveu e cresceu dentro desta tradição e foi ela que ele utilizou quando batizava o povo, por isso ele mencionava que batizava com água. Um detalhe importante é que nas pinturas do primeiro século, em nenhuma delas aparece o Batismo de João representado pela imersão, mas pela efusão.


Vejamos alguns textos que nos indicam batismos através da aspersão:

• At 22. 16: este é o Batismo de Paulo. Note que ele foi para uma casa (At 9. 17-18) e lá, colocando-se de pé imediatamente foi batizado. Eu não acho que dentro de uma casa na rua chamada Direita em Jerusalém havia um rio ou tanque batismal, visto que este não era o costume do povo naquela época. O que havia nas casas eram talhas com água utilizadas na purificação – lavagem das mãos e dos pés, e, com certeza Paulo não entrou em nenhuma delas!;
• At 8. 36: O texto fala do batismo do eunuco, os historiadores relatam que na região onde eles estavam no deserto não existia nenhum rio, nem água suficiente para a realização de um Batismo por imersão;
• At 2. 38: Primeiro discurso de Pedro e a conversão de quase 3.000 almas. Todos estavam no, ou nas proximidades do Templo, comemorando o Pentecostes. O Templo fica a alguns quilômetros do rio mais próximo, no nosso caso o Jordão, e há alguns quarteirões dos tanques mais próximos (Tanque de Siloé e Betesda). O texto não relata que ninguém saiu em direção a nenhum destes lugares, também seria impossível organizar todas as quase 3000 almas que se converteram, leva-las a tais lugares e batiza-las das 11:00 da manhã (Pedro iniciou o seu discurso na hora terceira (At. 2. 15), isto é, às 09:00 horas da manhã – eu estou contando umas 2 horas de pregação) até as 18:00 da tarde, visto que o dia do judeu acaba neste horário e o texto nos diz que naquele mesmo dia quase 3000 almas se converteram e foram batizadas (At 2. 41). 

 É impossível organizar, dirigir-se ao rio ou a um dos tanques e batizar por imersão tantas vidas em tão pouco tempo. Além disso, tal movimentação de pessoas seria considerado um motim ou algum tipo de ameaça pelo Império Romano e logo seria rechaçado. O Batismo aqui foi por aspersão visto que Pedro falou de remissão de pecados e a aspersão era a forma que ele conhecia como ritual de purificação (Ex 24. 6-8; Lv 16. 15-16 e 30).
• Além dos textos acima, que são mais do que evidências da realidade do Batismo por aspersão, a Bíblia nos ensina que todos os meios de graça da parte de Deus vieram de cima: O Maná, pão que caiu do céu sobre o povo; o dilúvio que purificou a terra veio de cima; Jesus desceu do céu até nós; o Espírito Santo veio do céu, etc. O Batismo, sendo um sacramento, veículo de manifestação ou comunicação/expressão da graça de Deus também deve vir, ou ser representado por sobre a cabeça, como um símbolo da graça de Deus que desce até o ser humano, esta é a tradição bíblica.
É por estes e muitos outros motivos que a Igreja Metodista fez opção pelo batismo por aspersão, porque biblicamente é a forma que melhor expressa a manifestação da graça de Deus e também mantém viva a tradição bíblica. A aspersão também não exclui ninguém de participar da graça. Através dela, crianças, homens, mulheres, idosos, enfermos, todos(as), não importa a situação em que estejam, podem participar e receber o sinal do Reino.
Entretanto, nós não descartamos nem invalidamos as demais formas, uma vez que reconhecemos que batismo é um símbolo de fé, e havendo fé e água e sendo feito em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e por ministros de Deus, toda forma de batismo é real e bíblica e nós respeitamos todas elas.
Versículo para Memorizar
“Então, aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos”(Ez 36. 25).
Faculdade de Teologia Metodista 








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                   TUDO SOBRE G12 E SUAS HERESIAS   





G12 Fui ao Encontro, Tremendo Engano!


O que é o G12


       É preciso que, antes que entremos nos meandros desta “nova visão”, venhamos a nos deter a tarefa de refletir sobre este questionamento: o que é o G12?
       Seus defensores se apressam em esclarecer que o G12 é, além de um método, uma tentativa de retorno ao cristianismo primitivo. Rejeitam a ideia de que a visão seja uma “nova doutrina” e fogem de questionamentos mais aprofundados que coloquem em dúvida os seus conceitos.
       Passei a conhecer o G12 a cerca de dois anos quando fui um dos primeiros membros da minha igreja a ser convidado para o Encontro. De início, me senti muito feliz, pois notava naqueles que já haviam participado deste retiro uma mudança de comportamento visível a olho nu, mudança esta que infelizmente não se confirmou e que mais tarde ficou evidenciada como apenas um momento de empolgação, aonde as emoções vieram à tona.


O Encontro


       O Encontro começou para nós com o chamado “pré-encontro”, uma série de longas palestras onde se repassavam os princípios básicos da fé cristã: O Plano de Salvação, Justificação, Santificação, etc. Até aí tudo bem, afinal nada melhor do que estudar novamente estes princípios, uma vez que muitos cristãos dos nossos dias não são íntimos de nenhum deles.

      Partimos então para o retiro que aconteceu em Pojuca-BA, próximo a Salvador. É importante frisar que todo o trabalho de preparação psicológica começou com um misterioso segredo sobre onde se daria o Encontro e o que lá iria acontecer, na minha mente e creio nas dos demais participantes esperávamos mais um retiro com momentos de estudo da Palavra e também de lazer. Qual não foi a nossa surpresa, fomos recebidos com as ordens de silêncio absoluto e total obediência aos “encontristas” (irmãos que trabalharam no retiro).

       Fomos levados à primeira palestra que tinha como tema “Peniel”, palavra hebraica que significa face a face com Deus. Depois de ouvirmos da importância do encontro com o Senhor, nos foi ordenado ir nos espalhar pela área do local do encontro. Fomos orientados a, individualmente, orarmos e confessarmos a Deus as nossas falhas conversando em voz audível somente a nós mesmos.

     Este momento me lembrou um congresso que fiz quando ainda era católico carismático e nos dias posteriores notei que as semelhanças eram muitas.
        Durante as palestras ouvíamos ao fundo a música “Tu Mirada” de Marcos Witt, música esta que seria tocada repetidamente durante todo o retiro. A música criava um ambiente propício para o que aconteceria mais tarde.

       Fomos dormir muito tarde com a obrigação de acordarmos muito cedo, o silêncio continuava a imperar. É bom lembrar que esta cobrança começou a provocar em todos nós sentimentos de repulsa e revolta, sendo que algumas pessoas até chegaram a desejar voltar para casa.

       No dia seguinte recomeçaram as palestras, algumas até muito boas! Porém, a partir de então surgiram as ministrações de conteúdo duvidoso: maldição hereditária, cura interior, etc.

       Logo mais falarei sobre maldição hereditária, uma das maiores ênfases da visão, algo para eles imprescindível. Agora quero me referir ao momento de cura interior (muito semelhante à Renovação Carismática Católica). Depois de uma ministração, fomos orientados a nos acomodar ou sentados ou deitados e a fazermos um mergulho no nosso passado numa espécie de processo regressivo.

       Nos foi dito que deveríamos pensar no encontro do espermatozóide do nosso pai com o óvulo da nossa mãe e depois lembrarmos da nossa infância e adolescência e os momentos em que ofendemos ou pecamos contra alguma pessoa e a pedirmos perdão a Deus por isto.

       Só uma observação: ora, se devemos lembrar do nosso espermatozoide teremos que recorrer a uma doutrina espírita, a da pré-existência do espírito, algo que afronta a Bíblia que nos ensina que somos gerados no ventre materno em corpo, alma e espírito.

       Onde está a afronta? No fato de que se lembrarmo-nos do espermatozoide estaremos nos vendo antes mesmo de sermos formados quando o nosso espírito ainda não existia.

      Depois disto deveríamos colocar num papel os nosso pecados contra Deus e seguirmos juntos para um espaço ermo e escuro onde nos reunimos em um grande círculo com uma fogueira no centro. Após este momento de “ministração” e oração, desce por um fio amarrado a uma árvore uma chama que ascende a fogueira onde jogaríamos o papel com os nossos pecados e finalmente o “diabo não teria mais do que nos acusar”. Para quem não sabe, esta é uma prática da filosofia oriental Sei-Cho-Noe em suas reuniões.

       Ao voltarmos para ao local das palestras, sentido-nos “livres”, encontramos um ambiente totalmente diferente. Em vez de uma música suave e introspectiva, tocava-se “Eu Quero é Deus”. A euforia era total entre todos, nossas emoções estavam à flor da pele e comemorávamos como numa conquista de copa do mundo: pulos, abraços, risos e lágrimas de alegria. Afinal, estávamos “limpos e livres”.

       No último dia as exigências já não eram tantas e assistimos a uma palestra onde nos foi passado o modelo de células do G12. Depois fomos orientados a deitarmos e a fecharmos os nossos olhos, sob pena de que, se fizéssemos o contrário, seríamos considerados desobedientes. Colocavam algo ao nosso lado e falavam até o momento em que nos foi liberado abrir os lhos. Do nosso lado se encontravam um pacote com fotos e correspondências de nossas esposas e familiares. Poucos conseguiram conter a emoção. Pronto! o encontro teria sido tremendo!!! e nada mais que isso poderia ser dito após o nosso retorno.
       Confesso que não me lembro de todos os detalhes e preferi não expor outras coisas que considero de menos importância.

       Nota-se claramente o forte apelo emocional do encontro, desde a sua preparação, o seu segredo, a sua chegada com o forte sentimento de opressão que viria mais tarde a contrastar com a sensação de liberdade.

     Tudo preparado nos mínimos detalhes para uma manipulação emocional e psicológica que viria a parecer algo espiritual, impressão que muitos têm e por isso eles fazem declarações emocionadas, tipo:“finalmente conheci a Jesus”, “agora eu realmente me converti”.

       A música, o ambiente cheio de recomendações de silêncio, as palestras emotivas, o momento da cruz (ficávamos de braços abertos, olhos fechados, e visualizando a crucificação de Cristo), o correio e no meio disto tudo, o ensino de um método que parece a única solução para a igreja, o único viável, bíblico e cristão.

Maldição Hereditária


       Os defensores desta “doutrina” que não é nova, pois surgiu e foi abominada nos Estados Unidos há muito tempo, se baseiam em alguns textos isolados do Antigo Testamento.

       Aprendi muito cedo em minha vida cristã que “texto fora do contexto é pretexto para heresia” e por isso me detive a estudar sobre a viabilidade da hereditariedade da maldição.
      Em primeiro lugar devemos nos deter a conceituar corretamente maldição. Nos povos do A.T. a maldição era vista como um agouro, uma praga geralmente usada por pessoas de menor posição social como defesa ou revide contra pessoas mais poderosas econômica ou politicamente.

     Muitos hoje vêm maldição como uma entidade de vida própria capaz de se retransmitir de uma para outra geração como um ser poderoso que aprisiona e determina a vida de quem a recebe.

       Dentro do contexto bíblico a definição que me parece mais viável é a que li num dicionário teológico:“A maldição é a sansão da Lei Divina”. Portanto, a maldição surge como a sentença ou punição para quem infringe algum aspecto da Lei.


       O texto de Êxodo 20:5 diz o seguinte
“Não te encurvarás a elas nem as servirás; pois eu, o Senhor sou Deus zeloso, que visito a maldição dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam”.   Êxodo 20.5

       Fiz questão de sublinhar a frase acima, pois dá ênfase à sobre quem recai a maldição. O texto se refere ao pecado da idolatria e aqueles que deixam de adorar o Deus verdadeiro para se curvarem diante de imagens. Não vejo como enquadrar esta punição a um cristão, pois não consigo compreender a existência de um cristão que odeie ao Senhor e que, sendo cristão verdadeiro, se curve diante de ídolos.

       Quero deixar bem claro que não questiono a existência de maldição sobre os ímpios (PV 3:33), a própria condição de ímpio é por si só maldita. Porém, para se conceber a existência da maldição sobre os crentes é preciso má fé e um espírito que deve ser provado como manda a Bíblia.

      A Palavra de Deus enfatiza a responsabilidade individual. O texto completo de Ezequiel 18 mostra esta realidade com clareza. A história de um pai justo que gera um filho injusto com práticas equivalentes a feitiçaria, idolatria e adultério, mas que gera um filho justo que por sua decisão própria pelo caminho correto não sofre as conseqüências dos pecados do pai.


       Frise-se o versículo 20 de Ezequiel 18:
“A alma que pecar, essa morrerá. O filho não levará a maldade do pai, nem o pai a maldade do filho. A justiça do justo ficará sobre ele, e a impiedade do ímpio cairá sobre ele”.   Ezequiel 18.20

       Sabendo que a maldição resulta de uma infração a Lei de Deus e que somos falíveis, como nos livramos dela? O texto de Gálatas 3:13 responde

“Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós, pois está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro”.   Gálatas 3.13

       Entregando-me a Jesus sou absolvido das sanções da Lei, nenhuma condenação há para mim (Rm 8:1).

      O próprio Senhor Jesus tratou de desfazer este pensamento no meio dos seus discípulos, basta ler com atenção ao relato de João 9: 1-3 e se chegará a este entendimento.



A Realidade Atual

       A prática de “quebra de maldição” é apenas mais uma das práticas místicas do G12, aliás o misticismo é algo muito presente nas igrejas da “Visão” e surge como fórmula para os líderes manterem a submissão dos seus rebanhos. Pude comprovar isto na igreja da qual fiz parte quando algumas irmãs foram orientadas a colocarem fitas adesivas na boca como “ato profético” contra a maledicência. Em outra igreja da nossa região, irmãos e irmãs rasparam a cabeça como forma de“batalha espiritual” contra aqueles que fazem o mesmo em centros do baixo espiritismo.

       Há um visível sectarismo nestas denominações onde aqueles que não aceitam o G12 são quase que enxotados para fora, como foi o meu caso. Meu antigo pastor disse-me que seria mais sincero que eu saísse da igreja do que continuar nela sem aceitar a visão.

       Afora isto tudo, há o ensino do perdão a Deus. Mesmo que em muitos livros, os líderes da visão tenham se apressado em cobrir esta orientação com líquido corretivo, este ensino continua a ser proferido. Tive um dos momentos de maior tristeza quando depois de um dos últimos encontros, uma irmã subiu ao púlpito para testemunhar as “bênçãos” recebidas e disse que a principal delas foi o fato de ter “aprendido a perdoar a Deus”.

       Como um Deus soberano e infalível pode precisar do perdão de pecadores? A justificativa dada por eles para este ensino é a de que muitas pessoas não aceitam a perda de entes queridos e ficam magoadas com o Senhor.

       Ora, não seria o mais certo ensinar a estas pessoas sobre a necessidade de se reconhecer a soberania de Deus em vez de se criar um doutrina baseada em experiência particulares? Afinal,


“Deus não é homem para que minta, nem filho do homem para que se arrependa”  Nm 23:19

       As igrejas têm se divido, irmãos e até famílias têm sido separadas. Difícil imaginar algo que venha do Pai e promova separação, se o ensino de Jesus sempre foi o da unidade.

       Os que defendem o G12 apregoam que este método faz a igreja crescer, mas é necessário lembrar que uma igreja não deve crescer apenas numericamente pois o verdadeiro crescimento requer compromisso com a Palavra, vida de santidade, tudo baseado no Evangelho.

       O crescimento numérico de uma igreja não deve ser o referencial para dizermos se ela é genuinamente evangélica, pois se assim o fosse teríamos que reconhecer os mórmons, as testemunhas de Jeová, o catolicismo, a renovação carismática católica e outras seitas como movimentos evangélicos.

Para Pensar


       Por que muitos homens experientes caíram? Não sei exatamente a resposta, porém o que salta aos olhos é que aqueles que tinham a presunção, a má ambição e o desejo de serem conhecidos como“grandes líderes” foram presas fáceis para esta armadilha.

       Soa muito bem aos ouvidos de certos líderes o reconhecimento humano expressado em títulos como“pastor de multidões”, “apóstolo de grandes igrejas”, etc.

Pode-se dizer que estes líderes são até bem intencionados na falsa tese de que “os fins justificam os meios”. Porém, como dizem por aí: “de bem intencionados, o inferno está cheio”.

       Para um cristão verdadeiro um objetivo só é justo se os meios para atingi-lo forem justos e transparentes. Não me parece correto prometer um avivamento e promover manipulação emocional e psicológica, prometer um “Encontro com Deus” e entregar um encontro com Freud.

       Em nenhum momento me contraponho ao método bíblico (Atos dos Apóstolos 20:20) de igreja em células, algo que surgiu na Coréia e que se comprova na prática um excelente método de crescimento sadio da igreja. Mas é bom frisar que este modelo surgido primeiramente na Ásia nada pouco tem haver com o G12, um conjunto de falsas doutrinas adicionadas a uma série de artimanhas manipuladoras, numa perigosíssima mistura escondida por trás de um belo método.

       O grande perigo das heresias não são as suas mentiras, mas as suas verdades. Primeiro se conta uma verdade, outra verdade e, depois que você é envolvido por estas “verdades”, surgem sorrateiramente as mentiras.
       Façamos como os crentes de Beréia, que foram chamados de mais nobres porque tinham o zelo de consultar nas Escrituras se aquilo que lhes era passado era verdadeiro (Atos 17:10-11).


Gostaria de encerrar provocando algumas reflexões:


  • Que evangelho é este que prioriza os programas em detrimento das vidas?
  • Que evangelho é este que incentiva a competitividade entre os membros que almejam ser um dos “doze” do líder?
  • Que evangelho é este que se baseia em textos isolados e incentiva a crença na teologia da prosperidade?
  • Que evangelho é este que nega a cruz e lança maldição sobre os salvos?
  • Que evangelho é este que manipula emocional e mentalmente as pessoas?
  • Que evangelho é este que confunde avivamento com gritaria?
  • Que evangelho é este onde mulher de pastor é pastora?
  • Que evangelho é este que faz um retorno claro às bases legalistas do judaísmo?
  • Que evangelho é este que faz uso de práticas ocultistas e de ritualismos?
  • Que evangelho é este que fala em santidade e oculta as suas verdadeiras intenções, prometendo o espiritual e dando o meramente emocional?
  • Que evangelho é este que em vez de unidade promove separação?

       A resposta para estes questionamentos se encontra em Gálatas 1:8

“Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos anunciamos, seja anátema”.  Gálatas 1.8


Autor:  Clériston andrade
Programa Mensagem da Cruz - Juazeiro-Bahia 






                            MOVIMENTO NOVA ERA   





O Que é o Movimento Nova Era?


Nova Era ou New Age é um movimento mundial que tem por objetivo maior levar a população mundial à rebelião contra Deus e contra a Sua Palavra. O movimento teve início em 1875 com a Sociedade Teosófica, fundada pela russa Helena Petrovna Blavatsky, em Nova York. Sua meta é estabelecer uma Nova Ordem Mundial, um Novo Governo Mundial e uma Nova Religião Mundial. E mais: serviço militar obrigatório em escala mundial, globalização da economia, um só exército. Trata-se de uma preparação para a encarnação do anticristo. A Nova Era declara que o homem é Deus e, como tal, poderá alcançar a perfeição com seus próprios esforços. O Movimento ensina, difunde e defende todas as formas e práticas do ocultismo. A unificação das moedas, a universalidade dos cartões de crédito, a propagação do homossexualismo; liberação do aborto em vários países e inseminação artificial; o aumento do uso de drogas, tudo isso aponta para os dias da Grande Tribulação. O movimento ainda divulga as práticas ocultistas. Seus livros e utensílios de magia (músicas, perfumes, pirâmides, amuletos, cristais, incenso) são vendidos aos milhões.

Autor: Pr. Airton Evangelista da Costa

 Símbolos da Nova Era 


         Existe há séculos uma série de símbolos que são as representações de diversos costumes e crenças. São como logotipos, representação gráfica (desenho, letras, etc) usado pelas empresas atuais que ao vê-los logo reconhecemos.
         A maioria das pessoas que utiliza esse sistema simbólico está ligada à música e aos meios de diversão em geral, com destaque aos grupos de Rock (Metal), que fazem de suas vestimentas e capas de discos, os mais eficientes veículos de divulgação dessa simbologia.

         Veja abaixo alguns exemplos:



 
ANARQUIA

O movimento prega a destruição de toda e qualquer organização que não queira se integrar ao novo sistema. Declara a anarquia do inferno a essas organizações que resistem à adesão universal.




 
Ankh ou "Cruz com laço", "Cruz egípcia"...

   Antigo símbolo egípcio que representa a vida, o conhecimento cósmico e o intercurso sexual. Também é conhecido por bruxos como a "Cruz Ansata", utilizado em rituais de encantamento, fertilidade e divinação.

         Todo faraó ao morrer levava a cruz junto às narinas para adquirir imortalidade. 
         Ele era encontrado sempre nos hieróglifos, sendo segurado pelas divindades egípcias como se fosse uma chave, o que nos remete ao seu significado como "a chave dos portões que separam a vida e a morte", já que estes desenhos eram muito comuns em pirâmides mortuárias dos faraós. O Ankh simboliza a vida, o conhecimento cósmico, o intercurso sexual e o renascimento.


 
Arco Íris 

É o símbolo principal da Nova Era, mas apresentado só a metade! Ele representa a ponte entre a alma humana individual e a "Grande Mente Universal" ou"Alma Universal", que é Lúcifer. Também é considerado como "Ponte Mental"entre o homem e as energias cósmicas e a cidade de Shambala, governada por Lúcifer. Na Bíblia, o arco-íris é o símbolo da Aliança entre Deus e o Seu povo.


 Besouro


Símbolo que mostra que a pessoa que usa tem poder dentro do satanismo.


 Borboleta


A borboleta é o símbolo próprio dos adeptos da nova era ou dos "aquarianos". Como a lagarta entra no casulo, transforma-se e sai em forma de borboleta, assim a humanidade passa de uma era antiga, transforma-se em todos os sentidos e entra na nova era. 

 
Cabeça de Bode

É um símbolo de zombaria, contrário ao cordeiro de Deus "Jesus".

 
Casal Transpessoal 

Símbolo do fim do casamento representado pela letra Omega, última letra do alfabeto grego. Os adeptos da Nova Era dizem que o ser humano não deve pertencer a nenhuma família possessiva, mas deve ficar sempre livre para buscar outros parceiros. 


 Chalice Well (Símbolo celta)


Associado aos poderes mágicos, o chalice well representa o poço do Glastonbury, no fundo do qual estaria escondido o Santo Graal - o cálice usado por Cristo na última ceia. É um objeto da tradição celta mais recente, pois remonta o início da Era Cristã e ao período medieval. Usado como talismã, atrai proteção e facilita a comunicação com os seres elementais - fadas, gnomos, ondinas, silfos, salamandras e duendes. Não há uma divindade associada a esse talismã, porque ele se identifica com o cristianismo (incorporado pelos celtas), não tendo, portanto, uma ligação direta com o druidismo nem com a mitologia celta primitiva.


 Chifre


Usado em colares, pulseiras, brincos, etc. Simboliza o afastamento de fluídos negativos (mal olhado, olho gordo...).


 Círculo


O movimento cíclico do Universo e das energias. Representa toda forma de força cíclica, seja corpórea ou universal ininterrupta.


 Cruz Celta


    Associada à coragem e ao heroísmo, a cruz celta ajuda a superar obstáculos e a conquistar vitórias graças aos próprios esforços. Atrai reconhecimento, fama e riqueza, mas essas bênçãos só são garantidas para quem trabalha com afinco e dedicação. Por isso, a cruz celta também concede força de vontade e disposição. A divindade relacionada a esse talismã é Lug, o Senhor da Criação na mitologia celta.


 Cruz com Laço


Simboliza o desprezo da virgindade, troca da parceiros conforme a escolha pessoal. A NE ensina que a sexualidade é a parte que purifica o ser humano, eleva o espírito e embeleza o corpo. É a volta ao paganismo antigo, cujos "deuses" promoviam as danças com barulho excessivo, as orgias, a prostituição ritual, etc.

 
Cruz de Cabeça Para Baixo

Usado por grupos de Rock e adeptos da Nova Era. Simboliza zombaria da cruz de Jesus. Usado também em rituais satânicos. 

 
Cruz Satânica ou Cruz da Confusão

O nome por si já diz o que significa, qual o seu uso, e o objetivo do porque usa.


 Cruz Suástica


   Para o Movimento Nova Era simboliza o movimento cósmico. É bem conhecida sua conotação com a pessoa de Adolf Hitler e seu movimento nazista que dizimou milhões de seres humanos na Segunda guerra mundial. É conhecido, também no Brasil e em outras partes do mundo, o renascimento deste movimento nazista. A cruz suástica é inspiração de chamberlain, um vidente satânico e conselheiro de Hitler. Foi ele que inspirou a Hitler as idéias de um reino de terror e poder. 


 Estrela de Davi em Círculo


É usada pelo movimento Nova Era como símbolo da unificação da humanidade com as forças cósmicas.


 Estrela de Cinco Pontas


As duas pontas para cima, significam Lúcifer e seu reino; duas pontas para baixo, significa o homem como deus, no lugar de Deus. É símbolo da adoração a Satanás já estabelecida em várias partes do mundo. Alguns conjuntos musicais de "Rock" adoram este símbolo para garantir sucesso.


 Fita Entrelaçada Sem Fim


Significa a vida entrelaçada, onde há sempre uma continuidade em outras encarnações. Também representa o pacto de sangue entre os nova-erinos, envolvendo pessoas ou organizações. É usado para uma melhor obediência entre os aliados do movimento Nova Era.


 Lua-Estrela


Usados em roupas, adereços, artes e também em centros espíritas. Simboliza poder para transportar através do cosmos.


 Mancha


Usada principalmente em automóveis. É uma gota de sangue em zombaria ao sangue redentor de Jesus. 


 Mão Chifrada

Usado por artistas ligados à música (principalmente Rock) e seus fãs. Simboliza invocação ao diabo e louvor em rituais satânicos.


 Netuno

Simboliza a transformação das crenças. A cruz para baixo significa que todas as crenças serão destruídas para que o planeta Terra seja governado por Maitreya o"Novo Messias".


 Número da Besta


Este número tem qualidades sagradas e por isso, deveria ser usado com maior freqüência possível para representar a Nova era, segundo os ensinamentos da Alice Bailey, suma-sacerdotisa da Sociedade Teosófica. 


 Olho de Hórus


É um outro antigo símbolo egípcio. Representa o olho divino do deus Hórus, as energias solar e lunar, e freqüentemente é usado para simbolizar a proteção espiritual e também o poder clarividente do Terceiro Olho.


 Olho de Lúcifer


Usado em roupas e outros meios. Simboliza o olho de satanás vendo tudo e chorando por aqueles que estão fora do seu alcance (judeus e cristãos principalmente).


 Olho de Lúcifer


Simboliza o olhar de satanás sobre as finanças do mundo. (ver nota de um dólar).


 Pé-de-Galinha (Movimento Hippie)


    É uma cruz de cabeça para baixo, também chamada de "pé-de-galinha". Simboliza a "verdadeira" paz sem Cristo. O pé-de-galinha é uma cruz com os braços quebrados e caídos. O círculo representa o inferno. Na década de 60 foi usada pelos hippies; também foi símbolo de ecologia no mundo, pois representa uma árvore de cabeça para baixo. E esse símbolo simboliza a Igreja de Satã nos Estados Unidos.


 Pentagrama


É um dos símbolos pagãos mais poderosos e mais populares entre os Bruxos e Magos Cerimoniais. O pentagrama (uma estrela de cinco pontas circunscrita num círculo) representa os quatro antigos e místicos elementos: fogo, água, ar e terra, superados pelo espírito. 
         Na Wicca o símbolo do pentagrama é geralmente desenhado com a ponta para cima a fim de simbolizar as aspirações espirituais humanas. Um pentagrama voltado com duas pontas para cima é um símbolo do Deus Cornífero.



 Pirâmide


É tida como elemento que capta a energia cósmica e beneficia as pessoas dando sorte nos negócios. 


Plutão


 Simboliza a "união planetária, construção da "Aldeia Global", é o novo nascimento do planeta Terra com a união sem fronteiras, acima de credos, cor e raça. Simboliza também a "paz universal" dentro da nova era. 



 Pomba com Ramo


Simboliza a paz à qual tendem os aquarianos, na esperança de que as águas de Peixes sequem para dar lugar à Nova Era.


 Raio


É o reconhecimento do poderio de satanás, senhor Satã, e a disposição de estar a seu serviço.


 Signo de Lúcifer


Este sinal é o símbolo da bandeira de Lúcifer. O círculo representa o planeta Terra como reino de satanás. O ponto são os homens, instrumentos a serviço deste reino. 


 SS


Usado por grupos nazistas e grupos de Rock também em roupas, broches, tatuagens, etc. Simboliza o louvor e invocação de satanás.


 O Tao ou Yin Yang


 A representatividade chinesa do macro e microcosmos e das duas energias que regem das duas energias que regem o mundo, yin e yang; o feminino e o masculino; o bem e o mal; a ordem e o caos; - energias opostas que se complementam. A força intrínseca do Universo convertendo-se ora em uma, ora em outra.


 Triângulo


  Símbolo com várias interpretações, aliás conciliáveis: luz, trevas e tempo; passado, presente e futuro; sabedoria, força e beleza; nascimento, vida e morte; liberdade, igualdade e fraternidade.
         É um símbolo de manifestação finita na magia ocidental, sendo usado em rituais para invocar os espíritos quando o selo ou sinal da entidade a ser invocada está no centro do triângulo. O triângulo é equivalente ao número três - número mágico poderoso - e é um símbolo sagrado da Deusa Tripa: Virgem, Mãe e Anciã.Invertido simboliza o princípio masculino. 
         Tem cabalisticamente duas formas de interpretação, define o temário, numero três: causa, ação e reação. É também a força do etéreo quando o vértice está para cima.



 Triskle Celta (Símbolo celta)


  Associado aos quatro elementos básicos da natureza - a terra, o fogo, o ar e a água - , o triskle celta é o símbolo que sintetiza toda a sabedoria desse povo. Ele representa as três faces da mulher, considerada a expressão máxima da natureza: a anciã, a mãe e a virgem. Usado como talismã, esse objeto atrai as três principais qualidades femininas - ou seja, a intuição, a ternura e a beleza - e ajuda a obter proteção contra todos os males. A divindade relacionada a esse talismã é a própria natureza, cultuada pelos celtas.


 Unicórnio


É o símbolo da liberdade e promiscuidade sexual: homossexualismo, lesbianismo, heterossexualismo, fornicacionismo, sexo grupal, etc. 


                                                 Urano

Amor à natureza que se expressa através dos movimentos ecológicos. Urano simboliza a harmonia com o cosmo, adoração à deusa Gaia, o que eles chamam de "Lado feminino de Deus".





A Verdadeira Prática do Jejum / Isaías 58

1 Clama em alta voz, sem constrangimento; faze soar a tua voz como a corneta. Denuncia a meu povo suas faltas, e à casa de Jacó seus pecados. 

2 Sem dúvida eles me procuram dia após dia, desejam conhecer o comportamento que me agrada, como uma nação que houvesse sempre praticado a justiça, sem abandonar a lei de seu Deus. Informam-se junto a mim sobre as exigências da justiça, desejam a presença de Deus. 


3 De que serve jejuar, se com isso não vos importais? E mortificar-nos, se nisso não prestais atenção? É que no dia de vosso jejum, só cuidais de vossos negócios, e oprimis todos os vossos operários. 


4 Passais vosso jejum em disputas e altercações, ferindo com o punho o pobre. Não é jejuando assim que fareis chegar lá em cima vossa voz. 


5 O jejum que me agrada porventura consiste em o homem mortificar-se por um dia? Curvar a cabeça como um junco, deitar sobre o saco e a cinza? Podeis chamar isso um jejum, um dia agradável ao Senhor? 


6 Sabeis qual é o jejum que eu aprecio? - diz o Senhor Deus: É romper as cadeias injustas, desatar as cordas do jugo, mandar embora livres os oprimidos, e quebrar toda espécie de jugo. 


7 É repartir seu alimento com o esfaimado, dar abrigo aos infelizes sem asilo, vestir os maltrapilhos, em lugar de desviar-se de seu semelhante. 


8 Então tua luz surgirá como a aurora, e tuas feridas não tardarão a cicatrizar-se; tua justiça caminhará diante de ti, e a glória do Senhor seguirá na tua retaguarda.


 A hipocrisia da piedade de Israel está exposta aqui. O profeta é convidado a ir denunciar impiedosamente a fé espúria dos judeus, com sua pose santarrona nos cultos de adoração e seus jejuns ostentosos, logo seguidos das mesmas maldades e impiedades de antes (v. 4). Nenhuma observância religiosa tem valor para Jeová se não for apoiada por uma vida piedosa, cumpridora das leis e uma compaixão para com aqueles que estão passando por necessidades. Comportamento honesto, o fruto da fé salvadora, assegura o despontar da libertação 



Uma descrição do formalismo religioso que se manifesta em jejuns impróprios.



 O profeta deveria falar ao povo de Israel em linguagem simples a respeito das áreas do seu comportamento com as quais Deus estava descontente. Israel estava simplesmente "fingindo", sendo na verdade que, sua aparência de justiça não passava de um simulacro (1.11).


  No versículo 3 e 7 o povo reclamou quando Deus não reconheceu seus atos religiosos, mas Deus respondeu que eles haviam jejuado com indiferença. um jejum hipócrita resultava em disputas, discórdias e fingimento, excluindo a possibilidade de uma oração sincera a Deus. O jejum verdadeiro consistia em bem mais que um ritual externo e um arrependimento dissimulado, pois envolvia penitência pelos pecados e, consequentemente, humildade, trazendo o abandono do pecado e da opressão aos semelhantes, alimentando os famintos e agindo com humanidade em favor dos necessitados.


Apesar de sua religiosidade, eles não se preocupavam em fazer justiça ao próximo. Ao invés de declararem um feriado religioso, a fim de que todos pudessem jejuar e orar, eles queriam descansar, enquanto outros trabalhavam.


 Depois que Israel aprendesse a maneira correta de jejuar, ele poderia desfrutar das bençãos da salvação e do reino do Messias (52.12).


58.9 Eis-me aqui. Veja 65.1. Em contraste com a reclamação do v.3, virá um tempo em que o Senhor responderá a todas as orações de seu povo. Isso se cumprirá quando eles foram convertidos e derem evidência de sua transformação por meio de obras que demonstrem um coração verdadeiramente arrependido (vs.9-10). No tempo da volta de Cristo, Israel demonstrará verdadeiro arrependimento e as bênçãos lhe serão derramadas em plenitude (vs.10b -11).


Bíblia de Estudo MacaArthur
Bíblia Jerusalém

ENSINO BÍBLICO SOBRE O JEJUM





                             OS 10 MANDAMENTOS             





Os Dez Mandamentos - O Resumo da Lei

Mateus 22.37, 39



Durante o ministério terreno de Jesus e, mesmo antes, alguns religiosos judeus esforçavam-se para cumprir todos os mandamentos positivos (do tipo "faça") e negativos (do tipo "não faça"), tanto da lei de Moisés, quanto da tradição que, no decorrer do tempo, foram sendo acrescentados à lei. Havia centenas de mandamentos cobrindo, praticamente, todas as áreas da vida.

No final de Seu ministério, Jesus foi confrontado por um grupo de fariseus com a pergunta sobre qual seria o maior de todos os Mandamentos. Em Sua resposta o Senhor Jesus apresenta o resumo de toda a lei.

Os Dez Mandamentos mostram os deveres do homem para com Deus; isto, nos quatro Mandamentos iniciais; os outros, os seis seguintes, apresentam os deveres do homem para com o seu semelhante.

Neste resumo da Lei, Jesus transmite justamente esta ideia, pois Ele fala do amor do homem para com Deus e do amor do homem para com o seu semelhante.

Quem estuda o resumo da Lei, estuda toda a Lei. E importante que os salvos por Jesus Cristo não apenas estudem, mas também pratiquem o maior de todos os Mandamentos, que resume toda a Lei que é o amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

1 - O RESUMO DA LEI ENSINA QUE DEUS DEVE SER O PRIMEIRO EM TUDO


No verso 37 Jesus começa a responder aos fariseus, declarando: "Amarás o Senhor, teu Deus". Esta afirmação de Cristo, conduz ao pensamento de que Deus precisa estar ocupando o primeiro lugar em todas as coisas.

Olhando para os Dez Mandamentos é possível verificar esta mesma ideia, pois Deus começa dizendo a Moisés que nada pode ocupar o Seu lugar.

Jesus, no Sermão da Montanha, deixou claro este princípio da primazia de Deus, quando disse: "Buscai, pois, em primeiro lugar o seu reino e a sua justiça e todas estas cousas vos serão acrescentadas" (Mt 6.33) e ainda: "Pai nosso que estás nos céus..." (Mt 6.9).

É por isso que se afirma que este Mandamento é fundamental para toda a vida religiosa Quando Deus é posto em primeiro lugar, demonstra-se que a Sua Pessoa é de primordial importância para que se tenha um pleno exercício de toda a vida cristã.

O Apóstolo Paulo sempre ensinou aos fiéis de vários lugares, e mais especificamente aos de Corinto, que tudo fizessem, colocando Deus em primeiro lugar (I Co 10.31). Para este Apóstolo, Jesus era o centro de sua própria vida, pois disse que Cristo vivia nele e que era imitador do próprio Cristo (I Co 11.1; G1 2.20).

Aqui é preciso questionar se cada cristão tem colocado Deus em primeiro lugar. Dar o primeiro lugar a Deus tem a ver com a conversão e obediência aos Seus Mandamentos. Conforme o Novo Dicionário da Bíblia, "este amar a Deus sobre todas as coisas - que ensina que Deus precisa estar em primeiro lugar - pressupõe renúncia".
Sabe-se que a atitude de renúncia é desafiadora, mas também, recompensadora. É preciso renunciar tudo que se torna um empecilho na vida cristã.


2 - O RESUMO DA LEI APRESENTA O DESAFIO DA TOTALIDADE DO AMOR


No texto-base Jesus prossegue dizendo que este amor a Deus precisa ser "de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento" (v.37).

A ênfase que Jesus dá é para que todo aquele que procura cumprir estes Mandamentos o faça de modo sincero, transparente e com fidelidade.

Esta totalidade na observância está bem apresentada por Jesus, pois Ele ensina a respeito de um amor de todo o coração, alma, entendimento e força. E possível destacar mais algumas lições a respeito destas palavras:

• De todo o coração - Não apenas na confissão, não apenas na aparência, não apenas da boca para fora, mas de modo autêntico;
• De toda a alma - Não só com emocionalismo, mas com sentimento e vigor espiritual;
• Com todo o teu entendimento - De forma racional, coerente e inteligente (Rm 12.1);
• Com toda a tua força - Com tudo o que temos, com todos os nossos recursos, com todos os nossos bens (Mc 12.30).

Certa vez, quando Jesus estava visitando um fariseu, uma senhora ungiu o Mestre com o derramamento de um perfume muito valioso.

Esta atitude foi elogiada pelo Senhor Jesus, que disse: "Perdoados lhe são os seus muitos pecados, porque ela muito amou" (Lc 7.47). Tal atitude revelou intenso amor a Jesus. John Charles Ryle, no seu comentário de Mateus, declarou: "O amor é o segredo, a chave da obediência aos preceitos divinos".

Infelizmente, observa-se em muitas pessoas, em seu relacionamento com Deus, que a infidelidade e a falsidade estão presentes.

Há aqueles que dizem que amam, mas isto é apenas algo dos lábios, pura formalidade, algo do momento, pois, logo em seguida palavras e atitudes contraditórias são demonstradas. A hipocrisia tem penetrado até mesmo nos arraiais eclesiásticos.

Essa atitude precisa ser eliminada, pois Jesus exige um amor verdadeiro, sincero e integral, ou seja, de todo o coração, de toda a alma, de todo o entendimento e de toda a força.


3- O RESUMO DA LEI CONSTITUI-SE NUM DESAFIO PARA O SER HUMANO


Jesus, no verso 39, apresentou o 2º Mandamento que é semelhante ao anterior, dizendo: Amarás o teu próximo como a ti mesmo ". Ele vai além do que estava na lei mosaica e na mente dos fariseus, apresentado não só os deveres para com Deus e o próximo, porém, inclusive o amor a si mesmo.

Aqui está o grande desafio para todos os cristãos, e por que não dizer para todos os não cristãos, pois Jesus está ensinando a necessidade de se exteriorizar o amor a Deus, demonstrando-o ao próximo.
O Apóstolo João, de modo esclarecedor, afirmou: "Se alguém disser: amo a Deus e odiar a seu irmão, é mentiroso: pois aquele que não ama a seu irmão a quem vê, não pode amar a Deus a quem não vê" (I Jo 4.20).

Em O Novo Dicionário da Bíblia, encontra-se o seguinte: "O crente ama a seu irmão na fé: 1) Em imitação ao amor de Deus (Mt 5.43-45; I Jo 4.11); 2) Porque vê nele uma pessoa a favor de quem Cristo morreu (Rm 14.15; I Co 8.11); 3) Porque vê nele o próprio Cristo (Mt 25.40). É importante amar aqueles com quem se tem uma obrigação natural, mas, tão importante é amar aqueles com os quais o único contato é através de circunstâncias" (Lv 19.18).

São várias as pessoas e organizações que estão trabalhando a favor do próximo, revelando, nitidamente, amor intenso e sacrificial às vidas menos favorecidas e pecadoras (Is 58.71 Lc 12.33; At 20.35; I Tm 6.18).

Este é mais um desafio que Jesus faz aos Seus seguidores, pois Ele deseja que cada um cuide de si mesmo. Este cuidado envolve diversos aspectos, tais como: físico, emocional, cultural, social e espiritual.

As Escrituras ensinam que o corpo do cristão é santuário do Espírito Santo (I Co 3.16,17). Os viciados não estão cuidando devidamente de seus corpos, pois estão sempre se envenenando. O Espírito Santo deseja habitar em um templo limpo. Quando isto acontece, ou seja, quando estão cuidando de seus corpos, as pessoas estão revelando verdadeiro amor às suas próprias vidas.

O Apóstolo Paulo, em suas úteis recomendações ao seu filho na fé, Timóteo, declarou: "Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina ".

Portanto, é de suma importância que cada pessoa cuide bem de seus relacionamentos com Deus, dos compromissos com a Igreja, seculares e familiares; mas lembre-se de que o cuidado pessoal é indispensável e altamente necessário.

O ativismo religioso, ou mesmo em outros setores, tem prejudicado, em muito, a boa e equilibrada vida física, emocional e espiritual de muita gente. Há momentos em que é necessário parar, fazer novos planos, a fim de se cumprir bem estes Mandamentos da Palavra de Deus.

Quem já recebeu a salvação está procurando cumprir o resumo da lei, ou seja, está se esforçando para amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
 

DISCUSSÃO

1. Quem é o seu próximo?
2. O cristão deve amar ao próximo mais do que a si mesmo?
3. Por que os Mandamentos se resumem no amor?


Autor: Rev. Dionei Faria


O ÊXODO DECIFRADO - AS PRAGAS DO EGITO, OS DEZ MANDAMENTOS E ARCA DA ALIANÇA






             ANJOS E DEMÔNIOS NA PERSPECTIVA BÍBLICA



Qual o seu anjo? Já falou com ele hoje?


Numa época onde vemos que as pessoas se atraem tanto por esses "seres de outro mundo", que estão ao nosso redor para "fazer o bem", ajudar as pessoas nos mais diferentes perigos, precisamos ter um parâmetro seguro para não concluir algo que não seja da vontade de Deus, a respeito de suas manifestações de poder e como ele age em nossas vidas.

O que mais as religiões da Nova Era pregam é a manifestação de energias e de seres vindos de outros lugares que não a Terra. Seus adeptos põem suas esperanças em algo que escape ao senso comum, a algo que julgam "invenção humana", como a crença em Cristo, Filho do Homem, e tentam apoiar sua "teologia" em algo que não se pode experimentar, que fica suspenso no ar, deixado ao arbítrio de quem quer neles acreditar. Afinal, "para o que crê, nenhuma prova é necessária; para o que não crê, nenhuma prova é suficiente". Até parece...

O escapismo teológico que se realiza nos dias de hoje, permeando inclusive as igrejas evangélicas, é um fenômeno que tenta se usar de uma capa "mística", "dentro da Palavra", para existir. E com isso, o povo de Deus fica em dúvida a respeito da real propriedade dos anjos e dos demônios na criação divina. Dá-se muito crédito a criaturas, e pouco ao Criador. Uns superestimam ambas as figuras; outros depreciam os anjos, e valorizam os demônios e seu poder sobre a vida do ímpio, ao promover os famosos "cultos de libertação".

O objetivo desse trabalho é esclarecer a respeito de como a Bíblia apresenta os anjos e os demônios. Como encará-los diante da soberania e do poder de Deus. Como tratá-los da maneira que convém. Acompanhe, e se surpreenda com algumas conclusões desse texto.

I - Anjos

1. Quem são?


Esse estudo tem por origem uma aula que o Senhor me deu oportunidade de ministrar numa classe de Escola Bíblica Dominical na igreja a qual congrego, que tratava do Apocalipse e de sua aplicação prática nos dias atuais. Vamos, então, usar esse livro para tecer algumas considerações iniciais sobre os anjos.

O livro de Apocalipse, logo no capítulo 4, versículo 11, trata de algumas das características desses seres citados na Bíblia. Acompanhe: "Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas".

Desde o versículo 6, João descreve a presença de quatro seres viventes, alados, com rostos de animais e humanos, que estão perto do trono de Deus. São estes que pronunciam palavras de louvor dirigidas ao Senhor. Às vezes não temos uma imagem clara de um anjo; João assim nos apresenta seres celestiais, diante do trono divino. Por todo o livro de Apocalipse citam-se anjos trabalhando no Juízo Final. Uns colaboram na anunciação do Cordeiro como Rei; outros são responsáveis por enfrentar as hostes demoníacas, até seu derradeiro destino.

Os anjos, como percebemos, são seres celestiais criados com finalidades específicas, notadamente a de servir continuamente diante de Deus. O versículo que apontamos mostra o louvor que eles realizam ao Senhor; essa é uma das tarefas. Outras que podemos ver nas Escrituras são a profecia, no sentido de se trazer mensagens vindas de Deus, como a do anjo Gabriel a Maria, e a de proteção dos que são tementes ao Senhor, como em Salmos 91:11 e Hebreus 1:14.

A Bíblia também cita anjos como soberanias, principados e até os chama de filhos de Deus. Jesus trata desse assunto ao se referir às doze legiões de anjos que poderiam livrar-lhe da cruz, se ele assim quisesse (Mateus 26:53). Essas seriam as soberanias e os principados, citadas em Colossenses 1:16. Quanto à denominação "filhos de Deus", podemos encontrá-la em Jó 1:6, na concepção de que sejam efetivamente anjos os que são referidos. Há uma interpretação que se realiza em Gênesis 6:2, texto que se refere ao casamento entre filhos de Deus e filhas dos homens, e o imaginário de muitos coloca tais filhos como os "nefilins", de cujo relacionamento se originaram os gigantes, dos quais descendia os filhos de Anaque e Golias, por exemplo. O contexto não nos autoriza a especular de tal maneira, mesmo porque o objetivo dessa passagem é elucidar a corrupção do homem em querer se afastar de Deus, mesmo aqueles que o buscavam, os da descendência de Enos, que começaram a invocar o nome do Senhor (Gênesis 4:26), não o de trazer à baila a origem dos gigantes.

Outros grupos de anjos citados na Bíblia são os querubins e os serafins. Especial destaque se dá ao primeiro grupo, vez que em cima da Arca da Aliança e no propiciatório o Senhor mandou que fossem confeccionadas imagens de dois querubins com as asas estendidas (Êxodo 25:18-20). O segundo é citado somente em Isaías 6:27, na visão do profeta em relação ao trono de Deus.

Menciona-se também na Bíblia uma hierarquia celestial, uma vez que em Judas 9 Miguel é chamado de arcanjo. Evidentemente, não podemos construir doutrina baseada num só texto das Escrituras, mas outros tendem a corroborar a tese dessa hierarquia, como I Tessalonicenses 4:16, onde Paulo fala da "voz do arcanjo", e Daniel 10:13 o chama de "um dos primeiros príncipes".

Um fator a se destacar são os nomes próprios dos anjos. Se dermos uma busca em fontes típicas de adoradores de anjos, vamos encontrar diversos nomes para esses seres, como Metatron, Jeliel, Raziel, Hariel, Nelchael, dentre outros. Segundo a Palavra, apenas dois anjos são chamados pelo nome, os já citados Miguel e Gabriel. Rafael é citado apenas num livro apócrifo (Tobias, adotado pela igreja católica), e possui características nada próprias de um emissário divino, como estímulo a práticas feiticeiras (Tobias 6:8-9) e mente, vez que havia afirmado a Tobias ser um homem, não um ser celeste.

2. Quem não são?


Atente ao título. É indispensável que tenhamos discernimento acerca dos atributos de um anjo, para não superestimarmos o mesmo. A principal característica ausente dos anjos, mas muito esquecida nos dias de hoje, é que ele não possui atributos divinos, notadamente a onipresença. O anjo, como criatura, não terá as mesmas prerrogativas do Criador. Assim sendo, ele tem seu poder limitado pelo Senhor, o que não o torna empecilho para o exercício da atividade divina, especialmente se ele for um rebelde. Esse esclarecimento é importante, inclusive para entender a situação dos anjos rebeldes, ou demônios.

Outro aspecto, em decorrência da ausência de atributos divinos, é a limitação do poder dos anjos. Eles têm grande poder (Salmos 103:20), mas tudo isso está sob a mão forte do nosso Senhor. Assim sendo, eles não têm liberdade de atuação dentro do projeto de Deus, tal como qualquer criatura; os anjos cumprem ordens.

Fica aqui também a discussão sobre a questão da existência ou não dos chamados "anjos da guarda". A Bíblia não trata do assunto fazendo distinção se há anjo ou anjos da guarda. A máxima de que "para cada alma vivente, há um anjo da guarda" não está contida nas Escrituras, mesmo porque ao redor de um ser humano podem haver muitos anjos para garantir sua proteção contra as hostes demoníacas. Mesmo com a referência ao "anjo do Senhor" que se acampa ao redor dos que temem a Deus (Salmos 34:7), não se pode dizer se é apenas um ou mais anjos designados à proteção dos crentes.

Outra ressalva se faz nesse item. A denominação "anjo do Senhor", por vezes encontrada nas Escrituras, não significa por vezes que um anjo foi enviado da parte do Senhor; em numerosas vezes, é o mesmo Deus que aparece, numa teofania (Gênesis 16:7; Isaías 63:9). Esse argumento fica particularmente evidente no texto de Gênesis, aonde Jacó luta com o anjo do Senhor no vau de Jaboque, e no decorrer da luta pergunta pelo nome desse anjo, ouvindo a seguinte resposta: "Respondeu ele: Por que perguntas pelo meu nome? E o abençoou ali." (32:29) Um anjo não abençoaria Jacó, nem lhe mudaria o nome.

Cabe dizermos também que os anjos não devem, em hipótese alguma, receber adoração. Ou seja, eles jamais se consistirão, diante de Deus, objeto de adoração. Interessante foi a expressa reação contra essa prática, dada a João numa tentativa deste de adorar um anjo: "Prostrei-me ante os seus pés para adorá-lo. Ele, porém, me disse: Vê, não faças isso; sou conservo teu e dos teus irmãos que mantêm o testemunho de Jesus; adora a Deus. Pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia." (Apocalipse 19:10). Aí está o recado para muitos que dobram seus joelhos diante de criaturas, e põem suas esperanças em quem nada pode.

3. Para que existem os anjos?


As funções básicas dos anjos na criação divina já foram elucidadas, como o serviço contínuo ao Senhor, além do louvor e adoração diante do trono do Senhor. Cabe agora tecermos comentários sobre aspectos particulares da finalidade de as Escrituras fazerem referência a esses seres.

Em primeiro lugar, os anjos têm por finalidade, sem distinção, de demonstrar o amor de Deus pelos seus filhos. Ao acompanharmos os relatos sobre anjos decaídos, presentes especialmente em Gênesis e Apocalipse, percebemos que para estes não houve misericórdia da parte de Deus.

Muitos, por vezes, se questionam acerca da possibilidade de salvação dos que se rebelaram contra o Senhor, e a Bíblia mostra que não houve para os rebeldes um redentor, isto é, Jesus não pagou os pecados dos anjos decaídos. Isso só vem a mostrar com clareza a primazia do ser humano na criação e a graça do Senhor sobre o mesmo, pois aos que Deus quis, foi estendida a sua misericórdia. Sabemos que não a todos, que a expiação é limitada (Deus quis salvar alguns dentre os seres humanos, e neles pôs seu selo, o sangue do Cordeiro) e, se não fosse essa misericórdia, teríamos todos o mesmo destino dos anjos e dos demais homens que jamais crerão, o lago de fogo eterno.

Os anjos também são exemplos para o homem, na parte de adoração. Certamente aqui podemos mencionar o fator de que eles glorificam diretamente ao Senhor, contemplando-lhe, sim, a face (não como diz uma melodia da Hinódia clássica...). O crente pode não ver, enquanto aqui estiver, a face do Senhor, mas a aproximação maior do Santo e de sua bondade o farão realmente cumprir seu papel de adorador, para o que é necessário buscar a santificação diária, assim como Paulo nos recomenda em Hebreus 12:14.

II - Os demônios

O assunto da demonologia não é dos mais agradáveis para diversos crentes. Reconhecemos tal fator, e tentamos expor algumas razões. Uns agem pelo empirismo de tratar o inimigo e tudo o que lhe diz respeito com repulsa, sem saber que devemos conhecer com quem estamos lidando para usarmos as armas corretas no combate. Outros simplesmente ignoram o assunto, e tratam a demonologia como algo "sobrenatural", que vem a trazer atenção sobre fenômenos que ocorrem em diversas igrejas neopentecostais, onde, literalmente, "o demônio tem voz e vez". Outros, ainda, levantam preconceito sobre o simples mencionar de demônios nas congregações, como se a expulsão desses seres fosse algo restrito ao ministério de Jesus e os apóstolos.


Seja como for, e qual opinião a sustentada, é necessário, ainda mais em épocas como a que vivemos, onde os fenômenos sobrenaturais estão supervalorizados nas comunidades, consistindo em verdadeiros "chamarizes" para cultos dominicais, que o povo de Deus tenha sabedoria e prudência para lidar, com discernimento, sobre a figura dos demônios.

1. Quem são?

Os demônios são anjos decaídos. Assim a Bíblia os apresentam. A base está em II Pedro 2:4: "Ora, se Deus não poupou anjos quando pecaram, antes, precipitando-os no inferno, os entregou a abismos de trevas, reservando-os para juízo;" Como podemos perceber nessa referência e em Judas 6, hostes de anjos se rebelaram contra Deus, e por isso foram precipitados no inferno. Como dito alhures, os anjos rebeldes não terão a salvação dada aos eleitos dentre os homens; ou seja, o salário do pecado é a morte, mesmo, para os demônios: de nada vale, para eles, a continuação de Romanos 6:23.

Essa rebelião, sugerem diversos teólogos, como Wayne Grudem, pode ter ocorrido num intervalo temporal entre Gênesis 1:31 e 3:1, ou durante tais acontecimentos, só que de uma perspectiva celeste, assunto esse que não era o foco de Moisés ao escrever a narrativa do pecado original. Assim diz Grudem:

"Quando criou o mundo, 'Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom' (Gn 1:31). Isso significa que mesmo o mundo angélico que Deus criara não tinha ainda anjos maus ou demônios naquele momento. Mas já em Gênesis 3, vemos que Satanás, na forma de uma serpente, tentava Eva ao pecado (Gn 3.1-5). Portanto, em algum momento entre os eventos de Gênesis 1.31 e Gênesis 3.1 deve ter havido uma rebelião no mundo angélico, na qual muitos anjos se voltaram contra Deus e se tornaram maus." (Teologia Sistemática. São Paulo, Vida Nova, 1999. Pág. 335).

Portanto, um acontecimento celeste teve conseqüências imediatas no desenrolar dos fatos da criação divina. A principal dessas conseqüências foi a indução ao pecado, que nasceu no coração de Satanás. Daí podemos concluir que o autor do mal é o diabo, não o Senhor, como alguns são tentados a pensar, e isto como decorrência da falta de livre arbítrio humano. Através de uma conduta, originada no âmago diabólico, o pecado entrou, via indução, na humanidade, através de Eva. Ao agir favoravelmente às pretensões do inimigo de Deus, Eva perdeu a capacidade de não mais pecar, e por isso demonstrou que seu coração já se inclinava à maldade, ou à vontade de Satanás, que é fazer o que lhe é próprio, ou adotar a conduta pecaminosa como regra de vida.

Os demônios, dos quais Satanás é chefe - vê-se aqui uma imitação da hierarquia celeste - , constituem uma forte resistência à obra de Deus. Apocalipse 12:9 traz base a esse argumento. Eles são inimigos de tudo o que se chama bom, e tentam tornar a mentira em verdade.

Aliás, caro leitor, repare um aspecto: o mundo é uma grande mentira. Tudo à nossa volta é mentiroso. Estamos cercados de objetos e situações que transmitem uma sensação de prazer que não é a divina; o que esse mundo entende por valores firmes morais é considerado loucura diante de Deus; o mundo jaz no maligno ("jaz" é um termo muito comum em sepulturas...) então, que parâmetros podemos usar para definir a verdade? Os desse mundo? De jeito nenhum: como sabemos que Satanás detesta tudo o que vem de Deus, estejamos atentos. Repare que, em Apocalipse, ele tenta criar até uma Trindade: o anti-cristo, a besta e o falso profeta; três são as coisas que mais influem no ego do homem: dinheiro (ídolo para esse mundo, de onde vem a vida e tudo o que nela há), fama (homem no centro) e poder (exercício da "soberania humana"). Disso decorrem ensinamentos que, insistimos, tem contaminado as nossas igrejas. O humanismo é decorrente de filosofias como essas.

Uma boa notícia, entretanto, é dada aos crentes. Deus está no controle, como devemos saber. E esse controle é estendido às ações demoníacas: vemos, por exemplo, em Jó 1:12, que Satanás tem que prestar contas a Deus, para agir dentre os homens. Daí depreende-se que cada ação demoníaca tem o respaldo da autorização divina, isto é, o diabo é usado por Deus para que se cumpram os desígnios divinos, mesmo que tais desígnios pareçam ruins aos olhos humanos. Outro aspecto é que Satanás, assim como os demais anjos e os demônios, não possui os atributos divinos. Os demônios seriam, então, informantes de Satanás, para a realização dos desígnios malignos.

2. Em que consiste a atividade dos demônios, então?

Como podemos perceber, a atividade dos demônios, devidamente controlada pelo Nosso Senhor, é intensa, e seu auge nas Escrituras foi atingido durante o ministério de Cristo na Terra, por razões óbvias. Vemos demônios tentando impedir o nascimento de Cristo, a permanência dele vivo nos primeiros anos de existência, até buscando evitar a crucificação, pela qual nossos pecados foram remidos. Nossa sorte é que nada ocorre por acaso, nem deixado às vontades particulares das criaturas; tudo está debaixo do soberano controle divino.

Notamos, entretanto, que a atuação demoníaca não se restringiu ao Novo Testamento, como muitos são tentados a pensar. A influência idólatra sobre Israel é algo notório no Antigo Testamento (Deuteronômio 32:16-17 evidencia a "adoração prestada a demônios" personificada nos ídolos de ouro e prata dos povos pagãos). Retornando ao Novo Testamento, vemos que a atuação demoníaca se dará também no futuro, como narrado em Apocalipse, especialmente no Milênio e no Juízo Final. Todo esse quadro é traçado para evidenciar que o diabo se opõe à criação divina, por ganância, inveja, sede de poder e de adoração.

Hoje em dia, podemos perceber que a atividade demoníaca está intensa. Tal como já afirmamos, o mal impera nesse mundo. Não há em quem confiar. O homem tenta desafiar seu criador, não se sujeitando ao controle divino, assim como o diabo tentou fazer. Desprezando a soberania do Senhor sobre tudo, sujeita-se ao controle de Satanás que, além de não lhe dar nada em troca (posto que tudo o que ele faz é mentira), toma dele a paz, mata a alegria e destrói sua vida.

Um aspecto que precisa ser mencionado é a cooperação do pecador com os desígnios de Satanás. Essa atividade demoníaca não é totalmente responsável pelo mal e pelo pecado existentes na Terra. Não adianta colocar a culpa de todas as desgraças no diabo: ele, na verdade, é um grande oportunista. O homem, ao se sujeitar a tal controle, é responsável por fazer a vontade de quem não é soberano sobre a criação. Mais uma vez ele se sujeita à criatura, e não ao Criador. Satanás tenta rebaixar a criação ao extremo: abaixo dos anjos, pois há seres humanos que os adoram; abaixo dos animais, pois há os que divinizam criaturas da natureza; abaixo das criaturas inanimadas, posto que há os artífices que fabricam imagens de escultura para os mesmos fins. O homem passa a ser coisa; e é assim que ele próprio trata o seu semelhante, como um objeto descartável, especialmente se dele pode tirar algum proveito momentâneo (assim se justifica a pornografia, por exemplo).

2.1. Da expulsão de demônios.

Uma das principais polêmicas que se fazem em torno da atividade demoníaca é a possessão. O imaginário popular produziu filmes como "O Exorcista", de William Peter Blatty, no qual se descreve a possessão de uma criança e das conseqüências dessa atividade para os próximos, inclusive para um sacerdote que tenta cumprir os desígnios divinos, sem ter o discernimento bíblico sobre o assunto. Outros têm apreço por ver demônios sendo sistematicamente expulsos e enfrentados em cultos de libertação televisionados. O que as Escrituras, entretanto, afirmam sobre a possessão perpetrada por demônios?

Em primeiro lugar, o demônio pode se apossar de um incrédulo, mas não de um cristão. Isso decorre de nos lembrarmos de que, se o Espírito Santo habita com o crente, não há como conviver um outro espírito habitando o mesmo corpo. Portanto, não há que se falar no "endemoninhamento" de crentes. Há denominações que pregam essa possibilidade mas, uma vez regenerado, o cristão não é mais morada de espíritos imundos. Duas naturezas espirituais opostas não podem ocupar o mesmo espaço.

Em segundo lugar, não se pode admitir que uma pessoa seja possuída por Satanás. Ele é o principal dos demônios, e grande em poder; sua tarefa é designada aos subordinados, que vagam pela Terra. Outro fator é decorrente do grande poder satânico: a pessoa simplesmente seria destruída, caso tal possessão viesse a acontecer; a "carga demoníaca" seria alta demais para que um indivíduo a suportasse.

Cristo delegou autoridade aos crentes para expulsar os demônios de quem os tivesse (Lucas 9:1). Uma vez que todos os crentes são revestidos de tal autoridade, não há restrições ao modo de se aplicar o exorcismo, apenas que se siga as Escrituras, as quais nos mandam expulsar os demônios, não dialogar com eles. Há os que fundamentam a possibilidade de se questionar um demônio segundo a passagem em que Cristo pergunta aos demônios do gadareno quantos eles são. Precisa se notar o propósito de Jesus em evidenciar o milagre que aconteceria dali a pouco, quando os espíritos imundos entraram na manada de porcos e precipitaram-na no barranco; o que se nota por aí é perguntar aos demônios o que eles tiraram da pessoa, como eles atuam, dentre outras coisas. Deve haver o discernimento nessas horas: a quem estamos pregando? Como isso se faz? Para que "converso" com o demônio, sendo que a Bíblia manda-me expulsá-lo e pronto? Talvez a intenção seja chamar a atenção do povo para o momento mágico da pretensa expulsão, não para o Autor da mesma.

Conclusão

Nessa rápida exposição, procuramos salientar alguns pontos-chave sobre um assunto muito presente na vida cotidiana de pessoas espirituais. Sim, porque o incrédulo nada percebe, vez que seu entendimento está embrutecido pelo pecado. Portanto, é necessário que o cristão pondere algumas considerações:

* Há uma realidade espiritual, consciência que deve ser mantida no dia a dia. Por vezes, o homem ignora as reais causas dos males que lhe acontecem, e a resposta está nesse intercâmbio existente entre o mundo terreno e o espiritual. O pior que se pode fazer é tentar negar que este mundo não possui influência de fatores sobrenaturais.
* Não podemos sobrestimar, nem superestimar anjos e demônios. Devemos tratá-los como merecem, segundo a Palavra de Deus. A cultura tenta impor que o homem vive no meio de duas forças antagônicas, o Bem e o Mal, e as esboçam como equivalentes em poder e influência sobre os destinos da humanidade. Isso é desprezo às Escrituras, notadamente à soberania divina, que está no controle de tudo.
* Seguir a advertência de II Coríntios 11:14, e recusar-se a obedecer a falsas doutrinas. O diabo é um especialista nas Escrituras, e somente um especialista pode torcê-las a seu bel-prazer. Há inúmeras doutrinas de demônios circulando por aí. Nossa tarefa é impedir seu ingresso nos círculos de comunhão evangélica, obedecendo ao princípio da "Sola Scriptura". 

O objetivo de estudarmos os anjos e demônios é nos conscientizarmos da nossa responsabilidade para com nossa conduta diária. Os anjos que se mantiveram fiéis a Deus são exemplo de louvor diante do trono divino; os decaídos são exemplo da justiça divina, que a nenhum deles poupará. Não podemos culpá-los das desgraças do mundo, vez que o pecado é uma constante na natureza decaída do homem e eles agem como autênticos oportunistas, procurando enlaçar os descuidados nas suas artimanhas.

Tudo passa pela sujeição à autoridade divina. Deus está no controle; portanto, não nos rebelemos contra essa autoridade, para não sofrermos as conseqüências, em vida mesmo.

Se te perguntarem sobre teu anjo, agora você pode responder: "Tudo está sob controle do meu Deus na minha vida".

Cleber Olympio
         Estudos Gospel  


  SÃO DEMÔNIOS ANJOS CAÍDOS?  

Pergunta: "São demônios anjos caídos?"

Resposta:Não sabemos exatamente quando Deus criou os anjos, mas o que sabemos de certeza é que Deus criou tudo bom porque Deus, em Sua santidade, não pode criar nada pecaminoso. Então, quando Satanás, que era o anjo Lúcifer, rebelou-se contra Deus e caiu do céu (Isaías 14; Ezequiel 28), um terço do grupo angelical uniu-se a sua insurreição (Apocalipse 12:3-4;9). Não há nenhuma dúvida de que esses anjos caídos são agora conhecidos como demônios.

Sabemos que o inferno foi preparado para o diabo e seus anjos, de acordo com Mateus 25:41: “Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos”. Jesus, por usar o pronome possessivo “seus”, deixa bem claro que esses anjos pertencem a Satanás. Apocalipse 12:7-9 descreve uma batalha angelical do fim dos tempos entre Miguel e “seus anjos” e o diabo e “seus anjos”. Dessas passagens e outras semelhantes, é bem claro que demônios e anjos caídos são a mesma coisa.

Alguns rejeitam a ideia de que os demônios são anjos caídos porque Judas versículo 6 declara que os anjos que pecaram estão “em prisões eternas até ao juízo daquele grande dia”. No entanto, é bem claro que nem todos os anjos que pecaram estão “em prisões”, já que Satanás ainda está livre (1 Pedro 5:8). Por que Deus escolheu aprisionar o resto dos anjos caídos e permitir que o líder da rebelião permanecesse livre? Aparenta ser o caso que Judas 6 está se referindo a Deus confinando os anjos caídos que se rebelaram de uma forma adicional, provavelmente o incidente dos “filhos de Deus” em Gênesis 6.

A explicação alternativa mais comum para a origem dos demônios é que quando os gigantes de Gênesis 6 foram destruídos pelo dilúvio, suas almas se tornaram demônios. Enquanto a Bíblia não diz especificamente o que aconteceu com as almas dos gigantes depois de sua morte, é improvável que Deus iria destruir os gigantes no dilúvio e ao mesmo tempo permitir que suas almas causassem mais perversidade como demônios. A explicação bíblica mais consistente para a origem dos demônios é que eles eram anjos caídos, os anjos que, juntamente com Satanás, rebelaram-se contra Deus.


 O QUE DIZ A BÍBLIA A RESPEITO DOS ANJOS? 

Pergunta: "O que diz a Bíblia a respeito dos anjos?"

Resposta:Anjos são seres espirituais, que têm inteligência, emoções e vontade. Isto é verdadeiro tanto para anjos bons quanto para anjos do mal. Os anjos possuem inteligência (Mateus 8:29; II Coríntios 11:3; I Pedro 1:12), demonstram suas emoções (Lucas 2:13, Tiago 2:19; Apocalipse 12:17) e demonstram que têm vontades (Lucas 8:28-31; II Timóteo 2:26; Judas 1:6). Os anjos são seres espirituais (Hebreus 1:14), sem um corpo físico real. O fato de não terem corpos não muda o fato de terem suas personalidades (o mesmo ocorre com Deus).

O conhecimento dos anjos é limitado por serem criaturas. Isto significa que eles não sabem tudo o que Deus sabe (Mateus 24:36). Entretanto, parece que têm um conhecimento maior do que os humanos. Isto pode ocorrer por três razões: (1) Os Anjos foram criados como uma ordem superior de criaturas no universo, em comparação aos seres humanos. Por este motivo, é de sua natureza possuir maior conhecimento. (2) Os anjos estudam a Bíblia e o mundo de forma mais completa que os humanos e assim obtêm conhecimento (Tiago 2:19; Apocalipse 12:12). (3) Os anjos adquirem conhecimento através da longa observação das atividades dos seres humanos. Diferentemente dos humanos, os anjos não têm que estudar o passado; eles o viveram. Assim, sabem como os outros agiram e reagiram em determinadas situações e podem então prever com grande exatidão como nós vamos agir em circunstâncias parecidas.

Apesar de terem vontade, os anjos são, como todas as criaturas, sujeitos à vontade de Deus. Os anjos bons são enviados por Deus para ajudar os crentes (Hebreus 1:14). A seguir, algumas atividades que a Bíblia atribui aos anjos:

A. Eles louvam a Deus (Salmos 148:1,2; Isaías 6:3).
B. Eles adoram a Deus (Hebreus 1:6; Apocalipse 5:8-13).
C. Eles se regozijam nos feitos de Deus (Jó 38:6-7).
D. Eles servem a Deus (Salmos 103:20; Apocalipse 22:9).
E. Eles se apresentam perante Deus (Jó 1:6; 2:1).
F. Eles são instrumentos dos julgamentos de Deus (Apocalipse 7:1; 8:2).
G. Eles trazem respostas às orações (Atos 12:5-10).
H. Eles ajudam a ganhar pessoas para Cristo (Atos 8:26; 10:3).
I. Eles observam a ordem cristã, obra e sofrimento (I Coríntios 4:9; 11:10; Efésios 3:10; I Pedro 1:12).
J. Eles dão encorajamento em tempos de perigo (Atos 27:23-24).
K. Eles cuidam dos justos no momento da morte (Lucas 16:22).

Os anjos são de uma ordem completamente diferente da dos humanos. Os seres humanos não se tornam anjos após a morte. Os anjos nunca se tornam e nunca foram seres humanos. Deus criou os anjos da mesma forma que criou a humanidade. Em nenhum lugar a Bíblia afirma que os anjos foram criados à imagem e semelhança de Deus, como foram os humanos (Gênesis 1:26). Os anjos são seres espirituais que podem, até certo ponto, assumir forma humana. Os humanos são basicamente seres físicos, mas com um aspecto espiritual. A maior coisa que podemos aprender dos anjos é sua obediência instantânea e sem questionamentos às ordens de Deus.



  QUEM É SATANÁS?  

Pergunta: "Quem é Satanás?"

Resposta:A crença das pessoas sobre Satanás vai do tolo ao abstrato: de um pequeno ser vermelho com chifres que senta sobre seu ombro motivando você a pecar, a uma expressão usada para descrever a personificação do mal. Entretanto, a Bíblia nos dá um retrato claro de quem é Satanás, e como ele afeta nossas vidas. Colocando de forma simples, a Bíblia define Satanás como um ser angelical que decaiu de sua posição no céu por causa do pecado e está agora em posição exatamente oposta a Deus, fazendo tudo a seu alcance para frustrar os planos de Deus para a humanidade.

Satanás foi criado como santo anjo. Isaías 14:12 possivelmente dá a Satanás o nome, antes da queda, de Lúcifer. Ezequiel 28:12-14 descreve Satanás sendo criado como querubim, e foi aparentemente o anjo criado em posição mais alta. Ele se tornou arrogante em sua beleza e posição, e decidiu que queria se assentar em um trono que fosse acima do de Deus (Isaías 14:13-14; Ezequiel 28:15; I Timóteo 3:6). O orgulho de Satanás o levou à queda. Repare as muitas afirmações no futuro em Isaías 14:12-15 (subirei, exaltarei, me assentarei, subirei e serei). Por causa de seu pecado, Deus expulsou Satanás do céu.

Satanás se tornou o governante deste mundo que funciona longe de Deus, e o príncipe das potestades do ar (João 12:31; II Coríntios 4:4; Efésios 2:2). Ele é um acusador (Apocalipse 12:10), um tentador (Mateus 4:3; I Tessalonicenses 3:5) e um enganador (Gênesis 3; II Coríntios 4:4; Apocalipse 20:3). Seu próprio nome significa adversário ou “o que se opõe”. Outro nome usado para Satanás, o diabo, significa “maligno” ou “caluniador”.

Apesar de ter sido expulso do céu, ele ainda busca elevar seu trono acima de Deus. Satanás, de maneira fraudulosa, imita tudo o que Deus faz, esperando ganhar a adoração do mundo e incitar oposição ao reino de Deus. Satanás é a maior força atrás de qualquer falso culto e religião mundana. Satanás fará qualquer coisa e todas as coisas em suas forças para se posicionar contra Deus e contra os que seguem a Deus. Entretanto, o destino de Satanás está selado: uma eternidade no lago de fogo (Apocalipse 20:10).



O QUE DIZ A BÍBLIA A RESPEITO DOS DEMÔNIOS?


Pergunta: "O que diz a Bíblia a respeito dos demônios?"

Resposta:Apocalipse 12:9 é o verso mais claro das Escrituras a respeito da identidade dos demônios: “E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele.” A Bíblia indica que os demônios são anjos caídos: anjos que juntamente com Satanás se rebelaram contra Deus. A queda de Satanás do céu é descrita em Isaías 14:12-15 e Ezequiel 28:12-15. Apocalipse 12:4 parece indicar que Satanás levou consigo um terço dos anjos quando ele pecou. Judas verso 6 menciona anjos que pecaram. Então, é possível que demônios sejam os anjos que seguiram Satanás no pecado contra Deus.

Satanás e seus demônios procuram agora destruir e enganar todos os que seguem e adoram a Deus (I Pedro 5:8; II Coríntios 11:14-15). Os demônios são descritos como espíritos do mal (Mateus 10:1), espíritos imundos (Marcos 1:27) e anjos de Satanás (Apocalipse 12:9). Satanás e seus demônios enganam o mundo (II Coríntios 4:4), atacam os cristãos (II Coríntios 12:7; I Pedro 5:8) e combatem os santos anjos (Apocalipse 12:4-9). Os demônios são seres espirituais, mas podem aparecer na forma física (II Coríntios 11:14-15). Os demônios/anjos caídos são inimigos de Deus – mas são inimigos derrotados. “Filhinhos, sois de Deus, e já os tendes vencido; porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo” (I João 4:4).


O QUE DIZ A BÍBLIA A RESPEITO DE POSSESSÃO DO DEMÔNIO/ POSSESSÃO DEMONÍACA?

Pergunta: "O que diz a Bíblia a respeito de possessão do demônio / possessão demoníaca?"

Resposta:A Bíblia dá alguns exemplos de pessoas sendo possuídas ou influenciadas por demônios. Nestes relatos podemos encontrar alguns sintomas de influência demoníaca e também ter entendimento de como um demônio possui alguém. Seguem-se algumas passagens bíblicas: Mateus 9:32-33; 12:22; 17:18; Marcos 5:1-20; 7:26-30; Lucas 4:33-36; Lucas 22:3; Atos 16:16-18. Em algumas destas passagens, a possessão demoníaca causa enfermidade física, como inaptidão para falar, sintomas de epilepsia, cegueira, etc. Em outros casos, faz com que a pessoa faça o mal, e disso Judas é o maior exemplo. Em Atos 16:16-18 o espírito aparentemente dá à menina escravizada a habilidade de conhecer coisas além de seu próprio entendimento. No caso do endemoniado da província dos gadarenos, que estava possuído por um grande número de demônios, ele tinha força sobre-humana, vivia nu e tinha sua morada nas sepulturas. O Rei Saul, depois de se rebelar contra o SENHOR, foi perturbado por um espírito do mal (I Samuel 16:14-15; 18:10-11; 19:9-10), com o efeito aparente de uma depressão e crescente desejo e disposição para matar Davi.

Desta forma, há uma grande variedade de possíveis sintomas de possessão demoníaca, como um dano físico que não possa ser atribuído a nenhum problema fisiológico real, mudanças de personalidade tais como grande depressão ou agressividade fora do normal, força sobrenatural, uma falta de modéstia ou “normal” interação social, e talvez a capacidade de compartilhar informações que ninguém poderia saber naturalmente. É importante notar que quase todas, se não todas destas características podem ter outras explicações, sendo assim importante que não se rotule cada pessoa deprimida ou epilética como sendo possuída por demônios. Por outro lado, penso que em nossa cultura ocidental, nós provavelmente não levamos suficientemente a sério o envolvimento satânico na vida das pessoas.

Somando-se a estas características físicas e emocionais, pode-se olhar para atributos espirituais como demonstrando influência demoníaca. Tais podem incluir uma recusa a perdoar (II Coríntios 2:10-11) e a crença e disseminação de falsas doutrinas, em particular a respeito de Jesus Cristo e Sua obra expiatória (II Coríntios 11:3-4,13-15; I Timóteo 4:1-5; I João 4:1-3).

A respeito do envolvimento de demônios nas vidas dos cristãos, o apóstolo Pedro é uma ilustração do fato de que um crente pode ser INFLUENCIADO pelo diabo (Mateus 16:23). Alguns se referem aos cristãos que estão sob uma FORTE influência demoníaca como sendo “endemoniados”, mas jamais houve exemplo nas Escrituras de um crente em Cristo sendo POSSUÍDO por um demônio, e a maioria dos teólogos acredita que um cristão NÃO PODE ser possuído porque ele tem o Espírito Santo morando dentro de si (II coríntios 1:22; 5:5; I Coríntios 6:19).

Não nos é revelado exatamente como alguém se abre à possessão. Se o caso de Judas for representativo, ele abriu seu coração ao mal (em seu caso, por ganância – João 12:6). Então pode ser possível que alguém permita que seu coração seja guiado por algum pecado habitual... e isto se torne um convite para que um demônio nele entre. Pelas experiências missionárias, a possessão demoníaca também parece estar relacionada à adoração de deuses pagãos e a possessão de objetos de ocultismo. A Escritura repetidamente relaciona a adoração a ídolos com a real adoração a demônios (Levítico 17:7; Deuteronômio 32:17; Salmos 106:37; I Coríntios 10:20), então não deveria ser surpresa que este envolvimento com tais religiões e práticas a elas associadas possam levar à possessão demoníaca.

Desta forma, creio, baseado nas passagens das Escrituras acima e também em algumas das experiências dos missionários, que muitas pessoas abrem suas vidas ao envolvimento demoníaco através do envolvimento com algum pecado ou através do envolvimento com cultos (consciente ou inconscientemente). Exemplos incluem imoralidade; abuso de drogas e álcool... pois estes alteram o estado de consciência; rebelião, amargura, meditação transcendental. Em nossa cultura ocidental, vemos um aumento dos ensinamentos de religiões orientais sob a aparência do movimento “nova era”.

Há algo que não podemos esquecer. Satanás e seu exército do mal nada podem fazer a ninguém a não ser com a permissão do SENHOR (Jó 1,2). E sendo este o caso, Satanás, pensando que está conseguindo alcançar seus propósitos, está na verdade alcançando os bons propósitos de Deus... mesmo no caso da traição de Judas. Algumas pessoas desenvolvem uma fascinação doentia com o oculto e atividade demoníaca. Isto não é sábio e não é bíblico. Se buscamos a Deus em nossas vidas e nos revestimos com Sua armadura e dependemos de Sua força (não a nossa própria) (Efésios 6:10-18), não temos nada a temer dos seres do mal, pois Deus governa a todos eles!



PODE UM CRISTÃO SER POSSUÍDO POR UM DEMÔNIO? PODE UM CRISTÃO SER DEMONIZADO? 


Pergunta: "Pode um Cristão ser possuído por um demônio? Pode um Cristão ser demonizado?"

Resposta:Embora a Bíblia não afirme explicitamente se um Cristão pode ou não ser possuído por um demônio, verdades bíblicas relacionadas deixam bem claro que os Cristãos não podem ser possuídos por demônios. Há uma nítida diferença entre ser possuído por um demônio e ser oprimido ou influenciado por um demônio. A possessão demoníaca envolve um demônio tendo controle direto e total sobre os pensamentos e/ou ações de uma pessoa (Mateus 17:14-18, Lucas 4:33-35; 8:27-33). Opressão ou influência demoníaca envolve um demônio ou demônios atacando espiritualmente uma pessoa e/ou incentivando-a a um comportamento pecaminoso. Observe que há várias passagens do Novo Testamento que lidam com a guerra espiritual, mas em nenhuma encontramos instruções para expulsar um demônio de um crente (Efésios 6:10-18). Os crentes são instruídos a resistir ao diabo (Tiago 4:7, 1 Pedro 5:8-9), mas não a expulsá-lo.

Os Cristãos são habitados pelo Espírito Santo (Romanos 8:9-11, 1 Coríntios 3:16, 6:19). Certamente o Espírito Santo não permitiria que um demônio possuísse a mesma pessoa em quem Ele habita. É impensável que Deus permitiria que um de Seus filhos, alguém que Ele adquiriu com o sangue de Cristo (1 Pedro 1:18-19) e tornou uma nova criatura (2 Coríntios 5:17), fosse possuído e controlado por um demônio. Sim, como seguidores de Cristo, estamos em guerra com Satanás e seus demônios, mas não de dentro de nós mesmos. O apóstolo João declara: "Filhinhos, vós sois de Deus e tendes vencido os falsos profetas, porque maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo" (1 João 4:4). Quem é o Ser que em nós habita? O Espírito Santo. Quem é o que está no mundo? Satanás e seus demônios. Portanto, o crente tem vitória sobre o mundo dos demônios e o caso de possessão demoníaca de um seguidor de Jesus não pode ser defendido biblicamente.

Em vista da forte evidência bíblica de que um Cristão não possa ser possuído por demônios, alguns professores da Bíblia usam o termo "demonização" para se referir a um demônio tendo controle sobre um Cristão. Alguns argumentam que, embora um Cristão não possa ser possuído por demônios, ele ainda pode ser demonizado. Normalmente, a descrição de demonização é praticamente idêntica à descrição da possessão demoníaca. Assim, temos o mesmo problema. Mudar a terminologia não muda o fato de que um demônio não pode habitar ou assumir o controle total de um Cristão. Influência e opressão demoníaca são realidades para os Cristãos, sem dúvida, mas simplesmente não é bíblico dizer que um Cristão pode ser demonizado ou possuído por um demônio.

Grande parte do raciocínio por trás do conceito de demonização é a experiência pessoal de ver alguém que "definitivamente" era um Cristão exibindo evidência de que estava sendo controlado por um demônio. É fundamental, porém, que não permitamos que a experiência pessoal influencie a nossa interpretação das Escrituras. Pelo contrário, devemos filtrar as nossas experiências pessoais através da verdade das Escrituras (2 Timóteo 3:16-17). Ver alguém que achamos ser um Cristão exibindo um comportamento demonizado deve nos levar a questionar a autenticidade da sua fé. Não deve nos levar a alterar a nossa perspectiva sobre se um Cristão pode ser possuído por demônios ou demonizado. Talvez a pessoa realmente seja um Cristão, mas está sendo oprimida por demônio e/ou sofrendo de graves problemas psicológicos. No entanto, novamente, nossas experiências devem passar o teste das Escrituras e não o contrário.


POR QUE DEUS PERMITIU QUE SATANÁS E OS DEMÔNIOS PECASSEM? 

Pergunta: "Por que Deus permitiu que Satanás e os demônios pecassem?"

Resposta:Com os anjos e a humanidade, Deus escolheu apresentar-lhes uma escolha. A Bíblia não nos dá muitos detalhes sobre a rebelião de Satanás e os anjos caídos, mas aparenta ser o caso que Satanás, provavelmente o mais grandioso de todos os anjos (Ezequiel 28:12-18), em orgulho, escolheu se rebelar contra Deus para poder tentar se tornar o seu próprio deus. Satanás (Lúcifer) não quis louvar ou obedecer a Deus, ele queria ser o próprio Deus (Isaías 14:12-14). Acredita-se que Apocalipse 12:4 é uma descrição figurativa de um terço dos anjos que escolheram seguir a Satanás em sua rebelião, tornando-se os anjos caídos / demônios.

Ao contrário da humanidade, a escolha que os anjos tinham, de seguir a Satanás ou de continuar fiéis a Deus, foi uma escolha eterna. A Bíblia não apresenta nenhuma oportunidade para os anjos caídos de se arrependerem e serem perdoados. Nem a Bíblia indica que é possível que mais anjos pequem. Os anjos que permanecem fiéis a Deus são descritos como os “anjos eleitos”. Satanás e seus anjos caídos conheciam a Deus em toda a Sua glória. Para eles se rebelarem apesar desse conhecimento sobre Deus é de grande perversidade. Como resultado, Deus não dá a Satanás e aos outros anjos caídos a oportunidade de se arrependerem. 


 Além disso, a Bíblia não nos dá nenhum motivo para acreditar que eles se arrependeriam se tivessem uma chance (1 Pedro 5:8). Deus deu a Satanás e aos seus anjos a mesma escolheu que Ele deu a Adão e Eva – obedecê-lO ou não. Os anjos tinham uma escolha de livre arbítrio a fazer – Deus não forçou ou encorajou nenhum anjo a pecar. Satanás e os anjos caídos pecaram por sua livre e espontânea vontade – e portanto merecem a ira eterna de Deus (fogo eterno).

Por que Deus deu tal escolha aos anjos, quando Ele já sabia quais os resultados seriam? Deus já sabia que um terço dos anjos iria se rebelar e, portanto, ser amaldiçoado ao fogo eterno. Deus também sabia que Satanás iria avançar sua rebelião ao tentar a humanidade a pecar. Então, por que Deus permitiu isso? A Bíblia não nos dá a resposta para tal pergunta de forma explícita. O mesmo pode ser perguntado sobre qualquer maldade – por que Deus permite isso? No fim das contas, tudo é uma questão de escolha. Deus criou seres livres: os anjos e seres humanos. Se Deus quisesse seres que apenas fizessem o que foram programados a fazer, os animais teriam sido suficientes. Não, Deus queria seres com quem Ele poderia ter um relacionamento genuíno. Ele, portanto, nos deu a habilidade de escolher e nos apresentou com uma escolha a fazer.



QUEM É O ANJO DO SENHOR? 

Pergunta: "Quem é o anjo do Senhor?"

Resposta: A identidade precisa do "anjo do Senhor" não nos é dada especificamente na Bíblia. No entanto, há várias “dicas” importantes para a sua identidade. Há referências no Velho e Novo Testamento a “anjos do Senhor”, “um anjo do Senhor” e “O anjo do Senhor”. Aparenta ser o caso que quando o artigo definido “o” é usado, está especificando um ser único, separado dos outros anjos. O anjo do Senhor fala como Deus, identifica-se com Deus e exercita as responsabilidades de Deus (Gênesis 16:7-12; 21: 17-18; 22:11-18; Êxodo 3:2; Juízes 2:1-4; 5:23; 6:11-24; 13:3-22; 2 Samuel 24:16; Zacarias 1:12; 3:1; 12:8). 


 Em várias outras aparições, aqueles que viram o anjo do Senhor temeram por suas próprias vidas porque eles tinham “visto o Senhor”. Portanto, é claro que em pelo menos alguns casos, o anjo do Senhor é uma teofania, uma aparição de Deus em forma física.

As aparições do anjo do Senhor cessaram depois da encarnação de Cristo. Anjos são mencionados inúmeras vezes no Novo Testamento, mas “O anjo do Senhor” nunca é mencionado no Novo Testamento. É possível que as aparições do anjo do Senhor eram manifestações de Jesus antes de Sua encarnação. Jesus Se declarou como sendo existente “antes de Abraão” (João 8:58), então é lógico que Ele estava ativo e manifesto ao mundo. Qualquer que seja o caso, se o anjo do Senhor era uma aparição do Cristo pré-encarnado (Cristofania), ou uma aparição de Deus Pai (teofania), é muito provável que a frase “anjo do Senhor” identifica uma aparição física de Deus.




DETALHES SOBRE OS ANJOS NO TÓPICO ANGELOLOGIA 



     EXISTEM EXTRATERRESTRES? O QUE A BÍBLIA DIZ?   



Deus e os Extraterrestres


O professor Dr. Werner Gitt, diretor do "Instituto Nacional de Tecnologia Física" na Alemanha, escreveu o seguinte acerca do assunto:

       Estamos sozinhos, ou existe vida em outros lugares do Universo? Os relatórios acerca de discos voadores e de encontros com extraterrestres, que há décadas já produziam inúmeras especulações, e que nos últimos tempos aumentaram em número, receberam combustível de uma ala séria: no início de agosto de 1996, pesquisadores da NASA anunciaram ter descoberto formas rudimentares de vida em um meteorito que supostamente procedia de Marte. Estas ligas orgânicas também poderiam ser bolinhas de lama petrificada, ressaltam. Uma prova de "vida", na verdade, não existia! Mas de qualquer forma a pedra de quase dois quilos, achada na Antártida, reaqueceu a febre marciana mundial: nos próximos anos, americanos, europeus, japoneses e russos planejam cerca de 20 projetos e pretendem enviar sondas até o planeta vizinho Marte, distante 78 milhões de quilômetros.

De modo geral, percebe-se que a crença em inteligência extraterrestre, que já tinha características quase religiosas, alcança uma nova dimensão.


A Onda dos OVNIs vai Aumentando



       Se bem que após algum tempo as especulações sobre a "pedra de Marte" mostraram não ter fundamento, o entusiasmo pela busca de vida extraterrena prossegue. Existem diversas causas para o enorme "boom" dos relatos de aparições de OVNIs (Objetos Voadores Não Identificados). O professor de psiquiatria da Universidade de Harvard, John E. Mack, chamou a atenção do mundo inteiro com sua coletânea de casos intitulada "Raptado por Extraterrestres". Há algum tempo, o cineasta britânico Ray Stilli trouxe a público um filme supostamente rodado em 1947 e mantido em sigilo desde então, mostrando a autópsia de um suposto extraterrestre. Ele teria caído com seu disco voador no Novo México em 1947, próximo à base aérea de Roswell. Na Brasil, o "Fantástico" mostrou partes do filme. Em outubro de 1995, no Congresso Mundial de OVNIs, em Düsseldorf (Alemanha), as imagens pouco nítidas foram uma das principais atrações. (...) Segundo uma pesquisa de opinião efetuada pelo Instituto Allensbach, na Alemanha 17% da população crê que existam OVNIs, 40% contam com vida em outros planetas e 31% creem que estes seres sejam inteligentes.

         < align="justify">Como os cristãos deveriam classificar os OVNIs? Que significado tem a existência de extraterrestres no espaço?




I. O que a Ciência diz a Respeito?


  • Nunca houve um contato com "extraterrestres"
  • No ano de 1900, a Academia Francesa de Ciências anunciou um prêmio de 100.000 Francos para quem fosse o primeiro a estabelecer contato com um mundo desconhecido. Marte foi excluído, pois naquela época havia certeza da existência de moradores no planeta vizinho. Mas nesse meio tempo sabe-se com certeza: nem nesse nem em outro planeta existe qualquer sinal de "pequenos homenzinhos verdes" ou de qualquer outro ser inteligente.
  • Mesmo que até agora não exista a menor prova científica da existência de vida extraterrena, muitos astrônomos – sob o impacto da quantidade enorme de estrelas – acham que a vida, como ela é concebida na terra, também teria de haver surgido em outros lugares. Os cientistas americanos do SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence = Busca de Inteligência Extraterrestre) fizeram diversas tentativas para captar sinais do espaço. Tudo foi em vão – eles também não encontraram nenhuma prova de vida extraterrestre.
  •  Vida no espaço só seria possível em um planeta cuja superfície suprisse diversas condições. Ele deve ter a distância certa de seu sol para ser aquecido corretamente. Até aqui os astrônomos só acharam uma indicação de possível vida em um planeta em outro sistema solar. Ele orbita em torno da estrela Pégaso de nossa Via Láctea, distante 45 anos-luz de nós. Mas como ela está 20 vezes mais próxima de seu sol do que a terra, a vida lá seria impossível devido ao calor. Ainda é possível que existam planetas não descobertos entre os incontáveis sóis (um número formado por 1 mais 25 zeros). Mas é, no mínimo, improvável que eles atendam as condições que possibilitem a existência de vida.
  • A simples existência de água ou gelo não é evidência clara da eventual existência de outras formas de vida, como foi publicado em muitos jornais, quando se dizia que na lua de Júpiter, chamada "Europa", eventualmente teria sido descoberto gelo.

  • Sondas espaciais não-tripuladas poderiam obviamente ser mais rápidas. Se existisse alguma força de impulsão que alcançasse um décimo da velocidade da luz, mesmo assim a viagem levaria 43 anos. Segundo os cálculos aproximados do físico nuclear sueco C.Miliekowsky, seriam necessárias quantidades enormes de energia para a propulsão. Elas equivaleriam à quantidade de energia elétrica consumida atualmente pelo mundo inteiro em um mês. 


  • Além disso, as pequenas partículas de poeira que flutuam no espaço representam um problema para as sondas espaciais, pois colidiriam com elas. Átomos de hidrogênio (100.000 por metro cúbico) são os mais freqüentes. E partículas de poeira de silicatos e gelo com 0,1 grama de peso (100.000 por quilômetro cúbico) já poderiam destruir o aparelho. Tudo isso torna uma viagem de eventuais extraterrestres até nós ou de nós até eles praticamente impossível.

  • Em lugar nenhum a Bíblia fala de extraterrestres

      Para os cristãos, a Bíblia é a Palavra de Deus revelada. A Bíblia ensina que a vida só é possível através de um ato criador. Mesmo que no espaço existam planetas semelhantes à Terra, lá não existiria vida se o Criador não a tivesse criado. E se Deus o tivesse feito, e essas criaturas nos visitassem algum dia, então Deus não teria nos deixado ignorantes a respeito. Podemos deduzir isso de Isaías 34.16: "Buscai no livro do Senhor, e lede; nenhuma destas criaturas [de Deus] falhará, nem uma nem outra faltará". Além disso, Deus nos informou acerca de detalhes muito exatos do futuro (por exemplo, acerca da volta de Jesus, detalhes acerca do fim deste mundo, como em Mateus 24 ou no livro de Apocalipse). Um dia o Universo será enrolado como um pergaminho envelhecido (Is 34.4; Ap 6.14). Com isso, se Deus tivesse criado seres viventes em outro lugar, Ele automaticamente destruiria a morada deles.

  • A finalidade das estrelas
       
Um outro raciocínio que leva à mesma conclusão: se conhecemos a finalidade das estrelas, temos em mãos a chave bíblica para respondermos as questões concernentes aos assim chamados"extraterrestres". O "para quê" das estrelas é mencionado em diversas passagens bíblicas. O conhecido Salmo 19 trata do assunto, mas queremos salientar aqui o relato da criação. Gênesis 1.14-15 diz:

"Disse também Deus: Haja luzeiros no firmamento dos céus, para fazerem separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais, para estações, para dias e anos. E sejam para luzeiros no firmamento dos céus, para alumiar a terra. E assim se fez."  Gênesis 1.14-15

       As razões de sua existência são muito claras: devem luzir na terra, mostrar o tempo e ser portadoras de sinais. As estrelas são, portanto, orientadas e planejadas para a terra, ou, para ser mais exato, para as pessoas que vivem na terra. Diante desta distribuição de finalidades quando de sua criação, diante da seqüência da criação (no primeiro dia a terra e só no quarto dia os outros planetas) bem como do testemunho bíblico como um todo, pode-se chegar a uma única conclusão: não se pode contar com vida em outros planetas!

III. E os OVNIs?


       Após a constatação feita acima, como devemos nos posicionar diante dos fenômenos de discos voadores e diante da euforia e da crença em seres extraterrestres? Li na revista alemã "Focus": "90% das notícias de OVNIs são consideradas disparates, mas um resto de dez por cento é suficiente para o surgimento de muitas especulações." E o sociólogo Gerald Eberlein chega à conclusão: "Pesquisas revelaram que pessoas que não têm vínculos com igrejas mas afirmam ser religiosas, reagem de maneira especialmente forte à possível vida de extraterrestres. Para elas, a ufologia é uma espécie de religião substituta." A Bíblia expressa a mesma constatação num ponto de vista ainda mais profundo, quando menciona causa e conseqüência:

"Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais e prodígios da mentira, e com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos. É por este motivo, pois, que Deus lhes manda a operação do erro, para darem crédito à mentira" (2 Ts 2.9-11).

A Bíblia o diz


       Um pensamento complementar para elucidar o fenômeno dos discos voadores: a Bíblia dá uma descrição de todos os seres viventes. O Deus vivo se apresenta a nós como o Deus triúno no Pai, no Filho e no Espírito Santo. No céu existem os anjos, que também servem às pessoas sobre a terra. Eles trazem uma boa mensagem e dão a reconhecer quem os enviou (por ex., Lucas 2.6-16). Suas afirmações são precisas e verificáveis.

       Uma mensagem diferente é a do diabo e dos demônios. Efésios 2.2 chama-o de "príncipe da potestade do ar". Seu raio de ação é sobre a terra. O diabo tem seu próprio repertório para seduzir este mundo, sob a forma de variadas práticas ocultas e de milhares de ritos religiosos. Será que não poderia ser que, por trás de todos os fenômenos não identificáveis se encontrassem as obras do enganador? Como os relatos de OVNIs mostram, tudo é muito nebuloso e não identificável. Pessoas que não conhecem a Cristo se deixam fascinar com facilidade por tudo quanto é fenômeno abstrato. Aos cristãos vale o aviso: "Vede que ninguém vos engane!" (Mt 24.4).



Autor:  Norbert Lieth
Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, abril de 1997. 
O DÍZIMO NO NOVO TESTAMENTO/MELHOR EXPLICAÇÃO QUE HÁ.




Muitos conceitos errôneos tem as pessoas em relação ao dízimo. 

Melhor explicação que já ouvi sobre o assunto. Uma posição equilibrada sobre o dízimo e o Novo Testamento. Esta é a diferença de uma exegese-hermenêutica correta, uma exposição correta sobre os assuntos Bíblicos.



          CARNAVAL Á LUZ DAS ESCRITURAS         



Pergunta: "Qual é a origem do Carnaval e Mardi Gras?"

Resposta: 
Mardi Gras, palavra francesa para “terça-feira gorda”, é o último dia de um período chamado de Carnaval e o dia anterior ao início da quaresma com a quarta-feira de cinzas. Dependendo da localização, a época de Carnaval pode ser de até duas semanas de duração e é caracterizada por folia, festa, dança, baile de máscaras e libertinagem em geral. O carnaval é tipicamente celebrado por países católicos do sul da Europa e América Latina.

O Carnaval está relacionado com a Quaresma porque a Quaresma é uma época de jejum, penitência e preparação para a Páscoa. Os Cristãos que observam a Quaresma geralmente o fazem ao se abster de certos alimentos ou atividades de que muito gostam com o propósito expresso de se concentrar nesse momento de oração, penitência e caridade. Há também o jejum regular prescrito durante a Quaresma. Já que o Carnaval dá entrada à Quaresma, pode ser justamente considerado como indulgência bem antes do jejum. Pense nisso como uma última "compulsão" antes de abrir mão de algo por 40 dias.

O que a Bíblia diz sobre tudo isso? Não há nada na Bíblia que explícita ou implicitamente sugira que os primeiros Cristãos observaram a Quaresma ou o Carnaval. Vamos dar uma olhada no Carnaval um pouco mais de perto. Seria muito difícil encontrar sustento bíblico para qualquer tipo de indulgência carnal, assim como é praticada durante o Carnaval, especialmente na terça-feira gorda. A Bíblia claramente proíbe a embriaguez, imoralidade sexual e libertinagem de qualquer tipo. O melhor versículo sobre o assunto pode ser encontrado em Romanos 13:13-14: “Andemos dignamente, como em pleno dia, não em orgias e bebedices, não em impudicícias e dissoluções, não em contendas e ciúmes; mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências”. Somos exortados a sermos sóbrios e alertas, sem qualquer participação em libertinagem. A ideia de pecar compulsivamente bem antes de um momento de consagração ao Senhor é completamente ridícula e totalmente sem base bíblica. 






Leia mais sobre o  Carnaval 



         O INFERNO É REAL? O INFERNO É ETERNO? 

 

Pergunta: "O inferno é real? O inferno é eterno?"

Resposta:O inferno é real? Estudos mostram que mais de 90% das pessoas no mundo creem em um “céu”, enquanto menos de 50% creem em um inferno eterno. De acordo com a Bíblia, o inferno é sim real! A punição dos ímpios no inferno é tão eterna como a felicidade dos justos no Céu. A punição dos perdidos mortos em pecado é descrita através da Escritura como “fogo eterno” (Mateus 25:41), “fogo que nunca se apagará” (Mateus 3:12), “vergonha e desprezo eterno” (Daniel 12:2), um lugar “onde o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga” (Marcos 9:44-49), um lugar de “tormentas” e “chamas” (Lucas 16:23-24), “eterna perdição” (II Tessalonicenses 1:9), um lugar de tormento com “fogo e enxofre” onde “a fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre” (Apocalipse 14:10-11) e “lago de fogo e enxofre” onde os ímpios “de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre” (Apocalipse 20:10). O próprio Jesus indica que a punição no inferno é eterna, e não meramente a fumaça e as chamas (Mateus 25:46).

Os ímpios são para sempre sujeitos à fúria e ira de Deus no inferno. Eles sofrem conscientemente de vergonha, desprezo e das torturas de uma consciência acusadora, juntamente com a veemente ira de uma divindade ultrajada, por toda a eternidade. Mesmo aqueles que estiverem no inferno reconhecerão a perfeita justiça de Deus (Salmos 76:10). Aqueles que estiverem no inferno, real como é, saberão que sua punição é justa e que eles sozinhos têm a culpa (Deuteronômio 32:3-5). Sim, o inferno é real. Sim, o inferno é um lugar de tormento e punição que dura para todo o sempre, que jamais tem fim! Glória a Deus, pois através de Jesus podemos escapar deste destino eterno (João 3:16-18-36).








HÁ VIDA APÓS A MORTE?

Pergunta: "Há vida após a morte?"

Resposta:Há vida após a morte? A Bíblia nos diz: “O homem, nascido de mulher, vive breve tempo, cheio de inquietação. Nasce como a flor e murcha; foge como a sombra e não permanece... Morrendo o homem, porventura tornará a viver” (Jó 14:1-2,14)?

Como Jó, quase todos nós já fomos desafiados por essa pergunta. O que exatamente acontece conosco depois que morremos? Simplesmente cessamos de existir? É a vida uma porta giratória de saída e volta para a terra para se alcançar grandiosidade pessoal? Todos vão para o mesmo lugar, ou vamos para lugares diferentes? Existem mesmo céu e inferno, ou são estes apenas um estado de consciência?

A Bíblia nos diz que não apenas há vida após a morte, mas vida eterna tão gloriosa que “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam” (1 Coríntios 2:9). Jesus Cristo, Deus em carne, veio à terra para nos dar o dom da vida eterna. “Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades  o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” (Isaías 53:5).

Jesus tomou para Si a punição que cada um de nós merece e sacrificou a Sua própria vida. Três dias depois, Ele provou que era vitorioso sobre a morte saindo da sepultura, em Espírito e carne. Ele permaneceu na terra por quarenta dias e foi visto por milhares antes de subir para a sua morada eterna nos céus. Romanos 4:25 diz: “O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação.”

A ressurreição de Cristo foi um evento bem documentado. O apóstolo Paulo desafiou pessoas a questionarem testemunhas oculares sobre a sua validade, e ninguém foi capaz de contestar a verdade da ressurreição. A ressurreição é a pedra angular da fé Cristã; porque Cristo foi ressuscitado dos mortos, nós podemos ter fé de que nós, também, seremos ressuscitados.

Paulo admoestou alguns dos primeiros cristãos que não acreditavam nisso: “Ora, se é corrente pregar-se que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como, pois, afirmam alguns dentre vós que não há ressurreição de mortos? E, se não há ressurreição de mortos, então, Cristo não ressuscitou” (1 Coríntios 15:12-13).

Cristo foi apenas o primeiro de uma grande colheita daqueles que serão ressuscitados para a vida mais uma vez. A morte física veio através de um homem, Adão, do qual somos todos descendentes. Mas todos aqueles que foram adotados para a família de Deus através da fé em Jesus Cristo terão uma nova vida (1 Coríntios 15:20-22). Tal como Deus levantou o corpo de Jesus, assim serão os nossos corpos ressuscitados quando Jesus voltar (1 Coríntios 6:14).

Todos seremos, no final, ressuscitados, mas nem todos irão para o céu juntos. Uma escolha deve ser feita por cada pessoa nesta vida para determinar para onde ela vai na eternidade. A Bíblia diz que está marcado para que nós morramos uma vez, e após isso virá o julgamento (Hebreus 9:27). Aqueles que foram feitos justos irão para a vida eterna no céu, mas os incrédulos receberão punição eterna, ou inferno (Mateus 25:46).

O inferno, como o céu, não é apenas um estado de existência, mas um lugar literal, e muito real. É um lugar onde os injustos receberão incessante e eterna ira de Deus. Eles receberão tormento emocional, mental e físico, sofrendo conscientemente de vergonha, arrependimento e desgraça.

O inferno é descrito como um abismo sem fim (Lucas 8:31, Apocalipse 9:1), e um lago de fogo, queimando com enxofre, onde os seus habitantes serão atormentados dia e noite para todo o sempre (Apocalipse 20:10). No inferno haverá choro e ranger de dentes, indicando intensa tristeza e raiva (Mateus 13:42). É um lugar “onde não lhes morre o verme, nem o fogo se apaga” (Marcos 9:48). Deus não tem prazer na morte dos ímpios, mas deseja que eles se voltem contra seus desejos pervertidos para que possam viver (Ezequiel 33:11). Mas Ele não irá nos forçar à submissão; se nós escolhermos rejeitá-lo, Ele tem pouca escolha a não ser nos dar o que nós queremos – uma vida longe Dele.

A vida na terra é um teste – uma preparação para o que há de vir. Para os crentes, é a vida eterna na presença imediata de Deus. Então, como nos tornamos justos e aptos a receber esta vida eterna? Há apenas um caminho – através da fé e confiança no Filho de Deus, Jesus Cristo. Jesus disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente” (João 11:25-26).

O dom gratuito da vida eterna está disponível para todos, mas requer que neguemos alguns prazeres do mundo e que nos sacrifiquemos para Deus. “Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus” (João 3:36). Nós não teremos a oportunidade de nos arrependermos dos nossos pecados após a morte porque uma vez que nós estivermos face a face com Deus, não teremos escolha a não ser acreditar Nele. Ele quer que nos cheguemos a Ele em fé e amor agora. Se nós aceitarmos a morte de Jesus Cristo como pagamento pela nossa rebelião pecaminosa contra Deus, teremos garantida não só uma vida de significado na terra, mas também vida eterna na presença de Cristo.

Se você quer aceitar Jesus como seu Salvador, aqui está uma oração modelo. Lembre-se que fazer esta oração ou qualquer outra oração não irá salvar você. Apenas confiando em Cristo você pode ser salvo do seu pecado. Esta oração é simplesmente uma forma de expressar para Deus a sua fé Nele e agradecer por lhe dar a salvação. “Deus, eu sei que pequei contra Ti e mereço punição. Mas Jesus Cristo tomou a punição que eu mereço para que, através da fé Nele, eu pudesse ser perdoado. Eu me volto contra o meu pecado e ponho a minha fé em Ti para salvação. Obrigado por Tua graça e perdão maravilhosos – o dom da vida eterna! Amém!”



O QUE ACONTECE DEPOIS DA MORTE?


Pergunta: "O que acontece depois da morte?"

Resposta:A pergunta a respeito do que acontece depois da morte pode ser confusa. A Bíblia não é explícita quanto ao momento exato no qual alguém vai alcançar seu destino eterno e final. A Bíblia nos diz que depois do momento da morte, a pessoa é conduzida ao Céu ou Inferno com base no fato de ter ou não recebido Cristo como seu Salvador. Para os crentes, o período após a morte significa estar ausente do corpo e presente com o Senhor (II Coríntios 5:6-8; Filipenses 1:23). Para os não crentes, o período após a morte significa punição eterna no Inferno (Lucas 16:22-23).

Exatamente neste ponto é que se faz confusa a questão a respeito dos acontecimentos depois a morte. Apocalipse 20:11-15 descreve todos os que estiverem no Inferno sendo lançados no lago de fogo. Os capítulos 21 e 22 de Apocalipse descrevem um Novo Céu e Nova Terra. Por isso, o que parece é que, a partir do momento após a morte até a ressurreição final, a pessoa reside em um Céu ou Inferno “temporários”. O destino final da pessoa não mudará, mas o “local” preciso no qual passará este destino mudará. Em algum momento depois da morte, os crentes serão enviados ao Novo Céu e Nova Terra (Apocalipse 21:1). Em algum momento depois da morte, os não crentes serão lançados no lago de fogo (Apocalipse 20:11-15). Estes são os destinos finais e eternos de todas as pessoas – totalmente baseados no fato de cada pessoa ter ou não confiado somente em Jesus Cristo para salvação de seus pecados.


COMO POSSO NÃO IR AO INFERNO?

Pergunta: "Como posso não ir ao inferno?"

Resposta:Não ir ao inferno é mais fácil do que você pensa. Algumas pessoas acreditam que têm que obedecer os dez mandamentos pela vida inteira para não ir para o inferno. Outras pessoas acreditam que devem observar certos rituais a fim de não ir para o inferno. Algumas pessoas acreditam que não há nenhuma maneira que nós podemos saber com certeza se vamos ou não para o inferno. Nenhuma destas concepções são corretas. A Bíblia é muito clara sobre como uma pessoa pode evitar ir ao inferno depois da morte.

A Bíblia descreve o inferno como um lugar terrível e assustador. O inferno é descrito como um “fogo eterno” (Mateus 25:41), “fogo que nunca se apagará” (Mateus 3:12), “vergonha e desprezo eterno” (Daniel 12:2), um lugar onde “o fogo nunca se apaga” (Marcos 9:44-49) e “eterna perdição” (2 Tessalonicenses 1:9). Apocalipse 20:10 descreve o inferno como um “lago de fogo e enxofre”, onde os perversos são “atormentados para todo o sempre”. Por essas passagens, é bem claro que o inferno é um lugar que devemos evitar.

Por que o inferno existe e por que é que Deus envia algumas pessoas para lá? A Bíblia nos diz que Deus “preparou” o inferno para o diabo e os anjos caídos depois de terem se rebelado contra Ele (Mateus 25:41). Aqueles que rejeitam a oferta do perdão de Deus sofrerão o mesmo destino eterno que o diabo e os anjos caídos. Por que o inferno é necessário? Todo pecado é, no final das contas, contra Deus (Salmos 51:4), e uma vez que Deus é infinito e eterno, somente uma pena infinita e eterna é suficiente. O inferno é o lugar onde as demandas de um Deus santo e justo são realizadas. O inferno é onde Deus condena o pecado e todos aqueles que O rejeitam. A Bíblia deixa claro que todos nós pecamos (Eclesiastes 7:20, Romanos 3:10-23), então, como resultado, todos nós merecemos ir para o inferno.

Assim, como podemos não ir para o inferno? Uma vez que apenas uma pena infinita e eterna é suficiente, um preço infinito e eterno deve ser pago. Deus tornou-se um ser humano na Pessoa de Jesus Cristo. Em Jesus Cristo, Deus habitou entre nós, nos ensinou e nos curou - mas essas coisas não foram a Sua missão principal. Deus se tornou um ser humano (João 1:1, 14) para que Ele pudesse morrer por nós. Jesus, Deus em forma humana, morreu na cruz. Como Deus, Sua morte foi de valor infinito e eterno, pagando o preço total pelo pecado (1 João 2:2). Deus nos convida a receber Jesus Cristo como Salvador, aceitando Sua morte como o pleno e justo pagamento pelos nossos pecados. Deus promete que todo aquele que crê em Jesus (João 3:16), confiando somente nEle como o Salvador (João 14:6), será salvo, ou seja, não irá para o inferno.

Deus não quer que ninguém vá para o inferno (2 Pedro 3:9). É por isso que Deus fez o sacrifício supremo, perfeito e suficiente a nosso favor. Se você não quiser ir para o inferno, receba Jesus como o seu Salvador. É um processo muito simples. Diga a Deus que você reconhece que é um pecador e que merece ir para o inferno. Diga a Deus que você está confiando em Jesus Cristo como o seu Salvador. Agradeça a Deus por providenciar pela sua salvação e libertação do inferno. Através de fé simples, quer dizer, confiando em Jesus Cristo como Salvador, é como você pode evitar ir para o inferno!


PODEREMOS VER E RECONHECER NOSSOS AMIGOS E FAMILIARES NO CÉU?


Pergunta: "Poderemos ver e reconhecer nossos amigos e familiares no Céu?"

Resposta:Muitas pessoas dizem que a primeira coisa que querem fazer quando chegarem ao Céu é ver todos os seus amigos e entes queridos que já faleceram antes delas. Na eternidade, haverá tempo de sobra para ver, conhecer e estar na companhia dos nossos amigos e familiares. No entanto, esse não será o nosso foco principal porque estaremos muito mais ocupados em adorar a Deus e desfrutar das maravilhas do Céu. Nossas reuniões com entes queridos provavelmente consistirão de recontar a graça e a glória de Deus em nossas vidas, o Seu maravilhoso amor e os Seus milagres. Alegraremo-nos ainda mais porque poderemos louvar e adorar o Senhor na companhia de outros crentes, especialmente aqueles que amamos na terra.

O que a Bíblia diz a respeito de podermos ou não reconhecer outras pessoas depois de morrermos? O rei Saul reconheceu Samuel quando a bruxa de En-dor convocou Samuel do reino dos mortos (1 Samuel 28:8-17). Quando a pequena criança de Davi morreu, ele declarou: "Eu irei para ela, porém ela não voltará para mim" (2 Samuel 12:23). Davi supôs que seria capaz de reconhecer o seu filho no Céu apesar de ele ter morrido como um bebê. Em Lucas 16:19-31, Abraão, Lázaro e o homem rico eram todos reconhecíveis após a morte. Na transfiguração, Moisés e Elias foram reconhecidos (Mateus 17:3-4). Com esses exemplos, a Bíblia parece indicar que poderemos ser reconhecidos depois da morte.

A Bíblia declara que quando chegarmos no Céu, "seremos semelhantes a ele; porque assim como é, o veremos" (1 João 3:2). Assim como nossos corpos terrenos eram do primeiro homem, Adão, assim também nossos corpos ressuscitados serão como o de Cristo (1 Coríntios 15:47). "E, assim como trouxemos a imagem do terreno, traremos também a imagem do celestial. Porque é necessário que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade" (1 Coríntios 15:49, 53). Muitas pessoas reconheceram Jesus depois da ressurreição (João 20:16, 20; 21:12, 1 Coríntios 15:4-7). Se Jesus era reconhecível em seu corpo glorificado, também seremos reconhecíveis em nossos corpos glorificados. Ser capaz de ver os nossos entes queridos é um aspecto glorioso do Céu, mas o Céu é muito mais sobre Deus e muito menos sobre nós. Que prazer será estarmos reunidos com os nossos entes queridos e adorar a Deus com eles por toda a eternidade.


O QUE É O JULGAMENTO DO GRANDE TRONO BRANCO?


Pergunta: "O que é o Julgamento do Grande Trono Branco?"

Resposta:O Julgamento do Grande Trono Branco é encontrado em Apocalipse 20:11-15 e é o julgamento final antes que os perdidos sejam lançados ao lago de fogo (o lugar de eterna punição comumente conhecido como inferno). Sabemos, através de Apocalipse 20:7-15 que este julgamento ocorrerá após o milênio e após Satanás, a besta e o falso profeta serem lançados ao lago de fogo (Apocalipse 20:7-10). Os livros que forem abertos (Apocalipse 20:12) contêm registros dos feitos de todos, bons ou maus, porque Deus sabe tudo o que já foi dito, feito ou mesmo pensado; e Ele recompensará ou punirá cada qual adequadamente (Salmos 28:4; Salmos 62:12; Romanos 2:6; Apocalipse 2:23; Apocalipse 18:6; Apocalipse 22:12).

Nesta hora é aberto também outro livro, que é o “livro da vida” (Apocalipse 20:12). Este é o livro que determina se uma pessoa herdará vida eterna com Deus ou receberá punição eterna no lago do fogo. Mesmo sendo os crentes responsáveis por seus atos, eles são perdoados em Cristo e seus nomes são escritos no “livro da vida desde a fundação do mundo” (Apocalipse 17:8). Das Escrituras também aprendemos que é neste julgamento que Jesus assim julgará: “E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras” (Apocalipse 20:12) e que o nome de qualquer um que não for achado no livro da vida, este será lançado no lago de fogo (Apocalipse 20:15).

O fato de que haverá um julgamento final para todos os homens, crentes e não crentes, é claramente confirmado em muitas passagens da Escritura. Cada pessoa, um dia, estará de pé perante Cristo e será julgada por seus atos. Apesar de ser muito claro que o Julgamento do Grande Trono Branco é o julgamento final de Cristo, os cristãos discordam a respeito de como isto se relata com os outros julgamentos mencionados na Bíblia, e a respeito de quem exatamente será julgado no Julgamento do Grande Trono Branco.

Muitos cristãos acreditam que as Escrituras revelam três diferentes julgamentos que virão. O primeiro será o julgamento dos “bodes e ovelhas” ou um “julgamento das nações”, como visto em Mateus 25:31-36. Eles creem que ocorrerá após o período da tribulação, mas antes do milênio, e que servirá para determinar quem entrará no reino milenar. O segundo é um julgamento das obras dos crentes, ao qual freqüentemente se refere como o “Grande Tribunal de Cristo” (II Coríntios 5:10), no qual os cristãos receberão graus de recompensas por seus feitos ou serviços a Deus. O terceiro é o julgamento do “grande Trono Branco”, ao final do milênio (Apocalipse 20:11-15); que é o julgamento dos incrédulos, no qual serão julgados de acordo com suas obras e sentenciados à punição eterna no lago de fogo.

Outros cristãos creem que todos estes três julgamentos, como visto em Mateus 25:31-36, II Coríntios 5:10 e Apocalipse 20:11-15, são o mesmo julgamento final, não três julgamentos separados. Em outras palavras, os que têm esta visão crêem que o julgamento do “Grande Trono Branco” em Apocalipse 20:11-15 será o tempo em que tanto crentes quanto incrédulos serão da mesma forma julgados. Aqueles cujos nomes são achados no “livro da vida” serão julgados por suas obras para que se determinem os galardões ou perda de galardões que receberão; e aqueles cujos nomes não estiverem no “livro da vida” serão julgados de acordo com suas obras para que se determine o grau de punição que receberão no lago de fogo. Os que têm esta visão crêem que Mateus 25:31-46 é uma outra descrição do que acontece no julgamento do “Grande Trono Branco”. Eles mostram o fato de que o resultado deste julgamento é o mesmo que é visto após o julgamento do “Grande Trono Branco em Apocalipse 20:11-15. AS “ovelhas” (crentes) entram na vida eterna enquanto os “bodes” (incrédulos) são lançados na “punição eterna” (Mateus 25:46).

Qualquer que seja a visão que tivermos do julgamento do “Grande Trono Branco”, é importante que não se perca de vista três fatos muito importantes em relação à vinda do julgamento ou julgamentos. 1- Que Jesus cristo será o juiz. 2- Que todos os incrédulos serão julgados por Cristo, e que eles serão punidos de acordo com as obras que praticaram. A Bíblia é muito clara ao dizer que o incrédulo está armazenando “ira para ti no dia da ira e da manifestação do juízo de Deus” (Romanos 2:5), e que Deus “recompensará cada um segundo as suas obras” (Romanos 2:6). 3- Que os crentes também serão julgados por Cristo, mas uma vez que a justiça de Cristo a eles foi imputada e seus nomes estão escritos no “livro da vida”, eles serão galardoados de acordo com as obras que fizeram. Romanos 14:10-12 é muito claro ao dizer que “todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo” e que cada um de nós “dará conta de si mesmo a Deus”.

Sem dúvidas a Bíblia é bastante clara ao dizer que todos, crentes e não crentes, de igual modo irão, um dia, comparecer perante Cristo para serem julgados. Mas a boa notícia para o crente é que nosso julgamento não será para determinar se seremos lançados no lago de fogo, porque isto já terá sido estabelecido uma vez que cremos no evangelho e nos tornamos “filhos de Deus”. Aqueles que verdadeiramente são salvos receberam o beneficio da grande troca na qual nossos pecados são creditados a Cristo e Sua justiça é a nós imputada. Portanto, enquanto nossa salvação está assegurada em Cristo ainda assim daremos conta de nós mesmos a Deus (Romanos 14:12) e devemos ao máximo nos esforçar para fazermos tudo para a glória de Deus (I Coríntios 10:31).


O QUE É O TRIBUNAL DE CRISTO? 


Pergunta: "O que é o Tribunal de Cristo?"

Resposta:Romanos 14:10-12 diz: “Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo... De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.” II Coríntios 5:10 nos diz: “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal.” No contexto das duas Escrituras, é claro que se referem aos cristãos, não aos não-crentes. O Tribunal de Cristo, desta forma, envolve crentes dando contas de suas vidas a Cristo. O Tribunal de Cristo não determina salvação; esta foi determinada pelo sacrifício de Cristo em nosso lugar (I João 2:2), e nossa fé Nele (João 3:16). Todos os nossos pecados são perdoados e nunca seremos condenados por eles (Romanos 8:1). Não devemos olhar para o Tribunal de Cristo como Deus julgando nossos pecados, mas sim como Deus nos galardoando por nossas vidas. Sim, como dizem as Escrituras, teremos que dar conta de nossas vidas. Parte disto é, certamente, dar conta pelos pecados que cometemos. Entretanto, este não será o foco principal do Tribunal de Cristo.

No Tribunal de Cristo, crentes são recompensados tomando-se por base o quão fielmente serviram a Cristo (I Coríntios 9:4-27; II Timóteo 2:5). As coisas pelas quais seremos julgados serão provavelmente o quão fielmente obedecemos à Grande Comissão (Mateus 28:18-20), o quão vitoriosos fomos sobre o pecado (Romanos 6:1-4), o quão bem controlamos nossa língua (Tiago 3:1-9), etc. A Bíblia fala dos crentes recebendo coroas por diferentes coisas com base em quão fielmente serviram a Cristo (I Coríntios 9:4-27; II Timóteo 2:5). As várias coroas são descritas em II Timóteo 2:5; II Timóteo 2:4-8; Tiago 1:12; I Pedro 5:4 e Apocalipse 2:10. Tiago 1:12 é um bom resumo de como devemos pensar no Tribunal de Cristo: “Bem-aventurado o homem que sofre a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam.”


COMO É O CÉU?

Pergunta: "Como é o Céu?"

Resposta:A Bíblia descreve o Céu como um lugar real. A palavra céu é mencionada 276 vezes apenas no Novo Testamento. As Escrituras se referem a três céus. O Apóstolo Paulo “foi arrebatado até ao terceiro céu”, mas foi proibido de revelar o que lá presenciou (2 Coríntios 12:1-9).

Se existe um terceiro céu, então também deve existir dois outros céus. O primeiro é geralmente chamado no Velho Testamento de firmamento, o qual aparece como um arco que cobre toda a terra. Esse é o céu que contém nuvens, a área onde os passarinhos voam. O secundo céu é o espaço interestelar, o qual é a residência de seres angélicos supernaturais e objetos celestiais (Gênesis 1:14-18).

O terceiro céu, cuja localidade não é revelada, é a residência do Deus Triúno. O plano de Deus é de encher o céu com os seguidores de Jesus Cristo. Não é de estranhar que a palavra céu é usada com o mesmo sentido que vida eterna! Jesus prometeu preparar um lugar para os Cristãos verdadeiros no céu (João 4:12). Céu também é o destino dos santos do Velho Testamento que morreram confiando na promessa de Deus de um Redentor (Efésios 4:8). Aquele que crê em Cristo não vai perecer, mas vai ter vida eterna (João 3:16).

O Apóstolo João foi muito privilegiado em ver e relatar sobre a cidade celestial (Apocalipse 21:10-27). João viu que o céu possui a “glória de Deus” (Apocalipse 21:11). Essa é a glória do Shekinah, quer dizer, a presença de Deus. Porque o céu não tem noite e o Senhor é a luz, o sol e a lua não serão mais necessários (Apocalipse 22:5).

A cidade é cheia do brilho de pedras preciosas e jaspes claros como os cristais. O céu tem 12 portas (Apocalipse 21:12) e 12 fundamentos (Apocalipse 21:14). O paraíso do Jardim do Éden é restaurado: o rio da água da vida corre livremente e a árvore da vida está disponível novamente, dando fruto mensalmente com folhas que são para “a cura dos povos” (Apocalipse 22:1-2). Por mais eloquente que João tenha sido em sua descrição do céu, a realidade do céu vai muito além do que um homem finito pode descrever (1 Coríntios 2:9). No entanto, podemos saber que o céu é mais real do que essa terra que um dia passará.

O Céu é um lugar de “não mais”. No Céu, não vai ter mais lágrimas, não mais dores e não mais sofrimento (Apocalipse 21:4). Não haverá mais separação porque a morte vai ser conquistada (Apocalipse 20:6). A melhor coisa sobre o Céu é a presença do nosso Senhor e Salvador. Estaremos face a face com o Cordeiro de Deus que tanto nos amou e Se sacrificou para que pudéssemos gozar de Sua presença por toda a eternidade.


O CÉU É REAL? 


Pergunta: "O Céu é real?"

Resposta:O Céu é com certeza um lugar real. A Bíblia nos diz que o céu é o trono de Deus (Isaías 66:1, Atos 7:48-49, Mateus 5:34-35). Depois da ressurreição e aparição de Jesus na terra aos Seus discípulos, Ele: “...foi recebido no céu e assentou-se à destra de Deus” (Marcos 16:19, Atos 7:55-56). “Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus” (Hebreus 9:24). Jesus não só foi adiante de nós, entrando a nosso favor, mas Ele está vivo e tem um ministério atual no céu, servindo como nosso sumo sacerdote no verdadeiro tabernáculo feito por Deus (Hebreus 6:19-20; 8:1-2).

Jesus também nos disse que há muitas moradas na casa de Deus e que Ele foi preparar um lugar para nós. Temos a garantia de Sua palavra que um dia Ele voltará à terra para nos levar com Ele de volta ao Céu (João 14:1-4). Nossa crença em um lar eterno no céu é baseada em uma promessa explícita de Jesus. O Céu com certeza é um lugar real. O Céu realmente existe.

Quando as pessoas negam a existência do céu, negam não só a escrita Palavra de Deus, mas também os desejos mais íntimos de seu coração. Paulo se dirigiu a esse assunto com os Cristãos da igreja de Corinto, encorajando a todos eles a se apegarem à esperança do céu para que não se desanimassem: “Sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos da parte de Deus um edifício, casa não feita por mãos, eterna, nos céus. E, por isso, neste tabernáculo, gememos, aspirando por sermos revestidos da nossa habitação celestial; se, todavia, formos encontrados vestidos e não nus. Pois, na verdade, os que estamos neste tabernáculo gememos angustiados, não por querermos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida” (2 Coríntios 5:1-4). 


 Ele os encorajou a ter grande antecipação por seu lar eterno no céu, tal perspectiva iria capacitá-los a aguentar as dificuldades e decepções dessa vida. “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas” (2 Coríntios 4:17-18).

Assim como Deus colocou nos corações dos homens o conhecimento de que Ele existe (Romanos 1:19-20), assim também somos “programados” para desejar o céu. O céu é o tema principal de inúmeros livros, música e obras de arte. Infelizmente, nosso pecado barrou a nossa entrada ao céu. Já que o céu é a morada de um Deus perfeito e santo, o pecado não pode entrar lá, e nem pode ser tolerado. Felizmente, Deus nos providenciou uma Chave para abrir as portas do céu – Jesus Cristo. Todo aquele que crê em Jesus e pede por perdão do pecado vai ver que as portas do céu vão abrir-se completamente para sua entrada. “Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne, e tendo grande sacerdote sobre a casa de Deus, aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado {purificado: aspergido} de má consciência e lavado o corpo com água pura” (Hebreus 10:19-22).


COMO ETERNIDADE NO INFERNO É UMA PUNIÇÃO JUSTA PARA O PECADO?


Pergunta: "Como eternidade no inferno é uma punição justa para o pecado?"

Resposta:Esse é um assunto que incomoda muita gente e que se origina de uma compreensão incompleta de três coisas: a natureza de Deus, a natureza do homem e a natureza do pecado. Como seres pecaminosos, a natureza de Deus é um conceito difícil de entendermos por completo.Temos a tendência de ver Deus como um Ser gentil e misericordioso cujo amor por nós excede e subestima todos os seus outros atributos. Claro que Deus é amoroso, gentil e misericordioso, mas Ele é primeiramente um Deus santo e justo. Tão santo que Ele, na verdade, não pode tolerar pecado. Ele é um Deus cuja ira queima contra os perversos e aqueles que O desobedecem (Isaías 5:25; Oseias 8:5; Zacarias 10:3). Ele não só é um Deus amoroso; Ele é o próprio amor! No entanto, a Bíblia também nos diz que Ele odeia todo tipo de pecado (Provérbios 6:16-19). Mesmo sendo tão misericordioso, ainda há limites para a Sua misericórdia. “Buscai ao SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao SENHOR, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar” (Isaías 55:6-7).

O homem, em seu estado não regenerado, é corrompido pelo pecado, e esse pecado é sempre uma ofensa direta contra Deus. Quando Davi pecou ao cometer adultério com Bate-Seba e assassinar Urias, ele respondeu com uma oração interessante: “Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que é mal à tua vista…” (Salmos 51:4). Já que Davi tinha pecado contra Bate-Seba e Urias, como é que ele pôde ter dito que tinha pecado contra Deus? Davi entendia que todo pecado é na verdade contra Deus. Deus é um Ser eterno e infinito (Salmos 90:2). Como resultado, todo pecado exige uma punição eterna. Nosso pecado ofendeu o caráter santo, perfeito e infinito de Deus, e apesar de que em nossas mentes nosso pecado é limitado em tempo, a Deus – que vai além de quaisquer restrições de tempo – o pecado que Ele tanto odeia não tem fim. Nosso pecado está diante dEle continuamente e precisa ser punido continuamente para satisfazer Sua justiça santa.

Ninguém entende isso melhor do que alguém que está no inferno. Um exemplo perfeito é a história do homem rico e do mendigo chamado Lázaro. Os dois morreram e o homem rico foi para o inferno enquanto Lázaro foi para o céu (chamado de seio de Abraão em Lucas 16). Claro que o homem rico estava ciente do fato de que seus pecados foram apenas cometidos durante sua vida terrena. Mas é interessante notar que ele nunca diz: “Como é que eu acabei vindo para cá?” Ninguém faz essa pergunta no inferno. Ele não diz: “Será que eu realmente merecia isso?” “Será que isso não é um pouco extremo? Será que isso não é demais?” Ele não disse nada disso. Ele apenas pede que alguém vá aos seus irmãos que ainda estão vivos para adverti-los a não irem para o inferno.

Como o homem rico, todo pecador tem uma realização completa de de sua miséria no inferno, assim como uma consciência bem informada, completamente ciente e sensível – a qual se torna seu próprio termômetro. Essa é a experiência de tortura no inferno – uma alma bem ciente de seu pecado juntamente com uma consciência continuamente a acusar, martelando constantemente sem qualquer alívio. A culpa daquele pecador produz vergonha e sentimentos de ódio e abominação contra si mesmo. O homem rico sabia que punição eterna por uma vida de pecados é justificada e merecida. Por isso ele nunca protestou ou questionou o fato de que devia estar no inferno.

As realidades de condenação eterna, inferno eterno e punição eterna são assustadoras e assim devem ser. No entanto, ficar tão atemorizado é para o bem do pecador. Enquanto isso pode até soar amargo (e é!), há boas novas. Deus nos ama (João 3:16) e quer que sejamos salvos do inferno (2 Pedro 3:9). Mas porque Deus também é justo e correto, Ele não pode deixar de punir o pecado. Alguém tem que pagar o preço. Em Sua grande misericórdia e amor, Deus providenciou o Seu próprio pagamento para o nosso pecado. Ele enviou o Seu Filho Jesus Cristo para pagar pela penalidade dos nossos pecados ao morrer na cruz por nós. A morte de Jesus foi uma morte infinita porque Ele é o infinito Deus-homem, disposto a pagar um débito infinito pelo pecado, para que não tivéssemos que pagar por essa punição no inferno por toda a eternidade (2 Coríntios 5:21). Se confessarmos nossos pecados, pedirmos pelo perdão de Deus, e colocarmos nossa fé em Cristo, seremos salvos, perdoados, purificados e receberemos a garantia de um lar eterno no céu. Deus nos amou tanto que providenciou uma meio de salvação, mas se rejeitarmos o Seu presente de vida eterna, teremos que encarar as consequências eternas dessa decisão.


HÁ TRÊS NÍVEIS DIFERENTES DE PUNIÇÃO NO INFERNO?

Pergunta: "Há três níveis diferentes de punição no inferno?"

Resposta:A idéia de que há níveis diferentes de punição no inferno provavelmente se origina da obra A Divina Comédia de Dante Alighieri. Ela foi escrita entre 1308 e 1321 e foi amplamente considerada como o poema épico principal da literatura italiana. Em tal obra, o poeta romano Virgílio guia Dante através dos nove círculos do inferno. Os círculos são concêntricos, representando um aumento gradual de perversidade e culmina no centro da terra, onde Satanás está preso. Os pecadores de cada círculo são punidos de um forma que corresponde aos seus crimes. Cada pecador é afligido por toda a eternidade pelo maior pecado que cometeu. Pessoas que pecaram mas oraram por perdão antes de morrerem encontram-se no Purgatório, não no inferno, onde trabalham para se livrarem de seus pecados. De acordo com Dante, os círculos vão do primeiro pecado, onde os que não foram batizados e pagãos habitam, ao centro do inferno, o qual é reservado para aqueles que cometeram o pior tipo de pecado – traição contra Deus.

Apesar de não mencionar esse assunto especificamente, a Bíblia talvez aparenta indicar que existem níveis diferentes de punição no inferno. Em Apocalipse 20:11-15, as pessoas são julgadas “pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras” (Apocalipse 20:12). Todas as pessoas desse julgamento, no entanto, são jogadas no lago do fago (Apocalipse 20:13-15). Então, talvez, o propósito do julgamento é determinar quão severa a punição no inferno será. Qualquer que seja o caso, ser jogado em um fogo menos quente do lago do fogo não serve como consolo àqueles que serão condenados por toda a eternidade.

Quaisquer graus de punição o inferno possui, é claro que é um lugar a ser evitado. Infelizmente, a Bíblia diz que a maioria das pessoas vão para o inferno, não ao céu. “Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela), porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela” (Mateus 7:13-14). Uma pergunta a ser feita é: “em qual estrada me encontro?” Os “muitos” que estão no caminho largo têm uma coisa em comum – todos rejeitaram a Cristo como o único caminho ao Céu. Jesus disse: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6). Se Ele disse que é o único Caminho, Ele estava falando sério. Qualquer um que segue qualquer outro caminho que não seja Jesus Cristo está no caminho largo rumo à destruição, e se há ou não níveis diferentes de punição no inferno, o sofrimento será horrível, temeroso, eterno e evitável.


O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE O SONO DA ALMA?


Pergunta: "O que a Bíblia diz sobre o sono da alma?"

Resposta:O conceito do "sono da alma" não é uma doutrina bíblica. Quando a Bíblia diz que uma pessoa está "dormindo" em relação à morte (Lucas 8:52; 1 Coríntios 15:6), não significa um “sono” literal. Dormir é só uma forma de descrever a morte porque um corpo morto aparenta estar dormindo. A Bíblia nos diz que no momento que morremos, somos levados ao céu ou ao inferno, dependendo de se colocamos nossa fé em Cristo para a nossa salvação. Para os Cristãos, estar ausente do corpo é estar presente com o Senhor (2 Coríntios 5:6-8; Filipenses 1:23). Para os incrédulos, a morte significa punição eterna no inferno (Lucas 16:22-23). No momento que morremos, temos que encarar o julgamento de Deus (Hebreus 9:27). Até à ressurreição, no entanto, há um céu temporário chamado de “Paraíso” (Lucas 23:43; 2 Coríntios 12:4) e um inferno temporário chamado no grego de “Hades” (Apocalipse 1:18; 20:13-14).

De certa forma, o corpo de uma pessoa está “dormindo” enquanto sua alma está no Paraíso ou Hades. Esse corpo então é “acordado” e transformado em um corpo eterno que essa pessoa possuirá por toda a eternidade. Esses corpos eternos são o que possuiremos por toda a eternidade, quer estejamos no céu ou no inferno. Aqueles que estavam no Paraíso serão enviados ao novo céu e nova terra (Apocalipse 21:1). Aqueles que estavam no Hades serão lançados no lago de fogo (Apocalipse 20:11-15). Esses serão os dois destinos finais de todas as pessoas – baseado completamente em se aquela pessoa confiou apenas em Jesus Cristo para a salvação de seus pecados ou não.

Grupos atuais que defendem a doutrina do sono da alma são a Igreja Adventista do Sétimo Dia, as Testemunhas de Jeová, os Cristadelfianos e outros.


O QUE SÃO "OS NOVOS CÉUS E NOVA TERRA"?


Pergunta: "O que são os Novos Céus e Nova Terra?"

Resposta:Muitas pessoas têm uma concepção errada de como realmente é o Céu. Apocalipse (capítulos 21-22) nos dá uma descrição detalhada dos Novos Céus e Nova Terra. Depois do fim dos tempos, os atuais Céus e Terra serão eliminados e substituídos por Novos Céus e Nova Terra. O lugar de habitação eterna dos crentes será a Nova Terra. A Nova Terra é o “Céu” onde passaremos a eternidade. É na Nova Terra, onde a Nova Jerusalém, a cidade celestial, se estabelecerá. É a Nova Terra o lugar onde haverá portões de pérolas e ruas de ouro.

Céu – a Nova Terra – é o lugar físico onde habitaremos com corpos físicos glorificados (veja I Coríntios 15:35-58). O conceito de que o Céu é “nas nuvens” não é bíblico. O conceito de que seremos “espíritos flutuando pelo Céu” não é bíblico. O Céu onde os crentes viverão será um novo e perfeito planeta no qual habitaremos. O Novo Céu será livre de pecado, mal, enfermidade, sofrimento e morte. Será provavelmente muito parecido com nossa Terra atual, ou talvez até uma recriação de nossa terra atual – mas sem a maldição do pecado.

E quanto aos Novos Céus? É importante lembrar que na mente antiga “céus” se referia aos céus e espaço sideral, como também à esfera na qual Deus habita. Então, quando Apocalipse 21:1 se refere aos Novos Céus, está provavelmente indicando que todo o universo será criado, uma Nova Terra, novos céus, um novo espaço sideral. Parece que o “Céu” de Deus será recriado também, para que seja dado um “novo começo” a tudo no universo, seja físico ou espiritual. Teremos acesso aos Novos Céus na eternidade? Possivelmente... mas teremos que esperar para descobrir! Que possamos permitir que a Palavra de Deus molde nosso entendimento sobre o Céu!






               SALVAÇÃO Á LUZ DA BÍBLIA    



SERÁ QUE MARCOS 16:16 ENSINA QUE O BATISMO É NECESSÁRIO PARA A SALVAÇÃO?


Pergunta: "Será que Marcos 16:16 ensina que o batismo é necessário para a salvação?"

Resposta:Como acontece com qualquer versículo ou passagem, discernimos o seu ensinamento ao primeiramente filtrá-lo através do que sabemos que o resto da Bíblia ensina sobre o assunto. No caso do batismo e da salvação, a Bíblia é clara que a salvação é pela graça mediante a fé em Jesus Cristo, não pelas obras de qualquer tipo, nem mesmo o batismo (Efésios 2:8-9). Portanto, qualquer interpretação que chegue à conclusão de que o batismo, ou qualquer outro ato, seja necessário para a salvação é uma interpretação defeituosa. Para mais informações, por favor leia a nossa página sobre "A salvação é somente pela fé ou pela fé mais as obras?"

Em relação a Marcos 16:16, é importante lembrar-se de que há algumas questões textuais com Marcos capítulo 16, versículos 9-20. Há certa incerteza sobre se estes versículos eram originalmente parte do Evangelho de Marcos, ou se foram adicionados mais tarde por um escriba. Como resultado, é melhor não basear nenhuma doutrina fundamental nessa passagem, tal como lidar com cobras, a menos que também seja apoiada por outras Escrituras.

Supondo que o versículo 16 realmente fazia parte do manuscrito original de Marcos, será que ele ensina que o batismo é necessário para a salvação? A resposta simples é não, não ensina. Na verdade, quando se examina cuidadosamente este versículo, torna-se claro que, a fim de fazê-lo ensinar que o batismo seja necessário para a salvação, é preciso ir além do que o versículo realmente diz. O que este versículo realmente ensina é que a fé é necessária para a salvação, o que é consistente com todos os outros versículos da Bíblia que lidam com a salvação, especialmente os inúmeros versículos onde apenas crer ou fé é mencionado (por exemplo, João 3:18, 5:24, 12:44, 20:31, 1 João 5:13).

"Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado" (Marcos 16:16). Se avaliarmos este versículo de perto, vemos que é composto de duas afirmações básicas. 1) Aquele que crer e for batizado será salvo, e 2) quem não crer será condenado.

Claramente, o fator determinante sobre se uma pessoa é salva ou condenada é ter fé ou não. Ao interpretar esta passagem corretamente, é importante perceber que, embora nos diga algo sobre os crentes que foram batizados (eles são salvos), não diz nada sobre os crentes que não foram batizados. A fim de que este versículo ensine que batismo é necessário para a salvação, uma terceira declaração teria que ter sido incluída, algo como "aquele que crer e não for batizado será condenado" ou "Quem não for batizado será condenado". Entretanto, é claro que nenhuma dessas declarações se encontra nesse versículo.

Aqueles que tentam usar Marcos 16:16 para ensinar que o batismo é necessário para a salvação cometem uma séria, mas comum, falácia lógica que às vezes é chamada de falácia de inferência negativa. Essa falácia pode ser descrita assim: "Se uma afirmação for verdadeira, podemos supor que todas as negações dessa declaração também são verdadeiras." Em outras palavras, só porque Marcos 16:16 diz que "quem crer e for batizado será salvo", isso não significa que não será salva uma pessoa que tiver fé, mas não for batizada. No entanto, é exatamente isso o que aqueles que buscam usar esse versículo para apoiar o batismo como sendo necessário para a salvação têm que supor.

Muitas vezes, quando se considera falácias lógicas, pode ser útil avaliar outros exemplos da mesma falácia. Isso nos ajudará a enxergar com mais clareza a falácia que está sendo cometida. Neste caso, vamos considerar duas declarações diferentes, mas de estrutura semelhante. A primeira trata-se do furacão devastador que destruiu grande parte de Nova Orleans no outono de 2005. Como resultado desse furacão, muitas vidas foram perdidas e vastas áreas de Nova Orleans foram destruídas. Com esse cenário em mente, vamos considerar a primeira declaração que é muito semelhante em estrutura ao que encontramos em Marcos 16:16. "Aqueles que deixaram suas casas e fugiram de Nova Orleans foram salvos, aqueles que permaneceram em suas casas morreram".

Agora, se aplicarmos a mesma lógica a essa declaração, assim como aqueles que acreditam que Marcos 16:16 ensine que o batismo é necessário para a salvação, então teríamos de concluir que, se a primeira e segunda condições não foram satisfeitas (deixar suas casas e fugir de Nova Orleans), então todas as outras pessoas pereceram. No entanto, na vida real sabemos que não aconteceu assim. Algumas pessoas ficaram em suas casas nas áreas de baixa altitude e não pereceram. Nesta situação, é fácil ver que, embora a primeira afirmação seja verdadeira, não é verdade que todos aqueles que não fugiram de Nova Orleans pereceram. No entanto, se usarmos a mesma lógica sendo usada por aqueles que dizem que Marcos 16:16 ensina que o batismo é necessário para a salvação, essa é a conclusão que deve ser alcançada. Claramente, essa conclusão é errada.

Um outro exemplo pode ser a seguinte declaração: "Quem crer e viver em Kansas será salvo, aqueles que não creem serão condenados." Mais uma vez, tome nota da estrutura semelhante à de Marcos 16:16. Dizer que somente os crentes que vivem em Kansas são salvos é uma pressuposição ilógica e falsa. Embora Marcos 16:16 nos diga algo sobre os crentes que foram batizados (eles serão salvos), mais uma vez, não diz nada sobre os crentes que não foram batizados.

"Quem crer e viver em Kansas será salvo." "Quem crer e for batizado será salvo" (Marcos 16:16). Embora ambas as afirmações sejam verdadeiras, devemos notar que a primeira afirmação não diz nada sobre as pessoas que creem e não vivem em Kansas. Da mesma forma, Marcos 16:16 não nos diz nada sobre os crentes que não foram batizados. É uma falácia lógica e falsa suposição fazer com que a primeira declaração diga que alguém tenha que viver no Kansas para ser salvo, ou que a segunda declaração diga que alguém tenha que ser batizado para ser salvo.

Só porque Marcos 16:16 tem duas condições relativas à salvação (crer e ser batizado), isso não significa que ambas as condições sejam requisitos para a salvação. Isso seria também verdadeiro se uma terceira condição fosse adicionada. Quer sejam duas ou três condições em uma declaração sobre a salvação, isso não significa que todas as três condições devam ser satisfeitas para que se possa ser salvo. Na verdade, podemos adicionar qualquer número de condições secundárias para a fé, tal como se você crer e for batizado será salvo, ou se você crer, for batizado, frequentar a igreja e der o dízimo, você será salvo. No entanto, afirmar que todas essas condições são requisitos para a salvação é incorreto.

Isto é importante porque, a fim de saber que uma condição específica é necessária para a salvação, temos de ter uma declaração de negação como temos na segunda parte de Marcos 16:16: "quem não crer será condenado." Em essência, o que Jesus fez neste versículo foi dar-nos tanto a condição positiva de crença (todo aquele que crê será salvo) quanto a condição negativa da incredulidade (quem não crer será condenado). Portanto, podemos dizer com absoluta certeza que a fé é um requisito para a salvação. Ainda mais importante, repetidamente encontramos ambas as condições positivas e negativas nas Escrituras (João 3:16,18,36, 5:24, 6:53-54, 8:24, Atos 16:31).

Embora Jesus dê a condição positiva do batismo (quem for batizado) em Marcos 16:16 e outros versículos, em nenhum lugar da Bíblia encontramos a condição negativa do batismo sendo ensinada (tal como: quem não for batizado será condenado). Portanto, não podemos dizer que o batismo é necessário para a salvação baseado em Marcos 16:16 (ou qualquer outro versículo semelhante). Aqueles que o fazem estão baseando seus argumentos em uma lógica defeituosa.

Então, Marcos 16:16 ensina que o batismo é ou não necessário para a salvação? Essa passagem não ensina nenhum dos dois. Ela muito claramente estabelece que a crença é um requisito para a salvação, mas não prova ou refuta se o batismo é uma condição ou exigência para a salvação. Como podemos saber, então, se alguém deve ser batizado para ser salvo? Devemos avaliar a plenitude da Palavra de Deus para estabelecer isso. Para resumir as provas contra o batismo sendo necessário para a salvação:

1-A Bíblia é clara que somos salvos somente pela fé. Abraão foi salvo pela fé, e nós somos salvos pela fé (Romanos 4:1-25, Gálatas 3:6-22).

2-Por toda a Bíblia, em cada dispensação, pessoas têm sido salvas sem serem batizadas. Nenhum crente do Antigo Testamento (por exemplo, Abraão, Jacó, Davi, Salomão) foi batizado, apesar de ter sido salvo. O ladrão na cruz foi salvo, mas não foi batizado. Cornélio foi salvo antes de ser batizado (Atos 10:44-46).

3-O batismo é um testemunho da nossa fé e uma declaração pública de que cremos em Jesus Cristo. As Escrituras claramente nos dizem que temos a vida eterna no momento em que cremos (João 5:24), e a crença sempre vem antes de ser batizado. O batismo não nos salva, assim como levantar a mão ou recitar uma oração não nos salva. Somos salvos pela graça mediante a fé (Efésios 2:8-9).

4-A Bíblia nunca diz que alguém que ainda não foi batizado não é salvo.

5-Se o batismo fosse necessário para a salvação, isso significa que ninguém poderia ser salvo sem uma terceira pessoa estar presente. Em outras palavras, se o batismo fosse necessário para a salvação, alguém teria de batizar uma pessoa para que ela pudesse ser salva. Isso efetivamente limitaria quem e quando se pode ser salvo. Isso significa que alguém que confia na morte, sepultamento e ressurreição de Jesus Cristo, mas não tem a chance de ser batizado, não pode ser salvo. As consequências dessa doutrina, quando levada à sua conclusão lógica, são devastadoras. Um soldado que tem fé pereceria se fosse morto em batalha antes de poder ser batizado, etc.

6-Vemos por toda a Bíblia que um crente possui todas as promessas e bênçãos da salvação no momento em que passa a crer (João 1:12, 3:16, 5:24, 6:47, 20:31, Atos 10: 43, 13:39, 16:31). Quando uma pessoa acredita, ela tem a vida eterna, não entra em juízo e passou da morte para a vida (João 5:24), tudo isso antes de ser batizada.

Aqueles que acreditam em regeneração batismal fariam bem em considerar cuidadosamente e em oração em quem ou em que estão realmente colocando sua fé e confiança. Está a fé sendo colocada em um ato humano (ser batizado) ou na obra consumada de Cristo na cruz? Quem ou o que está sendo confiado para a salvação? Será que é a sombra (batismo) em vez da substância (Jesus Cristo)? Nunca devemos esquecer de que a nossa fé deve repousar somente em Cristo, porque "Nele temos a redenção por meio de seu sangue, o perdão dos pecados, de acordo com as riquezas da graça de Deus" (Efésios 1:7).


O QUE É UMA REVELAÇÃO PROGRESSIVA NO QUE SE REFERE A SALVAÇÃO?


Pergunta: "O que é uma revelação progressiva no que se refere à salvação?"

Resposta:O termo "revelação progressiva" refere-se à ideia e ensino de que Deus revelou vários aspectos da Sua vontade e plano geral para a humanidade em diferentes períodos de tempo – conhecidos como "dispensações" por alguns teólogos. Para os dispensacionalistas, uma dispensação é uma economia distinguível (ou seja, uma condição ordenada das coisas) na realização do propósito de Deus. Embora os dispensacionalistas debatam o número de dispensações que ocorreram ao longo da história, todos acreditam que Deus revelou apenas certos aspectos de Si mesmo e Seu plano de salvação em cada dispensação, com cada uma se desenvolvendo sobre a anterior.

Embora os dispensacionalistas acreditem na revelação progressiva, é importante ressaltar que não é necessário ser um dispensacionalista para adotar a revelação progressiva. Quase todos os estudantes da Bíblia reconhecem o fato de que certas verdades contidas nas Escrituras não foram totalmente reveladas por Deus para as gerações anteriores. Qualquer pessoa hoje que não sacrifique um animal quando pretende aproximar-se de Deus ou que adore a Deus no primeiro dia da semana ao invés de no último entende que tais distinções na prática e conhecimento têm sido progressivamente reveladas e aplicadas ao longo da história.

Além disso, há questões mais importantes sobre o conceito da revelação progressiva. Um exemplo é o nascimento e a composição da Igreja, de que Paulo fala: "Por esta razão eu, Paulo, o prisioneiro de Cristo Jesus por amor de vós gentios... Se é que tendes ouvido a dispensação da graça de Deus, que para convosco me foi dada; como pela revelação me foi manifestado o mistério, conforme acima em poucas palavras vos escrevi, pelo que, quando ledes, podeis perceber a minha compreensão do mistério de Cristo, o qual em outras gerações não foi manifestado aos filhos dos homens, como se revelou agora no Espírito aos seus santos apóstolos e profetas, a saber, que os gentios são co-herdeiros e membros do mesmo corpo e co-participantes da promessa em Cristo Jesus por meio do evangelho" (Efésios 3:1-6).

Paulo afirma quase a mesma coisa em Romanos: “Ora, àquele que é poderoso para vos confirmar, segundo o meu evangelho e a pregação de Jesus Cristo, conforme a revelação do mistério guardado em silêncio desde os tempos eternos, mas agora manifesto e, por meio das Escrituras proféticas, segundo o mandamento do Deus, eterno, dado a conhecer a todas as nações para obediência da fé” (Romanos 16:25-26).

Em discussões sobre a revelação progressiva, uma das primeiras perguntas que as pessoas têm é como se aplica à salvação. Foram aqueles que viveram antes do primeiro advento de Cristo salvos de uma maneira diferente do que as pessoas são salvas hoje? Na era do Novo Testamento, as pessoas devem colocar a sua fé na obra consumada de Jesus Cristo, crer que Deus o ressuscitou dentre os mortos, e serão salvos (Romanos 10:9-10, Atos 16:31). No entanto, Allen Ross, um especialista do Antigo Testamento, observa: "É muito improvável que todos os que acreditavam para obter a salvação [no Antigo Testamento] conscientemente acreditavam na morte de Jesus Cristo, o Filho de Deus." John Feinberg acrescenta: "As pessoas da era do Antigo Testamento não sabiam que Jesus era o Messias, que Jesus iria morrer, e que a sua morte seria a base da salvação." Se Ross e Feinberg estão corretos, então o que exatamente Deus revelou aos que viveram antes de Cristo, e como eram os santos do Antigo Testamento salvos? O que, se alguma coisa, mudou na salvação do Antigo Testamento para a salvação do Novo Testamento?

Revelação Progressiva - Dois Caminhos ou Um Caminho de Salvação?

Alguns afirmam que aqueles que defendem a revelação progressiva acreditam em dois métodos diferentes de salvação – um que estava em vigor antes da primeira vinda de Cristo, e outro que surgiu depois da sua morte e ressurreição. Tal afirmação é refutada por LS Chafer, que escreve: "Há duas maneiras pelas quais um pode ser salvo? Em resposta a esta pergunta pode-se afirmar que a salvação de qualquer criatura é sempre a obra de Deus em favor do homem e nunca uma obra do homem em nome de Deus. . . . Há, portanto, apenas uma maneira de ser salvo e isso é pelo poder de Deus tornado possível pelo sacrifício de Cristo. "

Se isso for verdade, então como podem as revelações no Antigo e Novo Testamento a respeito da salvação se reconciliar? Charles Ryrie resume a questão de forma sucinta desta forma: "A base da salvação em qualquer época é a morte de Cristo; o requisito para a salvação em qualquer época é a fé; o objeto da fé em qualquer época é Deus; o conteúdo da fé muda nas diferentes épocas." Em outras palavras, não importa quando uma pessoa tenha vivido, a sua salvação, em última análise, depende da obra de Cristo e de uma fé colocada em Deus, mas a quantidade de conhecimento que uma pessoa tinha sobre os detalhes do plano de Deus tem aumentado durante os séculos através da revelação progressiva de Deus.

Quanto aos santos do Antigo Testamento, Norman Geisler oferece o seguinte: "Em suma, parece que os requisitos para a salvação no Antigo Testamento no máximo (em termos de crença explícita) foram (1) a fé na unidade de Deus, (2) o reconhecimento da pecaminosidade humana, (3) aceitação da graça necessária de Deus e, possivelmente, (4) o entendimento de que o Messias estava por vir."

Há evidência nas Escrituras para apoiar a reivindicação de Geisler? Considere esta passagem no Evangelho de Lucas, a qual contém os primeiros três requisitos:

"Dois homens subiram ao templo para orar; um fariseu, e o outro publicano. O fariseu, de pé, assim orava consigo mesmo: ó Deus, graças te dou que não sou como os demais homens, roubadores, injustos, adúlteros, nem ainda com este publicano. Jejuo duas vezes na semana, e dou o dízimo de tudo quanto ganho. Mas o publicano, estando em pé de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: ó Deus, sê propício a mim, o pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que a si mesmo se exaltar será humilhado; mas o que a si mesmo se humilhar será exaltado" (Lucas 18:10-14).

Este evento ocorreu antes da morte e ressurreição de Cristo, por isso envolve claramente uma pessoa que não tem conhecimento da mensagem do evangelho como articulada hoje no Novo Testamento. Na declaração simples do coletor de impostos ("Deus, sê propício a mim, o pecador!"), encontramos (1) uma fé em Deus, (2) um reconhecimento do pecado, e (3) uma aceitação da misericórdia. Então Jesus faz uma declaração muito interessante: Ele diz que o homem foi para casa “justificado.” Este é o termo exato usado por Paulo para descrever a posição de um santo do Novo Testamento que acreditou na mensagem do evangelho e colocou a sua confiança em Cristo: "Justificados, pois, pela fé, tenhamos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo" (Romanos 5:1).

O quarto na lista de Geisler está em falta na narrativa de Lucas - a compreensão de um Messias que estava por vir. No entanto, outras passagens do Novo Testamento indicam que este pode ter sido um ensino comum. Por exemplo, no relato de João sobre Jesus e a mulher samaritana no poço, a mulher diz: "Eu sei que vem o Messias {que se chama o Cristo}; quando ele vier há de nos anunciar todas as coisas" (João 4:25). No entanto, como o próprio Geisler reconheceu, a fé no Messias não foi era algo que "tinham que ter" para a salvação no Antigo Testamento.

Revelação Progressiva - Mais Evidência das Escrituras

Uma rápida pesquisa das Escrituras revela os seguintes versículos tanto no Antigo quanto no Novo Testamento que suportam o fato de que a fé em Deus sempre foi o caminho da salvação:

• “E creu Abrão no Senhor, e o Senhor imputou-lhe isto como justiça” (Gênesis 15:6).

• “E há de ser que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Joel 2:32).

• “porque é impossível que o sangue de touros e de bodes tire pecados” (Hebreus 10:4).

• “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se veem. Porque por ela os antigos alcançaram bom testemunho” (Hebreus 11:1-2).

• “Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11:6).

As Escrituras dizem claramente que a fé é a chave para a salvação para todos os povos ao longo da história, mas como poderia Deus salvar as pessoas sem conhecimento do sacrifício de Cristo a seu favor? A resposta é que Deus as salvou com base em sua resposta ao conhecimento que tinham. Sua fé aguardava algo que não podiam ver, enquanto que hoje, os crentes olham para trás em eventos que podem ver. O gráfico a seguir ilustra esse entendimento:

A Bíblia ensina que Deus tem sempre dado às pessoas revelação suficiente para exercer fé. Agora que a obra de Cristo tem sido concretizada, a exigência mudou; os "tempos da ignorância" acabaram:

• "o qual nos tempos passados permitiu que todas as nações andassem nos seus próprios caminhos. Contudo não deixou de dar testemunho de si mesmo" (Atos 14:16)

• "Mas Deus, não levando em conta os tempos da ignorância, manda agora que todos os homens em todo lugar se arrependam" (Atos 17:30)

• "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; sendo justificados gratuitamente pela sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, ao qual Deus propôs como propiciação, pela fé, no seu sangue, para demonstração da sua justiça por ter ele na sua paciência, deixado de lado os delitos outrora cometidos" (Romanos 3:25).

Antes da vinda de Cristo, Deus estava prenunciando a morte de Jesus através do sistema de sacrifício e condicionando o Seu povo a compreender que o pecado leva à morte. A Lei foi dada para ser um tutor e levar as pessoas ao entendimento de que eram pecadoras necessitadas da graça de Deus (Gálatas 3:24). Mas a lei não revogou a anterior aliança com Abraão, a qual era baseada na fé; é a aliança de Abraão que é o padrão para a salvação hoje (Romanos 4). Mas, como Ryrie afirmou acima, o conteúdo detalhado da nossa fé - o tanto de revelação dada - tem aumentado ao longo dos tempos ao ponto que as pessoas hoje têm uma compreensão mais direta do que Deus requer deles.

Revelação Progressiva - Conclusões

Referindo-se à revelação progressiva de Deus, João Calvino escreve: "O Senhor susteve esta economia e esta ordem na administração do pacto de sua misericórdia, de sorte que, quanto mais com o correr do tempo se aproximava o dia da plena revelação, com tanto maior clareza o quis anunciar. Assim, no início, quando a primeira promessa de salvação foi dada a Adão (Gênesis 3:15), ela brilhou como uma faísca fraca. Então, ao ser a ela adicionada, a luz cresceu em plenitude, rompendo cada vez mais e derramando o seu brilho mais amplamente. Finalmente - quando todas as nuvens se dispersaram - Cristo, o Sol da Justiça, plenamente iluminou toda a Terra" (Institutas, 2.10.20).

A revelação progressiva não significa que o povo de Deus no Antigo Testamento não tinha qualquer revelação ou compreensão. Aqueles que viveram antes de Cristo, diz Calvino, não estavam "sem a pregação que contém a esperança de salvação e de vida eterna, mas. . . eles só tinham um vislumbre de longe e em um esboço sombrio aquilo que vemos hoje em plena luz do dia" (Institutas, 2.7.16; 2.9.1; comentário sobre Gálatas 3:23).

O fato de que ninguém é salvo sem a morte e ressurreição de Cristo é claramente indicado na Escritura (João 14:6). A base da salvação tem sido, e sempre será, o sacrifício de Cristo na cruz, e o meio de salvação sempre tem sido a fé em Deus. No entanto, o conteúdo da fé de uma pessoa sempre dependia da quantidade de revelação que Deus estava contente em dar em um determinado tempo.



UM CRISTÃO PODE PERDER A SALVAÇÃO

Pergunta: "Um cristão pode perder a salvação?"

Resposta:Antes de responder a essa pergunta, o termo “cristão” precisa ser definido. Um “cristão” não é uma pessoa que fez uma oração, foi para a frente do santuário ou cresceu em uma família cristã. Embora cada uma dessas coisas possa fazer parte da experiência cristã, não é isso o que “faz” um cristão. Um cristão é alguém que recebeu a Cristo através da fé e confiou nEle como o seu único Salvador (João 3:16; Atos 16:31; Efésios 2:8-9).

Então, com essa definição em mente, pode um cristão perder a salvação? Talvez o melhor jeito de responder a essa pergunta tão crucial seja examinar o que a Bíblia diz que acontece no momento da salvação e estudar o que perder a salvação significaria. Aqui são alguns exemplos:

Um cristão é uma nova criação. “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; {criatura; ou criação} as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2 Coríntios 5:17). Esse versículo está falando de uma pessoa se tornando uma criatura completamente nova como resultado de estar “em Cristo”. Para um cristão perder salvação, a nova criação teria que ser cancelada e revertida.

Um cristão é redimido. “sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula” (1 Pedro 1:18-19). A palavra “redimido” (resgatado) se refere a uma compra sendo feita, um preço sendo pago. Para um cristão perder a salvação, Deus mesmo teria que revocar a Sua compra pela qual pagou com o precioso sangue de Cristo.

Um cristão é justificado. “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5:1). “Justificar” significa “declarar justo”. Todo aquele que recebe a Jesus como Salvador é “declarado justo” por Deus. Para um cristão perder salvação, Deus teria que voltar com a Sua palavra e “des-declarar” o que tinha previamente declarado.

Um cristão tem a promessa da vida eterna. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). A vida eterna é uma promessa de eternidade (para sempre) com Deus no Céu. Deus promete: “acredite e você terá vida eterna”. Para um cristão perder salvação, a vida eterna teria que ser retirada. Se um cristão tem a promessa de que viverá para sempre, como então Deus pode quebrar essa promessa e retirar a vida eterna?

Um cristão tem a garantia da glorificação. “E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou” (Romanos 8:30). Como aprendemos em Romanos 5:1, a justificação é declarada no momento de fé. De acordo com Romanos 8:30, a glorificação é garantida a todos que Deus justifica. Esse termo se refere a um cristão recebendo um corpo de ressurreição perfeito no Céu. Se um cristão puder perder a salvação, então Romanos 8:30 está errado porque Deus não pode garantir a glorificação para todo aquele que Ele predestinou, chamou e justificou.

Muitas outras ilustrações do que ocorre no momento de salvação podem ser compartilhadas. Até essas poucas que compartilhamos, no entanto, deixam bem claro que um cristão não pode perder a sua salvação. A maioria, se não tudo, do que a Bíblia diz que acontece com uma pessoa quando ela recebe a Jesus Cristo como Salvador seria eliminado se a salvação pudesse ser perdida. A salvação não pode ser revertida. Um cristão não pode deixar de ser uma nova criatura. A redenção não pode ser desfeita. A vida eterna não pode ser perdida e ainda ser considerada eterna. Se um cristão pudesse perder a salvação, Deus teria que voltar com Sua palavra e mudar de ideia – duas coisas que a Bíblia diz que Deus nunca faz.

As objeções mais frequentes à crença de que um cristão não pode perder a salvação são as seguintes: (1) o que dizer sobre aqueles que são cristãos e estão vivendo continuamente em um estilo de vida imoral? – e – (2) o que dizer daqueles que são cristãos mas no futuro chegam a rejeitar a fé e negar a Cristo? O problema com essas duas objeções é a suposição “são cristãos”. (1) A Bíblia diz que um cristão verdadeiro não vai viver continuamente em um estilo de vida imoral (1 João 3:6). (2) A Bíblia declara que qualquer um que abandone a fé está demonstrando que ele/ela nunca foi um cristão verdadeiro (1 João 2:19).

Não, um cristão não pode perder a salvação. Nada pode separar um cristão do amor de Deus (Romanos 8:38-39). Nada pode remover um cristão da mão de Deus (João 10:28-29). Deus está disposto e é capaz de garantir e manter a salvação que nos prometeu. Judas 24-25: “Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da sua glória, ao único Deus, nosso Salvador, mediante Jesus Cristo, Senhor nosso, glória, majestade, império e soberania, antes de todas as eras, e agora, e por todos os séculos. Amém!"


QUAIS SÃO OS PASSOS PARA A SALVAÇÃO?


Pergunta: "Quais são os passos para a salvação?"

Resposta:Muitas pessoas estão procurando por "passos para a salvação". As pessoas gostam da idéia de um manual de instruções com cinco passos que, se seguidos, vão resultar em salvação. Um exemplo disso é o Islamismo com seus cinco pilares. De acordo com o Islamismo, se os cinco pilares forem obedecidos, salvação vai ser concedida. Porque a ideia de um processo passo a passo para salvação é atraente, muitos na comunidade Cristã cometem o erro de apresentar a salvação como o resultado de um processo passo a passo. O Catolicismo Romano tem sete sacramentos. Várias denominações Cristãs adicionam o batismo, confissão pública, voltar-se contra o pecado, falar em línguas, etc., como passos para a salvação, mas a Bíblia apresenta apenas um passo para a salvação. Quando o carcereiro de Filipos perguntou a Paulo: “Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar?” Paulo respondeu: “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo” (Atos 16:30-31).

Fé em Jesus Cristo como Salvador é o único “passo” para a salvação. A mensagem da Bíblia é bastante clara. Todos nós pecamos contra Deus (Romanos 3:23). Por causa do nosso pecado, merecemos passar a eternidade separados de Deus (Romanos 6:23). Por causa de Seu amor por nós (João 3:16), Deus tomou para Si a forma humana e morreu no nosso lugar, pagando pela punição que merecemos (Romanos 5:8; 2 Coríntios 5:21). Deus promete perdão dos pecados e vida eterna no céu a todo aquele que recebe, pela graça e através da fé, a Jesus Cristo como Salvador (João 1:12; 3:16; 5:24; Atos 16:31).

Salvação não é uma questão de certos passos que temos que seguir para ganhar a salvação. Sim, Cristãos devem ser batizados. Sim, Cristãos devem confessar a Cristo publicamente como Salvador. Sim, Cristãos devem se voltar contra o pecado. Sim, Cristãos devem comprometer suas vidas a obedecer a Deus. No entanto, esses não são passos para a salvação. Eles são os resultados da salvação. Por causa do nosso pecado, não podemos de forma alguma ganhar a salvação. Poderíamos seguir 1000 passos, e ainda não seria suficiente. Por isso Jesus teve que morrer no nosso lugar. Somos completamente incapazes de pagar a Deus pela nossa dívida por causa do pecado, ou de nos purificar do pecado. Só Deus pode efetuar nossa salvação, e assim Ele o fez. Deus foi quem completou os “passos” e oferece salvação a qualquer um que recebê-la como um presente de dEle.

Salvação e perdão dos pecados não é uma questão de seguir passos. É uma questão de receber a Cristo como Salvador e reconhecer que Ele fez todo o trabalho por nós. Deus exige um passo de nós – receber a Jesus Cristo como Salvador e confiar nEle completamente – e só nEle – como o caminho para salvação. Isso é o que distingue a fé Cristã de todas as outras religiões mundiais, cada uma delas tem uma lista de passos que devem ser seguidos para que salvação possa ser recebida. A fé Cristã reconhece que Deus já completou esses passos e está nos chamando para recebê-lO em fé.



O QUE É A ESTRADA DE ROMANOS PARA A SALVAÇÃO? 


Pergunta: "O que é a Estrada de Romanos para a salvação?"

Resposta: A Estrada de Romanos para a salvação é uma forma de compartilhar as boas novas da salvação utilizando versículos do livro Bíblico de Romanos. É um simples mas poderoso método para explicar por que nós precisamos da salvação, como Deus providenciou a salvação, como nós podemos receber a salvação e quais os resultados da salvação.

O primeiro versículo na Estrada de Romanos para a salvação é Romanos 3:23: “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus.” Nós todos pecamos. Nós todos fizemos coisas que são desagradáveis a Deus. Não há ninguém que seja inocente. Romanos 3:10-18 nos dá uma imagem detalhada de como é o pecado nas nossas vidas. A segunda Escritura na Estrada de Romanos para a salvação, Romanos 6:23, nos ensina sobre as conseqüências do pecado - “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.” A punição que nós ganhamos pelos nossos pecados é a morte - não apenas morte física, mas morte eterna!

O terceiro versículo na Estrada de Romanos para a salvação retoma onde Romanos 6:23 parou: “mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.” Romanos 5:8 declara: “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.” Jesus Cristo morreu por nós! A morte de Jesus pagou o preço dos nossos pecados. A ressurreição de Jesus prova que Deus aceitou a morte de Jesus como pagamento pelos nossos pecados.

A quarta parada na Estrada de Romanos para a salvação é Romanos 10:9: “Se, com a tua boca, confessares a Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.” Por causa da morte de Jesus em nosso favor, tudo o que nós temos a fazer é acreditar Nele, acreditando na Sua morte como pagamento pelos nossos pecados – e nós seremos salvos! Romanos 10:13 diz mais uma vez: “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.” Jesus morreu para pagar a pena pelos nossos pecados e nos resgatar da morte eterna. A salvação, o perdão dos pecados, está disponível para qualquer um que confiar em Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador.

O aspecto final da Estrada de Romanos para a salvação é o resultado da salvação. Romanos 5:1 tem esta maravilhosa mensagem: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.” Através de Jesus Cristo nós podemos ter uma relação de paz com Deus. Romanos 8:1 nos ensina: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.” Por causa da morte de Jesus em nosso lugar, nós nunca seremos condenados pelos nossos pecados. Finalmente, nós temos esta preciosa promessa de Deus de Romanos 8:38-39: “Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.”

Você gostaria de seguir a Estrada de Romanos para a salvação? Se sim, aqui está uma simples oração que você pode fazer a Deus. Fazer esta oração é uma forma de declarar a Deus que você está confiando em Jesus Cristo para a sua salvação. As palavras em si não irão salvá-lo. Apenas a fé em Jesus Cristo pode prover salvação! “Deus, eu sei que eu pequei contra Ti e mereço punição. Mas Jesus Cristo tomou a punição que eu mereço para que através da fé Nele eu pudesse ser perdoado. Com a Tua ajuda, eu me volto contra os meus pecados e deposito a minha confiança em Ti para salvação. Obrigado pela Tua maravilhosa graça e perdão – o dom da vida eterna! Amém!”



QUAL É O PLANO DA SALVAÇÃO?


Pergunta: "Qual é o plano da salvação?"

Resposta:Você está com fome? Não fisicamente, mas você tem fome de algo mais na sua vida? Há algo no fundo da sua existência que nunca parece ficar satisfeito? Se sim, Jesus é o caminho! Jesus disse: “Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede” (João 6:35).

Você está confuso? Você parece nunca encontrar um caminho ou um propósito na vida? Você tem a sensação de que alguém apagou as luzes e que você não consegue encontrar o interruptor? Se sim, Jesus é o caminho! Jesus proclamou: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida” (João 8:12).

Você algumas vezes se sente como se estivesse trancado do lado de fora da vida? Você já tentou tantas portas, apenas para descobrir que o que havia atrás delas é vazio e sem sentido? Você está procurando por uma entrada para uma vida de realizações? Se sim, Jesus é o caminho! Jesus declarou: “Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem” (João 10:9).

As outras pessoas sempre decepcionam você? Os seus relacionamentos têm sido superficiais e vazios? Parece que todos estão tentando tirar vantagem de você? Se sim, Jesus é o caminho! Jesus disse: “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas... Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas conhecem a mim” (João 10:11, 14).

Você imagina o que acontece depois desta vida? Você está cansado de viver a sua vida apenas por coisas que apodrecem ou enferrujam? Você algumas vezes duvida que esta vida tenha algum significado? Você quer viver após a sua morte? Se sim, Jesus é o caminho! Jesus declarou: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente (João 11:25-26).

Qual é o caminho? Qual é a verdade? Qual é a vida? Jesus respondeu: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6).

A fome que você sente é uma fome espiritual, e só pode ser saciada por Jesus. Jesus é o único que pode remover a escuridão. Jesus é o portão para uma vida de satisfação. Jesus é o amigo e pastor que você tem procurado. Jesus é a vida – neste mundo e no próximo. Jesus é o caminho da salvação!

A razão pela qual você sente fome, a razão pela qual você se sente perdido na escuridão, a razão pela qual você não consegue encontrar um sentido na vida, é que você está separado de Deus. A Bíblia nos diz que todos nós pecamos e estamos portanto separados de Deus (Eclesiastes 7:20; Romanos 3:23). O vazio que você sente no seu coração é a falta de Deus na sua vida. Nós fomos criados para ter um relacionamento com Deus. Por causa do nosso pecado, nós fomos separados deste relacionamento. Pior ainda, nosso pecado nos fará permanecer separados de Deus por toda a eternidade, esta vida e a próxima (Romanos 6:23; João 3:36).

Como este problema pode ser resolvido? Jesus é o caminho! Jesus tomou o nosso pecado para si (2 Coríntios 5:21). Jesus morreu no nosso lugar (Romanos 5:8), levando a punição que nós merecemos. Três dias depois, Jesus ressuscitou dos mortos, provando a sua vitória sobre a morte e o pecado (Romanos 6:4-5) Por que ele o fez? O próprio Jesus respondeu a esta pergunta: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos” (João 15:13). Jesus morreu para que nós pudéssemos viver. Se nós pusermos a nossa fé em Jesus, acreditando na Sua morte como pagamento pelos nossos pecados – todos os nossos pecados são perdoados e levados embora. Nós então teremos a nossa fome espiritual saciada. As luzes serão ligadas. Nós teremos acesso a uma vida de realizações. Nós iremos conhecer o nosso verdadeiro melhor amigo e bom pastor. Nós iremos saber que teremos uma vida depois que morrermos – uma vida ressuscitada no Céu para a eternidade com Jesus!

"Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3:16).


UMA VEZ SALVO, SEMPRE SALVO?


Pergunta: "Uma vez salvo, sempre salvo?"

Resposta:Uma vez que a pessoa é salva, está salva para sempre? Quando as pessoas conhecem a Cristo como seu Salvador, são trazidas a um relacionamento com Deus que garante que sua salvação seja eternamente assegurada. Inúmeras passagens da Escritura declaram tal fato. (a) Romanos 8:30 diz: “E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou.” Este verso nos diz que a partir do momento que Deus nos escolhe, é como se fôssemos glorificados na Sua presença no céu. Não há nada que possa impedir um crente de um dia ser glorificado porque Deus já assim determinou no céu. Uma vez justificado, a salvação é garantida – a pessoa está garantida, como se ela já estivesse glorificada no céu.

(b) Paulo faz duas perguntas cruciais em Romanos 8:33-34: “Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós.” Quem tentará acusar o escolhido de Deus? Ninguém, porque Cristo é nosso defensor. Quem nos condenará? Ninguém, porque Cristo, O que morreu por nós, é O que condena. Temos como Salvador aquele que é defensor e juiz.

(c) Os crentes nasceram de novo (foram regenerados) no momento em que creram (João 3:3; Tito 3:5). Para que um cristão perdesse a salvação, teria que ser não-regenerado. A Bíblia não nos dá evidências de que o novo nascimento possa ser revertido. (d) O Espírito Santo habita em todos os crentes (João 14:17; Romanos 8:9) e batiza todos os crentes no Corpo de Cristo (I Coríntios 12:13). Para que um crente perdesse a salvação, teria que ser “não habitado” e desconectado do Corpo de Cristo.

(e) João 3:15 afirma que todo aquele que crer em Jesus Cristo “terá a vida eterna”. Se você crê em Cristo hoje e tem vida eterna, mas a perder amanhã, então esta jamais foi “eterna”. Então, nesse caso, se você perdesse a salvação, as promessas de vida eterna na Bíblia seriam falsas. (f) Como prova definitiva, creio que a Escritura explica melhor por si só: “Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor” (Romanos 8:38-39). Lembre-se que o mesmo Deus que salvou você é o mesmo Deus que o manterá salvo. Uma vez salvos, sempre salvos. Nossa salvação, definitivamente, está garantida para sempre.



O QUE ACONTECE ÀS PESSOAS QUE NUNCA TIVERAM A CHANCE DE OUVIR A RESPEITO DE JESUS? 


Pergunta: "O que acontece às pessoas que nunca tiveram a chance de ouvir a respeito de Jesus?"

Resposta:Todas as pessoas responderão a Deus, se “ouviram a Seu respeito” ou não. A Bíblia nos diz que Deus claramente Se revelou na natureza (Romanos 1:20) e nos corações das pessoas (Eclesiastes 3:11). O problema é que a raça humana é pecadora; todos nós rejeitamos este conhecimento de Deus e contra Ele nos rebelamos (Romanos 1:21-23). Longe da graça de Deus, Deus nos entregaria aos desejos pecaminosos de nossos corações, permitindo que descobríssemos quão inútil e miserável é a vida longe Dele. Isto é o que Ele faz com aqueles que O rejeitam (Romanos 1:24-32).

Na verdade, não é que algumas pessoas não tenham ouvido a respeito de Deus. Mas ao contrário, o problema é que elas rejeitaram o que ouviram e o que está claramente revelado na natureza. Deuteronômio 4:29 proclama: “Então dali buscarás ao SENHOR teu Deus, e o acharás, quando o buscares de todo o teu coração e de toda a tua alma.” Este versículo ensina um princípio importante: todos que verdadeiramente buscarem a Deus O acharão. Se uma pessoa verdadeiramente deseja conhecer a Deus, Deus a ela Se fará conhecido.

O problema é: “Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus” (Romanos 3:11). As pessoas rejeitam o conhecimento de Deus que se faz presente na natureza e em seus próprios corações, e, ao invés, decidem adorar um “deus” de sua própria criação. É tolo debater a justiça de Deus em enviar alguém ao inferno por nunca ter tido a oportunidade de ouvir o Evangelho de Cristo. As pessoas são responsáveis perante Deus pelo que Ele a elas já revelou. A Bíblia diz que as pessoas rejeitam este conhecimento, e por isso Deus é justo em condená-las ao inferno.

Ao invés de debater o destino daqueles que nunca ouviram, nós, como cristãos, deveríamos estar fazendo o nosso melhor para ter certeza de que ouçam. Somos chamados a espalhar o Evangelho através das nações (Mateus 28:19-20; Atos 1:8). O fato de sabermos que as pessoas rejeitam o conhecimento de Deus revelado na natureza deve nos motivar a proclamar as boas novas de salvação através de Jesus Cristo. Somente aceitando o Evangelho da graça de Deus através do Senhor Jesus Cristo as pessoas podem ser salvas de seus pecados e resgatadas de uma eternidade longe de Deus no inferno.

Se tomarmos por base que aqueles que nunca ouviram o Evangelho serão agraciados com a misericórdia de Deus, vamos cair em um imenso problema. Se as pessoas que nunca ouviram o Evangelho forem salvas... devemos então nos certificar que ninguém ouça o Evangelho. A pior coisa que poderíamos então fazer seria compartilhar do Evangelho e a pessoa rejeitá-lo. Se isto acontecesse, a pessoa seria condenada. As pessoas que não ouviram o Evangelho devem ser condenadas, ou do contrário, não há motivo para o evangelismo. Por que correr o risco de que pessoas possivelmente rejeitem o Evangelho e se condenem, quando anteriormente já eram salvas porque nunca tinham ouvido o Evangelho?


COMO AS PESSOAS ERAM SALVAS ANTES DE JESUS MORRER POR NOSSOS PECADOS?


Pergunta: "Como as pessoas eram salvas antes de Jesus morrer por nossos pecados?"

Resposta:Desde a queda do homem, a base da salvação sempre foi a morte de Cristo. Ninguém, mesmo antes da cruz ou desde a cruz, poderia ser salvo sem este acontecimento indispensável na história do mundo. A morte de Cristo pagou a pena por pecados do passado, cometidos pelos “santos” do Velho Testamento e também de pecados futuros, dos “santos” do Novo Testamento.

A condição para a salvação sempre foi a fé. O alvo da fé de alguém para a salvação sempre foi Deus. Escreveu o salmista: “...bem-aventurados todos aqueles que nele confiam” (Salmos 2:12). Gênesis 15:6 nos diz que Abraão creu em Deus e que isto foi suficiente para Deus imputar-lhe isto por justiça (veja também Romanos 4:3-8). O sistema sacrificial do Velho Testamento não tirava o pecado, como claramente ensina Hebreus 9:1-10; 10:4, mas apontava para o dia em que o Filho de Deus verteria Seu sangue pela pecaminosa raça humana.

O que mudou através das gerações foi o conteúdo da fé do crente. A exigência de Deus sobre o alvo da fé se baseia na quantidade de revelação que Ele deu, até determinado momento, à humanidade. A isto se chama revelação progressiva. Adão cria na promessa dada por Deus em Gênesis 3:15, que a Semente da mulher conquistaria Satanás. Adão Nele creu, demonstrado pelo nome que deu a Eva (v.20) e o Senhor indicou Sua aceitação imediatamente, cobrindo-os com túnicas de peles (v.21). Naquele momento, era tudo que Adão sabia, mas nisto ele creu.

Abraão creu em Deus de acordo com as promessas e novas revelações a ele dadas por Deus em Gênesis 12 e 15. Antes de Moisés, nenhuma Escritura existia, mas a humanidade foi responsável pelo que Deus tinha revelado. Através do Velho Testamento, os crentes eram salvos porque criam que Deus iria, um dia, tomar conta deste problema, o pecado. Hoje, olhando para trás, cremos que Ele já tomou conta de nossos pecados no Calvário (João 3:16; Hebreus 9:28).

E quanto aos crentes nos dias de Cristo, antes da cruz e ressurreição, criam em quê? Será que entendiam por completo a morte de Cristo na cruz por seus pecados? Mais tarde em seu ministério, “... começou Jesus a mostrar aos seus discípulos que convinha ir a Jerusalém, e padecer muitas coisas dos anciãos, e dos principais dos sacerdotes, e dos escribas, e ser morto, e ressuscitar ao terceiro dia” (Mateus 16:21). Qual foi a reação de Seus discípulos a esta mensagem? “E Pedro, tomando-o de parte, começou a repreendê-lo, dizendo: Senhor, tem compaixão de ti; de modo nenhum te acontecerá isso.” (Mateus 16:22). Pedro e os outros discípulos não sabiam toda a verdade, mas mesmo assim foram salvos, pois creram que Deus tomaria conta do problema de seus pecados. Não sabiam exatamente como Ele conseguiria isto, não mais que Adão, Abraão, Moisés ou Davi, mas creram em Deus.

Hoje, temos mais revelações do que tinham as pessoas que viveram antes da ressurreição de Cristo, pois nós sabemos por completo. “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo” (Hebreus 1:1-2). Nossa salvação ainda é baseada na morte de Cristo, nossa fé ainda é condição para salvação, e o alvo de nossa fé ainda é Deus. Hoje, para nós, o conteúdo de nossa fé é que Cristo morreu por nossos pecados, que Ele foi sepultado, e que Ele se levantou no terceiro dia (I Coríntios 15:3-4).



COMO A SOBERANIA DE DEUS E O LIVRE-ARBÍTRIO DA HUMANIDADE TRABALHAM JUNTOS NA SALVAÇÃO?

Pergunta: "Como a soberania de Deus e o livre-arbítrio da humanidade trabalham juntos na salvação?"

Resposta:É impossível que compreendamos totalmente a relação entre a soberania de Deus e o livre-arbítrio do homem. Somente Deus sabe totalmente como estas duas coisas trabalham juntas em Seu plano de salvação. Provavelmente mais do que com qualquer outra doutrina, é crucialmente importante que, no que diz respeito a esse assunto, admitamos a nossa incapacidade de compreender totalmente a natureza de Deus e o nosso relacionamento com Ele. Ir longe demais para qualquer lado resulta em uma compreensão distorcida da salvação.

A Bíblia deixa claro que Deus sabe quem será salvo (Romanos 8:29; 1 Pedro 1:2). Efésios 1:4 nos diz que Deus nos escolheu “antes da fundação do mundo”. A Bíblia descreve várias vezes os crentes como os “escolhidos” (Romanos 8:33; 11:5; Efésios 1:11; Colossenses 3:12; 1 Tessalonicenses 1:4; 1 Pedro 1:2; 2:9) e “eleitos” (Mateus 24:22,31; Marcos 13:20, 27; Romanos 11:7; 1 Timóteo 5:21; 2 Timóteo 2:10; Tito 1:1; 1 Pedro 1:1). O fato dos crentes serem predestinados (Romanos 8:29-30; Efésios 1:5, 11) e eleitos (Romanos 9:11; 11:28; 2 Pedro 1:10) para a salvação é totalmente claro.

A Bíblia também diz que somos responsáveis por receber a Cristo como Salvador - tudo o que temos que fazer é acreditar em Jesus Cristo e seremos salvos (João 3:16, Romanos 10:9-10). Deus sabe quem será salvo, Deus escolhe quem será salvo e nós temos que escolher a Cristo para sermos salvos. É impossível que uma mente limitada compreenda como estas três coisas trabalham juntas (Romanos 11:33-36). Nossa responsabilidade é levar o Evangelho a todo o mundo (Mateus 28:18-20; Atos 1:8). Devemos deixar a parte que diz respeito à presciência, eleição e predestinação nas mãos de Deus, simplesmente sendo obedientes em compartilhar o Evangelho.


O QUE É EXPIAÇÃO SUBSTITUTIVA ?

Pergunta: "O que é expiação substitutiva?"

Resposta:A “expiação substitutiva” se refere ao fato de que Jesus Cristo morreu em favor de todos os pecadores. As Escrituras ensinam que todos os homens são pecadores (leia Romanos 3:9-18 e Romanos 3:23). O preço por nosso pecado é a morte. Romanos 6:23 nos diz: “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor.”

Este versículo nos ensina várias coisas. Sem Cristo, todos nós vamos morrer e passar a eternidade no inferno como pagamento por nossos pecados. Nas Escrituras, a morte se refere à “separação”. Logicamente, todos morreremos, mas alguns viverão no céu com o Senhor por toda a eternidade, enquanto outros viverão por toda a eternidade no inferno. A morte de que se fala aqui se refere à vida no inferno. Entretanto, a segunda coisa que este versículo nos ensina é que a vida eterna está disponível através de Jesus Cristo. Isto é a Sua expiação substitutiva.

Jesus Cristo morreu em nosso lugar quando foi crucificado. Nós merecíamos ser pendurados na cruz para morrer, pois somos nós que vivemos vidas de pecado. No entanto, em nosso lugar, Cristo tomou sobre Si a punição. “Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (II Coríntios 5:21). Ele tomou nosso lugar como substituto pelo que nós, por justiça, merecíamos.

“Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados” (I Pedro 2:24). Aqui, mais uma vez vemos que Cristo tomou os pecados cometidos por nós sobre Si mesmo, a fim de pagar o preço por nós. Alguns versículos adiante podemos ler: “Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito” (I Pedro 3:18). Estes versículos nos ensinam não somente a respeito do “substituto” que Cristo foi por nós, mas também que Ele foi “expiação”, o que significa que Ele plenamente satisfez o pagamento devido pelo pecado do homem.

Mais uma passagem que fala a respeito da “expiação substitutiva” é Isaías 53:5. Este versículo fala a respeito da vinda de Cristo, a fim de morrer na cruz por nossos pecados. É rica em detalhes, e a crucificação aconteceu exatamente como profetizada. Ao ler, observe as palavras: “Mas ELE foi ferido por causa das NOSSAS transgressões, e moído por causa das NOSSAS iniquidades; o castigo que NOS traz a paz estava sobre ELE, e pelas SUAS pisaduras FOMOS sarados.” Observe a substituição. Aqui, mais uma vez, vemos Cristo pagando o preço por nós!

Não conseguiríamos pagar o preço do pecado nós mesmos. Ou, se o fizéssemos, simplesmente seríamos punidos e colocados no inferno por toda a eternidade. Entretanto, Cristo tomou a iniciativa de vir à terra na forma do Filho de Deus, Jesus Cristo, para pagar o preço por nossos pecados. Por causa do que Ele fez por nós, agora podemos ter a oportunidade não apenas de termos nossos pecados perdoados, mas de passarmos a eternidade com Ele. Para isto, devemos colocar nossa fé no que Cristo fez na cruz. Não podemos salvar a nós mesmos; precisamos de um substituto que tome o nosso lugar. A morte de Jesus Cristo é a expiação substitutiva.

COMO POSSO TER CERTEZA ABSOLUTA DA MINHA SALVAÇÃO?


Pergunta: "Como posso ter certeza absoluta da minha salvação?"

Resposta:Como você pode saber com certeza que é salvo? Medite em I João 5:11-13: “E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus.” Quem é este que tem o Filho? Aqueles que nEle creram e aceitaram (João 1:12). Se você tem Jesus, você tem vida. Vida eterna. Não temporária, mas eterna.

Deus quer que tenhamos a certeza absoluta de nossa salvação. Não podemos viver nossa vida cristã nos perguntando e nos preocupando a cada dia se realmente somos salvos. É por isso que a Bíblia coloca o plano de salvação de forma tão clara. Creia em Jesus Cristo e você será salvo (João 3:16; Atos 16:31). Você crê que Jesus é o Salvador, que Ele morreu para pagar o preço por seus pecados (Romanos 5:8; II Coríntios 5:21)? Você confia somente nEle para a salvação? Se sua resposta for sim, você é salvo! Certeza absoluta significa “além de toda e qualquer dúvida”. Ao levar a sério a Palavra de Deus, você pode saber “além de toda e qualquer dúvida” o fato e realidade de sua eterna salvação.

O próprio Jesus declara a respeito de todos os que nEle crerem: “E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai” (João 10:28-29). Mais uma vez, isto enfatiza o “eterno”. Vida eterna é simplesmente isto: eterna. Não há ninguém, nem mesmo você, que possa arrancar de si próprio a salvação, o dom de Deus em Cristo.

Memorize estas passagens. Devemos esconder a Palavra de Deus em nossos corações para não pecarmos contra Ele (Salmos 119:11), e isto inclui o pecado da dúvida. Alegre-se no que diz a você a palavra de Deus, que ao invés da dúvida, vivamos com confiança! Podemos ter certeza absoluta, vinda da própria Palavra de Cristo, de que a condição de nossa salvação, uma vez garantida, nunca será questionada. Nossa certeza absoluta é baseada no amor de Deus por nós através de Jesus Cristo. Judas 1:24-25 diz: “Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória. Ao único Deus sábio, Salvador nosso, seja glória e majestade, domínio e poder, agora, e para todo o sempre. Amém.”



POR QUE DEUS EXIGIA SACRIFÍCIOS DE ANIMAIS NO VELHO TESTAMENTO?


Pergunta: "Por que Deus exigia sacrifícios de animais no Velho Testamento?"

Resposta:Deus exigia sacrifícios de animais para que a humanidade pudesse receber perdão dos seus pecados (Levítico 4:35; 5:10). Para começar, sacrifício de animal é um tema importante encontrado por todas as Escrituras. Quando Adão e Eva pecaram, animais foram mortos por Deus para providenciar vestimentas para eles (Gênesis 3:21). Caim e Abel trouxeram ofertas ao Senhor. A de Caim foi inaceitável porque ele trouxe frutas, enquanto que a de Abel foi aceitável porque ele trouxe “das primícias do seu rebanho e da gordura deste” (Gênesis 4:4-5). Depois que o dilúvio recuou, Noé sacrificou animais a Deus. Esse sacrifício de Noé foi de aroma agradável ao Senhor (Gênesis 8:20-21). Deus ordenou que Abraão sacrificasse seu filho Isaque. Abraão obedeceu a Deus, mas quando Abraão estava prestes a sacrificar a Isaque, Deus interveio e providenciou um carneiro para morrer no lugar de Isaque (Gênesis 22:10-13).

O sistema de sacrifícios atinge seu ponto máximo com a nação de Israel. Deus ordenou que essa nação executasse inúmeros sacrifícios diferentes. De acordo com Levítico 1:1-4, um certo procedimento era para ser seguido. Primeiro, o animal tinha que ser perfeito. Segundo, a pessoa que estava oferecendo o animal tinha que se identificar com ele. Então, a pessoa oferecendo o animal tinha que infligir morte ao animal. Quando feito em fé, esse sacrifício providenciava perdão dos pecados. Um outro sacrifício chamado de dia de expiação, descrito em Levítico 16, demonstra perdão e a retirada do pecado. O grande sacerdote tinha que levar dois bodes como oferta pelo pecado. Um dos bodes era sacrificado como uma oferta pelo pecado do povo de Israel (Levítico 16:15), enquanto que o outro bode era para ser solto no deserto (Levítico 16:20-22). A oferta pelo pecado providenciava perdão, enquanto que o outro bode providenciava a retirada do pecado.

Por que, então, não oferecemos mais sacrifícios de animais nos dias de hoje? O sacrifício de animais terminou porque Jesus Cristo foi o sacrifício supremo. João Batista confirmou isso quando O viu pela primeira vez: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (João 1:29). Você pode estar se perguntando: “por que animais? O que eles fizeram de errado?” Esse é justamente o ponto: já que os animais não fizeram nada de errado, eles morreram no lugar daquele que estava executando o sacrifício. Jesus Cristo também não tinha feito nada de errado, mas voluntariamente entregou-Se a morrer pelos pecados da humanidade (1 Timóteo 2:6). Muitas pessoas chamam de substituição essa ideia de morrer no lugar de outra pessoa. Jesus Cristo tomou para Si o nosso pecado e morreu no nosso lugar. 2 Coríntios 5:21 diz: “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.” Através de fé no que Jesus Cristo cumpriu na cruz qualquer pessoa pode receber perdão.

Em resumo, os sacrifícios de animais foram ordenados por Deus para que tal pessoa pudesse experimentar do perdão dos pecados. O animal servia como um substituto – quer dizer, o animal morreu no lugar do pecador. Sacrifício de animais parou com Jesus Cristo. Jesus Cristo foi o substituto sacrificial supremo e é agora o mediador entre Deus e os homens (1 Timóteo 2:5). Sacrifícios de animais serviam como um sinal do que estava para vir – o sacrifício de Cristo a nosso favor. A única base sobre a qual o sacrifício de um animal providenciaria perdão dos pecados é o fato de que Cristo iria Se sacrificar pelos nossos pecados, providenciando o perdão que aqueles animais podiam apenas ilustrar e prenunciar.



O BATISMO É NECESSÁRIO PARA A SALVAÇÃO? O QUE É REGENERAÇÃO BATISMAL?


Pergunta: "O batismo é necessário para salvação? O que é regeneração batismal?"

Resposta:Regeneração batismal é a crença que uma pessoa tem que ser batizada para ser salva. Acreditamos que batismo é um passo de obediência importante para um Cristão, mas rejeitamos completamente a idéia de que batismo é necessário para salvação. Acreditamos fortemente que cada Cristão deve ser batizado por imersão em água. O batismo ilustra a identificação do Cristão com a morte, enterro e ressurreição de Cristo. Romanos 6:3-4 declara: “Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida.” A ação de ser imerso em água ilustra ser enterrado com Cristo. A ação de sair da água retrata a ressurreição de Cristo.

Qualquer coisa adicionada à fé em Jesus Cristo como sendo uma condição para salvação é uma salvação baseada em obras. Adicionar QUALQUER COISA ao Evangelho é dizer que a morte de Jesus na cruz não foi suficiente para comprar nossa salvação. Dizer que precisamos ser batizados para sermos salvos é dizer que precisamos adicionar nossas boas obras e obediência à morte de Cristo para que Sua morte seja suficiente para salvação. Apenas a morte de Cristo pagou pelos nossos pecados (Romanos 5:8; 2 Coríntios 5:21). O pagamento de Jesus pelos nossos pecados é debitado à nossa “conta” através de fé apenas (João 3:16; Atos 16:31; Efésios 2:8-9). Portanto, batismo é um passo importante de obediência depois de salvação, mas não pode ser uma condição para salvação.

Sim, há alguns versículos na Bíblia que aparentam indicar que batismo é uma condição necessária para salvação. No entanto, já que a Bíblia nos diz tão claramente que salvação é por fé apenas (João 3:16; Efésios 2:8-9; Tito 3:5), tem que existir uma interpretação diferente para essas passagens. A Bíblia não se contradiz. No tempos bíblicos, uma pessoa que se convertia de uma religião para outra era frequentemente batizada para identificar conversão. Batismo era o meio usado para tornar pública essa decisão. Aqueles que se recusavam a ser batizados estavam dizendo que não acreditavam realmente. Então, na mente dos apóstolos e discípulos primitivos, a ideia de um crente não-batizado era incomum. Quando uma pessoa clamava acreditar em Cristo, e ao mesmo tempo tinha vergonha de proclamar sua fé em público, isso era uma indicação de que não tinha fé verdadeira.

Se batismo é necessário para salvação, por que Paulo teria dito: "Dou graças {a Deus} porque a nenhum de vós batizei, exceto Crispo e Gaio" (1 Coríntios 1:14)? Por que ele teria dito: "Porque não me enviou Cristo para batizar, mas para pregar o evangelho; não com sabedoria de palavra, para que se não anule a cruz de Cristo" (1 Coríntios 1:17)? É verdade que nessa passagem Paulo está argumentando contra as divisões que atormentavam a igreja de Corinto. No entanto, como é que Paulo podia dizer: "Dou graças {a Deus} porque a nenhum de vós batizei" ou "Porque não me enviou Cristo para batizar", se batismo fosse necessário para salvação? Se batismo é necessário para salvação, Paulo estaria dizendo, em outra palavras: “Dou graças a Deus que você não é salvo…” e “Porque Cristo não me enviou para salvar...” Seria uma afirmação completamente ridícula para Paulo fazer. Além disso, quando Paulo descreve um esquema detalhado do que ele considera o Evangelho ser (1 Coríntios 15:1-8), por que ele não menciona batismo? Se batismo é uma condição necessária para salvação, como é que qualquer apresentação do evangelho poderia deixar de mencionar batismo?

Regeneração batismal não é um conceito bíblico. Batismo não salva do pecado, mas de uma consciência ruim. Pedro ensinou claramente que batismo não era um ato cerimonial de purificação física, mas um sinal de uma boa consciência diante de Deus. Batismo é o símbolo do que já aconteceu no coração e vida daquele que confiou em Cristo como Salvador (de acordo Com Romanos 6:3-5; Gálatas 3:27; Colossenses 2:12). Para tornar a fonte de salvação completamente clara, Pedro adicionou: “mediante a ressurreição de Jesus Cristo” (1 Pedro 1:3). O batismo é um passo importante que todo Cristão deve seguir. Batismo não pode ser uma condição para salvação. Argumentar a favor disso é dizer que a morte e ressurreição de Cristo não foram suficientes.


O QUE É SALVAÇÃO? QUAL É A DOUTRINA CRISTÃ DA SALVAÇÃO?


Pergunta: "O que é salvação? Qual é a doutrina Cristã da salvação?"

Resposta:Salvação é a libertação do perigo ou sofrimento. Salvar é libertar ou proteger. A palavra carrega a ideia de vitória, saúde, ou preservação. Às vezes, a Bíblia usa palavras como salvo ou salvação para se referir à libertação temporária e física, tal como a libertação de Paulo da prisão (Filipenses 1:19).

O uso mais frequente da palavra salvação tem a ver com libertação eterna e espiritual. Quando Paulo disse ao carcereiro de Filipo o que ele precisava fazer para ser salvo, Paulo estava se referindo ao destino eterno do carcereiro (Atos 16:30-31). Jesus igualou ser salvo com entrar no reino de Deus (Mateus 19:24-25).

Somos salvos de quê?Na doutrina Cristã da salvação, somos salvos da “ira”; quer dizer, do julgamento de Deus sobre o pecado (Romanos 5:9; 1 Tessalonicenses 5:9). Nosso pecado nos separou de Deus, e a consequência do pecado é morte (Romanos 6:23). Salvação bíblica se refere à libertação da consequência do pecado e envolve, portanto, remoção do pecado.

Quem pode salvar?Só Deus pode remover pecado e nos livrar da penalidade do pecado (2 Timóteo 1:9; Tito 3:5).

Como Deus salva?Na doutrina Cristã da salvação, Deus nos resgatou através de Cristo (João 3:17). Especificamente, foi a morte de Jesus na cruz e subsequente ressurreição que alcançou nossa salvação (Romanos 5:10; Efésios 1:7). A Bíblia é clara que salvação é um gracioso dom de Deus que não merecemos (Efésios 2:5,8), e é disponível apenas através de fé em Jesus Cristo (Atos 4:12).

Como recebemos salvação?Somos salvos por fé. Primeiro, precisamos escutar o evangelho – a boa nova da morte e ressurreição de Cristo (Efésios 1:13). Então, precisamos acreditar – confiar completamente no Senhor Jesus (Romanos 1:16). Isso envolve arrependimento, uma mudança de mentalidade sobre pecado e Cristo (Atos 3:19) e invocar o nome do Senhor (Romanos 10:9-10, 13).

Uma definição da doutrina Cristã da salvação seria: “A libertação espiritual e eterna que Deus concede imediatamente a aqueles que aceitam Suas condições de arrependimento e fé no Senhor Jesus”. Salvação só é possível através de Jesus Cristo (João 14:6; Atos 4:12), e depende de Deus para a sua provisão, garantia e segurança.



O QUE É JUSTIFICAÇÃO?


Pergunta: "O que é justificação?"

Resposta:Para colocar de forma simples, justificar significa declarar justo; fazer alguém justo diante de Deus. Justificação é quando Deus declara justo todo aquele que recebe a Cristo, baseado na justiça de Cristo sendo debitada às contas daqueles que O recebem. Apesar de que podemos achar justificação como um princípio por todas as Escrituras, a passagem principal que descreve justificação em relação aos crentes é Romanos 3:21-26:

"Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas; justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos {e sobre todos} os que creem  porque não há distinção, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus."

Somos justificados (declarados justos) no momento de nossa salvação. Justificação não nos faz justos, mas declara nossa justiça. Nossa justiça vem de colocarmos nossa fé no trabalho completo de Jesus Cristo. Seu sacrifício cobre o nosso pecado, permitindo com que Deus nos veja como perfeitos e sem qualquer mancha. Por causa do fato de que como crentes estamos em Cristo, Deus vê a justiça de Cristo quando Ele olha para nós. Isso alcança as exigências de Deus para perfeição; portanto, Ele nos declara justos – Ele nos justifica.

Romanos 5:18-19 resume esse conceito muito bem: "Pois assim como, por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também, por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida. Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos." Por que esse pronunciamento de justiça é tão importante? "Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo" (Romanos 5:1). É por causa da justificação que a paz de Deus pode governar em nossas vidas. É por causa do FATO de justificação que crentes podem ter a garantia de salvação. É o FATO de justificação que deixa Deus começar o processo de santificação – o processo pelo qual Deus torna realidade em nossas vidas a posição que já ocupamos em Cristo.


QUAL O SIGNIFICADO DA REDENÇÃO CRISTÃ?

Pergunta: "Qual o significado da redenção Cristã?"

Resposta:Todo mundo precisa de redenção. Nossa condição natural era caracterizada por culpa: “pois todos pecaram e carecem da glória de Deus.” A redenção de Cristo nos libertou dessa culpa: “sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus” (Romanos 3:23-24).

Os privilégios de redenção incluem vida eterna (Apocalipse 5:9-10), perdão dos pecados (Efésios 1:7), justiça (Romanos 5:17), liberdade da maldição do pecado (Gálatas 3:13), adoção à família de Deus (Gálatas 4:5), libertação da escravidão do pecado (Tito 2:14; 1 Pedro 1:14-18), paz com Deus (Colossenses 1:18-20) e a habitação do Espírito Santo na vida do Cristão (1 Coríntios 6:19-20). Ser redimido, então, é ser perdoado, santo, justificado, abençoado, livre, adotado e reconciliado. Veja também Salmos 130:7-8; Lucas 2:38 e Atos 20:28.

A palavra redimir significa “comprar os direitos”. O termo era usado especificamente em referência à compra da liberdade de um escravo. A aplicação desse termo à morte de Cristo na cruz é bem notável. Se somos “redimidos”, então a nossa condição anterior era uma de escravidão. Deus comprou nossa liberdade, e não somos mais escravos do pecado ou da lei do Velho Testamento. Esse uso metafórico de redenção é o ensinamento de Gálatas 3:13 e 4:5.

Relacionada ao conceito Cristão de redenção é a palavra resgate. Jesus pagou o preço da nossa liberação do pecado (Mateus 20:28; 1 Timóteo 2:6). Sua morte foi uma troca por nossa vida. Na verdade, a Bíblia deixa bem claro que redenção só é possível “pelo sangue” (quer dizer, por Sua morte), Colossenses 1:14.

As ruas do céu vão estar cheias de antigos prisioneiros que, não por nenhum mérito próprio, encontram-se perdoados e livres. Os escravos do pecado se tornam santos. Não é de se estranhar que eles cantam uma nova canção – uma canção de louvor ao Redentor que foi morto (Apocalipse 5:9). Éramos escravos do pecado, condenados à separação eterna de Deus. Jesus pagou o preço para nos redimir, resultando em nossa liberdade da escravidão do pecado, e nosso resgate das consequências eternas do pecado.



O QUE É ARREPENDIMENTO? É ARREPENDIMENTO NECESSÁRIO PARA A SALVAÇÃO?

Pergunta: "O que é arrependimento? É arrependimento necessário para salvação?"

Resposta:Muitos entendem que o termo “arrependimento” significa “tornar-se contra o pecado”. Essa não é a definição bíblica de arrependimento. Na Bíblia, a palavra “arrepender” significa “mudar de ideia, convicção”. A Bíblia também nos diz que arrependimento verdadeiro vai resultar em uma mudança de comportamento (Lucas 3:8-14; Atos 3:19). Atos 26:20 declara: “mas anunciei primeiramente aos de Damasco e em Jerusalém, por toda a região da Judéia, e aos gentios, que se arrependessem e se convertessem a Deus, praticando obras dignas de arrependimento.” Uma definição bíblica e completa de arrependimento é mudar de convicção sobre algo que resulta em mudança de comportamento.

Qual é então a conexão entre arrependimento e salvação? O livro de Atos aparenta se focalizar especialmente em arrependimento em relação à salvação (Atos 2:38; 3:19; 11:18; 17:30; 20:21; 26:20). Arrepender-se, em relação à salvação, é mudar sua convicção sobre Jesus Cristo. 


 Na pregação de Pedro no Dia de Pentecostes (Atos 2), ele conclui com um chamado para as pessoas se arrependerem (Atos 2:38). Arrepender-se de quê? Pedro está convidando as pessoas que rejeitaram a Jesus (Atos 2:36) a mudar seus pensamentos sobre Ele e reconhecer que Ele é realmente “Senhor e Cristo” (Atos 2:36). Pedro está convidando as pessoas a transformarem suas mentes deixando para trás sua rejeição de Cristo como o Messias e passar a ter fé Nele como Messias e Salvador.

Arrependimento e fé podem ser entendidos como “dois lados da mesma moeda”. É impossível colocar nossa fé em Jesus Cristo como Salvador sem primeiro mudarmos nossa convicção sobre quem Ele é e o que Ele tem feito. Quer seja arrependimento de rejeição intencional, ou arrependimento de ignorância e desinteresse – é uma mudança de convicção. Arrependimento bíblico, em relação à salvação, é mudar de convicção de rejeição de Cristo para fé em Cristo.

É muito importante que entendamos que arrependimento não é uma obra que podemos fazer para ganhar salvação. Ninguém pode se arrepender e vir a Deus a menos que Deus o traga a Si mesmo (João 6:44). Atos 5:31 e 11:18 indicam que arrependimento é algo que Deus dá – só é possível por causa de Sua graça. Ninguém pode se arrepender a menos que Deus dê arrependimento. Toda parte da salvação, incluindo arrependimento e fé, é um resultado de Deus nos trazendo para mais próximo dEle, abrindo nossos olhos e mudando nossos corações. A temperância de Deus nos leva ao arrependimento (2 Pedro 3:9), assim como a Sua bondade (Romanos 2:4).

Apesar de que arrependimento não é uma obra que ganha salvação, arrependimento que leva à salvação vai resultar em obras. É impossível completamente e totalmente mudar sua convicção sem que isso cause uma mudança em ação. Na Bíblia, arrependimento resulta em uma mudança de comportamento. Por isso João Batista convidou as pessoas a produzir “frutos dignos de arrependimento” (Mateus 3:8). Uma pessoa que realmente se arrependeu de sua rejeição de Cristo e passou a ter fé nEle vai tornar isso evidente através de uma vida transformada (2 Coríntios 5:17; Gálatas 5:19-23; Tiago 2:14-26). Arrependimento, propriamente definido, é necessário para salvação. Arrependimento bíblico é mudar de convicção sobre Jesus Cristo e tornar-se para Deus em fé para salvação (Atos 3:19). Tornar-se contra o pecado não é uma definição de arrependimento, mas é um dos resultados do arrependimento genuíno que foi baseado em fé verdadeira pelo Senhor Jesus Cristo.


UM CRISTÃO DESVIADO AINDA É SALVO?

Pergunta: "Um cristão desviado ainda é salvo?"

Resposta:: Esta é uma questão que tem sido debatida incessantemente ao longo dos anos. A palavra "desviado" (ou "aquele que comete deslize") não aparece no Novo Testamento e é usada no Antigo Testamento principalmente para Israel. Os judeus, apesar de serem o povo escolhido de Deus, continuamente viraram-lhe as costas e se rebelaram contra a Sua Palavra (Jeremias 8:9). É por isso que eram forçados a continuamente oferecer sacrifícios pelo pecado a fim de restaurar o seu relacionamento com o Deus a quem tinham ofendido. O cristão, no entanto, tem a seu favor o sacrifício perfeito e definitivo de Cristo e não mais precisa oferecer sacrifícios pelo seu pecado. O próprio Deus obteve a nossa salvação para nós (2 Coríntios 5:21) e porque somos salvos por Ele, um verdadeiro cristão não pode se desviar sem voltar.

Os cristãos pecam (1 João 1:8), mas a vida cristã não deve ser caracterizada por uma vida de pecado. Os fiéis são novas criaturas (2 Coríntios 5:17). Temos o Espírito Santo que produz bons frutos vivendo dentro de nós (Gálatas 5:22-23). A vida cristã deve ser uma vida transformada. Os cristãos são perdoados independentemente de quantas vezes pequem, mas ao mesmo tempo devem viver uma vida cada vez mais santa na medida em que crescem mais perto de Deus e mais como Cristo. Devemos ter sérias dúvidas sobre uma pessoa que afirma ser um crente, mas continua a viver uma vida que diz o contrário. Sim, um verdadeiro cristão que cai em pecado temporariamente ainda é salvo, mas, por outro lado, uma pessoa que vive uma vida controlada pelo pecado não é um cristão verdadeiro.

O que dizer de uma pessoa que nega a Cristo? A Bíblia nos diz que se uma pessoa nega a Cristo, então ela nunca verdadeiramente o conheceu. "Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós" (1 João 2:19). Uma pessoa que rejeita a Cristo e vira as costas para a fé está demonstrando que nunca pertenceu a Cristo. Aqueles que pertencem a Cristo permanecem com Cristo. Aqueles que renunciam a sua fé nunca tiveram fé verdadeira. "Esta palavra é digna de confiança: Se morremos com ele, com ele também viveremos; se perseveramos, com ele também reinaremos. Se o negamos, ele também nos negará; se somos infiéis, ele permanece fiel, pois não pode negar-se a si mesmo" (2 Timóteo 2:11-13).


O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE UMA CONVERSÃO NO LEITO DE MORTE?


Pergunta: "O que a Bíblia diz sobre uma conversão no leito de morte?"

Resposta:O principal exemplo de conversão no leito de morte/na última hora para Cristo na Bíblia é o caso do criminoso crucificado ao lado de Jesus (Lucas 23:39-43). Apenas momentos antes de sua própria morte, este criminoso tinha sido um incrédulo escarnecedor de Cristo (Mateus 27:44). No entanto, no último momento, o criminoso se arrependeu e reconheceu Jesus como o Rei celestial. O Senhor deu-lhe a bendita promessa: "Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso".

Embora a história do criminoso na cruz demonstre que conversões de última hora sejam possíveis, a Bíblia nos adverte a arrepender-nos agora, sem esperar um outro momento. João Batista alertou: "Arrependam-se, porque o Reino dos céus está próximo" (Mateus 3:2). Jesus tinha uma mensagem idêntica sobre a necessidade de arrependimento imediato (Mateus 4:17).

A Bíblia nos adverte sobre a brevidade da vida. "Vocês são como a neblina que aparece por um pouco de tempo e depois se dissipa" (Tiago 4:14). Não somos instruídos a considerar a conversão algum dia, mas a acreditar hoje! "Se hoje vocês ouvirem a sua voz, não endureçam o coração" (Hebreus 4:7). Nenhum de nós sabe quanto tempo nos resta nesta vida ou quais serão as circunstâncias de nossa morte. Talvez morreremos de forma súbita e inesperada que impedirá uma conversão no leito de morte. A única opção razoável é arrepender-se e crer em Jesus Cristo hoje. "‘Eu o ouvi no tempo favorável e o socorri no dia da salvação’. Digo-lhes que agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação!" (2 Coríntios 6:2).


É POSSÍVEL QUE O NOME DE UMA PESSOA SEJA APAGADO DO LIVRO DA VIDA?


Pergunta: "É possível que o nome de uma pessoa seja apagado do Livro da Vida?"

Resposta:Apocalipse 22:19 diz: "Se alguém tirar alguma palavra deste livro de profecia, Deus tirará dele a sua parte na árvore da vida e na cidade santa, que são descritas neste livro." Este versículo é normalmente envolvido no debate sobre a segurança eterna. Será que Apocalipse 22:19 significa que o nome de uma pessoa, depois de ter sido escrito no Livro da Vida do Cordeiro, pode em algum momento no futuro ser apagado? Em outras palavras, pode um cristão perder a salvação?

Em primeiro lugar, as Escrituras deixam claro que um verdadeiro crente é protegido pelo poder de Deus, selado para o dia da redenção (Efésios 4:30), e que o Filho não perderá nenhum dos que o Pai lhe deu (João 6:39). O Senhor Jesus Cristo proclamou: "Eu lhes dou a vida eterna, e elas jamais perecerão; ninguém as poderá arrancar da minha mão. Meu Pai, que as deu para mim, é maior do que todos; ninguém as pode arrancar da mão de meu Pai"(João 10:28-29b). A salvação é uma obra de Deus, não nossa (Tito 3:5), e é o Seu poder que nos protege.

Se não aos cristãos, então a quem esse "alguém" de Apocalipse 22:19 se refere? Em outras palavras, quem talvez queira adicionar ou tirar palavras da Bíblia? Muito provavelmente, esta adulteração da Palavra de Deus não seria feita pelos verdadeiros crentes, mas por aqueles que apenas professam ser cristãos e que supõem que seus nomes estejam no Livro da Vida. De um modo geral, os dois principais grupos que têm tradicionalmente adulterado a revelação são seitas pseudo-cristãs e aqueles que sustentam crenças teológicas muito liberais. Muitas seitas e teólogos liberais reivindicam o nome de Cristo para si, mas não são nascidos de novo -- o termo bíblico definitivo para um cristão.

A Bíblia cita vários exemplos de pessoas que achavam que eram crentes, mas cuja profissão de fé foi provada como sendo falsa. Em João 15, Jesus se refere a elas como ramos que não permaneceram nele, a Videira verdadeira e que, portanto, não produziram nenhum fruto. Sabemos que são falsos porque "Vocês os reconhecerão por seus frutos" (Mateus 7:16, 20). Por outro lado, os verdadeiros discípulos demonstrarão o fruto do Espírito Santo que reside dentro deles (Gálatas 5:22). Em 2 Pedro 2:22, mestres falsos são cães que retornam ao seu próprio vômito e a porca lavada que "voltou a revolver-se na lama". O ramo estéril, o cão e o porco são todos símbolos daqueles que professam ter salvação, mas que não podem confiar em nada mais que em sua própria justiça, pois não possuem a justiça de Cristo que verdadeiramente salva.

É duvidoso que aqueles que se arrependeram de seus pecados e nasceram de novo voluntariamente adulterariam a Palavra de Deus de qualquer forma, seja acrescentando ou tirando dela. É claro que reconhecemos que pessoas boas têm tido sinceras diferenças na área de crítica textual. No entanto, pode-se demonstrar como os cultistas e liberais têm repetidamente tanto "acrescentado" quanto "tirado". Assim, podemos entender a advertência de Deus em Apocalipse 22:19 desta maneira: qualquer um que mexer com essa mensagem crucial vai descobrir que Deus não colocou o seu nome no Livro da Vida, será negado o acesso à Cidade Santa e perderá qualquer expectativa de todas as coisas boas que Ele promete aos seus santos neste livro.

De um ponto de vista puramente lógico, por que o soberano e onisciente Deus -- Aquele que conhece o fim desde o começo (Isaías 46:10) -- escreveria um nome no Livro da Vida já sabendo que teria de removê-lo quando essa pessoa eventualmente negasse a fé? Além disso, ler essa advertência dentro de seu contexto no parágrafo em que aparece (Apocalipse 22:6-19) mostra claramente que Deus permanece consistente: apenas aqueles que têm dado atenção às Suas advertências, arrependeram-se e nasceram de novo poderão antecipar algo de bom na eternidade. Todos os outros, infelizmente, têm um futuro terrível e aterrorizante à sua espera.

Apocalipse 3:5 é um outro versículo muito importante para essa questão. "O vencedor.... Jamais apagarei o seu nome do livro da vida." O "vencedor" mencionado nessa carta a Sardes é o cristão. Compare isso com 1 João 5:4: "O que é nascido de Deus vence o mundo" e o versículo 5: "Quem é que vence o mundo? Somente aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus" (Veja também 1 João 2:13). Todos os crentes são "vencedores" por terem a vitória sobre o pecado e a incredulidade do mundo.

Algumas pessoas veem em Apocalipse 3:5 a imagem de Deus com sua caneta em posição pronta para eliminar o nome de qualquer cristão que peque. Eles interpretam algo mais ou menos assim: "Se você fracassar e não conquistar a vitória, então perderá a sua salvação! Na verdade, apagarei o seu nome do Livro da Vida!" Entretanto, NÃO é isso o que o versículo diz. Jesus está dando uma promessa aqui, não uma advertência.

As Escrituras nunca dizem que Deus apaga o nome de um crente do Livro da Vida; nunca há sequer um aviso de que esteja contemplando fazê-lo! A maravilhosa promessa de Apocalipse 3:5 é que Jesus NÃO apagará o nome de ninguém. Falando aos "vencedores" -- todos os redimidos pelo sangue do Cordeiro -- Jesus dá a Sua palavra de que não apagará os seus nomes. Ele afirma que quando um nome se encontra no livro, então está lá para sempre. Isso é baseado na fidelidade de Deus.

A promessa de Apocalipse 3:5 é direcionada aos crentes, os quais estão seguros na sua salvação. Em contraste, o aviso de Apocalipse 22:19 é direcionado aos incrédulos, os quais, ao invés de direcionarem seus corações para Deus, tentam mudar a Palavra de Deus para servir os seus propósitos.


SERÁ QUE DEUS PERDOA OS PECADOS GRANDES? DEUS PODE PERDOAR UM ASSASSINO?


Pergunta: "Será que Deus perdoa os pecados grandes? Deus pode perdoar um assassino?"

Resposta:Muitas pessoas cometem o erro de acreditar que Deus perdoa "pequenos" pecados como mentir, raiva e pensamentos impuros, mas não perdoa "grandes" pecados como assassinato e adultério. Isso não é verdade. Não há pecado tão grande que Deus não possa perdoar. Quando Jesus morreu na cruz, Ele morreu para pagar a pena por todos os pecados de todo o mundo (1 João 2:2). Quando uma pessoa coloca sua fé em Jesus Cristo para a salvação, todos os seus pecados são perdoados. Isso inclui pecados passados, presentes e futuros, grandes ou pequenos. Jesus morreu para pagar a pena por todos os nossos pecados e, uma vez perdoados, todos são perdoados (Colossenses 1:14, Atos 10:43).

Todos nós somos culpados do pecado (Romanos 3:23) e merecemos a punição eterna (Romanos 6:23). Jesus morreu por nós, para pagar pelos nossos pecados (Romanos 5:8). Quem crer em Jesus Cristo para a salvação é perdoado, independente de quantos pecados tenha cometido (João 3:16). No entanto, um assassino ou adúltero provavelmente ainda terá que enfrentar sérias consequências (legais, relacionais, etc.) por suas más ações, provavelmente mais do que alguém que era "apenas" um mentiroso. No entanto, os pecados de um assassino ou um adúltero são completa e permanentemente perdoados no momento em que essa pessoa acreditar e colocar sua fé em Cristo.

O tamanho do pecado não é o fator determinante aqui, e sim o tamanho do sacrifício expiatório de Cristo. Se o sangue derramado do Cordeiro imaculado de Deus for suficiente para cobrir todos os pecados de todas as pessoas que chegariam a ter fé nele, então não pode haver limite para o tamanho ou o tipo dos pecados cobertos. Quando Ele disse: "Está consumado", o pecado recebeu um fim, plena expiação e satisfação foram dadas pelo pecado, o perdão completo foi obtido, a paz foi feita e a redenção de todo o pecado foi alcançada. A salvação era certa, segura e completa; nada precisa ser, ou poderia ser, a ela adicionada. Além disso, a obra salvadora de Cristo foi feita inteiramente sem a ajuda do homem e não pode ser desfeita.


QUAIS SÃO OS ELEMENTOS ESSENCIAIS DA MENSAGEM DO EVANGELHO?


Pergunta: "Quais são os elementos essenciais da mensagem do evangelho?"

Resposta:A palavra "evangelho" significa "boas novas" e é mais bem definida como a mensagem de perdão do pecado através da obra expiatória de Jesus Cristo. É essencialmente o plano de resgate de Deus para aqueles que confiam em Seu divino Filho a fim de se reconciliarem com um Deus justo e santo. O conteúdo essencial da mensagem salvadora é claramente definida para nós na Bíblia.

Na primeira carta do apóstolo Paulo aos Coríntios, ele expõe o conteúdo da mensagem do evangelho: "Irmãos, quero lembrar-lhes o evangelho que lhes preguei, o qual vocês receberam e no qual estão firmes. Por meio deste evangelho vocês são salvos, desde que se apeguem firmemente à palavra que lhes preguei; caso contrário, vocês têm crido em vão. Pois o que primeiramente lhes transmiti foi o que recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras" (1 Coríntios 15:1-4).

Nesta passagem, vemos três elementos essenciais da mensagem do evangelho. Primeiro, a frase "morreu pelos nossos pecados" é muito importante. Como Romanos 3:23 nos diz: "pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus." A realidade do pecado precisa ser reconhecida por todos que se aproximam do trono de Deus para a salvação. Um pecador deve reconhecer o desespero de sua culpa perante Deus para que o perdão possa ocorrer, e ele deve entender que o "salário do pecado é a morte" (Romanos 6:23). Sem esta verdade fundamental, nenhuma apresentação do evangelho é completa.

Segundo, a pessoa e obra de Cristo são componentes indispensáveis do evangelho. Jesus é tanto Deus (Colossenses 2:9) quanto homem (João 1:14). Jesus viveu a vida sem pecado que nunca poderíamos viver (1 Pedro 2:22) e é o único que podia morrer uma morte substitutiva pelo pecador. O pecado contra um Deus infinito requer um sacrifício infinito. Portanto, ou o homem, que é finito, tem de pagar a pena por um período infinito de tempo no inferno, ou o Cristo infinito deve pagar essa penalidade uma só vez. Jesus foi à cruz para pagar a dívida que devemos a Deus pelo nosso pecado, e aqueles que são cobertos pelo Seu sacrifício herdarão o reino de Deus como filhos do rei (João 1:12).

Terceiro, a ressurreição de Cristo é um elemento essencial do evangelho. A ressurreição é a prova do poder de Deus. Apenas Aquele que criou a vida pode ressuscitá-la após a morte, só Ele pode reverter o horror da própria morte, e só Ele pode remover o aguilhão da morte e da vitória da sepultura (1 Coríntios 15:54-55). Além disso, ao contrário de todas as outras religiões, o Cristianismo possui um Fundador que transcende a morte e promete que os seus seguidores farão o mesmo. Todas as outras religiões foram fundadas por homens e profetas cujo fim era a sepultura.

Finalmente, Cristo oferece a sua salvação como um dom gratuito (Romanos 5:15; 6:23) que só pode ser recebido pela fé, independente de quaisquer obras ou mérito de nossa parte (Efésios 2:8-9). Como o Apóstolo Paulo nos diz, o evangelho é "...o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê: primeiro do judeu, depois do grego" (Romanos 1:16). O mesmo autor inspirado nos diz: "Se você confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo" (Romanos 10:9).

Estes, então, são os elementos essenciais do evangelho: o pecado de todos os homens, a morte de Cristo na cruz para pagar por esses pecados, a ressurreição de Cristo para oferecer a vida eterna àqueles que O seguem e a oferta do dom gratuito da salvação a todos.


QUAL É A DIFERENÇA ENTRE MISERICÓRDIA E GRAÇA? 

Pergunta: "Qual é a diferença entre misericórdia e graça?"

Resposta:Misericórdia e graça são frequentemente confundidas. Embora os termos tenham significados semelhantes, graça e misericórdia não são a mesma coisa. Para resumir a diferença: a misericórdia é Deus não nos castigando como merecem os nossos pecados e a graça é Deus nos abençoando apesar de não merecermos. Misericórdia é a libertação do julgamento, enquanto graça é estender bondade aos indignos.

Segundo a Bíblia, todos nós pecamos (Eclesiastes 7:20, Romanos 3:23, 1 João 1:8). Como resultado do pecado, todos nós merecemos a morte (Romanos 6:23) e julgamento eterno do lago de fogo (Apocalipse 20:12-15). Com isso em mente, todo dia que vivemos é um ato de misericórdia de Deus. Se Deus nos desse tudo o que merecemos, todos estaríamos, agora, condenados por toda a eternidade. No Salmo 51:1-2, Davi clama: "Tem misericórdia de mim, ó Deus, por teu amor; por tua grande compaixão apaga as minhas transgressões. Lava-me de toda a minha culpa e purifica-me do meu pecado." Um apelo a Deus por misericórdia é pedir a Ele que suspenda o julgamento que merecemos e, ao invés, conceda-nos o perdão que não merecemos.

Não merecemos nada de Deus. Deus não nos deve nada. Qualquer coisa boa que tivermos em nossas vidas é um resultado da graça de Deus (Efésios 2:5). Graça é simplesmente um favor imerecido. Deus nos dá coisas boas que não merecemos e que nunca poderíamos ganhar por nós mesmos. Resgatados do julgamento pela misericórdia de Deus, a graça é tudo o que recebemos além dessa misericórdia (Romanos 3:24). A graça comum refere-se à graça soberana que Deus concede a toda a humanidade independentemente da sua posição espiritual diante dele, enquanto que a graça salvadora é a dispensa especial da graça pela qual Deus soberanamente concede imerecida assistência divina sobre os seus eleitos para a sua regeneração e santificação.

Misericórdia e graça são mais bem ilustradas na salvação disponível através de Jesus Cristo. Merecemos o julgamento, mas se recebermos Jesus Cristo como o nosso Salvador, recebemos a misericórdia de Deus e somos libertos desse julgamento. Em vez de julgamento, pela graça recebemos a salvação, perdão dos pecados, vida abundante (João 10:10) e uma eternidade no céu, o lugar mais maravilhoso que se possa imaginar (Apocalipse 21-22). Por causa da misericórdia e graça de Deus, nossa resposta deve ser cair de joelhos em adoração e ação de graças. Hebreus 4:16 declara: "Assim sendo, aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade."


O QUE É SANTIFICAÇÃO?

Pergunta: "O que é santificação? Qual é a definição da santificação cristã?"

Resposta:Jesus tinha muito a dizer sobre santificação em João 17. No versículo 16, o Senhor diz: "Eles não são do mundo, como eu também não sou", e isso é antes de seu pedido: "Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade." Santificação é um estado de separação para Deus; todos os crentes entram neste estado quando são nascidos de Deus: "É, porém, por iniciativa dele que vocês estão em Cristo Jesus, o qual se tornou sabedoria de Deus para nós, isto é, justiça, santidade e redenção" (1 Coríntios 1:30). Esta é uma separação que acontece de uma vez por todas, eternamente a Deus. É uma parte intrincada da nossa salvação, a nossa ligação com Cristo (Hebreus 10:10).

A santificação também se refere à experiência prática dessa separação para Deus, sendo o efeito da obediência à Palavra de Deus na vida de alguém e deve ser ardentemente buscada pelo crente (1 Pedro 1:15, Hebreus 12:14). Assim como o Senhor orou em João 17, a santificação tem em vista a separação dos crentes para a finalidade pela qual foram enviados ao mundo: "Assim como me enviaste ao mundo, eu os enviei ao mundo. Em favor deles eu me santifico, para que também eles sejam santificados pela verdade" (v. 18, 19). Que Ele se separou para o propósito pelo qual foi enviado é tanto a base quanto a condição do nós mesmos sermos separados para o motivo pelo qual fomos enviados (João 10:36). A santificação de Cristo é o padrão e o poder para a nossa. O envio e a santificação são inseparáveis. Por causa disso os crentes são chamados de santos, hagioi, no grego: "os santificados". Enquanto anteriormente o seu comportamento dava testemunho da sua posição no mundo em separação de Deus, agora o seu comportamento deve ser testemunho da sua posição diante de Deus em separação do mundo.

De acordo com as Escrituras, a palavra "santificação" tem mais um sentido. Paulo ora em 1 Tessalonicenses 5:23: "Que o próprio Deus da paz os santifique inteiramente. Que todo o espírito, alma e corpo de vocês seja conservado irrepreensível na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo." Paulo também escreve em Colossenses da "esperança que lhes está reservada nos céus, a respeito da qual vocês ouviram por meio da palavra da verdade, o evangelho" (Colossenses 1:5). Logo depois, ele fala do próprio Cristo como "a esperança da glória" (Colossenses 1:27) e então menciona o fato dessa esperança quando diz: "Quando Cristo, que é a sua vida, for manifestado, então vocês também serão manifestados com ele em glória" (Colossenses 3:4). Este estado glorificado será a nossa separação definitiva do pecado, ou seja, alcançaremos a santificação total em todos os aspectos. "Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser, mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, pois o veremos como ele é" (1 João 3:2).

Para resumir, a santificação é sinônimo de santidade, a palavra grega para ambas significa "uma separação", de primeira uma separação posicional de uma vez por todas a Cristo em nossa salvação; em segundo lugar, uma santidade prática progressiva na vida de um crente enquanto aguarda o retorno de Cristo e, finalmente, uma separação permanente do pecado quando chegarmos ao céu.


HAVERÁ UMA SEGUNDA CHANCE DE SALVAÇÃO APÓS A MORTE?


Pergunta: "Haverá uma segunda chance de salvação após a morte?"

Resposta:Embora a ideia de uma segunda chance para a salvação seja atraente, a Bíblia é clara que a morte é o fim de todas as chances. Hebreus 9:27 nos diz que morremos e temos então que enfrentar o julgamento. Assim, enquanto uma pessoa estiver viva, ela tem uma segunda, terceira, quarta, quinta, etc., chance para aceitar a Cristo e ser salva (João 3:16, Romanos 10:9-10, Atos 16:31). Quando uma pessoa morre, não há mais chances. A ideia do purgatório, um lugar onde as pessoas vão depois da morte para pagar por seus pecados, não tem qualquer base bíblica e é apenas uma tradição da Igreja Católica Romana.

Para entender o que acontece com os descrentes depois que morrem, vamos ler Apocalipse 20:11-15, o qual descreve o Julgamento do Grande Trono Branco. Aqui acontece a abertura dos livros e "Os mortos foram julgados de acordo com o que tinham feito, segundo o que estava registrado nos livros." Esses livros contêm todos os pensamentos e ações daqueles que estão sendo julgados, e sabemos de Romanos 3:20 que "ninguém será declarado justo diante dele baseando-se na obediência à lei." Portanto, todos os que são julgados por suas obras e pensamentos são condenados ao inferno. Os crentes em Cristo, por outro lado, não são julgados pelos livros de obras, mas seus nomes são encontrados em um outro livro -- o "Livro da Vida do Cordeiro" (Apocalipse 21:27). Estes são os que creram no Senhor Jesus e somente eles terão permissão para entrar no céu.

Qualquer pessoa cujo nome esteja escrito no Livro da Vida do Cordeiro foi salva “antes da criação do mundo” (Efésios 1:4) pela soberana e salvadora graça de Deus para fazer parte da noiva do seu Filho, a Igreja de Jesus Cristo. Essas pessoas não precisam de uma "segunda chance" para salvação porque a sua salvação tem sido assegurada por Cristo. Ele os escolheu, salvou e irá mantê-los salvos. Nada pode separá-los de Cristo (Romanos 8:39). Aqueles por quem Ele morreu serão salvos porque Jesus cumprirá a sua promessa. Ele declarou que "Todo o que o Pai me der virá a mim, e quem vier a mim eu jamais rejeitarei" (João 6:37) e "Eu lhes dou a vida eterna, e elas jamais perecerão; ninguém as poderá arrancar da minha mão" (João 10:28). Para os crentes, não há necessidade de uma segunda chance porque a primeira chance é suficiente.

O que dizer daqueles que não acreditam? Não iriam se arrepender e crer se recebessem uma segunda chance? A resposta é não, não iriam, porque seus corações não são alterados simplesmente porque morrem. Seus corações e mentes "estão em inimizade" contra Deus e não vão aceitá-lo mesmo quando verem-no face a face. Isso é evidenciado na história do homem rico e Lázaro em Lucas 16:19-31. Se alguma vez houve alguém que devia ter se arrependido quando oferecido uma segunda chance de ver claramente a verdade, essa pessoa era o homem rico. Entretanto, embora estivesse em tormento no inferno, ele só pediu que Abraão enviasse Lázaro de volta à terra para advertir seus irmãos para que não tivessem de sofrer o mesmo destino. 


 Não houve arrependimento em seu coração, só lamento por onde se encontrava. A resposta de Abraão diz tudo: "Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão convencer, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos" (Lucas 16:31). Aqui vemos que o testemunho da Escritura é suficiente para a salvação daqueles que nela acreditam, e nenhuma outra revelação trará a salvação para aqueles que não o fazem. Nenhuma segunda, terceira ou quarta chance seria suficiente para transformar um coração de pedra em um coração de carne.

Filipenses 2:10-11 declara: "para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai." Um dia, todo mundo vai se curvar diante de Jesus e reconhecer que Ele é o Senhor e Salvador. Nesse ponto, porém, será tarde demais para a salvação. Após a morte, tudo o que resta para o incrédulo é o julgamento (Apocalipse 20:14-15). É por isso que devemos confiar em Jesus nesta vida.


O CATOLICISMO É UMA FALSA RELIGIÃO? OS CATÓLICOS SÃO SALVOS?


Pergunta: "O Catolicismo é uma falsa religião? Os católicos são salvos?"

Resposta:O mais urgente problema com a Igreja Católica Romana é sua crença de que somente a fé em Cristo não é suficiente para a salvação. A Bíblia claramente e consistentemente afirma que recebendo a Jesus Cristo como Salvador, pela graça através da fé, nos é concedida a salvação (João 1:12; 3:16,18,36; Atos 16:31; Romanos 10:9-10,13; Efésios 2:8-9). A Igreja Católica Romana rejeita isto. A posição oficial da Igreja Católica Romana é que uma pessoa deve crer em Jesus Cristo E ser batizada E receber a Eucaristia junto com os outros sacramentos E obedecer aos decretos da Igreja Católica Romana E fazer boas obras E não morrer com qualquer pecado mortal E etc., etc., etc... A divergência do Catolicismo com a Bíblia nestes assuntos tão importantes como a salvação faz com que sim, o Catolicismo seja uma falsa religião. Se uma pessoa crê no que a Igreja Católica oficialmente ensina, ela não será salva. Qualquer afirmação de que obras ou rituais devem ser acrescentados à fé para se alcançar a salvação é uma afirmação de que a morte de Jesus não foi suficiente para comprar completamente a salvação.

Enquanto a salvação pela fé é a questão mais importante, se compararmos o Catolicismo Romano com a Palavra de Deus, há também muitas outras diferenças e contradições. A Igreja Católica Romana ensina muitas doutrinas que estão em contradição com o que a Bíblia declara. Entre elas estão a sucessão apostólica, a adoração a santos ou Maria, a oração a santos ou Maria, o papa/papado, o batismo de bebês, a transubstanciação, as indulgências plenárias, o sistema de sacramentos e o purgatório. Apesar da afirmação dos católicos de que há base nas Escrituras para estes conceitos, nenhum destes ensinamentos tem base sólida e clara nos ensinamentos das Escrituras. Estes conceitos são baseados em tradição católica, não na Palavra de Deus. De fato, todos eles claramente contradizem os princípios bíblicos.

A segunda pergunta, “Os católicos são salvos?”, é mais difícil de responder. É impossível dar uma afirmação universal a respeito da salvação de todos os membros de alguma denominação do Cristianismo. NEM TODOS os Batistas são salvos. NEM TODOS os Presbiterianos são salvos. NEM TODOS os Luteranos são salvos. A salvação é determinada pela fé pessoal somente em Jesus Cristo para a salvação, não por títulos ou identificação denominacional. Apesar das crenças e práticas não-bíblicas da Igreja Católica Romana, cremos que há crentes genuínos que frequentam as Igrejas Católicas Romanas. 


 Cremos que há alguns católicos que verdadeiramente colocaram sua fé somente em Jesus Cristo para a salvação. Entretanto, estes cristãos católicos são crentes, apesar do que a igreja católica ensina, e não por causa do que ensina. Em graus variáveis, a Igreja Católica ensina a partir da Bíblia e mostra às pessoas Jesus Cristo como o Salvador. Como resultado, as pessoas são às vezes salvas nas Igrejas Católicas. A Bíblia tem impacto sempre que proclamada (Isaías 55:11). Os cristãos católicos continuam na Igreja Católica por ignorância do que a Igreja Católica realmente significa, por motivo de tradição familiar e pressão de pessoas próximas, ou por desejo de alcançar outros católicos para Cristo.

Ao mesmo tempo, a Igreja Católica também leva muitas pessoas para longe de um genuíno relacionamento de fé com Cristo. As crenças e práticas não-bíblicas da Igreja Católica Romana têm frequentemente dado aos inimigos de Cristo oportunidade para blasfemar. A Igreja Católica Romana não é a igreja que Jesus Cristo estabeleceu. Ela não é a igreja que é baseada nos ensinamentos dos Apóstolos (como descrito no Livro de Atos e nas epístolas do Novo Testamento). Apesar das palavras de Jesus em Marcos 7:9 terem sido direcionadas aos fariseus, elas descrevem com precisão a Igreja Católica Romana: “Bem invalidais o mandamento de Deus para guardardes a vossa tradição.”


É JESUS O ÚNICO CAMINHO PARA O CÉU? 

Pergunta: "É Jesus o único caminho para o Céu?"

Resposta:“Sou basicamente uma boa pessoa, então vou para o Céu.” “OK, então eu faço algumas coisas ruins, mas faço mais coisas boas, então vou para o Céu.” “Deus não vai me enviar para o inferno só porque não vivo de acordo com a Bíblia. Os tempos mudaram!” “Apenas pessoas realmente más como molestadores de crianças e assassinos vão para o inferno.” “Acredito em Deus, apenas o sigo do meu próprio jeito. Todos os caminhos levam a Deus.”

Todas estas são conclusões comuns entre a maioria das pessoas, mas a verdade é que são todas mentiras. Satanás, o qual tem poder sobre o mundo, planta estes pensamentos nas nossas mentes. Ele, e qualquer um que siga os seus caminhos, é um inimigo de Deus (1 Pedro 5:8). Satanás sempre se disfarça como bom (2 Coríntios 11:14), mas tem controle sobre todas as mentes que não pertencem a Deus. “...[Satanás, ] o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus” (2 Coríntios 4:4).

É uma mentira acreditar que Deus não se importa com pecados menores e que o inferno é destinado às “pessoas más”. Todo pecado nos separa de Deus, mesmo uma “pequena mentirinha”. Todos pecaram e ninguém é bom o suficiente para ir ao Céu por sua própria conta (Romanos 3:23). Entrar no Céu não se baseia no nosso bem superar o nosso mal; todos perderíamos se este fosse o caso. “E, se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça já não é graça” (Romanos 11:6). Não há nada bom que possamos fazer para ganhar a nossa entrada no Céu (Tito 3:5).

“Entrai pela porta estreita: porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela” (Mateus 7:13). Mesmo que todo mundo esteja vivendo uma vida de pecado, e crer em Deus não seja popular, Deus não vai perdoar isto. “nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, o espírito que agora atua nos filhos da desobediência” (Efésios 2:2).

Quando Deus criou o mundo, este era perfeito. Tudo era bom. Então ele fez Adão e Eva, e deu-lhes o seu próprio livre-arbítrio, de forma que teriam a escolha de seguir e obedecer a Deus ou não. No entanto, Adão e Eva, as primeiras pessoas que Deus fez, foram tentados por Satanás a desobedecer a Deus, e eles pecaram. Isto os impediu (e a todos os que vieram depois deles, incluindo a nós) de ter uma relação íntima com Deus. Ele é perfeito e não pode estar no meio do pecado. Como pecadores, nós não poderíamos chegar lá pela nossa própria vontade. Então, Deus criou uma forma pela qual poderíamos estar unidos com Ele no Céu. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 6:23). Jesus nasceu para que pudesse nos ensinar o caminho e morreu por nossos pecados para que não o tivéssemos de fazer. Três dias após a Sua morte, Ele ressuscitou do sepulcro (Romanos 4:25), provando ser vitorioso sobre a morte. Ele completou o caminho entre Deus e o homem para que este pudesse ter uma relação pessoal com Ele, precisando apenas acreditar.

“E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (João 17:3). A maioria das pessoas acredita em Deus, até Satanás acredita. Entretanto, para receber a salvação, é preciso se voltar para Deus, formar uma relação pessoal com Ele, voltar-se contra os nossos pecados e seguir a Ele. Devemos acreditar em Jesus com tudo o que temos e em tudo o que fazemos. “Justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos os que creem; porque não há distinção” (Romanos 3:22). A Bíblia nos ensina que não há outro caminho para salvação a não ser através de Cristo. Jesus diz em João 14:6: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.”

Jesus é o único caminho para a salvação porque Ele é o Único que pode pagar o preço pelos nossos pecados (Romanos 6:23). Nenhuma outra religião ensina a profundidade ou seriedade do pecado e das suas consequências. Nenhuma outra religião oferece o pagamento infinito que só Jesus poderia dar pelo pecado. Nenhum outro “fundador religioso” foi Deus vindo como homem (João 1:1,14) – a única forma pela qual um débito infinito poderia ser pago. Jesus tinha que ser Deus para que pudesse pagar nosso débito. Jesus tinha que ser homem para que pudesse morrer. A salvação está disponível apenas pela fé em Jesus Cristo! “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (Atos 4:12).


SOBREVIVENDO O FIM DOS TEMPOS - O QUE PRECISO SABER?


Pergunta: "Sobrevivendo o fim dos tempos - o que preciso saber?"

Resposta:Muitas vezes as pessoas sentem ansiedade quando pensam sobre o futuro, mas não tem que ser assim. Para aqueles que conhecem a Deus, os pensamentos sobre o futuro trazem expectativa e conforto. Por exemplo, descrevendo uma mulher que conhece e confia em Deus, Provérbios 31:25 diz: "Ri-se do tempo vindouro."

Dois pensamentos fundamentais para mantermos em mente sobre o futuro são, em primeiro lugar, que Deus é soberano e está no controle de tudo. Ele conhece o futuro e controla absolutamente o que vai acontecer. A Bíblia diz: "Lembrai-vos das coisas passadas desde a antiguidade; que eu sou Deus, e não há outro; eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho subsistirá, e farei toda a minha vontade; chamando do oriente uma ave de rapina, e dum país remoto o homem do meu conselho; sim, eu o disse, e eu o cumprirei; formei esse propósito, e também o executarei" (Isaías 46:9-11, ênfase adicionada).

A segunda coisa a lembrar-se sobre o futuro é que a Bíblia descreve o que vai ocorrer no "fim dos tempos" ou "últimos dias". Porque a Bíblia é a revelação de Deus à humanidade, e porque Deus sabe e controla o futuro (como Isaías diz acima), então é lógico que quando a Bíblia fala sobre o que vai ocorrer no futuro, podemos acreditar. Quanto a previsões sobre o futuro, a Bíblia diz: "Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo" (2 Pedro 1:21). Esta verdade é evidente no fato de que, ao contrário das falsas profecias feitas em outras religiões ou por indivíduos como Nostradamus, a Bíblia nenhuma vez tem estado errada - cada vez que a Bíblia previu um futuro evento, aconteceu exatamente como a Escritura disse que aconteceria.

Ao considerar como entender e sobreviver no fim dos tempos, responda a estas três perguntas:

1. Como devo interpretar o que a Bíblia diz sobre o futuro (profecia bíblica)?

2. O que a Bíblia diz que acontecerá no fim dos tempos?

3. Como deve o que a Bíblia diz sobre o futuro afetar a maneira em que vivo hoje?

Como Interpretar a Profecia Bíblica


Há uma série de pontos de vista sobre quais métodos devem ser usados quando se interpreta passagens sobre o fim dos tempos. Embora haja pessoas boas defendendo crenças diferentes, há boas razões para acreditar que a profecia bíblica deva ser interpretada (1) literalmente, (2) com uma visão futurista, e (3) em uma maneira chamada "pré-milenista". Incentivando uma interpretação literal é o fato de que existem mais de 300 profecias que dizem respeito à primeira vinda de Cristo, todas as quais foram literalmente cumpridas. As previsões em torno do nascimento, da vida, da traição, da morte e da ressurreição do Messias não foram cumpridas alegoricamente ou de uma maneira espiritual. 


 Jesus literalmente nasceu em Belém, realizou milagres, foi traído por um amigo por 30 moedas de prata, foi perfurado em Suas mãos e pés, morreu com os ladrões, foi enterrado no túmulo de um homem rico e ressuscitou três dias depois de Sua morte. Todos estes detalhes foram previstos centenas de anos antes de Jesus nascer e foram literalmente cumpridos. Além disso, embora haja um simbolismo usado em várias profecias (por exemplo, dragões, cavaleiros, etc.), ele retrata seres ou eventos literais, muito semelhante à forma em que Jesus é retratado como um leão e um cordeiro.

Quanto a uma visão futurista, a Bíblia diz claramente que livros proféticos como Daniel e Apocalipse contêm não apenas narrativas de eventos históricos, mas também previsões de eventos futuros. Depois que João recebeu as suas mensagens para as igrejas de sua época, ele recebeu visões sobre o que iria ocorrer no fim dos tempos. João escutou: "Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer" (Apocalipse 4:1, ênfase adicionada).

Talvez um argumento ainda mais forte para uma visão futurista envolva as promessas que Deus fez a Abraão (em Gênesis 12 e 15) sobre a terra de Israel. Já que a aliança de Deus com Abraão foi incondicional e Suas promessas ainda não foram cumpridas aos descendentes de Abraão, então uma visão futurista das promessas feitas a Israel é justificada.

Por fim, no que diz respeito à profecia sendo interpretada de uma maneira "pré-milenista", isso significa que, em primeiro lugar, a Igreja será arrebatada, então o mundo irá passar por um período de sete anos de Tribulação e então Jesus Cristo voltará para reinar sobre a terra por 1.000 anos literais (Apocalipse 20).

Mas o que a Bíblia diz que acontecerá antes disso?

O que a Bíblia diz que acontecerá no fim dos tempos?


Infelizmente, a Bíblia prediz uma série de catástrofes, pecado humano e apostasia religiosa antes da volta de Cristo. Paulo escreve: "Sabe, porém, isto, que nos últimos dias sobrevirão tempos penosos... Mas os homens maus e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados" (2 Timóteo 3:1, 13). O mundo vai continuar a rejeitar a Deus, Sua Palavra e o Seu povo.

Algum dia no futuro - ninguém sabe quando - Deus usará um evento conhecido como Arrebatamento para acabar com a Era da Igreja que começou no primeiro século no dia de Pentecostes (ver Atos 2). Naquele dia, Deus removerá todos os crentes em Cristo da terra em preparação para os seus juízos finais. Do Arrebatamento, Paulo diz: "Porque, se cremos que Jesus morreu e ressurgiu, assim também aos que dormem, Deus, mediante Jesus, os tornará a trazer juntamente com ele. Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que já dormem. Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras" (1 Tessalonicenses 4:14-18).

A erosão da paz e o aumento dos tumultos que antecedem o Arrebatamento atingirão proporções épicas quando um número incontável de pessoas desaparecerem da face da terra. Tal evento vai causar pânico e demandas por um líder forte que terá respostas para todos os problemas do mundo. A preparação para este líder tem estado em andamento por algum tempo, assim como o historiador Arnold Toynbee observou: "Ao forçar à humanidade mais e mais armas letais, e ao mesmo tempo tornando o mundo cada vez mais interdependente economicamente, a tecnologia tem trazido a humanidade a tal grau de sofrimento que estamos prontos para o endeusamento de qualquer novo César que tenha êxito em dar ao mundo a unidade e a paz." De um Império Romano restaurado, um organizado de um círculo eleitoral de dez nações europeias (ver Daniel 7:24, Apocalipse 13:1), o Anticristo aparecerá e assinará um pacto com a nação de Israel, o que começará oficialmente a profética contagem regressiva de Deus de sete anos à segunda vinda de Cristo (ver Daniel 9:27).

Por três anos e meio, o Anticristo vai reinar sobre a terra e prometer paz, mas é uma falsa paz que servirá como armadilha aos povos da terra. A Bíblia diz: "pois quando estiverem dizendo: Paz e segurança! então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida; e de modo nenhum escaparão" (1 Tessalonicenses 5:3). Guerras, terremotos e fomes vão escalar (ver Mateus 24:7) até o fim do reinado de três anos e meio do Anticristo, quando ele vai entrar em um templo reconstruído em Jerusalém, proclamar-se Deus e exigir adoração (ver 2 Tessalonicenses 2:4; Mateus 24:15). É nesse ponto que o verdadeiro Deus responde ao desafio. Por mais três anos e meio, uma grande tribulação ocorrerá, tal como nunca antes existiu. Jesus predisse: "porque haverá então uma tribulação tão grande, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem jamais haverá. E se aqueles dias não fossem abreviados, ninguém se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias" (Mateus 24:21-22).

Uma perda incalculável de vidas e destruição da terra ocorrerão durante a Grande Tribulação. Além disso, um grande número de pessoas colocará sua fé em Cristo, mas muitos irão fazê-lo ao custo de suas vidas. Deus ainda estará no controle enquanto agrupa os exércitos infiéis do mundo a fim de julgá-los. Desse evento, o profeta Joel escreveu: "congregarei todas as nações, e as farei descer ao vale de Jeosafá; e ali com elas entrarei em juízo, por causa do meu povo, e da minha herança, Israel, a quem elas espalharam por entre as nações; repartiram a minha terra" (Joel 3:2). 


 João registra a batalha desta maneira: "E da boca do dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta, vi saírem três espíritos imundos, semelhantes a rãs. Pois são espíritos de demônios, que operam sinais; os quais vão ao encontro dos reis de todo o mundo, para os congregar para a batalha do grande dia do Deus Todo-Poderoso... E eles os congregaram no lugar que em hebraico se chama Armagedom" (Apocalipse 16:13-16).

Neste ponto, o Messias Jesus vai voltar, destruir os Seus inimigos e reivindicar o mundo que é seu por direito. "E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco; e o que estava montado nele chama-se Fiel e Verdadeiro; e julga a peleja com justiça. Os seus olhos eram como chama de fogo; sobre a sua cabeça havia muitos diademas; e tinha um nome escrito, que ninguém sabia senão ele mesmo. Estava vestido de um manto salpicado de sangue; e o nome pelo qual se chama é o Verbo de Deus. Seguiam-no os exércitos que estão no céu, em cavalos brancos, e vestidos de linho fino, branco e puro. 


 Da sua boca saía uma espada afiada, para ferir com ela as nações; ele as regerá com vara de ferro; e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus Todo-Poderoso. No manto, sobre a sua coxa tem escrito o nome: Rei dos reis e Senhor dos senhores. E vi um anjo em pé no sol; e clamou com grande voz, dizendo a todas as aves que voavam pelo meio do céu: Vinde, ajuntai-vos para a grande ceia de Deus, para comerdes carnes de reis, carnes de comandantes, carnes de poderosos, carnes de cavalos e dos que neles montavam, sim, carnes de todos os homens, livres e escravos, pequenos e grandes. E vi a besta, e os reis da terra, e os seus exércitos reunidos para fazerem guerra àquele que estava montado no cavalo, e ao seu exército. E a besta foi presa, e com ela o falso profeta que fizera diante dela os sinais com que enganou os que receberam o sinal da besta e os que adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre. E os demais foram mortos pela espada que saía da boca daquele que estava montado no cavalo; e todas as aves se fartaram das carnes deles" (Apocalipse 19:11-21).

Depois que Cristo derrotar todos os exércitos reunidos no vale do Armagedom, Ele vai reinar com os Seus santos por mil anos e totalmente restaurar Israel à sua terra. No final de mil anos, um juízo final das nações e toda a humanidade restante irá ocorrer, o qual é seguido por um estado eterno: na presença de Deus ou separado de Deus (ver Apocalipse 20-21).

Os eventos acima não são especulações ou possibilidades - são exatamente o que acontecerá no futuro. Assim como todas as profecias bíblicas da primeira vinda de Cristo se tornaram realidade, também irão as profecias bíblicas da Sua segunda vinda.

Dada a veracidade dessas profecias, qual o impacto que devem ter sobre nós agora? Pedro faz esta pergunta: "Ora, uma vez que todas estas coisas hão de ser assim dissolvidas, que pessoas não deveis ser em santidade e piedade, aguardando, e desejando ardentemente a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se dissolverão, e os elementos, ardendo, se fundirão?" (2 Pedro 3:11-12).

O Efeito da Profecia Bíblica sobre Nós Hoje


Há quatro respostas que devemos ter quanto à profecia bíblica. A primeira é obediência, e é sobre isso que Pedro fala nos versículos acima. Jesus continuamente nos diz para estarmos prontos para a Sua vinda, a qual pode acontecer a qualquer momento (ver Marcos 13:33-37), e para vivermos de tal maneira que não tenhamos vergonha do nosso comportamento.

A segunda resposta é adoração. Deus providenciou uma maneira de escaparmos dos julgamentos do fim dos tempos – através do dom gratuito de salvação oferecido por Jesus Cristo. Devemos ter a certeza de que recebemos a Sua salvação e de que temos uma atitude de gratidão diante dEle. A nossa adoração na terra vai um dia se tornar adoração no céu: "E cantavam um cântico novo, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo e nação" (Apocalipse 5:9).

A terceira resposta é proclamação. A mensagem da salvação de Deus e a verdade da Sua segunda vinda precisam ser proclamadas para todos ouvirem, especialmente para aqueles que ainda não creem. Devemos dar a todos a chance de voltarem-se para Deus e serem salvos da Sua ira vindoura. Apocalipse 22:10 diz: "Disse-me ainda: Não seles as palavras da profecia deste livro; porque próximo está o tempo."

A última resposta à Palavra profética de Deus é serviço. Todos os crentes devem ser diligentes em realizarem a vontade de Deus e executarem boas obras. Parte dos julgamentos de Cristo será das obras realizadas pelos crentes. Elas não determinam a aceitação de um cristão ao céu, mas mostram o que cada crente fez com os dons que lhes foram dados por Deus. Paulo diz desse julgamento: "Porque é necessário que todos nós sejamos manifestos diante do tribunal de Cristo, para que cada um receba o que fez por meio do corpo, segundo o que praticou, o bem ou o mal" (2 Coríntios 5:10).

Em suma, Deus é soberano sobre todos os eventos e pessoas do mundo. Ele está firmemente no controle de tudo e vai trazer um final perfeito a tudo o que Ele começou. Uma velha canção cristã explica assim: "Tudo é criação de Deus ... Modelado por uma mão ... Satanás e Salvação ... sob um comando."

Profecias cumpridas são uma prova de que a Bíblia é um livro sobrenatural. Centenas de profecias do Antigo Testamento já se cumpriram, e é razoável concluir que o que ela diz sobre o fim dos tempos será cumprido também. Para aqueles que conhecem a Jesus e têm confiado nEle como o seu Senhor e Salvador, a Sua vinda será a sua bem-aventurada esperança (ver Tito 2:13). Entretanto, para aqueles que rejeitaram a Cristo, Ele será o seu terror santo (ver 2 Tessalonicenses 1:8). Em resumo, para sobreviver o fim dos tempos, certifique-se de que você é um crente em Cristo: "porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançarmos a salvação por nosso Senhor Jesus Cristo" (1 Tessalonicenses 5:9).






MAIS DETALHES SOBRE A SALVAÇÃO NO TÓPICO SOTERIOLOGIA






QUAL A IMPORTÂNCIA DO BATISMO CRISTÃO?

Pergunta: "Qual a importância do batismo cristão?"

Resposta:O batismo cristão, de acordo com a Bíblia, é um testemunho externo do que aconteceu no interior da vida de um crente. O batismo cristão ilustra a identificação do crente com a morte de Cristo, Seu sepultamento e ressurreição. A Bíblia declara: “Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte? De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida” (Romanos 6:3-4). No batismo cristão, o ato de ser imerso nas águas retrata o sepultamento com Cristo. O ato de sair das águas retrata a ressurreição de Cristo.

Não deveria haver lugar para quaisquer exigências antes do batismo cristão: (1) a pessoa a ser batizada deve ter confiado em Jesus Cristo como Salvador, e (2) a pessoa deve compreender o significado do batismo. Se a pessoa tem o Senhor Jesus como Salvador, compreende que o batismo cristão é um passo de obediência em proclamar publicamente sua fé em Cristo e deseja ser batizado, então não há qualquer motivo que impeça o crente de ser batizado. De acordo com a Bíblia, o batismo cristão é simplesmente um passo de obediência, uma proclamação pública da fé em Cristo, somente em Cristo, para salvação. O batismo cristão se torna importante por ser um passo de obediência – declarar publicamente a fé em Cristo e o comprometimento com Ele, e sua identificação com a morte, sepultamento e ressurreição de Cristo.





O QUE É O DOM DE FALAR EM LÍNGUAS? É O DOM DE FALAR EM LÍNGUAS PARA OS DIAS DE HOJE?

Pergunta: "O que é o dom de falar em línguas? É o dom de falar em línguas para os dias de hoje?"

Resposta:A primeira ocorrência de falar em línguas ocorreu no Dia do Pentecostes em Atos 2:1-4. Os apóstolos saíram e compartilharam o Evangelho com as multidões, falando a elas em suas próprias línguas, “Cretenses e árabes, todos nós temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus” (Atos 2:11). A palavra grega traduzida “línguas” significa literalmente “idiomas”. Por esta razão, o dom de falar em línguas é falar em uma língua que não se sabe falar a fim de ministrar a uma outra pessoa que fala esta língua. Em I Coríntios capítulos 12-14, onde Paulo discute os dons milagrosos, ele faz o seguinte comentário: “E agora, irmãos, se eu for ter convosco falando em línguas, que vos aproveitaria, se não vos falasse ou por meio da revelação, ou da ciência, ou da profecia, ou da doutrina?” (I Coríntios 14:6). De acordo com o Apóstolo Paulo, e de acordo com as línguas descritas em Atos, falar em línguas é de grande valor para o que ouve a mensagem de Deus em seu próprio idioma, mas de nada serve para os demais, a não ser que haja uma interpretação, ou tradução.

A pessoa com o dom de interpretar línguas (I Coríntios 12:30) poderia entender o que uma que fala as línguas estivesse dizendo mesmo que ela não soubesse a língua sendo falada. O intérprete de línguas então comunicaria a mensagem do que fala línguas a todos os demais, e todos poderiam entender. “Por isso, o que fala em língua desconhecida, ore para que a possa interpretar” (I Coríntios 14:13). A conclusão de Paulo a respeito de línguas não interpretadas é poderosa: “Todavia eu antes quero falar na igreja cinco palavras na minha própria inteligência, para que possa também instruir os outros, do que dez mil palavras em língua desconhecida” (I Coríntios 14:19).

É o dom de línguas para os dias de hoje? I Coríntios 13:8 menciona que cessa o dom de línguas, apesar de conectar este cessar com a chegada do “perfeito” em I Coríntios 13:10. Alguns apontam para uma diferença na língua na profecia e conhecimento “cessando” com línguas “sendo cessadas” como prova para línguas cessando antes da chegada do “perfeito”. Mesmo sendo possível, isto não é explicitamente claro a partir do texto. Alguns ainda apontam passagens como Isaías 28:11 e Joel 2:28-29 como prova de que o falar em línguas era um sinal do julgamento vindouro de Deus. I Coríntios 14:22 descreve línguas como um “sinal para os infiéis”. De acordo com esta discussão, o dom de línguas foi uma advertência para os Judeus de que Deus julgaria Israel por rejeitar Jesus Cristo como Messias. Por isto, quando Deus de fato julgou Israel (com a destruição de Jerusalém pelos Romanos em 70 D.C.), o dom de línguas não mais serviria para os propósitos planejados. Enquanto esta visão é possível, o propósito principal das línguas, sendo cumprido, não necessariamente exige que elas então cessem. As Escrituras não afirmam conclusivamente que o dom de falar em línguas já cessou.

Ao mesmo tempo, se o dom de falar em línguas fosse ativo na igreja hoje, seria executado de acordo com as Escrituras. Seria uma linguagem real e inteligível (I Coríntios 14:10). Seria para o propósito de comunicar a Palavra de Deus com uma pessoa de outra língua (Atos 2:6-12). Estaria de acordo com a ordem dada por Deus através do Apóstolo Paulo: “E, se alguém falar em língua desconhecida, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e por sua vez, e haja intérprete. Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus” (I Coríntios 14:27-28). Estaria também em submissão a I Coríntios 14:33: “Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos.”

Deus certamente pode dar à pessoa o dom de falar em línguas para capacitá-la a se comunicar com uma pessoa que fala uma outra língua. O Espírito Santo é soberano na distribuição de dons espirituais (I Coríntios 12:11). Imagine só quanto mais produtivos poderiam ser os missionários se não precisassem frequentar uma escola de idiomas, e seriam instantaneamente capazes de falar a outros povos em seus próprios idiomas. Entretanto, parece que Deus não está agindo assim. As línguas não estão ocorrendo hoje em dia da maneira como ocorriam no Novo Testamento, apesar de que seria imensamente útil. A vasta maioria dos crentes que afirmam praticar o dom de falar em línguas não o faz de acordo com as passagens das Escrituras mencionadas acima. Este fato leva à conclusão de que o dom de línguas já cessou, ou é, pelo menos, raro nos planos de Deus para a igreja de hoje.

Aqueles que acreditam no dom de línguas como uma “língua para orações” para a auto-edificação baseiam seu ponto de vista em I Coríntios 14:4 e/ou 14:28: “O que fala em língua desconhecida edifica-se a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja.” Por todo o capítulo 14, Paulo enfatiza a importância de haver uma interpretação, uma tradução das línguas. Veja I Coríntios 14:5-12. O que Paulo está dizendo no verso 4 é: “Se você falar em línguas sem interpretação, a única coisa que você está fazendo é edificar a si mesmo, parecendo ser mais espiritual do que os outros. Se você falar em línguas e elas forem interpretadas, você estará edificando a todos.” O Novo Testamento, em nenhum lugar, dá o propósito de “orar em línguas”, ou descreve especificamente uma pessoa “orando em línguas”. Indo além, se “orar em línguas” for para auto-edificação, não é isto por acaso injusto com os outros que não têm do dom de línguas, e que por isto não poderão edificar a si mesmos? I Coríntios 12:29-30 indica claramente que nem todos têm o dom de falar em línguas.





Um comentário:

  1. Para as minhas pesquisas, este é um dos melhores estudos sobre o tema que consegui encontrar até hoje - sem exagero, pois são alguns meses de busca na web, tanto em inglês quanto em português. Os próprios comentários bíblicos deixam algumas lacunas, e os demais estudos são um tanto quanto superficiais. De qualquer forma, este estudo se destaca pela visão consistente e abalisada na exegese e na história e consegue responder vários questionamentos meus. Resta ainda uma dúvida: Pode-se dizer que o uso do óleo, tanto em Tiago 5:14, quanto em Marcos 6:13, era estritamente medicinal, ou ainda havia algo de simbólico para os crentes/judeus daquela época, uma espécie de tradição, a qual, já sabemos, é completamente desnecessária para nós hoje?
    Há referências bíblicas e extra-bíblicas que tratem sobre a minha pergunta acima?

    Obrigado.

    MTX
    Manaus/Amazonas

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João Crisóstomo, Comentário sobre Mateus

♛ Uma das características mais recorrentes das homilias de João Crisóstomo (347-407) é sua ênfase no cuidado com os necessitados. Ecoando temas do Evangelho de Mateus, ele exorta os ricos a abandonarem o materialismo para ajudar os pobres, empregando todas as suas habilidades retóricas para envergonhar os ricos e obrigá-los a abandonar o consumismo mais conspícuo:


“Honras de tal forma teus excrementos a ponto de recebê-los em vasilhas de prata quando outro homem criado à imagem de Deus está morrendo de frio?”


— João Crisóstomo