"AO CONTRÁRIO DE MUITOS, NÃO NEGOCIAMOS A PALAVRA DE DEUS VISANDO A ALGUM LUCRO; ANTES, EM CRISTO FALAMOS DIANTE DE DEUS COM SINCERIDADE, COMO HOMENS ENVIADOS POR DEUS". 2 Coríntios 2. 17



segunda-feira, 25 de maio de 2009

*A Igreja e o Divórcio

A IGREJA E O DIVÓRCIO

“De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.” Mt 19:6

I- O Divórcio no AT, Dt 24:1-4


O divórcio era admitido no A.T sempre que o marido encontrasse alguma coisa indecente ou vergonhosa na mulher. A expressão “coisa indecente” significava que, se o homem visse no corpo e no comportamento de sua esposa algo comprometedor, ou existisse falta de respeito, expressões grosseiras, irresponsabilidade, inaptidão aos deveres domésticos, poderia divorciar-se dela. O adultério não era motivo para o divórcio, pois a lei, em Lv 20:10 e em Dt 22:22, determinava que todo adúltero, homem ou mulher, tinha de ser apedrejado até a morte.

A maioria das igrejas define sua posição acerca do divórcio baseada mais em estatutos e normas do que naquilo que a Bíblia realmente diz. Assim, cometem erros contínuos ao longo dos anos.

Moisés e o divórcio:

É importante ressaltar que a lei de Moisés não foi a criadora do divórcio. Ele já era praticado pelas nações de Canaã bem antes de Israel chegar àquela terra. O que Moisés fez foi regulamentar um costume já existente. Portanto, não há contradição entre ele e Malaquias.

Na Lei, somente em duas situações o homem era impedido de conceder carta de divórcio à esposa:


1- Quando a esposa fosse acusada falsamente de pecado sexual pré-marital pelo marido, Dt 22:13-19;

2- Quando o homem tirasse a virgindade de uma jovem e o pai dela o compelisse a desposá-la, Êx 22:16,17; Dt 22:28,29.

Em nenhum lugar, o Antigo Testamento ordena ou encoraja o divórcio. O profeta Malaquias diz que Deus “odeia o repúdio”, Ml 2:16.

II- O Divórcio no Novo Testamento, MT 19:3-9


1) O ENSINO DE JESUS. A pergunta feita pelos fariseus a Jesus não questionava o divórcio em si, mas se ele era lícito por qualquer motivo. Ao tempo de Jesus, duas correntes fortíssimas dividiam os judeus quanto ao divórcio. Eram elas as correntes de dois grandes rabinos: Shamai, que admitia o divórcio somente nos casos de infidelidade conjugal, e Hillel, que o admitia por qualquer motivo.

Jesus confirmou o pensamento do rabino Shamai, de que o homem só podia divorciar-se legitimamente se sua esposa tivesse comprovadamente cometido atos sexuais ilícitos ( adultério e imoralidade sexual) com outra pessoa, que não o cônjuge. Para Jesus o divórcio não pode ser por qualquer motivo.

2) O ensino de Paulo.

a) Lei conjugal, Rm 7:2- Nesse texto, o apóstolo não está tratando de divórcio, mas dos deveres relacionados à união conjugal. Aqui, portanto, não se comenta a exceção determinada pelo próprio Jesus em Mt 19.

b) Aos casais crentes, 1 Co 7:10,11- Nessa passagem, Paulo refere-se à mulher que obteve o divórcio de acordo com a Lei grega, fácil de ser conseguido. O apóstolo recusa reconhecer a validade desse divórcio, pois a mulher ainda estava casada. Veja a frase “volte para o marido”. Não tinha havido adultério como motivo para o divórcio.

c) Aos casais mistos, 1 Co 7:12-15- Quando os coríntios convertiam-se, em alguns casos o marido ou a esposa incrédula abandonava o crente por causa de sua fé em Cristo. Nesse caso o divórcio era permitido. A palavra “apartar”, do v. 15, significa divorciar-se, como no versículo 11. Quando o NT foi escrito em grego e enviado às cidades do império Romano, a carta de divórcio era universalmente aceita como tendo um sentido de dissolução.

III- A Igreja, o Divórcio E O Novo Casamento
O que a Igreja pode fazer para que o número de divórcio diminua? Como a igreja pode ajudar os lares?

a) Dar ênfase aos ensinamentos bíblicos.
O abandono da Bíblia e de seus ensinamentos sobre casamento, família é a razão principal do alto índice de divórcio entre os crentes. O casamento entre crentes e não-crentes celebrado em muitas igrejas gera graves problemas conjugais, 2 Co 6:14-15.

b) Combater os valores apresentados pela mídia.
Principalmente pela televisão, que tem um poder incalculável de persuasão. A TV tem explorado sem piedade o adultério, a prostituição, a degradação da família, muitas vezes corrompendo crianças e adultos.

c) Criar programas que ensinem a importância do casamento durar para sempre.


Cursos para noivos, classes de Escola Bíblica Dominical para casais, encontros de casais e outros eventos. Isso ajudará muito na prevenção de problemas matrimoniais.

d) Criar laços com os divorciados.
Quando o casal se separa perde seu estado civil, perde o sentido da unidade familiar, afinal as pessoas se casam para ficar juntas e a separação põe fim a esse projeto de vida. Há uma mudança radical na vida dos divorciados. Mudam de casa, de nível sócio-econômico, ficam longe dos filhos. Até essas pessoas se reorganizarem emocionalmente a Igreja deve auxiliá-las em amor.

CARTA DE DIVÓRCIO

Em Dt 24, há referência à carta de divórcio. Era um documento legal, fornecido pelo marido à mulher repudiada.


A respeito deste documento escreveu Flávio Josefo, historiador que viveu pouco depois da época de Jesus: “Aquele que se divorciar de sua esposa, por qualquer motivo, deve registrar por escrito. Portanto, ela terá a liberdade de casar com outro homem. Entretanto enquanto essa carta não lhe foi dada, não poderá fazê-lo”. E o marido não podia tomar outra esposa sem dar carta de divórcio à primeira. Outro detalhe do texto é que se ela casar de novo e o seu marido novo lhe der também carta de divórcio ou morrer, ela não podia voltar para o seu primeiro marido. Esta lei servia também para proteger a mulher.

UNIÃO INDISSOLÚVEL

A Lei de Moisés sobre o divórcio é citada no Novo Testamento e Jesus a explicou como sendo uma “concessão”, por causa da dureza dos corações. Pois a vontade de Deus para o casamento “desde” o princípio, é que ele seja uma união indissolúvel.

VERDADES SOBRE O DIVÓRCIO

1. O divórcio não tem a aprovação de Deus. Portanto é possível sim o casal por mais difícil que seja a convivência a dois, viverem bem para o resto de suas vidas juntos, pois quando a base do casamento é o amor, a atenção etc... E em primeiro lugar a coluna que é Deus, pois tenho presenciado Deus transformar muitos casais e lares.


2. O casamento deve ser realizado sempre sob a expectativa do “até que a morte separe o casal”.


3. A igreja deve ajudar a salvar os casamentos em perigo e desestimular o divórcio.


4. Não há divórcio indolor. Ele dói porque era uma só carne e com a separação essa carne única é rasgada em dois pedaços.


5. A Igreja não deve pregar a favor do divórcio, mas deve amar os divorciados.


6. Não podemos deixar que nossa tradição eclesiástica e teológica tenha maior peso do que as Escrituras sobre o assunto.


7. A igreja não pode se esquecer de que o divórcio não é o único erro que o crente comete nem é o pecado imperdoável de que fala a Bíblia.


Que Deus abençoe a sua vida e sua família, e para que Deus seja o Centro em todas as coisas na sua vida conjugal.


Quando deixamos Deus trabalhar e “O” buscamos para entrar em nossos lares, em nossas vidas conjugais, a Paz de Cristo reina, e quando falo sobre a paz de Cristo, digo que vocês casais enfrentarão muitos problemas e dificuldades, pois todos estão sujeitos a algum tipo de dificuldade no casamento, mas com Jesus reinando vocês enfrentarão unidos todos os problemas e isso inclui finanças, uns dos motivos que tem separado famílias. Por isso perseverem diante dos ataques do inimigo, das lutas e dificuldades, vocês vencerão. Pois o maior desejo e planos do Diabo é destruir a família. Tenho muitos testemunhos nesta área conjugal, passamos por muitos problemas, muitas crises em questão de finanças, e isto em 5 anos e meio, mas o importante é que Deus tem cuidado do meu lar, da minha esposa, e tem me ajudado a ser um marido nos padrões Bíblicos , de Jesus. Deus quer usar você e sua família, dispõe-te na presença de Deus. Amém

Por: Michael Rossane
Ministração na EBD, da Revista Aleluia. Gráfica e Editora Aleluia.
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  10 Mentiras que conduzem ao divórcio
10 Verdades que o previne

01
Mentira: Casamento é um contrato.
Verdade: Casamento é uma aliança criada por Deus.

02
Mentira: Eu amo você, não sua família!

Verdade:
Você não casou somente com seu cônjuge; ganhou o pacote completo.

03
Mentira: Eu posso trocar meu cônjuge.
Verdade: Você pode trocar de parceiro somente na dança.

04
Mentira: Nós somos diferentes demais.

Verdade: Incompatibilidade ou diferenças não matam um relacionamento. Como você lida com as diferenças do outro é o que conta.

05
Mentira: Eu perdi aquele amor por você, e assim vai...
Verdade: Aquele amor por você pode ser restaurado.

06
Mentira: Um casamento mais tradicional poderá salvar-nos.
Verdade: A intenção de Deus é gerar a unidade de uma só carne.

07
Mentira: Não posso mudar – sou assim mesmo; é pegar ou largar.
Verdade: Eu posso mudar, mas isso requer desejo, obediência e força.

08
Mentira: Tem sido apenas um caso. Vamos nos divorciar.
Verdade: Casos são sérios e prejudiciais, mas nada além da restauração e da reconciliação.

09
Mentira: Não importa o que eu faço; Deus me perdoa.
Verdade: Receba a graça de Deus com o coração arrependido.

10
Mentira: Está tudo acabado. Nada pode mudar esse relacionamento.
Verdade: Nunca é tarde demais, porque para Deus tudo é possível.

Extraído e adaptado com permissão de Divorce Proofing Your Marriage.
Pesquisa: http://www.mmibrasil.com.br


Videos do Pastor Josué Gonçalves / A importância da Família



















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  NOVELAS DA GLOBO AUMENTA DIVÓRCIOS

Foram analisadas 115 novelas transmitidas pela Globo entre 1965 e 1999. Nelas, 62% das principais personagens femininas não tinham filhos e 26% eram infiéis a seus parceiros.Nas últimas décadas, a taxa de divórcios aumentou muito no Brasil, apesar do estigma associado às separações. Isso, segundo os pesquisadores, torna o país um “caso interessante de estudo”.

Segundo dados divulgados pela ONU, os divórcios pularam de 3,3 para cada 100 casamentos em 1984 para 17,7 em 2002.“A exposição a estilos de vida modernos mostrados na TV, a funções desempenhadas por mulheres emancipadas e a uma crítica aos valores tradicionais mostrou estar associada aos aumentos nas frações de mulheres separadas e divorciadas nas áreas municipais brasileiras”, diz a pesquisa.

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O QUE DIZ A BÍBLIA A RESPEITO DO DIVÓRCIO E SEGUNDO CASAMENTO?

Pergunta: "O que diz a Bíblia a respeito do divórcio e segundo casamento?"

Resposta:Em primeiro lugar, independentemente do ponto de vista que se tem a respeito do divórcio, é importante lembrar as palavras da Bíblia em Malaquias 2:16a: “Pois eu detesto o divórcio, diz o Senhor Deus de Israel.” De acordo com a Bíblia, o plano de Deus é que o casamento seja um compromisso para toda a vida. “Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mateus 19:6). Entretanto, Deus bem sabe que o casamento envolve dois seres humanos pecadores, e por isto o divórcio vai ocorrer. No Antigo Testamento, Ele estabeleceu algumas leis com o objetivo de proteger os direitos dos divorciados, em particular das mulheres (Deuteronômio 24:1-4). Jesus mostrou que estas leis foram dadas por causa da dureza do coração das pessoas, não por desejo de Deus (Mateus 19:8).

A polêmica a respeito do divórcio e do segundo casamento, se são ou não permitidos de acordo com a Bíblia, gira basicamente em torno das palavras de Jesus em Mateus 5:32 e 19:9. A frase “a não ser por causa de infidelidade” é a única coisa nas Escrituras que possivelmente dá a permissão de Deus para o divórcio e segundo casamento. Muitos intérpretes compreendem esta “cláusula de exceção” como se referindo à “infidelidade matrimonial” durante o período de “compromisso pré-nupcial”. Segundo o costume judeu, um homem e uma mulher eram considerados casados mesmo durante o período em que estavam ainda “prometidos” um ao outro. A imoralidade durante este período em que estavam “prometidos” seria a única razão válida para um divórcio.

Entretanto, a palavra grega traduzida “infidelidade conjugal” é uma palavra que pode significar qualquer forma de imoralidade sexual. Pode significar fornicação, prostituição, adultério, etc. Jesus está possivelmente dizendo que o divórcio é permitido se é cometida imoralidade sexual. As relações sexuais são uma parte muito importante do laço matrimonial: “e serão dois uma só carne” (Gênesis 2:24; Mateus 19:5; Efésios 5:31). Por este motivo, uma quebra neste laço por relações sexuais fora do casamento pode ser razão para que seja permitido o divórcio. Se assim for, Jesus também tem em mente o segundo casamento nesta passagem. A expressão “e casar com outra” (Mateus 19:9) indica que o divórcio e o segundo casamento são permitidos se ocorrer a cláusula de exceção, qualquer que seja sua interpretação. É importante notar que somente a parte inocente tem a permissão de se casar uma segunda vez. Apesar disto não estar claramente colocado no texto, a permissão para o segundo casamento após um divórcio é demonstração da misericórdia de Deus para com aquele que sofreu com o pecado do outro, não para com aquele que cometeu a imoralidade sexual. Pode haver casos onde a “parte culpada” tem a permissão de se casar mais uma vez, mas tal conceito não é ensinado neste texto.

Alguns compreendem I Coríntios 7:15 como uma outra “exceção”, permitindo o segundo casamento se um cônjuge não crente se divorciar do crente. Entretanto, o contexto não menciona o segundo casamento, mas apenas diz que um crente não está amarrado a um casamento se um cônjuge não crente quiser partir. Outros afirmam que o abuso matrimonial e infantil são razões válidas para o divórcio, mesmo que não estejam listadas como tal na Bíblia. Mesmo sendo este o caso, não é sábio fazer suposições com a Palavra de Deus.

Às vezes, perdido no meio deste debate a respeito da cláusula de exceção, está o fato de que qualquer que seja o significado da “infidelidade conjugal” , esta é uma permissão para o divórcio, não um requisito para ele. Mesmo quando se comete adultério, um casal pode, através da graça de Deus, aprender a perdoar e começar a reconstruir o casamento. Deus nos perdoou de tão mais. Certamente podemos seguir Seu exemplo e perdoar até mesmo o pecado do adultério (Efésios 4:32). Entretanto, em muitos casos, o cônjuge não se arrepende e nem se corrige, e continua na imoralidade sexual. É aí que Mateus 19:9 pode possivelmente ser aplicado. Muitos também se apressam a fazer um segundo casamento depois de um divórcio, quando Deus pode estar querendo que continuem solteiros. Deus às vezes chama alguém para ser solteiro a fim de que sua atenção não seja dividida (I Coríntios 7:32-35). O segundo casamento após um divórcio pode ser uma opção em alguns casos, mas não significa que seja a única opção.

Causa perturbação que o índice de divórcio entre os que se declaram cristãos seja quase tão alto quanto no mundo não crente. A Bíblia deixa muitíssimo claro que Deus odeia o divórcio (Malaquias 2:16) e que a reconciliação e perdão deveriam ser atributos presentes na vida de um crente (Lucas 11:4; Efésios 4:32). Entretanto, Deus reconhece que divórcios poderão ocorrer, mesmo entre Seus filhos. Um crente divorciado e/ou que tenha se casado novamente não deve se sentir menos amado por Deus, mesmo que seu divórcio e/ou segundo casamento não esteja sob a possível cláusula de exceção de Mateus 19:9. Freqüentemente Deus usa até a desobediência pecaminosa dos cristãos para executar um bem maior.



Fonte confiável de estudo
http://www.gotquestions.org 

Um comentário:

  1. Você conhece o MMI Brasil? Seria interessante um contato.
    http://www.mmibrasil.com.br/index.asp

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“Honras de tal forma teus excrementos a ponto de recebê-los em vasilhas de prata quando outro homem criado à imagem de Deus está morrendo de frio?”


— João Crisóstomo