"AO CONTRÁRIO DE MUITOS, NÃO NEGOCIAMOS A PALAVRA DE DEUS VISANDO A ALGUM LUCRO; ANTES, EM CRISTO FALAMOS DIANTE DE DEUS COM SINCERIDADE, COMO HOMENS ENVIADOS POR DEUS". 2 Coríntios 2. 17


segunda-feira, 23 de março de 2015

* Mitraísmo / Definição


mitraísmo (em persaمهرپرستی) foi uma religião de mistérios nascida na época helenística (provavelmente no século II a.C.) no Mediterrâneo Oriental, tendo se difundido nos séculos seguintes pelo Império Romano.
Alcançou a sua máxima expansão geográfica nos séculos III e IV d.C., tendo se tornado um forte concorrente do cristianismo. O mitraísmo recebeu particular adesão dos soldados romanos. A prática do mitraísmo, assim como de outras religiões pagãs, foi declarada ilegal pelo imperador romano Teodósio I em 391.
HISTÓRIA 
Mitra era uma divindade indo-iraniana cuja referência mais antiga remonta ao segundo milênio a.C.. O culto surgiu na Índia tendo se difundido pela Pérsia e mais tarde pelo Médio Oriente.
Num tratado entre os Hititas e os Mitânios assinado no século XV a.C., Mitra é apresentado como deus dos contratos. Na Índia, surge nos hinos védicos como um deus da luz, associado a Varuna.
Julga-se ter sido Dario I a reconhecer pela primeira vez o zoroastrismo como religião oficial do Império Aqueménida.
O zoroastrismo é uma religião monoteísta, que postula a existência de um único Deus ao qual atribui o nome de Ahura Mazda. O fundador, Zaratustra, opunha-se ao sacrifício dos bois, elemento que se encontra no mitraísmo.
Dario I e os sucessores não pretenderam erradicar as antigas crenças pagãs, uma vez que essa política poderia gerar oposição política. A religião zoroastriana acabou por receber influências de elementos pagãos anteriores. Uma inscrição encontrada em Susa, datada da época de Artaxerxes II menciona Mitra junto com Ahura Mazda e uma deusa chamada Anahita. No Avesta, Mitra surge como um deus benéfico, colaborador de Ahura Mazda, desempenhando funções de juiz das almas.
A invasão da Pérsia por Alexandre Magno em 330 a.C. provocaria a decadência do culto de Mitra, que sobreviveu apenas entre os aristocratas que habitavam a parte ocidental do Império Persa, na fronteira com o mundo greco-romano. A partir daí, o culto de Mitra difundiu-se nas regiões vizinhas. Ao reconhecer o imperador Nero como seu senhor, o rei Tiridates da Armênia realizou uma cerimônia associada a Mitra. O culto do deus encontra-se igualmente atestado entre os reis de Comagena.
A primeira referência na historiografia greco-romana ao culto de Mitra encontra-se na obra de Plutarco, que refere que os piratas da Cilícia celebravam ritos secretos relacionados com Mitra no ano 67 a.C.
Não se sabe se existiu uma ligação entre este Mitra persa e o da religião de mistérios do Império Romano. Franz Cumont, responsável pelo começo dos estudos sobre o mitraísmo, julgou que sim, mas atualmente a questão é menos clara.

O Mitraísmo no Alto Império Romano

É possível que os responsáveis pela introdução do culto de Mitra no Império Romano tenham sido os legionários que serviam o império nas suas fronteiras orientais. As primeiras provas materiais do culto de Mitra datam de 71 ou 72 d.C.: trata-se de inscrições feitas por soldados romanos que procediam da guarnição de Carnunto (atual Petronell-Carnuntum, na Áustria), na província da Panónia Superior e que possivelmente tinha estado no oriente, na luta contra os partos e no combate ao levantamento em Jerusalém.
Por volta do ano 80 d.C. o autor Estácio refere a cena da tauroctonia na sua obra Tebaida.
Em finais do século II, o mitraísmo já estava amplamente popularizado no exército romano, bem como entre comerciantes, funcionários e escravos. A maior parte dos achados referem-se às fronteiras germânicas do império. Pequenos objetos de culto associados a Mitra têm sido encontrados em locais que vão da Romênia à Muralha de Adriano.

O Mitraísmo no Baixo Império

Os imperadores do século III foram em geral protetores do mitraísmo, porque a sua estrutura fortemente hierarquizada permitia-lhes reforçar o seu poder. Assim, Mitra converteu-se no símbolo da autoridade e triunfo dos imperadores. Desde a época de Cómodo, que foi iniciado nos seus mistérios, os adeptos do culto eram oriundos de todas as classes sociais.
Numerosos templos foram encontrados nas guarnições militares situadas nas fronteiras do império. Na Inglaterra foram identificados pelo menos três ao longo da Muralha de Adriano, em HousesteadsCarrawburgh e Rudchester. Em Londres, também foram encontradas as ruínas de um mitreu. Outros templos de Mitra datados desta época podem ser encontrados na província da Dácia, (onde em 2003 foi encontrado um mitreu em Alba Tulia) e na Numídia, no norte de África.
No entanto, a maior concentração de mitreus se encontra em Roma e perto da cidade de Óstia, com um total de doze templos identificados, sendo provável que tenham existido centenas. A importância do mitraísmo em Roma pode ser avaliada a partir dos achados: mais de setenta e cinco peças de escultura, uma centena de inscrições e ruínas de templos e santuários em toda a cidade e subúrbios. Um dos mitreus mais destacados, que conserva o altar e os bancos de pedra, foi construído por debaixo de uma casa romana e sobrevive na cripta sobre a qual se construiu a Basílica de São Clemente em Roma.

Fim do Mitraísmo

Em finais do século III gerou-se um sincretismo entre a religião de Mitra e certos cultos solares de procedência oriental, que se cristalizaram na religião do Sol Invictus. Esta religião foi estabelecida como oficial no Império Romano em 274 pelo imperador Aureliano, que mandou construir em Roma um templo dedicado ao deus e criou um corpo estatal de sacerdotes para prestar-lhe culto. O máximo dirigente deste culto levava o título de pontifex solis invicti. Aureliano atribuiu a Sol Invictus as suas vitórias no Oriente. Contudo, este sincretismo não implicou o desaparecimento do mitraísmo, que continuou existindo como culto não oficial. Muitos dos senadores da época professaram ao mesmo tempo o mitraísmo e a religião do Sol Invictus.
No entanto, este período representou o começo do fim do mitraísmo, provocado pelas perdas territoriais que o império sofreu em consequência da invasão dos povos bárbaros e que afetariam os territórios fronteiriços onde o culto estava muito arreigado. A concorrência do cristianismo, apoiado por Constantino, tiraria adeptos ao mitraísmo. Importa realçar o fato do mitraísmo excluir as mulheres, situação que não se verificava no cristianismo. O cristianismo substitui o mitraísmo durante o século IV até se converter na única religião permitida com Teodósio (379 - 395). O imperador Juliano tentou revitalizar o culto de Mitra, bem como o usurpador Eugênio, nos dois casos com pouco êxito. O mitraísmo foi abolido formalmente em 391, sendo provável que a sua prática tenha continuado várias décadas.
Em algumas regiões dos Alpes, o mitraísmo sobreviveu até ao século V, bem como no Oriente, onde teve um renascimento breve. Acredita-se que o mitraísmo teve um importante papel no desenvolvimento do maniqueísmo, outra doutrina que seria concorrencial ao cristianismo.

Ritual, Práticas e dias Sagrados do Mitraísmo

O ritual do mitraísmo era complicado e significativo. Incluía uma complexa cerimônia de iniciação em sete estágios ou graus, o último dos quais firmava uma amizade mística com o deus. Longas provas de abnegação e mortificação da carne constituíam complementos necessários ao processo de iniciação. A admissão à completa participação no culto habilitava uma pessoa a participar dos sacramentos, sendo o mais importante o batismo e uma refeição sagrado de pão, água e, possivelmente, vinho. Outras observâncias incluíam a purificação lustral (ablução cerimonial com água santificada), a queima de incenso, os cânticos sagrados e a guarda dos dias santos. Destes últimos, eram exemplos típicos o domingo e o dia vinte e cinco de dezembro. Imitando a religião astral dos caldeus, cada dia da semana era dedicado a um corpo celeste. Uma vez que o sol, como fonte de luz e fiel aliado de Mitra, era o mais importante desses corpos, seu dia era, naturalmente, o mais sagrado. O dia vinte e cinco de dezembro possuía, também, significação solar: sendo a data aproximada do solstício do inverno, marcava a volta do sol de sua longa viagem ao sul do Equador. Era, em certo sentido, o "dia do nascimento do sol", uma vez que assinalava a renovação de suas forças vivificadoras para benefício do homem.


MITREU 
O culto de Mitra era realizado em templos denominados mitreu (palavra em latim cujo plural é mithraea). Estes espaços começaram por ser cavernas naturais; mais tarde, optou-se por construções escuras e sem janelas que imitavam as cavernas naturais. Os templos eram de capacidade limitada; a maior parte deles não podia receber mais do que trinta ou quarenta pessoas.
No mitreu podiam distinguir-se as seguintes partes:
  • A antecâmara;
  • spelaeum ou spelunca (caverna), uma sala retangular decorada com pinturas e com dois bancos posicionados junto a cada uma das paredes onde se faziam os banquetes sagrados;
  • O santuário, no extremo da caverna, onde estavam o altar e a imagem (pintura, baixo-relevo ou estátua) de Mitra matando um touro.
Encontraram-se vários mitreus em territórios que pertenceram ao Império Romano, alguns dos quais foram transformados em criptas de igrejas cristãs. A maior concentração destes edifícios encontra-se em Roma, mas também se descobriram em locais como o norte da Inglaterra e a Palestina. A sua distribuição na antiga área do Império Romano encontra-se relacionada com a localização de quartéis e de instalações militares.

Mitologia e Iconografia

Não existem textos sobre o mitraísmo escritos pelos adeptos pelo que as únicas fontes para o conhecimento da religião são as imagens encontradas nos templos.
1. Relato mítico
Segundo as imagens dos templos e os escassos testemunhos escritos, o deus Mitra nasceu perto de uma fonte sagrada, debaixo de uma árvore sagrada, a partir de uma rocha (a petra generatrix; Mitra é por isso denominado de petra natus). Este aspecto relaciona-se com as tradições armênias sobre a caverna de Meher (Mitra). No momento do seu nascimento trazia na cabeça o barrete frígio, uma tocha e uma faca. Foi adorado pelos pastores pouco tempo depois do seu nascimento. Com a sua faca, cortou as folhas da árvore sagrada com as quais criou a sua roupa.

Enquanto pastoreava nas montanhas encontrou o touro primordial, que agarrou pelos cornos e montou, mas com o seu galope selvagem a besta fez com que ele saísse de cima dele. Mitra continuou agarrando os cornos do animal, tendo o touro o arrastado por bastante tempo até que o animal ficou cansado. O deus agarrou-o então pelas patas traseiras e carregou-o aos ombros. Levou-o vivo, com muitas dificuldades, até à sua caverna. Esta viagem de Mitra com o touro às costas é denominada de transitus.
Quando chegou à caverna um corvo enviado pelo sol comunicou-lhe que deveria realizar o sacrifício; Mitra, segurando o touro, cravou-lhe a faca no flanco. Da coluna vertebral do touro saiu trigo e o seu sangue era vinho. O seu sémen, recolhido e purificado pela lua, gerou animais úteis ao homem. Ao local chegou um cão, que comeu o trigo, um escorpião, que enfiou as suas pinças nos testículos do animal, e uma serpente.
2. Iconografia.
Algumas pinturas mostram Mitra carregando uma rocha sobre as costas, como Atlas na mitologia grega, ou vestido com uma capa cujo forro interior representa o céu estrelado. Perto de um mitreu próximo da Muralha de Adriano foi encontrada uma estátua em bronze de Mitra emergindo de um anel zodiacal em forma de ovo (a estátua encontra-se atualmente na Universidade de Newcastle). Uma inscrição encontrada em Roma sugere que Mitra poderia identificar-se com o deus criador do orfismo, Fanes, que surgiu de um ovo cósmico no começo do tempo, dando origem ao universo. Esta posição é reforçada por um baixo-relevo no Museu Estense de Módena, onde se vê Fanes a nascer de um ovo, rodeado pelos doze signos do Zodíaco, uma representação muito semelhante à que se encontra na Universidade de Newcastle.
A imagem central do mitraísmo é a da tauroctonia, ou seja, a representação do sacrifício ritual do touro sagrado por Mitra. Esta representação tem elementos iconográficos fixos: Mitra surge como o barrete frígio e olha para o touro com compaixão; em muitos casos, a cabeça de Mitra olha para trás para evitar olhar diretamente para o touro. Inclinado sobre o touro, o deus degola-o com uma faca sacrificial. Da ferida do touro nasce trigo e junto ao touro encontram-se vários animais: um escorpião que aperta com as suas pinças os testículos do touro; uma serpente; um cão que se alimenta do trigo que nasce da ferida e um corvo. Por vezes aparecem também um leão e um copo. A imagem está flanqueada por duas personagens portadores de tochas, Cautes e Cautópates. A cena surge situada numa espécie de caverna, sendo possivelmente a representação do mitreu, ou de acordo com outras interpretações, do cosmos, dado estarem presentes o sol e a lua.
3. Interpretações
Franz Cumont, autor de um estudo clássico sobre a religião de Mitra, interpreta esta imagem à luz da mitologia iraniana. O autor vincula a imagem com textos que se referem ao sacrifício de um touro por Ahriman, divindade do mal, que é o opositor de Ahura Mazda; dos restos do touro nasceriam depois todos os seres. De acordo com a hipótese de Cumont, Ahriman seria mais tarde substituído por Mitra no relato mítico e sob esta forma o relato teria chegado ao Mediterrâneo Oriental.
David Ulansey apresentou uma explicação radicalmente diferente da imagem do Mitra Tauroctonos baseada no simbolismo astrológico. De acordo com esta teoria a imagem do Tauroctonos é a representação de Mitra como um deus tão poderoso que é capaz de colocar o universo em ordem. O touro seria o símbolo da constelação de Touro. Nos primórdios da astrologia, na Mesopotâmia, entre o V milênio a.C. e o III milênio a.C. o sol encontrava-se em Touro durante o equinócio de primavera. Devido à precessão dos equinócios o sol estava no equinócio da Primavera numa constelação diferente cada 2160 anos pelo que passou a estar em Carneiro por volta do ano 2 000 a.C., marcando o fim da era astrológica de Touro.
O sacrífico do touro por Mitra representaria esta mudança, causada segundo alguns crentes, pela onipotência do seu deus. Isto estaria em consonância com os animais que figuram nas imagens de Mitra Tauroctonos: o cão, a serpente, o corvo, o escorpião, o leão, o copo e o touro que são interpretados como sendo as constelações de Canis Minor,HydraCorvusScorpiusLeoAquarius e Taurus, todas no equador celeste durante a era de Touro.

Níveis de Iniciação

O mitraísmo possuía sete níveis de iniciação, que podem estar relacionados com a Lua, Mercúrio, Vénus, Sol, Marte, Júpiter e Saturno, de acordo com a interpretação de Joseph Campbell. A maioria dos membros chegavam apenas ao quarto grau (leo) e apenas uma minoria chegava aos escalões superiores. Os sete níveis eram os seguintes:
  • Corax (corvo).
  • Cryphius (oculto). Par alguns autores este nível seria Nymphus (esposo).
  • Miles (soldado). Tinha como insígnias a coroa e a espada.
  • Leo (leão). Durante os rituais oferecia a Mitra as oferendas.
  • Perses (persa).
  • Heliodromus (emissário solar). As suas insígnias eram a tocha, o chicote e a coroa.
  • Pater (pai). As suas insígnias - o barrete frígio, o bastão e o anel - fazem lembrar as do bispo.
Durante os rituais os iniciados levavam máscaras dos animais relacionados com o seu nível de iniciação, dividindo-se em dois grupos: os servidores, que eram os que se encontravam abaixo do grau leo, e oS restantes. 

Os Rituais

Para a reconstrução dos rituais do mitraísmo conta-se apenas com os textos dos Padres da Igreja e com as iconografia dos mitreus.
As mulheres estavam excluídas dos mistérios de Mitra. Em relação aos homens, parece que não se requeria uma idade mínima para ser admitido, tendo sido iniciadas crianças do sexo masculino. A língua utilizada durante os rituais era o grego, com algumas fórmulas em persa, apesar de progressivamente ter sido introduzido o latim.
O rito principal era um banquete ritual, que aparentemente tinha algumas semelhanças com a eucaristia do cristianismo. Segundo Justino, os alimentos oferecidos no banquete eram o pão e a água, mas alguns achados arqueológicos revelaram que se tratava de pão e vinho. Esta cerimônia era realizada na parte central do mitreu, onde existiam dois bancos onde os participantes se deitavam, conforme o costume romano de comer deitado. Os Corvos desempenhavam a função de servidores dos alimentos sagrados. Do ritual fazia também parte o sacrifício de um touro e outros animais.
A estátua de Mitra Tauróctonos desempenhavam um papel nestes ritos, embora não se conheça exatamente qual. Em alguns mitreus foram descobertos pedestais giratórios, que se acredita terem servido para mostrar e ocultar a imagem aos fiéis.
Num determinado momento da evolução do mitraísmo introduz-se o rito do taurobolium ou batismo dos fiéis com sangue de um touro, prática comum a outras religiões orientais. Graças a Tertuliano conhecem-se hoje as severas críticas cristãs a estas práticas.
Tertuliano também descreve o rito de iniciação do grau de Soldado (Miles). O candidato era batizado (talvez por imersão), sendo marcado com um ferro em brasa; era alvo de um teste, no qual se colocava uma coroa na sua cabeça que este deveria deixar cair, proclamando que Mitra era a sua coroa. Posteriormente os iniciados assistiam a uma morte ritual e simulada, cujo oficiante era um pater.
De acordo com Porfírio, no grau de Leo, colocava-se mel na boca dos recém-nascidos; para os iniciados adultos vertia-se mel sobre as suas mãos que estes lambiam em sinal de comunhão. Acredita-se que cada nível de iniciação teria o seu próprio ritual.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Correção: Michael Rossane 

quinta-feira, 19 de março de 2015

* Missões / Entendimento Amplo


A igreja que não é missionária tem muitas dificuldades em entender o contexto "missões" e o que envolve missões. A única preocupação dessas igrejas (pessoas) é que terão que fornecer o sustento para alguém no campo e que a igreja local geralmente não tem condições para isso. Por incrível que pareça essa "preocupação" é muito recorrente. Falta assim, o entendimento que: a manutenção de uma pessoa no campo deve ser a prioridade no que diz respeito à missões. Ser uma igreja missionária não significa apenas enviar pessoas, mas, sobretudo, prepará-las para que elas possam preparar outras e que esse círculo virtuoso faça da Igreja do Senhor Jesus, uma igreja atuante fora das quatro paredes, cumprindo assim a vocação primeira da Igreja: Pregar o evangelho e fazer discípulos de todas as nações!

Missões = envio = evangelismo = discipulado = acompanhamento = treinamento. Isso é missões.

Michael Rossane

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015


* D.A. Carson / Biografia & Obras


Donald Arthur Carson (nascido em 21 de dezembro de 1946) é um, de origem canadense Reformada Evangélica teólogo e professor do Novo Testamento .

Antecedentes e educação 

Carson nasceu em Montreal , Quebec , Canadá , a Thomas Donald McMillan Carson e Elizabeth Margaret (née Maybury), mas cresceu em Drummondville . Ele ganhou seu BS (1967) em química e matemática pela Universidade McGill , sua M.Div. de Central Baptist Seminary (Toronto), e seu Ph.D. (1975), no Novo Testamento da Universidade de Cambridge . Carson casado Joy (née Wheildon) em 16 de agosto de 1975. 

Carreira 

Carson serviu como pastor de Richmond Baptist Church, em Richmond, British Columbia , de 1970 a 1972. Após seus estudos de doutorado, ele atuou por três anos na Northwest Baptist Theological College (Vancouver) e em 1976 foi o reitor fundador do seminário. Em 1978, Carson entrou para a Faculdade de Trinity Evangelical Divinity School , onde ele está servindo atualmente como professor e pesquisador.
Carson é um membro do conselho fundador da The Gospel Coalition . 
Ele foi um dos oradores na Conferência Bíblica de Hong Kong de 2012, falando sobre sucessos e fracassos de Reforma -. Um Estudo Bíblico de Neemias. 

Selecione publicações

Carson escreveu ou editou 57 livros, muitos dos quais foram traduzidos para o chinês. Estes incluem grandes comentários sobre Mateus em Comentário do Expositor da Bíblia e John, comentários sobre partes da Bíblia, tais como 1 Coríntios 12-14 e o Sermão da Montanha . Ele também escreveu livros sobre a oração , sofrimento e livre arbítrio e predestinação de um modo geral compatibilista e calvinista perspectiva.
Seu livro de 1996 The Gagging de Deus: Cristianismo Confronta Pluralismo ganhou o 1997 ECPA Christian Book Award . para a categoria "teologia e doutrina" 

Outras publicações incluem:

  • O Debate King James Version: Um apelo para Realismo (1979) 
  • Exegetical Falácias (1984) 
  • Até quando, ó Senhor ?: Reflexões sobre o sofrimento e o mal (1990, 2006)
  • A Cruz eo Ministério Cristão: Lições de Liderança de 1 Corinthians (1993, 2004)
  • A linguagem inclusiva Debate: Um apelo para Realismo (1998) 
  • A Doutrina difícil do Amor de Deus (1999) 
  • Para o amor de Deus, 2 de volume comentário devocional baseado em Robert Murray M'Cheyne sistema 's para leitura da Bíblia por meio de um ano (1998, 2006) 
  • Tornando-se familiarizado com a Igreja Emergente: Entendendo um Movimento e suas implicações (2005) 
  • Dizer a Verdade: Evangelizing pós-modernos (2000, 2002)
  • Justificação e variado Nomism, 2 volumes que tratam da Nova Perspectiva sobre Paulo questões que têm surgido nos últimos anos de pessoas como NT Wright (2001, 2004) 
  • Cristo e Cultura Revisited (2008) 
  • Comentário sobre o Novo Testamento Uso do Antigo Testamento, Editor, junto com Beale, GK . (2008)
  • Memórias de um Pastor Ordinária: A Vida e os reflexos de Tom Carson (2008)
  • Escandaloso: A cruz e ressurreição de Jesus (2010)
  • A Intolerância da Tolerância (2012) 





         

A avareza é idolatria porque o que você mais quer se torna seu deus. O que você busca mais urgentemente se torna o seu deus. A idolatria não exige alguma pequena imagem feita de pedra, barro, cerâmica ou uma imagem gigante de um deus esculpida de uma montanha. Idolatria é qualquer coisa e tudo que toma o lugar de Deus, que me faz tentar achar minha identidade e lugar no universo por apelar a algo ou a alguém, e não a Deus. Portanto, a avareza estabelece quem são nossos verdadeiros deuses. E quanto aos cristãos? Eles foram reconciliados com Deus pela morte de Cristo e têm sido expostos à maravilhosa glória e grandeza de Deus - inclusive na cruz.
D. A. Carson
Onde todos querem ser o centro do universo, só pode haver conflitos. Sei muito bem que ninguém sai por aí cantando: "Eu sou o centro do universo". Contudo, se eu segurasse sua foto de formatura do ensino médio ou de graduação na faculdade e dissesse: "Aqui está a foto de sua formatura", qual rosto você procuraria primeiro? Ou suponha que você tenha um debate árduo e prolongado (daqueles que raramente nos ocorrem). Você vai embora fervendo. Lembra todas as coisas que poderia e deveria ter dito se apenas tivesse pensado nelas suficientemente rápido. Então, você organiza todas essas coisas enquanto repassa todo o debate em sua mente. Quem vence?
Já fui derrotado em muitos debates, mas nunca perdi uma reprise.
Esses tipos de reflexão são pequenos indicadores de como queremos prevalecer, controlar, ser o centro. Mesmo Deus, deve servir-me ou, do contrário, acharei outro deus. Em outras palavras, isso é o começo da idolatria.
D. A. Carson
Idolatria é qualquer coisa e tudo que toma o lugar de Deus, que me faz tentar achar minha identidade e lugar no universo por apelar a algo ou a alguém, e não a Deus.
D. A. Carson

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

* O Culto Deve Fazer a Bíblia Brilhar / Paulo Romeiro


* Os Saduceus



Mateus 22. 

Os saduceus eram uma seita religiosa e política do período do segundo templo, atraídos principalmente pelos elementos aristocráticos e sacerdotais dominantes da sociedade judaica. O partido controlava o culto no templo, e muitos de seus membros pertenciam também ao supremo conselho legal judaico, o Sinédrio (At 23.6). Duas explicações para a origem dos saduceus ligam o nome da seita a duas figuras históricas distintas, porém ambas chamadas Zadoque.
·       O termo “saduceu” pode ser derivado de Zadoque, sumo sacerdote nos dias de Davi e Salomão (2 Sm 8.17; 1 Rs 1.34). Na visão da restauração, de Ezequiel, é confiada aos descendentes desse Zadoque a supervisão da adoração no templo (Ez 40.46; 43. 19;44.15).
  Na realidade, os descendentes de Zadoque constituíam a hierarquia do templo até o século II a.C.
 
·       De acordo com a tradição de rabínica, entretanto, a seita dos saduceus foi fundada por um discípulos de Antígono de Socó (ca. 200 a.C), também chamado Zadoque.
·       Os principais oponentes dos saduceus eram os fariseus. Ao contrário dessa facção rival, os saduceus negavam a ressurreição dos mortos (Mt 22.23-33; At 4.1,2; 23.6-8), a imortalidade da alma, a doutrina de recompensa e castigo e a validade da “lei oral” (regulamentos transmitidos pela tradição rabínica). Eles aceitavam como obrigatórias apenas aas leis baseadas diretamente no texto do Pentateuco. É por essa razão que Jesus defendeu a doutrina da ressurreição diante deles do ponto de vista de Êxodo 3.6, em vez de se apoiar nos profetas (Mt 22.32).

 A influência dos saduceus cessou com a destruição do templo, em 70 d.C., o que levou o judaísmo pós-bíblico a se desenvolver conforme a ideologia farisaica. Os ensinamentos rabínicos posteriores contêm numerosos exemplos de propaganda antissaduceia. 

                                 QUEM ERAM OS SADUCEUS?


Resposta: A Bíblia menciona frequentemente os fariseus e saduceus, especialmente no Novo Testamento, já que Jesus estava em constante conflito com eles. Os fariseus e saduceus formavam a classe espiritual dominante de Israel. Há muitas semelhanças entre os dois grupos, assim como diferenças importantes.

Os saduceus - Durante o tempo de Cristo e do Novo Testamento, aqueles que eram saduceus eram aristocratas. Eles tinham a tendência de ser ricos e de ocupar cargos poderosos, incluindo o cargo de primeiro sacerdote e de sumo sacerdote. Eles também ocupavam a maioria dos 70 lugares do conselho regente chamado de Sinédrio. Eles trabalhavam muito duro para manter a paz através de sempre seguir as decisões de Roma (Israel nesta época estava sob o controle romano) e, na realidade, pareciam estar mais preocupados com a política do que com o religioso. 


Porque eles estavam sempre tentanto acomodar os gostos de Roma, e porque eles eram ricos e da classe alta, eles não se relacionavam bem com o homem comum nem o homem comum os enxergava com alta estima. O homem comum se relacionava melhor com aqueles que pertenciam ao grupo dos fariseus. Embora os saduceus ocupavam a maioria dos lugares no Sinédrio, a história indica que a maior parte do tempo eles tinham que concordar com as idéias da minoria farisaica, já que os fariseus eram os mais populares com o povo.

Religiosamente, os saduceus eram mais conservadores na área de doutrina do que os fariseus. Os fariseus enxergavam a tradição oral como tendo autoridade igual à Palavra escrita de Deus, enquanto os saduceus consideravam apenas a Palavra Escrita como sendo de Deus. Os saduceus trabalhavam arduamente para preservar a autoridade da Palavra escrita de Deus, especialmente os livros de Moisés (Gênesis até Deuteronômio). Enquanto eles poderiam ser elogiados por isso, eles definitivamente não foram perfeitos em suas opiniões doutrinárias. Segue-se uma breve lista de suas crenças que contradizem as Escritura:

1. Eles eram extremamente auto-suficientes, ao ponto de negar o envolvimento de Deus na vida quotidiana.

2. Eles negaram qualquer ressurreição dos mortos (Mateus 22:23; Marcos 12:18-27; Atos 23:8).

3. Eles negaram qualquer vida depois da morte, defendendo a crença de que a alma perecia com a morte; eles acreditavam que não há qualquer penalidade ou recompensa depois da vida terrena.

4. Eles negaram a existência de um mundo espiritual, ou seja, anjos e demônios (Atos 23:8).

Porque os saduceus estavam mais preocupados com a política do que com a religião, eles não se preocuparam com Jesus até quando as coisas chegaram ao ponto de que Jesus iria chamar a atenção indesejada de Roma. Foi a esta altura que os fariseus e saduceus se uniram e planejaram que Cristo fosse morto (João 11:48-50; Marcos 14:53; Marcos 15:1). Outras passagens que mencionam os saduceus são Atos 4:1, Atos 5:17, e os saduceus foram implicados na morte de Tiago pelo historiador Flávio Josefo (Atos 12:1-2).

Os saduceus deixaram de existir em 70 D.C. Já que este grupo existia por causa de seus laços políticos e sacerdotais, quando Roma destruiu Jerusalém e o Templo em 70 D.C., os saduceus também foram destruídos.



Bíblia de Estudo Arqueológica 



                                                       HISTÓRIA BÍBLICA 

* Interpretação Bíblica em Qumran e Entre os Antigos Rabinos


Mateus 23

   Qumran é o local em que os manuscritos do mar Morto foram descobertos. A comunidade antiga ali estabelecida produziu uma biblioteca com mais de 800 manuscritos, a maioria relacionada à interpretação bíblica. Essa coleção inclui uma grande variedade de documentos:

·       Paráfrases – Alguns textos “reescrevem” porções das narrativas bíblicas com paráfrases interpretativas e expansivas (e.g., O Gênesis apócrifo e o rolo do templo).

·       Comentários – Ou pesharim, anotações sobre os livros proféticos e os Salmos, buscando interpretar ou explicar os textos bíblicos.

·       Antologias – Textos que alinham várias passagens bíblicas em torno de um tema – algo como uma “Bíblia temática” moderna.

·       Escritos originais compostos em estilo bíblico. Esses documentos usam expressões, estilo e vocabulário bíblicos para evocar a autoridade das escrituras. O mestre da justiça, o líder maior da comunidade de Qumran, acreditava que Deus lhe havia revelado todos os mistérios dos escritos proféticos. A interpretação bíblica em Qumran refletia sua compreensão de que as Escrituras estavam repletas de referências ocultas à sua comunidade e aos seus conflitos com outros líderes judaicos e com o mundo exterior.  
   Alguns documentos de Qumran dão a entender que a comunidade se considerava não apenas autorizada a fazer interpretações inspiradas das Escrituras, mas também a dar à luz novas obras com inspiração idêntica à das Escrituras.

    A interpretação em Qumran concentrava-se nas regras que governavam a comunidade e nas interpretações proféticas que apoiavam seus ideais e esperanças.

 A interpretação bíblica rabínica antiga estava relacionada principalmente à Halaká – as regras que governavam a vida diária e a prática religiosa. A procura da aplicação precisa da lei bíblica entre os judeus significava que a Halaká tinha de proporcionar orientações sobre o que uma pessoa podia comer ou vestir ou que ação era permitida em determinadas circunstâncias. Como os tempos e as situações mudavam, novas perguntas surgiam sobre o que era permissível ou exigido. Assim, a interpretação era uma tarefa contínua, resultando num processo ininterrupto de refinamentos aos pareceres legais anteriores.

 Esses refinamentos aconteciam na forma dialógica, na qual os rabinos debatiam a aplicação apropriada de textos bíblicos e princípios legais. Em suas deliberações, tendiam a citar ou enfileirar versículos na base de alguma semelhança, como o fato que cada versículo ter uma palavra em comum. Por exemplo, os rabinos podiam citar ou associar vários versículos de partes diferentes da Bíblia que continham a palavra “uvas” – até mesmo quando não havia relação alguma entre eles – e usavam a palavra em contextos radicalmente diferentes.

   Essa estratégia tratava a Bíblia como um “hipertexto” (uma rede complexa de associações que permitia saltar de uma passagem para outra). Essa interpretação era uma espécie de quebra-cabeça, cujas peças precisavam ser constantemente viradas, giradas e rearranjadas. O resultado desejado e ideal: quando a combinação certa de passagens bíblicas era posta lado a lado, revelava o significado difícil de entender do texto que estava sob consideração.

   O processo não era de todo arbitrário. A interpretação era controlada por um conjunto de princípios. Os primeiros sete princípios são atribuídos a Hillel, rabino famoso do século I d.C. Os dois princípios mais importantes eram o argumento a fortiori (significando que um princípio que trabalha num caso menos importante também deveria ser aplicado a um caso de maior importância) e o princípio da analogia verbal (significando que duas passagens diferentes que apresentam palavras em comum podem ser usadas para interpretar uma a outra). 

Em Mateus 23, Jesus repreende os escribas e fariseus por estabelecerem regras elaboradas e meticulosas para tratar de assuntos menos importantes, mas ignorarem questões mais significativas. Jesus rejeitava principalmente a tendência de se concentrarem em assuntos que envolviam a pureza externa e ritual, enquanto ignoravam algo mais importante: a contaminação interna do coração. 


Bíblia de Estudo Arqueológica 

                                                     HISTÓRIA BÍBLICA

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