"Γνωρίζοντας αυτό το πρώτο, ότι ουδεμία προφητεία της γραφής γίνεται από την προσωπική ερμηνεία. Για προφητεία δεν ήρθε ποτέ από τη θέληση του ανθρώπου, αλλ 'οι άγιοι άνθρωποι του Θεού μίλησε, εμπνευσμένη από το Άγιο Πνεύμα "(Β' Πέτρου 1:20-21)..

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

* Coração Nordestino


Vem Jesus liberte o coração do nordestino
Do homem, do menino que nasceu aqui.
Vem Jesus transforme, mude sua história faz ele feliz!
Do menino que brinca de baleadeira, da mulher rendeira lá do Ceará...
Do homem boiadeiro que canta toada para não chorar...
A seca castiga e o gado morre, e o rio é dos olhos teus
Meu Nordeste carente, povo tão valente,
Deus ama você.

Vem Jesus...
Ceará, Alagoas, Paraíba, Sergipe,
Pernambuco, Bahia...
Rio Grande do Norte, Piauí, Maranhão
Eita terra linda...
Meu Jesus morreu também pelo Nordeste, pelo Sertão,
Pelo Agreste, pelo sanfoneiro
Pelo homem sem escola, homem sem vitória
Pelo violeiro...
Vem Jesus...
Nordestino querido você que me escuta
Pelo Sertão, pela cidade
Jesus Cristo deseja encher tua vida
De felicidade...
Meu Jesus morreu também pelo Nordeste, pelo Sertão,
Pelo Agreste, pelo sanfoneiro
Pelo homem sem escola, homem sem vitória
Pelo violeiro...

"Os nordestinos representam o início de nossa história e a raiz de muitas das nossas culturas".



Se fosse possível, traduziria a palavra Nordeste em uma só palavra. Não dá. Nordeste tem tantos significados que não caberia em um pequeno espaço de dicionário. Nordeste é, em partes, povo sofrido, sim. Mas sofrido e vencedor. Aprendeu com a luta, com a batalha a ser um grande ganhador. Sofreu, caiu, levantou a cabeça e seguiu. Nordeste, pátria de um povo de valor. Pessoas que amam sua terra, e não se importam com as meras palavras de outros ''abestados’’ sem teor intelectual. Ser nordestino não é vergonha, nem é crime. Ser nordestino é orgulho. Orgulho para um povo sem poucos estímulos, mas muita força de vontade. Quem nasce no Nordeste é ‘’arretado’’, sim. Se escolher eu puder, nasço, novamente, aqui. Terra de grandes talentos, de Jorge Amado, até Rachel de Queirós. Cultura elevada ao céu. Tente entender, se for capaz, com uma leitura de cordel. Não perca seu tempo tentando nos ofender. Somos orgulhosos por nossas terras, e não temos com o que nos ofender. Olhe para si, e veja quanta bobagem iria difamar. Deixe de ignorância, e um dia, quem sabe, venha nos visitar. Só peço que não se impressione, quando sua forma de julgar o Nordeste mudar.

Thays Ribeiro

terça-feira, 28 de outubro de 2014

* Introdução à Antropologia Missionária / Ronaldo Lidório


LIDÓRIO, Ronaldo. Introdução à Antropologia Missionária. São Paulo: Vida Nova, 2011. 208 p.

Mineiro de Nanuque, Ronaldo Lidório nasceu em 1966 em uma família evangélica e engajada no trabalho missionário brasileiro. Aos 18 anos iniciou sua vida acadêmica, teve contato com diversas culturas e se dedicou ao estudo teológico e antropológico aplicado à sua responsabilidade missional. 

É bacharel em Teologia, habilitado em Missiologia e pós-graduado em Antropologia cultural e intercultural. Durante nove anos, ele e sua esposa Rossana trabalharam entre o povo Konkomba em Gana, desenvolvendo projetos sociais e evangelísticos, como a grafia da língua Limonkpeln e tradução do Novo Testamento, a organização de uma clínica, estabelecimento de escolas e perfuração de poços, além do plantio de várias igrejas. Hoje, trabalham com a equipe Amanajé entre os indígenas do Brasil, coordenam o Instituto Antropos e prestam consultoria a diversas organizações missionárias nas áreas de Missões e Antropologia. Ronaldo Lidório é membro da APMT (Agência Presbiteriana de Missões Transculturais) e também da Missão AMEM (A Missão de Evangelização Mundial). É consultor do CONPLEI (Conselho Nacional de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas), da WEC International e da World Evangelical Alliance. Também coordena a área de pesquisa do Departamento de Assuntos Indígenas da AMTB (Associação de Missões Transculturais Brasileiras). É membro da American Anthropological Association desde 2001.

Com um livro que transita por uma área pouco explorada na literatura brasileira, o autor trata dos encontros e desencontros que acontecem há anos entre antropólogos e missionários e, consequentemente, suas respectivas áreas. Sua proposta é abordar a Antropologia aplicada às ações missionárias de forma histórica, conceitual e prática, oferecendo uma base para os desdobramentos que envolvam encontro de culturas e evangelização.


O primeiro capítulo introduz o livro no enfoque histórico da Antropologia, afunilando um pouco sobre os conceitos teóricos da Antropologia Cultural aplicada às atividades missionárias. No segundo capítulo, o autor começa a trabalhar, também historicamente, as interações já ocorridas entre antropólogos e missionários, esclarecendo que por meio da coleta, organização e distribuição dos dados etnográficos obtidos através da convivência, o missionário pode (e o fez durante anos) contribuir de forma relevante para a pesquisa antropológica.

As considerações sobre o ambiente de animosidade entre antropólogos e missionários aparecem no capítulo três. Os pontos de vista de cada um são explicados, bem como os desencontros a partir de suas funções e visões na sociedade. Enquanto antropólogos primam por processos que promovem a pesquisa, missionários se debruçam no desenvolvimento de relações diretas com a sociedade. Assim, não raras vezes, antropólogos taxam missionários de nocivos intervencionistas e missionários classificam antropólogos como socialmente estéreis. Apesar disso, Lidório diz que a quebra de preconceitos e um ajuntamento desses segmentos seria bastante proveitoso tanto cientificamente quanto socialmente, pois a metodologia da pesquisa científica de um lado complementaria a aproximação social mais integral do outro.

O quarto capítulo traz nomes dos missionários-antropólogos que têm tido expressiva relevância nas diversas ações de treinamento, conscientização e formação missionária, bem como na sólida produção literária. Em breve revisão bibliográfica, o quinto capítulo aponta teóricos que influenciaram em maior escala a formação da Antropologia Missionária e segue com a apresentação do roteiro de análise de sistemas culturais desenvolvido pelo próprio autor e denominado Método Antropos, o qual tem por pressuposto servir como guia na observação e estudo em situação de encontro cultural, além de aproveitar os dados coletados na viabilização de ações missionárias.

Os conceitos de intervenção e mudança que tanto produzem tensão entre antropólogos e missionários voltam no capítulo seis para uma visão mais detalhada. O autor defende uma abordagem equilibrada tendo como crivo os princípios de autonomia liberdade para assegurar que as mudanças (que ocorrem por diversos fatores) aconteçam por iniciativa interna, não imposta, além de serem cônscias e almejáveis pelo grupo que as experimentam.

Lidório expõe no capítulo sete sobre catequese e evangelização, mostrando especialmente as diferenças (metodológicas e conceituais) entre as ações. A catequese – cristã ou não cristã, católica ou evangélica – tem por base a comunicação dos conceitos por meio dos códigos de quem transmite, sem a devida atenção ao receptor. É, assim, uma ação imposicionista. Já a evangelização é dialógica e relacional, utiliza os códigos e processos do ouvinte para conversa e exposição, baseando-se nos critérios de sensibilidade e compreensão cultural.

No capítulo oito, o autor começa a tratar do uso da Antropologia nos campos missionários com ênfase etnográfica. A comunidade missionária tem como pontos fortes a vivência de campo e a coleta de dados, mas ainda lhe falta a metodologia etnológica. E esta é, possivelmente, uma das maiores necessidades: transpor-se da etnografia para a etnologia, da coleta de dados culturais para o exame e compreensão do seu significado. Lidório avalia que, no Brasil, a formação missionária tem deixado a desejar no preparo antropológico ao dar pouca ênfase às disciplinas da área, bem como à sua aplicação nas ações missionárias.

A importância dos processos de comunicação que intencionam inteligibilidade, aplicação e contextualização da mensagem é abordada no nono capítulo. Considerando a comunicação como um fato social que inclui as partes, o autor afirma que ela deve ser dialógica, relacional, inteligível, ética e aplicável, e se concentra em tratar da metodologia de transmissão de uma mensagem. Ele deixa claro que uma comunicação fiel e relevante só será possível se houver, da parte do comunicador, o compromisso com a análise cultural e ampla compreensão da cosmovisão do grupo com quem se trabalha, para isso pontua dicas práticas para o bom relacionamento e aprendizado (da língua e cultura) com o grupo.

O capítulo dez é conceitual, uma introdução aos termos: Antropologia – como consequência histórica das notas, acontecimentos e conceitos reunidos em torno da identidade humana em seus diversos agrupamentos sociais -, cultura – baseando-se na observação de Paul Hiebert como os princípios um tanto agregados em conceitos, emoções, importâncias e padrões que são vivenciados por pessoas organizadas em torno do que raciocinam, sentem e fazem - e homem – como um ser em cultura, determinado por sua história, seus conceitos e sua inclusão na sociedade.

Três padrões de observação cultural são expostos no capítulo 11: o ético – com a aproximação, análise e conceituação de um fato antropológico a partir da interpretação e perspectiva cultural do observador –, o êmico – com a análise de um fato antropológico a partir da interpretação de quem vivencia a cultura experimentadora do acontecimento – e o êmico-teológico – com o padrão de observação cultural êmico, a partir de quem o vivencia, somado à aplicação dos princípios bíblicos supraculturais.

A análise sociocultural é apontada por Lidório como uma das mais importantes contribuições da Antropologia à comunidade missionária, por isso, no capítulo 12, apresenta as bases de estudo que utilizou na elaboração do Método Antropos, denominando-as dimensões: históricaéticaétnica e fenomenológica. Há também o método de desenvolvimento de pesquisa em contexto urbano, o Urbanos. Porém, o autor ressalta que, independente do método utilizado, é muito importante que o pesquisador/missionário atente para o modo pelo qual desenvolverá a pesquisa, priorizando o contato, aprendendo a partir de relações e observação, registrando, organizando e refletindo sobre tudo o que for coletado e aplicando o que foi avaliado nos processos de comunicação.

Seguindo a perspectiva antropológica, nos capítulos 13 a 16, Lidório começa a tratar dos quatro temas que considera indispensáveis na construção do pensamento religioso de uma sociedade, quais sejam:magiaritosmitos e totemismo. O autor conceitua, descreve utilidade, identifica elementos de formação e as categoriza.

O capítulo 17 é proposto para discutir o processo da evangelização de forma contextualizada. O autor lembra que dois limitadores desse processo são a insuficiência de compreensão do outro e do próprio Evangelho (mensagem). Sobre isso, há o perigo da imposição – com a tendência humana de aplicar ao outro seu próprio padrão cultural -, o perigo do pragmatismo – com a postura simplesmente prática, baseada em resultados – e o perigo sociológico – com a postura simplesmente humanista, baseada em solucionamentos. O autor esclarece que a contextualização não possui valor por si só, mas pelo conteúdo a ser contextualizado, por isso ele propõe alguns princípios bíblicos para uma boa contextualização da mensagem do Evangelho e segue com exemplos bíblicos do modelo paulino de exposição do Evangelho.

Em suas últimas considerações, Lidório faz alguns apontamentos sobre os interesses e finalidades da Antropologia Missionária, recapitula o que tratou no desenvolvimento do livro e expõe que o maior desafio ao tratar dessa área é a efetiva comunicação da mensagem, ou seja, ser fiel ao conteúdo e, ao mesmo tempo, inteligível e relevante ao ouvinte.

A obra traz ainda cinco apêndices: (1) O Manifesto do DAI/AMTB – 2009, sobre a presença e atuação missionárias entre os povos indígenas do Brasil; (2) A Declaração de Manaus, um manifesto assinado pelos alunos da primeira turma do curso de pós-graduação em Antropologia Intercultural da UniEvangelica e Instituto Antropos, reconhecendo a relevância da área estudada, a importância da aproximação do científico antropológico e das ações missionárias e se comprometendo com a produção reflexiva das ciências propostas, visando a defesa dos interesses dos povos entre os quais trabalham; (3) Uma breve descrição sociocultural da sociedade brasileira e a apresentação do Método Urbanos; (4) Uma compilação de estudos de caso e algumas sugestões de como utilizá-los; (5) O questionário direcionador do roteiro de análise de sistemas culturais, denominado Método Antropos.

Fazendo jus ao aspecto introdutório, o autor trabalha muito bem a historicidade da Antropologia Cultural, seus expoentes e influência na Missiologia, dando base à aplicabilidade científica no campo missionário. Os capítulos são curtos, mas cheios de informações e bem divididos. Lidório não se esquece de conceituar, classificar, exemplificar e aplicar o que propõe. Cada nova informação traz um estudo de caso aplicável que contribui para a fixação.

Além de uma excelente introdução e direcionamento para o estudo acadêmico e consolidação da perspectiva antropológica-missionária, o livro também é um importante meio de estímulo para a quebra de preconceitos entre os representantes das áreas abordadas, sabendo que uma posição equilibrada é benéfica a todos, especialmente às necessidades dos grupos que são alvo de estudo e atuação de antropólogos e missionários.

A obra em questão recebeu o prêmio Areté 2012, promovido pela ASEC (Associação de Editores Cristãos), na categoria missão / nacional. Lidório, na mesma cerimônia, recebeu o prêmio de autor / nacional.  


Resumos & Resenhas 



* Pastor, Você está Encorajando Missionários em Sua Igreja? John Piper





quarta-feira, 22 de outubro de 2014

* Teologia do Antigo Testamento de Walter Brueggemann

"A interpretação exegética e teológica do Antigo Testamento no século XXI está em busca de sua nova face. O caráter histórico da disciplina, tão bem evidenciado nos séculos XIX e XX, já não é suficiente diante das novas exigências acadêmicas e sociais. A Teologia do Antigo Testamento de Walter Brueggemann é testemunho da nova face da pesquisa teológica bíblica. A sua introdução, destacando com clareza e rigor a história da disciplina e os seus impasses e valores, por si só, já presta um imenso serviço às Igrejas e à Academia. Ao entrar no estudo da Bíblia Hebraica por sua vez, Brueggemann leva a sério a exegese crítica e a história de Israel, mas as coloca a serviço das perguntas relevantes de nosso próprio tempo, indicando um novo e desafiador caminho para a interpretação bíblica: responder às questões que desafiam a humanidade neste novo milênio. Este é um daqueles livros que marcam época, e sua publicação em português é uma conquista de grande monta."

Dr. Júlio Zabatiero professor da Faculdade Unida – Vitória – ES.


https://www.teologiaacademica.com.br/







sábado, 18 de outubro de 2014

* A Igreja Atual tem Dependido Mais de Métodos do que do Espírito Santo / Josafá Vasconcelos



Hoje em dia, muitas igrejas dependem no evangelismo mais de métodos do que do Espírito Santo. Usa-se mais técnicas de administração do que o poder do Espírito através do Evangelho. Se não for o Senhor não haverá abertura de coração (At 16.14). O homem não pode abrir o coração. Quem gera fé no coração é o Espírito Santo pela Palavra (Rm 10.14). Precisamos confiar que a Palavra de Deus não voltará vazia (Is 55.11).
Sem entender a depravação total do homem, não entenderemos a necessidade do Espírito na evangelização. O homem não possui um lado bom preservado dentro de si, uma centelha de bondade que o capacite a receber a Cristo. Mortos não fazem nada e ossos secos não levantam sem a Palavra vivificadoras do Senhor.
A Escritura afirma que “a fé não é de todos” (2Ts 3.2), mas “do eleitos de Deus” (Tt 1.1), “não provem do homem mas é dom de Deus”. (Ef 2.8). Quando olhamos para esse estado do ser humano, podemos desanimar, mas precisamos nos lembrar que Deus tem os seus (At 18.10).
Precisamos também entender que o Espírito age através de sua verdade. Palavra sem Espírito = morta; Espírito sem Palavra = superstição.
“(…) o Espírito de Deus está de tal maneira unido e ligado à Sua verdade, manifestada por Ele nas Escrituras, que justamente Ele descobre e mostra seu poder, quando se dá à Palavra a reverência e a dignidade que se lhe deve (…).”
“Da mesma forma, ‘a Palavra’ não pode ser separada ‘do Espírito’, como imaginam os fanáticos, que, desprezando a palavra, ufanam-se no nome do Espírito, e incrementam coisas, como confidenciais, em suas próprias imaginações. É o espírito de Satanás que é separado da palavra, a qual o Espírito de Deus está continuamente unido.”
– Calvino
Precisamos buscar o Espírito, não em um batismo separado da conversão (uma segunda bênção), mas enchimento cada vez maiores. Assim, preparados em oração, pregaremos ousadamente o evangelho de Cristo, que é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê (Rm 1.16).
Abra mão de toda parafernália que você usa para manipular as pessoas a aceitarem Jesus. Não depende de técnicas carnais. Você tem uma arma poderosa que é o poder do Espírito através da Palavra. Pregue a Bíblia com fidelidade e dobre seu joelho em oração e deixe Deus agir conforme sua soberana vontade. Assistam o vídeo dessa mensagem aqui

JOSAFÁ VASCONCELOS BIOGRAFIA E VIDEOS 
CONFERÊNCIA FIEL REPRISES 
VOLTEMOS AO EVANGELHO 

Rev. Josafá Vasconcelos Pastor da Igreja Presbiteriana da Herança Reformada em Salvador; foi Presidente do Presbitério da Bahia; conferencista reformado no Brasil e exterior; foi membro da Comissão de Evangelização da Igreja Presbiteriana do Brasil. Conferencista, autor e tradutor de diversos artigos publicados na revista Os Puritanos e dos livros: “Nada se Acrescentará” e ”O Outdoor de Deus”. Tem sido conhecido, em todo o Brasil, como um de seus principais evangelistas.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

* Missões é Unir-se a Deus em Sua Paixão


* Antropologia Missionária

     ANTROPOLOGIA MISSIONÁRIA     



“Eu creio que o missionário precisa pelo menos de duas coisas: uma é estudar as Escrituras, estudando teologia, teologia bíblica e teologia sistemática. A outra é estudar as pessoas e saber como se comunicar com as pessoas. A antropologia é importante para ajudar-nos a entender as pessoas. Muitos missionários não conhecem o povo, a cultura; a antropologia é essencial para que sejamos bons missionários. Mas a antropologia também pode nos ajudar a estudar as Escrituras porque ela nos ajuda a entender as pessoas envolvidas nas Escrituras”. (www.missaoavante.com.br)

1 – A Antropologia oferece ferramentas teóricas para o trabalho pratico missionário 

A Antropologia Missionária traz instrumentos dos conhecimentos, conceitos, teorias e hipóteses da moderna antropologia para a prática missionária, ela pesquisa o estudo da humanidade na música, literatura, filosofia, economia, história, geografia religião, comunicação, letras e nas relações inter-pessoais. Por fim, analisa estas matérias e se pergunta como elas se desenvolveram se modificaram e qual o seu significado para a comunicação do evangelho para o povo-alvo.

Paul Hiebert, missionário, professor de antropologia, autor de vários livros sobre antropologia missionária e considerado o principal antropólogo cristão da atualidade, ao ser indagado sobre a importância da antropologia para a obra missionária, responde:

2 – A antropologia visa apresentar os aspectos-chave da cultura ao missionário

Antes de um missionário (principalmente o pioneiro) ir para uma cultura diferente da sua é importante que ele estude, conheça e interaja com essa cultura. Pois fazendo isso ele poderá se prevenir de atos que poderiam ofender profundamente mesmo sem querer e que poderia ter sido facilmente evitado. Nesta preparação inicial ele vai conhecer melhor os sentimentos do povo sobre as diversas composições de seu meio.

O ministério do Apóstolo Paulo ilustra isso ao reconhecer Epimênides (profeta cretense não-cristão) como um verdadeiro profeta para embasar um julgamento dele sobre o povo. Estudos revelam que Aristóteles, Platão e Cícero também o consideravam profeta. Isso indica que Paulo conhecia bem a cultura dos cretenses. Conhecer costumes e tradições é crucial da estratégia missionária.

3 – O estudo antropológico visa preparar o missionário para a adaptação cultural

A antropologia missionária tem contribuído com as missões na medida que tem mostrado aos missionários a maneira como devem se comportar dentro do contexto próprio do povo. Como já foi dito, a geografia, a história, a estrutura econômica, suas artes existem de maneira a preservar a existência da comunidade. Portanto é um crime contra a cultura o missionário chegar com os valores de onde veio e querer imprimir sobre o povo ao qual foi enviado. Antes pelo contrário, ele deve se adaptar ao seu modo cultural desde que não conflituem com o evangelho.

É importante que ele reconheça a diferença da cultura, e a partir desse reconhecimento, ele se comporte semelhantemente à maneira cultural corrente. É como se um missionário fizesse duas malas para a viagem: uma para usar e outra para não usar. Na primeira é importante que ele coloque o básico para viver dignamente os seus primeiros dias ali (até atribuir a forma própria do povo). Na segunda ele deveria colocar todos os seus pré-julgamentos culturais e a cultura que aprendeu para não utilizar. Se ele não fizer essas duas malas, a sua missão poderá encontrar grande dificuldade.

Portanto a antropologia tem como interesse poder amenizar o impacto dos possíveis choques culturais vivenciado pelas famílias missionárias.

4 – O missionário não deve aceitar os fatores culturais que são contrários ao Evangelho

O missionário no exercício do seu ministério ao expor o evangelho de Cristo inevitavelmente encontrar-se-á em um conflito, tendo em vista as doutrinas demoníacas do povo. Nesse momento, ele precisará batalhar fielmente pelo evangelho de Cristo, e não poderá aceitar nenhum tipo de sincretismo. A sã doutrina deve ser defendida com todo o entendimento e todas as forças que o missionário tiver. Como bem disse Judas, uma das colunas da Igreja Primitiva de Jerusalém: “exorto-vos a batalhardes diligentemente pela fé que uma vez foi dada aos santos” (Jd 3). Na pregação do evangelho de Cristo não poderá haver nem um acréscimo e nem um suprimento.

Sobre este aspecto da cultural na evangelização, O pacto de Lousanne afirmou o seguinte:

“O desenvolvimento de estratégias para a evangelização mundial requer metodologia nova e criativa. Com a bênção de Deus, o resultado será o surgimento de igrejas profundamente enraizadas em Cristo e estreitamente relacionadas à cultura local. A cultura deve sempre ser julgada e provada pelas Escrituras. Uma vez que o ser humano é criatura de Deus, parte de sua cultura é rica em beleza e bondade. Pelo fato de o ser humano ter caído, toda a sua cultura (usos e costumes) está manchada pelo pecado e parte dela é de inspiração demoníaca. O evangelho não pressupõe a superioridade uma cultura sobre outra, mas avalia todas elas segundo o seu próprio critério de verdade e justiça, e insiste na aceitação de valores morais absolutos, qualquer que seja a cultura em questão. As organizações missionárias muitas vezes tem exportado, juntamente com o evangelho, a cultura de seu pais de origem, e tem acontecido de igrejas ficarem submissas aos ditames de uma determinada cultura, em vez de às Escrituras. Os evangelistas de Cristo, devem, humildemente, procurar esvaziar-se de tudo, exceto de sua autenticidade pessoal, a fim de se tornarem servos dos outros. As igrejas devem se empenhar em enriquecer e transformar a cultura local, tudo para a gloria de Deus”. 

(Mc 7.8,,13; Gn 4.21,22; 1 Co 9.19-23;Fp 2.5-7;2 Co 4.5) (REIFLER, Hans Ulrich. Antropologia missionária para o século XXI. Londrina: Descoberta Editora LTDA, 2003, pag 55)

5 – A Antropologia Missionária pretende preparar o missionário para contextualizar a mensagem

Numa entrevista a um blogger, Paul Hiebert, um dos maiores antropólogo missionário, respondeu sobre as vantagens e o perigo da contextualização da mensagem:
 “O perigo da contextualização é quando colocamos a mensagem na língua local e na cultura do povo, porque a língua e a cultura do povo podem destruir, mudar a mensagem, ou afastá-la da verdade. Se não tivermos cuidado, o Evangelho pode ser convertido à cultura. Mas há um perigo em não contextualizar; não teremos testemunha, nem mensagem, nem evangelismo. Em ambas as partes há perigo, mas o perigo de não contextualizar é maior do que o perigo de contextualizar. Nós precisamos contextualizar criticamente, pensando e sabendo o que estamos fazendo, não só adotar tudo ou rejeitar tudo, mas fazer isso com critério”.  
http://www.missaoavante.org.br/ 
6– A Antropologia Missionária pretende auxiliar o missionário na busca pelos elos eternos de Deus nas culturas para uma pregação eficaz (Fator Melquisedeque).

O missionário e missiólogo Don Richardson, nos seus livros “Senhores da Terra”, “Totem da Paz” e principalmente no “Fator Melquisedeque”, explicou muito bem sobre o que ele mesmo define como “Fator Melquisedeque”. Nestes, ele descreve experiências vividas pessoalmente e por outros missionários em campos de missões narrando também aspectos culturais dos povos com os quais houve contato.

Segundo Richardson, todo povo possui em sua cultura um elo de contato preparado por Deus para receber a mensagem do Evangelho. Portanto quando a testemunha de Cristo alcança uma determinada cultura, através desse elo o contato com a Mensagem cristã pode ser feito.

No livro “Fator Melquisedeque”, Richardson dá exemplo de vários povos com seus elos de contato. Os Cananeus com seu E1 Elyon, os Incas com seu Viracocha, os Santal com seu Thakur Jiu, os Gedeos da Etiópia com seu Magano, os Mbaka da República Centro-Africano com seu Koro, os Chineses com o Senhor do Céu - Shang Ti e os Coreanos com seu Hananim. 

Em todos os exemplos há noções de um Deus Criador e Sustentados do Universo que há muito tempo tinha sido adorado e obedecido, mas que com o passar dos anos foi deixado de lado.

É justamente no exemplo dos Cananeus e o contato de Abraão com o rei Melquisedeque que temos uma evidência de que Deus age através de uma revelação geral entre os povos. Abraão reconhece o sacerdócio de Melquisedeque e lhe oferece o dizimo. Da mesma forma, diz Richardson, temos nos demais exemplos citados, claras provas de revelação geral como testemunho vivo de Deus nas mais diversas culturas.

 Sobre a contribuição da Antropologia Missionária para missões, e o comportamento inicial do missionário no campo, Hans Ulrich Reifler diz que:

“A tarefa da antropologia missionária é permitir que o processo de conscientização e respeito mútuo entre os povos e cultura cresça na vida missionária como entre crentes no mundo inteiro. É importante respeitar os costumes , tradições e hábitos diferentes para evitar erros irreparáveis. Para o diálogo efetivo do evangelho é necessário aceitar, em principio, a estranheza da nova cultura e não questionar nem criticar logo coisas que ainda não compreendemos. O antropólogo R.A. Le Vine argumenta que, quando o individuo se locomove para um novo lugar onde reinam costumes estranhos ou novos, ele precisa adaptar-se ou será estigmatizado pela sociedade local”. 

(REIFLER, Hans Ulrich. Antropologia missionária para o século XXI. Londrina: Descoberta Editora LTDA, 2003 166 pag.)

 ARMAZÉM DE IDEIAS 

ARTIGOS SOBRE ANTROPOLOGIA MISSIONÁRIA DE RONALDO LIDÓRIO 

Ferramentas para Ações Missionárias
Conceituando o Totemismo
Conceituando os Ritos
Conceituando os Mitos
Conceituando a Magia
Sugestão de leitura - Antropologia
Capacitaçao Antropológica
Não há morte sem dor
Aprendizagem de língua
O Evangelho e a aculturação indígena
Sugestão bibliográfica para pesquisa e dissertação
O cenário indígena brasileiro e a atuação missionária evangélica
Roteiro de pesquisa sociocultural

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