"AO CONTRÁRIO DE MUITOS, NÃO NEGOCIAMOS A PALAVRA DE DEUS VISANDO A ALGUM LUCRO; ANTES, EM CRISTO FALAMOS DIANTE DE DEUS COM SINCERIDADE, COMO HOMENS ENVIADOS POR DEUS". 2 Coríntios 2. 17



sexta-feira, 24 de março de 2017

* Seis Sugestões para Estimular Frequentadores a Tornarem-se Membros / Pr. Thabiti Anyabwile



De Frequentadores a Membros

Thabiti Anyabwile
Um desafio prático que nós enfrentamos enquanto pastores é como encorajar um frequentador de igreja a tornar-se um membro de igreja ativo. Como devemos ajudar indivíduos a entenderem a necessidade e a alegria de pertencer a uma assembleia local de crentes?
Seis sugestões para estimular frequentadores a tornarem-se membros
Aqui estão seis sugestões. As quatro primeiras visam criar um ambiente no qual a membresia seja valorizada e compreendida. As duas últimas envolvem cuidar de indivíduos específicos que precisem fazer a transição de meros frequentadores para membros ativos.
1. Conheça os membros atuais.
Antes de podermos efetivamente conduzir pessoas de frequentadores a membros de igreja, precisamos conhecer nossos atuais membros. De outro modo, a ideia de “membresia” permanecerá amorfa até mesmo para o pastor que a promove.
Imagine convidar um visitante para jantar com você e sua família na noite de sábado. O visitante chega, esperando encontrar sua esposa e seus filhos, mas então você o conduz pela casa perguntando a todos os presentes seus nomes e se são visitantes também ou se moram ali. A tal “introdução” à sua família desmente por completo a reivindicação de ser uma família.
Do mesmo modo, quando falamos sobre pertencer a uma igreja local, precisamos ter em mente pertencer a uma família de pessoas em particular – pessoas reais, que se conhecem e se amam. Nós estamos convidando um frequentador a tornar-se parte dessa família viva e vivaz. O nosso convite tem rostos e nomes. Se nós conhecemos esses rostos, nomes e vidas, então estaremos mais aptos a introduzir o frequentador à família.
2. Expresse genuíno apreço pelos atuais membros.
Sinceramente, eu desperdicei essa oportunidade ao tornar-me pastor principal na First Baptist Church of Grand Cayman.[1] Cheguei cheio de zelo e pronto para pôr a mão na massa. Eu pretendia amar e servir as pessoas, mas falhei em reconhecer suficientemente que as pessoas da igreja estavam lá muito antes de eu chegar. Elas já estavam servindo ao Senhor de incontáveis maneiras. E não precisavam simplesmente do tipo de amor que eu desejava lhes dar. Elas precisavam de um tipo de amor que diminuísse o ritmo para ver o serviço deles, o tipo de amor que expressa genuína gratidão pela graça de Deus que já estava em operação neles.
Em vez disso, a congregação muitas vezes me ouviu fazer sugestões de melhoras e ideias de novos projetos. Isso demonstrava insatisfação e falta de apreço. Machuquei algumas pessoas e afastei outras. Algumas me concederam muita graça, presumindo que eu tinha boas intenções. E eu tinha. Mas a melhor maneira de expressar esses bons intentos teria sido demonstrando gratidão e apreço por tudo de positivo que eu visse.
Eu gostaria de ter dedicado os primeiros dois ou quatro anos de meu ministério para, de um modo específico, genuíno e insistente, encorajar, agradecer e demonstrar apreço pelas muitas pessoas maravilhosas e pelos muitos atos de serviço na igreja. Nós temos professores de escola dominical que têm servido por vinte anos consecutivos, indivíduos que silenciosamente têm cuidado de mães solteiras pobres, líderes que têm resistido a fortes tempestades durante anos de liderança, sobreviventes de câncer que enfrentaram a enfermidade com fé genuína, esposas e maridos que têm permanecido fieis a cônjuges descrentes e, às vezes, perversos, membros que têm ofertado alegre e sacrificialmente e tantos outros que têm buscado viver à semelhança de Cristo.
Se eu houvesse tido o cuidado de conhecer a congregação e de observar a sua fé em ação, teria acumulado anos de ilustrações para sermão, oportunidades para escrever notas de encorajamento e oportunidades para louvar a obra de Deus. E se eu houvesse usado essas ilustrações, escrito essas notas e expressado louvor pessoal e publicamente, teria estabelecido um clima de encorajamento, graça e gratidão. Isso teria não apenas edificado os membros existentes, mas também tornado a membresia atrativa ao frequentador. As pessoas desejam pertencer a grupos que as encorajam e estimulam. Igrejas e pastores deveriam ser melhores em fazer isso.
3. Apresente uma visão bíblica da vida cristã saudável.
Uma coisa que podemos presumir acerca do cristão que frequenta regularmente uma igreja, mas não se torna membro, é que a sua visão da vida cristã é de algum modo defeituosa.
Podemos presumir isso? Sim, porque as Escrituras dizem que a igreja local é o plano de Deus para o nosso discipulado e para a nossa maturidade espiritual (Efésios 4.11-16; cf. Mateus 28.18-20). Como seres sociais, nós precisamos de comunidade. Deus nos provê isso na igreja local, onde nos alegramos com os que se alegram, choramos com os que choram e demonstramos semelhante cuidado uns para com os outros (1 Coríntios 12.12-27).
Por razões que exigirão a investigação do pastor, o frequentador de igreja não abraçou completamente uma visão da vida cristã centrada na igreja. A nossa tarefa enquanto pastores é pregar e ensinar de uma maneira que apresente a visão bíblica da igreja local, tornando a igreja local bela e desejável ao povo de Deus.
Nós precisamos ajudar o frequentador – assim como os membros existentes – a entender o que significa estar “dentro” da igreja e por que estar “fora” não é saudável. Se não fizermos isso, os deixaremos com suas ideias incompletas acerca da igreja. Ou, o que é pior, podemos deixá-los pensando que o único “benefício” da membresia sejam a disciplina e o desprazer.
Nós podemos responder a essa necessidade pregando uma série temática sobre a igreja ou a comunhão espiritual. Ou podemos fazer uma caminhada mais longa por cartas como Efésios ou 1 Timóteo, nas quais a Bíblia apresenta imagens penetrantes da vida da igreja. Ou, enquanto expomos outros livros da Bíblia, podemos fazer aplicações relacionadas à membresia sempre que for legítimo, de modo que os membros e frequentadores vejam como a filiação e a comunidade perpassam toda a Bíblia. Em tudo isso, nosso desejo é apresentar uma visão elevada e atrativa da igreja local em toda a sua glória e confusão.
4. Fortaleça as fronteiras da igreja.
Uma das consequências de ensinar às pessoas os “dentros” e “foras” da membresia deve ser o fortalecimento das fronteiras entre a igreja e o mundo, ao restringir certas atividades aos membros.
Por toda a Escritura, a comunidade da aliança de Deus é separada do mundo. E ele dá à comunidade certas atividades, como a circuncisão ou a Páscoa, as quais, com seus outros propósitos, a distingue do mundo. As fronteiras entre Israel e o mundo deveriam ser claramente demarcadas e pertencer à comunidade da aliança assumia uma forma e um significado definidos. Era algo terrível ser “separados da comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo” (Efésios 2.12).
Mesmo organizações seculares e empresas têm regras sobre quem está “dentro” e quem está “fora”. No Natal, um dos meus presbíteros participou de uma confraternização natalina de escritório num restaurante local. Ele observou uma mesa onde alguns clientes bebiam. De tempo em tempo, um dos clientes passava uma caneca de cerveja pela janela do restaurante para outro homem do lado de fora. Depois ele descobriu que o homem do lado de fora estava proibido de entrar no restaurante por causa de comportamento inadequado no passado. Meu amigo presbítero riu alto, reconhecendo que até mesmo pessoas mundanas têm parâmetros de pertencimento e reservam certos benefícios aos que são de dentro.
Do mesmo modo, para que os frequentadores percebam a importância da membresia e para que os de fora da fé também vejam que estão “separados de Cristo”, as fronteiras entre a igreja e o mundo precisam ser reforçadas. Para esse fim, pastores e congregações devem identificar quais atividade e oportunidades são restritas a membros. Podem não membros ensinar na escola dominical? Podem participar do coral? Podem participar de pequenos grupos ou viajar com equipes missionárias? Você convidará cristãos professos que não sejam membros de nenhuma igreja local para participarem da Ceia do Senhor?
Decidir quais privilégios e responsabilidades pertencem apenas aos membros da igreja ajuda a demonstrar por que estar “dentro” importa e o que as pessoas perdem ao permanecerem de “fora” da membresia da igreja.
5. Faça o trabalho pessoal de responder objeções e encorajar as pessoas a tornarem-se membros.
Depois de trabalharmos por alguns anos a fim de criar um ambiente no qual a membresia seja valorizada e significativa, podemos realizar um trabalho pessoal muito mais efetivo com nossos frequentadores. De fato, esperamos que, havendo crescido em seu apreço pela igreja local, a própria congregação fará a maior parte do trabalho pessoal.
Esse trabalho pessoal envolve pelo menos duas coisas:
1. Desenvolver um modo de identificar e conhecer os frequentadores.
2. Responder as objeções do frequentador que o impedem de tornar-se membro.
Quando eu trabalhava com ativismo político,[2] nós utilizávamos uma ferramenta simples chamada de “diagrama de posições”. Um diagrama de posições era uma planilha que listava os principais atores políticos em uma coluna à esquerda e, no topo, a posição atual deles quanto a uma questão política em particular. Na forma mais simples, nós nomeávamos as posições deles de “forte oposição” a “neutro” a “forte apoio”. Enquanto lidávamos com esses atores políticos, observávamos como eles se movimentavam ao longo do espectro.
Quer os pastores criem um “diagrama de posições” num papel ou em suas mentes, eles precisam de um modo de identificar se os frequentadores têm “forte oposição” à membresia, “nunca pensaram no assunto” ou “planejam tornar-se membros na próxima semana”. Espera-se que a pregação e a comunidade farão o trabalho pessoal em muitos casos, especialmente entre os frequentadores que já estão motivados a tornarem-se membros. Mas, entre os frequentadores com dúvidas e hesitações, mais cuidado é necessário.
É aqui que o mandamento de “ser hospitaleiro” (Romanos 12.13; 1 Pedro 4.9) é de grande proveito em ajudar as pessoas a se comprometerem com a igreja. Lares abertos tendem a produzir corações abertos – ou, pelo menos, bocas abertas! Podemos passar de rápidas conversas depois dos cultos para discussões mais intencionais durante refeições. Se formos pacientes e cuidadosos nessas conversas, podemos pastorear o frequentador em meio a dores, desapontamentos, questões e temores que o afastam de um pertencimento com compromisso. O objetivo não é “ganhar” um debate sobre membresia, mas amar a pessoa de forma prática, em palavras e obras, até que o Senhor conceda luz e amor.
6. Encoraje o frequentador a estabelecer-se em outra igreja local, se não na sua própria.
Por fim, devemos nos lembrar de que o Senhor tem outros pastores e congregações fiéis. Devemos nos alegrar nesse fato. Não estamos em competição com essas igrejas, mas somos parceiros delas no evangelho.
Algumas vezes podemos encontrar um frequentador cujas objeções a tornar-se membro de nossa igreja se mostrem intransponíveis. Talvez ele discorde de nós acerca de alguma doutrina ou prática importante. Ou talvez more mais perto de outra congregação fiel e possa estar mais ativamente envolvido lá. Nesses casos, ajudar tais pessoas a passarem de frequentadoras a membros pode envolver ajudá-las a se juntarem a uma outra igreja que não a sua.
Isso pode ser delicado para algumas pessoas – especialmente aquelas que desenvolveram um vínculo com a igreja, mas que nunca se tornaram membros. Tais situações exigem paciência e empatia do pastor. Mas nós fazemos isso pelo bem do frequentador, desejando aquilo que sabemos ser a vontade de Deus para ele ou ela – a membresia ativa –, o que é infinitamente melhor. Estamos tentando promover o evangelho, não nossa própria igreja. Estamos tentando fazer os crentes crescerem, não o nosso rol de membros. Algumas vezes, isso significa ajudar indivíduos a tornarem-se membros em outro lugar, ao mesmo tempo que continuamos a pastorear o rebanho que o Senhor pôs sob nosso cuidado (1 Pedro 5.1-4).
Conclusão
É tentador para os pastores ficarem incomodados com aqueles crentes que frequentam a igreja, mas nunca se tornam membros. Podemos ficar frustrados quando coisas que nos parecem fundamentais são negligenciadas por outros. Precisamos guardar nossos corações da impaciência e da justiça própria. Enquanto dedicamos todo o nosso tempo aos nossos membros, porque somos responsáveis por eles de um modo mais específico, os frequentadores de nossa igreja também precisam de nosso ministério. Conduzir as pessoas de frequentadores a membros é uma oportunidade para amar. Num sentido real, isso é o ministério.


* Thabiti Anyabwile / Biografia & Artigos



Thabiti Anyabwile é Pastor Sênior da Primeira Igreja Batista de Grand Cayman nas Ilhas Grand Cayman e membro do Conselho da The Gospel Coalition . É o marido feliz de Kristie e o pai de duas filhas, Afiya e Eden, e filho, Titus. Ele começou a servir como pastor sênior em agosto de 2006. Ele serviu anteriormente como ancião / pastor assistente na Igreja Batista Capitol Hill (Washington, DC) e como ancião em Church on the Rock (Raleigh, Carolina do Norte). Thabiti possui mestrado em psicologia pela North Carolina State University.


   

   Artigos & Devocionais   

* De Frequentadores a Membros 
* Homens e Amizades 
* O Olhar de Amor 
* Encontrando Diáconos Fiéis 
* O Caminho de Deus 


quinta-feira, 23 de março de 2017

* O Vosso Culto Racional - Comentário em Hebreus de João Calvino


“…São falsas e espúrias todas as formas de culto que os homens permitem a si mesmos inventar movidos por sua ingenuidade, mas que são contrárias ao mandamento de Deus. Quando Deus estabelece que tudo deve ser feito em consonância com sua norma, não nos é permitido fazer qualquer coisa diferente: Olha que faças tudo segundo o modelo; e: Vi que não faças nada além do modelo [Ex 25.40]. E assim, ao enfatizar a norma que estabelece, Deus nos proíbe afastar-nos dela, mesmo que seja um mínimo. Por essa razão, todas as formas de culto produzidas pelos homens caem por terra, bem como aquelas coisas a que chamam sacramentos, e contudo não têm sua origem em Deus.”…

João Calvino - Comentário em Hebreus, p.208

quarta-feira, 22 de março de 2017

* O que é e o que faz um Assistente Social? Definição


carreira em Serviço Social tem foco na coletividade e integração do indivíduo na sociedade. O profissional dessa área é chamado de Assistente Social e atua no combate às desigualdades da sociedade,  analisando, acompanhando e propondo soluções para melhorar as condições de vida tanto de crianças e adolescentes quanto de adultos.
O Assistente Social age de forma direta em vários campos e instituições da sociedade, podendo desenvolver atividades nos domínios privados, governamentais e não governamentais, em áreas como:
  • Educação
  • Saúde
  • Gênero
  • Família
  • Trabalho
  • Habitação
  • Assistência
  • Lazer
  • Reabilitação
  • Sistemas penitenciários
  • Previdência social
A profissão de Serviço Social é regulamentada e, para exercê-la, necessário cursar a graduação em Serviço Social em faculdade reconhecida pelo MEC e obter o registro no Conselho Regional de Serviço Social.

O curso de Serviço Social

A curso de Serviço Social é oferecido nas modalidades bacharelado e licenciatura e tem duração média de quatro anos. O objetivo é formar profissionais capazes de entender e analisar a dinâmica social e as dificuldades individuais e comunitárias.
Além disso, o Serviço Social busca o fortalecimento das relações sociais, estabelecendo políticas que promovam a igualdade entre os indivíduos e a  justiça social.
Desde o início do curso, o estudante realiza trabalhos de campo em comunidades e espaços institucionais como escolas, sindicatos, ONGs, creches e cooperativas. O estágio supervisionado é obrigatório.

Mercado de trabalho

O assistente social tem sido amplamente procurado para trabalhar em equipes multiprofissionais de diferentes setores. A grande maioria dos assistentes sociais brasileiros, segundo o Conselho Federal de Serviço Social, trabalha no setor público, em órgãos municipais, estaduais e federais.
Este profissional pode ainda trabalhar como autônomo (prestando consultoria sobre políticas sociais, por exemplo), ou integrar equipes multidisciplinares em empresas privadas, ONGs, associações, movimentos sociais, universidades (como docente ou pesquisador), institutos técnicos, escolas, creches e hospitais, entre outros.
Devido à desigualdade de renda e ao crescimento de políticas de inclusão e de acesso da população aos serviços básicos para o cidadão, existe uma demanda crescente por assistentes sociais no Brasil.

* O Mundo Precisa é de Pessoas Pensantes e de Ação - Michael Rossane


As pessoas estão sempre prontas a apontarem um motivo e uma resposta para todos os problemas da humanidade, mas poucos buscam alternativas pra sanar esses problemas, ou seja, falar é mais fácil do que movimentar, fazer, pensar, criar, e solucionar. E o que o mundo precisa é de pessoas que pensam, pessoas de ação e de coragem. A vida se torna menos medíocre quando olhamos menos para nós e mais para o próximo. #Pense nisso!

Michael Rossane


terça-feira, 21 de março de 2017

* Abimeleque - Juízes 9


Abimeleque foi o filho de Gideão. Esse nasceu de uma concubina que viera de Siquém (Jz 8.31). Logo depois da morte desse renomado juiz, os israelitas novamente voltaram a adorar Baal e recusaram-se a demonstrar qualquer consideração pela sua família e pelos seus descendentes (Jz 8.34,35). Abimeleque então voltou para Siquém, a cidade de sua mãe, e conseguiu apoio (Jz 9.). 

Com o dinheiro  que lhe deram, contratou alguns bandidos que assassinaram 70 dos filhos de Gideão, menos Jotão, o menor de todos. Ele então governou sobre Israel por três anos (Jz 9.22); algum tempo depois, "enviou Deus um espírito mau entre Abimeleque e os cidadãos de Siquém, os quais procederam aleivosamente contra Abimeleque, para que a violência praticada contra os setenta filhos de Jerubaal, como também o sangue deles, recaíssem sobre Abimeleque" (Jz 9.23,24). Como os cidadãos da cidade rebelaram-se contra ele, esse filho bastardo de Gideão e suas tropas derrotaram a cidade numa batalha e em seguida marcharam contra a localidade mais próxima,Tebes. Exatamente quando parecia que derrotariam também essa outra cidade, uma mulher, escondida numa torre fortificada, atirou uma pedra de moinho na cabeça de Abimeleque (Jz 9.53; 2 Sm 11.21). Envergonhado por ser derrotado por uma mulher, pediu ao seu próprio escudeiro que o matasse. 

O escritor de Juízes acrescenta que dessa maneira Deus trouxe juízo tanto sobre Abimeleque, por ter matado 70 dos seus irmãos, como também sobre os siquemitas, por sua rebelião original contra a casa de Gideão (Jz 9.56,57). 

Livro: Quem é Quem na Bíblia Sagrada. 

✔ Comentários Bíblicos Selecionados:

A história de Abimeleque em Juízes 9 é muito densa e está cheia de detalhes significativos que fazem muita diferença. 


Veja alguns:

1. Siquém Tão logo Gideão foi enterrado, Abimeleque foi a Siquém para tentar induzir seus parentes, que haviam sido proeminentes cidadãos da cidade, a ajudá-lo a obter a mesma autoridade que seu pai exerceu (CBASD  vol. 2, p. 370).

2. Sou osso e carne vossa É possível deduzir, destas palavras, que a mãe de Abimeleque e sua família fossem cananeias. Explicaria a adoração de Baal-Berite em Siquém, velha cidade cananeia, e a facilidade daquele malandro conseguir a simpatia do povo local (Bíblia Shedd), carvalho memorial Cf. Js 24.26. Lugar de longa adoração sagrada (cf. Gn 35:4), dando à proclamação do reinado de Abimeleque um cunho religioso (Bíblia Shedd).

4. Casa de Baal-Berite. Enquanto Gideão iniciara a carreira mostrando a futilidade da adoração a Baal, seu filho Abimeleque começa com uma doação do templo de Baal e com o assassinato de todos os seus irmãos. Esse é o resultado final da poligamia, ambição e falta de religiosidade. Há pouca afeição e muito ciúme nas famílias polígamas (CBASD, vol. 2, p. 370).

5. matou seus irmãos Era desta forma que os usurpadores asseguravam o trono; uma pessoa que não tinha direito ao trono eliminava todos os que possuíam esse direito, para que não houvesse competidores. Os déspotas antecipavam as conspirações e matavam todos os seus irmãos e parentes mais próximos (CBASD, vol. 2, p. 370).

Estes meio irmãos herdaram as propriedades e liderança de Gideão. Abimeleque não compartilhara a herança porque a sua mãe era uma concubina (comparar 11:1-2). Sem dúvida alguma ele estava enciumado. Então ele apelou para os parentes siquemitas para ajudá-lo a eliminar os seus irmãos para que ele pudesse assumir a liderança e transferi-la para Siquém. Isto demonstrou extrema ingratidão à família de Gideão, o libertador de Israel (8:35) (Andrews Study Bible).


Jotão Literalmente, “Yahweh é perfeito”. O fato de Gideão ter escolhido esse nome para seu 70º filho indica que permaneceu um crente fiel ao Senhor apesar da estola sacerdotal que fizera (CBASD, vol. 2, p. 370).


6. proclamaram Abimeleque rei Esta foi a primeira experiência de reinado israelita, muito antes do rei Saul (1 Sm. 8-11). O fato de ter ela sido desastrosa deveria ter ensinado aos israelitas que um reinado humano não era uma boa ideia (Andrews Study Bible).

8. Ungir para si um rei Jotão estava familiarizado com o desejo do povo de ter um rei, não apenas para ser como as nações vizinhas, mas porque reconheciam que os frequentes reveses nas mãos dos inimigos se deviam a falhas na forma de liderança, enquanto que seus sofrimentos [na verdade] eram consequência de sua apostasia (CBASD, vol. 2, p. 371).

14. espinheiro Nada produzia de valor; pelo contrário, ameaçava a lavoura, afogando as plantas novas (cf. Mt 13.7) (Bíblia Shed).

15. Debaixo de minha sombra baixa e quase sem madeira ou folhagem, pouquíssima sombra podia oferecer (Bíblia Shed).
Com seriedade, o tolo espinheiro faz um convite absurdo. Os galhos baixos não proporcionam sombra e são cheios de espinhos. É uma ironia mordaz. Representa o absurdo da situação em que se encontram os siquemitas. Jotão diz ao povo que Abimeleque não pode lhes proporcionar mais proteção que a sombra e proteção que o arbusto de espinheiro pode prover à oliveira e à figueira. Era a promessa sem possibilidade de cumprimento (CBASD, vol. 2, p. 372), saia do espinheiro fogo. Os espinheiros se constituíam em causa constante de incêndios porque se inflamavam com facilidade, e o fogo se espalhava rapidamente (Êx 22:6; cf. Sl 58:9; Is 9:18). … Esse é o resumo da moral da parábola: homens fracos, inúteis e perversos serão sempre os primeiros a se lançar ao poder, e, no final, trarão ruína sobre si e sobre as pessoas infelizes sobre as quais presidiram 
(CBASD, vol. 2, p. 372).

24. vingança. Como a ira de Deus impõe sua justiça (Rm 1.18), o pecado do assassínio dos inocentes filhos de Gideão não podia deixar de ser punido. A lei de Deus é: “Como Ele fez, assim lhe será feito” (Lv 24.19). Somente por Cristo, que pagou nossa culpa, escapamos à terrível vingança de Deus sobre nossos pecados (Rm 3.23-25) (Bíblia Shed).

25. Puseram … de emboscada. Possivelmente Abimeleque residiu em Ofra depois de ter eliminado seus irmãos. Os homens de Siquém, insatisfeitos, armaram emboscadas esperando capturar Abimeleque quando estivesse escoltado por poucos homens. Enquanto aguardavam sua vítima, os impiedosos homens que formavam a emboscada assaltavam a todos os viajantes e caravanas que passavam por ali. Na região rural logo se formou uma situação de insegurança que prejudicou o prestígio e a popularidade de Abimeleque (CBASD, vol. 2, p. 373).

27. saíram ao campo. No fim do verão (nosso mês de outubro) se celebrava a grande festa do Ano Novo entre os cananeus, e a Festa dos Tabernáculos entre os hebreus. Esta última, sob influência dos cananeus, substituiu a Páscoa, como a grande festividade popular, até as reformas realizadas por Ezequias e Josias (2 Rs 23.12ss; 2 Cr 30.1ss) (Bíblia Shed).

28. Zebul o seu oficial “Não estamos sendo governados por Abimeleque”, ele disse, “mas por Zebul, seu subalterno”.  (CBASD, vol. 2, p. 374).
filho de Jerubaal Gaal, astutamente, traça a linha de Abimeleque pelo pai, ao invés da mãe, natural de Siquém. … Gaal se apresenta como defensor da velha religião cananéia (Bíblia Shed).


30. Zebul, governador da cidade, Abimeleque não fez de Siquém a sua capital, mas sim a cidade de Arumá (41), maior que a primeira; quem governava a Siquém era Zebul, seu delegado. Zebul, com suas forças armadas, serviu de “quinta coluna” contra os planos de Gaal (Bíblia Shed).

36. desce gente das colinas. A astúcia de Zebul é notável. O plano sugerido a Abimeleque (32, 33), suas palavras proferidas para acalmar a suspeita d Gaal e, finalmente o desafio, “Saí, pois, e peleja contra ele” (38), diante do qual Gaal teria de lutar ou ficar completamente humilhado, revelavam a inteligência de Zebul (Bíblia Shed).

42. Saiu o povo. Pressupõe que o assunto ficava encerrado depois da conquista de Gaal e suas forças, mas Abimeleque ainda quis reprimir ao povo de Siquem (Bíblia Shed).

43. e os feriu. É difícil compreender como os habitantes de Siquém ingenuamente creram que Abimeleque estaria satisfeito com o banimento de Gaal e que sua vitória inicial não seria seguida por um ataque à cidade (CBASD, vol. 2, p. 376).

45. Semeou de sal. Era prática, na antiguidade, que assegurava a desocupação da área por muito tempo, sendo, por este rito, amaldiçoada e tornada improdutiva. Siquém só veio a ser edificada de novo durante o reinado de Jeroboão, um século e meio mais tarde (Bíblia Shed).

49. e queimaram. A profecia de Jotão foi cumprida literalmente. Saiu fogo do espinheiro-rei e destruiu o povo de Siquém (v. 20) (CBASD, vol. 2, p. 376).

53. Pedra superior de moinho Lit “pedra a cavalgar”, com cerca de 6 cm de grossura e 50 cm de diâmetro. Moer era uma tarefa das mulheres (Bíblia Shed).
Quebrou o crânio. A palavra para “crânio” aqui é gulgoleth, de onde vem Gólgota, local onde Jesus foi crucificado
 (CBASD, vol. 2, p. 377).

54 Mata-me. Uma desgraça que a todo custo se devia evitar seria a de morrer por mão de mulher (4.21n).

Para que não se diga de mim Abimeleque, momentos antes de sua morte, considerou o que as pessoas pensariam de sua vida, porque essa é a base na qual a posteridade julga uma pessoa. Os assuntos a que as pessoas são mais sensíveis muitas vezes não são os que mais importam. Aqueles que cultivam apenas o orgulho e a ambição normalmente morrem como vivem: mais preocupados com que a reputação seja preservada do que em salvar sua alma da destruição
 (CBASD, vol. 2, p. 377). O moço o atravessou. O primeiro homem que procurou reinar sobre Israel e o primeiro rei, Saul, quiseram morrer do mesmo modo (ver I Sm 31:3, 4) (CBASD, vol. 2, p. 377).

56. Deus fez tornar. A mão de Deus tornou a maldição de Jotão (cf v 20) uma realidade. O escritor inspirado não se preocupa com as causas secundárias, sendo que as causas primárias e finais são controladas por Deus (Bíblia Shed).

Estas palavras apresentam a moral de todo o registro. O autor cria profundamente que Deus controla os eventos históricos, punindo tanato os crimes nacionais quanto os individuais. O assassino dos filhos de Gideão “sobre a rocha” é morto por uma pedra que atingiu sua cabeça, e os ímpios siquemitas, que, com a ajuda de Abimeleque, haviam utilizado o dinheiro do templo para contratar assassinos de homens bons, foram queimados no mesmo templo. A maldição de Jotão foi completamente cumprida. 


Fonte: Reavivados por Sua Palavra 

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Você deseja honrar o corpo de Cristo? Não o ignore quando ele está nu. Não o homenageie no templo vestido com seda quando o negligencia do lado de fora, onde ele está malvestido e passando frio. Ele que disse "Este é o meu corpo" é o mesmo que diz "Tu me vistes faminto e não me destes comida" e «quantas vezes o fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes» (Mateus 25:40)... Que importa se a mesa eucarística está lotada de cálices de ouro quando seu irmão está morrendo de fome? Comeces satisfazendo a fome dele e, depois, com o que sobrar, poderás adornar também o altar.

João Crisóstomo, Comentário sobre Mateus

♛ Uma das características mais recorrentes das homilias de João Crisóstomo (347-407) é sua ênfase no cuidado com os necessitados. Ecoando temas do Evangelho de Mateus, ele exorta os ricos a abandonarem o materialismo para ajudar os pobres, empregando todas as suas habilidades retóricas para envergonhar os ricos e obrigá-los a abandonar o consumismo mais conspícuo:


“Honras de tal forma teus excrementos a ponto de recebê-los em vasilhas de prata quando outro homem criado à imagem de Deus está morrendo de frio?”


— João Crisóstomo