sexta-feira, 21 de julho de 2017

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Uma Profeta me Encontrou ontem no Banco - Pr. Diego Xavier


Uma Profeta me Encontrou ontem no Banco

Sim, foi uma experiência que tive. Acho que ela não queria ser profeta. Não sei se ela sabia que era profeta. Na verdade, mesmo ela queria apenas me vender alguns produtos do banco. Eu não tinha interesse em nenhum deles, mas ela continuou oferecendo. Num determinado momento ela me ofereceu um plano funerário. Aos 30 anos não tenho pensado muito em morrer (na minha cabeça ainda faltam mais anos para serem vividos do que vivi até agora). Em determinado momento de nossa conversa a profeta sai com a recomendação: "você precisa se preparar para esse momento", ela se referia à morte. Me assustou que ela estava tratando de forma muito real algo do qual eu quero fugir, a realidade da morte.

Parece que vivo como o homem da parábola que Jesus contou em Lc 12. 13 a 21. Conforme conquisto, mais quero conquistar, estabelecer, mas sem o senso de que posso estar sendo insensato, pois a qualquer momento minha alma pode ser pedida. Como tenho esquecido da efemeridade da vida. Como tenho sido relapso em lidar com um bem tão importante que diariamente está se acabando!

Não, não quero ser pessimista, mas pensar na morte nos faz refletir sobre o que, no final das contas vale a pena. Se eu recebesse a notícia de que tenho apenas mais uma semana de vida com certeza não faria um monte das coisas que ocupam minha semana hoje. Muitas delas não valem a pena, não merecem que minha vida seja gasta com elas.

A ironia é que não sei se tenho mais uma semana de vida, não sei! Não sei se serão mais décadas, mais anos, mais meses, assim, fica a palavra da profeta: "você precisa se preparar para esse momento". 


A vida é passageira, assim, que Deus me dê graça de me concentrar naquilo que realmente importa, e que minha vida valha a pena pelos valores e princípios que vivo, não pela insensatez que dirige minhas buscas. Desejo isso a você também.




Diego Xavier, teólogo e pastor da VI Igreja Presbiteriana Renovada de Anápolis Goiás, Bacharel em Teologia pelo Seminário Presbiteriano Renovado Brasil Central, casado com Tayrine Xavier. 



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Sinopses de Filmes Cristãos - Parte II


Sinopse: História de amor pouco convencional que explora a jornada de Bill e Kate. Eles tentam desesperadamente encontrar alguma explicação, depois de descobrir que seu único filho cometeu um assassinato em massa dentro de sua universidade e em seguida se matando... 





Um criminoso desesperado consegue escapar por um triz de levar um tiro à queima-roupa. Um mecânico de automóveis entristecido vê-se diante do luto e das dívidas. Um jovem alcoólatra quer muito sair de sua situação miserável. Três homens bastante diferentes buscam encontrar esperança em um local inusitado: A Conferência dos Homens de Pulso organizada por Angus Buchan, o homem que é fazendeiro na vida real e cuja transformação espiritual inspirou o grande filme O FAZENDEIRO E DEUS. A história da própria jornada de Angus mistura-se às histórias de três homens entre milhares de homens que viajaram para ouvir as palavras dele. Caminhos que se cruzam e vidas que jamais serão as mesmas retratadas neste novo e tocante filme baseado em fatos reais.








História bíblica que envolve boas interpretações e contextualiza todo cenário, não só religioso, mas também político da época em que se passa. O ator Omar Sharif (de Uma Amizade Sem Fronteiras) vive Pedro simples pescador que se tornou um dos pilares do cristianismo. A produção conta seu drama ao tentar divulgar o cristianismo por todo Império romano, além de retratar a sua forte amizade com São Paulo. Juntos, os dois homens tornam se santos e ajudaram a mudar a história da humanidade ao divulgarem a religião mais popular de todos os tempos numa época em que Roma já enfrentava a crise…





O longa conta a história do jovem Josh Wheaton, um cristão que tem sua fé confrontada quando entra para a faculdade e passa a ter aulas de filosofia com um professor que não acredita em Deus.
Sem aceitar as afirmações sobre a não existência de Deus vinda do professor, Josh se sente desafiado a mostrar que Deus existe. Surge então uma verdadeira batalha entre aluno e professor, ambos estão dispostos a fazer de tudo para justificarem seus pontos de vistas.
O livro foi escrito com base em argumentações de importantes estudiosos ateístas internacionais como Richard Dawkins e Christopher Hitchens. Ao longo da história esses argumentos céticos são desconstruídos e Rice Broocks mostra a fé intelectualmente.
Nos cinemas a história é interpretada por Shane Harper (Josh Wheaton), Kevin Sorbo (Professor Radisson), Dean Cain (Mark) e outros. O ator David A.R. White (Pastor Dave), além de atuar também assina a produção do longa. O roteiro é de Cary Solomon e Chuck Konzelman e a direção é de Harold Cronk.


Baseado em história real, o filme espanhol dirigido por Juan Antonio Bayona (O Orfanato) mostra o casal Maria (Naomi Watts) e Henry (Ewan McGregor) que está aproveitando as férias de inverno na Tailândia junto com os três filhos pequenos. Mas na manhã de 26 de dezembro de 2004, enquanto curtiam aquele paraíso após uma linda noite de Natal, um tsunami de proporções devastadoras atinge o local, arrastando tudo o que encontra pela frente.
Separados em dois grupos, a mãe e o filho mais velho vão enfrentar situações desesperadoras para se manterem vivos, enquanto em algum outro lugar, o pai e as duas crianças menores não têm a menor ideia se os outros dois estão vivos. É quando eles começam a viver uma trágica lição de vida, movida pela esperança do reencontro e misturando os mais diversos sentimentos.


O filme Quase Deuses narra a história real de Vivien Thomas (1910-1985), um afro-americano e do Dr. Alfred Blalock (1899 – 1964) de forma marcante. Duas pessoas totalmente diferentes em níveis de classes sociais e cor.

O foco deste filme é a narrativa da Segregação Racial. Nos EUA daquela época, os negros eram discriminados, separados como raça inferior, vivendo numa liberdade escravizada, tratados como escória, marginalizados em tudo, onde não podiam freqüentar ambientes destinados à elite branca, até mesmo dentro das instituições públicas.
Vivien Thomas era um jovem carpinteiro da cidade de Nashville no ano de 1930. Ele é demitido quando chega a Grande Depressão, pois estavam dando preferência para quem tinha uma família para sustentar.

Ele consegue um emprego para ser zelador no Laboratório de Cirurgias Experimentais Vanderbilt. Lá ele começa trabalhar para o Dr. Alfred que logo vê nele mais que um simples homem negro, mas uma pessoa de grande talento e de fácil aprendizagem. Infelizmente a Depressão o atinge duplamente, pois sumiram as economias de 7 anos, que ele guardou com sacrifício para fazer a faculdade de medicina, pois o banco faliu.

Ao lado do grande Dr. Alfred, Vivien tem a chance aprender muitas coisas. Pesquisas e experimentos são realizados pelos dois trazendo grandes resultados.

A história avança e por volta do ano de 1945 o Dr. Alfred Blalock se torna o novo presidente e chefe do departamento de cirurgias do Hospital Universitário John Hopkins. É claro que Vivien vai junto com o Dr. Alfred para o auxiliá-lo nos laboratórios. Logo o Dr. Alfred assume a missão de pesquisar uma solução para uma doença conhecida como o caso do Bebê Azul, manifestada por um problema cardíaco. Muitas pessoas vêem com olhos torcidos a presença de Vivien no laboratório pois alem de ser negro, ele nunca havia estudado medicina.

Muitos na Universidade tentem dissuadir o Dr. Alfred a esquecer o caso, mas ele se mantém firmes nas pesquisas junto a Vivien. Finalmente eles encontram uma possível solução por meio de uma intervenção cirúrgica (fato que não era visto com bons olhos, pois até então se acreditava que o coração não poderia ser operado).

Juntos eles mudaram o rumo da medicina. Juntos eles desenvolveram um grande feito. Mas a critica do filme gira em torno do fato de que apenas o Dr. Alfred ficou com os créditos. Para o resto da sociedade Vivien Thomas não era médico. Ele não era ninguém. Ele era invisível.

Vivien deixa o Laboratório, mas não consegue esquecê-lo. Ele pede para retornar ao Hospital. O Dr. Alfred continua com suas pesquisas e Vivien consegue de certa forma seu reconhecimento. Os anos passam e ele se torna o Diretor de Laboratórios do Hospital.

No epílogo, fica clara a mensagem subentendida do filme, quando o sonho de Vivien se torna realidade, recebendo o título de Doutor Honoris Causa. Também se realiza o “eu tenho um sonho” de Martin Luther King (1929-1968), ativista contra o preconceito e a segregação racial.

O Dr. Vivien Thomas, nunca cursou o curso de medicina, mas ainda sim, com sua determinação ele mudou o rumo das pesquisas em torno no coração e chefiou e ensinou diversos médicos nos processos das cirurgias cardíacas merecendo assim esse reconhecimento.

Só nos Estados Unidos hoje é realizada 1.750.000 cirurgias cardíacas por ano graças ao que esses dois homens fizeram em vida.



Alemanha, Segunda Guerra Mundial. O menino Bruno (Asa Butterfield), de 8 anos, é filho de um oficial nazista (David Tewlis) que assume um cargo importante em um campo de concentração. Sem saber realmente o que seu pai faz, ele deixa Berlim e se muda com ele e a mãe (Vera Farmiga) para uma área isolada, onde não há muito o que fazer para uma criança com a idade dele. 


Os problemas começam quando ele decide explorar o local e acaba conhecendo Shmuel (Jack Scanlon), um garoto de idade parecida, que vive usando um pijama listrado e está sempre do outro lado de uma cerca eletrificada. A amizade cresce entre os dois e Bruno passa, cada vez mais, a visitá-lo, tornando essa relação mais perigosa do que eles imaginam.




Após 17 anos na cadeia, Eugene Brown (Cuba Gooding Jr.) tenta recomeçar a vida trabalhando como faxineiro em uma escola pública. O local enfrenta diversos problemas causados por um grupo de alunos problemáticos, que conseguiu até mesmo expulsar uma professora. 


Encarregado de tomar conta deles, Eugene tem uma ideia: criar um clube de xadrez, de forma que possa ensiná-los a pensar antes de agir. Entretanto, a iniciativa não agrada ao chefão do tráfico local, que vê o faturamento cair devido ao sucesso do clube.



O novo professor de Inglês John Keating é introduzido a uma escola preparatória de meninos que é conhecida por suas antigas tradições e alto padrão. Ele usa métodos pouco ortodoxos para atingir seus alunos, que enfrentam enormes pressões de seus pais e da escola. Com a ajuda de Keating, os alunos Neil Perry, Todd Anderson e outros aprendem como não serem tão tímidos, seguir seus sonhos e aproveitar cada dia. 

                                                                                                  <>

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quinta-feira, 20 de julho de 2017

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Jesus X Religião - Augustus N. Lopes


O reverendo presbiteriano Augustus Nicodemus Lopes afirmou que em seu ponto de vista, Jesus não odeia a religião, assim como muitos tem propagado.

Para Nicodemus, que além de reverendo é chanceler na Universidade Presbiteriana Mackenzie, as teorias de que a religião é algo detestado por Deus são formadas em sua maioria por “frases de efeitos.

Augustus Nicodemus afirma que “a religião que Jesus ‘odiou’ foi o judaísmo legalista e farisaico de sua época, que era uma distorção da religião que Deus havia revelado a Israel e pela qual os profetas tanto lutaram”.

O reverendo ressalta ainda que Jesus tomou parte de certos rituais religiosos que considerava certo: “Jesus [...] foi circuncidado, aceitou ser batizado por João, foi ao templo nas festas religiosas, orou, deu esmolas, mandou gente que ele curou mostrar-se ao sacerdote”.

Ponderando a respeito do sentimento de aversão que é causado a diversas pessoas através de situações ou abordagens erradas do cristianismo, o reverendo Nicodemus afirma no texto publicado no Gospel prime que o legalismo é a razão de tanta insatisfação com a religião: 

          “É verdade que o Cristianismo através dos séculos se corrompeu em 
muitos lugares e épocas. Mas, todas as vezes em que isto ocorreu, deixou de ser a religião verdadeira para ser uma religião falsa. Portanto o correto é dizer que Jesus odeia o legalismo religioso, inclusive dentro do cristianismo. Mas é injusto e falso colocar Jesus contra toda e qualquer forma de cristianismo”.

Confira as opiniões de Augustus Nicodemus a respeito do tema Jesus x Religião:

Eu acho que frases de efeito como “Jesus é maior do que religião”, ou ainda “Jesus odeia religião”, ou mesmo “Eu sigo a Jesus; cristianismo é religião” não ajudam muito. Elas precisam de algumas definições para fazer sentido. 

(1) A religião que Jesus “odiou” foi o judaísmo legalista e farisaico de sua época, que era uma distorção da religião que Deus havia revelado a Israel e pela qual os profetas tanto lutaram. Logo, não se pode dizer que Jesus é contra a religião em si, mas contra aquelas que são legalistas, meritórias e contrárias à palavra de Deus;

(2) Jesus participou daquilo que era certo na religião de seus dias: foi circuncidado, aceitou ser batizado por João, foi ao templo nas festas religiosas, orou, deu esmolas, mandou gente que ele curou mostrar-se ao sacerdote;

(3) Seus seguidores, os apóstolos, logo se organizaram em comunidades, elegeram líderes, elaboraram declarações de fé, escreveram livros que virariam Escritura, recolhiam ofertas, tinham locais (casas) para se reunir – ou seja, tudo que uma religião tem. Logo, não devíamos dizer que o cristianismo não é uma religião; 

(4) É verdade que o Cristianismo através dos séculos se corrompeu em muitos lugares e épocas. Mas, todas as vezes em que isto ocorreu, deixou de ser a religião verdadeira para ser uma religião falsa. Portanto o correto é dizer que Jesus odeia o legalismo religioso, inclusive dentro do cristianismo. Mas é injusto e falso colocar Jesus contra toda e qualquer forma de cristianismo. 

Augustus Nicodemus é reverendo presbiteriano e Chanceler da Universidade Mackenzie e pastor da I IPB de Goiânia. 




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A Alma Católica dos Evangélicos no Brasil - Augustus Nicodemus Lopes



Os evangélicos no Brasil nunca conseguiram se livrar totalmente da influência do Catolicismo Romano. Por séculos, o Catolicismo formou a mentalidade brasileira, a sua maneira de ver o mundo ("cosmovisão"). O crescimento do número de evangélicos no Brasil é cada vez maior – segundo o IBGE, seremos 40 milhões esse ano de 2006 – mas há várias evidências de que boa parte dos evangélicos não tem conseguido se livrar da herança católica.

   É um fato que conversão verdadeira (arrependimento e fé) implica numa mudança espiritual e moral, mas não significa necessariamente uma mudança na maneira como a pessoa vê o mundo. Alguém pode ter sido regenerado pelo Espírito e ainda continuar, por um tempo, a enxergar as coisas com os pressupostos antigos. É o caso dos crentes de Corinto, por exemplo. Alguns deles haviam sido impuros, idólatras, adúlteros, efeminados, sodomitas, ladrões, avarentos, bêbados, maldizentes e roubadores. Todavia, haviam sido lavados, santificados e justificados "em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus" (I Co 6.9-11) sem que isso significasse que uma mudança completa de mentalidade houvesse ocorrido com eles. 

 Na primeira carta que lhes escreve, Paulo revela duas áreas em que eles continuavam a agir como pagãos: na maneira grega dicotômica de ver o mundo dividido em matéria e espírito (que dificultava a aceitação entre eles das relações sexuais no casamento e a ressurreição física dos mortos – capítulos 7 e 15) e o culto à personalidade mantido para com os filósofos gregos (que logo os levou à formar partidos na igreja em torno de Paulo, Pedro, Apolo e mesmo o próprio Cristo – capítulos 1 a 4). Eles eram cristãos, mas com a alma grega pagã.

  Da mesma forma, creio que grande parte dos evangélicos no Brasil tem a alma católica. Antes de passar às argumentações, preciso esclarecer um ponto. Todas as tendências que eu identifico entre os evangélicos como sendo herança católica, no fundo, antes de serem católicas, são realmente tendências da nossa natureza humana decaída, corrompida e manchada pelo pecado, que se manifestam em todos os lugares, em todos os sistemas e não somente no Catolicismo. Como disse o reformado R. Hooykas, famoso historiador da ciência, “no fundo, somos todos romanos” (Philosophia Liberta, 1957). Todavia, alguns sistemas são mais vulneráveis a essas tendências e as absorveram mais que outros, como penso que é o caso com o Catolicismo no Brasil. E que tendências são essas?

1) O gosto por bispos e apóstolos 

 Na Igreja Católica, o sistema papal impõe a autoridade de um único homem sobre todo o povo. A distinção entre clérigos (padres, bispos, cardeais e o papa) e leigos (o povo comum) coloca os sacerdotes católicos em um nível acima das pessoas normais, como se fossem revestidos de uma autoridade, um carisma, uma espiritualidade inacessível, que provoca a admiração e o espanto da gente comum, infundindo respeito e veneração. Há um gosto na alma brasileira por bispos, catedrais, pompas, rituais. Só assim consigo entender a aceitação generalizada por parte dos próprios evangélicos de bispos e apóstolos auto-nomeados, mesmo após Lutero ter rasgado a bula papal que o excomungava e queimá-la na fogueira. A doutrina reformada do sacerdócio universal dos crentes e a abolição da distinção entre clérigos e leigos ainda não permearam a cosmovisão dos evangélicos no Brasil, com poucas exceções.

2) A ideia que pastores são mediadores entre Deus e os homens 

 No Catolicismo, a Igreja é mediadora entre Deus e os homens e transmite a graça divina mediante os sacramentos, as indulgências, as orações. Os sacerdotes católicos são vistos como aqueles através de quem essa graça é concedida, pois são eles que, com as suas palavras, transformam, na Missa, o pão e o vinho no corpo e no sangue de Cristo; que aplicam a água benta no batismo para remissão de pecados; que ouvem a confissão do povo e pronunciam o perdão de pecados. Essa mentalidade de mediação humana passou para os evangélicos, com algumas poucas mudanças. Até nas igrejas chamadas históricas os crentes brasileiros agem como se a oração do pastor fosse mais poderosa do que a deles, e que os pastores funcionam como mediadores entre eles e os favores divinos. Esse ranço do Catolicismo vem sendo cada vez mais explorado por setores neopentecostais do evangelicalismo, a julgar por práticas já assimiladas como “a oração dos 318 homens de Deus”, “a prece poderosa do bispo tal”, “a oração da irmã fulana, que é profetisa”, etc.

3) O misticismo supersticioso no apego a objetos sagrados 

 O Catolicismo no Brasil, por sua vez influenciado pelas religiões afro-brasileiras, semeou misticismo e superstição durante séculos na alma brasileira: milagres de santos, uso de relíquias, aparições de Cristo e de Maria, objetos ungidos e santificados, água benta, entre outros. Hoje, há um crescimento espantoso entre setores evangélicos do uso de copo d’água, rosa ungida, sal grosso, pulseiras abençoadas, pentes santos do kit de beleza da rainha Ester, peças de roupa de entes queridos, oração no monte, no vale; óleos de oliveiras de Jerusalém, água do Jordão, sal do Vale do Sal, trombetas de Gideão (distribuídas em profusão), o cajado de Moisés... é infindável e sem limites a imaginação dos líderes e a credulidade do povo. Esse fenômeno só pode se explicado, ao meu ver, por um gosto intrínseco pelo misticismo impresso na alma católica dos evangélicos.

4) A separação entre sagrado e profano 

 No centro do pensamento católico existe a distinção entre natureza e graça idealizada e defendida por Tomás de Aquino, um dos mais importantes teólogos da Igreja Católica. Na prática, isso significou a aceitação de duas realidades co-existentes, antagônicas e freqüentemente irreconciliáveis: o sagrado, substanciado na Santa Igreja, e o profano, que é tudo o mais no mundo lá fora. Os brasileiros aprenderam durante séculos a não misturar as coisas: sagrado é aquilo que a gente vai fazer na Igreja: assistir Missa e se confessar. O profano – meu trabalho, meus estudos, as ciências – permanece intocado pelos pressupostos cristãos, separado de forma estanque. 

 É a mesma atitude dos evangélicos. Falta-nos uma mentalidade que integre a fé às demais áreas da vida, conforme a visão bíblica de que tudo é sagrado. Por exemplo, na área da educação, temos por séculos deixado que a mentalidade humanista secularizada, permeada de pressupostos anticristãos, eduque os nossos filhos, do ensino fundamental até o superior, com algumas exceções. Em outros países os evangélicos têm tido mais sucesso em manter instituições de ensino que além de serem tão competentes como as outras, oferecem uma visão de mundo, de ciência, de tecnologia e da história oriunda de pressupostos cristãos. Numa cultura permeada pela ideia de que o sagrado e profano, a religião e o mundo, são dois reinos distintos e frequentemente antagônicos, não há como uma visão integral surgir e prevalecer a não ser por uma profunda reforma de mentalidade entre os evangélicos.

5) Somente pecados sexuais são realmente graves 

A distinção entre pecados mortais e veniais feita pelo romanismo católico vem permeando a ética brasileira há séculos. Segundo essa distinção, pecados considerados mortais privam a alma da graça salvadora e condenam ao inferno, enquanto que os veniais, como o nome já indica, são mais leves e merecem somente castigos temporais. A nossa cultura se encarregou de preencher as listas dos mortais e dos veniais. Dessa forma, enquanto se pode aceitar a “mentirinha”, o jeitinho, o tirar vantagem, a maledicência, etc., o adultério se tornou imperdoável. Lula foi reeleito cercado de acusações de corrupção. 

 Mas, se tivesse ocorrido uma denúncia de escândalo sexual, tenho dúvidas de que teria sido reeleito, ou que teria sido reeleito por uma margem tão grande. Nas igrejas evangélicas – onde se sabe pela Bíblia que todo pecado é odioso e que quem guarda toda a lei de Deus e quebra um só mandamento é culpado de todos – é raro que alguém seja disciplinado, corrigido, admoestado, destituído ou despojado por pecados como mentira, preguiça, orgulho, vaidade, maledicência, entre outros. As disciplinas eclesiásticas acontecem via de regra por pecados de natureza sexual, como adultério, prostituição, fornicação, adição à pornografia, homossexualismo, etc., embora até mesmo esses estão sendo cada vez mais aceitáveis aos olhos evangélicos. Mais um resquício de catolicismo na alma dos evangélicos?

O que é mais surpreendente é que os evangélicos no Brasil estão entre os mais anti-católicos do mundo. Só para ilustrar (e sem entrar no mérito dessa polêmica) o Brasil é um dos poucos países onde convertidos do catolicismo são rebatizados nas igrejas evangélicas. O anti-catolicismo brasileiro, todavia, se concentrou apenas na questão das imagens e de Maria, e em questões éticas como não fumar, não beber e não dançar. Não foi e não é profundo o suficiente para fazer uma crítica mais completa de outros pontos que, por anos, vêm moldando a mentalidade do brasileiro, como mencionei acima. Além de uma conversão dos ídolos e de Maria a Cristo, os brasileiros evangélicos precisam de conversão na mentalidade, na maneira de ver o mundo. Temos de trazer cativo a Cristo todo pensamento e não somente os nossos pecados. Nossa cosmovisão precisa também de conversão (2 Coríntios 10.4-5).

Quando vejo o retorno de grandes massas ditas evangélicas às práticas medievais católicas de usar no culto a Deus objetos ungidos e consagrados, procurando para si bispos e apóstolos, imersas em práticas supersticiosas, me pergunto se, ao final das contas, o neopentecostalismo brasileiro não é, na verdade, um filho da Igreja Católica medieval, uma forma de neo-catolicismo tardio que surge e cresce em nosso país onde até os evangélicos têm alma católica.



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Frases Cristãs - Augustus Nicodemus Lopes


"Todo tipo de favoritismo na igreja é pecado". 
                   Augustus N. Lopes 














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terça-feira, 18 de julho de 2017

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Apóstolos e Pastores da Atualidade! Michael Rossane


Que Contradição né?! 

Esses camaradas que se intitulam de "bispos" "pastores" "apóstolos" e "pastoras", deixando claro, que qualquer um pode ser, mas vocacionados são poucos, fazem dos seus objetos de uso pessoal como amuletos para "salvar" e curar uma pessoa obtendo por meio dessas ações o dinheiro, quanta imponência, idiotice, safadeza e malandragem por parte dessas pessoas, além de pecado contra Deus e ao próximo, isso também é um crime. 

O "engraçado" é que: As chibatadas e os açoites que Jesus levou com mais de 460 feridas abertas em seu corpo, a coroa de espinhos africanos, de cerca de 7 ou 10 cm cada um, e tão duro, que poderiam até mesmo perfurar o crânio de uma pessoa, eram utilizados pelos marceneiros da época como pregos. 

A cruz que carregou com média de 150 quilos, as 6 horas de sofrimento na cruz, o longo trecho percorrido enquanto as pessoas blasfemava, esbofeteava, apedrejava e escarrava n,Ele, além de carregar a cruz foi pregado nela com pregos de 15 a 20 cm, humilhado, zombado, braço deslocado, tendões rompidos, sede, aflição psicológica e depois furado, isso ninguém quer, mais fácil para esses manipuladores, é usar uma camiseta ensanguentada de um pecador para enganar e levar para o abismo milhares de pessoas. (Leia Marcos 15)

Michael Rossane 

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O Desinteresse das Pessoas e Igrejas Locais pela Filantropia - Michael Rossane



O Desinteresse das Pessoas e Igrejas Locais pela Filantropia 

Porque cada vez menos igrejas e pessoas do nosso tempo, estão se ingressando no social, na filantropia?

Se trata de igrejas e pessoas egoístas e insensíveis aos problemas alheios? Não, em alguns casos não. Ao meu ver e por experiência própria como voluntário de uma instituição filantrópica idônea de Anápolis, em primeiro lugar, a igreja se tornou "rica" mas sem visão para missões transculturais, missões urbanas e filantropia, com mentalidade materialista e mundanista. Uma vez que, ela só saberá dos problemas e privações diversas em que as pessoas das favelas e periferias enfrentam, somente indo até lá para se dar conta de suas obrigações e responsabilidades.

Em segundo, o que mais impede o envolvimento dessas pessoas cristãs e não cristãs com o social, com o pobre, é o preconceito já disseminado em suas mentes desde muito cedo, de que se tratam de bandidos, pessoas pedintes, mendigos sujos, viciados, fedorentos e ignorantes, pessoas que não gostam de trabalhar e estudar, lugar perigoso em que não se deve visitar.... Muita prepotência não é, mas é desse tipo aí infelizmente. E por último, apego e amor ao dinheiro, ganância aos seus bens.

Nas palavras do Pr. Antônio Carlos Costa, presidente da ONG Rio de Paz da cidade do Rio de Janeiro: É problema moral possuir muito num mundo no qual milhões possuem tão pouco.


Michael Rossane
Filantropo responsável pela Associação ACAV 

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Leia, Reflita e Reaja - Michael Rossane


Leia, Reflita e Reaja 
Michael Rossane

Neste final de semana 08/15, tive uma experiência não muito agradável, que foi a falta de água, muita sede mesmo, o que me fez refletir sobre regiões do sertão que fica sem chover por até 3 anos, matando animais, plantações e pessoas. Me fez refletir do quanto precisamos da água e não vivemos sem ela, e por termos em "abundância" desperdiçamos.

 Saímos para um destino partindo de Cocalzinho de Goiás com o intuito de visitarmos a cidade de pedras e algumas cachoeiras, e aconteceu que ficamos perdidos, andando sem rumo por muitos quilômetros e informações desencontradas, até que ficamos sem água por algumas horas e aquela fraqueza que se pode imaginar, e pela graça de Deus, (e põe graça nisso), no finalzinho do dia, conseguimos encontrar um local com casas abandonadas no meio do nada e ao lado uma represa de água que não sei de onde saia no meio de algumas pedras, ufa... Até que enfim. A água não era limpa, um pouco amarelada e barrenta infestada de girinos, mas a sede era tanta que bebemos mesmo assim sem fervermos e ainda aproveitamos para tomarmos banho, sinistro, pensando a turma mais tarde diante de uma bela cachoeira com água transparente, dos perigos que corremos de bebermos aquela água, mas como não nos aconteceu nada em algumas horas, ficamos tranquilos.  Mas o desespero foi grande, em pensar que poderíamos ficar muitas horas sem água, e com muitos quilômetros ainda para caminhar e sem água para cozinhar, bem complicado.

  O que quero chamar a atenção de todos é que, quando a sede e a fome bate, tudo o que o queremos e não importa as condições que seja, é suprir essa necessidade. Quantas pessoas e cidades estão nesse momento, tendo como foco nosso país, com fome e sede, regiões secas com poços secos, águas barrentas, e famílias comendo calangos e ratos para matar a fome, e eu mesmo conheci muitas cidades e famílias com essas carências. Não espere sentir na pele o que eles vivem pra poder ajudar, apoiar, doar entre outras, enquanto você se omite, milhares morrem a espera de uma ajuda até nas periferias da sua cidade, enquanto você se acovarda, milhares estão por aí isolados e doentes precisando de um abraço e de sua misericórdia.

Apoie um projeto do Sertão, apoie um projeto social na sua cidade, mas não fique sem fazer nada...


Fim... 

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Refugiados de Igrejas - Michael Rossane


Refugiados de Igrejas!?
Michael Rossane 

O ingresso de uma pessoa nova na igreja deveria ser acompanhado de perto pela liderança (e da mesma maneira para aqueles que se ausentam por muito tempo da igreja). É importante conhecer o motivo pelo qual ela está ali, até pra saber lidar com algumas situações...

O que tem acontecido hoje é uma quantidade enorme de "refugiados" de outras igrejas, que saem das suas denominações por inúmeros motivos e alguns deles estariam até cumprindo disciplina ou precisando ser disciplinados, fazem isso pensando que se ninguém na igreja sabe da sua história, tudo ficará bem e poderão até exercer normalmente atividades e ministérios, imaginando estarem livres da disciplina ou mudança de atitude...

Acontece que Deus tudo vê, não adianta mudar de denominação, o " Corpo" é um só, não adianta mudar de igreja e não mudar de vida, enganam-se achando que estarão livres da correção e livres para dar continuidade em seus delitos e pecados... Não nos enganemos, esquecendo-nos de um dos atributos de Deus: Onisciência! E para finalizar, nada fica em obscuro por muito tempo, mais cedo ou mais tarde a verdade vem a tona diante de todos.



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Concupiscência da Carne, Concupiscência dos Olhos - Michael Rossane


A tendência natural de todos nós é seguir aquilo que amamos e desejar aquilo que nos agrada. Porém, se não nos precavermos, corremos o risco de cultivar em nós desejos que são desordenados e fora dos limites estabelecidos por Deus.

Tenho afirmado constantemente em meus sermões que "o excesso de coisas boas trazem resultados ruins e pecaminosos" e muitos, por não observarem este excesso, têm-se entregado aos seus desejos venenosos, traindo a si mesmos, a Deus e ao próximo. 

 O texto de 1 João 2:16 traz, com muita precisão, três destes desejos mais peçonhentos. 

A Concupiscência da Carne 

Concupiscência da carne é marcada por práticas desvirtuadas em busca de satisfação do apetite sexual. São as imoralidades e toda espécie de perversões que se possa imaginar.

Uma vida realmente desregrada, sem limites. O indivíduo passa a ser escravo de si mesmo. É como se houvesse um monstro dentro dele, mais forte do que ele, convencendo-o constantemente a continuar satisfazendo seus apetites carnais que não possuem fronteiras. Os prejuízos são enormes, além da perda da reputação, do pudor e do caráter, perde-se a salvação, a presença do Espírito Santo que deve habitar no homem. Enfim, é um pecado que conduz a alma para o inferno, Rm 8: 8; Rm 13: 14 e Ap 21: 8.

A Concupiscência dos Olhos

Concupiscência dos olhos é desejo intenso de aquisição de bens materiais, de desfrutar do gozo material. É o desejo de possuir, desejo de adquirir coisas, de acumular. Surge mediante a contemplação das vantagens terrenas, como riquezas, famas e prazeres. O indivíduo corre desenfreadamente atrás daquilo que ele não trouxe para este mundo, 1Tm 6: 7.

Este desejo é também conhecido como "avareza". O avarento se apega demasiadamente às coisas materiais, esquecendo-se de Deus. Seus olhos não veem o vertical, de onde vem sua redenção; somente veem o horizontal, o mundo e as coisas que nele há.

O primeiro grande mandamento é "Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração...", Mc 12: 30. Quem deseja possuir, adquirir desta forma os bens desta vida está incapacitado de amar a Deus. Os seus olhos estão saturados, voltados tão somente para os elementos materiais, a riqueza, a economia, de tal forma que não conseguem mais ver Deus em seu caminho, 1Tm 6: 10. 

A Soberba da Vida

A soberba é o desejo de posição. É querer estar acima de todos. Tenho afirmado que este tem sido um dos piores e mais demorado de todos os males a morrer no homem: o orgulho, o egoísmo. O indivíduo torna-se "deus" de si mesmo. Tudo que faz é só para se promover, para que seu ego seja massageado através dos elogios, dos parabéns, dos cargos que possui, das funções que exerce, da formação que tem, etc. Se tudo é necessário, mas se não for bem administrado pode ser um veneno mortífero para aqueles que almejam posições.

Há quem diga que "o poder pode embriagar". De fato, isso pode ocorrer, se não for canalizado de forma correta. Uma grande virtude em nossas vidas é "quando sentimos que somos o maior de todos os pecadores e o menor de todos os santos".

Quando temos o próximo sempre superior a nós. Isto é uma bênção. Que Deus nos salve de nós mesmos e que nossos desejos sejam controlados pelo Espírito Santo.


Que Deus abençoe a todos.

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segunda-feira, 17 de julho de 2017

Portal Teologia & Missões

Efésios 4:6 - Estudo - Michael Rossane


Efésios 4:6

Estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, - pela graça sois salvos,e, juntamente com Ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus... (Ef: 4:6).

Estar assentado nos lugares celestiais em Cristo Jesus... A posição de sentar significa, descansar, tranquilizar, é interessante que no Antigo Testamento, o sacerdote permanecia de pé constantemente e todos os dias durante o tempo em que oferecia os sacrifícios pelo povo, isso porque esse sacrifício não seria capaz de apagar totalmente aqueles pecados. Ao contrário, com o Senhor Jesus a carta aos Hebreus nos afirma em seu capítulo 10, verso 12, que Jesus tendo oferecido, para sempre, único sacrifício pelos pecados (e não mais, todos os dias, ou de ano em ano), assentou-se à Destra de Deus, ou seja, cumpriu sua missão e agora está ali ao lado do Pai, para desfrutar das benesses que o sacrifício lhe trouxe.

Ao Senhor Jesus foi necessária a morte, para resgaste do povo, para trazer das regiões das trevas, nós, que outrora, andávamos errantes, desobedientes, obstinados, pecadores. Ele morreu, porém ressuscitou e se assentou nos lugares celestiais, onde nós estamos assentados com Ele. Estar assentados “em” Jesus demonstra a posição de autoridade do filho de Deus, não é apenas estar “com” Ele, estar “com” significa, “estar ao lado de”, “acompanhado de”, mas a Palavra diz que estamos “em” que significa, “dentro de”, “inserido em alguma coisa ou lugar”, estamos lá, como igreja, inseridos neste mundo espiritual, que nós já conquistamos através da morte de Jesus. 

 Isso implica em dizer que a igreja já esta lá, e que o céu não é de forma alguma o seu destino, ao contrário, o céu é lugar de origem da igreja, porque é lá que ela está, assentada em Cristo, desde o seu triunfo na cruz.

É necessário o reconhecimento dessa posição de autoridade, estamos espiritualmente lá, carnalmente aqui (por enquanto) por uma limitação física, mesmo porque ao “corpo” (Igreja) é impossível sobreviver sem a “Cabeça” (Cristo Jesus), e é por isso que estamos sim unidos, ligados a Ele de uma forma maravilhosa, misteriosa, mas real.

Analisemos então, se estamos nos lugares celestiais, lá em cima, o nosso pensamento tem que condizer com a posição que ocupamos no mundo espiritual, talvez muitas vezes as circunstâncias nos confundam, mas de forma alguma, retira de nós a posição concedida por Deus. 

 E se estou “lá” em Cristo, entendo que como igreja devo passar pelo mesmo processo: morte, ressurreição, triunfo, para ressurgir, é preciso morrer, espiritualmente falando, tenho que morrer para o mundo, para o pecado e para tudo aquilo que me afasta da vida em Cristo, então quando morremos para o pecado, ressurgimos para uma vida nova em Cristo, e nos assentamos com Ele, em triunfo, em glória, isso já está consumado no mundo espiritual, e será consumado no mundo físico, quando Jesus “levar” sua Igreja, onde não mais existirá a limitação física.

E toda essa autoridade, esse poder dado a igreja, só é possível, através do sacrifício de Jesus, onde a misericórdia não nós dá aquilo que merecemos e a graça nos dá aquilo que não merecemos, e nunca mereceremos por esforço próprio, por isso a salvação é dom de Deus, vem d'Ele, e é para todo aquele que crê em o Nome de Jesus, seu Filho, que Ele, por amor nos entregou e com Jesus nos deu graciosamente (de graça) todas as coisas. Ninguém pode nos separar desse amor, conquistado pela graça e que nos deixa em posição superior, de autoridade, reconheçamos pois nossa autoridade como igreja, e vivamos de acordo com essa posição que por Jesus foi para nós conquistada.

Michael Rossane

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