"AO CONTRÁRIO DE MUITOS, NÃO NEGOCIAMOS A PALAVRA DE DEUS VISANDO A ALGUM LUCRO; ANTES, EM CRISTO FALAMOS DIANTE DE DEUS COM SINCERIDADE, COMO HOMENS ENVIADOS POR DEUS". 2 Coríntios 2. 17



terça-feira, 21 de junho de 2016

* Revolução Hussita e a Crise do Catolicismo / Biografia


       Revolução Hussita e a crise do catolicismo

A Revolução Hussita teve como ponto de partida a oposição às práticas do clero católico, antecipando em um século as lutas camponesas na Alemanha, no séc. XVI.

Os conflitos sociais na Boêmia no século XV tiveram uma forte influência religiosa e prefiguraram diversos outros conflitos que eclodiriam em outras partes da Europa um século depois com o advento da Reforma Protestante. A Boêmia localizava-se onde hoje é a República Tcheca e incluía, no século XIV, a Morávia, a Silésia e a Alta e a Baixa Lusátia. O nome de Revolução Hussita, que foi dado ao conflito que eclodiu entre 1419 e 1436, referia-se ao teólogo e padre Jan Huss
Jan Huss, sob a influência de algumas ideias de John Wycliff, havia se oposto à venda de indulgências pela Igreja Católica, defendendo ainda a autoridade da bíblia como a única que deveria ser aceita pelos cristãos e que a comunhão deveria ser realizada através do pão e do vinho e ministrada pelos leigos, e não pelos clérigos da igreja. Por esses posicionamentos doutrinários, Jan Huss foi condenado como herege e morto na fogueira em 1415, durante o Concílio de Constança.
A execução de Huss deixou seus seguidores indignados, iniciando em 1419 o que ficou conhecido como Revolução Hussita. Mas não eram apenas os aspectos religiosos que geraram o conflito. A Boêmia era controlada à época por uma elite católica de origem alemã, enquanto a maior parte da população era de origem tcheca ou eslava. As grandes minas de prata da região, as maiores da Europa, também eram controladas por esses nobres germânicos.
O rei Venceslau IV tentou combater a influência germânica na Boêmia, indicando inclusive Jan Huss para a reitoria da Universidade de Praga, em 1402. Além disso, Venceslau IV permitia uma liberdade de culto no reino, o que gerou uma indisposição com a Igreja Católica e com a nobreza germânica.
Após a morte de Huss, nobres da Boêmia e da Morávia organizaram-se em um congresso e condenaram o Concílio de Constança pela execução do padre de Praga. Não reconheceram ainda as decisões do Concílio, inclusive a eleição do novo papa, Martinho V.
O rei da Hungria e irmão de Venceslau, Segismundo, recebeu do Concílio a permissão para organizar um exército e invadir a Boêmia. Venceslau IV ainda tentou um acordo, pretendendo deixar a população revoltosa fora da praça da cidade.
A própria população de Praga não aceitou a decisão e, liderada por Jan Zizka, invadiu um dos palácios da cidade e lançou pelas janelas os membros do Conselho. Esse evento ficou conhecido como primeiraDefenestração de Praga e deu início à Revolução Hussita.
Em 1420, os hussitas criaram uma comunidade que deram o nome de Tabor, em homenagem às várias referências bíblicas ligadas ao monte Tabor. A vida na comunidade era baseada na simplicidade e no fato de que não havia propriedade privada. Era uma forma de realizar os ideais de Jan Huss de uma sociedade justa e com igualdade. Graças ao nome da comunidade, esse grupo de hussitas ficou conhecido como taboritas.
Os taboritas eram formados em sua maior parte por camponeses defendendo ações radicais, rejeitando os desvios do clero, a pompa dos cultos e aproximando-se de posições apocalípticas de que o fim do mundo estava próximo, em virtude das injustiças sociais vividas, e que um novo reino milenar adviria, onde as riquezas seriam divididas por todos.
Mas eles não eram o único grupo hussita. Havia ainda os utraquistas, que se diziam os verdadeiros intérpretes de Jan Huss. Formados por membros da pequena nobreza e por elementos da burguesia urbana, os utraquistas eram moderados, tinham uma visão mais liberal e, muitos deles, eram ricos.


A unidade entre os dois grupos tinha por objetivo garantir a liberdade da Boêmia frente à ameaça externa. Para isso foi estabelecido um acordo em torno dos Quatro Artigos de Praga, que estabelecia: 1. liberdade para a pregação; 2. comunhão através do pão e vinho; 3. privação das riquezas pelo clero; 4. castigo dos pecados públicos.
Como Segismundo não aceitou os artigos, e com o apoio de Roma, cinco cruzadas foram realizadas contra os hussitas. Sob a liderança de Jan Zizka, que havia perdido parte da visão, os hussitas conseguiram durante 15 anos conter as investidas das tropas católicas. Outro líder taborita que se destacou foi o padre Procópio, o Grande. Os principais motivos para as constantes vitórias dos hussitas eram a fé em um mundo mais justo, a inovação da utilização da infantaria e a criação de fortificações que impediam o avanço da cavalaria do exército comandado por Segismundo.
Entretanto, divisões internas aos hussitas levaram à sua derrota. Os utraquistas aceitaram as conversações com a Igreja Católica e, em 1434, passaram a lutar contra os taboritas, derrotando-os na Batalha de Lipan.
Em 1436, os utraquistas entraram em acordo com Roma, com os católicos aceitando durante certo tempo o compartilhamento das duas práticas cristãs. Entretanto, com a chegada ao papado de Pio II, em 1458, o acordo foi desfeito, tornando o catolicismo a única religião aceita oficialmente na Boêmia.
O interessante nesse processo histórico é perceber que a Revolução Hussita demonstrou a crise que vivia a Igreja Católica ao final da Idade Média e início da Idade Moderna. Além disso, antecipava em um século as rebeliões camponesas que eclodiram na Alemanha após a Reforma Protestante iniciada por Marinho Lutero.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

* O Corpo de um Cristão é de Cristo, não Faça Dele o Que Quiser / Reflexão por Igor Miguel


Qualquer leitor leigo, sem muitos recursos hermenêuticos sabe, que o cristianismo, a partir da revelação das Escrituras, tem uma ética sexual. O que isto significa? Um moralismo do tipo que Deus só ama os castos? Obviamente que não. Pois o cristianismo implica em uma fé que acolhe pecadores, gente despedaçada e vulgarizada como eu e outros. Jesus não veio para os sãos, veio para os doentes. Entretanto, o cristianismo tem recursos para transformação do ser humano, fazendo-o viver para além de suas pulsões, para além de seus disparates e fetiches sexuais. Por isso o cristianismo é libertador.

Não é moralismo, pois este exige que se chegue a Deus moralmente resolvido para que se torne aceito. O cristianismo exige arrependimento e fé nos méritos de Cristo, justificação, para que entremos em seus domínios por graça. Por outro lado, a obra da justificação engatilha um fascinante processo de transformação, o que chamamos de santificação. A santificação envolve também sermos equipados com uma vida virtuosa, onde nos tornamos gradativamente livres de nós mesmos. Uma ética sexual cristã implicaria não em um purismo gnóstico que vê no corpo um mal. Mas que trata-o com o devido respeito, pois não é um objeto desconectado do ser, não é um fim em si mesmo, o corpo integra-se à existência. A insistência bíblica e da tradição cristã com a ética e a pureza sexual não é uma obsessão gratuita, é justamente porque tem a sexualidade em um lugar melhor, mais belo, e menos banalizado.


O problema com "a exposição da vulva" de autoria da Thamyra não é o escândalo, mas como fere a antropologia cristã. Cristãos resistem todo tipo de fragmentação, segmentação ou reducionismo do ser humano, por justamente crer que "o Cristo todo, morreu pelo homem todo" (Lausanne). Um "cristão" que pede a várias pessoas, tipo, 'me empresta sua "vagina" para tirar uma foto e fazer um trabalho "artístico"?', fere a noção de que pessoas não são meras partes, mas que elas têm rostos, biografias e idiossincrasias. O que me impressiona é que afirmam uma missão integral mas reduzem a condição humana a apenas uma fatia de sua existência.

Então, por favor, aprendam: uma missão cristã que aprecie a totalidade da vida, um Cristo que confronta todo misoginia, todo machismo, toda idolatria sexual, toda "falolatria" ou "vaginolatria", toda retórica de objetificação e autodeterminismo, não pode estar subserviente a nenhuma ideologia moderna. As Escrituras resistirão e subverterão toda tentativa de instrumentalização de sua verdade a qualquer narrativa cultural ou política que reduza o ser humano a alguma coisa que seja menor do que ele.

O corpo de um cristão é de Cristo, não faça dele o que quiser.
"Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus." (I Co 6:20).

Por: Igor Miguel 


quinta-feira, 16 de junho de 2016

* Ore por Paz na Síria











A igreja na Síria 📢 🏥


A Síria é muito significativa na história do cristianismo. Paulo se converteu a Cristo enquanto estava a caminho de Damasco, estabelecendo a primeira igreja organizada cristã de Antioquia, na antiga Síria. Há indícios de que existiam cristãos na Síria antes mesmo da conversão do apóstolo Paulo, já que ele estava a caminho de Damasco para capturar possíveis cristãos quando se converteu (Atos 9.1-19).

A Igreja Ortodoxa Grega afirma que sua história na região remonta à época da queda de Jerusalém, quando o centro do cristianismo no Oriente passou a ser a cidade de Antioquia. Embora estivesse localizada no atual território da Turquia, Antioquia exercia influência sobre a Síria devido à proximidade geográfica.

Católicos e protestantes só se estabeleceram na Síria a partir do século 18. A influência do cristianismo ocidental no país tornou-se forte a partir de 1890, principalmente devido à ascendência das escolas cristãs sobre os governantes sírios.

As igrejas evangélicas, caracterizadas pelas atividades evangelísticas, têm mudado a comunidade cristã do país, apesar das pressões que sofre. Atualmente existem mais de 700 mil cristãos na Síria.

A igreja não é uma igreja oculta ou secreta. As autoridades tentam controlar tudo no país, mantendo a polícia secreta por toda parte. Para quem anda de acordo com o sistema, não há nada a temer, mas quem desobedece sofre oposição. Evangelizar, por exemplo, é proibido pelo sistema. Então, se os cristãos não perturbarem a ordem e a harmonia social, eles têm liberdade para realizar seus cultos.

A perseguição 

A Constituição garante liberdade religiosa, embora haja restrições e laços com grupos fundamentalistas que são contrários aos cristãos. Os ex-muçulmanos sofrem com a desconfiança que paira na sociedade, causada pela polícia secreta. Eles têm medo de contar suas histórias às pessoas, até mesmo aos amigos. E a igreja, por sua vez, tem medo de receber esses convertidos, pois desconfia de que possam ser agentes do governo disfarçados - o que não é impossível de acontecer.

Há também a pressão que a família e a sociedade aplicam aos que abandonam o islamismo. Essas convenções sociais fazem com que a conversão de um muçulmano ao cristianismo seja muito rara.

Dentro do contexto de guerra, o Estado Islâmico (EI) controla grande parte do país, e com a crescente influência dos jihadistas islâmicos nas forças da oposição, os cristãos tornaram-se um grupo cada vez mais vulnerável, vivendo em zonas controladas em todo o país. Recebemos relatos de muitos sequestros de cristãos, violentados fisicamente e muitos são mortos.

Um novo desenvolvimento na guerra civil da Síria, durante 2015, foi a intervenção da Rússia. Além disso, a França, a Alemanha e a Grã-Bretanha planejaram intervenções após os ataques de Paris em novembro. Provavelmente, isso não será suficiente para salvar o regime sírio. E, exaustos, os cristãos devem continuar fugindo do país. Há muitos cristãos sírios deslocados internamente de Homs, Alepo e outras áreas. A Portas Abertas, por meio de igrejas locais, tem cuidado e apoiado esses cristãos.


quarta-feira, 15 de junho de 2016

* Responsabilidade Social, Serviço e Cidadania / Vanderlei Gianastacio

De que modo a igreja deve se inserir na sociedade e contribuir para seu desenvolvimento sem perder sua identidade eclesiástica e missionária?
Como relacionar o evangelho com situações concretas do cotidiano?

Responsabilidade social, serviço e cidadania é uma relevante contribuição para abordar essa temática tão cara para a igreja. O autor não recorre aos modernos modelos eclesiásticos para responder a essas questões cruciais. Ele volta ao passado, à igreja primitiva, a fim de buscar solução para esse ponto de discussão, centralizado seu foco em três comunidades: Jerusalém, Antioquia e Éfeso. O legado do passado ainda mantém seu valor insubstituível. 

Este livro serve de espelho para as modernas comunidades cristãs.

Publicado anteriormente sob o título Uma igreja que faz e acontece.

terça-feira, 14 de junho de 2016

* Disciplina na Igreja / Russell P. Shedd

Neste livro o dr. Shedd expõe a visão neotestamentária da disciplina eclesiástica. Entre as analogias que descrevem a igreja do Novo Testamento, uma das mais sugestivas é a da família de Deus. Ele é o Pai. Os pastores, dirigentes e os próprios membros têm a responsabilidade de cooperar com o Pai na disciplina da família.

Segundo o autor, existem dois tipos de disciplina. A disciplina positiva tem por finalidade desenvolver a maturidade dos membros da igreja. Já a disciplina negativa lida com as questões do pecado e da rebeldia na igreja. É surpreendente descobrir quantas instruções Deus nos proporciona em sua Palavra, a fim de orientar os que se empenham no árduo ministério de conduzir a igreja para o aperfeiçoamento em Cristo (Cl 1.28).




* Deus, Casamento e Família / Livro de Andreas J, Kostenberger & David W. Jones

Vivemos uma crise no que diz respeito ao casamento e à família e somente com um retorno ao fundamento das Escrituras poderemos ter a esperança de recuperar essas instituições. A fim de fornecer um tratamento bíblico e integrado desses temas, os autores examinam o que a Bíblia diz sobre os propósitos que Deus tem para homem e mulher tanto no casamento quanto na vida familiar. Essa análise abrange tópicos como casamento, criação de filhos, solteirismo, homossexualidade, divórcio, novo casamento, contracepção, aborto, o papel de cada sexo e liderança no lar. Portanto, este livro é essencial para todos que buscam uma visão bíblica e uma resposta para os complexos desafios que nossa cultura lança às intenções de Deus para o casamento e a família.

Ao final da obra os autores prepararam um guia de estudo que facilita o aprendizado e é ideal para estudos em pequenos grupos. 




* Ortodoxia Humilde / Livro de Joshua Harris, Eric Stanford

O cristão não pode escolher entre ter humildade e defender a ortodoxia, precisamos de ambas

Em Ortodoxia Humilde, o renomado autor Joshua Harris examina os ensinos do Novo Testamento sobre o chamado para que os cristãos tenham uma coragem permeada de amor, que ignora controvérsias tolas, suporta o mal pacientemente e defende a verdade com espírito generoso. Sem esse tipo de humildade, Harris afirma, nós nos tornamos como os fariseus — corretos em nossa doutrina, mas alguém que prejudica a defesa da verdade com nosso orgulho.

Ao final de cada capítulo o autor preparou um guia de estudo que pode ser usado individualmente ou em grupo.




* Juízes para Você / Livro de Timothy Keller


Junte-se ao dr. Timothy Keller na exposição do livro de Juízes. Entenda seu significado e veja como ele transforma nosso coração e nossa vida hoje. 
 Escrito para pessoas de todas as idades e etapas da vida, de novos crentes a pesquisadores, de pastores a professores, este material pode ser utilizado de diversas formas e foi feito para você...
  •  LER E ESTUDAR, servindo de guia para o empolgante livro de Juízes, levando-o a ver como ele aponta para o maior resgate de Deus;
  • MEDITAR E SE ALIMENTAR, proporcionando um devocional diário que o ajudará a crescer em Cristo à medida que for lendo e meditando nessa porção da Palavra de Deus;
  • ENSINAR E LIDERAR, oferecendo uma série de apontamentos que lhe permitirão explicar, ilustrar e aplicar Juízes quando estiver pregando ou liderando um estudo bíblico. 






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